Você ainda acredita em autossabotagem? Você realmente acha que quando você tá ali querendo realizar alguma coisa que você quer muito ou viver uma coisa que você deseja muito, você puxa o seu próprio tapete? Hoje eu vou te explicar porque que autossabotagem não existe, o que que a neurociência diz sobre isso e quais são então os motivos que podem estar bloqueando você, te atrapalhando de conseguir aquilo que você deseja.
No final, eu também vou falar um pouco sobre como você pode lidar com isso, sair desse ciclo aí do que você chama de algo de sabotagem, preguiça, falta de força de vontade, que na verdade não é nada disso. Então fica comigo até o final do vídeo. Eu sou a Flávia Espera, para quem não me conhece.
Eu sou psicoterapeuta especializada em dor crônica, danças invisíveis. Também sou professora e contadora de histórias. Se você gosta de temas de autoconhecimento, histórias e saúde mental, já segue o canal e curte o vídeo.
Então, vamos lá. Para começar, o que que seria autossabotagem? Autossabotagem é a gente sabotar a gente mesmo, ou seja, a gente puxar o nosso próprio tapete, né?
Quando alguém faz uma sabotagem, alguém faz algo para prejudicar outra pessoa, para impedir aquela pessoa de conseguir alguma coisa. Quando a gente fala em autossabotagem, a gente tá trazendo a ideia de que a gente tá contra a gente mesmo, de que a gente tá fazendo uma coisa para se prejudicar. E isso nunca é verdade, mesmo em comportamentos autodestrutivos.
E eu vou explicar porquê. Isso nunca é verdade. Você nunca está contra você mesma.
Eu vou até deixar um texto antigo meu aqui embaixo que fala sobre isso. O que que acontece? Muitas vezes existe uma parte sua, tem várias partes suas que querem alguma coisa, mas muitas vezes existe uma parte sua que não se sente segura para isso, para conseguir o que você quer.
Ou por um trauma, ou por crenças de que não era para ser assim ou é errado, ou por culpa, ou porque acha que é perigoso, ou porque aprendeu que de repente dá certo é perigoso, ou ter dinheiro é ruim, seja lá o que for. ou simplesmente porque é uma mudança, é algo diferente. Quando a gente pensa no nosso sistema nervoso, o nosso sistema nervoso não gosta muito de mudança.
Que que acontece? O nosso cérebro, ele é uma das partes do corpo que mais gasta energia. Então, economizar energia é muito importante pro cérebro.
Como é que ele economiza energia? Automatizando comportamentos. Já parou para ver que quando você tá aprendendo a fazer uma coisa, você precisa de mais foco, atenção, repetição, te custa mais, te faz ter mais esforço do que quando você já tá no automático.
Quando a gente tá aprendendo a andar, como é difícil, hoje em dia a gente anda, se parar para pensar em como anda, periga a cair, né? porque já tá muito no automático. Ou pessoas que dirigem ou que andam de bicicleta, aquilo que no começo demandava muita atenção, depois vai pro automático.
Essa coisa de ir pro automático é uma forma do cérebro de não gastar tanta energia. Quando a gente tá fazendo algo novo, geralmente a gente usa o córtex pré-frontal e outras áreas do cérebro. Quando a gente tá no automático e o córtex pré-frontal gasta muita energia e é a nossa área responsável pela criatividade, por pensamento de executar as coisas, né?
E e várias questões mais elaboradas. Quando a gente entra no automático, o cérebro já aprendeu, já treinou, o já faço isso de olho fechado, vai para uma área do cérebro que não gasta tanta energia para poder liberar essa parte pro que realmente importa. Então, qualquer coisa que seja novidade, a primeira reação do nosso sistema nervoso, quando algo vai mudar, muitas vezes é alerta, perigo.
Aí a gente ativa lá a amídala cerebral, que não é essa da garganta, né? Que é uma estrutura que tá relacionada às emoções, ao medo, a sensação de ameaça, ativa outras áreas do cérebro também ligadas a isso e trava. é uma questão de proteção, de sobrevivência.
Então, se alguma parte sua, seja por traumas, seja por medos, por crenças, ou simplesmente porque é uma mudança, se alguma parte sua trava, o seu sistema nervoso vai travar para te proteger de conseguir o que você quer, porque ele acha em algum nível que o que você quer não é seguro para você. Ah, que lindo, maravilha. Não sou mais preguiçosa.
Eu sou alguém que sabe se proteger, se defender. Tá bem, mas como é que eu saio disso? Então, eu vou falar um pouco sobre isso mais pro final.
Primeiro eu vou explicar um pouco como esse mecanismo acontece. Previsibilidade, repetição, automatismo economizam energia do cérebro, né? Então, o seu sistema nervoso é aquela velha frase, ele prefere um inferno conhecido do que um céu desconhecido?
Então, muitas vezes, não é que o que você quer não é bom para você, muitas vezes é, é maravilhoso, mas pode ser que o seu sistema nervoso esteja entrando aí em modo de alerta. Por quê? Opa, mudança, gasto de energia, ameaça.
E aí a gente precisa de estratégias, de recursos que existem. Você não vai ficar nisso para sempre, não precisa, pelo menos para trazer segurança para essa parte sua aí que tá com medo, trabalhar questões que possam estar ligadas a isso, trazer segurança para que o seu sistema nervoso possa te permitir chegar onde você quer. Então o nosso cérebro, essa questão do automático, é como se fosse uma trilha na floresta.
Então você vai fazer uma caminhada e tá uma floresta toda fechada. Se tem uma trilha já aberta, provavelmente você vai pela trilha, porque é mais seguro. Alguém já passou por ali, já tá aberta, já tem mais visibilidade, o chão já tá mais plano, é conhecida, deve ser bom por ali.
Isso é parecido com os caminhos que o nosso cérebro já fez muitas vezes, como já passou muita gente por aquela trilha, então já tá mais fácil caminhar por ali, né? Eh, é o mesmo mecanismo, é muito parecido com o que o nosso cérebro faz. Então, a gente repete caminhos cerebrais e vai formando trilhas por onde o cérebro já é mais fácil ir.
A gente fazer algo novo, né? O cérebro muitas vezes entende como tem uma trilha aqui, tem um caminho de madeira aqui que eu já construí, que eu já sei onde vai dar, que não tem perigo nenhum, mas eu decidi mudar. Eu decidi que eu vou pegar uma peixeira e vou abrir uma trilha do nada meio da mata fechada.
Percebe como isso pro cérebro pode não fazer nenhum sentido? Pode ser visto como para que arriscar? Para que esse perigo?
Então, muitas vezes é isso que tá acontecendo, né? E como eu falei, isso pode ter várias causas. Pode ser só a questão do sistema nervoso tentando se proteger por pela da mudança pela mudança em si, né?
Mas pode ter a ver com outras questões que precisam ser olhadas, com traumas, com a forma que eu penso, o que que eu acho, se eu acho que aquilo é perigo, alguma parte minha acha que o que eu quero é perigoso ou me ameaça de alguma forma, né? Isso tudo. Aí cada um vai ter o seu caminho para trabalhar essas questões.
O que que é importante você entender? Não é preguiça, não é falta de força de vontade, não é um fracasso, pelo contrário, a sua parte protetora tá sendo muito vitoriosa, né? Só que essa proteção talvez esteja em desequilíbrio.
Então, se não é falta de força de vontade, se não é preguiça, se a procrastinação não é porque você é uma pessoa que foge, que é preguiçosa e tudo, se isso tem um sentido até biológico de sobrevivência, não tem por vocês ficar se culpando também. Não tem como continuar insistindo em fazer da mesma forma que você tá tentando e que não tá dando certo. E não tem como você fazer isso sem ter as estratégias certas, sem trazer essa segurança, né, para seu, pro seu sistema nervoso, sem aprender como é que funciona na sua cabeça a criação de hábitos, quais são as coisas que ajudam, que atrapalham, quais são as formas mais adequadas para você, porque as pessoas têm estilos e ritmos diferentes, né?
Então, se é alguém que tem um problema de atenção, as estratégias são diferentes, uma depressão, ansiedade, se é alguém que tem energia limitada, seja por porque tá numa exaustão, seja porque trabalha demais, tem filhos e não dá conta de tudo, seja porque tem uma doença crônica ou dor crônica, algo que drena mesmo a energia, seja pelo motivo que for, existem estratégias adequadas paraa sua situação. que você pode começar a fazer. O problema não é que tem algo de errado com você, pelo contrário, seu sistema nervoso tá funcionando como deveria.
O problema é que você talvez ainda não tenha identificado quais são as origens que estão te travando. Continua tentando fazer sozinha e às vezes da mesma forma que já tentou antes e que não vai funcionar, senão já teria funcionado. E ainda não entendeu como você funciona e quais são as estratégias que podem te ajudar.
Você vive frustrado por não tá conseguindo atingir suas metas, porque você se perde quando vai tentar realizar seus projetos ou mudar de hábito. Por mais que você deseje aquilo, procrastina ou entra num perfeccionismo, numa autocobrança e nunca começa. Acha que ainda precisa de mais algum passo e sempre adia o que você quer.
Faz listas de ano novo. Esse ano vai, esse ano vai e acaba não indo porque as vida acontece no meio do caminho ou você se distrai e acaba se sentindo preguiçosa, fracassada, culpada ou culpado, né? A maioria do meu público é de mulheres, mas tem homens também.
Ou acaba se tá achando de preguiçosa. Não tem nada de errado com você. Você só ainda não conseguiu ter o suporte adequado.
E sim, eu tô falando em suporte. Muitas vezes ficar tentando fazer sozinho é uma das coisas que faz a gente não conseguir sustentar a criação de um novo hábito, de uma mudança. Então essa coisa de eu tenho que dar conta sozinha também pode estar te atrapalhando de chegar onde você quer.
Bom, então eu falei que pra gente conseguir, né, negociar aí com o nosso sistema nervoso, não adianta forçar a barra, insistir, tentar mais violentamente, né, eh, se punir, isso, nada disso adianta. O que adianta, primeiro, a palavra de ordem é trazer segurança. Se o sistema nervoso se sente seguro, ele vai deixar você fazer.
E como é que a gente traz essa segurança? Bom, se forem questões de trauma, de crenças, questões emocionais, a gente tem que trabalhar especificamente essas questões também. Mas regra geral, quando a gente fala em sistema nervoso, que tá ali no estado de alerta, tá com medo de alguma coisa, né, tá tentando te proteger, a gente tem alguns recursos que podem ajudar.
por exemplo, exercícios de regulação emocional que vão ajudar você a se entrar no presente, que vão ajudar você a conseguir regular esse emocional que tá lá em estado de alerta lá na Amídala, não só na Mídala, mas principalmente, que entrou em modo emocional de alerta e trazer acalmar isso, muitas vezes trazer a energia para cá, pro córtex pré-frontal, né? A meditação também pode ajudar muito nisso. Estratégias que façam a gente sair do redemoim emocional que ativou ali a sensação de ameaça e ir mais para outras áreas do cérebro que vão ajudar a entrar num modo de observar, de resolver, de sair dessa sensação que engoliu o sistema nervoso.
Outra coisa que traz muita segurança pro nosso sistema nervoso é consistência. Que que é consistência? manter o hábito.
Então, pro nosso sistema nervoso, não adianta você fazer a semana, a primeira semana do ano, eu vou fazer tudo, eu vou fazer todas as mudanças que eu quero, eu vou ser assim, a pessoa que eu quero ser esse ano e depois não conseguir sustentar isso. Pro nosso sistema nervoso, é mais importante você dar um passo por dia do que você fazer uma hora de caminhada na primeira semana. Que que acontece?
É mais ou menos como quando a gente tá conhecendo alguém que a gente ainda não sabe como é, né? A gente precisa ir observando, a gente precisa ver se o que aquela pessoa fala tá de acordo com o que ela diz, com com que ela com o que ela faz, né? o que ela fala pode se escrever, né?
Se as ações são compatíveis com o que ela promete, se ela promete e cumpre, se ela avisa quando vai faltar. Essas questões vão trazendo pra gente a sensação de segurança aos poucos. Nosso sistema nervoso precisa disso.
E a consistência, fazer um pouquinho a cada dia é uma das coisas que mais ajuda nessa segurança. E aí o que que acontece? Muitas vezes quando a gente pensa nesse pouquinho, ai, mas eu vou ficar sobrecarregado, mas eu não consigo fazer todo dia, mas não dá.
Talvez porque você esteja tentando fazer muito. E às vezes o que a gente acha, não, mas não é muito, eu tô tentando só, sei lá, meditar 20 minutos por dia. É muito meditar 20 minutos por dia, já é lá na frente.
Não é por aí que você começa. Se você tá tendo essa dificuldade, se você tá travando com isso, tem que ir mais devagar. É como quando a gente vai fazer exercício físico.
Não adianta eu ficar parado um ano e fazer uma aula gigantesca de musculação. Eu não vou andar no dia seguinte e vou lá vou abandonar. Tem que começar de pouquinho em pouquinho.
Se tá travando com um peso, por menor que seja, vai ter que pegar menos peso ou começar com peso nenhum. É a mesma coisa, né? precisa ir acostumando.
Então, se seu objetivo é meditar 20 minutos por dia, por exemplo, em vez de meditar 20 minutos por dia, você vai começar colocando como objetivo, talvez dar três inspirações, respirações profundas quando acordar. três. Isso já é suficiente muitas vezes para acalmar o seu sistema nervoso naquele momento.
Ah, mas não tem os benefícios da meditação de 20 minutos. Sim, calma, você vai chegar lá. Mas quando a gente fala em mudanças que tão causando aí procrastinação, eh, adiamento e tal, elas não estão sendo vistas como seguras.
Então, o que você acha que é pouquinho pro seu sistema nervoso não é. vai ter que começar mais baixo, vai ter que começar devagarzinho. Então, a consistência, o manter o hábito pro nosso sistema nervoso é infinitamente mais importante, infinitamente mais importante do que a intensidade.
E por mais que às vezes a gente tenha a sensação de, ai, mas se eu for mais devagar do que eu tô indo, eu não chego nunca. Confia um pouco em mim, me dá um voto de confiança. Por você tá tentando correr e tá chegando a algum lugar, não tá, senão não tava assistindo esse vídeo, provavelmente.
Então, se você tá aqui, é porque o que você acha que vai dar certo não está dando certo. Então, vamos tentar uma coisa diferente. Vou ver se eu lembro de deixar aqui na descrição um outro texto sobre a medicina da lesma, que foi um ensinamento que eu recebi lá em 2007, acho, vai fazer 20 anos daqui a pouco, e que mudou muito a minha vida.
principalmente sobre respeitar o ritmo, fazer sobre essa ideia de que respeitar o ritmo faz a gente chegar mais longe e ir acompanhar também do que tentar correr. Então, parece que vai ser muito devagar. Na verdade, quanto mais devagar você for, mais rápido você muda pro seu sistema nervoso.
Essa é a regra e não o contrário. Então, assim, ir devagar traz segurança pro sistema nervoso e ser consistente. Ir devagar é ir mais devagar do que você acha que é o devagar.
Então, se eu acho que eu já tô indo devagar, dá um passo atrás, vai mais devagar ainda. Confia em mim, funciona. Outra questão é, você precisa ver o que funciona para você.
As pessoas têm ritmos biológicos diferentes, funcionamento cerebral diferente, às vezes tem neurodivergências, às vezes tem questões de dor crônica, às vezes tem limitações de tempo, né? E aí a gente tem que ver o que funciona para você dentro da sua realidade. Por quê?
Se o sistema nervoso já não tá muito aim de mudar, [risadas] se isso já cobra um preço alto, se ainda for mais difícil, se você ainda fizer tornar isso mais pesado ainda do que precisa ser, aí é que a coisa empata de vez, né? Então, se eu tenho uma rotina muito muito cheia, se eu tô exausta, não dá para eu começar de uma forma que vai me sobrecarregar ainda mais. Então, existem formas de você começar respeitando isso, que seja o mais confortável possível dentro das suas necessidades, das suas da sua rotina, da sua limitação, seja de tempo, seja física, de energia, seja do que for.
Uma das coisas que ajuda muito é a compaixão. A gente tem que ter compaixão com a gente. Não é aquela ideia de sem dor não tem ganho.
Sistema nervoso não funciona assim. Você tá falando com alguém que está com medo de mudar, forçar vai fazer travar mais. Então, é ser amorosa com a gente mesma, é olhar pra nossa realidade, fazer metas inatingíveis ou tentar se exigir muito.
Quando você já não tá conseguindo fazer, não vai fazer com que você consiga. Pode até conseguir por um tempo, mas você não vai conseguir sustentar isso a médio e longo prazo. E aí a mudança não se concretiza, você se sente mais frustrada, mais fracassado, mais culpado.
E aí muitas vezes a pessoa entra num ciclo de eh comprar cursos de como fazer, ir a workshops de como fazer as metas, como fazer diferente, como conseguir, como isso, como aquilo, e acaba se sobrecarregando, ainda mais gastando dinheiro, se sobrecarregando e ficam lá, se for curso online, então meu Deus do céu, geralmente vai ficar lá encostado, não vai ler ou vai ler, é muita coisa para implementar. Uma outra coisa então que ajuda é além de não se sobrecarregar mais, buscar caminhos que diminuam a sua carga mental, diminuam você ainda ter que tomar decisão. Que que acontece?
Eu estudar como as coisas funcionam, eu comprar cursos, eu fazer workshop, tudo isso é é bacana. Claro, o conhecimento nunca é demais, né? Mas se eu já tô com um cérebro que tá esgotado, se a mudança exige muito desta parte aqui do cérebro, que é a mesma parte que eu vou usar para me concentrar para estudar e para definir, executar coisas novas, fazer minha agenda e tudo, se eu já tô sobrecarregada, não tô conseguindo mudar, se eu entupi isso aqui de informação e de mais coisa que eu tenho que decidir, que eu tenho que organizar, que eu tenho que fazer e sozinha, a chance de travar é cada vez maior e aí segue o círculo vicioso, tá?
Então, o que que a gente pode fazer a respeito? Primeiro, buscar apoio, suporte, ir junto com alguém ou com um grupo é algo que costuma ajudar. Ajuda na motivação, ajuda na consistência, ajuda no comprometimento com o outro e com a gente, né?
ajuda de diversas formas na troca de experiências, de algo que funcionou, de que não funcionou, em ver que todo mundo tenta e falha pra gente também ser mais compassivo com a gente, ajuda de muitas formas. Outra coisa, aprender estratégias práticas e de preferência, principalmente se você tiver muito exausto ou com muita dificuldade mesmo de executar as coisas, alguém que possa te dar a mão. Que que é isso?
Alguém que te ajude a identificar suas questões e te dizer como fazer, faz isso, faz aquilo. Como no começo, quando a gente tá aprendendo, não é ficar dependente, é para você aprender como faz e depois fazer sozinho. Mas existe um tempo aí em que é importante ter apoio.
O sistema nervoso também regula, também relaxa quando tá se sentindo apoiado, né? A gente fazer as coisas sozinho, ter que dar conta de tudo, deixa também num estado de estresse, de alerta, isso piora a coisa, né? Então você tá num grupo, você tá com um norte ali, alguém que vai te dizendo: "Olha, não, isso aqui não tá funcionando.
Vamos tentar sim que te acompanhe, que te oriente. " Muitas vezes é o que vai fazer a diferença, é o que vai te ajudar ali a realmente manter a consistência. E é claro que podem acontecer falhas no meio do processo.
Isso é normal, isso faz parte do processo. Tô ali mantendo a consistência, de repente não tô. Tá bem.
Como é que a gente faz para não perder a motivação, para retomar, para voltar sozinho? Às vezes isso é muito mais difícil. Quando a gente tá com suporte, isso acaba sendo mais fácil.
Então também ajuda ali a regular o sistema nervoso. O nosso sistema nervoso, hoje em dia se fala muito em regulação emocional, regulação do sistema nervoso, para que a gente não seja tomada ali pelas emoções, mas que a gente possa atravessá-las, navegá-las, não é não sentir, mas é sentir de forma segura. E a gente fala muito regulação emocional, muita gente já pensa logo meditação e respiração, que são duas coisas que realmente ajudam, mas não são nem de longe as únicas, não são.
E uma das coisas que mais regula o nosso sistema emocional é a relação com o outro, mas não é a relação com qualquer outro, porque tem gente que vai desregular a gente até [risadas] vai causar mais dano que qualquer coisa, mas com grupos que tragam segurança, que tenham também consistência, isso também ajuda o nosso sistema nervoso a se desarmar. Então tudo isso são recursos que você pode usar. vai ficar muito grande para eu falar da minha experiência aqui hoje, mas eu sou uma pessoa, quem me conhece um pouco mais, que tem dor crônica, que tem algumas dificuldades de concentração, enfim.
E eu sempre tive muita dificuldade de sustentar novos hábitos. Eu sou boa para começar, para terminar, mas sustentar um hábito sempre foi uma dificuldade para mim, principalmente quando vinha a crise de dor ou quando era muita demanda da vida, eu acabava deixando de lado o que é essencial para mim para dar conta do resto, né? E acho que não sou só eu, mas eu nos últimos anos eu comecei a estudar mais essa parte, né, de como o cérebro funciona, de como implementar novos hábitos, de como funciona o sistema nervoso.
Comecei estudando porque eu fui fazer formações em trauma, na verdade, né? E a partir dali continuei estudando depois por conta da dor crônica, da Covid longa, enfim, fui enveredando cada vez mais por essa área e principalmente nos últimos dois anos, último ano, então mais ainda, eu comecei a conseguir fazer essas mudanças. Então, coisas que eu tava anos tentando implementar e eu não conseguia, agora eu já faço mais no automático.
Mas isso foi um processo e eu fui lá aprender como é que o cérebro funciona, como é que a criação de hábito funciona, como trazer segurança, tudo isso. E o que que eu tô fazendo agora? Eu tô montando uma jornada de três meses, que é uma jornada com vagas limitadas para eu poder dar atenção.
Quem me conhece sabe, eu gosto de poder dar atenção, né, para cada um e eu não consigo dar atenção para 100 pessoas juntas. Eh, pra gente poder fazer essa mudança, para eu poder te ensinar já esmçadinho o que que foi que eu aprendi nesses anos que eu tô estudando isso. estratégias que funcionam para diferentes situações, para depressão, para ansiedade, para problema de atenção, para falta de tempo, para exaustão física, falta de energia e pra gente poder também olhar para as suas questões mais eh pessoais, se você quiser, né, que possam est aí atrapalhando ou trazendo essa insegurança paraa mudança.
Então, eu tô fazendo isso com muito carinho. Eu tô terminando de ajustar para ver as datas e valores. Já tá quase tudo pronto, conteúdo já tá pronto, né?
Tô vendo mais essa parte prática. E como é que vai ser isso? Vão ser três meses.
Você vai ter eh ensinamento, né, de como a coisa funciona, mas de uma uma forma leve. Não é para sobrecarregar ninguém, é para reduzir a carga mental, não é para piorar. Aí vai ter exercícios práticos que possam te ajudar, vai ter muita coisa legal e vai ter suporte terapêutico, né, comigo e uma rede de apoio de outras pessoas.
Se você quiser participar da rede de apoio, isso é para quem quer finalmente tirar os planos do papel, parar de adiar o que é essencial, se priorizar, sair dessa sensação de culpa, fracasso, e parar de querer dar conta de tudo sozinho, porque a gente não foi feito para ser sozinho, tá? O ser humano não é sozinho, não é para criar uma dependência, mas a gente muitas vezes precisa de apoio, principalmente quando é uma transição que tá travando, que a gente não está conseguindo fazer. Vai ter contação de histórias, vai ter vários recursos, né?
Eu vou pegar um pouquinho de tudo que que eu sei e tudo que funcionou ali para mim para trazer para vocês. Isso é sente sobrecarregar. É algo que é para te ajudar a fazer essa transição com mais leveza, com mais amorosidade, mas realizar, fazer, conseguir tirar ali mesmo os planos e sonhos do papel e trazer aqui pra realidade.
Você vai poder sair desse ciclo aí de culpa, de autocobrança, de frustração, de procrastinação, de se sentir, né, eh, preguiçoso ou com falta de força de vontade. vai entender como você funciona, vai aprender estratégias e vai ter um acompanhamento ali de pelo menos 3 meses para conseguir implementar passo a passo com alguém te dando a mão, te ajudando e com um grupo ali também para poder sustentar isso até a coisa ficar automática e você conseguir fazer a mudança de fato e sustentar isso. Se você quiser, eu vou deixar aqui na descrição link da lista de espera, porque realmente vão ser poucas vagas, eu não dou conta de muita gente agora.
E eu vou avisar primeiro essas pessoas que tiverem na lista de espera. Se sobrar vaga, eu divulgo para todo mundo, tá bem? Já se inscreve porque logo logo eu vou já divulgar para quem tiver na lista, tá bem?
É isso. Se você quiser, me conta aqui nos comentários o que que você achou, se você já tinha pensado dessa forma, se você já sabia disso e qual é a sua maior dificuldade para realizar o que você quer. O que que você acha que mais te impede?
É procrastinação, é tempo? É falta de motivação? Me conta aqui nos comentários, tá bem?
E não esquece de curtir o vídeo, de mandar para aquela pessoa que você sabe que continua adiando o que quer fazer. M.