a agenda econômica está de volta conversando sobre educação e desenvolvimento econômico com o diretor do senai rafael lucchesi vamos ver o que pensam dois senadores que ouvimos sobre esse tema o que diminui ou a rede federal de educação profissional e tecnológica tem é exatamente o fato dela combinar a questão da formação geral com a preparação para o trabalho então o debate em curso na reformulação é pela qual vai passar o ensino médio no brasil a idéia é exatamente é adotar esse modelo vitorioso que é um modelo que combina repita a formação geral o ensino técnico
minha proposta é muito antiga que o ensino médio devia ter quatro anos e todos saírem dele com uma técnica profissional técnicas também para uma especialização e por isso o ensino fundamental de qualidade do ensino médio de 4 anos e que todos saiam uma profissionalização rafael chegar com essa educação que está dando para os jovens e como é que a gente pode salvar o sistema agora nós precisamos melhorar o nosso sistema educacional tanto em qualidade como também nos aspectos regulatórios por exemplo nós temos um grande contingente populacional que não tem nem ensino fundamental no ensino médio
e do eja ele tem que repetir todo o conjunto do total das horas agora recentemente o sesi fez uma proposta de reconhecimento de saberes então para essas pessoas já passaram uma duas ou três vezes no sistema educacional e foram derrotadas tem pouca escolaridade eles fazem um exame e faz um reconhecido dentro do nível de conhecimento sobre o conjunto a da grade curricular e vão fazer apenas o necessário para complementar essa formação e já engajada no mundo do trabalho não dá pra querer que uma pessoa de 30 anos 40 anos volte para o banco três anos
de escola para aprender aquela biologia aquela química aquela literatura que ele teria aprendido com 15 anos e eles têm resistência falou em hipotenusa com eles eles batem o bloqueio porque é aquilo criou uma enorme resistência e eles não precisam aprender na lógica do piaget eles podem aprender num contexto do mundo do trabalho porque eles já estão engajados no mundo do trabalho eles têm muito mais interesse nisso então essa é uma primeira agenda que nós precisamos fazer a segunda avançar na direção à de programas como o programa pronatec acho que é muito bem ajustado precisamos também
regulamentar melhor o ensino médio diz travando o número excessivo de disciplinas e fazendo como outros países que têm excelência no seu sistema educacional onde grande parte da carga horária que se chama de sistema ou seja você vai estar concentrado em ciência matemática tecnologia engenharia português no caso de língua portuguesa que vai das competências essenciais para esse indivíduo ser bem sucedido nós vivemos numa sociedade onde as transformações técnicas os hábitos culturais se transforma muito aceleradamente e o central do sistema educacional é dar competências essenciais e criticidade para que esse indivíduo consiga se afirmar ao longo da
vida a capacidade criativa porque ele vai aprender também uma profissão muito específica de a desse momento que daqui a 10 anos já não é a mesma como é que você faz esse balanço aí pesquisa nossas do senai nós identificamos as profissões mais bem sucedidas são aquelas que são mais flexíveis que tem exatamente essas competências que são competências essenciais que elas podem se adaptar no tempo as trajetórias tecnológicos que vão se avolumando e se modificando nós vivemos num mundo que está no acelerada transição atividade industrial por exemplo hoje nós temos indústria 4.0 manufatura avançada internet das
coisas indústria aditiva seja muito da indústria que nós entendíamos dos anos 70 do século passado vai se transformar radicalmente e evidentemente a força de trabalho que vai conseguir uma melhor inserção no emprego da manhã serão aquelas que têm as competências essenciais do mundo da atividade fabril da manufatura se a gente pensar no ensino regular no ensino médio regular a impressão que dá é que muito dessa invasão dos jovens que até chegam no ensino médio na idade correta mas eles largam talvez exatamente porque não encontrem eco entre o que estão aprendendo e a realidade que vivem
é isso uma pesquisa feita com jovens que abandonam o ensino 40% deles dizem que a escola é muito distante da realidade que ele tem hoje e do futuro imediato dele não dialoga nós precisamos de uma escola que dialogue com a realidade dos jovens do cidadão brasileiro e essa escola certamente vai dialogar mais se ela tiver um diálogo com o mundo do trabalho como elemento central para constituir a formação da cidadania isso a gente vê na escola pública mas a gente vê até mais acentuado também nas escolas particulares que é pq que respondem por um contingente
razoável é de jovens de ensino médio porque também as escolas particulares não conseguem avançar nesse processo elas continuam produzindo o sistema de educação da década de 1960 o problema geral não há alma nós temos uma educação elitista de qualidade um pouco melhor mas algumas poucas escolas privadas mas no geral nosso ensino é muito de memorização os próprios testes são feitos pelo pisa demonstram que nós temos um problema de ordem geral é cultural é porque é uma sociedade que valoriza o doutor nós precisamos nos mas esse problema histórico mas nós precisamos avançar o nosso sistema educacional
compreendendo melhor a inserção articulada que a educação brasileira tem com um projeto de nação com todos os países fizeram nenhum país no mundo se desenvolveu sem apostar firmemente uma revolução educacional na ciência na tecnologia e na inovação e são fatores essenciais e fundamentais na sociedade do conhecimento ea discussão que nós temos que fazer começa por repensar o papel da escola valorizando a escola valorizando a carreira dos docentes mas também estabelecendo um diálogo social a de que inserção nós queremos ter para assegurar um desenvolvimento sustentável geração de riqueza e oportunidade para o país a gente vê
muito aqui no congresso a cada ano se votam leis mudanças na grade curricular onde se insere uma disciplina mais a gente tem hoje uma grade curricular que acho que não embarcaria e 9 horas já diárias de sala de aula como é que a gente faz para dar para restringir o senso de uma só vez para dar o que é essencial a capacidade crítica capacidade criativa raciocínio e o conhecimento básico da língua portuguesa e da matemática nós estamos na contramão do que os países mais bem sucedidos têm nos seus sistemas educacionais por esse número imenso de
disciplinas e com cada vez mais novas discussões de inserção de novas disciplinas em um equívoco nós precisamos ter um currículo que centralmente adi as competências essenciais em português matemática e ciências um conjunto de outros elementos que de criticidade na área de humanas e uma abertura sobretudo para inserção no mundo do trabalho seja nós temos que pensar um sistema que com 2400 horas nós formamos um bom estudante no ensino regular e também com formação técnica para uma melhor inserção no mundo do trabalho isso aí dá pra gente casar técnicos de nível médio de boa qualidade e
também é os doutores nas pessoas de nível superior que pensam que estão criando isso essas pessoas podem ser as mesmas pessoas ou transitar nesse sistema para nos sistemas prudente - só em você tem se metade da população brasileira fizer educação um profissional e isso não é ruim na áustria que é um país rico com elevada renda per capta 76 por cento dos jovens passa pela educação profissional no japão e 70 por cento na finlândia que um outro país rico e que lidera várias áreas tecnológicas 69 por cento dos jovens fazem a educação a profissional junto
com a educação regular na alemanha 52% então o modelo mundial afirma isso o modelo de educação do al ahly ativa positiva de melhor inserção no mundo do trabalho nós temos que remover o preconceito de que a educação para a cidadania exclui a inserção do mundo do trabalho como um dos pilares desse diálogo social necessário para se pensar o sistema educacional brasileiro e também um pouco pela qualificação pela remuneração dessa mão de obra seguramente nós vamos estar dando muito melhor oportunidade para os jovens os jovens hoje que ingressam no mundo do trabalho tem enorme dificuldade porque
eles têm uma educação regular de má qualidade e nenhum ofício e não tem experiência claro que são jovens que estão ingressando no mundo do trabalho então a tarefa deles de conseguir um emprego sobretudo com a economia que elas se clica estamos num ciclo de baixa é de enorme dificuldade nós podemos facilitar muito isso ampliando o acesso do jovem para a educação técnica de qualidade o brasil sabe fazer a melhor educação profissional do mundo nós fizemos a worldskills aqui no brasil em 2015 participaram 60 países todos os países desenvolvidos participam disso levam muito a sério essa
competição eo brasil ficou em primeiro lugar o brasil é representado já há muito tempo sobretudo pelo senai mas também parceria com o senac seja o brasil sabe fazer a melhor educação profissional do mundo nós precisamos é difundir nós temos outras escolas de excelência como são institutos federais para colocar meninas do que meninos e meninas de 15 anos no ensino técnico sabendo que ele vai sair com uma profissão mas se ele quiser ele também pode continuar mas a história já acontece assim nós temos diversos casos na minha família tem alguns casos de pessoas que fizeram a
educação técnica depois se tornaram brilhantes acadêmicos cientistas a técnica tem uma tem uma ligação ali com a vida né com você ou seja existe na verdade uma pluralidade de possibilidade de que inclusive uma pessoa quer fazer um curso técnico em mecânica mais facilmente ela vai ser um bom engenheiro mecânico na verdade o mercado já avalia se os melhores engenheiros são aqueles que foram técnicos eles dominam melhor o como fazer e tem inclusive o melhor cultura de como funciona o chão de fábrica então isso dá pra eles uma maior capacidade de liderança e execução de tarefas
de alta complexidade na década de 1940 e 50 o governo norte-americano se perguntou o que nós queremos que os nossos meninos saiam sabendo da escola eles descobriram que era matemática e no caso deles em inglês a gente não se fez essa pergunta ainda é o que as nossas crianças precisam efetivamente sair sabendo das escolas ele hoje os americanos colocam a questão externa aqui novamente são questões de você está associado à ciência tecnologia engenharia matemática como os elementos chaves das competências de formação a da educação regular nós temos que colocar essas questões também com o elemento
de centralidade para que o sistema educacional que é o pilar de construção da inserção nossa na sociedade do conhecimento possa fazer com que o país possa adicionar uma melhor inserção desenvolvimento sustentável uma ambição de gerar riqueza e melhorar o nível de vida e de distribuição de renda da sociedade brasileira a gente consegue sair nesses próximos anos não precisa de um planejamento obrigada rafael pela sua presença aqui na agenda econômica traz também a sua presença e sua participação do telespectador que nos acompanhou aqui até agora se você quiser entrar em contato conosco será muito bom mande
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