Pirula responde o que é mulher no vídeo do canal do Cortes do Pirula. Então, se você gosta do conteúdo produzido aqui, deixa o like, se inscreva e, é claro, deixe o seu comentário aí também dizendo que você pensa disso daí tudo. Vamos ver.
Pirula definindo o que é mulher. Do ponto de vista, nossa senhora. Do ponto de vista biológico, o que é uma mulher?
Eu vou responder de um jeito que vai soar assim, vai soar o que o pessoal chama de lacrola, mas eu eu entendo a assim a as restrições e esse tipo de coisa, porque realmente a galera tá muito reaça com com relação a esse tipo de temática, né? Temáticas envolvendo sexo, gênero, eh, sexualidade, esse tipo de coisa, né? O pessoal deu uma agnada bastante à direita nos últimos tempos, eh, e não conseguem aceitar qualquer tipo de discussão sobre gênero, sexualidade, eh, esse tipo de coisa.
Mas segue, bonde. Vamos lá. Como é que Pirula vai definir?
Na verdade, ele é precisamente correto. Do ponto de vista biológico, você tem macho e fêmea. Eu concordo plenamente.
É assim, é complicado dizer, ah, do ponto de vista biológico, porque tem toda a questão também da identidade de gênero, também tem discussões se ela possui um componente biológico, existem pesquisas nesse sentido, eh existem até reviews críticos, né? tem um review crítico que o pessoal utiliza bastante para descredibilizar as pesquisas acerca da identidade de gênero, tendo componente neurológico e até mesmo genético, né? tem um review, eu esqueci o nome do autor do review, mas é o autor inclusive é um pesquisador trans e ele faz um review bastante crítico, até porque ele é muito crítico do determinismo biológico, mas tem a galera que usa do trabalho dele para tentar deslegitimar a parada, quando na realidade o trabalho se trata apenas de um review crítico acerca de várias pesquisas que tratam dessa temática, eh, não se refuta, digamos assim, né?
Sei lá, meio esquisito utilizar essa palavra para se tratar de estudos acadêmicos, mas não se refuta as pesquisas em si, né? se faz a crítica de eh por onde que elas deveriam se pautar e quais os erros historicamente que as pesquisas têm cometido. Então, dizer que não existe homem e mulher biologicamente, eu sei que faz sentido, mas eu já disse anteriormente que hoje eu vou explicar qual que é a questão por trás disso, que não não é muito correto utilizar o termo sexo biológico, né, como algo que define sexo estritamente.
Se se a identidade de gênero é construída em base psíquica, que é biológica, porque pessoas transferiam antibió. Exatamente. Esse é o ponto que eu tô tentando trazer aqui, né?
Eu verifico que há um componente biológico para identidade de gênero também. E é claro, eu tenho até uma visão mais reducionista, né? Vocês podem dizer reducionista nesse sentido, eh, de perceber que questões psíquicas elas estão intimamente atreladas a questões biológicas também, né?
logo não tem nenhum nada sobre ser antibiológico em você se identificar com um gênero diferente daquele que você foi, digamos assim, diagnosticado quando você nasceu. Eu não levo por essa questão não. Ah, enfim, eu vou explicar, mas o termo sexo biológico ele não é muito preciso nesse sentido, né?
Porque não existe só um tipo de sexo que a gente pode dizer como biológico, né? Tem sexo gonadal, é um tipo de sexo biológico, entre aspas, o sexo cromossômico é outro tipo também, sabe? Por isso utilizar o termo sexo biológico não é tão preciso assim.
Mas tudo bem, pode usar para simplificar a parada, mas eu tô entendendo de onde que ele tá partindo aqui. Realmente, biologicamente, nesse sentido, tratando de sexo gonadal e cromossômico, não existe homem e mulher. O que existe é macho e fêmea na espécie humana, tá?
É, é isso que existe. E você tem espécie humana, homo sapiens, você tem o macho da espécie humana e a fêmea da espécie humana. Uhum.
É isso que você tem do ponto de vista estritamente biológico. Do ponto agora o resto é convenção. Então o que você tem é convencionou-se chamar seres humanos do sexo masculino de homem e seres humanos do sexo feminino de mulher.
uma convenção que é utilizada. É, é uma convenção até porque na maioria das vezes, né, se você é designado com um gênero, na maioria das vezes vai se identificar com esse gênero, né? A maior parte das pessoas são sisgênero, né?
não são transgênero, desde sei lá quando, por muitas sociedades, eu não sei todas, porque várias sociedades têm outras definições e usam outros tipos de de de coisa, mas a maioria delas segue ali os princípios, né, de desenvolvimento biológico para determinar o que é, né, uma uma coisa da outra. Porém, todos os aspectos culturais estão envolvidos quando você define o que é um homem ou uma mulher, porque esses termos não são estritamente biológicos. Então, quando você fala de homem e mulher, em algumas sociedades, sim, homem e mulher é uma definição baseada no sexo, né, na parte sexual.
Eu não gosto de falar sexo biológico porque não existe sexo não biológico, então é meio que pleasico, né? Então, pleástico, então eu prefiro falar só sexo, mas enfim. Eh, então o que a gente percebeu hoje na sociedade com maior eh maior quantidade de estudos e de visibilidade das pessoas trans principalmente, né?
Eh, você observou-se que o termo homem e mulher tinha uma carga social muito maior e que não precisavam necessariamente estar atrelados à questão sexual, especialmente quando a gente passou a entender que a transexualidade ela é um fenômeno que tem fundo biológico também. Sim, assim como a homossexualidade, heterossexualidade, né? Então você não ter uma identificação com aquilo que que seja a sua anatomia, digamos assim, isto é explicado explicável por questões biológicas.
Então também, né, não apenas biológico, mas bom, se você for falar que psicológico também tá dentro da biologia, porque afinal de contas o teu cérebro é é é um vai estrutura orgânica, mas é é o ponto que eu tava tentando trazer inicialmente, né? Mas vamos definir então de forma técnica. Gente, eu vou perguntar pro chat até inclusive, né?
Como é que vocês definem mulher, né? Como que vocês definem mulher, né? Eu vou dar a minha definição depois de ver a definição de vocês, né?
Vou roubar, vou colar de vocês, mas vamos lá. Mas enfim, então dentro do do meu entendimento, né? Eh, o que acontece é que hoje a nossa sociedade está revendo a a essa obrigatoriedade de atrelar os termos homem e mulher ao sexo macho e fêmea, entendeu?
sexo masculino e sexo feminino. Então isso não precisa mais estar atrelado, porque aí a gente consegue incluir nessa conta pessoas do sexo masculino que se identificam como mulher ou que se sentem mulher e as pessoas do sexo feminino que se sentem homem ou que se identificam como homem, tá? Até porque se a gente verificar historicamente, nem toda a sociedade define gênero baseando-se em sexo biológico, entre aspas.
Pô, eu já citei isso várias vezes para vocês, né? Mas tem povos indígenas da América do Norte, né, que tem pessoas que eles se chamam de dois espíritos, né, que eles reconhecem que as pessoas têm dois espíritos, né, que combinam características masculinas e femininas, né, tem os rijrás da Índia também, né, que eh são a comunidade tradicional que reconhece um terceiro gênero legalmente, né? Tem o o povo Samoa, né, que a gente tem os, como é que era o nome mesmo?
Fafafine, um trem assim, em que o gênero também é considerado uma categoria mais flexível, né? A gente tem povo da da Tailândia também, da Indonésia, enfim. Então, nem toda sociedade, sexo biológico, entre aspas, tá tão atelado assim com a ideia de gênero e mesmo aquelas pessoas que não se identificam com nenhum dos dois porque, enfim, sei lá, aí essa é a parte da da continuação das letras do LGBT que eu não consigo entender ainda, mas enfim, não tenho leitura para saber, então prefiro não me pronunciar.
Então, no fim das contas é mais ou menos isso, tá? Do ponto de vista biológico, né? repetindo, homem e mulher no na não são utilizados, né?
Você usa macho e fêmea. Agora, do ponto de vista social, aí a gente usa coisas e não é só com o ser humano, né? A gente usa também o pato e a pata, o cachorro e a cachorra, né?
A galinha e o galo. A gente usa termos não biológicos para isso, né? O certo seria eh eh falinha fêmea, galinha macho, né?
Elefante fêmeo. É, sim, sim. A gente eventualmente antropomorfiza os animais, né?
Aí tenta criar categorias de gênero aonde não cabe. Mas deixa eu ver o que que vocês responderam aí. Qual que é a definição?
Já diz aí vocês. É, não defino porque isso já restringe. Complicado, dizem vocês também.
Não sei definir, não defino. Mulher Nicolas Ferreira lacrando no parlamento, né? Talvez seja uma resposta difícil definir.
Caramba, vocês acharam difícil a pergunta? Diz o André. Homem e mulher são performance para uma convenção social.
Juliana concorda com André que nós como sociedade definimos que é mulher, como não existe consenso sobre o tema, não dá para definir muito bem. [ __ ] o que a sociedade convencionou. Sejamos livres para sermos quem somos, dependendo de que outros nomeiam.
Entendo, entendo o ponto. Mulher é quem se identifica com o que é convencionalmente feminino na sociedade. Vou tentar ser bastante técnico na definição.
Então, sendo bastante técnico, respeitando os termos da psicologia, da sociologia, da cultura, mulher é um ser humano adulto cujo o o esquema próprio eh o selfema, né? O termo da psicologia de gênero dessa pessoa se alinha com papéis, expressões e atributos culturalmente associados ao feminino. Esse esquema e de gênero psicológico, ele envolve uma integração complexa de fatores neurobiológicos, psicológicos e sociais que estruturam a percepção de si, né, e também a percepção de como esse indivíduo pertence ao grupo social que a gente denomina como mulher, né?
é a definição mais técnica que consigo dar para vocês, né? Eh, nesse sentido, não sei se vocês concordam comigo que ela abarque eh o todo, né? Talvez não, né?
Talvez não abarque o todo, mas é isso. Mulher que é entendida como uma fêmea humana adulta, na prática é meio que isso. É é meio que isso nesse sentido, né?
A ser entendido como fêmea adulta, eh, fêmea humana adulta ou macho humano adulto, né? também tem a problemática de que e se a pessoa não é entendida como tal, né? Também temos isso daí, né?
Então é a porrada de fatores, a porrada de fatores psicológicos, sociais, né? Neurobiológicos, resume, né? Bostiliza pro meu cérebro limitado, que é isso, Tom?
É, é a definição que eu consigo dar, a definição mais técnica possível. E aí, como a gente não consegue verificar, digamos, assim, com tanta precisão essa definição longa que eu dei, é claro, a nossa sociedade ela vai definir, ela vai considerar como mulher ou como homem e a partir de um critério de identificação, né, de autoidentificação, né, eh, como eu não consigo verificar fatores psicológicos, neurobiológicos, toda essa parada, eh, sociais, eh, com muita precisão, digamos assim, né? Então a gente acaba se utilizando esse subterfúgio, né, de dizer que ah, uma mulher é quem se identifica, né, uma pessoa adulta, né, que se identifica como mulher.
Sim, é exatamente por isso que eu tô trazendo esse tópico aqui, né? O [ __ ] é quando certa parte da sociedade quer dizer que mulher é quem tem cromossomo XX. É exatamente por isso que tro essa questão.
É porque quem define dessa forma não respeita a complexidade do tema a ser estudado. Eu vou pegar uma referência aqui para vocês. Cadê?
Aí o pessoal vem dizer: "Não, e eu vi muito isso nos comentários desse vídeo do Pirula, de que meu Deus, o Pirula se rendeu à agenda woke é a lacração, é, sei lá, ao ativismo trans, entre muitas aspas, né? Porque a Samanta me ensinou que isso daí não é um termo correto, mas pessoal reclamando muito por conta desse tipo de coisa. Ah, não, como se o cara tivesse subvertendo eh uma certa pureza da biologia, né, como se ciência contemplasse dogmas imutáveis, né, mas como se ele estivesse tentando subverter a biologia para encaixar numa agenda ideológica, esse tipo de coisa.
Então, eh, olha esse livro aqui, ó. Esse livro se chama Princípios de neurociência do Candel, né? autor bastante utilizado em cursos de graduação e pós-graduação de áreas correlatas, né?
Então diz aqui, né, nesse capítulo que se chama diferenciação sexual no sistema nervoso, né, do sistema nervoso. Diz o Candel, né, os autores do livro, antes de proceder, nós devemos definir o uso de duas palavras que são comumente confundidas com eh entre si. são essas palavras sexo e gênero.
Ou seja, o candel tá aqui, né, fazendo a delimitação. Sexo e gênero não são a mesma coisa. E aí eu disse, eu mencionei isso, né, que o o fato de que gênero e sexo não são a mesma coisa, é algo que tá descrito em livro básico de neurociência, né?
E teve gente que eh reclamou nos comentários por conta disso, né? que eu mencionei esse fato, como um descritor da diferença biológica entre homens e mulheres, a palavra sexo é utilizada de três formas. Primeira, sexo anatômico, redundante, né, a gente explicar, sexo gonadal e sexo cromossômico.
Ou seja, e se a pessoa tem cromossomo XX ou XY. Isso é sexo biológico, gente. Então, por isso que eu mencionei que utilizar a expressão sexo biológico não é tão precisa assim, né?
Porque a gente tem três tipos diferentes de sexos biológicos, entre aspas. Enquanto sexo é um termo biológico, gênero contempla uma coleção de comportamentos sociais e estados mentais que diferem tipicamente entre machos e fêmeas. Ou seja, diferem tipicamente.
Não é sempre que isso acontece, tá? Não é sempre. E aí ele explica mais.
Papéis de gênero são o conjunto de comportamentos e maneirismos sociais que são tipicamente mais uma vez distribuídos em uma distribuição sexual de mórfica na população. Preferências de brinquedos em crianças como um distintivo. São alguns exemplos de papéis de gênero que podem distinguir identidade de gênero é o sentimento, né, de pertencimento à categoria de eh masculino e feminino, né, seria mais precisa a tradução eh do sexo masculino e feminino.
E importantemente identidade de gênero é diferente de orientação sexual, que é a responsótica que é desempenhada para membros de um ou outro sexo. Então, tá aqui, tá aqui o livro de neurobiologia explicando tudo que eu tô cansado de falar aqui no canal, né? tudo que eu tô cansado de falar no canal sobre esse assunto.
E aí, é claro, o capítulo vai se estender no que a gente chama de anomalias cromossômicas, né, de configurações cromossômicas diferentes, eh, de XX e XY, né, tem todos os fatores aqui envolvidos. Tem uma parte do capítulo que vai tratar apenas sobre transgeneridade e quais são as evidências que a gente tem de que a transeridade pode ter sim um componente neurobiológico que explique eh esse fenômeno na espécie humana. Então é isso, o livro segue.
Talvez a gente tenha sanado, maior parte das dúvidas, né? Talvez tenha sanado elefante macho, essas coisas assim, né? Essa é a parte biológica.
Os outros termos são sociais, os outros termos são são eh são utilizados por uma sociedade para definir um animal. Tanto é que dependendo da maneira como você interpreta eh da, ou melhor, dependendo de qual sociedade você vai, eh os animais são lidos de uma maneira ou de outra, né? E também tem o fato de que em alguns animais a gente tem muita dificuldade de identificar na vista, né, no olho o que é macho e fêmea, né?
Então, que o João de Barro, o João de Barro, João é um nome masculino na nossa sociedade. Tudo bem, você tem Maria João, você tem, sei lá, eh, eu já vi outros outros nomes femininos atrelados ao João e aí são mulheres que foram batizadas com esse nome. Mas em linhas gerais, João é um nome masculino.
E João, sendo um nome masculino, você entende que o João de Barro é sempre macho e não é, né? E e a fêmea do João de Barro é essencialmente idêntica ao macho. Do ponto de vista externo assim, você quase não consegue identificar.
O macho canta diferente de vez em quando, mas ainda assim é muito difícil. Então, eh, o que seria a mulher do João de Barro? Uma Joana de Barro?
Acho que não é, né? Acho que ninguém. Joana de terra, né?
Joana de terra. Mas é essa questão, né, de est antropomorfizando a parada, né, gente? identidade, gênero.
Esse tipo de conceito gênero e é tipicamente associado com a espécie humana, tá? Com a espécie humana. Então, a gente tende a antropomorfizar os animais, né?
Tentar atribuir identidade de gênero a animais, né? Quando isso não procede, né? a gente tem evidências em primatas, eh, eu acho que entre macacos rezos e bonobos de comportamento tipicamente associado a machos e sendo desempenhado por fêmeas do grupo desses primatas.
Tem esse tipo de coisa na literatura. Mas extrapolar para dizer que ah, esses animais eles estão expressando uma identidade de gênero diferente, talvez seja um pouquinho demais, né? Talvez seja um pouquinho demais, mas a gente espera ver a pesquisa científica avançar nesse sentido pra gente conseguir entender melhor esse fenômeno, né, para ver se ele realmente procede da gente poder dizer que existe na natureza fora da espécie humana.
Coisa que, infelizmente tá sendo bastante barrada ultimamente, né? Como a gente tá dando essa guinada pra direita, né? né?
Essa guinada reacionária é na nossa sociedade ocidental atualmente tem poucas pesquisas nesse sentido e a tendência ter cada vez menos, tá? Cada vez menos, né? Sobre sexualidade e identidade de gênero.
Sim, vocês estão dizendo aqui essas questões, né, sobre homossexualidade em espécies animais. Isso daí realmente é muito bem documentado, muito bem documentado que tem homosexualidade em espécies animais eh não humanas. No caso, é assim mesmo, o reino animal, eles não tem comportamento definido pelo ser humano com macho fêmea, que formam casais de machos e criam filhos juntos, né?
É, é, é complicado a gente poder fazer extrapolação, né? Mas tem, tem esses comportamentos que divergem bastante da espécie humana, até porque a gente tá utiliz a gente tá verificando espécies no reino animal que possuem configurações genéticas bastante diferentes do da espécie humana, né? Esse negócio de XY, assim, não é um negócio que você aplica a todos os animais, não.
Tem meio que se refere dessa forma. Por quê? Porque isso é um construto social, né?
É uma taxonomia, vai, digamos assim, popular. É uma taxonomia popular que não tem a ver com a taxonomia biológica que a gente usa. Ah, e aí você tem, sei lá, joaninha, a gente chama joaninha, alguns bisouros, são todas fêmeas, né?
Eu sei que aquele vida de inseto, acho que brincou com isso, né? Porque em inglês é Lady Bug, mas a Joaninha tal dizer que não tem o João, né? O Joaninho, né?
Não tem, né? O o Joãozinho seria o Joãozinho, né? Seria Joaninho e o Joãozinho.
Mas não tem, não interessa. E paraa nossa sociedade do ponto de vista vernacular, é joaninha, acabou. Não tem macho, tem assim, pouco importa se é macho ou fêmea, o termo é sempre joaninha, que é um termo feminino.
Então você tem a joaninha macho, a joaninha fêmea, né? E aí no caso você teria todas as as espécies de coleópteros que são identificados aos nossos olhos aqui no Brasil como joinhas, né? Então a gente usa isso como construto de comunicação.
Lea do Prer mandou R$ 5. Por mim vocês podem fumar. Obrigado, Leô do Pro.
Então tá, tô autorizado. Tô autorizado. Sabe o que que é é interessante nesse sentido, né?
a gente verificar esse tipo de fenômeno em animais que expressam eciabilidade mais complexa, tá? Vocês estão citando muitos animais aí, cisneys, peixes palhaços, é esse tipo de coisa, cara. Seria muito interessante a gente verificar estudos de papéis atribuídos a machos e fêmeas de espécies, por exemplo, tratando de cetáceos ou primatas mesmo.
Os cetácios, por exemplo, eles têm bastante divergência entre uma população desses animais e outras em questões sociais, né? Eles praticamente têm uma cultura própria, eh, que diverge bastante, né? hábitos de caça, hábitos de criação da prolle muito diferentes entre si.
Tanto que a gente vê, por exemplo, em orcas, né, que é um um tipo de golfinho que, por exemplo, tem população de orca que caça tubarão, agora tem população de orca que caça só peixe, tem população de orca que caça só baleia, né? Então eles têm uma transmissão de eh comportamentos, né, de de cultura primitiva muito evidente eh nesse tipo de animal, né? E aí tratando desse desses bichos, né?
Seria muito interessante a gente verificar como é que se dão esses papéis de sexo. Não é uma parte da biologia necessariamente, até porque você tem muitas espécies de joaninha, mas muitas, muitas. E a gente geralmente só chama de joaninha.
Do ponto de vista biológico, não. Do ponto de vista biológico, cada joaninha é uma espécie diferente. Se você for conversar com um especialista em joaninhas, ele provavelmente vai e e para ele, se você falar joaninha, não tem sentido nenhum, porque ele vai querer saber qual joaninha das, sei lá, 400 espécies que eu tenho aqui, ele vai querer saber qual das joaninhas e aí você vai ficar na queda.
Então, é por isso que eu acho que a gente tem que separar muito bem aquilo que são termos de origem social, né, de origem vernacular, do, sei lá, do uso popular, do uso científico. E aí do ponto de vista do uso científico, do uso biológico, que você tá falando da questão biológica, entendeu? E aí do ponto de vista da biologia faz diferença se o João de Barro é macho ou é fêmea, entendeu?
Aí faz diferença. Então aí, se eu não me engano, o gênero do João de Barro é furnaros, né? eh uma relevância maior na questão de macho e fêmea, mesmo que o nome popular não reflita isso, tá?
Então, a gente ficar se apegando muito de que um termo que é social, como o termo homem e mulher, precisam obrigatoriamente se vincular à parte biológica que é perdão. Eu perdi a pergunta do Hugo, né, que perguntou se esses cromossomos variam no decorrer da vida. No decorrer da vida humana não.
Não sei se essa era a pergunta. fêmea é uma insistência, né, que assim não veria problema se não tivessem pessoas que se prejudicassem com isso, porque durante muito tempo as pessoas simplesmente se comunicavam desse jeito, aliás, muitas ainda se comunicam assim, simplesmente cagando pros outros e aconteceu assim. Agora a gente tá percebendo que isso faz mal para uma parcela da população e não tem necessidade de você ficar insistindo nisso, porque definitivamente é muito difícil, assim, do ponto de vista biológico, você não tem como mudar.
macho e fêmea. Isso você não consegue mudar do ponto de vista biológico, mas você consegue mudar homem e mulher, você consegue mudar a expressão da pessoa na sociedade. Não consegue mudar do ponto de vista biológico, entre aspas, né?
Alguns fatores eh são sim alteráveis. Cromossomo não. Cromossomo não, viu, gente?
E é claro, né? Fica aqui a questão, né? Para quem vai ficar muito puto com esse corte, né?
muito puto com esse vídeo. Fica o desafio aí, né, para quem vai negar a ciência da pessoa me dar uma característica necessária para se definir o que que é uma mulher. Porque se você disser que a ausência de cromossomo Y, eu te apresento exemplos de mulheres que possuem cromossomos Y, coisa que existe.
Se você vai me dizer que é uma questão hormonal, eu te apresento também de mulheres que possuem deficiência hormonal e que são mulheres mesmo assim. Se é uma questão de, ah, uma mulher é quem produz eh ovócito, né, que produz gameta feminino, eu te apresento também de mulheres estéreis, né, que não produzem gametas femininos. Você perde todas suas características necessárias, é, para se definir o que que é uma mulher em termos estritamente biológicos.
E por que que isso acontece? Porque não é uma categoria estritamente biológica, né? Nunca foi e nunca será uma categoria estritamente biológica.
a maneira como ela se expressa, a maneira como ela faz as coisas, entendeu? Então, do ponto de vista biológico, continua sendo ou macho ou fêmea. E tem, obviamente, os intersexos ali, que são exceção.
Agora, do ponto de vista social, aí você pode colocar homem, mulher, etc. E eu não estou nem lendo os comentários porque eu sei que a galera vai Bom, enfim. Pois é, não vou ficar lendo o comentário, né?
Se tiver gente babaca comentando aqui, paciência, porque sempre tem, né? Tem o pessoal que não consegue aceitar as coisas e, enfim, não sei o que dói na pessoa esse tipo de coisa, não sei o é é porque é basicamente é o tema da palestra do pirula, né? A biologia só tá certa quando concorda comigo, né?
Então o pessoal se recusa a aceitar a biologia básica, porque afinal de contas desafia a visão preconceituosa de mundo que a pessoa tem. que dói. Uma coisa é você não compreender e parte disso daí eu também não compreendo.
Outra coisa é ficar teimando com certas coisas que a meu ver não fazem diferença nenhuma na tua vida. Mas enfim, vamos lá. Nossa, mas Víor Pinheiro, [ __ ] e você me deu um corte que, olha, você me deu um corte que [ __ ] que pariu, tinha que ser meu primo, né?
tinha que ser um pinheiro. É isso, gente. Bom vídeo do Pirula, tá?
Muito bom o vídeo do Pirula. É difícil falar desses temas, sem se embolar bastante, né? Eh, até porque é é algo que desafia bastante algumas questões do senso comum, né?
Algumas noções que a gente tem no senso comum. Mas já que eu trouxe aqui o livro de neurobiologia, né, ou princípios de neuroscience, né, deixa eu trazer aqui um manual de psicologia, não é só livro de neurobiologia que faz essa delimitação, né? Aqui tem um capítulo do DSM5, o manual de psiquiatria, né?
E aqui tá o capítulo dele sobre dissoria de gênero, né? Lembrando que dissoria de gênero não é identidade de gênero, né? a tesoria de gênero e a angústia experienciada pelo indivíduo em decorrência de uma incongruência de gênero, né?
E a incongruência de gênero é a noção do no indivíduo de que eh o gênero atribuído a ela durante o nascimento, ela não corresponde ao à identidade de gênero que ela expressa, né? Aqui em nenhum lugar eh se refere como transtorno à transeridade, né? se refere como transtorno.
Se a gente pode colocar nas palavras a disforia de gênero, né? Então diz aqui, ó, transgênero refere-se ao amplo espectro de indivíduos que de forma transitória ou persistente se identificam com um gênero diferente do nascimento, né? Transexual indica o indivíduo que busca ou que passa por transição social de masculino para feminino ou vice-versa e que em muitos casos, mas não em todos, envolve também uma transição somática por tratamento hormonal e cirúrgica genital ou cirurgia de redesignação sexual.
Enquanto suoria de gênero refere-se ao sofrimento que pode acompanhar a incongruência entre o gênero experimentado ou expresso e o gênero designado de uma pessoa, né? Então, é, em também em nenhum momento aqui se diz que sexo e gênero é a mesma coisa, né? a gente tem aqui, né, a palavra sexo tem conotação tanto masculino, feminino quanto sexualidade.
É, é necessári a necessidade de traduzir o termo de gênero surgiu a partir da constatação de que para indivíduos com indicadores biológicos conflitantes ou ambíguos de sexo, que é como exemplo de pessoas intersexuais, o papel desempenhado na sociedade ou identificação como masculino ou feminino, não poderiam ser associados de maneira uniforme com ou ser preditos a partir de indicadores biológicos. e mais tarde que alguns indivíduos desenvolvem uma identidade masculina ou feminina em desacordo com seu conjunto uniforme de indicadores biológicos clássicos, né? Assim, o termo gênero é utilizado para denotar o papel público desempenhado, em geral juridicamente reconhecido como menino ou menina, homem ou mulher.
Porém, diferentemente de determinadas teorias contraites sociais, os fatores biológicos em interação com fatores sociais e psicológicos são considerados como contribuindo para o desenvolvimento do gênero, né? Então, designação de gênero refere-se à designação inicial como homem ou mulher. Geralmente isso ocorre ao nascimento, conseguiu se cria o gênero de nascimento, né?
E há típicos com esse gênero e são pessoas transgêneros. Enfim, eh, né? Cito aqui sobre pessoas intersex.
E é claro, se você for definir também mulher como algo que é estritamente ligado à genitália, eu também posso te apresentar pessoas que são mulheres, mas que possuem genitáliia ambígua. E se você for definir mulher como simplesmente xx e homem como XY, eu vou te perguntar também se um bebê do sexo masculino pode ser considerado um homem ou se um bebê do sexo feminino pode ser considerado uma mulher. Então não, simplesmente não, tá?
Mas é isso, é isso que temos para hoje do pirula. Acha que conceito de homem e mulher tem um pé no conceito religioso de pecador, um parâmetro criado para controlar a sociedade? Sinto um pouco disso após esse debate aqui.
Sim. Eh, assim, é religioso, certamente, né? Certamente tem, né?
Tem fatores culturais, né? Que influencia esse tipo de coisa. É muito engraçado também, né?
Porque esse pessoal que vai falar nos comentários que homem é é quem nasce macho e mulher quem nasce fêmea. Eh, essas pessoas elas consideram também que existem papéis de gênero muito bem definidos na sociedade, sabe? Inclusive, as pessoas defendem que existam papéis de gênero muito bem definidos na sociedade, né?
As mesmas pessoas que dizem que gênero e sexo são a mesma coisa e que o sexo é o que define esse negócio chamado gênero, né? Que gênero é uma construção da é uma invenção da esquerda, alguma coisa do tipo, né? E as pessoas consideram muito papel social também do gênero, né?
Como que o gênero é construído socialmente, como a sociedade determina o que que é papel do homem, o que que é papel do da mulher na sociedade, né? É isso. Então, se você gostou do conteúdo, se inscreva no canal, deixe seu like e é clar seu comentário aí também.