[Música] Olá, querido irmão. Seja bem-vindo a mais um módulo! Estamos começando agora a quinta semana da nossa mentoria.
Uau, cinco semanas já se passaram! Isso é, de fato, algo empolgante. Eu me sinto empolgado e renovado no Senhor por poder compartilhar com você todas essas verdades espirituais.
Creio que, depois dessas quatro semanas e agora entrando na quinta, algo já está acontecendo na sua vida. Você já é capaz de perceber uma mudança espiritual em você. Se você tem assistido à aula todos os dias, ruminando o ensino da palavra, eu quero dizer para você: sua vida nunca mais será a mesma.
Algo sobrenatural já está acontecendo com você. Como eu falei desde o início da mentoria, a cada semana vamos tratar de um tema. Nessa semana, vamos avançar na compreensão daquilo que temos compartilhado aqui e vamos falar sobre o fundamento da nova aliança.
Se você fez comigo a outra mentoria, "Reinar", você me ouviu falando muito sobre a Nova Aliança. Recomendo bastante. Se você não fez, ela está disponível aqui na plataforma, você pode assistir depois e isso vai enriquecer muito.
Na aula que eu vou compartilhar agora, eu também falei algo sobre ela na outra mentoria, mas hoje vou me aprofundar um pouquinho mais, tá bom? Vou compartilhar com você essas realidades. Pastor, sobre o que vai ser essa semana?
Nova Aliança! A sua Bíblia é dividida em duas partes: Velho Testamento e Novo Testamento. Em outras palavras: velha aliança e nova aliança.
Grande parte da dificuldade dos irmãos é por não compreender essa distinção. Eu diria mais: grande parte do engano, do erro que muitos caem, é simplesmente porque não sabem que há uma diferença. Aconteceu algo, um divisor de águas, algo tremendamente poderoso entre os dois momentos, que foi Cristo, a cruz do Calvário, a obra consumada, e cinquenta dias depois, o espírito santo enviado.
Isso mudou completamente a história. Então, você precisa ler cada parte entendendo a distinção. Você não está mais no Velho Testamento; nós estamos no Novo, na Nova Aliança.
E, apesar de estarmos na Nova Aliança, tem muita gente que ainda vive de acordo com os preceitos da velha aliança. No Velho Testamento, havia um céu de bronze sobre a cabeça dos homens. Por quê?
Porque nenhum deles era capaz de cumprir as exigências da Lei, e só era abençoado quem cumpria a Lei. Mas o Novo Testamento não tem mais esse céu de bronze! Por quê?
O céu foi aberto sobre nós. Por que o céu está aberto? Porque você está em Cristo!
Não é porque você é bom; é porque lá no Calvário aconteceu a grande troca: Cristo se tornou o que eu era para que eu agora seja como ele é. Ele tomou o meu lugar na cruz para que hoje eu ocupe o lugar que é dele na glória. Nós chamamos isso de a grande troca do Calvário.
Isso faz com que Deus hoje trate você como se você fosse Cristo. Essa frase é poderosa! Medita nisso: Deus trata você como se você fosse Cristo, porque você foi unido a Ele.
A posição dele é a sua posição. Quando você chega diante de Deus, é como se fosse Cristo chegando junto com você. Está me entendendo?
E o céu está aberto sobre Cristo, somente sobre Cristo. A Bíblia diz que o Senhor Jesus, no dia do seu batismo, quando entrou no rio Jordão, os céus se abriram sobre Ele e o Espírito Santo desceu sobre Ele. Isso significa que onde Cristo está, o céu está aberto.
O céu não está aberto sobre mim nem sobre você individualmente, ok? O céu está aberto sobre Cristo, e é por isso que Ele pode nos abençoar. Por isso que Deus pode nos abençoar.
Porque Deus nos colocou em Cristo e agora, estando em Cristo, eu desfruto do céu aberto sobre a minha cabeça. Pastor, com base em que você pode compreender toda essa verdade que estou te dizendo? E se você nunca ouviu essas afirmações, tudo pode soar estonteante até para você entender.
Você precisa compreender o princípio do representante na Bíblia. O que é o princípio do representante? Deus se relaciona conosco com base no representante.
É um princípio que está em toda a palavra de Deus. Então, ninguém pode chegar diante de Deus diretamente; ele só pode chegar por meio de um representante. É por isso que o Senhor Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao Pai, senão por meio de mim. " Então, Ele é o nosso Sumo Sacerdote. Ele é o nosso representante.
Na teologia, chamamos Ele de nossa cabeça Federal. Quando Adão pecou lá no Éden, ele pecou como nosso representante, e, por isso, quando ele pecou, nós pecamos junto com ele, porque ele nos representava, de certa maneira. Todos nós estávamos nele.
Mas a Bíblia fala que hoje o Senhor Jesus é o segundo Adão, é a cabeça de uma nova raça. Então, quando nós cremos em Cristo, somos colocados nele, de maneira que Ele se torna agora o nosso representante. Tudo que diz respeito a Ele agora vai dizer respeito a mim.
Então, se Ele obedeceu a Deus, eu obedeci também. Se Ele venceu, a vitória dele é minha também. Está entendendo isso?
Romanos 5:19. Vamos ler: olha o que a palavra do Senhor diz em Romanos 5:19: "Porque, como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. " Está me entendendo?
Essa é a grande troca. Então, Adão nos representava e, assim, pela desobediência dele, nós nos tornamos pecadores. O nosso representante vale para ele, vale.
. . Para mim, mas agora eu creio no Senhor, e agora Cristo é o meu representante.
Por isso, por meio da obediência de um só, eu me torno justo. Eu não sou justo por causa da minha obediência; eu sou justo por causa da obediência dele. Então, nós chamamos isso de a grande troca, né?
O Senhor Jesus se tornou o que eu era para que eu hoje possa me tornar o que ele é. Vamos ler o primeiro versículo que estava na projeção: Segunda Coríntios 5:21: "Aquele que não conheceu pecado, ele Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. " Pastor, não consigo entender isso!
Como que o Senhor Jesus, que nunca cometeu pecado, se tornou pecado? Simples: ele recebeu o nosso pecado. Deus colocou o nosso pecado nele.
E como é que nós, que nunca praticamos a justiça, nos tornamos justos? Pelo mesmo princípio: nós recebemos a justiça dele. Essa é a troca do Calvário.
Esse é o centro da mensagem do Evangelho; é chamado de justificação pela fé. Então, lá na cruz, quando o Senhor Jesus recebeu o nosso pecado, o meu pecado e o seu, Deus o julgou. Deus o puniu; ele, nele mesmo, não havia pecado.
A punição foi por causa do nosso pecado. E hoje, quando nós recebemos a Cristo, a justiça de Cristo nos é atribuída. Por isso, Deus nos abençoa.
Deus não abençoa você porque você é bom ou porque você cumpriu ou obedeceu todos os mandamentos. Não! Ele abençoa você porque você está em Cristo.
É por causa de Cristo que você recebeu a justiça de Cristo. Ah, pastor, mas eu não mereço ser chamado de justo. Como é que eu posso ser chamado de justo?
Então, presta atenção: o Senhor Jesus não merecia se tornar pecado, e nós também, hoje, não merecemos ser chamados de justos, ser feitos justos. Tá me entendendo? Nada é pelo nosso merecimento; é tudo pela obra de Cristo.
Entende isso? Então, a compreensão disso é absolutamente vital; é a base, né, da redenção. Um outro exemplo bíblico que mostra o princípio do representante é o de Davi e Golias.
A Bíblia fala que um dia Golias chegou e desafiou o exército de Israel, dizendo: "Olha, para que vamos lutar? Morrer tanta gente! Escolhe um representante de vocês para lutar contra mim.
Eu vou representar os filisteus e esse campeão de vocês vem para representar a Israel. O que vencer a luta, venceu a guerra. " A Bíblia fala, então, que Davi foi, e Davi foi representando a Israel.
Quando Davi venceu, a vitória não foi só de Davi; foi de todo Israel. Davi e Golias eram representantes. É o mesmo princípio também que tinha na figura do Sumo Sacerdote em Israel: ele representava todo o povo diante de Deus.
Então, todos os anos, ele tinha que entrar uma vez por ano, no dia da expiação, dia do Yom Kipur, dia do perdão. Ele entrava no Santo dos Santos para fazer expiação pela nação. Se, quando ele entrasse ali, ele caísse morto, significava que Deus tinha rejeitado ele.
Então, seria arrastado para fora, e a nação ia saber agora que Deus os tinha rejeitado. Eles iam ter um ano ruim: seca, derrota para os inimigos, fome. Mas, quando o Sumo Sacerdote entrava e depois saía do Santo dos Santos vivo, e a Bíblia fala que ele erguia a mão para abençoar a nação, quer dizer, o povo ia ao delírio: se Deus aceitou o Sumo Sacerdote, Deus nos aceita também.
Se ele saiu de lá vivo, significava agora que Deus havia aceitado a eles como nação. Eles teriam um ano de bênção, um ano de chuva, um ano de prosperidade. Entendeu?
O que Deus estava dizendo com isso? Que, assim como é o seu Sumo Sacerdote, será com você. Se o seu Sumo Sacerdote é bom, você tá bem.
Mas se o seu Sumo Sacerdote não é legal, você tá com problema. Qual que era o problema do Velho Testamento? É que os bons sumos sacerdotes envelheciam e morriam.
Tá entendendo? Então, eles ficavam olhando para o filho dele, pensando: "Como é que esse menino vai ser, né? " E se eles percebiam que não era um bom garoto, né, eles não tinham segurança.
Eles não tinham segurança. Mas agora nós temos um Sumo Sacerdote. Diz a Bíblia que ele vive para sempre.
Ok? Lembra disso: se o Sumo Sacerdote é aceito, eu sou aceito também. O nosso Sumo Sacerdote é o Senhor Jesus.
Né? Lá em João 4, verso 17, diz que "assim como ele é, nós somos neste mundo. " Assim como ele é, nós somos neste mundo.
Então, se Cristo é aceito, eu também sou aceito; se Cristo é justo, eu também sou justo. Tá me entendendo? Tudo que diz respeito a Cristo diz respeito a mim.
Se ele tá debaixo do favor de Deus, eu também. Aleluia! Toda essa obra foi feita com base na justiça de Deus.
Deus não faz nada sem justiça. Presta atenção: Deus hoje não tem saída a não ser perdoar você. Entendeu, pastor?
Como é que é isso? Presta atenção: Deus é bom, mas ele não perdoa você porque ele é bom. Deus é misericordioso, mas a base do perdão não é a misericórdia de Deus.
Deus perdoa você com base na sua justiça. Por isso, nós nos tornamos justiça de Deus. Pastor, mas eu pensei que a gente se relacionava com Deus com base na misericórdia.
Ok, não! Nós não nos relacionamos com base na misericórdia. Por quê?
A misericórdia não nos dá segurança. Qual que é o problema? É que Deus não é moralmente obrigado a ter misericórdia de ninguém e nem ter.
Ele pode até escolher ter misericórdia hoje, mas amanhã ele pode dizer: "Chega! Não vou ter mais misericórdia. " E tá certo, nada de errado.
Entendeu? Pode ser que a misericórdia chegue um dia que encerra. Cansei!
De ter misericórdia, vou te condenar agora. Esse é um fato. Na verdade, um dia a misericórdia vai cessar e o juízo de Deus virá sobre esse mundo.
Entendeu? Mas, para que a gente pudesse ter segurança, o que Deus fez? Deus criou um documento.
Esse documento é chamado de aliança. Aliança é um documento! Então, presta atenção: Deus pode escolher ter misericórdia de quem Ele quiser, pelo tempo que Ele quiser, mas Deus não pode escolher entre ser justo ou não; Deus tem que ser justo sempre.
Então, para que a gente não vivesse inseguro, Ele fez, assinou um documento, e nesse documento Ele se comprometeu a nos perdoar. Então, agora Ele nos perdoa porque Ele é justo; Ele tem que cumprir o que está escrito. Você não tem que viver com medo, inseguro.
É tão triste, né? Muitos crentes vivem o tempo inteiro com medo de ir pro inferno. Ele é salvo num dia, não é salvo no outro.
Está bem com Deus hoje; amanhã ele não tem certeza. Mas você deveria ter completa segurança, ok? Deus fez uma aliança conosco de que Ele perdoaria as nossas iniquidades, e dos nossos pecados Ele não iria se lembrar.
E Deus faz isso tudo baseado na sua justiça. Mas misericórdia. .
. não é bom? Misericórdia é bom, mas você sabe, é possível ter uma misericórdia que não é justa.
Então, por exemplo, suponha que um irmão errou comigo; ele veio e me roubou um dinheiro. Depois, ele vem e pede perdão. O que tem que fazer?
Perdoá-lo, esquecer o assunto. Então, por que nós fazemos assim? Porque nós não temos em nós mesmos merecimento nem justiça nenhuma.
Então, não tem como cobrar justiça de ninguém. É por isso que eu perdoo livremente. Mas com Deus não é assim.
Com o juiz no tribunal não é assim. Se esse irmão fosse levado ao tribunal, o juiz não podia simplesmente dizer: "Ô Luiz, perdoa ele aí e esquece o assunto. " Não, não.
O juiz está lá para fazer cumprir a lei, e o juiz teria que condená-lo. Deus é o juiz. Então, Deus não pode simplesmente esquecer o nosso pecado.
Todo crime tem que ser punido! O problema é que Deus nos ama e Ele não queria nos condenar. Mas Deus não é só amor; Ele também é justiça.
E a justiça de Deus exigia o quê? Condenação! Então, por um lado, Deus nos ama e não quer nos condenar; por outro lado, Ele é justo e é obrigado a nos condenar.
Deus estava num dilema: como é que eu vou. . .
como é que Deus iria alinhar amor e justiça? Mas Deus é sábio! Deus tinha uma solução: Ele mesmo veio e pagou pelo crime no nosso lugar.
Esse é o perdão que Deus nos dá. É um perdão baseado na justiça, no pagamento da dívida, e uma vez que a dívida foi paga, Deus não tem outra alternativa a não ser considerar você inocente, sem culpa. Então, no Calvário, a justiça e a graça se encontraram; a graça e a verdade se beijaram.
Entendeu? Todos os atributos de Deus foram conciliados na cruz. A cruz é o centro do universo.
A cruz é a justiça de Deus fazendo pagamento pelo amor de Deus. Tá me entendendo? Todos os atributos de Deus se harmonizaram na morte do Senhor Jesus.
O amor se encontrou com a justiça. Amém! Então, pecado agora não pode mais ser imputado a você.
Por quê? Porque a justiça de Deus foi satisfeita. Ah, pastor, você fala tanto da lei!
Não! A lei foi exaltada ao máximo na cruz porque ela foi completamente cumprida pelo Filho de Deus. Os juízos da lei foram satisfeitos, todos eles.
Porque todo julgamento que deveria vir sobre nós veio sobre o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus. Tá me ouvindo? Então, nós agora não estamos mais debaixo da lei, não devemos mais nada pra ela; estamos debaixo de uma outra lei, maior e superior.
Entendeu? Não que eu estou livre para quebrar a lei. Não, não, não!
Eu vou cumprir. Aí, não, eu não vou cumprir a lei porque eu tenho. .
. porque ela é uma forma de eu relacionar com Deus. Não!
Eu vou cumprir porque ela agora é a minha nova natureza. Ok? Eu não estou mais sujeito a uma barganha com Deus.
Aleluia! Entendeu? Então, as coisas de Deus são maravilhosas, né?
Então, todo atributo de Deus, como eu te disse, é glorificado na cruz. Então, não é Deus tendo misericórdia e abrindo mão da justiça, e também não é Deus sendo completamente tirano e justo sem misericórdia. Entendeu?
Porque se Deus tivesse exercido misericórdia desrespeitando a justiça, então Deus não seria confiável. Entendeu? Porque se Ele desconsidera ou desconsiderasse a justiça num ponto, Ele poderia desconsiderar em outros.
Então, nós nunca teríamos segurança! Mas o Senhor nos amou tanto e, por nos amar dessa maneira, Ele pagou o preço da nossa condenação. Ele é misericordioso, sim, mas agora Ele não te perdoa com base na misericórdia; Ele te perdoa porque Ele é justo.
Não é isso que diz? Ele é fiel e justo para nos perdoar o pecado. 1 João 1:9.
A dívida foi paga; Ele agora nos declara perdoados porque nos ama e também porque é justo. Hoje, Ele nos perdoa porque Ele é justo. Ele não pode escolher entre ser justo ou não; Ele tem que ser justo sempre.
E isso deve trazer para você o quê? Segurança! Ele é fiel e justo para te perdoar.
Entende? Ele não tem escolha; Ele não pode dizer: "Não vou te perdoar mais. " Não!
Ele não pode mais dizer isso. Perdão, para Deus, não é mais uma escolha; não é uma questão de misericórdia; é uma questão de justiça. Essa é a segurança!
Essa é a segurança! Amém! Se o seu pecado já foi punido na cruz, Deus é justo em declarar você perdoado.
E justo agora justificado, se a sua enfermidade já foi levada na cruz, Deus é justo em curá-lo. Essa é a base da Nova Aliança: Deus é justo e justificador dos que têm fé em Jesus (Romanos 3:26). Vamos ler Romanos 3:26, tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
Aleluia! Glória a Deus! Bom, eu falei tudo isso aqui como uma introdução.
Senhor Jesus, agora eu vou entrar realmente no tema da nossa aula de hoje, que são as cláusulas dessa Nova Aliança. Que documento é esse que Deus assinou? O que Ele declara nesse documento é algo que não pode ser mudado eternamente.
Ela é a nova e eterna Aliança. Vamos ler Hebreus 8, verso 7: "O Senhor nos dê luz da sua palavra, sempre. Amém!
" Para que sejamos nutridos, pois, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito de maneira alguma, estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E de fato, repreendendo-os, diz: "Eis aí vêm dias", diz o Senhor, "e firmarei Nova Aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá; não segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão para os conduzir fora da terra do Egito, pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles", diz o Senhor. "Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias", diz o Senhor.
Olha aqui as cláusulas da Aliança, vai dizer agora: primeiro, na sua mente imprimirei as minhas leis; segundo, no seu coração as inscreverei. O meu povo, terceiro, não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: "Conhece ao Senhor", porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior. Quarto, pois para com as suas iniquidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.
Aleluia! Veja aqui, no verso 7, que próprio Deus diz que a velha aliança tinha defeito, mas era perfeita. Deus achou defeito num sistema perfeito.
Por quê? Porque o seu povo é imperfeito. Nós somos imperfeitos.
Então, agora, Deus faz uma nova aliança. E por que a velha aliança era imperfeita? Porque ela dependia de nós, ela dependia de nós sermos fiéis.
Deus agora faz uma aliança onde Ele mesmo diz que vai cumprir as cláusulas dela. Dessa aliança não tem aqui menção de condições impostas a nós; nenhuma menção. Tem algo que você tem que fazer aqui?
Nada! Tá me ouvindo? O que está escrito aqui?
Primeiro, na sua mente imprimirei as minhas leis; segundo, no verso 10 ainda, né? Eu serei o seu Deus, eles serão o meu povo. Terceiro, verso 11: não ensinará jamais cada um ao seu próximo, dizendo: "Conhece ao Senhor"; quarto, verso 12: "Pois dos seus pecados jamais me lembrarei.
" O que é que é para você fazer aqui? Não tem obra sua aqui! É só obra de Deus.
A sua parte agora é só crer. Tá me ouvindo? É só crer!
Essa é a boa notícia! Esse é o evangelho. Sua parte é crer.
Vamos ver as implicações práticas de cada uma dessas cláusulas da Nova Aliança. Primeiro, na sua mente imprimirei as minhas leis. Você sabe, eu gostaria de poder colocar dentro do meu filho, da minha filha, o desejo de comer brócolis, mas eu não tenho esse poder.
O máximo que eu posso fazer é obrigar ele a comer brócolis. Ele vai comer sem vontade. Isso é o máximo que eu posso fazer.
O nome disso é religião. Mas Deus, Ele pode fazer isso! Ele pode colocar a sua vontade dentro de nós, entendeu?
O seu espírito dentro de nós, a sua lei dentro de nós. E a sua lei é a lei do Espírito da vida. Hoje, quando você nasce de novo, quando você crê na mensagem do Evangelho, Deus coloca no seu coração o desejo de fazer a vontade dele, entendeu?
Você não está mais debaixo da lei. Por quê? Porque lei não tem poder de mudar o interior do homem; a lei muda só o exterior.
Você entende o que eu tô dizendo? O que é lei? Vamos imaginar: todo homem é um cão, mas Deus não aceita latir.
Então Deus diz "não latir". Proibir um cachorro de latir ajuda alguma coisa? Muda alguma coisa?
Ele continua sendo cachorro, né? O porco, Deus não quer sujeira. Deus fala "não chafurdar na lama".
É um mandamento. Aí o porco se esforça muito para obedecer esse mandamento, mas faz alguma diferença? Ele continua sendo porco.
A lei não muda a natureza. Um porco limpo, um cachorro calado, que não late, não atende à vontade de Deus, entendeu? Deus quer algo que flua do seu coração, entendeu?
Não é simplesmente um mandamento que eu obedeço contra a minha vontade. Não! A minha vontade agora é essa, entendeu?
Eu, como filho, recebo mandamentos de filho, de ser filho, de imitar meu pai. Tá compreendendo o que eu tô dizendo? Por isso não adianta você criar leis proibindo a pessoa de pecar!
Não pecará! Adianta essa lei? Ela é inútil!
É inútil! Não tem poder! Não é que ela é errada; ela é certa, ela é boa.
Mas você é incapaz de obedecê-la. Nós somos incapazes! Cristo veio e obedeceu no nosso lugar.
Por isso que Paulo diz, lá em Gálatas 6, se não me engano, verso 15, ele diz: "Olha, nem a circuncisão nem a incircuncisão significam nada. " Ou seja, nem a religião, nem aquele que vive fora, sem religião nenhuma, não faz diferença. O que faz diferença é nascer de novo!
E o que é nascer de novo? É quando Deus escreve a lei dele dentro do nosso coração, entendeu? Dentro do nosso coração.
Segunda cláusula da Aliança: eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Então, essa é. .
. Uma afirmação extraordinária: poderosa demais! Por quê?
Porque, se você estiver doente, tudo o que você quer é que Deus seja o seu Deus e te cure. Se você estiver precisando de alguma coisa, tudo o que você quer é que Deus seja o seu Deus e te dê provisão. É maravilhoso isso.
Quando o anjo veio anunciar o nascimento do Senhor, ele disse que o nome dele seria Yeshua, que significa salvação, Salvador. Entendeu? Não é que ele veio para ensinar um caminho de como ser salvo; ele veio para ele mesmo nos salvar.
Ele é a nossa salvação. Amém! Essa é uma diferença entre lei e graça, Velho Testamento e Novo Testamento.
Quando você vive ainda na lei e prega a lei, você diz para as pessoas o que elas têm que fazer para chegar a Deus. Mas, quando nós pregamos a graça, nós falamos o que Deus fez e faz para se chegar a nós. Tá me entendendo?
Essa tem que ser a pregação. Então, quando você tiver uma crise no casamento, você tem que lembrar que precisa de um Salvador, alguém que vai descer do céu e mudar seu casamento. Glória a Deus, porque ele já desceu, já nos foi enviado!
Mas nós queremos que nos ensinem fórmulas, não é verdade? Nós queremos que nos contem cinco passos, dez passos, para eu ter um bom casamento. Essas coisas podem ajudar por um tempo, mas não mudam a história.
O que você precisa é de um Salvador que venha e transforme essa água em vinho. Entendeu? Ele vai fazer, e não você.
Essa é uma grande diferença. Entendeu? Na graça, é ele que tira você do buraco; na lei, você tem que se virar para sair sozinho.
Por isso, eu sempre gosto de usar essa ilustração: imagina uma pessoa que está ali se afogando. Você passa por ela e fala: "Ei, que sorte a sua! Estou passando por aqui; eu escrevi um livro: 'Aprenda a Nadar em Cinco Lições.
' Pega aí! " É isso que ele está precisando? Ele está se afogando!
Não, ele precisa de um Salvador, alguém que vai lá, resgatar ele, tirar ele daquela situação. Amém! É isso que o Senhor quer fazer.
Essa é a Nova Aliança. A gente sempre associa salvação com salvação do inferno, mas não é. Não é salvar de qualquer afogamento.
Você pode estar afogado na dor, afogado num casamento ruim, afogado na depressão, afogado na angústia, afogado no pecado. Também não importa a situação; tem alguém que vem para te resgatar. Ele te salva de tudo isso.
Terceira cláusula da Aliança: todos me conhecerão. Todos conhecem o Senhor desde o menor até o maior. O conhecimento de Deus agora é na intuição do Espírito.
Entendeu? Nós podemos ter comunhão com ele agora, por meio do nosso espírito que foi recriado. Não importa se você é uma criancinha que acabou de se converter; você pode ter comunhão com Deus.
Não importa se você é um idoso, não importa se você é alguém que tem pouco conhecimento, mal sabe ler, ou você é um doutor formado; você pode conhecer a Deus do mesmo jeito. É no espírito. E, por último, a quarta cláusula: porque, com as suas iniquidades, usarei de misericórdia; e dos seus pecados jamais me lembrarei.
Essa é a última cláusula, ok? E é a que torna possível todas as outras. Na lei, lá em Êxodo 20, verso 5, o Senhor diz que ia visitar a iniquidade dos filhos até a terceira e quarta geração.
Mas agora, na Nova Aliança, ele diz que não se lembra. Presta atenção nisso: enquanto Deus se lembra, ele julga. Mas agora está escrito que ele não tem mais lembrança dos nossos pecados.
Se não há lembrança, também não há mais condenação, nem sobre nós, nem sobre os nossos filhos. Na velha aliança, tinha o sacrifício de animais, mas o sangue de animais apenas cobria os pecados, e assim mesmo, durante um ano só. Todo ano, tinha que repetir o processo.
Mas agora, o sangue de Jesus removeu os pecados passados, presentes e futuros. Você foi purificado completa e perfeitamente de uma vez por todas. Qual é a sua parte na Nova Aliança?
Você não tem que fazer nada, apenas crer! O justo viverá pela fé. Aleluia!
Por que muitos não conseguem crer que a lei de Deus foi escrita no coração deles? Porque eles não conseguem crer que o seu Deus vai suprir-no no meio da dificuldade. Entendeu?
Porque eles pensam que não podem conhecer o Senhor. Tudo isso é porque eles não creem que o pecado foi esquecido. Muitos crentes ainda estão vivendo debaixo de condenação, acreditando que o seu pecado está sempre diante de Deus.
Por causa disso, esses crentes vivem o tempo inteiro esperando juízo, ira de Deus. Eles dizem: "Eu estou mal com Deus. " Entendeu?
Não sabem mais se relacionar, vivem debaixo de juízo e condenação porque não entenderam a cláusula principal da Nova Aliança: "Dos seus pecados, jamais me lembrarei. " Aleluia! Que o Senhor abra os seus olhos hoje para você entender essa base fundamental do evangelho que transforma a nossa vida.
Amém! Até a nossa próxima aula.