Esses dias, procurando um lugar pra comemorar o aniversário da minha prima querida, acabamos indo em um restaurante famoso aqui da minha cidade. E tomamos a decisão de ir lá porque entramos no google e vimos que a reputação do local era muito boa. O lugar tinha nota alta, bons comentários e altos elogios.
A gente confia tanto naquele monte de estrelinha que é quase automático olhar a nota e os comentários. Só que a minha experiência foi bem diferente das 4,8 estrelas que o local tem. Basicamente nada saiu como planejado.
A comida era ruim, o atendimento com absolutamente nada de especial e o ambiente parecia uma fábrica, com um barulho de conversa e música muito altos. Enquanto eu comia eu pensava que não era possível esse lugar ter 4,8 estrelas. Saí de lá tentando entender se eu tinha dado azar, ou se aquelas avaliações eram suspeitas.
Foi aí que a pergunta começou a crescer: será que aquele lugar tinha sido vítima do efeito google maps? E como as avaliações podem prejudicar ou alavancar um local? Hoje, qualquer decisão simples, escolher um restaurante, um hotel, uma cafeteria, começa sempre no mesmo lugar: a área de avaliações do google maps.
Antes de gastar dinheiro, quase todo mundo quer saber o que outras pessoas viveram ali. 90% dos consumidores leem avaliações antes de visitar um negócio. E quando é algo que a pessoa nunca comprou antes, esse número sobe ainda mais: 98% pesquisam antes de tomar uma decisão.
É por isso que as avaliações viraram uma espécie de “vendedor silencioso”, alguém que trabalha 24 horas por dia convencendo ou afastando clientes sem que o dono do negócio diga uma palavra. E com o crescimento do Google Maps, esse efeito ficou ainda mais forte. Você pesquisa no google, e ali nos primeiros resultados depois dos patrocinados, já aparecem os estabelecimentos que estão cadastrados e avaliados no Maps.
E isso quando não pesquisa direto lá. A plataforma virou a praça central da busca local. É ali que as pessoas decidem onde comer, onde cortar o cabelo, onde contratar um serviço e até onde confiar o próprio carro.
E o impacto disso no faturamento é enorme. Estudos mostram que negócios com mais reviews do que a média faturam 54% a mais. E se essas avaliações forem recentes, de mais de 25 nos últimos meses, o faturamento pode ser 108% maior do que a média.
Ou seja: a nota importa, mas não é só isso, é ter muitas avaliações, e avaliações recentes. E tem mais um detalhe que quase ninguém percebe: a nota perfeita não é o ideal. Segundo a Womply, os negócios que mais faturam estão entre 3.
5 e 4. 5 estrelas. E negócios com 15 a 20% de reviews negativas lucram 13% mais que aqueles com poucas críticas.
Isso acontece porque o consumidor tá ligado e desconfia de perfeição. Quando vê só elogios, ele pensa em manipulação. Quando vê uma mistura real, gente que amou e gente que não gostou, ele confia mais.
Todo esse cenário criou a economia das avaliações, onde simples comentários podem levantar ou derrubar um negócio inteiro. E, ao mesmo tempo, esse sistema criou incentivos estranhos: mais importante do que ter nota alta, é ter volume; e mais importante do que agradar todo mundo, é parecer autêntico. Só que se as avaliações influenciam tanto assim… o que acontece quando o sistema falha?
E como isso afeta consumidores e negócios? Quando você começa a investigar como o Google Maps realmente funciona, percebe que por trás daquela aparência simples de estrelinhas e comentários existe um sistema muito mais frágil, e muito mais confuso, do que parece. E tudo começa com a forma como as avaliações são moderadas.
O Google explica que cada avaliação passa por uma triagem automática. Assim que alguém clica em “publicar”, o comentário vai direto para filtros de machine learning, que tentam identificar desde linguagem ofensiva até padrões suspeitos de comportamento, como um pico repentino de notas muito altas ou muito baixas, ou grupos de pessoas avaliando os mesmos lugares ao mesmo tempo. Se esses filtros não encontrarem nada de “errado”, a avaliação aparece na hora.
Se encontrarem alguma coisa, ela cai num processo de análise humana. Na teoria, isso parece sofisticado, mas na prática, criam distorções. Uma delas aparece nos relatos de usuários que descobriram suas avaliações negativas simplesmente… desaparecendo.
Um deles relatou que todas as avaliações de 5 estrelas continuaram visíveis, mas as de 1 e 2 estrelas foram “banidas” pelo sistema. Ou seja: uma crítica legítima pode ser removida enquanto elogios continuam no ar, deixando o negócio com uma imagem artificialmente melhor do que a realidade. E quando uma avaliação cai no radar da moderação, ela entra em um estágio chamado “Decision Pending”, uma espera que pode durar meses ou anos.
Durante esse período, a avaliação continua aparecendo para todo mundo ver, mesmo sem confirmação de que é verdadeira ou falsa. E para o dono do negócio não existe linha direta com alguém do Google para resolver, já que os casos entram para empresas terceirizadas, com grande volume de casos, que muitas vezes são tratados de qualquer jeito. Esse vazio é terreno fértil para algo ainda pior: golpes, ataques coordenados e extorsão.
A partir de 2024, surgiram quadrilhas espalhadas pelo Paquistão, Bangladesh e outros países oferecendo um “serviço” bizarro. Eles mandam mensagens para donos de pequenos negócios dizendo que receberam um pedido para publicar 20 avaliações negativas, e perguntam se o dono “quer resolver a situação”. Se a pessoa responde, já está presa no golpe.
Uma empreendedora chegou a ver sua nota despencar de 5. 0 para 3. 6 em um único dia (fonte 4, p.
14). Nas palavras dela: “Levou oito anos para construir minha reputação… e um cara destruiu em um dia. ”.
E mesmo denunciando imediatamente, o Google levou semanas para remover as avaliações. Isso quando removeu. O projeto Fake Review Watch, da investigadora criminal Kay Dean, é focado exclusivamente nesses casos de avaliações e identificou mais de 150 vítimas desse golpe.
Outro problema são as avaliações falsas positivas. Um deles foi parar na justiça: onde um cirurgião de Nova Iorque tava falsificando avaliações positivas para promover sua clínica. E a própria dinâmica social ajuda a espalhar ataques.
Um outro caso mostra uma cliente furiosa convocando amigos e familiares, muitos vivendo em outro país, sem nunca terem estado no local, para inundarem o Google Maps de avaliações negativas em questão de minutos. Mais uma vez, o algoritmo deveria identificar esse comportamento. Mas ele não detecta: fotos roubadas de bancos de imagens, contas recém-criadas e textos padronizados passam pelo filtro sem problemas.
No fim, as avaliações deixam de funcionar como um retrato honesto e viram uma realidade paralela: uma página que parece confiável, mas não é; uma reputação que parece sólida, mas pode ter sido filtrada pelo algoritmo; e uma nota que não necessariamente corresponde à experiência que o cliente vai ter quando chega no local. O engraçado é que, na tentativa de ajudar, o sistema tira do ar justamente as críticas que fazem a página parecer de verdade. Esse problema de informação distorcida fica ainda mais crítico quando você usa o Google Maps pra planejar uma viagem internacional.
Você escolhe restaurante, hotel e passeio, tudo baseado em avaliações que podem não ser verdadeiras. E quando você chega lá e descobre que foi enganado, já era: você gastou seu dinheiro, que vale menos ainda quando convertido. Aliás, se você viaja pro exterior e ainda não se organizou financeiramente pra isso, você provavelmente tá perdendo muito dinheiro sem perceber, e eu tenho a parceria perfeita pra você aqui no canal.
A Nomad. Isso porque você converte o seu real em dólar usando a cotação do dólar comercial, e não do dólar turismo das casas de câmbio, Eu tenho minha conta na Nomad e já viajei usando ele tenho que te dizer que é sensacional. Além da facilidade de converter o real em dólar e usar a sala vip deles no aeroporto de Guarulhos, são mais de 180 países onde ele é aceito.
(Trocar por: e é aceito mundialmente) É muito simples de converter dinheiro, leva menos de 5 minutos e você converte REAIS EM DÓLARES NO PIX! E O MELHOR: SÓ PRECISA DE R$50 PARA COMEÇAR A TER A SUA RESERVA EM DÓLARES. Pra você abrir sua conta também, acessa o primeiro link da descrição ou aponta a câmera do seu celular pro QR Code aqui na tela.
Usando o cupom ELEMENTAR40 no cadastro, você ainda ganha até 20 dólares de cashback na sua primeira operação de câmbio (conversão de real para dólar). Quando a gente procura avaliações no google, não buscamos a perfeição, buscamos sinais de que outras pessoas reais passaram por ali. Quando o algoritmo elimina críticas verdadeiras e deixa algumas falsas circulando, ele cria uma versão limpinha e polida do que deveria ser uma experiência real.
Mas o sistema, do jeito que funciona hoje, faz o contrário: ele remove negativos legítimos, mantém negativos falsos, deixa avaliações reais presas por anos e empurra negócios para um jogo onde o que importa não é qualidade, é quantidade. E quantidade é justamente o que o Google valoriza, como falei antes: empresas com mais avaliações ganham 54% mais receita , e empresas com avaliações recentes chegam a ganhar 108% acima da média. Quanto mais gente falando, melhor o negócio aparece no ranking, mesmo que parte dessas vozes não exista.
Depois de olhar para todos esses problemas, para golpes, extorsão e filtros falhos, fica a pergunta inevitável: Será que o que aconteceu com aquele restaurante que eu fui foi mesmo culpa do google maps? Depois de tudo o que eu tinha descoberto sobre o Google Maps, sobre extorsão, reviews falsos, crítica que é deletada e os elogios suspeitos que ficam; eu tinha certeza de que a nota daquele restaurante não podia ser verdadeira. Era óbvio pra mim: só podia ser alguma distorção do sistema.
Então comecei pelo básico: será que aquelas avaliações eram compradas? Pelo que eu entendi tem gente no mundo inteiro vendendo pacotes de elogios e alimentando perfis falsos para subir a reputação de negócios, inclusive aqui no Brasil. Então, nada me impediria de achar que aquele restaurante estava no mesmo esquema.
Mas a segunda hipótese parecia ainda mais plausível: o Google pode ter apagado as avaliações negativas. Usuários relatam que avaliações de 1 e 2 estrelas simplesmente somem, enquanto as positivas continuam lá. Se isso acontece, a nota final fica muito mais alta, mas de forma artificial.
E ainda tem o fator social: grupos de amigos, famílias e comunidades inteiras que elogiam os mesmos lugares porque gostam da atmosfera, da história, do dono… e isso infla a nota rapidinho. Não é necessariamente fraude, mas cria um consenso que não reflete qualidade. Com tudo isso na mesa, eu estava meio que convencido: a culpa era do sistema, e o restaurante se aproveitava disso.
Mas aí veio a parte que eu não esperava. Quando eu conversava com as pessoas que eu tinha ido lá no tal restaurante elas diziam antes de eu falar sobre a minha experiência: “é muito bom né? ”.
E eu ficava sem palavras, porque tinha achado muito ruim. E foi aí que um pensamento muito simples surgiu: talvez o problema não fosse o Google. Talvez o problema fosse o gosto das pessoas mesmo.
Ou talvez o problema sou eu e a minha família que não gostamos do lugar. O que eu percebi foi que as pessoas elogiavam justamente aquilo que eu não gostei do lugar, a comida em excesso. Era um lugar que servia pizza, hambúrguer, massa e acredite ou não, até sushi.
Na minha visão, quando um restaurante se propõe a fazer tudo, ele não faz nada bem, e não importa se é muita comida por um preço amigável, ainda assim a qualidade é ruim. Mas aparentemente para as outras pessoas se empanturrar de comida por um valor amigável é o que vale elogios e cinco estrelas. E a real é que o Google Maps não mede qualidade gastronômica.
Ele mede a experiência de cada pessoa e cada pessoa tem visões diferentes sobre boas e más experiências. E tá tudo certo, mas mesmo os comentários negativos podem não representar bem a realidade. O lugar tem a nota 4,8 e mais de 3800 comentários.
Mas dá uma olhada nessa avaliação aqui, que fala em “as pizzas e massas são de ótima qualidade, realmente saborosas, mas o atendimento geral foi fraco”. Na minha experiência ambos foram bem ruins. E esse outro comentário “A pizza de churrasco com borda de pão de alho foi sem sombra de dúvidas a campeã na noite”.
Cara, eu provei essa pizza, e ela é muito ruim. Eu não consegui terminar de comer o pedaço. Honestamente é um desperdício.
Não da minha parte de não terminar de comer, mas por que estão desperdiçando insumos que poderiam ser bem utilizados pra algo bom. E pra mim o comentário que resume tudo sobre o local: “saí de lá com a barriguinha estufada, excelente em tudo”. As pessoas no geral elogiam o lugar pela quantidade e não pela qualidade.
Isso explica um pouco por que tanta gente ama lugares que eu considero ruins. Explica por que uma comida sem graça pode ter cinco estrelas. E na verdade não significa que eu esteja errado.
Só significa que, às vezes, o consenso da quantidade em detrimento da qualidade, não bate com o meu gosto, e tudo bem. E agora talvez eu vá te decepcionar. No fim, a minha investigação não revelou um esquema obscuro.
Revelou uma verdade bem mais simples e menos elegante: o Google Maps tá cheio de bots e coisas estranhas, mas no geral ele mostra o que a maioria pensa. E eu, claramente, não penso como a maioria. E você concorda comigo?
Se você ainda confia nas avaliações do Google Maps na hora de escolher um restaurante, comenta aqui abaixo e não esquece de me dizer o que achou desse vídeo. E se você quer proteger seu dinheiro ou viajar com tranquilidade, não de mole, abra sua conta agora na Nomad apontando a câmera para o Qr Code na tela ou acessando o primeiro link da descrição No cadastro insira o código de convidado Elementar 40, para ganhar até 40 dólares de Cashback na sua primeira conversão de reais para dólares. E pra entender como o efeito iFood e os aplicativos de delivery podem estar quebrando pequenos negócios e prendendo restaurantes e entregadores num modelo de negócios sufocante, confere esse vídeo aqui que tá na tela.
Então aperta nele aí que eu te vejo lá em alguns segundos. Por esse vídeo é isso, um grande abraço e até mais. Esses dias, procurando um lugar pra comemorar o aniversário da minha prima querida, acabamos indo em um restaurante famoso aqui da minha cidade.
E tomamos a decisão de ir lá porque entramos no google e vimos que a reputação do local era muito boa. O lugar tinha nota alta, bons comentários e altos elogios. A gente confia tanto naquele monte de estrelinha que é quase automático olhar a nota e os comentários.
Só que a minha experiência foi bem diferente das 4,8 estrelas que o local tem. Basicamente nada saiu como planejado. A comida era ruim, o atendimento com absolutamente nada de especial e o ambiente parecia uma fábrica, com um barulho de conversa e música muito altos.
Enquanto eu comia eu pensava que não era possível esse lugar ter 4,8 estrelas. Saí de lá tentando entender se eu tinha dado azar, ou se aquelas avaliações eram suspeitas. Foi aí que a pergunta começou a crescer: será que aquele lugar tinha sido vítima do efeito google maps?
E como as avaliações podem prejudicar ou alavancar um local? Hoje, qualquer decisão simples, escolher um restaurante, um hotel, uma cafeteria, começa sempre no mesmo lugar: a área de avaliações do google maps. Antes de gastar dinheiro, quase todo mundo quer saber o que outras pessoas viveram ali.
90% dos consumidores leem avaliações antes de visitar um negócio. E quando é algo que a pessoa nunca comprou antes, esse número sobe ainda mais: 98% pesquisam antes de tomar uma decisão. É por isso que as avaliações viraram uma espécie de “vendedor silencioso”, alguém que trabalha 24 horas por dia convencendo ou afastando clientes sem que o dono do negócio diga uma palavra.
E com o crescimento do Google Maps, esse efeito ficou ainda mais forte. Você pesquisa no google, e ali nos primeiros resultados depois dos patrocinados, já aparecem os estabelecimentos que estão cadastrados e avaliados no Maps. E isso quando não pesquisa direto lá.
A plataforma virou a praça central da busca local. É ali que as pessoas decidem onde comer, onde cortar o cabelo, onde contratar um serviço e até onde confiar o próprio carro. E o impacto disso no faturamento é enorme.
Estudos mostram que negócios com mais reviews do que a média faturam 54% a mais. E se essas avaliações forem recentes, de mais de 25 nos últimos meses, o faturamento pode ser 108% maior do que a média. Ou seja: a nota importa, mas não é só isso, é ter muitas avaliações, e avaliações recentes.
E tem mais um detalhe que quase ninguém percebe: a nota perfeita não é o ideal. Segundo a Womply, os negócios que mais faturam estão entre 3. 5 e 4.
5 estrelas. E negócios com 15 a 20% de reviews negativas lucram 13% mais que aqueles com poucas críticas. Isso acontece porque o consumidor tá ligado e desconfia de perfeição.
Quando vê só elogios, ele pensa em manipulação. Quando vê uma mistura real, gente que amou e gente que não gostou, ele confia mais. Todo esse cenário criou a economia das avaliações, onde simples comentários podem levantar ou derrubar um negócio inteiro.
E, ao mesmo tempo, esse sistema criou incentivos estranhos: mais importante do que ter nota alta, é ter volume; e mais importante do que agradar todo mundo, é parecer autêntico. Só que se as avaliações influenciam tanto assim… o que acontece quando o sistema falha? E como isso afeta consumidores e negócios?
Quando você começa a investigar como o Google Maps realmente funciona, percebe que por trás daquela aparência simples de estrelinhas e comentários existe um sistema muito mais frágil, e muito mais confuso, do que parece. E tudo começa com a forma como as avaliações são moderadas. O Google explica que cada avaliação passa por uma triagem automática.
Assim que alguém clica em “publicar”, o comentário vai direto para filtros de machine learning, que tentam identificar desde linguagem ofensiva até padrões suspeitos de comportamento, como um pico repentino de notas muito altas ou muito baixas, ou grupos de pessoas avaliando os mesmos lugares ao mesmo tempo. Se esses filtros não encontrarem nada de “errado”, a avaliação aparece na hora. Se encontrarem alguma coisa, ela cai num processo de análise humana.
Na teoria, isso parece sofisticado, mas na prática, criam distorções. Uma delas aparece nos relatos de usuários que descobriram suas avaliações negativas simplesmente… desaparecendo. Um deles relatou que todas as avaliações de 5 estrelas continuaram visíveis, mas as de 1 e 2 estrelas foram “banidas” pelo sistema.
Ou seja: uma crítica legítima pode ser removida enquanto elogios continuam no ar, deixando o negócio com uma imagem artificialmente melhor do que a realidade. E quando uma avaliação cai no radar da moderação, ela entra em um estágio chamado “Decision Pending”, uma espera que pode durar meses ou anos. Durante esse período, a avaliação continua aparecendo para todo mundo ver, mesmo sem confirmação de que é verdadeira ou falsa.
E para o dono do negócio não existe linha direta com alguém do Google para resolver, já que os casos entram para empresas terceirizadas, com grande volume de casos, que muitas vezes são tratados de qualquer jeito. Esse vazio é terreno fértil para algo ainda pior: golpes, ataques coordenados e extorsão. A partir de 2024, surgiram quadrilhas espalhadas pelo Paquistão, Bangladesh e outros países oferecendo um “serviço” bizarro.
Eles mandam mensagens para donos de pequenos negócios dizendo que receberam um pedido para publicar 20 avaliações negativas, e perguntam se o dono “quer resolver a situação”. Se a pessoa responde, já está presa no golpe. Uma empreendedora chegou a ver sua nota despencar de 5.
0 para 3. 6 em um único dia (fonte 4, p. 14).
Nas palavras dela: “Levou oito anos para construir minha reputação… e um cara destruiu em um dia. ”. E mesmo denunciando imediatamente, o Google levou semanas para remover as avaliações.
Isso quando removeu. O projeto Fake Review Watch, da investigadora criminal Kay Dean, é focado exclusivamente nesses casos de avaliações e identificou mais de 150 vítimas desse golpe. Outro problema são as avaliações falsas positivas.
Um deles foi parar na justiça: onde um cirurgião de Nova Iorque tava falsificando avaliações positivas para promover sua clínica. E a própria dinâmica social ajuda a espalhar ataques. Um outro caso mostra uma cliente furiosa convocando amigos e familiares, muitos vivendo em outro país, sem nunca terem estado no local, para inundarem o Google Maps de avaliações negativas em questão de minutos.
Mais uma vez, o algoritmo deveria identificar esse comportamento. Mas ele não detecta: fotos roubadas de bancos de imagens, contas recém-criadas e textos padronizados passam pelo filtro sem problemas. No fim, as avaliações deixam de funcionar como um retrato honesto e viram uma realidade paralela: uma página que parece confiável, mas não é; uma reputação que parece sólida, mas pode ter sido filtrada pelo algoritmo; e uma nota que não necessariamente corresponde à experiência que o cliente vai ter quando chega no local.
O engraçado é que, na tentativa de ajudar, o sistema tira do ar justamente as críticas que fazem a página parecer de verdade. Esse problema de informação distorcida fica ainda mais crítico quando você usa o Google Maps pra planejar uma viagem internacional. Você escolhe restaurante, hotel e passeio, tudo baseado em avaliações que podem não ser verdadeiras.
E quando você chega lá e descobre que foi enganado, já era: você gastou seu dinheiro, que vale menos ainda quando convertido. Aliás, se você viaja pro exterior e ainda não se organizou financeiramente pra isso, você provavelmente tá perdendo muito dinheiro sem perceber, e eu tenho a parceria perfeita pra você aqui no canal. A Nomad.
Isso porque você converte o seu real em dólar usando a cotação do dólar comercial, e não do dólar turismo das casas de câmbio, Eu tenho minha conta na Nomad e já viajei usando ele tenho que te dizer que é sensacional. Além da facilidade de converter o real em dólar e usar a sala vip deles no aeroporto de Guarulhos, são mais de 180 países onde ele é aceito. (Trocar por: e é aceito mundialmente) É muito simples de converter dinheiro, leva menos de 5 minutos e você converte REAIS EM DÓLARES NO PIX!
E O MELHOR: SÓ PRECISA DE R$50 PARA COMEÇAR A TER A SUA RESERVA EM DÓLARES. Pra você abrir sua conta também, acessa o primeiro link da descrição ou aponta a câmera do seu celular pro QR Code aqui na tela. Usando o cupom ELEMENTAR40 no cadastro, você ainda ganha até 20 dólares de cashback na sua primeira operação de câmbio (conversão de real para dólar).
Quando a gente procura avaliações no google, não buscamos a perfeição, buscamos sinais de que outras pessoas reais passaram por ali. Quando o algoritmo elimina críticas verdadeiras e deixa algumas falsas circulando, ele cria uma versão limpinha e polida do que deveria ser uma experiência real. Mas o sistema, do jeito que funciona hoje, faz o contrário: ele remove negativos legítimos, mantém negativos falsos, deixa avaliações reais presas por anos e empurra negócios para um jogo onde o que importa não é qualidade, é quantidade.
E quantidade é justamente o que o Google valoriza, como falei antes: empresas com mais avaliações ganham 54% mais receita , e empresas com avaliações recentes chegam a ganhar 108% acima da média. Quanto mais gente falando, melhor o negócio aparece no ranking, mesmo que parte dessas vozes não exista. Depois de olhar para todos esses problemas, para golpes, extorsão e filtros falhos, fica a pergunta inevitável: Será que o que aconteceu com aquele restaurante que eu fui foi mesmo culpa do google maps?
Depois de tudo o que eu tinha descoberto sobre o Google Maps, sobre extorsão, reviews falsos, crítica que é deletada e os elogios suspeitos que ficam; eu tinha certeza de que a nota daquele restaurante não podia ser verdadeira. Era óbvio pra mim: só podia ser alguma distorção do sistema. Então comecei pelo básico: será que aquelas avaliações eram compradas?
Pelo que eu entendi tem gente no mundo inteiro vendendo pacotes de elogios e alimentando perfis falsos para subir a reputação de negócios, inclusive aqui no Brasil. Então, nada me impediria de achar que aquele restaurante estava no mesmo esquema. Mas a segunda hipótese parecia ainda mais plausível: o Google pode ter apagado as avaliações negativas.
Usuários relatam que avaliações de 1 e 2 estrelas simplesmente somem, enquanto as positivas continuam lá. Se isso acontece, a nota final fica muito mais alta, mas de forma artificial. E ainda tem o fator social: grupos de amigos, famílias e comunidades inteiras que elogiam os mesmos lugares porque gostam da atmosfera, da história, do dono… e isso infla a nota rapidinho.
Não é necessariamente fraude, mas cria um consenso que não reflete qualidade. Com tudo isso na mesa, eu estava meio que convencido: a culpa era do sistema, e o restaurante se aproveitava disso. Mas aí veio a parte que eu não esperava.
Quando eu conversava com as pessoas que eu tinha ido lá no tal restaurante elas diziam antes de eu falar sobre a minha experiência: “é muito bom né? ”. E eu ficava sem palavras, porque tinha achado muito ruim.
E foi aí que um pensamento muito simples surgiu: talvez o problema não fosse o Google. Talvez o problema fosse o gosto das pessoas mesmo. Ou talvez o problema sou eu e a minha família que não gostamos do lugar.
O que eu percebi foi que as pessoas elogiavam justamente aquilo que eu não gostei do lugar, a comida em excesso. Era um lugar que servia pizza, hambúrguer, massa e acredite ou não, até sushi. Na minha visão, quando um restaurante se propõe a fazer tudo, ele não faz nada bem, e não importa se é muita comida por um preço amigável, ainda assim a qualidade é ruim.
Mas aparentemente para as outras pessoas se empanturrar de comida por um valor amigável é o que vale elogios e cinco estrelas. E a real é que o Google Maps não mede qualidade gastronômica. Ele mede a experiência de cada pessoa e cada pessoa tem visões diferentes sobre boas e más experiências.
E tá tudo certo, mas mesmo os comentários negativos podem não representar bem a realidade. O lugar tem a nota 4,8 e mais de 3800 comentários. Mas dá uma olhada nessa avaliação aqui, que fala em “as pizzas e massas são de ótima qualidade, realmente saborosas, mas o atendimento geral foi fraco”.
Na minha experiência ambos foram bem ruins. E esse outro comentário “A pizza de churrasco com borda de pão de alho foi sem sombra de dúvidas a campeã na noite”. Cara, eu provei essa pizza, e ela é muito ruim.
Eu não consegui terminar de comer o pedaço. Honestamente é um desperdício. Não da minha parte de não terminar de comer, mas por que estão desperdiçando insumos que poderiam ser bem utilizados pra algo bom.
E pra mim o comentário que resume tudo sobre o local: “saí de lá com a barriguinha estufada, excelente em tudo”. As pessoas no geral elogiam o lugar pela quantidade e não pela qualidade. Isso explica um pouco por que tanta gente ama lugares que eu considero ruins.
Explica por que uma comida sem graça pode ter cinco estrelas. E na verdade não significa que eu esteja errado. Só significa que, às vezes, o consenso da quantidade em detrimento da qualidade, não bate com o meu gosto, e tudo bem.
E agora talvez eu vá te decepcionar. No fim, a minha investigação não revelou um esquema obscuro. Revelou uma verdade bem mais simples e menos elegante: o Google Maps tá cheio de bots e coisas estranhas, mas no geral ele mostra o que a maioria pensa.
E eu, claramente, não penso como a maioria. E você concorda comigo? Se você ainda confia nas avaliações do Google Maps na hora de escolher um restaurante, comenta aqui abaixo e não esquece de me dizer o que achou desse vídeo.
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