o neoliberalismo nesses três países ele é o produto ele é o desenvolvimento ele constitui o configura a evolução que é de 3 revoluções passivas que efetivamente foram o produto histórico de uma emergência democrática absorvida pelos mercados bem livro arrependido precariado ele está dividido em três grandes partes cada uma delas é formada por três capítulos né a primeira parte é a intitulada neoliberalismo no sul global e diz respeito basicamente né a forma como o neoliberalismo como político e como economia né ele vai reformando reestruturando não é isso a as diferentes sociedades nacionais a partir de uma
de uma historicidade que é uma historicidade marcada por um lado a por fortes tensões sociais e por outro lado um impulso muito muito vivo de democratização dessas sociedades nacionais é que eu estou me referindo basicamente aos países que foram analisados no livro é que são portugal áfrica do sul e brasil então se nós retrocedemos um pouco na história nós perceberemos que todos esses três países localizados na semi periferia capitalista foram países que na década de 70 e nos anos 80 a atravessaram momentos de aguda tensão e ao mesmo tempo a de esperanças democratizantes né processos
de retomada da democracia que acabaram redundando na construção por exemplo em portugal o estado social de direitos a partir do contexto da revolução dos cravos o 25 de abril de 1974 praticamente por meio em particular é mas não exclusivamente dos governos do partido socialista omar suárez como a figura principal nos anos 80 e também nos anos 90 com uma forte e unida o partido socialista em portugal a se estende até os anos 90 quando na verdade você tem um processo de mudança com o advento da integração europeia ou seja com a portugal foi um dos
países mais que mais entusiasma da mente né aderiu ao projecto da união europeia a integração europeia é o que se verifica é uma espécie de revolução passiva que vai se alongando pelos oito pelos anos 80 e pelos anos 90 com a absorção da sociedade nacional portuguesa o projecto europeu e essa revolução passiva ela tem um claro elemento não claro componente de fortalecimento do neoliberalismo visa havia aquelas tendências reformistas né que de alguma maneira estavam subjacentes né no projeto no programa em geral o global mente considerado né da democratização de portugal após a revolução dos cravos
então o que você teve foi uma revolução passiva em portugal que se expressa né pela adesão do país salta ao tratado de maastrich a integração europeia e consequentemente ao fortalecimento de todo um ciclo né de mercantilização da sociedade portuguesa que num primeiro momento foi grandemente influenciado pelo aporte de capitais os chamados fundos de integração da união em fundos europeus de integração a e que logo na seqüência a partir dos anos 2000 que acabaram se traduzido por uma série de políticas muitas delas foi testada pelo próprio partido socialista de corte de gastos do governo na tentativa
de salvaguardar ou enfim é preservar o valor do euro não seja adaptação da economia portuguesa nem as demandas e as diretrizes da zona euro e isto acaba se intensificando é se precipitando ainda sob o governo do partido socialista é no contexto do pós-crise de 2008 nem quando portugal passa implementar políticas de austeridade que costumo chamar de austeridades né e que atacam diretamente o sistema de proteção social particularmente a legislação trabalhista então são feitas várias reformas e isso de alguma maneira inaugura um ciclo abre se um ciclo de lutas e polarização social esse é o primeiro
caso o segundo caso que é o caso do africano também é a partir da década de 70 uma década muito conturbada que assiste na convergência é de uma luta sindical com o processo de formação dos atos nem enfim a grande central sindical sul africana é produto basicamente da convergência de três grandes correntes do sindicalismo negro sul-africano forçado que tinha origem comunista o n o e-mec tinha origem nacionalista negra eo núncio é o sindicato dos mineiros que têm uma origem mais obreirismo então isso aí percebe se claramente na década de 70 um esforço muito grande nem
do movimento sindical em significa se transformar num ator o político central né daquela conjuntura e que se soma a rigor um verdadeiro levante que ocorre há no país como um todo especialmente nas regiões pobres nas comunidades pobres periféricas segregados enfim fora distante dos centros das grandes cidades motivada pelo massacre de sharpeville e pela eb1 levante da juventude negra né nessas comunidades isto é e se estende ao longo de toda a década de 80 é com um amplo processo de mobilização da sociedade civil no sentido da redemocratização isso aí tem como ponto culminante basicamente a libertação
de nelson mandela e posteriormente a sua eleição à presidente da república num contexto que é um contexto muito crítico porque na verdade a estrutura social sul-africana é foi bombardeada por interesses poderosíssimos no grande teatro do grande capital financeiro internacional aí que durante o processo de negociação da transição democrática acabou impondo uma série de concessões ao governo de mandela e o governo não foi capaz de se desvencilhar dessas pressões adotando medidas que são medidas é marcadamente neoliberais nem fim desde privatizações até a contenção de gastos é pouquíssimo os investimentos é você tem vamos dizer assim um
processo de de praticante de desnacionalização do controle sobre o fluxo de capital sobre dinheiro sobre o valor enfim do hand e enfim isso tudo o repercute diretamente no governo cristalinamente neoliberal que do thabo mbeki isso aí faz com que o grande desafio da libertação nacional seja absorvido pelo neoliberalismo e se transforme propriamente num híbrido muito curioso muito complexo e que ao mesmo tempo apela para os valores da libertação nacional e se representados pela aliança tripartite formada pelo congresso nacional africano o partido comunista o passado mas para implementar políticas são políticas privatizante é neoliberais a equipe
realmente o brasil caso brasileiro também você teve todo o advento do novo sindicalismo nos anos 70 ao longo dos anos 80 com a crise do nacional desenvolvimentismo a consolidação a do pt da cut a redemocratização a constituição cidadã de 88 e capítulo dos direitos sociais toda uma esperança propriamente de que haveria de fato agora no brasil a possibilidade de construção de uma sociedade radicalmente democrática acaba convergindo nos anos 90 que são anos neoliberais em primeiro lugar com a política de abertura selvagem do governo collor em segundo lugar com o plano real eles são o governo
fernando henrique cardoso que assenta as bases macroeconômicas neoliberalismo no país e absorve ou seja consegue consegue dissolver qualquer forma é de configuração alternativa até chegamos nos governos lula e posteriormente de humana com a manutenção do coração do neoliberalismo brasileiro que é o famoso tripé macroeconômico ou seja é política a de supervalorização dos juros precã do flutuante independência operacional do banco central mas com um contraponto que era o contraponto dado pelas políticas públicas muito bem sucedidas nos governos lula e depois o governo dilma rousseff então nesses três casos que nós percebemos muito claramente esse é o
ponto onde assim que aproxima né esses três países que o neoliberalismo nesses nesses três países ele é o produto ele é o desenvolvimento ele constitui o configura a evolução de 3 revoluções passivas que efetivamente foram o produto histórico de uma emergência democrática absorvida pelos mercados então o que redundou decidisse longo ciclo que pega praticamente toda periferia capitalista em particular esses três países o que irritou o kindle de fato esse longo ciclo de d o crat zação esses impulsos democráticos foram sociedades é mais ou menos neoliberais e a primeira parte do livro discutia o impacto que
isso tem sobre a a reconfiguração das classes trabalhadoras nacionais as suas diferentes trajetórias históricas não é como a classe trabalhadora fordista é desmontado no seu lugar é emerge com muita força 1 com muita presença com muito peso social uma classe que é muito mais precarizada ou seja é o precariado urbano as terras o trabalho dinheiro vão sendo mercantilizados particularmente falando na apelação em dois tabus não estava em um grande agente nesse processo de precarização porque ele de alguma forma orienta né o desdobramento desse processo