Deixa eu te fazer uma pergunta que talvez ninguém te tenha feito antes. Você já parou para pensar o por as palavras como recato e dessência basicamente sumiram do nosso vocabulário? Por quando alguém menciona a modéstia, a primeira reação é revirar os olhos e pensar: "Lá vem mais uma mulher dessas".
E por que será que justamente as cosmovisões que prometiam libertar as mulheres são essas mesmas que estão destruindo a feminilidade? A gente vai chegar ao fundo dessas questões no vídeo de hoje. Recentemente, eu assisti uma palestra que me deixou pensando bastante sobre esse assunto.
Foi da autora Rosária Butterfield. E se você não a conhece, ela foi professora de literatura e estudos feministas na Steversity e viveu como lésbica por mais de uma década e era uma ativista LGBT. Mas então, ela se converteu e hoje ela é uma das vozes mais corajosas na defesa da verdade bíblica sobre sexualidade e também sobre modéstia.
E o conteúdo do vídeo de hoje é baseado numa palestra que ela deu. E para começar, a gente precisa entender que a falta de modéstia não é uma questão de preferência cultural ou de cada um tem o seu estilo. Na verdade, é um tipo de pecado que destrói a paz e a pureza da igreja.
é o tipo de pecado que traz deshonra ao nome de Cristo. Então, nesses próximos minutos, nós vamos destrinchar quais são as duas razões fundamentais do por mulheres cristãs devem cultivar a modéstia, o que significa ser uma pedra de tropeço e por isso é tão perigoso, e também as três cosmovisões que estão em guerra contra a modéstia. E a primeira razão pela qual as mulheres cristãs devem cultivar a modéstia é por causa da consciência moral que Deus colocou dentro de cada pessoa.
É como se fosse a própria lei que Deus escreveu no nosso coração, a nossa consciência, mas também pelo conhecimento que nós vamos adquirindo com o tempo de ver as consequências das nossas ações. Mas essa lei que Deus criou começa lá em Gênesis 1, quando Deus dá o nosso mandato cultural, o nosso mandato criacional, quando é dito que Deus criou homem e mulher a sua imagem, homem e mulher os criou e Deus os abençoou e disse que sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a. E assim esse texto estabelece uma coisa que é fundamental.
Deus nos criou a sua imagem como homens ou mulheres de uma forma distinta. Nós não somos seres genéricos que depois escolhem a sua identidade. Nós não somos acidentes biológicos que podemos nos realinhar conforme a cultura.
Pelo contrário, nós somos portadores da imagem de Deus. Ele fez um desgnio intencional, proposital e belo. E a Rosária, ela nos ajuda com dois termos técnicos aqui que são importantes pra gente entender, que é a diferença ontológica e econômica.
E a ontologia ela tem a ver com o nosso ser, com a nossa essência. No seu desgnio original criado por Deus desde a fundação do mundo, você é homem ou mulher. Isso não é uma construção social, nem um acidente evolutivo.
Isso é quem você é. E o nosso Deus, ele não comete erros. Então, ele te fez de uma forma intencional.
e também a diferença econômica que se refere aos papéis, à funções e os deveres que cada uma dessas diferenças pressupõe. E aqui economia não tem nada a ver com dinheiro. Essa palavra vem do grego o economia, que significa a administração da casa.
São os papéis que Deus designou para o funcionamento harmonioso da família, da igreja e da sociedade. E então na redenção, nós somos chamados a refletir o conhecimento, a justiça e a santidade de Deus. como homens ou mulheres.
Existem alguns aspectos da vida cristã que são universais. Por exemplo, o chamado ao arrependimento. Todos nós igualmente temos que colocar a nossa esperança no Senhor Jesus.
Todos nós temos que obedecer a palavra de Deus. Mas por o nosso desígnio criacional é diferente, alguns aspectos da nossa obediência a Deus também vão ser diferentes. Por exemplo, as esposas são chamadas a se submeter aos seus maridos como ao Senhor, como Efésios 5:22 e Primeira Pedro 3:1 nos ensinam.
Outra diferença, apenas os homens são qualificados para serem os pastores e presbíteros da igreja, como Primeira Timóteo 3, do versículo 1 a 7 e Tito 1, 5 a 9. Também as mulheres mais velhas têm o papel de ensinar as mais novas a serem prudentes, castas boas donas de casa, bondosas, sujeitas aos seus próprios maridos, como em Título dois fala. E irmãos e irmãs no Senhor mostram seu amor pelos outros ao não levarem uns aos outros à tentação.
O que significa que as mulheres são chamadas a conduzir a si mesmas com modéstia e os homens a proteger a reputação das suas irmãs. E esse é um ponto crucial, porque você será a mulher que Deus te criou para ser tanto aqui quanto na eternidade. E sabe aquele versículo que os igualitaristas usam muito fora de contexto?
O de Gálatas 3:28. Aquele que diz que não há homem ou mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. Aqui, de forma nenhuma, Paulo está contradizendo a ontologia do seu corpo.
Esse versículo ele está falando sobre a nossa justificação. Homens e mulheres justificados por Deus são um em Cristo no que diz respeito à salvação. Mas isso não apaga as nossas diferenças criacionais.
Como a Rosária Buttfield muito bem coloca, a graça não cancela a natureza, mas a amadurece. E aqui vem uma coisa que deve nos fazer parar e pensar. Uma mulher piedosa é chamada à modéstia feminina.
E se ela se comporta de uma forma não modesta, ela está violando a sua própria natureza, a natureza que Deus graciosamente a deu. Em outras palavras, uma mulher não modesta em uma rebelião ontológica. E o mundo secular de hoje diz que a modéstia é uma opressão, que você precisa se libertar das amarras da religião para ser quem você realmente é.
Mas a Bíblia fala o oposto disso. A Bíblia nos diz que a falta de modéstia é ser falsa consigo mesmo. É ser uma pessoa diferente de quem Deus te criou para ser.
A mulher que se veste de uma forma provocativa, achando que dessa forma ela está se expressando, está na verdade negando o desgnio de Deus. E outro ponto que a Rosária traz, o pecado infantiliza as pessoas, nos faz agir de uma forma que não é madura, faz nos agir de forma tola e a quem da dignidade que Deus nos deu. E é por isso que não é coincidência que mulheres que agem e se vestem de uma forma não modesta frequentemente parecem tolas e imaturas.
Mas agora, a segunda razão paraa modéstia é o amor ao próximo. E aqui a gente vai ser muito específico porque é o amor ao nossos irmãos em Cristo. O Senhor Jesus, quando ele resumiu a lei, ele resumiu dizendo que era amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
E esse é um princípio que continua nas escrituras. O apóstolo Paulo diz que o amor não pratica o mal contra o próximo. Depois João foi ainda mais direto dizendo que se alguém diz amo a Deus e odiar o seu irmão é mentiroso e nisso a gente aprende que o amor ao próximo não é um sentimento vago e nem se restringe a só distribuir sopa.
Na verdade é uma ação concreta que busca o bem real do outro, mesmo quando isso nos custa alguma coisa. E aqui a gente precisa falar uma coisa que a nossa cultura odeia, que é homens e mulheres são diferentes. E uma das diferenças que existe é que a entrada de um homem ao pecado sexual é frequentemente o visual, o gatilho é o que ele vê.
E o Senhor Jesus tratou isso de uma forma muito clara no Sermão do Monte, quando ele disse que alguém que olhar para uma mulher com uma intenção impura já cometeu adultério com ela no seu coração. E continua dizendo que se o teu olho direito te faz pecar, é melhor o arrancar e lançar fora de ti. Então, perceba que o Senhor Jesus, ele coloca responsabilidade no homem.
É o olho do homem que precisa ser arrancado. É o coração dele que está cometendo adultério. Então, a responsabilidade moral da luxúria é da pessoa que está olhando com a intenção impura.
Mas isso de nenhuma forma significa que a mulher não tenha responsabilidade. Isso desmonta aquela história de tentar abrir mão da responsabilidade ao dizer que a luxúria só é problema dele. E eu não tenho nada a ver com isso, porque o amor cristão pensa de uma forma diferente.
E a Rosária fala tão bem sobre isso, porque ela diz que quando um homem vê uma mulher e modesta na igreja, na escola ou no mercado, ele frequentemente é lançado numa batalha interna feroz contra o próprio pecado da luxúria. E é uma guerra real. E também existe outra guerra quando uma mulher vê uma outra mulher modesta, que aí entra no pecado da inveja.
Então a falta de modéstia não afeta só o homem, mas também coloca uma competição entre as mulheres despertando uma inveja e destruindo a comunhão na igreja. E a Rosária ainda dá uma percepção muito interessante quando ela mostra que um jovem que está nessa luta, o que que ele vai pensar da outra jovem que está se vestindo de uma forma não modesta propositalmente. Ele vai concluir que ela não é uma irmã confiável no Senhor e nem uma potencial esposa piedosa.
Ele vai ver de certa forma como se fosse aquele valentão briguento da escola ou simplesmente como uma moça tola. e pensa como que é deprimente e de uma potencial ajudadora para uma pedra de tropeço. E isso é uma coisa muito séria ao longo das escrituras.
A palavra do grego é escândalon. De onde vem a nossa palavra escândalo. E originalmente ela se referia a uma armadilha onde a isca era colocada.
É aquilo que faz a presa tropeçar na armadilha. Então, quando a Bíblia chama alguém de pedra de tropeço, tá dizendo que essa pessoa funciona como uma isca para levar os outros à destruição. E esse termo aparece em várias passagens.
Romanos 14:13 vai falar para não colocarmos pedra de tropeço aos irmãos. Primeira Coríntios 8:9 também vai nos dizer para que a nossa liberdade não venha ser pedra de tropeço aos mais fracos. E depois em Mateus 18, o Senhor Jesus ele traz uma advertência muito forte sobre a questão da pedra de tropeço.
E o Senhor Jesus ainda diz: "Ai" dessas pessoas. E essa palavra ai, como a Rosária diz, é o tipo de palavra que você jamais quer que seja direcionada a você. Porque na Bíblia ela é uma expressão de julgamento e maldição.
Ai daqueles por quem vem o escândalo. E a Bíblia nos mostra que dentro da igreja nós temos uma responsabilidade pelo bem espiritual. uns dos outros.
Nós estamos em pecados e nós estamos ativamente levando outras pessoas à tentação. Mas agora a gente precisa entender que a gente não vive em um vácuo. Nós vivemos em um mundo que é inundado de cosmovisões, de visões de mundo, que muitas vezes absolutamente rejeitam o que a Bíblia fala, especialmente sobre modéstia, femininidade e a diferença entre homem e mulher.
E cosmovisões t consequências e cosmovisões ruins têm vítimas. E muito frequentemente mulheres cristãs são vítimas sem nem perceber que estão absorvendo ideias que completamente contradizem a fé. E existem em especial três cosmovisões que declaram guerra aberta contra a modéstia, que é o feminismo, o transgenerismo e o igualitarismo.
Então vamos entender cada uma delas aqui, fazendo um resumo do que a Rosária fala. O feminismo, na sua essência, afirma que a independência da mulher em relação ao homem é um bem social maior do que a grande história que Deus escreveu. É uma cosmovisão que coloca a autonomia feminina, esse direito de fazer o que quiser sem ter que prestar contas acima dos mandamentos de Deus.
E o feminismo surgiu de uma forma organizada ali no século XVI e ganhou a sua força no século XIX. E aqui seguindo o resumo que a Rosária faz. A mãe do feminismo ocidental foi a Mary Wstoncraft, que escreveu uma reivindicação dos direitos da mulher em 1792.
E a W Stonecraft, ela foi uma defensora do chamado amor livre, aquela ideia de que poderia se ter relações sexuais fora do casamento, porque ela considerava o casamento uma escravidão para as mulheres. E ela teve duas filhas, uma delas fora do casamento e uma das suas filhas foi a Mary Shelley, autora de Frankstein. E ela também viveu a filosofia da sua mãe e fugiu com o poeta Percy Shelly enquanto ele ainda estava casado.
E a esposa dele, Harriet, se afogou em um rio quando esse caso veio à tona. E do outro lado do oceano, a Suzan B Anthony fundou o feminismo americano. Ela nasceu em 1820 e ela conseguiu trazer uma notoriedade ao movimento feminista ao juntar com a causa da temperança, que era a luta contra o alcoolismo.
Mas existe uma diferença significativa entre a Wstoncraft e a Susan Anthony, que era os filhos. A Woncraft foi mãe de dois filhos, mas a Susan Anthony, ela foi solteira durante toda a sua vida e nunca teve filhos. E pela primeira vez na história ocidental, a ideia de que ser solteira e sem filhos era superior a ser esposa e mãe, ganhou uma expressão pública.
E teve uma terceira voz do feminismo, que foi a Margaret Senger, que ela nasceu em 1879 e ela foi a mãe dos direitos reprodutivos, que isso é simplesmente um eufemismo pra palavra aborto. E ela acreditava que o aborto era mais importante do que o voto. Tanto que ela fundou a sua primeira clínica de aborto, que depois se tornou a Plent, que é a maior fornecedora de abortos no mundo hoje, em 1916.
E isso foi 4 anos antes das mulheres conseguirem o seu direito ao voto. Então, pensa nisso. Para o movimento feminista, eles preferem matar bebês do que ter direito ao voto.
Isso revela muito sobre esse movimento desde o início. E como que o feminismo ataca a modéstia? Primeiro, ao rejeitar a ideia de que existe um desígnio de Deus para a feminilidade.
Porque se não existe uma natureza feminina criada por Deus, então não existe uma forma apropriada ou imprópria de uma mulher se vestir e se comportar. Tudo vira questão de preferência pessoal. Segundo, ao colocar a autonomia individual acima do bem da comunidade.
Se eu tenho direito de fazer o que eu quero com o meu corpo, então ninguém pode me dizer que eu deveria considerar o impacto das minhas escolhas sobre os meus irmãos. E assim vem a velha frase do meu corpo, minhas regras, que é o completo oposto do amor cristão. E a terceira forma como o feminismo declara guerra à modéstia é ao transformar a modéstia como se fosse uma opressão patriarcal.
E assim, segundo elas, a modéstia se torna algo destrutivo e não um deleite a ser cultivado. E agora a segunda cosmovisão que se opõe à modéstia, que é o transgenerismo. E o transgenerismo, de certa forma, é o filho bastardo do feminismo e, ao mesmo tempo, o seu assassino.
E o ponto de conexão aqui é que no feminismo clássico, elas criaram uma suposta distinção entre o sexo biológico e o gênero cultural, como se fossem coisas completamente diferentes. Segundo elas, o sexo é quem você é fisicamente e o gênero é o papel que a sociedade impõe. E assim, segundo elas, a libertação feminina viria de separar essas duas coisas.
Você poderia ser biologicamente uma mulher, mas não precisava se conformar aos papéis de gênero que a sociedade esperava que você se conformasse. Só que a gente consegue perceber que na visão cristã isso é um erro completo e absoluto. O mandato de Deus na criação, em Gênesis deixa claro que quem você é biologicamente informa os seus papéis e as suas responsabilidades.
A sua capacidade de gerar filhos, por exemplo, não é um acidente biológico sem significado. é parte do plano de Deus para a mulher. E assim a gente vê que o sexo e o gênero não são coisas separadas.
Mas aqui tá a questão. O transgenerismo pegou essa distinção feminista e virou de cabeça para baixo. Então o feminismo dizia que o sexo biológico é real, mas o gênero é uma construção social que nós podemos ignorar.
Mas o transgenerirismo disse o oposto de que o sexo biológico não significa nada e o que importa é o seu gênero, a sua identidade interna, a sua expressão pessoal. E então chega no que a Rosária Butterfield diz que o transgenerismo matou o feminismo. Porque se um homem pode se declarar uma mulher simplesmente porque ele se sente uma mulher, então o que significa ser uma mulher?
Se a biologia não define nada, então a categoria mulher perde todo o seu significado. E as feministas que lutaram pelos direitos das mulheres, de repente não conseguem nem sequer definir o que é uma mulher. Mas agora, como que o transgenerismo ataca a modéstia?
Tem algumas formas profundas. A primeira delas é que ao destruir a ideia de que existe algo distintamente feminino, se homens podem ser mulheres e mulheres podem ser homens, então não existe modéstia feminina. Porque na cabeça deles feminilidade não existe.
Então tudo se torna fluido e indefinido. E segundo, ao eliminar os espaços onde a modéstia faz sentido, quando fica com vestiários mistos, com banheiros neutros, o esporte onde homens competem contra mulheres. Quando você destrói a distinção entre os sexos, você destrói também a razão pela qual a modéstia existe.
Porque a modéstia ela nos protege trazendo distinção e dignidade para a mulher. E a terceira forma como o transgenerismo ataca a modéstia é ao promover uma androgenia como se ela fosse ideal. A androgenia ela coloca como se homens e mulheres não tivessem diferenças.
Então, sabe quando às vezes você vê alguém na rua e você não sabe se é um homem ou uma mulher? A cultura do transgenerismo celebra isso como se fosse uma libertação das categorias binárias. Mas a androgenia não é modéstia, pelo contrário, é uma completa destruição da feminilidade.
Uma mulher que se veste e age de uma forma andrógena não está sendo modesta, ela está negando o grande presente que Deus lhe deu. Porque uma mulher que se veste de uma forma provocativa e sexualizada também não está sendo modesta, ela está distorcendo o que Deus lhe deu. Então, os dois são erros opostos, mas os dois são erros.
E aqui tá um ponto interessante da gente lembrar. Se você é mulher, você será modesta ao ser feminina. Um homem será modesto ao se vestir de forma masculina.
Então, quando uma mulher abraça sua feminilidade, ela glorifica a Deus e também protege os seus irmãos e reflete a beleza de Deus. E por fim, a terceira cosmovisão que ataca a modéstia é o igualitarismo. E o igualitarismo é a versão cristã do feminismo, ou seja, é uma tentativa de trazer essa ideologia feminista para dentro da igreja com uma certa linguagem bíblica.
Então, os igualitaristas dizem que não existe distinção de papéis entre homens e mulheres, nem na igreja, nem no lar. E para eles, eles dizem que mulheres podem ser pastoras e presbíteras e que maridos não têm autoridade qualquer sobre as suas esposas. E qualquer texto bíblico que ensine ao contrário está culturalmente condicionado e não se aplica hoje.
Mas é interessante a gente pensar que o igualitarismo não afeta só as questões da liderança eclesiástica na igreja, ele afeta diretamente a modéstia, porque as igualitaristas sempre descartam a responsabilidade da mulher pelo tropeço dos seus irmãos. É aquela resposta padrão que a gente já falou, aquela coisa de dizer que a luxúria dele não é problema meu. E superficialmente pode ser que isso pareça justo, mas o igualitarismo ele pega essa verdade de uma forma parcial para destruir uma verdade maior, que é que nós temos responsabilidade uns pelos outros e assim destrói o amor e a comunhão na igreja.
O igualitarismo transforma a vida cristã em um tipo de individualismo batizado, colocando a minha liberdade como se fosse absoluta, que eu não devo nada a ninguém e que se o irmão tropeçou, o problema é dele. Mas isso não é bíblico, porque o amor cristão não busca apenas os seus próprios interesses. Nós devemos carregar os fardos uns dos outros.
Devemos ser igreja, unidos, buscando uma santificação ativa em conjunto. E é interessante a gente pensar que Paulo em Primeira Coríntios 8, ele nos lembra que se a comida que nós estamos comendo faz o irmão tropeçar, então nós devemos parar de comer para que isso não seja escândalo. Então falando de comida, que teria muito mais liberdade.
Então, se Paulo estava disposto a abrir mão de algo que era perfeitamente legítimo, como comer carne pelo bem espiritual do seu irmão, por que nós, como mulheres, não estaríamos dispostas a abrir mão de um pecado por amor aos outros? E para resumir o que a gente viu até aqui, existem três cosmovisões em guerra contra a modéstia cristã. O feminismo, que diz que você não deve nada a ninguém, que é seu corpo, suas regras e qualquer expectativa, é uma opressão patriarcal.
também o transgenerismo que diz que não existe uma feminilidade real. Se o homem pode ser mulher e a mulher pode ser homem, então modéstia feminina não faz sentido. E o igualitarismo, que é a versão cristã do feminismo, que diz que você não tem responsabilidade pelo seu irmão, que a luxúria dele não é problema meu.
Mas a Bíblia traz uma mensagem completamente diferente dessas ideologias. A Bíblia nos ensina que existem diferenças entre homem e mulher, que Deus criou cada um com papéis diferentes e que junto com esses papéis vem um padrão do que é o certo. E o certo é a modéstia.
Nós devemos abraçar a modéstia por amor a Deus e ao próximo, para que nós não sejamos pedra de tropeço para ninguém. E como a Rosária Butterfield coloca, a graça não cancela a natureza, ela apenas a amadurece. E onde nós ficamos?
Depois de tudo isso, a gente precisa entender que a modéstia não é um fardo. A modéstia é um chamado, é um mandamento de Deus para cada mulher cristã. É uma autenticidade verdadeira.
É a sua verdade ontológica sendo manifestada de uma forma nítida para todos. E é interessante como que a autora Marta P define a modéstia como uma atitude interior do coração motivada pelo amor a Deus, que busca a sua glória através da pureza e humildade. Ela frequentemente se revela em palavras, ações, expressões e roupas.
E a Rosária nos lembra que cultivar a modéstia requer mais do que uma mudança de roupas, mas frequentemente não menos do que isso. E ela conclui isso dizendo que homens precisam crescer e mulheres precisam se cobrir. É uma responsabilidade mútua.
Precisamos cuidar uns dos outros, lembrando que Deus nos fez de formas diferentes. E se você já percebeu que você absorveu algumas dessas ideologias que a gente falou aqui, seja o transgenerismo, feminismo ou igualitarismo, busque o caminho do arrependimento. Não finja que isso nunca aconteceu, mas corra para o Senhor, reconheça o seu pecado e busque viver em obediência.
Busque ter um relacionamento ativo com Deus pela leitura bíblica, pela oração, pela vida na igreja local. Identifique essas mentiras dessas cosmovisões falsas e escolha viver na verdade. Desenvolva amizade com mulheres cristãs que são mais velhas e que possam te ajudar nessa jornada.
Não fica com medo de ter amizades com mulheres mais velhas. Deus as colocou na igreja para que elas te ajudem a crescer. Então, peça ajuda, preste contas a elas.
E se você quiser aprender mais sobre como o feminismo tá ligado com o paganismo, clica nesse vídeo aqui que você vai aprender muito sobre esse tema. E eu espero que você tenha gostado desse vídeo. Não esquece de dar o seu like, o seu comentário, de se inscrever e ativar o sininho.
Com a graça de Deus, nos vemos na semana que vem.