Então neste momento passamos pra a segunda etapa do da nossa cerimônia de abertura que é quando a gente celebra os 40 anos da abrasco e para conduzir essa parte convido além do fábio gomes de souza arlindo foi o sétimo presidente da brasco em 1991 93 também foi diretor da escola nacional de saúde pública da fiocruz participou da criação do canal saúde 94 Fazendo parte da coordenação do canal até hoje então agora arlindo falou boa tarde nós estivemos durante todo esse tempo nos referindo a um campo do conhecimento entre outras coisas a necessidade de intervenção a
necessidade do estabelecimento de novas estratégias para enfrentamento de uma situação mas agora vamos trabalhar então do ponto de vista da contribuição teórica e tem área do conhecimento e do entendimento deste campo sobre qual falamos e nesse campo No qual militamos pra isso eu chamo então duas companheiras duas colegas lígia vieira ea tatiana vargas que venham participar conosco lígia é autora junto com alguns outros colegas da bahia inclusive é deste livro campo da saúde coletiva e tal que se pediu para lixo é que ela nos falar se num tempo razoável no mundo o máximo de 30
minutos sobre a questão do campo específico da saúde coletiva ele já passou por tantas transformações Já teve supostamente tantas origens chegamos então até o momento de consolidação ligia trabalha nem de do ponto de vista teórico é de conceituação desse campo da saúde coletiva pelo menos há nove anos ela vem fazendo entrevistas recolhendo opiniões posições é é consolidou já naquele livro segunda braço conta a história da brasco uma parte desse trabalho agora no livro então ela completa o trabalho que ela Desenvolveu sem mais delongas lígia a fala isso [Música] [Aplausos] boa tarde a todos e todas
eu queria dizer que pra mim é uma grande honra estar aqui é neste 8º congresso eu queria agradecer a agu na diretoria da abrasca comissão científica pelo convite é dizer também na minha satisfação por estar aqui é não apenas entre irmãos nordestinos que eu Sou baiana e nordestina mas principalmente entre democratas de todo o país que estão resistindo e lutando pela democracia é aqui né eu já tive a oportunidade de termos todos cansados eu vou tentar ser o mais simpática possível mas vamos entrar num outro ritmo que é o ritmo da brasco abrasco é a
política à luta que foi a abertura mas também a pesquisa então eu vou tentar ser sintética mas é um outro É um outro ritmo a minha posição como já tive oportunidade de apresentar em vários eventos inclusive o dos congressos eu vou fazer um recorte dos resultados e e partir dos projetos originais dos fundadores da saúde coletiva trazer um pouco as principais transformações para deus quer que isso pode nos ajudar a enfrentar essa situação que questões se colocam para o campo hoje nessa conjuntura difícil Muitos colegas que me antecederam analisaram saúde coletiva com um campo e
muitos usaram explicitamente conceito de gude e eu creio que a minha contribuição foi fazer um estudo empírico explorar um pouco mais o potencial desse referencial teórico que implica articular as trajetórias dos fundadores com as condições históricas de possibilidade isso é feito nos três primeiros capítulos do livro significa tentar entender como é que essas histórias Todas individuais todos vocês que estão aqui se encontram com as estruturas sociais e com as conjunturas políticas por outro lado implica na sócio-gerente cds espaço social na busca da identificação da sua arquitetura e dinâmica o que corresponde a mapear rede de
relações entre posições agentes instituições e buscar aprender a lógica do campo specify essa análise mostrou futuras e continuidades a saúde coletiva com o Poderia parecer num primeiro momento não correspondeu desenvolvimento linear da higiene e da saúde pública o meio da medicina preventiva foi uma ruptura com essas tradições anteriores ela surge ao interior da medicina como um produto do entrelaçamento de trajetórias de médicos e cientistas sociais que naquela época eram sociólogos na sua maioria o que queria que eles médicos eles queriam fazer Medicina de novo tipo uma medicina social apoiada numa teoria social da saúde e
articulada um projeto de uma reforma sanitária que não se reduzir a uma reforma administrativa implicavam a reforma social mais ampla já o sociólogo da saúde se por um lado no primeiro momento eles vieram para tomar a saúde como objeto e desenvolveu uma sociologia da saúde eles progressivamente fizeram parte do construir um campo construir essa área De ciências humanas e sociais já está no seu oitavo congresso foram presidentes da brasco como arlinda cecília minayo e eu queria dar um destaque aqui a socióloga maria andré lula é o lula que foi responsável o tirar da independência área
de saúde coletiva na capa e evidentemente a cecília donnan gelo que contribuiu com as bases teóricas mas não existiram muitas continuidades principalmente do ponto de vista da saúde pública Institucionalizada hegemônica que estava incorporada nas estruturas dos serviços de saúde de alguns programas e claro na nos inconscientes diverso dos fundadores mas se o projeto era da medicina social como é que surgiu esse nome de saúde coletiva na verdade foi exatamente com a criação da abraço a criação da brasco e se deu em quatro momentos diferente abraço sempre esteve na pauta paralela nunca teve na agenda principal
desses Encontros eram agenda paralela é o primeiro desses encontros foi julho de 1988 foi um encontro nacional dos programas de pós graduação que deveria se chamar de medicina social só que esse encontro organizado pelo mestrado em saúde comunitária da ufma que era financiado e dirigido pela fundação rockefeller então os dirigentes da uff rockfeller foram contra medicina social porque era socialista Já os jovens professores liderados pelo professor jailson pai e os alunos no colégio e adu não queria nem saúde pública nem gênio de medicina preventiva é tão saúde coletiva surgiu nesse primeiro momento como um substantivo
aparentemente neutra mas que depois foi uma felicidade porque foi construído do ponto de vista teórico e abrigou o desenvolvimento desse campo multi em itá e traz disciplinar o segundo encontro no exemplo do mesmo ano em ribeirão preto a Proposta foi apresentada é de criação de uma associação em abril de 79 teve uma reunião no hotel no rio de janeiro que discutiu o regimento é tama exatamente 40 anos atrás em 27 de setembro de 1979 quando da reunião da opas em brasília proposta já estava bastante amadurecida eu não sou lembrado na falou que dos mais de
4 30 congressos mas aqui é importante a gente relembrar os primeiros encontros da importância da abrasco para a construção do campo de 1981 84 abraço realizou mais de 14 encontros reuniões onde intensamente se discutir o que era um novo campo o que ensinar a epidemiologia na administração e planejamento e nas ciências sociais exatamente o que era esse novo né a saúde coletiva e principalmente o caráter da abrasco uma entidade plural não atrelada ao estado e ligada aos movimentos sociais essa percepção é desde o início o 1º congresso nacional da abraço foi em 1983 e esse
congresso Mostrava a a segunda grande preocupação o primeira grande preocupação que era com a saúde da população com as políticas nacionais de saúde ou seja tratava-se de constituir essa nova área de conhecimento mas também critica as políticas de saúde e propor alternativas na 8ª conferência o protagonismo da brasco foi fundamental na condução na direção o relator foi guilherme arouca conduziu e o 2º congresso denominado primeiro teve como tema reforma Sanitária constituinte ou seja a brasco estava na direção desse processo transformador existem muitas definições da saúde coletiva se eu perguntar que existiriam vários e uma das
vantagens da abordagem desse sociólogo que o trabalho por dia e é exatamente de não ficarmos limitados a um ponto de vista e se construiu que ele chama o espaço dos pontos de vista para melhor compreender um espaço social eu trouxe aqui um diagrama é que é Chamado de análise de correspondência mas é muito fácil interpretação cada ponto é um entrevistado é um fundador e vocês vejam que tem uma dispersão grande porque ele vai de roberto santos arouca por ele no quadrante inferior esquerdo tem uma nuvem que está sentada na minha frente de fundadores que criaram
cebs abrasco que tinha uma militância só sangue tária militância de esquerda e que desenvolveram teses ou em epidemiologia Social ou em saúde sociedade esse grupo de fundadores construiu a ideia do objeto da saúde coletiva como algo lhe entre o biológico social que envolve o estudo dos determinantes sociais não só da doença da saúde mas da organização dos serviços de saúde aplicava na história cidade do saber e da das práticas em uma adoção de concepção de prática muito ampla e além da prática técnica e teórica incluindo as práticas políticas e que implicavam Na participação social mas
diversos outros pontos de vistas a depender das trajetórias dos fundadores aparecem a saúde coletiva também é vista como sinônimo de saúde pública ou como uma reorientação a renovação da saúde pública como sócio elogia da saúde ainda aparece como substantivo e senso comum do outro é a saúde da população como área espaço disciplinar abrangente e como imposição de problemática aquilo que a gente é tão evidente que nós não Nos perguntamos o que é também um espaço dos pontos de vista sobre a reforma sanitária analisados pelo professor jailson pai no sexto capítulo do livro é foi bastante
variável aksu marisa em 2 primeiro como a reforma social ampla como está no relatório da oitava e e no o segundo a variedade de pontos de vistas que viam reforma sanitária com uma reforma setorial reduzida ao sus como evoluiu a saúde coletiva nos 40 anos Minha pesquisa só foi até 2009 então esses últimos dez anos de tsunamis na realidade brasileira eu tenho apenas questões pontuais a trazer para o debate foi consolidado como subir passo científico claramente em 79 de seis programas em 2009 existiam 48 programas de pós-graduação me esse ano 2019 na base da capes
já tem 95 programa de pós-graduação aproximadamente 1.700 docentes de três revistas não temos dez revistas 4 Indexadas em bases internacionais houve expansão dos bolsistas de produtividade entre 2002 e 2009 de quase 100% eram estudo de rita barata era 1 115 e em 2009 eram 240 porém nos últimos dez anos o congelado não porque a comunidade de pesquisadores não tivesse crescido uma lâmina minha analisou e viu que pelo menos o dobro de docentes têm perfil de bolsista atividade e eu sempre e que congelou as bolsas O reconhecimento da academia de ciências que é o pólo hardy
do campo científico df de neurologistas como membro da academia de ciências mostra o reconhecimento do campo o parte do campo científico né mas na volta rio aí volta né certo é bom então houve a consolidação a outra transformação importante é a inflexão que a graduação em saúde coletiva operou a partir de 2008 há agrados a graduação em saúde coletiva traz é a questão da profissionalização da especificidade enquanto prática profissional isso também foi feito pelos mestrados profissionais aquele pulo nos docentes são devido aos mestrados profissionais que aumentaram de 13 em 2009 para 41 2019 os congressos
da da brasco kill só trouxe os números do abrascam também mostram a magnitude e importância da Articulação com os campos burocrático e políticos né os congressos da brasco é incorpora uma palmira um movimento popular os serviços de saúde para além do campo científico né se no início o campo era dominado pelos médicos progressivamente esta morfologia se modificou ampliam as demais profissões da saúde e às ciências sociais e em 2009 naquele corte que eu fiz Os docentes médicos já não eram mais a maioria dos programas que os tem várias implicações análise do tema da tese de
doutorado mestrado e dos cinco artigos que os pesquisadores jogavam com mais importante mostra a consolidação das três principais áreas da saúde coletiva epidemiologia e ciências sociais e as políticas confirmando a alta a avaliação foi conduzida por si liminar naquele mesmo ano e também com e confirmou isso uma Segunda forma de aproximação arquitetura e como a síntese provisória é através de um modelo com os limites de um modelo teórico tem redução do real é se nós imaginarmos o espaço social nacional nós podemos imaginar que a gente tem de um lado pólo do mercado hoje claramente dominando
e destruindo tudo o que passa pela frente do outro lado pólo do público do universal do coletivo hoje ameaçada e bombardeado a pesquisa também ameaçada a Gestão claro com a dominância do campo econômico dos campos político e burocrático com intercessão no campo científico no campo médico e das ciências sociais à saúde coletiva foi construída tendo como pólo dominante do ponto de vista científico a epidemiologia como dominado do ponto de vista científico a política planejamento e gestão mais próxima das práticas e as ciências sociais e saúde mais próximo da pesquisa mas também um pouco no meio
Também ligado às práticas e abrasco como espaço de articulação deste espaço mas quais são as questões em jogo no campo da saúde coletiva em primeiro lugar a autoridade sobre a definição legítima dos problemas de saúde populacionais seus determinantes e políticas adequadas porém a autoridade na exclusiva à nossa nós disputamos essa autoridade com os campos que fazem fronteira com a saúde Coletiva por exemplo recentemente na tríplice epidemia é c cache congonha vieram a público não só os a pneumologista mas os infectologistas os geneticistas diversos outros profissionais disputando essa autoridade a especificidade do objeto e da prática
da saúde coletiva as fronteiras do campo isso a todo momento aparece nas comissões de avaliação nas comissões de seleção na avaliação de artigos que está dentro do que está fora Da saúde coletiva as regras do campo científico e os critérios da capes e do cnpq que nós disputamos não só com os campos dominantes da ciência é ciências arte mas dentro do campo da saúde coletiva entre os sub campos embora nove entre dez pesquisadores diga que a oposição tanto qualitativa e quantitativa é uma falsa oposição ela reaparece a todo momento entre político científico entre o político
eo técnico Entre o científico técnico essas oposições estão nos nossos dias no nosso dia a dia a identidade dos agentes os meus entrevistados tinham perdido de forma ambivalente identidade original mais uma nova identidade ainda não tinha sido criada a maioria se dizia é pneumologista gestou professor pesquisador e sociólogo da saúde cientista social híbrido a profissionalização muda com a graduação Como eu já falei e o projeto da reforma sanitária eu vou falar mais à frente então o que é que é saúde coletiva podemos dizer que é um espaço de relações é um campo em consolidação primeira
etapa dessa pesquisa permitiu que nós conclui cimo que a saúde coletiva no espaço de relações com o projeto de tornar se campo principalmente devido à pouca autonomia relativa dominada pelo campo médico campo do poder é de cedro A ausência de um capital e de um hábito específico e uma identidade muito diversificada porém os elementos da transita da sua evolução e transformações que eu mostrei aqui permitem caractere caracterizá la como um campo em processo de consolidação principalmente devido à sua institucionalização por tudo que eu mostrei mas também pelo início da construção de identidade própria com a
graduação ea profissionalização mas Também é um outro dado muito importante substantivo que ampliação da sua autonomia relativa à criação de uma lógica própria mente sanitária vamos dizer uma saúde coletiva pela saúde coletiva voltada para as necessidades de saúde da população contra a lógica de mercado numa analogia arte pela arte e os negócios são negócios do campo econômico para nós é a saúde coletiva em defesa da vida da população à especificidade do objeto Deslocamento da doença para a saúde indivíduo para a sociedade a incorporação do social na investigação dos três sub campos a importância estratégica dessa
área de ciências humanas e sociais para isso ea renovação da discussão do projeto processo movimento da reforma sanitária nesses 40 anos eu não poderia deixar de mencionar a contribuição da abrasco para a construção do campus da saúde coletiva ela contribuiu para a abertura do que Chamamos os possíveis históricos e para a consolidação do campo foi porta voz dos programas de pós graduação docentes e pesquisadores nas suas lutas pela afirmação da identidade e da cidade da área foi porta voz dos sanitaristas nas suas proposições para a construção do sus orientada pelos princípios da reforma sanitária brasileira
o fim foi espaço de construção desse ponto de vista da saúde coletiva pela saúde coletiva contra os interesses do Mercado e sintonizada com a necessidade de saúde da população à saúde coletiva reforma sanitária seria uma palestra dada pelo professor jailson pai que é quem investiga isso vou trazer aqui brevemente três mas alguns aspectos importantes embora nós é ele a análise no sexto capítulo que o projeto da reforma sanitária foi implementado como reforma ou setorial é fundamental destacar todas as conquistas nesse momento que estamos Vivendo principalmente a fantástica ampliação do acesso com atenção básica à saúde
mas também com média alta complexidade com impacto nos indicadores de saúde avaliado pela produção científica da nossa área o enfrentamento de diversos problemas com ações programáticas nas diversas áreas da vigilância epidemiológica sanitária e eu diria na discussão experimentação de modelos assistenciais em relação à vigilância à saúde defesa Da vida promoção da saúde acolhimento integralidade e participação popular como aqui foi é mesmo é mostrado pelas homenagens que me antecederam os limites aí é uma grande discussão porque nós não mudamos tão pouco na minha opinião foram os limites das reformas econômicas e sociais e da natureza da
coalizão política que governou durante o período lula e dilma é tem ainda abala nossa base popular infelizmente nós não ganhamos a base Popular operária houve base popular mais uma base popular limitada é essa limitação nas mudanças na saúde deixaram deram espaço para ampliação financeirização e monopolização do setor privado com influências fortes na organização do sus com o golpe parlamentar de 2016 nós começamos aí a ver os retrocessos desmonte das políticas sociais com essa emenda constitucional que não existe em lugar nenhum do mundo é que é É pauta das lutas agora o conselho nacional de saúde
ou no abertura enorme para os empresários de saúde que se organizaram o movimento coalizão saúde organizaram um instituto chamado ricos tiveram audiência com presidente apresentaram suas propostas que estão parcialmente incorporadas no atual ministério que dizer dos últimos nove meses a destruição do país ameaças ao estado de direito ea democracia talvez seja Pouco quais são as questões então que se colocam para o campo da saúde coletiva hoje que perspectiva dele teremos diante dessa conjuntura que não não analisei somente pontuei de retrocessos nos resta resistir e continuar lutando para consolidar a autonomia da saúde coletiva como um
campo relativamente autônomo e evitar o fechamento dos possíveis históricos ea subordinação a perspectiva dominante da saúde pública Institucionalizada em relação à pesquisa pós graduação a mais do que nunca a ciência está sendo atacada porque não é só um retrocesso é democrático que estamos vivendo estamos vivendo nobs curante zta um retrocesso civilizatório então defender a autonomia dos subcampos científico é uma luta central é nossa nesse momento isso implica também lutamos para qualificar a área de saúde coletiva junto às agências de fomento Mais do que nunca produzir conhecimento científico é fundamental sobre as desigualdades avaliar as políticas
desastrosas que estão aí manter a agenda desse congresso de investigações de gênero de etnias movimentos sociais população lgbt das diferenças tudo isso para enfrentar o obscurantismo que questiona a ciência em relação à intervenção social saúde temos que renovar a discussão sobre o projeto processo da reforma sanitária brasileira Resistir preservar o sus mais pensar quais são as nossas estratégias hoje e buscar uma coisa que eu voltei aqui como algo mais noronha me falou ontem no jantar que já está sendo feito e eu fiquei muito contente ocupar os espaços das gestões municipais estaduais a frente nordeste de
resistência vai haver uma reunião do cebs do cebs do nordeste já no mês de novembro para discutir esse espaço próximo ano de eleições municipais E esses países adversas correlações de forças também pode ser que vários espaços se abram isso pra fazer frente às propostas empresariais de privatizar ao sus as propostas dos organismos internacionais de uma cobertura universal que não é integral e o desmonte das políticas de saúde do ministério para finalizar eu gostaria de dizer que neste momento de retrocesso Civilizatório recuperar a história da brasco da saúde coletiva nos ajuda a identificar alternativas para a
reabertura desses possíveis históricos para enfrentar a violência que mata as vagas para defender as universidades focadas e para lutar contra o desmonte da ciência tecnologia das políticas sociais culturais artísticas nós vamos precisar de um estado de direito e de uma frente ampla para resistirmos e lutarmos em defesa da saúde Voltamos a precisar das liberdades democráticas e da militância sócios unitária obrigado [Aplausos] obrigado ninja é pra comentar a apresentação da lígia eu chamo então tatiana tatiana vargas departamento administração planejamento da escola nacional de saúde pública mestre e doutora a ano pelo instituto de medicina social da
uerj já tinha obrigado e boa tarde boa noite já não sei por perdida No horário é eu agradeço muito a brasco pelo convite está aqui principalmente por poder fazer esse diálogo diretamente com lilian sobre essa obra importante pra que neste momento seja ofertada a todos nós eu fiz algumas alguns comentários na verdade como pontos que eu acho que são importantes dessa obra e que podem ajudar a gente a continuar pensando pra onde queremos ir como queremos ir né a primeira coisa que eu acho que é Importante a gente destaque é o momento oportuno de uma
obra que resgata a história e traz o debate sobre o campo da saúde coletiva é não só pelo que ela recupera de uma história de um grupo de uma história social importante do seu contexto das suas apostas é mas também pelo debate que ela traz pelas diferentes nuances porque ao contar a história vocês trazem utilizando esse referencial do good e de reconhecer condições de possibilidade de Conhecer contexto reconhecer os seus agentes nesse espaço social é uma história contada por muitas vozes então tem aqui depoimentos de vários fundadores então é para além do que o livro
traz a gente também fica com as histórias e com os depoimentos que ajudam a gente perceber as contradições as disputas assim visibilidades os que as questões que pertinentes a cada momento o que foi possível avançar Naquilo com texto então eu acho que é uma história de diferentes narrativas e ainda que a gente te falando do campo da saúde coletiva riqueza desse referencial do bird e é justamente trazer para a gente esse conjunto de possibilidades e narrativas dentro né desse momento de construção da saúde coletivo é também uma obra me parece importante para esse momento que
vivemos pelo que ela suscita de reflexão sobre o que queríamos ser as Apostas que fazemos o que gostaríamos de construir como saúde neste país não só como a saúde em termos de construção das suas políticas públicas mas também de um novo ideário de um novo referencial teórico então reconhecer essas bases de teóricos e conceituais buscar identificar o que algum dia imaginávamos produzir e o que hoje somos o que hoje nos tornamos o que hoje precisamos avançar é um convite à reflexão muito importante isso em especial nesse Momento porque vivemos e aqui a gente está ouvindo
desde muito cedo o momento crítico não só da nossa saúde pública das nossas políticas públicas de saúde o quanto o desastroso está esse momento para cada um de nós e o quanto a gente precisa resistir e entender para onde e como ir né mas também por conta do próprio entendimento do que queremos como campo de conhecimento porque a saúde coletiva como campo de Conhecimento também está sob júdice a gente está falando também de ataques da ciência de ataques a pós-graduação de desmonte de universidades então todo esse debate que o livro traz ele traz no momento
absolutamente importante relevante de entendimento do que somos e para onde vamos é eu costumo trabalhar também com referenciais da história aqui buscam é no que a gente revisita a história no que a gente reconhece os passos da nossa História a gente está revisitando o que a gente pode chamar no passado das nossas verdades quais eram as nossas verdades como é que elas se apresentam e quais são as mudanças que elas nos provocam hoje e quais são os desafios que se colocam para o presente e para aquilo que a gente quer construir o futuro é eu
acho que um parêntesis importante nessa conversa com ele disse aqui que eu tô entendendo isso com uma conversa é é que a gente tem a cada Momento entrando e eu eo ministro lá na escola na fiocruz uma disciplina que é de introdução à saúde coletiva e eu tenho parceiros aqui comigo nessa disciplina é muito curioso que a cada ano os alunos perguntem pra gente as mesmas coisas as perguntas se atualizam mas o que é a saúde coletiva saúde coletiva é a mesma coisa que saúde pública são o coletivo é a mesma coisa que a reforma
sanitária a gente está falando de sua saúde coletiva ou reforma Sanitária então esse livro tem um monte dessas questões um monte de elementos que ajudam a gente a reunião dessas histórias ea reconhecer ele e você mesmo citou aqui nesse momento ou se a gente fizer uma pequena enquete aqui só na primeira fase duas filas a gente vai ter diferentes visões da saúde coletiva está expresso aqui nesse livro as diferentes divisões não só da saúde coletiva como da reforma sanitária Então que história é essa da saúde coletiva nem é que génese é essa que esse estudo
provoca gente a revisitar ou por que é tão importante a gente voltar a esse estudo é esse pergunta é sobre esses o que é isso né o que é saúde coletiva o que a reforma e assim vai a diferença se a saúde pública sespa saúde coletiva e esse caminho que eu tô fazendo de raciocínio aqui tem a ver com o caminho que eu entendi que vocês Também fizeram para a construção desse estudo porque inicialmente vocês falavam vocês apresentam logo no início do texto que a pergunta inicial que inquietou a realização dessa pesquisa remetia a necessidade
de explicar melhor o processo de implementação das políticas de saúde no brasil mas por que explicar a implementação das políticas de saúde ou no brasil levou um estudo do campo da saúde coletiva e vocês perceberam você vai mostrando isso No início do livro e perceberam a necessidade de para entender as políticas de saúde entender de onde essas políticas de saúde nasceram de onde elas estiveram na origem como é que elas se colocaram o que sustentou política social e burocraticamente esse projeto então vocês saíram de um âmbito de uma questão que era uma questão muito próxima
da construção das políticas públicas de saúde ea gente poderia falar Do sus para tentar entender porque se isso estava tendo questões estava tendo dificuldades e foram revisitar o campo ea olhar o campo a olhar os agentes a olhar as estruturas internas as condições históricas às pressões externas e as questões em jogo chegaram ao desafio de investigarem empiricamente como alija mesmo já falou aqui saúde coletiva poderia ser considerada como um campo no sentido estrito de bordi né eu voltou trazendo isso que eu voltar vou Trazer esse tema um pouco no no final da minha fala né
então esse campo ali já apresentou aqui e já facilitou bastante o entendimento de todos vocês certamente em relação a como esse campo analisando não só pela génese como pelas transformações que ele passou como com as articulações que a saúde coletiva vai fazer com que a gente chama reforma sanitária e aí alguns aspectos chaves e esses aspectos é que eu vou denominar como pontos que eu acho que São importantes dessa dessa obra pra gente é discutir mais aprofundar mais é tão em cada um desses aspectos né então sobre a gênese teve uma frase que eu fiquei
lendo e fiquei pensando sobre ela em alguns momentos e vendo como vocês um conduzindo a discussão é a saúde coletiva surgiu no interior do grupo médico essa não é uma frase trivial a gente fala assim esta de alemães estão quase uma obviedade do campo todo mundo sabe Que surgiu no interior das faculdades de medicina no departamento de medicina preventiva mas é o que isso significa e o que isso traz de questão para hoje eu quero aprofundar né o protagonismo num primeiro momento das escolas médicas e específico dos departamentos de medicina preventiva e aí com docentes
estudantes e pessoas que estavam engajados na construção de uma outra formação e de um outro projeto de Saúde fez toda a diferença na construção da saúde coletiva no brasil na construção do que hoje a gente defende como uma política pública chamada sistema único de saúde essa construção ela não se deu é de uma forma simplesmente interna esses departamentos existe uma coisa que o estudo aponta muito bem que tem a ver com a mobilização política com a qual a tapá cidade de interação para fora seja com partidos políticos seja com Grupos sociais movimentos lideranças uma série
de atores importantes que estavam contribuindo na discussão do que seria a formação da medicina o foco na prática médica a relação entre medicina e condições de vida condições sociais e mobilização social então é esse momento que é bastante bem trazido nem assim nesse livro vai mostrando pra gente uma configuração de uma escola médica que se abre que se coloca o desafio de pensar não só a Prática médica mas as relações dessa prática médica com a sociedade buscando aportes teóricos que aí vem todo um aporte teórico do materialismo histórico mas também da epistemologia francesa num contexto
onde a contracultura onde os movimentos nem onde maio de 68 é absolutamente importante onde há discussão todas antes das antigas instituições da colocada num debate relevante e provocador dentro do que a gente chama o ensino ea formação Médica porque eu tô falando disso porque essa génese da saúde coletiva trazida nesse material aponta um cenário de convergência e convergências de pessoas interessadas com uma mudança social compromissadas com a construção de caminhos para mudar o status có em bebidas em diferentes referenciais para ajudar a construir um novo referencial então apesar de ser no contexto de uma forma
são médico apesar de ser no contexto de Departamentos de medicina você vai ter sociólogos sendo chamados a contribuir a serem docentes dentro daquela universidade você vai ter filósofos você vai ter depois psicólogos você vai ter um conjunto de novos atores convidados a escola médica faz esse primeiro papel e é curioso que há uma convergência e de referenciais convergência de referenciais quando eu trago aqui tem um materialismo histórico em epistemologia Francesa é muito interessante ver estudos como o do arouca que vai juntar alto serve e focou para fazer a discussão do dilema preventivo vista vai vai
ter um estudo como de donnan gelo que vai trazer o volante márcio hahn e kang lei vai trazer a história da saúde vai trazer rose vai trazer fukui vai trazer uma série de autores para discutir essa prática médica um respeito ao que a gente diria a diversidade de contribuições teóricas e O uso mais justo possível para a construção de um novo tem uma outra coisa que chama muita atenção nessa construção que é uma construção que foi muito interessante na semana passada a gente teve uma sessão com jurandir e jurandir freire costa na escola e jurandir
falava da afetividade da afetuosidade de um momento de construção que era todos juntos na construção de uma mudança de odor de paradigma referencial onde o afeto ea Cumplicidade se tornava muito importante e aí o quais são os pontos que eu acho que é interessante né quando a gente volta quando eu volto aqui na génese na escola médica no grupo médico uma trajetória por dentro dos departamentos de medicina preventiva também percebeu uma resistência importante nem pra não cair tudo uma resistência importante por dentro desses departamentos a um outro conjunto de Atores que não necessariamente estavam achando
este é o melhor caminho para medicina esse é um outro caminho estava sendo tentado então é a aproximação com a medicina preventiva a medicina comunitária numa oferta num primeiro momento dentro de uma oferta para américa latina de um conjunto de organizações onde a obra teve um papel fundamental de difusão se transformou no momento seguinte e aí os encontros das Faculdades de medicina e do departamento de medicina preventiva em são paulo junto juntando lá entre 68 e 73 juntando do anjo juntando arouca guilherme everardo e uma série de atores discutindo qual é o projeto da medicina
preventiva e transformando a crítica por dentro da faculdade a crítica ao projeto da medicina preventiva num outro projecto de uma medicina social de uma medicina que não podia ser chamado de social pelas suas Questões aqui já apresentou bem mas de uma busca de um outro paradigma para essa escola médica essa história contada e aí alguns atores são reconhecidos como a gente chama de precursores né esse debate e aí a gente tem sempre do ângelo arouca sendo colocados como pessoas que trouxeram isso francesa como uma pessoa articulador era éder esse debate no na américa latina e
trazendo essa discussão pra atrair as instituições e levando e Fazendo a gente costuma brincar que o o ansiado eram pouco funcionava como o nosso e mail twitter nossa rede social porque funcionava como aquele que levava os textos as discussões entre as instituições e promove os debates nessa uma brincadeira que a gente faz é esses agentes estão construindo um outro modelo eles estão buscando uma outra forma de pensar a saúde e aí já não mais restrita a uma formação Médica já abrindo se para a construção de um outro campo e aí a história do instituto de
medicina social é uma história interessante porque com o incentivo da fundação da fundação que ela vem com o apoio da copas um recurso para um instituto que se cria e se coloca de uma forma diferenciada dos outros que eram dentro das faculdades de medicina mas um instituto que se cria com uma outra missão uma fala do ad hoc que eu acho maravilhosa que ele destaca Exatamente isso então é esse é um aspecto que eu acho que é importante porque apesar de partir da escola médica extrapola e busca para todas a ud um outro paradigma zona
e onde estava esse paradigma e aí eu acho que essa é uma coisa importante eu já vou é é porque eu tenho que fechar essa sim é é onde está essa questão né ela tá esse novo paradigma ele está absolutamente entrelaçado com a lógica de serviços e com a lógica de construção De uma prática de saúde a experiência em serviços os outros projetos de formação que são sempre muito lembrados nas nossas histórias do campo né mostram pra gente uma ênfase muito grande na formação num primeiro momento e na criação da brasco inclusive os nossos primeiros
encontros de uma formação voltada para profissionais de saúde para mudança nas especializações nas residências antes mesmo do que a mudança e em especial dos mestrados que Eram iniciais mestrados e se eu volto a lembrar do jurandir mestrados esses que o grupo aprendia com o próprio grupo porque eram questões que ainda eram novas a todos e todos estavam se colocando no desafio de construir de campo científico então agentes acadêmicos que já estavam encomendados em começo de informação agentes que estavam inseridos em campos burocráticos trabalhando sim na gestão agentes inserido em serviços de saúde agentes de Diversos
na construção e muito próximos na construção desse campo qual é o segundo ponto que eu acho que é importante perceber aí é que desse debate primeiro teórico e que é alimentado por uma construção de um novo referencial de uma outra é perspectiva de atuação para a própria saúde e onde cria se a brasco onde no campo político cria se o cebs nem você tem a consolidação de dois movimentos e não é à toa que a gente acaba trabalhando isso Eo livro acaba também reproduzido isso nas próprias transformações por que você tem uma coisa que a
gente acaba chamando o campo científico da saúde coletiva que vai se especializar e que vai entre os anos 80 e os anos 2000 se transformar numa outra coisa numa outra forma de longe o lógica e de organização onde a gente tem ainda a raiz do tripé por exemplo da saúde coletiva mais uma série de especialidades de Especializações e de fragmentações onde a gente tem pesos maiores de algumas áreas do que o de outras áreas como no próprio livro traz que são nas sentes na discussão da saúde coletiva com uma área que poderia ter virado um
dos tripés que a própria discussão de saúde do trabalhador e nunca foi transformada numa área mas que volta aí que traz em discussão hoje quando a gente olha para a questão da saúde ambiental no mundo hoje no brasil Então o que eu tô querendo trazer como esse segundo ponto é que dá passagem de um debate teórico do campo da saúde coletiva para a construção da política tem muita coisa vivida e que nesse material ele é passado rápido ele é passado é de uma forma que a gente dá quase um pulo para o campo científico nos
anos no final dos anos 2000 ia e ficam várias histórias a serem contadas juro que está terminando e não vou falar uma última coisa que na verdade eu fui Tentando fazer algumas articulações o que eu acho que é importante a gente trazer para a final né se assim saúde coletiva naquele momento original ainda que restrita ao campo de formação da medicina do olhar a partir da medicina para os demais ela nasceu comprometida e implicada com uma mudança social e da prática o que se apresenta hoje como desafio para o campo de conhecimento nessa busca de
aproximação com coisas que estão aí há Algum tempo e que talvez tenham ficado distantes do próprio campo pela sua especialização e pela sua pela seu rumo pelo acadêmico eu vou pegar uma fala do próprio neymar aqui hoje para fechar onde o irã fala eu fico feliz de está aqui com o reconhecimento da educação popular num congresso da brasscom onde durante algum tempo talvez a gente não tivesse esse espaço de discussão hoje nós estamos mais abertos nesse neste momento ao debate dos grupos que Em algum momento foram chamados de minorias hoje a gente pode chamar de
grupos que foram vulnerabilizadas durante todo esse processo da história brasileira é a saúde coletiva tem hoje no meu entendimento grande desafio de retomar desde a sua origem daquilo que estava na sua origem é a capacidade de colocar em discussão a prática em saúde e não mais olhar tão somente naquele momento começou pela prática médica foi para a prática de saúde Hoje a gente tem práticas de saúde que precisam ser repensadas reconstruída sre colocadas em análise por todos nós então esse eu acho que o grande desafio que se coloca pra gente e que os seus seu
estudo junto com esse grupo ajuda a gente a começar a pensar ea se colocar nesse momento muito obrigado obrigado tatiana é não se vai esgotar e evidentemente o tema que apenas uma primeira apresentação para quem já leu Voltar a ler porque essa é uma das características nesse livro você pode voltar em capítulos e partes específicas ou uma leitura completa e chamar também aqueles que não tiveram oportunidade ainda de contato não é merchandising é simplesmente que aqui você tem como foi apresentado pela lígia e comentado pela tatiana você tem aquilo que é o mais do que
uma definição é é a clarificação do espaço no qual nós trabalhamos esso e se o campo da saúde coletiva Mas a gente queria também essa é uma insistência que nós estamos fazendo principalmente quando a nossa platéia é uma platéia de jovens de pessoas é que estão iniciando o que tem um compromisso já com a questão da saúde coletiva mas que estão iniciando essa grande parte dessa nossa nessa nossa platéia é três pessoas vão fazer rapidamente perguntas pra lígia ea ligia e bloco vai responder a elas então quero chamar meu lugar com pedro pereira silva Ele
é estudante de enfermagem aqui da universidade e tem uma militância na nos movimentos populares com um colega com esta boa noite gente boa noite vocês 12 queria mas agradecendo né pelo pela grande exploração e pelo prazer de ler seu livro também é dizer que estou aqui representando os estudantes de graduação e pra mim é uma tristeza muito grande não vê aqui a juventude e tão bem representada é eu digo como participante mesmo né ea gente eu deixo primeiramente Esse pensamento porque a juventus não está aqui será que é porque tem dinheiro pra pagar será que
é porque não se interessa ou será que não está conseguindo fazer esse diálogo de fato com abraço e com a saúde coletiva é eu fiz algumas são várias e pra poder valor você tem uma pergunta que você vai escolher entre as várias aí eu vou fazer algumas vamos deixar e ea gente vai pensar todo joga torno do mesmo bom Centro então diante desses tempos de retrocesso como a gente pode permanecer consolidam nesse campo da saúde coletiva nas suas práticas na formação e ainda assim como podemos garantir que a saúde seja de fato coletiva assegurando a
irmã se a participação da população principalmente da juventude como fator de transformação para essa realidade ainda assim eu queria é falar um pouquinho só sei que o congresso sobre o bem viver né e como é que a gente pode Pensar o bem viver para dentro da saúde coletiva no brasil é que para além do da social democracia é e também como é que a gente pode pensar diante disso já que a nossa alternativa ainda euro centrada e como é que a saúde coletiva poderá acordar e perceber que a gente é a américa latina e na
europa além e só pra terminar eu queria só é deixar de pensamento para todo mundo é que na sua fala no leitor o que disse em fala que é assalto a equipa Começou na classe médica extrapolou para todos os santos então será que de fato a saúde coletiva ela extrapolou para todos os âmbitos será que todas as profissões de fato conseguem ser sanitaristas conseguem atuar na saúde coletiva ou será que ainda continua só a classe média é isso muito obrigado obrigado quanto valeu vamos agora josineide maria josé guerreiro é agente comunitária de saúde Josineide favor
nós estamos colhendo como vocês vêem questões que estão colocadas já no debate certamente prédio que vão aparecer a ida ao longo do nosso congresso diga josé e boa noite a todos ea todas do congresso à noite as duas professoras aqui me senti muito é contemplada na sua exploração na sua cg e feia falabella me senti muito como temporada eu sou agente Comunitário de saúde da unidade do grotão aqui em joão pessoa também falo é de outros espaços do mop que o movimento popular de saúde do mm que é o movimento de luta nacional pela moradia
do comitê estadual de saúde do conselho comunitário do grotão e eu queria é dizer que os movimentos sociais de base popular tem tido um papel importante né na na luta pelo direito à saúde e consolidação do sus qual a importância dos movimentos sociais e Quais os desafios e dificuldades de aproximação do da saúde coletiva com esses movimentos nessa minha pergunta obrigado obrigado josileide e o terceiro é alison sampaio alison é doutorando do instituto de estudos de saúde coletiva da universidade federal do rio de janeiro tão boa noite a todos e todas o parabrisa a professora
lígia né pelo brilhante trabalho no como livro que a gente leu né e e eu queria eu tenho uma pergunta só e que é dividida em duas A primeira questão é em relação aos referenciais teóricos acho que a professora tatiana já colocou algumas questões para a gente refletir né é a minha questão seria em relação a isso que a a saúde coletiva fazer que é tão difícil de fazer em outros campos do conhecimento né e atacando colocou algumas questões em relação ao ecletismo teórico né e como que a diversidade e de um campo de saberes
e práticas consegue enriquecer o campo da saúde coletiva Mas ao mesmo tempo queria perguntar a professora né como ela enxerga em termos de dificuldades a realização de secretismo e se traz problemas para o campo da análise no campo da saúde coletiva para o cuidado e pensar o sistema de saúde né sabemos que existem potencialidades mas que desafios são colocados e problemáticas são colocados para reflexão a segunda questão é no capítulo 6 então O texto do jaílson e ele coloca a que é do da tese dele né as três vias que foram colocados da reforma sanitária
brasileira né então ele coloca que havia sócio comunitário da participação popular ao longo da construção próximo da infância vitória não foi tão valorizado como foram os campos à disputa no parlamento e dentro da gestão havia técnico da gestão que ele fala né e aí eu queria colocar uma questão no sentido como que esse processo em curso De transformismo de revolução pelo alto que a reforma que a reforma sanitária brasileira sofreu os outros anos ela influencia no campo da gente superar o famoso fantasma da classe ausente apesar de termos um congresso cheio aqui como estamos aqui
no congresso da brasco mas a população em si né se você perguntar a muito do nosso paciente uso os muitos usuários do sus tenham plano de saúde ainda um objeto de Consumo então a questão do direito à saúde ainda é uma questão problemática para se colocar e é nesse sentido não pensando somente no tema do sistema como que o projeto da reforma sanitária brasileira ele pode se dar de forma de fato orgânica e um projeto não é apenas um programa uma lista de questões que a gente vai cumprir e vai assinar o decreto mas é
levar consciência sanitária é a gente repensar o cuidado modelo técnico-assistencial primeira Coisa o programa dentro desse projeto a segunda questão é a questão de como que o projeto é a força militar brasileira ele com poderia conseguir uma força social de massas que possa sustentar a gente avançar nesse projeto histórico ea terceira questão pra finalizar alison é é a 34 pois nós vamos lá é o que o jailson país coloca não é porque a gente não conseguiu avançar em algumas questões de reforma sanitária Brasileira e ele coloca a análise do processo da reforma estimulada pelas entrevistas
revela nostalgia só de ouvir saudosismo conformismo e lamentações pelas promessas não cumpridas entre uns e um esforço de reflexão crítica e produção de conhecimentos e aposta na constituição dos sujeitos políticos e novos rumos entre outros talvez porque o projeto quanto o processo tem um sido obstruídos de fato Não por aqueles que detenham governo mas sim por aqueles que efetivamente tinha o poder do estado e era isso que eu queria colocar obrigados a chegada é às perguntas elas mostram a relevância ea pertinência não é o livro do conteúdo do livro ea necessidade de continuarmos perguntando e
tendo e buscando respostas para cada uma delas evidentemente que não vou pedir pra pra lígia que agora a responder a todas as questões mas que faça um breve apanhado E direi que considerações sobre as questões foram levantadas é eu eu vou iniciar é agradecendo tanto além do quanto a tatiana é a disposição de de comentar e lerem o livro é vou responder às perguntas do plenário depois faz um breve comentário sobre algumas questões que aí é outra uma discussão mais ampla é joão pretto joão pedro né há a questão da américa latina isso acho muito
importante joão pedro essa sua Questão o que eu e eu não tive tempo de falar que a saúde coletiva fez parte de um movimento latino americano da medicina social dos anos 70 nós tivemos aqui presidente da associação latino americana por seus abaixo loureiro vários dos fundadores participaram então as origens da saúde coletiva e até hoje se mantenha tem pressão que mantém é vínculos com é com a argentina com o méxico com vários grupos é um movimento continental Claro que no brasil ganhou uma proporção maior e foi mais institucionalizado em relação à josineide a questão dos
movimentos sociais e aí eu vou juntar essa questão de josineide com uma das questões de alison que é a questão da dos movimentos sociais ea base social da reforma sentaram à questão que jamilson analisa bem e trás com muita clareza e muitos dos companheiros nós não conseguimos envolver a classe operária é é desde os Anos 80 que os desde os anos 80 que os os sindicatos operários a começar pelo abc que gerou aquele movimento poderoso que lula se consolidou como liderança tava na pauta sindicais os planos de saúde quer dizer a classe operária brasileira não
notou pelo sus nos movimentos populares se mais ou menos movimentos populares tiveram uma importância grande mas sem a classe operária é é uma grande limitação claro está a força do privado Da segmentação social que transformou o consumo nos planos de saúde numa distinção social ou seja quer dizer é s eu posso eu tenho um plano de saúde então criar um sus de qualidade é que para toda a população que todas as classes sociais utilizassem foi um desafio que nós não conseguimos em algum lugar e sim algumas experiências municipais sim alguns locais mas é é claro
é esse de todo ano eu acho que essa é uma questão importante eu acho Que ainda é uma lacuna do movimento sanitário essa inserção nas bannu move os movimentos sociais existe mas ainda insuficiente precisamos e mais é porque ôôô o a reforma sanitária não avançou muito é eu tenho impressão que o principal gênio tem toda uma análise que ele faz no capítulo 6 baseado em grande e aí eu também respondo porque uma questão dos referenciais teóricos o problema dos diversos referenciais teóricos é que as ciências sociais não Têm uma teoria unificada do social não é
uma física social ou seja não tem uma teoria explica social tem várias teorias algumas são estruturalistas outras subject vistas qual a vantagem de bourdieu que ele os corte com essas duas dimensões da realidade claro que é ele não dá conta de tudo eu acho que o marxismo e atual a questão das classes sociais então diversos outros referenciais são importantes o Que torna essa área das ciências sociais fundamental para mobilizar extraídos diversos referenciais aquilo que tem o maior potencial explicativo para cada objeto bom ela em relação a aal era uma pergunta de cada um eu queria
só fazer um comentário tatiana que na verdade não é que a saúde coletiva ter nascido da escola médica assim nasceu na clínica ao interior dos apartamentos clínico foi isso que ficou mais claro nesse estudo e O papel de américo piquet carneiro do próprio roberto santos e da da questão da modernização da medicina que não estava tão claro antes pelo menos nos estudos anteriores obrigado então a a agradecer mais uma vez a lígia agradecer a tatiana a rua a joseneide eo alison nós encerramos então essa parte insistindo mais uma vez a importância ea relevância nesse estudo
que nos apresenta o campo da saúde coletiva