eu tô sentindo que tá faltando alguma coisa na música atual alma Então se preza pela quantidade ao invés da qualidade a gente busca consumir as coisas de uma forma mais passiva o que mais tem na mídia de hoje é manifestação de sexualidade Então se espera que o artista opine sobre tudo Olá seja bem-vindo a esse canal você pode concordar ou não com as minhas opiniões aqui mas eu acho que no mínimo você vai ouvir algo de um pouco diferente do que costuma ser sobre esse tema nessa plataforma eu tô falando aqui de música de novo
porque eu senti que no vídeo que eu fiz aqui sobre pelo que eu cheguei a conversar com algumas pessoas Foi algo que tocou num ponto muito sensível inclusive para jovens a falta de conexão inclusive com a cultura atual e eu tô trazendo esse vídeo até por um comentário que eu recebi com uma sugestão de falar sobre o porquê das músicas atuais parecerem Todas Iguais inclusive Obrigada pela sugestão e quem quiser trazer mais sugestões fique à vontade existe sempre um peso muito grande de nostalgia de saudosismo quando a gente fala sobre música e faz sentido até
porque eu acho que a maioria das pessoas Não aprecia a música pela música Na verdade a gente se conecta mais com as memórias ou a gente tem só essa relação mais pessoal com ela que é muito positiva pra gente mas que não necessariamente envolve se debruçar sobre o tema e pelo que eu já vi vídeo conteúdo o debate nem sempre fica tão equilibrado e eu queria tentar acrescentar de alguma forma o debate assim como qualquer um pode fazer por esse meu viés e essa minha perspectiva de uma pessoa que é uma apreciadora de música e
tem a música como um hobby e que também Aprecia outras Artes eu gosto muito de história da arte então é verdade lá atrás os mais velhos olhavam pro jazz e falavam isso é só barulho isso não é música Na minha época Mas por que então parece que os jovens atuais também estão tão desconectados e isso para além dos biscoiteiros nos comentários dos vídeos existe um verdadeiro incômodo e eu sei disso porque eu também sinto esse incômodo então eu vou tentar racionalizar mais e mais para parecer que tem algum sentido a minha preferência pessoal e o
que eu vou tentar argumentar aqui é que por mais que existam sim músicos bons e músicas feitas com uma certa qualidade falta alma Assim como falta alma na cultura atual e eu vou explicar melhor o que eu quero dizer com isso como sempre eu vou levar vocês comigo para fazer umas bagunças ou umas Artes e recomendo para quem tá chegando agora que dê uma olhadinha no resto do meu conteúdo tô trazendo umas reflexões sobre assuntos interessantes Então aproveita Esse mundinho especial aqui que não tem muita gente e vamos trocar essas ideias Bora lá mas vamos
também definir melhor os termos né O que torna uma música boa ou ruim existem muitas formas de se abordar essas questões muitas redutiva como por exemplo dizer que o problema é simplesmente o fato das músicas não serem tão complexas melodicamente ou de que as músicas usam menos acordes Porque mesmo que a gente faça uma pesquisa e defina que realmente as músicas atuais têm menos complexidade nos acordes e na Melodia a simplicidade nesses aspectos nunca foi um impedimento para que se estabelecessem clássicos da música contemporânea Popular clássicos do rock também existe a questão das letras Simples
ou das Letras piores E isso também de forma isolada acaba caindo no mesmo problema talvez dê realmente para demonstrar que existiam mais letras complexas e profundas antigamente mas muitas das músicas que a gente celebra hoje em dia como grandes clássicos muitas das músicas que eu gosto não tem letras tão complexas ou tão incríveis assim também dá para criticar essa ênfase excessiva No Ritmo né na percussão por exemplo no hip hop na eletrônica mas eu acho que a ênfase e a experimentação com um ritmo é uma das coisas que fizeram com que muitos clássicos se tornassem
clássicos e eu não compartilho particularmente desse juízo de valor de que essa é uma forma de expressão e inovação mais baixo então talvez para haver um consenso maior nessa questão seja mais adequado a gente definir a música ruim ou sem graça não interessante como uma música que não tem nada de inovador em nenhuma dessas esferas e pode ser difícil identificar ou definir o que é inovador principalmente se a gente for pensar numa geração mais jovem que não tem tantas referências assim então vai ficando mais difícil identificar o que é realmente novo e o que é
simplesmente um Clichê uma cópia do que já foi feito mas Além da questão rítmica de letra de melodia harmônica inclusive dissonâncias quando bem colocadas são muito bem-vindas também pode ter uma significância cultural e até a própria atmosfera então na música ambiente por exemplo isso é forte influenciou muito artistas como David boow Talking Heads assim como os artistas mais inovadores e criativos dessa época realmente captavam as inovações ao seu redor então na música ambiente na música eletrônica no hip-hop por isso essa desvalorização dos gêneros em Essência também tende a não funcionar muito bem Acaba ficando um
discurso hipócrita Dá até para entender um purista na música clássica agora um purista que gosta de rock vai ficando meio complicado Eu também apreci particularmente um instrumento de verdade a organicidade que ele permite uma espontaneidade Mas como eu já trouxe aqui a música eletrônica e expressões em que só se usa a tecnologia mais nova influenciou profundamente grandes artistas que admiramos de uma forma praticamente unânime Então acho que já deu para entender que por mais que eu goste de rock Eu não vou usar a argumentação da linha rock Wings e eu também não vou moralizar A
questão não vou dizer que o problema é que as mensagens não são bonitas que por exemplo o problema é o funk incentivar o jovens a usar drogas porque sério sério que você ouve rock não é possível que você prestou atenção nas letras mas sim talvez tenha dado para perceber que eu tô partindo da ideia de que dá para definir que tem uma música boa e uma música ruim e eu acho que existe lugar para música ruim Existe lugar para música ruim como entretenimento distração na minha vida tem músicas que eu ouço artistas que eu ouço
porque eles me lembram da minha infância eu tenho lembranças boas é divertido para dançar a música Chiclete é o meu entretenimento passivo eu só tô tratando aqui da sensação de que só há espaço para isso e que a arte que incomoda que faz pensar ou que mesmo sem fazer pensar nos desafia na própria experiência de ouvi-la que não tem mais um lugar para isso tentar entender Qual o papel da arte nesse momento em que a gente vive e eu acho que dá para argumentar que essa música popular o Jazz o blues o rock o pop
isso tem ou pode ter valor mérito artístico enquanto para outras pessoas só a música clássica tem esse valor e esse mérito artístico mas enfim eu já tô partindo desses pressupostos e esse elemento que tornaria uma música boa e que também tá ligado ao que torna uma música interessante e inovadora é o que eu quero chamar de alma Então não é simplesmente uma música que é bem feita que é bem produzida ou alguém cantando afinado ou tocando um instrumento bem suficientemente bem por assim dizer porque isso existe mas isso não necessariamente traz inovação e Alma as
músicas como uma boa discípula de Jung né Há uma personalidade é assim que ele define e eu Trago essa Associação da personalidade como esse algo integrado então a integração isso vai me levar também a falar sobre um tipo de integração presente e passado e da ideia de uma mitologia bem construída mas eu tô me adiantando aqui eu vou explicar melhor sobre o que eu tô querendo falar mais paraa frente então muita gente mesmo tem essa ideia de que as músicas de hoje parecem todas iguais é difícil o seu objetivo quanto a isso eu não tô
com acesso a nenhum tipo de pesquisa que confirme a semelhança das músicas em comparação a músicas de diferentes épocas Mas eu posso dizer que olhando o top 10 o top 50 das músicas e comparando a de outras décadas eu notei na minha experiência uma diferença sim realmente senti que as músicas pareciam mais iguais mas inde endente disso ser um fato ou não também é um fato que a gente não vai achar as maiores inovações de uma época olhando pro topo das paradas o que mais tem nos anos 70 nos anos 80 São músicas genéricas fazendo
sucesso e até certo ponto afirmar a superioridade do que era genérico antes e hoje vai se ligar a uma nostalgia ou uma preferência pessoal estética Mas eu acredito sim que mesmo olhando para as músicas pop é mais fácil achar músicas com alma como eu quero definir aqui a algumas Décadas atrás mas antes de aprofundar nisso por que parece existir tanta música genérica existem alguns motivos ali explicações mais pragmáticas que a gente pode tentar explorar Então existe o que se define como a saturação do mercado atualmente tem muita gente querendo fazer música querendo ter sucesso e
tentando chamar atenção fazendo parte das tendências para conseguir se destacar o caminho seguro é fazer mais do mesmo é a vantagem e a desvantagem das tecnologias da internet é que mais pessoas podem tentar ter uma carreira tem uma possibilidade ali de viralizar e de construir um público na internet mas o ruim é que é muita gente ao mesmo tempo querendo um lugar ao sol então just ente Abrindo mão ali de uma autenticidade exploração criativa para fazer de tudo para Possivelmente viralizar fazer uma música que gere uma Trend uma dancinha etc mesmo artistas grandes são cobrados
pelas gravadoras para participar desse jogo impiedoso também se cobra A constante produção de conteúdo para que você não seja esquecido Então se preza pela quantidade ao invés da qualidade nesse movimento a Mesmice é incentivada mas se existe uma pressão das gravadoras e do mercado para que se aja assim como um artista é por conta de como a música é consumida o álbum perdeu a força Então você escutar a discografia do artista o álbum de um artista de cabar rabo você passar por essa experiência ali da narrativa que ele construiu na verdade a nossa experiência é
um pouco mais fragmentada a gente descobre abre músicas por playlists a gente eu eu não ouço muito playlist mas a gente como sociedade então você tem que se encaixar num tipo de entre aspas Vibe essa palavra é horrível né e ser agrupado de alguma forma em algum desses nichos subnichos subcategorias e a música de forma geral é consumida de uma forma menos ativa né então se tem a música como um background para outras atividades talvez por isso se tenha essa ênfase numa atmosfera ou num clima geral da música e não em melodias mais complexas frases
mais impactantes em todas as esferas do mercado na música na moda também isso acontece existem essas micr tendências que são tendências que vem e vão muito mais rápido então se antigamente algo de novo podia surgir e se desenvolver se tornar algo mais interessante hoje em dia essas tendências são um pouco mais supérfluas todo mundo tenta participar para aproveitar ali do momento em que essa tendência tá no Hype então um jeito de cantar pode se popularizar tipo cantar mais sussurrado uma sonoridade específica pode viralizar sei lá no tiktok surgem tendências nostálgicas o que sempre existiu retomar
influências De outras décadas Mas como eu disse isso se torna mais imediato e supérfluo então a gente vê bastante essa coisa anos 2000 Hyper pop os anos 80 também teve essa popularização do country enfim os artistas vão surfam a onda para não serem esquecidos mas uma questão central é que isso não é exclusivo da indústria da música por isso que eu não acho que o centro da questão é falar especificamente de como uma produtora específica funciona uma gravadora Isso é uma característica do mercado atual e todos os problemas ligados a essa forma de consumo de
desvalorização do produto aparecem também no cinema por exemplo e o que aparece no mercado são problemas também ligados à cultura a sociedade de uma forma geral e o que vem primeiro o ovo ou a galinha se a gente entrar nessa discussão A gente vai parar numa discussão filosófica interminável do material versus o metafísico mas o fato é é um ciclo uma coisa alimenta outra assim como os desejos do próprio consumidor influencia o que o mercado vai oferecer e o que a indústria coloca no mercado também influencia o consumidor e é por isso que eu gosto
dessa visão mais Ampla de dar esse Zoom out na questão e isso de pensar na cultura na sociedade pode me levar esses pontos que eu tava trazendo mais aprofundadamente no vídeo sobre Velvet Underground sobre a morte da autenticidade né porque lá lá eu falo sobre como a gente não tolera mais o desconforto Como nessa sociedade que gera Muita ansiedade a gente busca se distrair a gente busca consumir as coisas de uma forma mais passiva mesmo a gente não quer ser muito desafiado a gente não quer pensar demais porque chega né o século XX Já É
estressante demais então faz sentido músicas genéricas músicas também que estejam associadas o ritmo a dança H formas de embriaguez algo que se tocaria numa festa que tá ligada ao uso de substâncias enfim a própria sexualidade também como uma forma de escapismo é uma contradição típica da nossa sociedade de que ao mesmo tempo em que a gente vive Essa era de fragmentação e super caótica a gente nota um tipo de comodismo institucional e nas próprias pessoas na cultura nesse vídeo eu também falo sobre o que seria uma morte das subculturas quando eu associo a alma da
música ligada à inovação ao que é integral isso já bate de frente com a própria natureza dessa nossa sociedade que é fragmentada Eu até comentei que não tem mais um mainstream coeso versus ali uma contracultura que também é Coesa e que reage a isso na verdade não tem coesão na nossa cultura ela é totalmente nichada ela é meio tribal assim são vários Pequenos Grupos então a gente não tem mais aquela experiência de ter vozes que falam com toda uma geração e eu acho que isso é essencial para essa falta de conexão que a gente sente
mesmo quando a música é boa de alguma forma o fato dela ser um produto dessa época Traz essa mesma desconexão ainda assim Esse é um dos fatores se trata do que eu falei sobre a ân cultural é difícil ter isso hoje em dia mas ainda assim outros aspectos da música Podem trazer essa alma mas muita gente pode se sentir melhor e mais conectado buscando um tipo de Refúgio no que foi feito anteriormente e que tá ligado a um passado mais simples basicamente e no qual um senso de conexão humana parece mais presente e de conexão
humana a um nível mais coletivo mais Universal e não só a pessoas que são como você que são do mesmo nicho do mesmo grupo que você é uma tentativa de fugir desse sentimento de solidão então não tendo uma cultura integrada não existem aqueles artistas pop universais que apelam a diferentes segmentos diferentes idades gêneros mesmo os artistas pop conhecidos hoje em dia não são universais dessa forma e não traz a essa marca de um momento cultural que todos nós estamos experienciando e eu falei que não é na música pop que a gente vai encontrar todo o
potencial de experimentação inovação de uma época mas ele é um tipo de termômetro pro quandoo de exploração tá existindo no underground porque a música mais experimental e fora do mainstream sempre trouxe as inovações que posteriormente eram absorvidas pelo pop para avançar a música Por exemplo quando esses nerdolas de garagem estavam desenvolvendo essas inovações eletrônicas que depois Foram absorvidas pela Dona Summer e levadas para um grande público ali nessa pegada disco pop mas ainda assim soava muito inovador muito incrível havia esse elemento do inesperado na música pop mas hoje em dia essas pequenas inovações supérfluas que
são absorvidas quase imediatamente pelo pop dificulta que algo realmente interessante se desenvolva também não tem mais o tipo de espírito individualista que tinha nessas épocas e eu digo individualista depressão autêntica do indivíduo a gente tem isso em discurso mas na prática Não é bem assim na verdade é uma coisa meio distorcida porque tá tudo inserido no próprio status quo né Sempre tem espaço para mais um nicho para mais um um segmento de mercado então a gente nem precisa e nem quer desafiar nada o que é bom é bom querer se expressar e poder fazer isso
sem cair no ostracismo mas essa liberdade tem um elemento de sufocante que esvazia tudo de significado Mas enfim no próprio underground na cultura jovem não dá para ter uma voz desafiadora que Como diria o din Ouro Preto uniria todas as tribos como o norva hoje em dia o Nirvana teria o seu próprio sub nício da internet com um público Ultra segmentado a rebeldia é ressignificada a Madona expressando a sua sexualidade hoje em dia representa algo muito diferente do que representava há décadas atrás o que mais tem na mídia de hoje é manifestação de sexualidade já
se sabe que tem mercado para isso funciona dá dinheiro não é arriscado não é desaf criador a gente pode fingir que algum paradigma tá sendo quebrado mas não é a mesma coisa eu quero pontuar que eu não gosto de uma visão de chororô de lamentar e de pensar Ai que cultura ruim nossa tudo era tão melhor antes você pode até fazer uma análise de prós e contras e concluir que hoje ainda assim eh não é tão bom mas olha o tanto de conforto de comodidades e Independente de ser melhor ou não as coisas mudam e
a Liber verdade também esse acesso infinito é paralisante a gente já não sabe nem mais o que fazer com isso é a ideia que eu tinha trago também de que a criatividade flui melhor num ambiente limitado porque a gente precisa buscar novas soluções inventar coisas novas e eu falei da questão tribal né eu falei dos nichos mas também não dá para ignorar esse fenômeno da polarização enfim esses tópicos chatos mas que definem de muitas formas a época em que a gente vive e para mim demonstra um pouco mais dessa maneira como a gente detesta a
liberdade né parece que a população Tem se tornado mais e mais autoritária cada um para defender a sua ideia então por um lado a gente pode ter uma visão conservadora que às vezes é meio anti-arte que defende justamente uma estética ingênua com base em sentimentos saudosistas ou um tipo de moralismo e por outro a gente também tem um moralismo Progressista e também um tribalismo ligado à identificação com grupos e com uma identidade e isso até me faz lembrar de algo que uma das grandes mulheres do rock and roll falou a rainha do proto Punk punk
per Smith que quando eu estou escrevendo um poema ou uma música Eu Não Sou uma mulher eu sou um artista Então eu acho que mais do que nunca a gente tá muito preso hoje em dia as máscaras a identificação com a tribo ou a nossa percepção de nós mesmos através do outro o que não permite com que a gente olhe para si mesmo e encontre aquilo que pode destoar do nosso grupo que pode expressar a nossa verdadeira autenticidade individualidade a gente pede muito por uma autenticidade limitada E performativa então esse apego excessivo ao Ego não
permite que a gente abra a mão ou de um moralismo Raso ou de um apego a uma identidade de grupo você pode fazer uma análise moral de uma arte mas se você quer julgar o mérito artístico o valor artístico de uma arte não é por aí o caminho e tem um ponto um pouco mais deslocado que eu quero mencionar brevemente tá ligada a essa questão meio narcisista da nossa cultura que é essa nossa projeção e identificação com a figura do aa em si eu falei sobre a questão da falta de autenticidade paradoxalmente a gente tem
pedido mais e mais pela autenticidade dos Artistas mas não pela autenticidade da obra da arte deles mas sim por um tipo de atitude gente como a gente a gente quer uma exposição excessiva da vida das fraquezas desse artista tem um interesse cada vez maior pela vida pessoal das pessoas famosas então surge essa performance de autenticidade que pode até ser bem risível Principalmente quando você vê ali um trilhardário tentando parecer do povo por que será que histórias de degradação e humilhação fazem você ficar mais popular mas esse contato muito próximo uma relação simbiótica com a Fan
base entre aspas uma dependência até meio excessiva então ele tem que aparecer muito mostrar muito a vida nas redes sociais perde completamente a Mística do artista infinitas entrevistas documentários tudo para se criar essa conexão artificial dentro dessa relação parassocial por meio da projeção é natural ser humano é fofoqueiro naturalmente a gente tem curiosidade sobre a vida dos outros principalmente de uma pessoa distante como uma pessoa famosa mas no contexto do artista da arte isso empobrece muito a nossa relação com a arte não compensa não porque o artista precisa estar numa posição idolatrada de Deus mas
porque é importante uma certa privacidade uma desconexão da Persona do artista para que a sua criatividade flua livremente sem precisar estar confinada por essas expectativas sobre a pessoa dela então se espera que o artista opine sobre tudo se espera que ele reflita de volta a nossa moralidade e aí tem toda essa história do cancelamento blá blá blá que é justamente essa dependência que se cria do artista em relação ao público e Será que vale a pena trocar essa conexão transcendental que a gente pode ter com a arte através desse poder de universalizar a experiência humana
por essa conexão narcísica de projeção na pessoa do artista talvez a gente queira compensar o quanto a gente tá desconectado das pessoas próximas nessas figuras públicas mas rola essa degeneração do artista em influencer e por fim eu quero trazer esse ponto que eu acho que cobre algumas coisas que ficaram de fora até aqui e que expande essa noção de alma que eu trouxe para falar sobre a música focando não só no que é mais inatingível por conta da sociedade na qual a gente vive mas sim no que os artistas de hoje podem tentar buscar não
que eu vá dar essa resposta mas mas eu quero tentar explorar algumas possíveis sementes de respostas porque enquanto um consumidor pode sim escapar pro que foi feito no passado um artista também pode se inspirar eu acho que deve se inspirar no passado mas também precisa Estar atento ao que está acontecendo agora ao redor porque o artista ele é um tipo de profeta e não se encaminha pro Futuro estando preso no passado e eu quero trazer uma reflexão sobre o que é necessário para se Inovar naqueles elementos sobre os quais eu falei e que eu não
acho que isoladamente resumem o problema da música mas em alguma coisa a gente precisa Inovar e para isso eu quero pegar emprestado umas ideias da artista que mais me toca pessoalmente e é uma das mais inovadoras criativas isso é reconhecido por muitos outros grandes artistas que ainda está entre nós por mais que eu goste mais dos trabalhos mais antigos dela ainda assim ela continua uma força da natureza que é a biork e tem uma entrevista em que ela expressa esse seu desgosto pela arte que se propõe simplesmente em quebrar com o que veio antes é
interessante que ela cita o WY warel que eu falo sobre no vídeo sobre o Velvet Underground também porque ela discorda dessa visão de se descartar a tradição ou seja as raízes e interessante uma artista tão criativa tão inovadora falar sobre a tradição e sobre o passado mas é aí que a gente pode pensar no que é uma inovação vazia e o que é uma inovação realmente produtiva porque na arte nada se cria tudo se copia mas é aquilo copia mas não faz igual e se a gente não tem consciência das nossas raízes e do que
é que a gente tá copiando a gente vai fazer igual e a gente não vai fazer nada de muito interessante Mas também se a gente busca propositalmente descartar qualquer tipo de influência do passado o nosso trabalho se torna datado pouco profundo e gera pouca riqueza de interpretação não vai ter muitas camadas a biork tem fortes raízes culturais e ela também tem conhecimento de música clássica Ela estudou e ela conhece bem as regras o que a permite quebrar as muito bem é que nem o Picasso fazendo aqueles desenhos que parecem infantis mas ele não começou ali
essa ideia das raízes e da conexão presente e passado se liga também a essa ideia de integralidade que eu trouxe aqui para explicar o que seria a alma Então existe essa integralidade de uma cultura de uma sociedade então ter a voz de uma geração às vezes já pode ser suficiente para trazer uma que são interessante mas também existe o integrar a experiência humana de uma forma mais Ampla e mais Universal então ter um contato e um conhecimento das próprias raízes das influências que influenciaram as suas influências eu me interesso muito pela discussão sobre o cânone
na arte existem muitas perspectivas sobre isso mas eu penso nessa ideia do fio que liga um artista que foi influenciado por um artista que foi influ inciado por um outro artista também é interessante pra gente entender os fenômenos da música Eu acredito que a gente esteja preso num tipo de mentalidade hiper focada no presente até porque muita coisa acontece ao mesmo tempo então o que aconteceu semana passada já é antigo e a gente já tá num momento em que a gente se distanciou um tanto das origens que geraram essa música moderna ou música popular como
a gente conhece hoje em dia então o rock a música pop eles surgiram a partir de influências muito ricas que serviram de fonte para se combinar diferentes elementos e se criar novas linguagens musicais e eu realmente acho que a gente não tá mais nesse Ápice de criatividade talvez pelas Fontes estarem um pouco mais escassas o f que as raízes culturais o blues o Jazz a própria música clássica tudo isso culminou nesse fenômeno do século XX que marcou tanto a música e eu comentei sobre as microtendencias Então essa nossa nostalgia atual que faz com que sonoridades
e artistas e músicas de algumas Décadas atrás viralizem de repente tipo como a Kate bu que é uma arsta arsta da qual eu gosto muito viralizou também há um tempo atrás por conta daquela série mas o que acontece parece que se pegam algumas características mais superficiais da sonoridade dessas músicas deixa isso tudo um pouco mais limpinho com uma produção um pouco mais limpa e mais adequado às sensibilidades estéticas do momento atual mas não necessariamente volta mais lá atrás para entender realmente as fontes nas quais esses artistas vocês bebiam entender com mais profundidade do que se
tratava o fenômeno musical dessas épocas Então eu acho que se torna tudo muito derivativo hiper derivativo imitando a imitação da imitação da imitação Será que dá para gerar algo de novo assim e tem questões mais complexas ainda acho que a nossa própria formação artística cultural e não só aqui no Brasil eu tô focando no cenário internacional porque não é uma questão só daqui e falando das próprias letras das músicas uma formação literária e também até histórica um conhecimento de mitologia de arquétipo se você for analisar muita música legal que tinha ali por exemplo músicas do
The Doors elas tinham um peso simbólico arquetípico muito rico ligado a toda uma tradição da humanidade e eu tenho a impressão de que eu vejo menos e menos essas músicas mais atemp orais universalizantes que se conectam à experiência humana de uma forma mais essencial tem muita letra ou só Clichê genérica e com imagens pouco expressivas ou também algo que parece uma página de diário um desabafo mal lapidado mas é o que eu falei também isso pode ser o caso e ainda assim ter outros elementos inovadores e interessantes na música mas para quem foca em trazer
uma letra em interessante isso é essencial muito do rock do pop do século XX tinha essas influências de literatura literatura bit clássica Mas mesmo em letras mais não sense desafiadoras também pode se ter uma noção mais vívida de imagens que são impactantes e não clichês Eu quero fechar numa nota positiva eu acho ninguém sabe como vai se desenrolar o futuro é melhor a gente não se apegar nem ao ideia utópica nem uma ideia Apocalíptica de futuro e sim focar em aproveitar os pontos positivos do momento presente se a gente consegue ter esse escapismo e essa
nostalgia é porque a gente tem um acesso incrível a tudo que foi feito anteriormente e não só isso a gente tem acesso para tudo que tá sendo feito atualmente tudo de mais desconhecido e que tem menos chance de entrar no topo das paradas o desafio é individual de conseguir superar a própria passividade enquanto consumidor eu acho que nessa época o papel do artista se torna mais desafiador mas também mais necessário porque a gente precisa dessa integração dessa articulação de uma mitologia pros tempos atuais de um artista que busque uma integração do passado e do presente
e que nos mova em direção a um futuro melhor talvez essa seja uma parte importante do ou não Ou eu sou maluca se inscreve e dá like se você é maluco também tchau tchau