Olá, pessoal, todos bem? Como vocês estão? Tudo tranquilo?
Então, vamos começar hoje mais uma aula, aula número dois, dentro da unidade temática número um. A unidade temática número um intitulada O campo e a extensão, diálogos para uma universidade emancipatória, tem por objetivo compreender realmente o papel histórico e social da extensão universitária aqui no nosso país. também refletir criticamente sobre as possibilidades de construção de uma universidade emancipatória, além de analisar práticas extensionistas, né, que realmente aconteceram, acontecem e deram certo.
Então essa é a nossa grande unidade número um. E a aula de hoje, referente à unidade, ou melhor, a atividade número dois se chama Conceitos de Universidade Tradicional e Universidade Emancipatória, diretriz da extensão nas políticas públicas de educação superior. Esta é uma atividade, esta é uma aula bastante extensa, por isso nós resolvemos, né, dividi-la em duas partes.
Como assim, gente? Olha só, até coloquei ali no material de vocês. Vamos dividir para somar.
Então essa atividade ela vai ser organizada em duas frentes. A primeira a nossa videoaula, que vocês estão agora me assistindo, né? E a videoconferência que já está agendada, já está marcada aqui no sistema.
Então, na videoaula agora, a gente vai discutir especificamente as diretrizes da extensão nas políticas públicas do ensino superior, né? E na nossa videoconferência, se preparem, vamos conversar ao vivo, né? Conversaremos então sobre conceitos de universidade tradicional versus universidade emancipatória, tá?
Então juntos, videoaula com videoconferência, a gente cria, né, a atividade número dois dentro dessa unidade temática número um, tá bom? Certo, gente? Pessoal, antes de mais nada, lembrem de fazer a leitura dos materiais, né, que eu deixei aqui na plataforma.
Assistam os vídeos, assistam novamente, se necessário, façam as atividades, não esqueçam. Bora lá, então. Foi para conversar sobre diretrizes da extensão nas políticas públicas de educação superior.
Vamos começar pelo começo, né? Então vamos relembrar o conceito de extensão universitária, tá? Lembram da videoaula número um, onde a gente conversou sobre a importância do tripé, ensino, pesquisa e extensão dentro do conceito, dentro dos do do dos muros, né, da universidade.
É uma universidade só é feita, ela só eh cumpre seu papel social quando nós trabalhamos esses três, né? braços três membros concomitantemente, né? Eles são indissociáveis a partir de agora, né?
Então não basta eu apenas fazer ensino ou pesquisa, né? A extensão precisa estar aí, né? Costurando o nosso currículo, costurando as nossas disciplinas, costurando os nossos conceitos.
Fechou? Então, isso tudo nós conversamos na videoaula passada. Agora a gente tem que conversar mais a fundo sobre um marco legal e importantíssimo para o nosso país, que foi o Plano Nacional de Educação, o PNE, tá?
Esse plano nacional de educação, tá? Aprovado pela lei número 13. 0005.
005 de 2014, ele prevê uma meta, prevê várias metas, melhor dizendo, mas uma meta específica fala diretamente para nós, que é a extensão. Vejam só, vou colocar entre aspas porque eu, né, tirei na íntegra a frase do nosso PNE, assegurar no mínimo 10% do total créditos curriculares exigidos nos cursos de graduação em programas e projetos de extensão universitária, tá? Então, gente, agora não é mais se o curso de geografia achar importante, se o curso de engenharia achar interessante, se o curso de medicina acha bacana fazer extensão, ele faz não mais, tá?
Então agora está numa política nacional que 10% de toda a carga horária do curso deve estar então vinculada à extensão, um, né, das partes, um dos membros do nosso tripé, tá? E por que então o governo federal fez esse plano, né, fez especificamente essa meta? A ideia é integrar pessoal cada vez mais a universidade com a sociedade, tá?
O que acontece dentro da universidade precisa afetar a sociedade. O que tá acontecendo na minha sociedade precisa afetar a minha universidade, tá? Então, antes nós tínhamos dois grandes polos, né?
Cada um num canto, né? Cada um separado por um muro, um grande muro, né? Agora a gente não pode mais, né?
Os cursos de graduação precisam circular na universidade, a sociedade precisa invadir as nossas universidades, né? Porque não faz sentido, né? Andar esse esses dois polos, né?
Ficarem separados. Então não existe isso a partir de agora. E tudo isso, pessoal, é é um dos papéis da extensão, né?
A formação cidadã de quem? Principalmente de vocês. Essa é uma preocupação que a universidade tem hoje, né?
Formar excelentes profissionais técnicos, mas também humanos, tá? onde muito vocês vão aprender, né, dessa humanidade quando vocês vão olhar a sociedade, tá? Muitas vezes o o livro, né, os livros nos mostram e nos ensinam muitas técnicas, né, muitos procedimentos.
Ótimo, tá? Mas o que a sociedade pode nos ensinar, tá, muitas vezes não está escrito num destes livros que estão, por exemplo, atrás de mim, tá? Então essa é a importância, né, deste plano nacional de educação, em especial, né, a meta 12.
7, tá bom? Porém, gente, essa meta, né, esse plano, ele nasce, né, ali em 2012, 2014. Só que quando foi divulgado, todas a todas as universidades, todas as pró-reitorias, todas as reitorias começaram a questionar, tá, mas como é que eu vou fazer isso?
Talvez eu nunca fiz isso, né? Qual a orientação? O que que eu, né, por onde começar?
Me ajuda, né? Me ajuda, MEC, me ajuda, governo federal. Pois então, em 2018 nós criamos uma resolução.
Conselho Nacional de Educação, em especial o Conselho de Ensino Superior, criou a resolução número 7 do ano de 2018, que fala, que nos mostra como a curricularização da extensão deve acontecer lá no curso de geografia, lá no curso de biologia, lá no curso de medicina, assim por diante, tá? Então, a partir de agora e cada vez mais forte, então a extensão deve se fazer parte dos currículos de graduação, tá? Ou seja, o que eu falei, né?
Eu dei como meta um objetivo talvez distante lá na meta 12. 7, lembram? Agora tem que ser efetivado.
E quais os impactos, né? O que que o Conselho Nacional de Educação espera, né? espera eh com, né, essa resolução.
Primeiro, aumentar, ampliar o vínculo entre comunidade e universidade. Eu quero aumentar esse vínculo. Talvez ele já existisse, né?
Algumas universidades já tinham esse vínculo bastante forte ou interessante, tá? Mas talvez algumas, né? E agora eu quero todas, tá?
Todas as instituições de ensino superior, né, devem fazer este vínculo entre esses polos, tá? Outra, a inserção dos estudantes em realidades sociais reais, concretas, né? Então, a extensão faz justamente esse movimento, né?
OK. a gente fazia a leitura técnica, mas a extensão quer mostrar para vocês, estudantes, a realidade do município onde vocês vivem, a realidade onde cada um de vocês habita, a realidade do bairro onde vocês saem todo dia para trabalhar, para estudar, para fazer lazer, né? mostrar a realidade da nossa região, né, como um todo.
Então essa é a grande questão, inserir vocês, estudantes, olha o que eu usei a palavra, em situações reais, concretas, concretas, tá? E claro, tudo isso visando uma formação cada vez mais ética, cada vez mais crítica, né? Uma visão crítica social, né?
Queremos formar um excelente exímio cidadão, cidadão, tá? Tanto é que eu selecionei, deixei no material aqui para vocês, gente, na plataforma, quais são os artigos mais interessantes ou que vão falar assim, ó, diretamente para nós ou sobre nós, né, enquanto ensino superior, tá? Dentro dessa resolução número sete, observem.
ouçam, tá? O artigo quarto quarto desta resolução. Vou ler.
As atividades extensão devem compor no mínimo 10% do total da carga horária curricular estudantil nos cursos de graduação, as quais deverão fazer parte da matriz curricular dos cursos, tá? Então, eu não sei se vocês perceberam, mas nós temos, a nossa disciplina tem essa palavrinha, extensão, né? Então, vejam só, a nossa disciplina se chama trabalho de campo em geografia, introdução à extensão.
Vocês terão várias outras disciplinas onde a extensão vai estar presente. Vai estar presente justamente pra gente compor no mínimo 10% da carga horária total do nosso curso. Olha só o artigo sétimo, tá?
Porque as universidades começaram a questionar, mas o que que é uma extensão? O que que é uma, né, uma disciplina de extensão? Que que é isso?
Olha o artigo sétimo. São consideradas atividades de extensão as intervenções que envolvam diretamente as comunidades externas às instituições de ensino superior e que estejam vinculadas à formação do estudante nos termos desta resolução e conforme normas institucionais próprias. Gente, percebam a palavra comunidade, comunidade externa.
Então, não é, não são ações que vão ficar restritas a uma disciplina, né? Vocês precisam, né, chegar na comunidade, tá? precisam chegar na sociedade.
Olha o artigo, gente. Ouçam o artigo oitavº. As atividades tensionistas, segundo sua caracterização nos projetos políticos pedagógicos dos cursos, se insere nas seguintes modalidades.
Então, o MEC, o Conselho Nacional de Educação, dá cinco modalidades de práticas extensionistas. Primeiro pode ser um programa de extensão, né? Então, um programa ele é algo maior, né?
Que talvez tenha uma duração de 1 2 3 4 5 anos. Ou pode ser opção dois, um projeto, né? Então eu posso desenvolver no meu curso um projeto de extensão.
Geralmente um projeto aí perdura um ano, por exemplo, tá? Ou então, terceira opção, eu posso ofertar cursos e oficinas. Então é algo bem bem prático, né?
Então vamos fazer três encontros. Não, não. Nós vamos fazer uma prática extensionista que vai perdurar o mês de janeiro e vai durar cinco encontros, cinco oficinas.
Ótimo. Ou quem sabe eu posso fazer a quarta opção, que são eventos. Então, de repente, a gente pode fazer um evento e convidar a sociedade para entrar na nossa universidade, para entrar no nosso curso.
E e o contrário é verdadeiro, né? a gente participa de eventos municipais, eventos de bairro, de comunidade, levando, né, o ensino superior até essa realidade. E por fim, quinta opção, dentro do artigo 8, prestação de serviços.
dependendo da necessidade, uma comunidade pode necessitar de um serviço. E nós, universidade, nós enquanto curso de geografia, nós podemos e temos capacidade técnica de auxiliar, né, de solucionar talvez este anseio comunitário. Então, uma destas cinco opções a gente pode oferecer extensão universitária.
Agora observem o próximo artigo, o artigo 9º. Nos cursos superiores, na modalidade à distância, olha só, agora exclusivo para vocês, exclusivo para nós, né, que estamos aqui nesse curso de geografia, licenciatura e e, tá? As atividades de extensão devem ser realizadas presencialmente em região compatível com o polo de apoio presencial, no qual o estudante esteja matriculado, observando-se no que couber as demais regulamentações previstas no ordenamento próprio para oferta da educação à distância.
Então, mesmo a gente estando boa parte do nosso curso, né, separados muitas vezes por uma tela, né, a extensão também precisa acontecer. E obviamente que ela não vai acontecer assim, né, desta forma virtual, ela vai acontecer de forma presencial. Agora está previsto também nessa nossa legislação que a gente tá analisando agora, como nós enquanto universidade podemos avaliar se um projeto de extensão foi legal, se uma oficina de extensão foi bacana, se um programa de extensão deu resultado positivo.
Então, o artigo 10º prevê o seguinte: Em cada instituição, a extensão deve estar sujeita a contínua autoavaliação crítica, que se volte para o aperfeiçoamento de suas características essenciais de articulação: ensino, pesquisa, formação do estudante, qualificação docente, relação com a sociedade, participação dos parceiros, e outras dimensões acadêmicas, institucionais, que daí são eh podem ser, né, específicas a cada instituição dentro do nosso país. Então isso é bacana, gente. Eu não vou fazer uma atividade extensionista a fazer por fazer, né?
Não, eu tenho que pensar, né, nesse pré extensão, o projeto de extensão, atividade extensionista e o pós com processo de avaliação. Agora, no artigo 17, né, eu pulei lá pro final da resolução, olha o que diz, gente. Porque um uma grande preocupação na época foi, por exemplo, nossa, nós somos uma universidade pública, né?
Talvez a gente não tenha dinheiro para fazer um grande evento, a gente não tem, né, material para fazer uma grande atividade extensionista. Pois então, olha só o artigo 17. As atividades de extensão podem ser realizadas com parceria entre instituições de ensino superior, de modo que estimule a mobilidade interstitucional de estudantes e docentes, tá?
Então nós não estamos sozinhos, tá? Então dependendo da necessidade ou da especificidade, nós podemos aí buscar parcerias institucionais, né? montar um programa, uma atividade bem bacana, envolvendo duas universidades, uma universidade, um Instituto Federal, né?
Então, sem problema nenhum, tá? E agora vem uma questão importante, né? Porque isso, né, a gente sempre tem uma grande dificuldade com prazos, né?
Com prazos, tá? Isso tá na legislação, mas eu tenho eu tenho que fazer quando, né? amanhã ou deixa o tempo passar, eu talvez nem faça.
Pois então, está prevista nesta resolução que, olha o artigo 19º, as instituições de ensino superior terão o prazo de até 3 anos a contar da data de sua homologação para a implantação do imposto nestas diretrizes. Então, gente, essa resolução foi aprovada em 2018, teve uma retificação em 2019. Então, nós temos 2020, 21, 2022, nós, né, foi o nosso prazo limite para realmente institucionalizar a extensão ou curricularizar a extensão em todos os cursos superiores do nosso país, certo?
Só que só que nós entramos aí com alguns desafios, né? Então nem tudo é, né? Só coisa linda, maravilhosa, perfeita, zero defeitos, né?
Nós temos alguns desafios, por exemplo, a resistência de docentes e cursos na implementação, tá? Então a gente sabe que não é tão simples assim, né? Talvez mais simples é eu pegar e dar uma aula teórica, né?
Pegar vir aqui, ó, né? eh, vamos ler o livro X, vamos montar um PowerPoint e, né, feito o brick, tá? É muito mais simples, né?
Fazer extensão é muito mais complexo, é muito mais complexo. Por quê? Porque eu vou me desacomodar para começo de conversa, né?
Vou dizer desacomodar ã meus estudantes, vou desacomodar, né? Aquela minha disciplina que tradicionalmente trabalhava de um modo X, agora vai ter que trabalhar de um modo Y. Então, há uma resistência sim entre nós, docentes, né, e instituições também, tá?
Existe hoje uma necessidade, um grande desafio eh na, né, no planejamento institucional, né, na implementação na raiz, na instituição como um todo, né, porém a gente sabe que existem excelentes exemplos de boas práticas nas universidades públicas, né? E é isso que a gente vai conversar mais tarde, né, lá na parte eh eh três, né, da nossa unidade, né? Então, é desafiador, é, né?
Mas é uma oportunidade assim, ó, linda, perfeita, pra gente realmente observar a interdisciplinaridade acontecendo, a inovação social acontecendo, né, a formação humana para além da universidade. Então, é desafiador, sim, né? Mas a gente tem perspectivas bacanas aí para paraa gente enfrentar e a gente consegue, tenho certeza que sim.
Tá, pessoal, tá? Indo pros finalmentes, deixei disponível aqui para vocês, né, para vocês acessarem então dois materiais, o Plano Nacional de Extensão Universitária, a leiam, baixem, acessem esse material. Essa resolução que eu acabei de conversar com vocês, acessem ela, por favor, tá?
Ela é muito importante, tá? Bem importante mesmo. Além disso, por favor, façam a leitura deste artigo que eu selecionei para vocês.
É um artigo leve, tranquilo, bacana, mas muito importante aí para vocês realmente compreenderem, né, o que é a extensão e como ela tá acontecendo dentro das universidades. Para vocês começar a entender o para onde nós iremos, né, com a nossa disciplina. Pessoal, não esqueçam, por fim, de fazer as nossas atividades.
A atividade avaliativa já está no ar. Não esqueçam, não esqueçam, não esqueçam. Fechou?
Nossa próxima parada, nossa próxima aula, então é a videoconferência. Quero ver vocês aí, né, ao vivo, todo mundo junto, para conversar então sobre os conceitos sobre universidade tradicional versus uma universidade emancipatória. Então, vejo a hora de de ver todos vocês aí.
né, nas janelinhas dentro aí da nossa aula virtual, tá bom, pessoal? Um beijo grande, se cuidem, se tiverem dúvidas me chamem e eu fico à disposição. Um grande abraço e até a próxima.
Ciao. Ciao.