Olá pessoal na aula de hoje eu vou falar para vocês sobre a síndrome cólica nos equinos bom primeiro o que que é uma síndrome cólica se entende-se como síndrome cólica qualquer quadro de dor que envolva qualquer órgão dentro da cavidade abdominal então qualquer dor abdominal a gente chama de síndrome cólica alguns autores classificam essa síndrome em cólica verdadeira e cólica falsa o que que seria isso eles acreditam que a cólica verdadeira é aquela que tem como origem qualquer órgão do trato gastrointestinal e as cólicas falsas são aquelas que T como origem um ponto de dor
em qualquer outro órgão da cavidade abdominal que não seja do trato gastrointestinal bom Quais os fatores predisponentes que tem que os equinos TM que fazem com que essa espécie tenha muito seja muito predisposto a essa síndrome có primeiro toda a anatomia e fisiologia dos equinos ela foi adaptada e evolutivamente para um tipo de de situação que seria o Equino pastejando grande parte do dia eh convivendo em rebanho pastejando selecionando somente aquelas graminhas de melhor qualidade a partir do momento que o ser humano intervém e coloca esse animal numa baia fornecendo alimento às vezes uma duas
três vezes ao dia somente sobrecarregando em quantidade de concentrado de alimentos fermentáveis ou usando volumosos de baixa qualidade e também submetendo esses animais a condições estressantes todos esses fatores Associados a essa anatomia que tem suas particularidades fazem com que a espécie seja mais predisposta a essa síndrome cólica algumas particularidades da anatomia que fazem isso os equinos têm um estômago relativamente pequeno pro tamanho do corpo Então faz com que seja mais fácil que esses animais sofram de uma compactação gástrica por exemplo no intestino grosso ele é muito amplo e relativamente solto dentro da cavidade e ele
tem alguns pontos de eh redução do calibre da luz desse órgão que facilita as compactações como as flexuras diafragmática external flexura pélvica a transição do Colon direito pro Colon transverso que também são é outro ponto de estrangulamento o intestino delgado Muito extenso jejuno muito extenso e relativamente livre dentro da cavidade que facilita a ocorrência das torções Então são pequenas eh características anatômicas que associadas a erros de manejo pode levar esse animal a desenvolver a síndrome cor bom e quais são esses erros de manejo Quais são esses fatores predisponentes por exemplo o manejo alimentar quando a
gente alimenta esse cavalo que deveria estar pastejando aí por volta de 20 horas por dia alimenta ele duas três vezes ao dia no máximo esse esse animal ingere uma grande quantidade de alimento num curto período de tempo então Isso facilita a ocorrência de uma compactação gástrica Por exemplo quando a gente oferece um alimento inadequado um volumoso inadequado por exemplo aí um um alimento que leva muita cólica Por compactação que é o capiaçu Às vezes a proprietário corta esse capiaçu já passado né já mais envelhecido esse capim e ele contém muitas fibras E aí ele tritura
esse alimento fornece pro cavalo o cavalo ingere essas fibras grosseiras e Isso facilita a ocorrência de compactação quando se usa silagem na alimentação por exemplo a silagem fermenta com facilidade então facilita a ocorrência de cólicas aí por timpanismo por distensão gasosa desses do intestino outra situação é o fornecimento de rações concentradas às vezes em volume inadequado ou em momento inadequado que facilita a ocorrência aí de uma dilatação gástrica de uma acidose de uma liberação de LPS que leva inclusive até uma laminite Então são pequenos erros de manejo de alimentação que levam a desenvolvimento da síndrome
có outra situação animal que tem alguma afecção dentária que impeça dele fazer a trituração correta do alimento essas fibras muito grosseiras levam a compactação e as verminoses as verminoses podem atuar tanto causando obstrução intraluminal por conta de esse do grande quantidade de parasitas e elas também alteram a motilidade e às vezes até irrigação a chegada de sangue no intestino desenvolvendo a síndrome cólica alguns medicamentos alteram a motilidade intestinal por exemplo os sedativos eles reduzem a motilidade Isso facilita a ocorrência de compactação outros fármacos às vezes aumentam a motilidade levam uma cólica por hipermotilidade a ingestão
de Areia a sablose nos equinos o excesso de ingestão de areia pode também levar a síndrome cólica animais dependendo da fase reprodutiva podem sofrer com síndrome cólica também nos garanhões nos cavalos inteiro é comum a ocorrência da eh mais são mais predispostos à ocorrência da herna ign escrotal que é quando o intestino sai pro pro escroto e fica encarcerado geralmente o que a gente recupera no histórico esse que esse animal acabou de cruzar acabou de montar uma égua E aí nessa situação ocorre a hne e logo depois ele desenvolve a síndrome eh água de má
qualidade às vezes leva a redução da ingestão de água e o animal desidrata mais esse conteúdo intestinal favorecendo a compactação animais que têm alguma afecção dolorosa principalmente do sistema locomotor a dor faz reduzir também a motilidade Isso facilita as compactações e que que a gente tem de sinal Clínico associado a síndrome cólica Quando que a gente olha para um cavalo e suspeita que ele tá com síndrome cólica primeiro esse animal começa a alterar o comportamento de início ele para de ingerir alimentos ou água ou reduz o consumo às vezes se afasta do rebanho fica mais
quieto num canto diminui a atividade geralmente ocorre aumento da frequência cardíaca e frequência respiratória o animal passa a ter uma expressão facial que indica dor então Eh narinas contraídas as orelhas caídas o olho ali com uma expressão de dor eh e esse animal que é mais característico da síndrome cólica ele começa a cavar ou patear que é bater a mão no chão assume uma posição de cavalete que é ele afastar os membros torácicos paraa frente e os pélvicos para trás para tentar aliviar a pressão do abdômen e também é comum que esses animais fiquem olhando
pro flanco por conta dessa dor e às vezes deitam e tentem enrolar Então isso é bem característico da síndrome cole dependendo da intensidade da dor Esses animais chegam a se jogar mesmo no chão cai e isso também pode levar à ocorrência de fraturas eh apresentam sudores e fasciculações dependendo da síndrome cólica do que que tá causando aquela afecção pode haver distensão abdominal e geralmente toda a síndrome cólica é acompanhada de desidratação e aí vai ser em maior ou menor grau dependendo da afecção às vezes Esses animais dependendo da dor eles começam a morder o abdômen
praticam essa aut mutilação e às vezes fazem a mímica de defecação ou de mixão por conta dessa dor bom e como que a gente chega ao diagnóstico O que que a gente suspeita de síndrome cólica primeiro a gente obtém aí pela anamnesia alguns dados e depois faz o exame Clínico do animal e aí juntando isso tudo a gente vai estabelecer o nosso diagnóstico na anamnese O que que a gente precisa buscar o histórico médico se esse animal Já teve alguma afecção relacionada a síndrome cólica ou qualquer outra afecção como que foi feito os tratamentos Porque
alguns fármacos podem alterar a motilidade do trato gastro intestinal e elevar a síndrome cólica se existe chance de ingestão de areia ou de algum de corda de sacolinha de plástico que funciona com um corpo estranho ali no intestino e causa obstruções como que é a alimentação Qual que é a qualidade desse alimento Qual que é o volume qual como que ele é fornecido pro animal como que é ingestão de água se houve alguma mudança de manejo como que é a prática de exercícios desse animal se houve uma aumento ou redução dos exercícios que esse animal
é submetido como que é feito o manejo odontológico para prevenir aquelas alterações dentárias que podem levar a síndrome cólica e se esse animal a partir do momento que ele começou a apresentar esses sinais clínicos se algum tratamento foi realizado e Qual tratamento que foi realizado bom partindo pro exame físico como que que fatores que a gente avalia primeiro a gente vai fazer inspeção visual do animal para identificar alterações é ideal que essa inspeção seja feita tanto com animal livre em baia ou Piquete e com ele contido no tronco Porque alguns sinais esse animal vai expressar
mais quando ele tá contido ou mais quando ele tá solto tá que que a gente olha con formação do abdômen o abdômen mais distendido dorsalmente geralmente tá associado aos a afecções com acúmulo de gás um abdômen muito distendido como um todo pode indicar uma obstrução total de alguma parte do intestino que leva esse acúmulo de gás e ingesta o abdômen distendido somente na parte ventral pode estar associada a compactações de Colon maior sem essa obstrução total que leve ao acúmulo de gás são alterações que a gente pode associar a a essas síndromes a a essa
síndrome e a essas afecções são dezenas de afecções que podem levar a síndrome cólica e aí essas pequenas alterações a gente consegue direcionando mais pro diagnóstico de uma afecção ou de outra tá a gente observa também aquelas expressões faciais aqueles comportamentos compatíveis com dor abdominal e é sempre a gente a gente tem que fazer toda essa avaliação depois que a gente usar analgésicos depois que a gente estabelecer o tratamento e ao longo desse tratamento para verificar se tá havendo melhora ou piora desse animal a gente também afere alguns parâmetros rotineiramente faz a escuta cardíaca e
respiratória tanto para avaliar a qualidade dos sons quanto para avaliar frequência cardíaca e frequência respiratória o aumento dessas frequências geralmente está associado aí à presença de dor também a fé a hidratação estima a desidratação desse animal pra gente entrar com a fluidoterapia que é uma das bases do tratamento da síndrome cólica a fé temperatura corporal porque a gente tem algumas afecções infecciosas que levam a síndrome cólica e a gente pode diagnosticar e eh suspeitar por essa alteração de temperatura e sempre fazer essa reavaliação após aí a implementação do tratamento e ao longo desse tratamento a
gente deve fazer também de rotina a os cuta abdominal que a gente Disc discutiu lá em semiologia como que ela é feita Quais são os quadrantes e o que que a gente avalia em cada quadrante deve ser criteriosa a gente sempre deve repetir ela ao longo do tratamento para ver alguma modificação que indique melhora ou piora do nosso paciente eh outra etapa importante tanto do nosso exame físico para estabelecer o diagnóstico como uma etapa pra gente realizar o tratamento é a sondagem nasogástrica quando a gente faz a sondagem nasogástrica a gente consegue estabelecer o diagnóstico
de algumas afecções por exemplo as distensões gástricas as sobrecargas gástricas ou as situações que T refluxo do intestino delgado pro estômago a gente já consegue diagnosticar pela sondagem E aí a gente faz o tratamento já de uma vez que é o esvaziamento ali dessa estrutura então é uma etapa extremamente importante que sempre deve ser feita em todos os casos que a gente suspeitar de síndrome cólica Porque serve tanto pro nosso diagnóstico quanto pro nosso tratamento seja o esvaziamento do conteúdo ou a administração de algum fármaco outra etapa que pode ser realizada é a palpação transretal
que é uma importante ferramenta de Diagnóstico a gente deve saber reconhecer as estruturas normais né saber ter um bom conhecimento de anatomia do animal e ela serve aí pra gente estabelecer alguns diagnósticos ou descartar algum algumas outras afecções que que a gente tem que garantir que esse animal esteja adequadamente contido e que tenha uma boa lubrificação para eu fazer essa palpação se eu não consigo garantir esses dois pontos é melhor que eu não faça essa palpação do que eu coloque a vida do animal em risco ou a minha vida em risco quando eu tô fazendo
esse exame e aí a gente tem e os exames complementares além do exame físico que pode auxiliar a gente a estabelecer algum diagnóstico para esse animal descartar algum diagnóstico ou a estabelecer o prognóstico e as indicações de tratamento eh a gente pode fazer exames de Patologia Clínica por exemplo abdomen centese eu coleto o líquido abdominal e avalio ele um líquido abdominal que tem por exemplo e material e conteúdo intestinal com sangue ali pode me indicar por exemplo uma ruptura de órgão e isso é indicativo de necessidade de eutanásia já não tem mais como eu fazer
um tratamento clínico e até um tratamento cirúrgico para cuidar desse animal então uma importante ferramenta que auxilia a gente tanto a estabelecer diagnósticos quanto a estabelecer se existe necessidade de cirurgia ou de eutanasia desse paciente outros exames que a gente pode usar é a ultrassonografia que é excelente para avaliar o posicionamento e distensão de de partes aí do trato gastrointestinal dos equinos é uma ferramenta muito utilizada hoje na clínica de equinos Então ela exige um bom conhecimento de anatomia e de uso do ultrassom Mas é uma ferramenta interessante pra gente estabelecer Diagnósticos do animal outros
outros exames de imagem podem ser usados também como a radiografia a laparoscopia que já é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo e também pode ser usada a endoscopia para avaliação por exemplo do ôo e do estômago bom e uma vez que a gente faz a anamnese exame físico e os exames complementares a gente ou vai chegar ao diagnóstico da afecção que tá levando a síndrome cólica ou o que é mais importante a gente tem que identificar se esse animal precisa de tratamento médico de tratamento Clínico ou se existe a necessidade de intervenção cirúrgica Esse é um
ponto importantíssimo no tratamento dos animais com síndrome cólica porque o tempo entre a instalação do quadro e o tratamento adequado é imprescindível aí é um determinante do que se esse animal vai sobreviver ou se ele vai ter sequelas Depois dessa afecção então se é cirúrgico eu tenho que encaminhar pra cirurgia o mais rápido possível como que a gente faz essa indicação cirúrgica que alterações que indicam pra gente a necessidade de cirurgia por exemplo a dor persistente ou recorrente não responsiva a analgesia como que é a escala de analgesia que se usa rotineiramente aí na síndrome
Cora o fármaco mais utilizado para analgesia visceral é o flunixin tá quando o flunixin não segura essa dor quando ele não é suficiente o próximo que a gente geralmente usa são os opioides como o butorfanol ou a morfina a morfina tem a desvantagem de causar redução da motilidade tá se esse fármaco também não segura a gente lança a mão dos alfa2 agonistas como a xilazina e detomidina que também tem boa analgesia visceral desvantagem ela prejudica ainda mais a motilidade do trato gastro intestinal que que a gente ende aí como dor persistente recorrente eu não ir
responsivel se eu fiz o flunixin e dentro aí de seis a 8 horas esse animal voltou a ter dor ou eh a partir do momento que eu administrei eu fixim não houve nenhum alívio de dor a gente já entende isso como dor não responsiva e é grande a chance desse animal necessitar de cirurgia tá então se eu precisei usar butorfanol grande chance de ser cirúrgico se eu precisei usar xilazina provavelmente é cirúrgico se eu usei o flunixin não resolveu ou o animal voltou a sentir dor menos de 8 horas aí após a administração grande chance
de ser indicação cirúrgica quando existe deterioração do Estado fisiológico desse animal apesar do tratamento Clínico o que que isso me indica que o tratamento Clínico não tá sendo eficiente então se eu tenho um animal que tá piorando a condição de dor que tá piorando a desidratação que tá piorando as alterações circulatórias tá isso me indica uma deterioração do Estado fisiológico E aí que que isso me indica que ou o meu tratamento Clínico está errado ou que o tratamento Clínico não vai ser suficiente e eu preciso operar esse animal quando eu tiver intestino delgado distendido e
sem motilidade isso pode ser diagnosticado pela palpação ou pela ultrasonografia essa alteração geralmente tá associada a processos de obstrução total de intestino delgado ou de torções encarceramentos de intestino delgado essas afecções necessitam de intervenção cirúrgica quando eu suspeito ou confirmo o diagnóstico de óo ou de corpo estranho eu preciso fazer a cirurgia para retirar essas estruturas da Luz intestinal quando existe distensão abdominal progressiva e responsiva ao tratamento Clínico o que que isso me indica tá muito associada a torções deslocamentos com obstrução total da Luz de algum órgão Qual órgão que acumula mais gás principalmente colo
maior e seco tá então geralmente quando eu tenho essa distensão abdominal grave e progressiva eu tenho distensão desses órgãos e o que que isso me indica que existe uma prejuízo no trânsito desses órgãos ou que algum órgão à frente como Colon transverse colo menor está obstruído impedindo a passagem do gás e aí ele se acumula para trás ali dentro do intestino Então se tem essa distensão grave progressiva me indica obstrução total que necessita de tratamento cirúrgico na maioria dos casos quando existe refluxo gástrico persistente vindo lá do intestino delgado isso ou me indica a de
intestino delgado com obstrução total que necessita de intervenção cirúrgica ou compactação muito extensa de Colon maior ou de seco que impede o fluxo do intestino delgado também necessita de intervenção cirúrgica quando é suspeito de deslocamento de Colon maior exceto no caso da encarceramento né Flu esplênico que geralmente o tratamento é Clínico ou deslocamento de seco e aí também necessita da intervenção cirúrgica quando esses esses órgãos se deslocam e sofrem torção ou vlv a necessidade é cirúrgica pro tratamento quando eu tem alguma alteração de líquido abdominal na abdominocentese que indique sofrimento de alça intestinal também isso
me indica a necessidade de cirurgia e sempre que a gente tiver na dúvida a gente tem que considerar o que que é pior eu fazer uma intervenção cirúrgica às vezes desnecessária ou eu fazer uma intervenção cirúrgica tardia uma intervenção cirúrgica desnecessária o animal provavelmente ainda vai sobreviver na intervenção cirúrgica tardia a chance de óbito desse animal é muito maior Então sempre que eu tiver fazendo um atendimento a campo e eu tiver na dúvida se é Clínico ou é cirúrgico é interessante que eu encaminhe esse animal para centro cirúrgico mais próximo E aí nesse centro cirúrgico
esse animal pode ser acompanhado e se se diagnosticar a mesma necessidade de intervenção cirúrgica ele pode ser operado o mais rápido possível tá então na dúvida quando tiver atendendo um caso de cólica se é cirúrgico ou Clínico encaminhe para um centro cirúrgico antes que seja tarde demais bom e uma vez que a gente estabelece o diagnóstico ou a gente estabelece um uma suspeita de de Diagnóstico a gente instaura o tratamento médico se é cirúrgico a gente encaminha paraa cirurgia se o tratamento é médico Quais são os princípios desse tratamento o tratamento da síndrome cólica não
é uma receita de bolo porque como eu falei existem desen denas de afecção que levam a síndrome cólica tá então esse tratamento deve ser adaptado a cada situação a cada animal mas existe alguns princípios básicos no tratamento da síndrome cólica que vão ter que ser seguidos na maioria dos casos Quais são esses princípios primeiro sondagem por via nasogástrica então a gente sonda esse animal como eu falei isso serve para diagnóstico e para tratamento no tratamento O que que a gente faz a gente faz a lavagem gástrica a gente retira Tod esse conteúdo gástrico se for
uma distensão gástrica a gente já consegue resolver o quadro e mesmo que não seja uma afecção gástrica quando a gente faz essa lavagem o ideal que a gente utiliza Inclusive a água morna essa lavagem estimula a motilidade todo o trato gastro intestinal então mesmo que não é uma afecção gástrica eu lavando esse estômago se é por exemplo uma compactação uma sobrecarga de cola maior ou de seco esse estímulo da motilidade pode ajudar a resolver o quadro Além disso essa sondagem essa sonda nasogástrica vai servir para administração de fluidoterapia interal e administração de medicamentos outro princípio
básico que deve ser seguido em todo caso de síndrome cólica é a hidratação Esses animais vão estar deshidratados em maior ou menor grau tá afecções estrangulante ou de obstrução que envolvam o intestino delgado sempre levam quadro de desidratação muito grave tá e outras afecções podem levar um quadro de desidratação mais mais Branda mas esse animal geralmente vai estar desidratado Então a gente tem que estabelecer Qual que é a porcentagem de desidratação Qual que é a taxa de manutenção e qual que a taxa de reposição de perdas fazer esse cálculo de fluidoterapia e administrar os fluídos
além de corrigir a desidratação e fazer a manutenção desse desses fluídos corpóreos do animal a gente precisa hidratar o conteúdo intestinal para desfazer as compactações e melhorar o trânsito intestinal e resolver a maioria da síndrome das dos quadros de síndrome cólica então geralmente a gente faz uma fluidoterapia numa taxa maior do que necessita para corrigir desidratação manutenção e perdas para sobrar fluído para hidratar esse conteúdo intestinal e assim desfazer as compactações com decado de compactação essa fluidoterapia a gente vai decidir de acordo com o quadro do animal se eu preciso usar cristaloides ou coloides se
são se eu vou usar fluidos isotônicos hipertônicos ou hipotônicos aquela discussão que a gente teve lá na aula de fluidoterapia e a gente vai decidir se vai fazer essa hidratação por via parenteral ou enteral ou uma associação das duas grande vantagem da fluidoterapia interal no caso da síndrome córi os cavalos são animais grandes então a gente vai precisar geralmente de muitos litros de fluído para hidratar esse animal quando a gente faz a parenteral intravenosa isso sai muito caro então quando a gente faz a interal a gente consegue reduzir muito o custo de terapia desse animal
Além disso a fluidoterapia interal elas TM uma ela atua muito estimulando a motilidade do trato gastro intestinal então além de hidratar esse animal de ter baixo custo ainda estimula motilidade Então são muitas vantagens associadas quando que eu não posso usar a fluidoterapia interal quando eu tiver um animal com diarreia porque ele não vai conseguir absorver esses fluídos e às vezes pior o quadro de diarreia e quando eu tiver um um quadro de obstrução Total estou suspeitando de uma obstrução total da luz do órgão porque que todo esse fluído que eu jogar não vai passar e
vai só vai causar distensão eh das vias digestivas e dor nesse animal então nesses casos eu não usa fluidoterapia interal também em caso de desidratação Severa de 10 a 12% a gente opta primeiro pela hidratação parenteral que vai promover uma um aumento da volemia mais rápido do que hidratação enteral Outro ponto importante do tratamento de síndrome cólica é que esses animais estão com dor eu preciso controlar essa dor que que a gente usa para controlar a dor primeiramente a gente usa os zines como primeira escolha dentro do zines o flunixin meglumine é o que vai
promover a melhor analgesia visceral dentro desse do dessa dessas escolhas que eu tenho de antiinflamatório ne esteroidal e ele tem Menos efeitos colaterais quando comparado por exemplo ao Buscopan que é a associação de ocina com de pirona então excelente analgesia visceral muito cuidado com a dose frequência de utilização para eu não causar uma úlcera gástrica uma lesão renal ou hepática e ocine de pirona que situação que eu vou usar esses fármacos são indicados somente em situações que eu tenho cólica por hipermotilidade por aumento da motilidade se eu usar esses fármacos no animal que tem cólica
por outro motivo uma compactação uma hipomotilidade ele vai atrapalhar meu tratamento porque ele vai praticamente zerar a motilidade do trato gastrointestinal desses animais tá então somente em caso de có espasmódica nas outras síndrome cólicas eu vou usar o flunixin meglumine maxican firocoxib fenilbutazona não tem boa analgesia viceral se eu fiz flunixin meglumine não foi suficiente para causar analgesia o animal ainda tá com dor eu tenho que considerar a necessidade de intervenção cirúrgica tá usei eles a intervenção cirúrgica não é uma possibilidade naquele momento ou não é uma possibilidade de forma nenhuma o animal ainda tá
com dor eu tenho que controlar essa dor porque quando esse animal sente dor ele se machuca ele se joga no chão ele rola e a dor prejudica ainda mais a motilidade do trato gastrointestinal que que eu faço agora flunixin não resolveu vou usar ioca com Dipirona nunca se não for cólica espasmódica não vou usar depois do flunixin a gente tem os opioides butorfanol ou morfina vou usar eles para promover analgesia tá morfina reduz bastante a motilidade butorfanol reduz menos mas pos pode ser usado Aí dependendo da necessidade tá não foram suficientes a gente pode associar
o uso aí dos Alfa do agonistas que S xilazina e detomidina que eles são sedativos Mas eles têm uma excelente analgesia visceral Só que reduzem ainda mais a motilidade do trato gastrointestinal tá mas se esses não foram suficientes para controlar a dor eu posso lançar a mão desses alfa2 agonistas já organizando para esse animal ir pra cirurgia então que eu falei isso é o básico do tratamento de síndrome cólica sondagem nasogástrica com lavagem gástrica fluidoterapia e controle de dor tá maioria dos dos casos de das afecções que levam a síndrome cólicas vão ter como base
esse tratamento além desse tratamento dependendo da afecção a gente pode fazer outras terapias por exemplo naquelas afecções que eu suspeito de compactação de colo maior de compactação de seco de compactação de colo menor eu tenho in gesta muito compactada ten redução da motilidade eu posso usar os laxantes que vão promover a hidratação dessa ingesta ou que vão fazer com que essas ingesta deslize com mais facilidade ali no trato intestinal que é o caso do óleo mineral esses outros laxantes hidratam a ingesta o óleo mineral lubrifica a passagem facilita o deslizamento dessa ingesta vou usar em
caso de compactação quando eu não vou usar de forma nenhuma os laxantes quando eu suspeitar de obstrução total de deslocamento de torção e de estrangulamento de órgãos tá então eu não uso laxante nessas situações a gente tem também os antiespumantes como sorbitol e a silicone São indicados em casos de cólicas por timpanismo por acúmulo de gás Então se o animal tem distensão por gás eu associa aí ao tratamento o sorbitol ou a silicone ou os dois juntos a gente tem também os procinéticos que vão estimular a motilidade como a neostigmina a lidocaína e a Metoclopramida
que vão estimular que vão aumentar a motilidade do trato gastro intestinal são indicados em casos de compactações e de hipomotilidade São contraindicados em casos de deslocamento de obstruções totais de torções e de voos certo a gente usa muito na rotina a infusão contínua de lidocaína que tem uma boa ação estimulando essa motilidade e também uma ação analgésica e é geralmente tem um melhor benefício aí quando a gente tá usando dependendo da afecção eu posso ter afecções infecciosas que levam a síndrome cólica no caso das colites por infecção bacteriana por exemplo da do oden jejunite E
aí nessas situações eu vou precisar fazer o uso de antimicrobianos para tratar essas infecções e também os equinos eles são extremamente sensíveis à ocorrência de gastrite e de úlcera gástrica tanto por conta dessa situação estressante de dor quanto também por conta do uso de alguns Alguns fármacos como flunixin megrine que é usado para analgesia e e ele tem essa ação de causar lesões é gástricas então o ideal é que a gente sempre associe algum protetor gástrico ou o inibidor da secreção de hcl para tentar evitar a ocorrência de gastrite de úlcera gástrica que que a
gente tem aí de uso que a gente normalmente usa é o sucralfato leite de magnésio e o que é mais usado é o omeoprazol tá bom sobre a síndrome cólico em equinos era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula n