Vamos lá, pessoal. [aplausos] Eu conheci o nosso convidado recentemente no Teletom. Ele é palestrante, ele é escritor, ele é cantor, fã de esportes radicais. Mesmo com uma síndrome rara, ele não se abalou e hoje ajuda milhares de pessoas com a sua história de superação. Chama ele, Diguinho. Marcos Rossi. [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] >> Seja bem-vindo, Marcos. >> Ah, obrigado, irmão. Tinha energia. Adorei a música. >> Você gostou da música? >> É o meu favorito. >> É o do Superman. >> Superman. Você, irmão, por que você trage? Por que vocês escolheram Superman pro
Marcos Ross? >> É um cara, né? Faz um monte de coisa, se supera, né? É realmente um super homem. Super homem. Seja bem-vindo, viu? Gratidão. Gratidão. Uma honra tá aqui, mano. Legal. Eu tô vendo aí. Eu eu elogio. Achei bonito seu relógio. É o elogio é um relógio de pulso ou um relógio de ombro? [risadas] Boa, boa, boa. >> Seja bemvindo. >> Não é relógio de sovaco. >> Relógio de sovaco. Gostei. Seja bem-vindo. Te conheci no palco do Teletom. Eu e de >> Foi incrível, né, irmão? >> Aquele dia eu estava do lado de uma
pessoa maravilhosa, superativa e de uma outra pessoa com muitas limitações. Essa pessoa superativa era você e a pessoa com limitações era o Diguinho. Nós dois dividimos palcos juntos, não foi isso? >> Foi incrível. E bateu uma meta do Teletom, hein? >> Bater uma meta. >> Você sabe que aquele dia do Teleton eu tava exausto? Eu tive um problema muito grave que eu não dormia 40 horas. >> Uau. >> Tava grave aquele dia. Mas quando eu cheguei no camarim, quando eu cheguei no bastidor, a energia toma a gente e a gente supera. E você ouviu aquele
dia que a primeira coisa que eu ouvi é: "Esse ano vai ser difícil bater a meta." Crise no Brasil, as pessoas estão com menos dinheiro, mas a meta foi batida. foi batida, >> não é? Graças a pessoas como Marcos Ross. [aplausos] >> Vamos ver aí o nosso encontro no Teletom. Vai lá, >> venha para o Teletom Marcos Rosse. Venha para cá, Marcos. [música] >> Bem-vindo, Marqu. Marquinhos. Bem-vindo, hein, Marquinhos. Conta pra gente quando foi que você entendeu que que tinha tanta coisa para falar. Gente, foi uma demanda natural, sabe? Na verdade, eu vim para esse
mundo sem os braços, sem as pernas. Os médicos falavam que eu não ia nem viver muitos anos por conta da minha doença, mas isso nunca me parou. Por conta da ACD [música] e por conta de ter uma estrutura e e esse cuidado todo como o Teletom faz e aceder com as crianças, eu pude me tornar uma pessoa e ter uma vida plena, uma vida feliz. Olha, [aplausos] desculpa, eu entendo que o porte é muito mais importante do que eu, mas é o meu programa, irmão. O dia que você for no Portiol, você mostra o trecho
do Portiol. Agora eu quero que vocês mostrem eu e o Diguinho entrando do lado do Marcos. Vamos lá. >> Bora. >> Eu também quero chamar meu parente. Minha tia tá aí. Teresona. Minha tia pode entrar. Deixa a >> Teresona. Beleza, tudo bem? >> É isso aí, gente. Aquela aquela pizza que você vai comer amanhã, cara, deixa de comer a pizza. Em vez de você ficar gordinho, pum, ajuda a galerinha que tá precisando. Vem com a gente. >> Do qualquer continha faz toda a diferença, pessoal. >> Danilo, contigo, hein? >> Ó, vai lá no de noite,
hein. Quero te entrevistar. >> Vamos combinar. >> Bora >> em breve, então. Valeu. Vai que a gente vai fazer o comprimento do pezinho. >> Boa. Não, eu vou guardar pro de noite. Quem quiser vai assistir. Você, você vai treinando em casa. >> Falou. Galera, >> valeu. [risadas] [aplausos] Mostrar aí. Sim. Ô, ô, ô, Marcos, e eu vi você contando pro Porttiola, a gente reprisou aqui agora a pouco, que você teve uma expectativa de 30 anos de vida. >> É, o brasileiro, ele tem uma média de um filho e meio por casal. Muito prazer, a galera
do seu meio. [risadas] Não tinha eh ninguém sabia, irmão, que eu ia nascer assim, então nem o médico, nem minha família, nem nada. Tipo, era foi uma surpresa total. A primeira coisa que acontece quando a gente nasce, né? Calma, não é o teste do pezinho, [risadas] porque esse não foi feito, mas o médico apagou, ele desmaiou de tanto choque que ele levou. Ninguém tava esperando >> não. Nem ele. >> Porque imagino que a sua mãe, como qualquer mãe moderna da atualidade, faz exames, acompanha. >> E com 7 meses tava tranquilão. >> Tava tranquilo. >> Falou:
"Ó, tá aqui é um bracinho, perninha. >> E onde foi parar esse?" >> É um menino. Bom, pelo menos ele se acertou. [risadas] >> Esse órgão não veio faltando. >> Não, não, não, não. >> Bacana. Ô, ô. >> Tenho dois filhos. >> Oi. Não veio faltando e funciona bem. Ô, ô, [risadas] >> Danilo não tem nenhum. Cala a boca. Você não sabe. Vai que eu tenho. Também não sei. Vai que um dia aparece. >> É microscópico. É microscópico. >> Igor, você não, hein? Você não. Ô, ô, Marcos, como que é o seu dia a dia?
A gente vê você sorrindo, sua energia é muito boa, você sente dores? A sua é uma síndrome que você tem? >> É uma síndrome raríssima. É tipo um em milhões. >> Mas que aconteceu que no ultrassom vinha o braço e a perna? Onde foi parar? Não sei. Minha mãe acredita que ela engravidou com o Dill e ela acredita que na retirada do Dill alguma membrana foi danificada e eu nasci assim. Mas cara, >> eu nunca fiquei questionando, sabe? O porquê disso. Eu acho que todo mundo tem um porquê para vir aqui nesse planeta. Então >>
eu entendi o meu se até o Diguinho. >> Você acha que o Diguinho tem um propósito? >> Claro que tem. >> Claro que eu tenho. Claro que eu tenho. Sempre tive e sempre vou ter. >> Qual é o seu propósito, Diguinho? Você é o Você é o encebado do programa. Seu pai do Danilo. Tô tentando conquistar a mãe dele a cada dia. >> Com essas tetonas é o máximo a tia da cantina, meu pai. Ô, ô, ô, Marcos, você sente dores? >> 100% no meu tempo. >> Onde é que tipo de dor? >> De ficar
sentado na cadeira. É como se você tivesse de joelho no chão. Quanto tempo você aguenta? >> Ah, muito. Nossa, boa. 13. [risadas] >> Imagina aí. É mais ou menos isso, a dor, só que desde a hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir. >> É uma dor, não que vem da sua síndrome, mas da condição que a sua cirurgia de coluna que eu fiz. E aí depois dessa cirurgia eu fiquei com essas dores, mas graças a Deus que eu fiz a cirurgia, porque senão nem aqui eu tava, era uma cirurgia muito arriscada,
tinha 90% de chance de óbito e escoliose, já ouvi falar? >> Sim. >> Fica igual a letra S. >> Sim. E nessa época a minha coluna entortava 10º por mês. >> E aí fomos no médico e tal. Ele falou: "Ó, se não operar tchau, porque vai perfurar algum órgão." Então vamos operar. Mas se operar é 90% de chance. 10% melhor do que nada. Graças a Deus tô aqui. Mas depois da cirurgia eu tentei mexer e eu não consegui porque com essa barra na coluna da cintura para cima eu não dobro mais. Então estiquei e quando
eu sento dói muito. Mas cara, dor todo mundo tem. Todo mundo tem dor para lá e para cá. Você tem dor? Ele tem dor. Só que sofrimento é opção sua. >> Você tem dor 100% do tempo. >> 100% dormindo não. Quando eu tô deitado é mais tranquilo. >> Você não tem cara que tá com dor agora? >> Tô com oito de dor agora, mas eu decido não sofrer. >> Como que se decide não sofrer? Cara, ser feliz é decisão. Então, eu não vou deixar de fazer o que eu tenho que fazer por causa da dor.
O que tem de bom e o que tem de ruim tá ali. É, é um banquete pra gente escolher no nosso dia. E tem gente só escolhe o que tem de ruim. Então, eu procuro escolher o que tem de bom. >> O que que tem de bom, >> cara? Tudo. Respirar. Eu só tenho um pulmão. >> Aí nisso você e o Diguinho tem uma coisa em comum. >> É, é. Nós também tem um tem um problema assim. >> Então, o Diguinho só tem um problema. >> E não é bom que a gente consegue respirar. >>
É. Até te ofereço aqui, ó, minha bombinha de asma. >> Mas é verdade, sabia? O Diguinho só tem um pulmão. >> Caraca. Então, e tipo, eu surfo, irmão. >> Quê? >> Eu surfo com um pulmão, mas fala: "Como assim? Se eu caio da prancha por causa dessa cirurgia, se eu cair com o rosto para baixo, eu não consigo subir. Então, o que que rola? Eu tenho alguém que tá no meio e alguém que tá lá no raso e eu vou na onda. Ah, se eu virar da onda antes, a única coisa que eu faço é
isso aqui e eu fico no liquidificador rodando ali. Mas a minha pine é boa. Eu aguento mais ou menos 1 minuto e meio, dois e eu sei que alguém vai me pegar. Bom, pelo menos até hoje pegaram, né? Mas o lance é com um pulmão, 1 minuto e meio, dois. Mas por que que eu tô falando isso? Porque, cara, quantas vezes você deixa de fazer alguma coisa porque você não quer pedir ajuda para alguém. Eu boto a minha vida na mão das outras pessoas, mas eu não deixo de viver nada que Deus me põe na
terra para viver. Sabe que você, eu primeiro eu quero ver o Marcos eh fazendo esportes radicais. Vamos lá. [música] >> [música] [música] [música] [música] [aplausos] >> Marcos, só esses poucos segundos da sua vida eu já Vi que você já viveu muito mais do que eu e Diguinho junto. [risadas] >> Não, que isso? >> Não tô brincando. Nada do que você fez eu já fiz ali. >> Uau! Por que não quis? Porque se quiser dá tempo. >> Ah, mas eu eu fui tentar andar de skate, eu caí, desisti quando é moleque. A única coisa que eu
vi que você fez, que eu fiz, foi mergulhar, que eu já fui com o Léo Lins mergulhar. >> Uau! >> Mas só o resto tudo aí. >> Mas com o tubarão já mergulhou? >> Olha, eu já não mergulhei no Recife, no maior Recife de corais do mundo, na Austrália. É, eu gosto de mergulhar com o tubarão porque não tem muito para ele comer. [risadas] Então eu não ligo não. Eu sei que vocês ficam morendo de medo e tal, mas [aplausos] tá bom. [aplausos] Ah, você sabe que ontem eu tive uma reunião, ficamos 3 horas junto,
eu, a diretoria do SBT e tem uma pessoa aqui no SBT que é muito sua fã. Sabe quem é? Não. >> Uau! >> Dani Beruti. >> Gente boa demais. >> Dani Berutti, número um no SBT. E ela me perguntou ontem: "Quando que você vai entrevistar o Marcos Ross?" Eu falei: "Amanhã ela falou: "Ótimo, então eu ia te demitir hoje, mas vou segurar até amanhã". [risadas] >> Que bom. >> Verdade. Eu fui lá para ser demitir, falou segurar até amanhã para você entrevistar. Quero agradecer a Dani Berut, >> a diretoria do SBT, por segurar mais um
dia aqui para entrevistar o Marcos Fé. Gosto muito de você. Obrigado, Dani. Beijo. E a e a Dani Berut me falou naquela mesa lá, ela que que o que a gente falou naquela reunião é confidencial, mas isso eu vou eu vou abrir pro Brasil. Ela me falou naquela mesa que ela adorou sua história. Ela falou: "O Marcos Rossse tem que falar para mais gente". A a Berut me falou: >> "Porque nós, depois que ouvimos a palestra do Marcos Ross, nós entendemos que como a gente se limita." E o Marcos Rossi, que teria motivos para ter
um discurso de limitação, não se limita. Como a gente reclama? E o Marcos Ross não reclama. Então ela te endossou para mim >> e disse que o Brasil tem que conhecer a palestra do Marcos Rosse. Você dá palestras? >> Dou. no palestra, no Brasil, no mundo, porque as pessoas têm tudo, irmão, tem tudo e vivem reclamando. Você vê, eu não tenho nada e eu faço tudo. >> É, >> o povo tem tudo >> e não faz nada. >> Decide não fazer nada, que é decisão. >> Em que momento você decidiu fazer tudo? >> Desde criança.
>> Desde criança. Eu não olhava assim, o que que a minha deficiência permite? Que que eu quero fazer? Desde as brincadeiras simples, tô falando de criança, criancinha mesmo. Então, eh eh com o que eu tinha, eu ia lá e fazia. Então, eu tinha umas moletinhas que eram da minha altura, então eu ficava no chão com as moletinhas e corria, jogava futebol, fazia gol de bicicleta, segurava a bola, jogava para cima, pulava para trás, >> adorava brincar de esconde esconde, era só jogar na gaveta. [risadas] >> Às vezes os caras esqueci de me tirar de lá,
mas tipo, mas cara, como [risadas] que sacada >> te davam apelidos quando era criança? Vai. >> Qual o apelido mais te ofendeu, >> cara? Que eu sou velho, né? Então eu não sei se a galera vai lembrar. Na época Power Rangers, >> tinha Power Rangers >> antes do Power Rangers. >> É, eu sou dessa época. >> Tinha o Changman. >> Changman. >> Tu lembra do Changman? >> Ah, o o o vilão principal que aparecia no espaço. >> Guodai. Não, Guodai não era o >> Esse era o Giodai. Porque que que era o Guodai? >> Parecia
as duas muletas. Lembra a perna dele? >> E eu queria ser o vermelho. Eu queria ser o vermelho. Esse cara não se é o Guodai que você tem as muletas. Guodai. Guodai. Aí eu falei: "Ó, já que eu sou guai, era só marretada na canela da galera. Pá, >> alguém já te chamou de Alguém já te chamou de Patrick do Bob Esponja? [risadas] >> Minha digníssima esposa, ela é profissional nessa arte de fazer bullying comigo. >> É, >> é. Outro dia a gente fez um vídeo, acho que a legenda era assim: ou hater? [risadas] Eu
vou, a reunião que eu tive ontem com a diretoria do SBT é confidencial, mas eu vou cagoetar outra coisa que a Dani Berut falou a seu respeito. >> Ih! Ih, >> você foi assunto? Eu fui lá para ser, eu não tô brincando. Eu fui ontem lá para ser demitido e aí você virou assunto. >> Que isso? >> E a Dani e a Dani Berut falou assim: >> "E sabe que ele tem filho e tem uma mulher que é linda?" >> Se é verdade. >> E eu até brinquei com ela, eu falei, eu conheci ele no
Teleton e pelo visto eu falei para ela que falei para você, né? Parece que um órgão veio intacto. Olha só, sua esposa tá aí. Tá aí, tá? Você tá mostrar? Pode. [aplausos] Olá, como vai? Tudo bem? >> Mas você é muito bonita mesmo. A Dani Berut tava certo. >> Obrigada. >> E como vocês se conheceram? >> Eu fui mentorada dele. >> Mentorada nas palestras? Na mentoria. >> Eu fui, eu fui para um evento dele e entrei num grupo de mastermind dele e nunca mais desgrudei. >> Uau! >> Ela levou imersão para outro nível. >> É
você. Bacana. Vamos lá, Marco. [risadas] Você e em que momento? Eu já perguntei, você decidiu que teria tudo, mas essa foi uma decisão sua desde criança ou foi uma mentalidade que a sua família implementou em você? >> Foi um conjunto, né, um conjunto de fatores. Eu sempre fui tratado como uma criança normal, então não teve nenhuma coisa de colocar na bolha, na redoma de vidro, não é? Empurrar pro mundo e vai. E eu também sempre tive essa coisa de quando eu fazia as coisas, a minha energia aumentava. E cara, o maior segredo do sucesso para
mim é energia. Você viu que você falou que você tava chateado e você entrou >> e sua energia v foi lá para cima. Cara, energia para tudo. E quando a gente nem olha pra nossa energia, a gente vai deixando ela cair. E o meu jeito de manter essa energia alta, e hoje profissionalmente a gente sabe que isso é um estado de alta performance, era fazendo as coisas que eu que me deixava apaixonado pela vida. E tava tudo lindo. Até a data daquela cirurgia eu fazia um monte de coisa. E depois daquela cirurgia eu não podia
fazer mais nada. >> A cirurgia que você relatou aqui. >> Exatamente. E aí eu falei: "E agora?" Ou eu ficava numa cama olhando para cima dias ou céus ou azar, ou eu significava essa parada diferente. >> Quantos anos você tinha quando fez a cirurgia? >> 15. Ou seja, você não era uma criança, você era uma um um um praticamente um adulto consciente e que experimentou uma vida que, embora tivesse suas limitações, você não se deixava limitar. E de repente você se vê completamente limitado por uma cirurgia, >> por uma cirurgia. E aí eu falei: "Cara,
que que eu posso dar aqui de significado bom pro que tá acontecendo?" E é difícil no momento de dor, né, você significar de uma maneira positiva. Eu pensei, eu sempre fiz as coisas que me deixam apaixonado pela vida, deve existir outra coisa. E aí começaram a surgir os meus hobbies. Então tudo que você viu ali foi depois da cirurgia. >> Que que você fazia, velho? Isso que que você fazia antes da cirurgia, >> cara? Eu jogava futebol, eu entrava no mar, eu adorava ficar no fundo com a água até o pescoço, maior adrenalina. Tudo bem
que para você tá no joelho, mas eu tava no [risadas] fundo. Tipo, eu e às vezes vinha aquela onda, duas vezes o meu tamanho, pá, arrebentava em cima de mim, me jogava lá na areia, eu levantava, vinha de novo. Tipo, eu fazia, cara, tudo mesmo, o surfzinho na prancha de isopor, né? >> Legal. E e aí tudo foi embora por água baixo na no momento daquela daquela cirurgia. E aí eu comecei a fazer tudo depois. Que que eu tenho à minha volta? Essa é a grande sacada, gente. Acho que se desse bate-papo vocês levarem isso
para casa, usa os recursos que você tem e para de olhar porque tá faltando. >> Ótimo. >> A maioria das pessoas só olha porque tá faltando. Só que se você só olha porque tá faltando, você nunca vai ser feliz, porque tá sempre faltando alguma coisa. Perfeito, perfeito. [aplausos] >> Ah, você dá palestras no Brasil inteiro. >> Brasil e fora. >> Empresas fora também. >> Fora também. >> Você e faz parte de uma equipe de um treinador, é americano? É, eu eu tenho a minha carreira como palestrante e trabalho como senior líder do Tony Robbins. >>
O Tony Robbins é aquele cara grandão, aquele põe a foto do Tony Robbins aí para todo mundo ver quem é. Esse cara é famoso, já fez até filme em rol. Aquele filme lá, para quem não sabe, do Jack Black, O amor é cego, ele aparece naquele filme, tem a mãozona grande. O Tony Robbs é o número um do do palestra. que acontece, >> você faz parte da equipe dele. >> Sou senior líder no time dele, nos eventos pelo mundo. >> E e até por conta disso as empresas me chamam para falar pros funcionários, falo fluente,
>> legal, que legal. >> E aí o meu pai, olha que como é que é a nossa vida, né? Meu pai morou 30 anos em Chicago e aí quando ele veio pro Brasil eu nasci, mas ele trouxe na bagagem os livros e as fitas cassetes do Tony, que era o mentor dele. E ele aplicava coisas em casa. Eu não entendia porque eu era criança e adolescente, mas essa mentalidade, essa coisa de energia alta, tudo isso ele aplicava comigo dentro de casa. Tipo, a primeira vez que eu tentei falar com uma garota, como é que foi
>> falar? >> Você era tímido? >> Eu era muito tímido. >> Mas hoje você dá, qual foi o máximo de pessoas que você já deu palestra? >> 47.000 no Alians Park, no estádio. >> Uau! >> Foi, eu era tímido. Era e você tinha vergonha de falar com uma garota e falar hoje para 47.000 pessoas? >> Cara, imagina, eu não tinha nem cadeira de de motorizada. Então, se eu quisesse olhar pro lado, um amigo tinha que me ajudar. >> E como e como foi a primeira vez você foi falar com ela? >> Eu cheguei na festa,
falei pro meu amigo, você me ajuda a falar com ela? Ele falou: "Claro, eu te ajudo". Ele me empurrou até a menina. Amigo era >> claro, eu te ajudo, amiguinho. >> Eu te ajudo. Só que ele me empurrou até a menina e vazou, irmão. >> E vazou, saiu correndo. >> Porque acho que até ele naquela idade tinha aquela coisa de chegar perto das meninas. >> Só que as duas palavras que eu disse, >> qual foi? >> Ela olhou para mim e falou: "Sai para lá que eu quero um garoto inteiro e não meio". Sério? Sério
isso? >> Que moça fina, educada. Você imagina. >> Mas eu te perdoo se você tiver assistindo. Eu nem sei quem é, mas ela tá >> Quantos anos você tinha? >> 14. >> 14. >> 14 anos. >> Faz saber se essa mulher não arrumou um homem inteiro que depois sumiu e você tá aí >> com filho, com mulher. Isso é um homem inteiro porque que que acontece? A coisa mais importante que você tem é a sua identidade. E aí eu tava em casa jogando videogame para tentar. Você, >> desculpa, como você joga videogame? >> Com a
mão. Eu ponho na mesa e aí eu coloco o controle lá e jogo e teclado e tal. Mas eu tava lá jogando para tentar botar minha energia para cima e papai chegou e falou assim: "Meu filho, para um pouquinho". Aí ele falou: "As duas palavras mais poderosas do universo são: "Eu sou". Tudo que você fala depois de eu sou, você se torna. ou pior, você fica preso a isso. E eu falei: "Legal, posso jogar?" Tipo, adolescente tava nem aí porque meu pai tava falando. Ele falou: "Não, não, não, sério, vamos fazer uma coisa. Eu tenho
um aparelho de escrever. Ele colocou no meu braço, pôs uma folhinha aqui e falou: "Escreve aqui cinco coisas positivas que você é e escreve coisas que você ainda não é, mas você quer atrair pra sua vida. Eu sou e você completa. Faz em casa, faz com seus filhos, você que tá assistindo." E eu coloquei lá: "Eu sou amor, eu sou alegria, eu sou bonito, eu sou um líder, eu sou rico." Papel, né, gente? Botei lá, terminei, entreguei e falei: "Tô, posso jogar?" Ele falou: "Não, vem comigo". Eu segui papai até o banheiro. Ele me pôs
no banquinho de frente pro espelho e colou aquele treco no espelho. Apontou para mim, falou: "Olha no seu olho". E diz em voz alta: "Quem você é?" Adolescente, né, Danilo? Eu falei mais ou menos assim: >> "Eu sou amor, eu sou alegria". Ele falou: "Não, você tem que incorporar o sentido do que você tá falando. Você não pode falar que é amor com cara de tristeza". E eu entendi a sacada e ele falou a frase mágica. Você só vai descer do banquinho quando terminar o exercício eu não ia pular de cabeça daquela altura. >> É,
é arriscado. Arriscado. Aí eu falei: "Tá bom, você quer energia, então vamos embora". Aí lá fui eu. Eu sou amor, eu sou alegria, eu sou bonito, eu sou um líder, eu sou rico. Quando eu terminei, tá esperando uma frase de efeito, né? Eu também tava. Ele não falou nada. Ele bateu palmo, me pôs no chão e foi embora. Eu falei: "Eu, hein, adultos". No dia seguinte ele voltou, falou: "Meu filho, vamos pro banheiro". E por 30 dias ele me fez todo dia olhar no espelho no meu olho e dizer em voz alta quem eu sou.
Que que acontece no passar do tempo? Você condiciona sua cabeça e aí passa a ser parte da sua identidade. Aí eu não tive mais problema com as garotas. Bom, os problemas mudaram. [risadas] [aplausos] Ô Daninho, com 14 anos, meu pai perguntou: "Quem você é?". Eu falei: "Eu sou Maria Betânia". Com 12 anos, meu tio falou: "Vamos pro banheiro comigo". Eu falei: "Nem a pau". [risadas] >> Você, você que surfa bastante, você encontrou alguma sereia dessa aqui no mar ou não? >> Sai daí, velho. O que que tem a ver? Isso aí é a inteligência artificial,
vagabundo. Tira isso daí, velho. >> Tom, >> é, você tem uma pergunta pro Marcos Ross? >> Eu tenho uma pergunta. >> Manda. >> É. Quando você vai pra escola, qual a maior dificuldade? >> Uau! >> É que ele, Quantos anos você tem? >> Eu tenho 43 hoje. >> Já faz um tempo que ele vai pra escola. Eu sei que ele tá de boné e >> ele é jovem, >> ele cresceu. >> Mas é real, cara. Não foi moleza não, porque as escolas nem aceitavam, >> não. >> Não. Minha família chegava lá para fazer a matrícula.
Não, não, não, não, não. E as desculpas eram absurdas. >> Tipo, qual? Tipo, vai assustar os coleguinhas. Ah, a gente não tem estrutura para receber o Marcos. Tem um elevador que é da diretoria. Se for usar todo dia vai gastar muita luz. >> Que >> Mas a meta da família era que eu estudasse uma escola comum. Naquela época não tinha lei de cotas. >> Você não podia falar. Pera aí. A desculpa é que você vai assustar o coleguinha. >> A outra é que vai gastar muita luz. Você fala: "Então deixa a luz apagada que eu
não assusto ninguém". >> Mas como eu subelevador? Ah, tem essa. É verdade. [risadas] >> E aí a gente foi pingando, pingando, pingando de escola em escola até que a escola que me aceitava via que eu era uma criança igual qualquer outra. Porque, cara, criança é criança. >> Sim. >> E criança só quer uma coisa, ser feliz. E a gente vai ficando adulto, fica bobo e passa a ter pequenos momentos. >> E eu brincava, eu era expulso da classe, igual qualquer criança bagunceira, porque em vez de fazer a lição, eu ficava cantando. >> Hum. Você gosta
de cantar? >> Adoro cantar. E desde pequenininho, minha música favorita, sabe qual que é? >> Hã? Galera, entra assim, ó. Polegares, polegar, onde estão? Essa parte onde estão? [aplausos] >> Mas aí eu virei cantor depois. >> É sério. Eu virei cantor >> e eu canto. Eh, depois vem aí no YouTube, tem lá Marcos Ross que canta Frank Sinatra com orquestra, com maestro Sinatra. com orquestra, >> maestro, aquelas dançarinho descendo do tecido. É bem legal. >> Que legal. Põe aí no YouTube Marcos Ross já já nós vai dar todo o serviço. O que que você falou
que a gente é criança, é feliz, depois fica adulto, fica tonto >> e para, para de ter, né? Você você se contenta com pequenos momentos. >> E o que te deixa feliz hoje? >> Fazer isso aqui, viver a minha missão. >> Qual é a sua missão? Minha missão é transformar esses corações, acordar essas almas que estão dormindo. >> Eu quero te perguntar sobre a sua rotina, porque por mais que você é um cara que espiritualmente é independente, emocionalmente é forte, fisicamente você ainda tem limitações, você precisou entrar aqui com uma cadeira. >> Com certeza. Eu
vejo que fisicamente você eh eh na rotina, no dia a dia, qualquer pessoa pode ir ao banheiro, sair do banheiro, sentar no sofá, levantar, abrir a geladeira. Ahã. Você dirige? >> Coçar a cabeça. >> Coçar a cabeça. >> Como é sua rotina quando você tem alguma coceira? >> Ah, ou eu vou na parede igual cachorro, ou eu peço para quem tá perto, ou a gente dá um jeito com os recursos à nossa volta. >> Como você escreve? Você acabou de falar que tem um aparelho para escrever. >> Tem, tem um aparelhinho que é uma espiral
assim que tem uma Bota a imagem aí. >> Tem a imagem aí, ó. Lá. E você consegue fazer um aparelho com garfinho para se coçar quando quer. Nunca pensou nisso? >> Boa ideia. >> Eu posso projetar para você. [risadas] >> Sabe que hoje com impressora 3D você consegue pedir um projeto baratinho e se coçar quando quiser. Já viu aqueles aqueles negócios que gordo americano faz? É tipo uma antena de carro. Que já viu isso? >> Que os caras abrem a antena e na ponta tem um garfinho assim e os gordos usa para coçar. Se você
adapta uma um daquele curvo para você, você se coça sozinho. >> Boa ideia. Mas e se for em outro lugar? >> Ih, para tomar banho. Tomar banho. >> Tomar banho. Preciso de ajuda. Comer, preciso de ajuda. Escovar o dente. Preciso de ajuda. Ir no banheiro, preciso de ajuda. >> E é por isso que eu falo pra galera que reclama de tudo. Eu falo: "Cara, você não tem problema. Você levanta de manhã, você pisa no chão, você vê o sol nascer, você não precisa de ninguém para te dar água quando você tá morrendo de sede no
de noite. Você não precisa de ninguém, tá com sede. Come. Quer água? Quer água? >> Você não precisa de ninguém para te dar comida ou te levar no banheiro. O que você tem são situações e todas você pode resolver com os recursos que você tem. Agora, ficar de blá blá blá reclamando não adianta nada, ó. [aplausos] Ah, Marcos, você pilota carro, >> como que você diria? >> Tem coragem de andar no carro com cara sem braço? >> Olha, [risadas] a minha fama aqui é se você teria coragem de andar no carro comigo dirigindo. >> Bora.
Essa a minha fama aqui é essa. >> Tá horrível. >> Fala, Roger. Ninguém vai levar água para ele, [ __ ] >> Ele falou que não era brincadeira. Sabe? Você sabe que antes de falar do rally, falar nisso que você depende dos outros, isso também muda o jeito de você encarar a vida. Por exemplo, às vezes a gente tem tudo e a gente tenta construir algumas coisas, toma golpe ali, toma golpe aqui, é o parente que te trata mal, é o amigo que te dá golpe, mas você tá relatando uma história de vida onde você,
os parentes te ajudaram você a superar. As pessoas que estão ao seu lado ajudam você a realizar tarefas do dia a dia. Isso também muda a sua percepção do que é a humanidade, não? Porque quando você eh aparentemente tem tudo, você tem um monte de gente para arrancar um monte de coisa de você e você passa a olhar pra humanidade com desconfiança. Só que imagino que as pessoas que t ao seu redor, que transformam você e nessa pessoa, você deve confiar mais na humanidade do que eu, não? >> Provavelmente eu digo para você, e a
maioria das pessoas são boas. >> Tem certeza? >> Tenho certeza absoluta. Sabe qual é o problema? Às vezes a gente fica tão preso na dor ou num golpe ou numa coisa que aconteceu que a gente se fecha pro resto e aí você cria uma crença sobre aquilo. É como quando você termina um relacionamento, a pessoa vira e fala assim: "Homem não presta, mulher não presta". Não tem isso. E aí criou esse negócio, você toma uma ação em cima. E qual que é a ação? Eu não vou me relacionar com ninguém nunca mais, antes só do
que mal acompanhar. Só que eu digo, a maioria das pessoas são boas. Se não fosse a galera que tá do meu lado, eu não estaria aqui hoje. E eu entendo isso. E uma, isso cientificamente falando, tá? Uma das seis necessidades que todo ser humano tem é a necessidade de contribuição. Todo ser humano tem essa necessidade inconsciente. A única diferença entre eu, você e todo mundo da plateia é a ordem que a gente prioriza essas necessidades. Tem gente que contribuição tá no fundo da lista, tem gente que tá no topo da lista, mas o fato de
você pedir ajuda para alguém quando você precisa ou enfim, cara, você tá fazendo a pessoa atender uma necessidade inconsciente que ela nem sabe. >> Todo mundo precisa ajudar o próximo. >> Todo mundo. A gente veio aqui para isso. Ser é doar. Ser é tirar o foco do seu amiguinho e colocar no coleguinha que tá do lado, nas pessoas que você ama ou em quem você nem conhece. Eu já eu já vi uma pesquisa que diz que eh eh existem níveis de felicidade, já foi medido isso, pesquisa universitária, que pessoas que como que ajudam os outros,
fazem caridade, isso ativa uma área do cérebro que traz felicidade. >> Yes. >> Fala, fala Diguinho. >> Não, eu senti nessa sua pergunta um desabafo. Vem me dar um abraço. >> Não, não quero não, irmão. Obrigado. Você dirige carro, como que você faz para dirigir carro? que quando você entrou no carro da autoescola, o instrutor se assustou, falou: "Como que eu vou ensinar?" [risadas] >> Cara, isso é excelente pergunta, porque dirigir no Brasil, quando eu tive esse sonho de dirigir, fui nas empresas que adaptam o carro, São Paulo, Rio, >> eles falaram: "Impossível, não dá
pro cara dirigir, ele tem que ter alguma coisa, ou um braço ou uma perna. Agora não ter nada, vai sonhar outra coisa". Só que eles não sabiam com quem estavam falando. Eu falei, "Beleza, obrigado". Voltei para Natal. Eu morava em Natal, lá no Rio Grande do Norte. Cheguei numa empresa lá para que adapta carro. Cheguei na hora do rio lá e falei com o Léo, o dono lá e falei: "Irmão, eu quero dirigir". Ele olhou e falou: "Olha, não existe, mas vamos criar juntos". >> Ah, >> e aí a gente começou um processo de criação.
Criamos a adaptação. Eu me lembro que em fevereiro eu comprei o carro, em março a gente adaptou e o próximo etapa é a autoescola. Imagina você, Danilo, dono de autoescola, fala: "Oi, tudo bem? que ela aprendeu a dirigir, cara, ninguém me aceitava. Só que se tem uma coisa que eu aprendi na vida que quando uma coisa dá errado, muda a estratégia, >> isso >> muda de novo até você alcançar. Já tava adaptado, não tava? Então eu falei: "Já sei, eu fui dirigindo para outra autoescola". Parei na porta e pedi para chamar o dono. Oi, tudo
bem? Eu quero legalizar. >> Hum. Já sabe. >> Aí o cara olhou com um olhão desse tamanho e falou assim: "É, dá para fazer as aulas no seu carro". Pronto, era o que eu queria. Comecei as aulas no meu carro e chega o dia da prova do Detran. O Detran queria tanto me dar carta. >> Imagina. >> Você imagina. Cheguei lá. Quem lembra? Quem lembra quando tinha uma um cara no dia da prova para te julgar dentro do carro? >> Eu. >> Hum. No meu carro tinha quatro cara, >> três médicos e um perito. Quando
eles entraram no carro, eu não sei porque que eles estavam morrendo de medo de entrar no carro com cara sem perna e braço, mas na hora [risadas] que eles entraram no carro da tava aquela nuvenzinha. Aí eu falei assim: "Bom dia, senhores. Tá todo mundo de fralda?" Vó. >> Aí já quebrei o gelo e fiz de primeira baliza. Tirei minha carta. Assim que eu tirei a carta, a primeira coisa que você quer fazer é viajar. >> Isso. >> Pra praia. Mas eu já morava na praia. E aí eu saí de Natal e vim até São
Paulo dirigindo. >> Quê? >> Vim até São Paulo dirigindo >> sozinho. >> Cara, eu esperei 40 anos da minha vida para dirigir. Agora eu queria dirigir tudo que eu pudesse >> sozinho. Não, >> não. Eu vim com a família, mas eu vim. Não revesei com ninguém. E quantas horas tem isso, >> cara? Eu fiz em s dias. Foi >> não, não tem como adaptar também um um braço, pelo menos para dirigir uma coisa assim. >> Boa pergunta. >> Hoje em dia, principalmente hoje em dia, né? A biomecânica parece tá tá no nunca se teve tão
avançado. >> Tem tem assim, eu tava no meu no meus sonhos aí, um um par de braços, né? Porque só que um braço do do nível que eu preciso, que seria os dois e tudo, cara, cada um é mais do que um apartamento, só o braço. Então pode ser ter dois, então imagina, >> é um condomínio. E aí ainda não alcancei, mas vou vou alcançar ainda. Mas >> vai alcançar sim. >> Assim que você é que eu peguei o carro e fui, eu fiquei apaixonado pela velocidade. Vem. E começou a chegar monte de multa. >>
É. >> É. É, >> imagina quando você chegou em São Paulo. [risadas] Imagina quando eu cheguei em São Paulo. E aí eu falei, tem que fazer esse negócio do jeito certo, não, não. A gente tem que respeitar a lei, tá? Respeita a lei, né? O e o limite de velocidade. E aí eu decidi que eu ia me tornar piloto. >> E aí eu virei o primeiro piloto do mundo, sem pernas e braços, a correr rally. A gente transpôs essa adaptação com a pro cockpit de um carro de rally. É um UTV. E aí um grande
amigo meu, amarelinho, chama amarelinho mesmo, tá? A mãe dele chama ele de amarelinho. E >> ele ele mexe com os carros de pilotos no Brasil todo. Ele >> dele é amarelinho. >> É amarelinho. >> Ele mora no castelo da Faber Castel. >> Deixa eu ver. Tem você aí no rali? Cadê? >> Tem. Se liga. Só. >> Chegamos. Chegar. >> [música] >> Liberdade, felicidade e completude. É isso. É isso, galera. Nunca desista. Vamos que vamos. >> [música] [aplausos] >> Corajos amarelinho. Eu sou curioso. Fiquei curioso com o mecanismo de carro. Antes de mais nada, eu quero
falar e divulgar o nome da da do estabelecimento que adaptou seu carro de novo. Qual foi? >> Foi a Orto Rio lá em Natal. >> Orto Rio em Natal. Yes. >> Empresas do tipo tentaram adaptar, negaram adaptar o carro pro Marcos e a Ortor Rio em Natal. >> Eles toparam o desafio. >> Toparam. Então você que tá assistindo, talvez tenha o sonho de dirigir como Marcos, lembra da Ortor Rio. Eles foram lá e criaram o sistema. Fica em Natal. >> E fala uma coisa, [aplausos] qual que é a adaptação que eu fiquei curioso porque eu
adoro esse tipo de de criatividade? volante, você viu que é tipo um telefone antigo, >> um telefone antigo. E aí >> e você descava, então ele tá em cima do volante. Então tem uma uma chapa com vários buracos, igual o telefone quando você disca e aí eu encaixo o braço ali e ele não escapa nem a pau. A parte do volante é essa. >> Do lado esquerdo eu tenho uma barra que vai até o chão, como se fosse um L. Ele vai até o chão e vira. E ali ele faz uma gangorra no acelerador. Ou
seja, se eu puxar pra direita, ele empurra o acelerador. Se eu puxar pra esquerda, ele empurra o freio. E o carro é automático. >> Legal. Eu fiquei curioso para saber. >> Pô, vamos dar uma volta. >> Ah, vamos, vamos, cara. Eu, eu não sei se você vai ficar tranquilo comigo dirigindo. >> Bora, bora, bora. >> A conversa tá boa, mas eu tenho que fazer um intervalo. A gente volta com mais Marco Rossin. Marcos Rossin, sai daí. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] Vou dar pra galera. Vai cantando aí. Vai cantando que eu vou dar pra
galera. >> Vai cantando que eu vou dar pra galera >> lá ele. [música] >> Finalmente o maior campeonato europeu de clubes voltou e com o jogão do Real versus City. Maravilha. É Estrela contra Estrela se enfrentando e tem muitos outros jogos rolando. Muito jogo que é quente demais, né, Diguinho? >> Danilo, você sabe quem joga no Real Madrid, quem joga no Manchester City? >> Claro que sim. Muitos jogadores, 11 de cada lado. >> Ah, você tá enrolando. Fala qual. >> Jogadores da Europa. >> Da Europa? >> Alguns de outros lugares. >> E brasileiros. Brasileiros. >>
Ah, o Robinho e o Daniel Alves. >> Acertei. [risadas] >> Ah, na mosca. Você errou, mas o importante é apostar na Betom. Registro rápido e simples. Entra no site ou baixa o aplicativo, escolhe o time e pronto, só esperar quem vai salvar a Europa. >> Diguinho só fala besteira, mas essa dica aí foi boa. Essa dica foi boa. O Qode na tela. Escaneia ele aí. E lembre-se sempre, isso é importante. Jogue com responsabilidade e só se for maior de 18 anos. Isso é o maior campeonato europeu de clube. Gente, cada minuto é cena de blockbuster
e os créditos finais são inscritos na Betom. >> E a gente aqui, ó, como embaixadores da Bet Boom, a gente vai sempre estar contando para vocês sobre promoções incríveis, slotes interessantes e muito mais. Olha aí, parte. >> [aplausos] >> Estamos de volta com Marcos Rosse. [aplausos] Você já faz su esporte radical, dirig? Que que você tá pensando em fazer que não fez ainda? >> Eu sou apaixonado por cavalo. >> Cavalo, >> né? Por cavalo. Mas sempre foi uma coisa assim, eu ia quando era criança, que alguém me levava no colo e tal, mas a gente
vai ficando mais pesado e tal. E aí, eh, eu tenho esse sonho para realizar. Então, vai acontecer. Já andou de cavalo com alguém? >> Já andei com alguém, com minha esposa, ela competia e tudo. Então, >> mas cara, imagina a cena. Eu sentado no cavalo ali com ela me segurando, irmão, não tem as pernas. Se o bichinho pular um pouco mais, eu caio. Então eu vou dizer que foi um pouquinho tenso, mas foi legal. Mas eu falei: "Cara, eu quero fazer o negócio direto, adaptar o negócio. Eu preciso, o que que eu preciso hoje? achar
alguém que fabrique cela especial, ou seja, uma cela que a gente possa moldar, porque a cela é assim, né, curvada para baixo. Eu preciso de uma cela que seja reta na parte do cavalo e a gente coloca uma cadeira de fibra em cima, chumbada ali, >> cinto e tudo. E força eu tenho porque >> na academia eu levanto 140 kg fácil no pão. >> Sério? >> Sério, >> sério. Eu faço 20 repetições com 140. >> Todo dia você faz exercício academia? Um dia sim, um dia não. >> Só alimentação é diferente. >> Então, deveria ser
por conta da síndrome e tal. Os médicos estão super preocupados, né? E hoje minha esposa me põe mais na rede. Boa. >> Porque chegou uma época da minha vida que eu tava com 60 kg desse tamanho. >> Tem. Isso. >> Você lembra da dor? >> Então, mais peso igual a mais dor. >> É >> só que é imagina como é que eu perco peso, como é que como é que é isso? Aí eu chegava nas academias também, ninguém queria me treinar. Imagina que você personal treina, fala: "Oi, vamos treinar". O cara fala: "Você vai treinar
o quê?" "A língua?" Ninguém queria me aceitar. Eu falei: "Cara, nem que eu tiver que falar com todo personal trein de Natal, alguém vai me aceitar". >> Legal. >> E aí a Ariadne, que é uma personal Ariadne Pinheiro lá de Natal, me aceitou, comprou o desafio e adaptou com o que tinha. Então, por exemplo, aqueles negócios que você põe no na canela para puxar o peso, eu ponho no braço. Uhum. E aí tranquilo, tem os ganchos e tal e o peso igual. Dá fazer assim, dá para fazer assim, de baixo para cima e por aí
vai. Legal. >> E eu perdi 20 kg em 4 meses. >> Parabéns. [aplausos] >> Aí eu tenho uma pergunta. >> Pergunta, >> pergunta para você. Olha aqui na telinha, ó. Por que que você não tá treinando ainda? >> Eu? Ah, eu não, né? Ah, quem tá em casa não é comigo não. Não é comigo não. Não é comigo não. >> Por que que você não tá treinando ainda? >> Hum. E você já tentou fazer alguma coisa que não conseguiu e desistiu? >> Na verdade, eu não, não é que eu desisti, eu dei uma pausa que
é paraquedas, é outra coisa que eu queria muito. Já saltou? >> Já. >> Então >> me empurraram lá de cima. Eu tenho medo de altura. >> Sério? >> É sério. Eu fui fazer o na época do CQC. Eu tenho muito, meu grande medo é a altura. Tô >> com pavor de altura. >> E uma matéria sobre fobia me convenceram a subir até avião para eu falar com porque isso já era fobia. E aí o paraquedista me empurrou lá de cima e gravou sem eu saber. >> Uau, foi bom? >> Não, o meu medo quando eu
tava lá não era mais altura, era enfartar e chegar enfartado lá embaixo, porque eu tinha muito medo. >> Uau! Então, e eu queria fazer isso e aí tava tudo pronto, mas aí os caras falam: "Olha, tem que ter uma roupa especial para você, porque senão você passa por baixo, porque prende na na virilha, né? E eu não tenho coxa, não tenho nada embaixo. Então, >> mas é, mas a roupa eu acho que é mais fácil fazer, não? >> Então, aí tem que achar alguém que faça e tal, mas assim que tiver isso é certeza. Tá
no bucketlist aí para >> Essa essa não tá difícil fazer esse problema é sua roupa. >> É, tem que fim de fora, eu acho. >> Você também é cantor. Você canta rock, pop, jazz, >> estudou música >> desde garoto. Você que convenceu o conservatório que você estudou a fazer uma banda. Como é que foi? >> Cara, isso é incrível. Eu tinha 17, moleque duro, liso. Eu não estudava no conservatório. Conservatório era assim, ó, conservatório são os alim era mais conceituado. Levava alunos para Berkley, imagina. Só que era do lado da minha casa e eu tinha
minha banda do colégio, aquela coisa toda. E eu falei: "Já sei, eu tenho uma ideia". E aí eu cheguei e pedi uma reunião. Eu conto 17, uma reunião com o dono do conservatório, professor Mário. Cheguei lá e falei: "Professor Mário, eu tenho uma proposta para você". Ele imagina a cara dele vendo a cena. Ele falou: Eu falei: "Ó, se você deixar eu ensaiar aqui no conservatório com a minha banda, você escolhe o horário, tá tranquilo. Eu prometo que um dia eu vou ser famoso e eu vou levar o nome do conservatório comigo." E ele virou
e falou: "Gostei da sua atitude". E aí ele começou a deixar a gente ensaiar no conservatório, curtia tudo, banda tudo, tipo 6 horas da manhã, mas tá tranquilo. Eu eu eu pedi agora aguenta. E assim a gente foi e parceria até o último show recente que eu fiz para 800 pessoas na no teatro na Paulista, foram eles que colocaram lá toda a parte instrumental e tudo mais. >> Você tem um podcast? >> Tenho também. >> Qual que é o nome do podcast? >> Podcast Sem Limites. >> Legal. Vamos ver um trechinho. Seja bem-vindo, bem-vinda ao
podcast Sem Limites. E a ideia desse podcast, galera, realmente é trazer pessoas que me inspiram, >> desacelerar para continuar em movimento. Se você entrevistar qualquer atleta, eles vão te dizer que eles só ganham medalhas quando eles compreendem que o tempo de recuperação tem que ser o mesmo tempo do treino. >> Olhar das pessoas de sua volta, né, nem sempre vão acreditar em você. muitos, muita gente vai te achar improvável de conseguir alcançar. >> A partir do momento que eu fui crescendo o meu valor interno e conseguindo internamente dizer sim para esse lugar, foi quando as
portas começaram a se abrir. [aplausos] Entrevistar lá, hein? >> Vamos. É longe onde é >> Alfavil. >> Alfavil é meio longe. >> Eu te busco em casa. [risadas] >> Vamos, vamos marcar. Eu quero agradecer o Marcos Ross por ter vindo. Quais são suas redes sociais? >> É Marcos Rossi real. Marcos Ross igual o padre Marcelo Ross, o Reginaldo Ross real que não é o de mentira. Esse é o meu eh Instagram e o resto você me acha tudo com Marcos Ross. >> Quero agradecer o Marcos Ross e quero quero quero terminar aqui dizendo as palavras
que a Dani Berut disse para mim na reunião de ontem novamente. Você tem que assistir a palestra do Marcos Ross levar na sua empresa, levar no seu negócio, fazer seus funcionários, sua família, seus amigos assistir a palestra do Marcelo, do Marcos Rogério. Fala, Marcel. Falou, Marcelo Ross aí, você tá me ferrando aí, ó. A palestra do Marcos Ross é inspiradora. Muito obrigado, foi um prazer te conhecer. A casa é sempre sua. Gratidão. Obrigado. Muito obrigado a todos vocês pela excelente audiência. Continue com SBT. Até mais. [aplausos]