a glândula tireoide, como ela funciona e quais são os principais sinais e sintomas do hipotireoidismo e do hipertireoidismo. Fiquem ligados. A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que se localiza na base do pescoço, à frente da traqueia e logo abaixo da laringe.
A glândula tireoide produz dois hormônios: a triiodotironina, conhecida como T3, e a tiroxina, conhecida como T4. O T3 e T4 produzidos pela tireoide atuam diretamente nas células do nosso organismo ditando o modo como elas transformam oxigênio e nutrientes em energia. Podemos dizer, portanto, que os hormônios tiroidianos são responsáveis pelo controle do nosso metabolismo, regulando funções vitais do corpo, tais como: respiração, frequência cardíaca, peso corporal, força muscular, ciclo menstrual e temperatura corporal.
Em situações normais, a concentração sanguínea dos hormônios tireoidianos é controlada pelo TSH, um hormônio liberado pela hipófise, que é um órgão localizado na base do cérebro. Quando a hipótese aumenta a liberação de TSH, a tireoide é estimulada a produzir mais T3 e T4 Por outro lado, se a hipófise reduz a liberação de TSH, a tireoide responderá de forma oposta, passando também a produzir menos T3 e T4. Dessa forma, a hipótese controla o ritmo do nosso metabolismo, aumentando ou reduzindo a produção de TSH de forma a manter sempre a tireoide produzindo a quantidade correta e necessária de T3 e T4.
Porém, quando a tireoide encontra-se doente, ela deixa de ser capaz de responder adequadamente aos níveis sanguíneos de TSH, passando a produzir mais ou menos hormônios de forma autônoma, sem nenhuma relação com as necessidades do organismo. Quando glândula tireoide produz menos hormônios do que o necessário, dizemos que o paciente tem hipotireoidismo. A principal causa de hipotireoidismo é a tiroidite de Hashimoto, uma doença de origem autoimune, na qual nosso sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra a nossa própria tireoide.
Com a destruição progressiva do tecido da tireoide por esses auto-anticorpos, a produção de T3 e T4 fica prejudicada, e o paciente começa a apresentar uma série de sinais e sintomas. Os mais comuns são: fraqueza e desânimo, intolerância ao frio, queda de cabelo, ganho de peso, aumento do tamanho da tireoide, unhas fracas, redução do paladar, constipação intestinal, aumento do colesterol, alterações na menstruação, que podem ser para mais ou para menos, disfunção erétil, perda da libido, edema e até coma nos casos mais graves e não tratados. O tratamento do hipotireoidismo é habitualmente feito com reposição de T4, através de um medicamento chamado levotiroxina.
Também existem as doenças que provocam hipertireoidismo, ou seja, um aumento da produção dos hormônios tireoidianos, muito acima da quantidade necessária. A principal causa de hipertiroidismo é doença de Graves, que também tem origem autoimune. Nesses casos, porém, os auto-anticorpos atacam os receptores de TSH na tireoide, fazendo com que a glândula pense que há um excesso de TSH na circulação sanguínea.
O resultado disso é uma liberação excessiva de T3 e T4, que costuma provocar os seguintes sintomas: ansiedade e irritabilidade, insônia, perda de peso, aumento da freqüência cardíaca, arritmias cardíacas, tremores nas mãos, retração das pálpebras, o que provoca aparência de olhos esbugalhados, suores, calor excessivo, perda de força muscular, diarreia, diminuição da menstruação e aumento do volume da tireoide. O hipertireoidismo pode ser tratado com remédios que reduzem a produção dos hormônios tireoidianos ou através da destruição da tireoide com hormônio radioativo ou pela remoção cirúrgica da glândula. Se você suspeita ter uma tireoide doente, procure um endocrinologista.
O grau de funcionamento da tireoide pode ser facilmente avaliado através da dosagem sanguínea do TSH e do T4. Se você quiser saber mais sobre as doenças da tireoide acesse os links do MD. Saúde que estão aqui embaixo na descrição do vídeo Até a próxima!