Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre as indigestões nos ruminantes bom a indigestão que a gente vai comentar Hoje é a indigestão vagal que ela leva a um mau funcionamento do de segmentos do trato gastrointestinal ou do Trato gastrointestinal como um tdo E aí isso muitas vezes leva a dificuldade digestiva nesses animais e às vezes ao timpanismo recorrente e às vezes as condições incompatíveis com a vida desses animais que que a gente tem aí de etiologia o que que leva essa indigestão vagal os autores eles têm algumas hipóteses por exemplo pode
ser pode vir em decorrência aí de complicações da retículo peritonite traumática porque aí eu tenho a formação de abcessos de aderências que impedem esse funcionamento nessa indigestão vagal pode haver um impedimento mecânico da motilidade da parede do órgão ou uma lesão nervosa que leve a hipomotilidade desses órgãos tá e a retículo peritonite traumática pode tanto levar a lesão nervosa quanto a esse impedimento mecânico quando eu tenho lesões diretas no nervo vago que é o nervo que vai atuar o principal nervo que vai atuar nessa motilidade do do trato gastrointestinal quando tem a formação dessas aderências
reticulares principalmente em em decorrência aí da retículo periton traumático ou às vezes de úlceras perfuradas de processos de peritonite quando eu tenho lesões no no nervo vago a gente tem dois segmentos dele quando eu tenho essa lesão no nervo vago dorsal na porção dorsal dele geralmente resulta em acalasia Ou seja acalasia é semelhante a uma estenose só que não existe a fechamento ali a estenose a redução do diâmetro da passagem existe apenas uma redução funcional desse diâmetro tá isso é a calasia E aí existe essa calasia do orifício de passagem entre o retículo e o
omaso então uma estenose ou acalasia anterior quando a lesão é no ramo pilórico ocorre uma acalasia do piloro ou estenose ou acalasia posterior tudo isso são hipóteses do que que leva a essa lesão geralmente a gente não consegue confirmar exatamente o que que levou a essa indigestão vagal mas o que se sugere seriam esses impedimentos mecânicos causados por aderências por abcessos que podem ser causados pela retículo peritonite traumática por úlceras perfuradas por processo de peritonite ou por lesão direta ali no nervo váo nessas aderências reticulares vai ocorrer o impedimento mecânico da motilidade E esses abscessos
E aderências perir reticulares podem levar à estenose ou a calasia desses orifícios outras causas que podem levar a infecção pelo pela actinobacilose pode também levar a formação de lesões que levem a isso mas isso é pouco comum a formação aí de fibropapiloma na região de cárdia também é uma das das etiologias e outras em outros casos Às vezes a gente não consegue chegar uma etiologia e chegar a uma causa eh determinada dessa indigestão vagal não se consegue fechar esse diagnóstico o deslocamento de abomaso pode ter como complicação essas lesões no nervo vago que às vezes
levam esse animal a desenvolver esse quadro de indigestão vagal e todos os abcessos ou tumores que se formam aí que ao longo de todo esse trajeto do nervo se houver comprometimento desse nervo pode levar esse quadro de indigestão vagal em vacas gestantes também existe um quadro semelhante a esse de indigestão vagal só que o porquê que essas vacas desenvolvem essa indigestão vagal não tá muito bem definido tá E aí elas desenvolvem durante a gestação e muitas vezes após o parto não tem mais esse sinal Clínico de ingestão vagal quando eu tenho uma acalasia anterior é
porque houve alterações na passagem do alimento entre o retículo e o om e essa acalasia posterior essa passagem é dificultada aí entre o abomaso e o intestino E aí os sinais clínicos são distensão do rum por conteúdo pastoso ou Espumoso acúmulo de gases Então pode ocorrer tanto timpanismo primário quanto secundário associado a essa indigestão vagal alterações na motilidade toda essa alteração ali principalmente do complexo retículo e ruminal pode dificultar a mistura e e a ruminação do animal e aí ocorre várias alterações como o acúmulo de gases em forma de bolha levando a timpanismo Espumoso Às
vezes o acúmulo de gás livre levando ao timpanismo secundário geralmente Esses animais apresentam desidratação e aí ela vai ter graus variados dependendo da intensidade da afecção e outro sinal Clínico seria as partículas de ingesta grandes nas fezes porque esse animal muitas vezes não consegue ruminar o suficiente não consegue triturar essas essas partículas porque acaba não ocorrendo a ruminação ess elimo não volta à cavidade oral Então essas partículas saem grandes nas peles ponto importante dessas partículas quando eu tenho uma calasia que impede a passagem das partículas às vezes esse animal vai manifestar uma diarreia sem material
sólido porque só tá passando água por conta dessa calasia pode haver redução do volume das feses desequilíbrio ácido básico anorexia ausência de estratificação do rumen eh partículas maiores do que cinco que 0,5 cm alcalose abdômen do tipo maçã Peira é bem característico é um sinal bem característico dessa indigestão vagal então do lado esquerdo fica aquele aspecto de maçã com aquela distensão é desde a fossa paralombar até a parte ventral porque tá acumulando gás dentro do rum e do lado direito fica do tipo Pera que é aquela distensão que é predominantemente ventral Por que que isso
vai ocorrer porque esse material vai acumular predominantemente ali no R E aí tem o tanto de material sólido que causa distensão mais ventral quanto de material gasoso ali de de gás ou gás livre ou na forma de espuma O que leva essa distensão mais dorsal Então esse sinal Clínico de maçã perira de abdômen formato maçã perira é bem característico desses animais com indigestão vagal e muitas vezes esse timpanismo ele é recorrente Às vezes o animal melhor espontaneamente mas dali um tempo dali uns dias ele volta a empanizar de novo apesar do tratamento e aí como
que a gente faz o diagnóstico achad exames laboratoriais pode incluir hipocloremia hipopotassemia no hemograma Às vezes a gente acha achados aí indicativos de processos infecciosos por conta do eh das das afecções primárias que levaram a essa indigestão vagal por exemplo se o animal sofreu de ingestão vagal por conta de uma peritonite séptica vai ter achados G hemograma aí de às vezes de neutrofilia ou de al fibrinogênio aumentado de acordo com essa afecção primária que levou a indigestão vagal E aí na necrop a gente pode achar aí eh alterações compatíveis com a afecção que levou a
indigestão vagal por exemplo alterações aí de retículo pericardite traumática e de deslocamento de abomaso de ustra de abomaso perfurada de aderências e abcessos reticulares todas as afecções primárias que levaram a indigestão vagal da indigestão vagal em si o que que a gente acha é essa distensão aí de rum de retículo por material sólido com partículas grosseiras às vezes conteúdo gasoso e Espumoso porque ele não tá progredindo no trato gastro intestinal o diagnóstico ele é feito aí com base nos no histórico e sinais clínicos do animal pode ser apoiado por alguns outros achados e de exames
laboratoriais que confirmam quadro de peritonite por exemplo e ele vai ser confirmado às vezes ah somente pela laparotomia exploratória eu vou abrir o abdômen desse animal e aí às vezes eu encontro esses abcessos reticulares essas aderências ou essas perit E aí isso me leva ao diagnóstico de uma afecção que pode levar a indigestão vagal tá o complicado dessa afecção é justamente isso eu chego a um diagnóstico de suspeita de indigestão vagal e muitas vezes às vezes eu concluo o diagnóstico da afecção que pode ter levado a essa indigestão vagal mas eu nunca vou ter certeza
de que se trata mesmo daquela afecção tratamento não existe um tratamento específico a gente tem que tratar primariamente a causa base que levou a essa afecção é difícil determinar o local da lesão que tá causando essa indigestão às vezes é difícil a gente conseguir acessar a parte que tem ali uma aderência que tem um abcesso para tratar que que a gente pode fazer uma rumenotomia com lavagem do rum e retirar esse conteúdo que tá se acumulando ali que às vezes tá causando compressão abdominal desse animal fluidoterapia e dá para ser usado também os lach Ant
para tentar aumentar esse trânsito intestinal facilitar com que essa ingesta transite ali pelo intestino nesses animais que passam aí por timpanismo recorrente dá para fazer uma rumenotomia com uma colocação de cânula ali para sempre que esse animal timpan conseguir ser feito esse alívio de forma rápida desse timpanismo mas são todas medidas paliativas sem garantia de sucesso dá para fazer a drenagem desses abcessos quando eles existem e todo esse tratamento como eu falei não tem garant de sucesso e geralmente o prognóstico é desfavorável dificilmente a gente consegue tratar e esse animal melhorar e essa melhora se
manter Às vezes o animal tem uma melhora eh momentânea e dali uns dias ele piora de novo exceto aí no caso das vacas gestantes que desenvolv essa indigestão vagal que geralmente após o parto elas voltam a ter uma vida normal tá mas na maioria dos casos de indigestão vagal o tratamento não é efetivo isso acaba resultando em eutanásia ou abate desses animais sobre a prevenção da indigestão vagal entraria ali como prevenção a prevenção de todas as afecções que a gente comentou que podem levar a indigestão vagal então prevenção da retículo peritonite traumática prevenção das úlceras
de abomaso e prevenção de neoplasias e outras afecções que podem levar a lesão do nervo vago certo bom sobre a indigestão vagal era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula