[Música] o país gigante que caminha a Passos largos para o futuro é no Brasil que ficam sete das 10 melhores universidades da América Latina hoje mais de 90% da população é alfabetizada nesses últimos 200 anos o acesso à educação foi ampliado em todos os níveis para os mais de 200 milhões de habitantes do nosso país estamos criando condições para que mais alunos pretos pardos indígenas entrem nas universidades de todas as regiões do Brasil mas como chegamos até aqui é o que vamos ver no episódio de hoje da série CNN 200 mais a evolução do Brasil
ocasião dos 200 anos do Brasil é ideal para a gente discutir a educação simplesmente porque o Dom Pedro I não teve quase nenhuma É verdade embora o Dom João VI Carlota Joaquina tem oferecido ao príncipe Dom Pedro e ao irmão dele o príncipe do Miguel bons professores eles nos deixaram livres para decidir quando é que eles queriam ir à aula quando é que eles não queriam ir à aula e Eles simplesmente não queriam nunca e a aula Óbvio com 10 12 11 anos de idade né então a educação deles foi muito falha O Dom Pedro
era bem inteligente bem inteligente porque uma coisa você ser inteligente outra coisa você culto O Dom Pedro era em culto O Dom Pedro era mal educado tanto é que o Dom Pedro I diz a frase eu e meu irmão teremos sido os últimos membros da dinastia de Bragança mal educados e decidiu que todos os seus filhos teriam uma educação firme forte de Base a gente só conhece dos filhos dele o Dom Pedro II mas já é um conhecimento suficiente porque todo mundo sabe que uma empresa segundo ela era quase um nerd né e ele investiu
na educação no Brasil tanto é que um dos principais Colégio brasileiros ainda existe até hoje levo o nome dele Colégio Dom Pedro II e foi fundado no dia do aniversário dele [Música] [Música] segundo né o filho do Pedro I o primeiro brasileiro né então nós temos tido governantes portugueses né Dom João tinha vindo com a família real e o Pedro Primeiro vocês todos na historiografia fala isso ele abdicou por conta da disputa em Portugal ele retorna Portugal já abdica né do império do Brasil e deixa seu filho com cinco anos de idade que não podia
ser Imperador Porque a Constituição disso só pode ser Imperador a partir dos 18 e o que que faz para governar o Brasil cria-se uma junta né e Tá previsto na Constituição regencial período regencial e é neste período das regências né que é fundado o Imperial Colégio Pedro Segundo o Pedro Segundo é um menino ele não tem nem muito explicação Direta com a criação do colégio nessa nesse tempo ainda de vida do Dom Pedro I você tem todas as carta que ele trocou com o Dom Pedro II E você já cobrança em cima desse lido e
é muito interessante que ele escreve as cartas não só falando da saudades e tal mas fala de política fala de coisas até que não é para aquela criança agora são coisas que é meio Para o Futuro sabe são conselhos e várias coisas mas principalmente a questão é a cobrança a cobrança da educação então é muito importante e o Dom Pedro II ele introjetou isso de uma maneira como uma ordem do pai que parece que ele leva isso a vida toda professora que já ouvi de histórias aqui de Dom Pedro o quanto ele era apaixonado não
só por esse colégio Mas pela educação que ele trazia também né E esse colégio né Ele disse que ele vinha aqui com regularidade para ver aulas assistir concursos de ingressos de alunos de professor certa vez chegar a dizer que o último ato vamos dizer a última aparição pública dele na véspera né da proclaração da República ele veio aqui para um exame de professor de inglês dia 14 de novembro não sei se é fato verídico ou seja história né e ele vai fomentar movimentos literários ele vai ter uma predileção muito especial pelo Colégio Pedro II quer
dizer que ele mandava e duas coisas no Brasil no Pedro Segundo que era a casa dele do colégio E aí no Colégio Pedro II é colocado um sino para alertar o povo lá os professores coisas ele tava chegando [Música] professora é uma memória sua aqui nesse espaço são tantas emoções já vividas neste espaço aqui bom eu sou ex-aluna deste Colégio ingressei em 1961 como aluna e eu digo que foi amor à primeira vista no meu primeiro dia de aula no colégio Pedro Segundo eu já me apaixonei pelo ler e uma paixão que foi pela me
acompanha Até hoje me formei em 1967 saí do colégio dizendo assim eu vou mas eu volto professora e voltou eu sempre tratei muito bem meus alunos inclusive como eu cheguei aqui com 22 anos de idade eu tinha aluno com 18 mas nunca exigia nem naquela época nem hoje eu nunca exigi tratamento senhora porque até eu acho que o respeito não está aí e eu sempre gostei muito justamente em trabalhar na escola pública porque justamente é onde Você tem todos os da sociedade estão representados aqui e eu acho que você aprende a conviver com todas as
pessoas e a respeitar e a dar valor pelo que elas elas são né não pelo que elas possam ter de recursos materiais como é que se organiza uma sociedade forma os brasileiros e por meio de que estratégias lá na época do Brasil colônia você tinha as aulas régias que também a população podia frequentar que é quando as aulas são tiradas se transformam elas laicas você não tem mais obrigatoriedade do religioso dar aula então você tem expulsão de jesuítas e tal apesar de outras ordens continuarem com as suas escolas Mas aí o estado assume a educação
da população que também não era qualquer população de 1824 e me chamou atenção que a gente tem um parágrafo bem curtinho falando de educação diz o seguinte lá no parágrafo 32 a instituição primária é gratuita a todos os cidadãos tudo o que a gente tem na Constituição de 1824 sobre educação Quem eram cidadãos né se a gente pensar que cidadão considerado pela constituição é alguém que saiba ler e escrever né que tem uma renda determinada também pela constituição e é uma parcela mínima da população que pode receber o Título de Cidadão nós brasileiros não conhecemos
nem a nossa atual Constituição de 1988 que Dirá a nossa primeira constituição é de 1824 Mas seria interessante conhecer até porque ela vai completar 200 anos daqui a pouco né E essa Constituição de 1824 garantia educação universal gratuita de base para todo o brasileiro Branco claro que esse projeto Jamais foi cumprido para os brancos mas foi cumprido para os negros foi proibido para o negro estudar praticamente até praticamente não totalmente até a abolição em 1888 Então quem não tem direito a escolarização os povos do dinados os indígenas né e os escravizados porque eles não são
considerados cidadãos os estrangeiros também vai ter acesso a escolarização tem que ser naturalizado Então essa população ela tá fora ela não goza dos direitos políticos não pode votar nesse votado e não goza dos direitos civis não pode ter acesso a escolarização porque assim apesar da Constituição de 1824 deliberar que o ensino era Livre era público e tal quem não era Federal vai vamos dizer assim é você vai ter o colégio Pedro Segundo e que pertence à Federação até hoje né tanto que é o único lugar que tem ensino fundamental né o nível fundamental Federal é
lá as outras escolas Tais públicas elas eram pertencentes as províncias ou as vilas e tal o colégio segundo ele afundado em Dois de Dezembro de 1837 mas desde o início já na Fundação é dito no primeiro regulamento do colégio que esse colégio apesar de ser uma escola pública é pública porque é uma escola fundada pelo governo Imperial nesse sentido de público mas é uma escola paga porque na verdade ela é uma escola que inicialmente ela é destinada aqueles alunos que uma coisa que tinha uma condição financeira Mais afastada então a gente está falando de uma
elite da Elite da Elite o analfabetismo no Brasil foi medido pela primeira vez em 1872 no primeiro senso demográfico realizado naquela época mais de 80% da população era analfabeta por mais de um século saber ler e escrever foi privilégio apenas na década de 1960 o analfabetismo caiu significativamente atualmente cerca de 93% da população acima dos 15 anos sabe ler e escrever a taxa de analfabetismo no Brasil continua sendo uma efetiva forma de medir a desigualdade os menores índices estão no sul e no Sudeste a região Nordeste acumula o maior número de jovens e adultos analfabetos
entre brancos a taxa é de 3,6%. esse número mais que dobra quando se fala de pretos e pardos o percentual de mulheres analfabetas é maior na faixa dos 60 anos ou mais mas hoje essa diferença se inverte na população maior de 15 anos quando a porcentagem de mulheres alfabetizadas é maior do que a de homens desde sempre o colégio nasce para ser uma escola que vai formar os homens os meninos as entradas em massa das meninas aqui no Colégio Pedro Segundo Sol ocorre em 1800 Em 1927 a questão é que as meninas não tinham acesso
ao currículo dos meninos então por exemplo matemática elas aprendiam as quatro operações diminuir multiplicar e dividir mais nada os meninos se podiam ir para as frações um pouco mais complexa depois disso em 54 aí você tem um currículo igual a partir de 1854 se trata essa mudança e a cada ano isso vai aumentando e hoje em dia a gente tem um quadro em que a presença feminina é muito maior está muito mais presente seja tanto no quadro decente das alunas é no Setor das servidoras contando para docentes das professoras hoje nós somos a maioria na
escola conta-se que a primeira brasileira alfabetizada em português foi uma indígena a Catarina Paraguaçu também conhecida como Madalena Caramuru pois era casada com Diogo Álvares o famoso Caramuru O Náufrago que chegou aqui antes das caravelas portuguesas mas ela seria uma exceção por centenas de anos foi só a partir da promulgação da lei geral em 15 de outubro de 1827 a mesma lei que criou o sistema público de ensino que as mulheres foram incluídas no sistema educacional [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] se hoje a nossa Constituição garante o direito à educação para todos no Brasil como
pensar uma escola que reconheça respeite e pense a formação humana [Música] meu nome é Priscila em português em Guarani para poder Eu Sou professora da Escola Estadual indígena Guarani guarapetó da terra indígena Porã E também faço parte da equipe de liderança aqui na aldeia então fica localizada aqui em estado de São Paulo e nós teremos Sul né de São Paulo [Música] indígena há mais de 20 anos né e a gente tá seguindo uma forma de aprendizado mesmo diferenciado nesse modelo que a gente segue é um modelo específico discutido com as comunidades indígenas só tinha professor
de luar que não indígena então eu da minha experiência eu sei que foi muito difícil para mim porque eu não sabia e não entendia a língua né porque era como eu só falo em Guarani daí entrar numa escola com sete oito anos e não entender nada foi muito difícil então a gente vem mudando agora temos língua indígena do professor do primeiro ao quinto ano consegue dar essas aulas em Guarani para que a criança possa ser Alfabetizado mais rápido possível para meu tem que pedir apoio de alho aqui tá vogais é igual alfabeto Chamado letra aguenta
de japonês letra B goo paralama na aldeia Ela só fala em Guarani então a gente lutou para que né essa matéria entrasse né no currículo né na língua indígena a gente trabalha histórias contos Guarani e saber os tradicionais a gente conversa mais com tirar muito com ele né que o mais velhos das aldeia então a gente sempre procura mais as pessoas as pessoas mais velhas da Aldeia né Através disso eles aprendem a valorizar né a mata os animais que vivem nela a importância do Povo Guarani também né então a gente ensina muito para eles então
hoje a gente levou eles para casa de mas a gente faz toda a tarde também né das crianças vão participar da reza canta então a escola também oferece esses momentos também né [Música] a gente tá tem contato a mais de 500 anos com não indígena né mas a gente está aqui é forte na cultura na língua né Principalmente então é uma forma de fortalecer a eles mostrar para eles que é importante esses momentos né esse trabalho comunitário mesmo né de se preocupar de verdade o que que tem que ensinar para criança que vai né que
aquela criança vai levar para o resto da vida né Então tudo isso eu faço né tento fazer da melhor forma possível para minha comunidade Então os nossos povos originários né que habitavam o Brasil e foram surpreendidos né com a chegada dos brancos isso foi sendo submetidos a um processo de violência né de aculturação o grande projeto educativo do Império Brasileiro é auda catequizar converter a cultura no início Colonial houve um projeto de que o Brasil não tivesse acesso a livros não tivesse acesso à imprensa não tivesse acesso nem mesmo a prensa e nem mesmo ao
as Universidades ao curso superior tanto é que nós nos países ocupados pela Espanha já a universidades desde do século do fim do século XVI início do século 17 já a Universidades em Lima no Peru e no México na Cidade do México ao passo que o primeiro arremedo de faculdade de Universidade que temos no Brasil é a Faculdade de Medicina de Cirurgia de anatomia de Salvador 1808 fundado pelo então príncipe Regente Dom João [Música] Em 200 anos a educação brasileira se democratizou e Tem se tornado mais inclusiva um direito de todos Olha a roupinha super elaborada
Esse é o uniforme de época e da década de 1940 a 1950 essa era a roupa o uniforme do menino e essa aqui da menina o enxoval de 1838 Ele conta com 24 itens uma casaca de pano Verde cinco colete de fustão quatro pares de calça de brim cru um par de calça de pano e jaqueta de durar o chapéu duas colheres de duas radical 12 camisas de boné de algo que tem suspensável [Música] ou seja não é para esse livro aqui se equipara o que nós chamamos hoje do nosso boletim escolar e a gente
pode Olha só Ah era conceito era conceito eu vou ler para vocês aqui o que quais eram as matérias que eles tinham em 1886 instrução religiosa francês italiano inglês alemão latim grego não tô acreditando sim português geografia cosmografia história filosofia física e química história natural e matemática Eu Tô chocada com a quantidade de línguas estrangeiras que existia menos estudava mas aqui era um curso de formação humanística em uma formação humanística envolvia que aquele aluno deveria saber as principais línguas porque para ele ser um cidadão reconhecido e ser visto como intelectual uma pessoa de saber ele
tinha que saber essas línguas [Música] independência ou morte é a imagem da independência na memória dos brasileiros é muito importante a gente entender como é que isso aconteceu aquilo que vai ser fundamental para que ela entrasse nas nossas memórias Ou seja que ela saísse deste prédio e entrasse nas nossas mentes nas nossas cabeças é certamente a difusão dela em imagens e nesse processo a difusão nos livros didáticos é fundamental as representações da Independência elas são muito diversas e muitos passas nos livros didáticos e aquilo as pessoas têm na imagem na cabeça que for acredito que
aparece na foto a gente achava que era uma foto a gente criança achava que era uma foto que aconteceu exatamente assim e não é isso pois é a partir da década de 1980 os livros didáticos começaram a desafiar as imagens até ali as imagens eram tomadas sobretudo como a verdade e desde então a gente percebe claramente né que os autores desses livros tem procurado fazer com que as reflitam sobre imagens Ou seja que elas são testemunhos das decisões que fizeram com que elas existissem mas não testemunhos sobre o momento a qual ela se referem necessariamente
isso é fundamental num século de margens que foi o século XX e eu diria ainda mais no século 21 por conta do celulares hoje todo mundo tem um produtor de imagens na mão que é o celular então esse exercício que os livros didáticos colocam né Para a gente discutir afinal de contas O que resta do passado inclusive as imagens para que a gente possa pensar sobre esse passado [Música] que Pedro Segundo se multiplique por aí precisa muito precisamos de muitos Pedro Segundo claro que o projeto de educação Dom Pedro II tinha um viés conservador não
se poderia esperar nada diferente dele mas mesmo assim era um projeto que flertava com o humanismo e com o Iluminismo no entanto tardio mas sim de difusão do conhecimento e talvez nisso esteja a base de que o Brasil foi capaz de produzir grandes educadores no século 20 o ano de Teixeira o Paulo Freire O Darcy Ribeiro né que era uma pessoas que tiveram um projeto de disseminação da alfabetização e do conhecimento no Brasil com escolas espalhadas pelo país inteiro em uma escola boa significa o quê [Música] [Música] para nossa escola é uma escola de tempo
integral a gente trabalha com a base curricular comum né que são essas língua portuguesa matemática ciência história e para além né da disciplina cognitiva nós temos aí a parte diversificada né que é o projeto de vida protagonismo juvenil dentre outras né que trabalha essa questão também do Social dos meninos e o psicológico né então desde o sexto ano até o nono ano os meninos já já são instigados a pensar o que eles poderão ser no futuro aí embora a gente saiba que que eles pensamento deles podem mudar eles podem amadurecer mas essa disciplina é importante
porque faz com que eles pensem e o que eles são Depende do que eles estão fazendo hoje para conseguir esse objetivo futuramente a gente sabe que nós temos alunos cada vez mais desenvolvidos no ponto de vista crítico no ponto de vista é de curiosidade e quando quando esse aprendizado ele se restringe só aquele ambiente de sala de aula acaba que tornando não tão interessante ou desestimulante para aquele aluno E aí onde entra o laboratório Maker o laboratório de ciências laboratório de informática os clubes de astronomia que são ambientes extras né que a escola profecia aquele
aluno para que ele possa estar desenvolvendo ainda para que ele possa estar florando ainda mais o seu interesse a sua curiosidade [Música] com aulas que todo dia é a mesma coisa Sempre tem coisas diferentes e é muito interessante a gente tem nos intervalos a gente não fica só disperso nós temos vários projetos para nos ajudar a tomar o nosso tempo coisas boas a gente tem um tempo maior com os professores com os alunos criam um elo e um vínculo mais mais próximo deles eu acho legal essa essa união De Todos [Música] nós temos professores qualificado
que participa de formação continuada pelo entendimento que quanto mais ele qualificado melhor é a ação dele em sala de aula melhor eu ensino e com certeza aprendizados os nossos alunos [Música] eu tenho assim a certeza de que né muitos muitos aí irão se formar é garantia né de melhoria tanto em casa mas o que mais ganha mesmo é o local é a sociedade porque eles também vão fazer a diferença positivamente na sociedade com 14 anos já está super mega avançada já tá concluindo quanto na época eu só estava no quarto a quinto ano no quarto
ano hoje eles têm oportunidade através da educação oportunidade que a gente não tinha mais atrás de pegar um emprego melhor de ser bem sucedido na frente agora a gente falando bem no nosso Popular mesmo agora o pobre Hoje ele tem a possibilidade de ele entrar numa faculdade coisa que antes não tinha a gente precisa realmente garantir um futuro melhor para os nossos jovens não tem como não tem outro caminho é através da educação e essa educação ela tem que ser de qualidade eu acho muito legal o trabalho deles e isso me inspirou para que eu
decidisse quando eu tiver com idade né de fazer faculdade de letras e a minha primeira coisa era me formar em direito mas já estou desistindo e vamos lá professora de matemática astronomia admiro muito essa profissão de cuidar da mentalidade dos outros [Música] Olha o nome Universidade ou seja quer dizer uma coisa ligada a um universo e o universo sempre foi múltiplo então a questão das cotas nas universidades ela não tá só diretamente ligada a uma reparação do passado ela tá diretamente ligado a uma projeção do futuro não é possível você conceber uma universidade no futuro
que não seja repleta de todos os grupos étnicos a sociedade brasileira é um universo a universidade tem que refletir isso até porque carrega no nome a universalidade [Música] o ensino superior no Brasil teve início com a chegada da família real quando o Dom João VI autorizou a fundação das duas primeiras escolas de medicina sendo que a primeira foi em Salvador em 18 de fevereiro de 1808 quando eu era criança eu ficava muito internada porque eu sou diabética tipo 1 aos 5 anos de idade a gente descobriu a diabetes Aos sete anos eu fiquei em coma
então esse período com uma no ambiente de do hospital tudo isso gerava esse desejo tão bem de cuidar naquela criança né que tava ali sendo cuidada eu fui a criança que cresci falando mamãe eu quero sem dó cronologista não era nem a medicina como Depois que eu fui descobrir que era especialidade da vacina que eu precisava para ser endócrino precisava ter feito a medicina [Música] eu sou de um bairro periférico então eu vivia a minha infância toda no bairro chamado cortar jegue na cidade de Ibirataia uma cidade de 15 mil habitantes no sul da Bahia
na Universidade Federal eu sou a primeira da minha família até engraçado [Música] quantas vezes eu passei aqui nesse Largo antes de entrar na UFBA e sabia que era Faculdade de Medicina não é mas é um pensamento muito distante quantas vezes eu passei de ônibus na frente da Reitoria e não sabia o que era aquele prédio né porque a universidade ela tem importância fundamental para as nossas vidas para as decisões sociais mais uma parcela do nosso povo esteve historicamente estratégicamente afastado disso e essa aproximação ela se dá a partir da política das ações afirmativas né reservar
vagas para quem e porque isso é importante saber né Nós temos as vagas reservadas para a escola pública autodeclarados negros o perfil de renda pessoas com deficiência pessoas em situação de refúgio pessoas trans indígenas aldeados e quilombolas além da Ampla concorrência o que totalizam 10 formas de entrada mas Observe esses perfis seja pela questão relativa renda seja pela questão relativa né Aos seus territórios a identidade étnica a toda uma fragilização social que é imposta essas populações exatamente por isso são depositar as reserva de base então a sua permanência Depende de uma boa política de assistência
Estudantil do ponto de vista material ou seja restaurante universitário creche residências certeza que se eu não tivesse um auxílio moradia não teria Como permanecer na em Salvador [Música] esse mérito né entre aspas que seria esperado que você chegue aqui nesse ambiente pronto isso é mais uma falácia para afastar né boa parte da sociedade da Universidade nós entendemos aqui na UFBA que a universidade é o espaço para construção do mérito aquelas competências que até então não tem não tinham sido desenvolvidas precisam ser desenvolvidas aqui no espaço da Universidade então se nós pensarmos que hoje a Universidade
Federal da Bahia tem mais de 26 mil estudantes matriculados em algum tipo de reserva de vaga é inegável é incontestável com essas 26 mil pessoas estão fazendo muitas mudanças nesse espaço nas mais diversas distâncias apesar da diferença representativa o último censo da educação superior do INEP aponta que entre 2010 e 2017 houve um aumento de 842% de alunos indígenas no ensino superior e o IBGE informou em seu último levantamento que entre 2010 e 2019 o acesso de alunos pretos e pardos aumentou 400% posse médica passou Engenheiro pode ser advogado ou seja jornalista eu posso até
o que eu quiser ser na vida você não precisa ter apenas determinadas áreas onde você vai poder atuar não eu acho que as cotas Ela te dá essa permissividade que daqui a pouco eu posso falar para os meus filhos para os meus sobrinhos que já estão aí né então de falar você pode ser o que você quiser então quando a gente fala de educação basicamente fica pensando nas questões ligadas ao alfabetização no número de analfabetos que eles existem no Brasil na nos cursos primários nas escolas de primeiro grau Mas é claro que a gente tem
que dar imediatamente um salto para saber como é que vai a questão da pesquisa no Brasil da pesquisa científica da pesquisa tecnológica né das startups do do mundo digital o Brasil tem hoje 14 universidades entre as melhores do mundo tem sete entre as 10 mais importantes da América Latina vocês são universidades públicas o Brasil figura entre os países mais bem colocados nos índices de educação tecnologia e inovação em média o número de anos que o brasileiro dedica os estudos aumentou em relação a 2017 o tempo de estudo era de 8,9 anos hoje é de 9
anos e meio todo esse conhecimento se reverte de forma positiva para a sociedade gerando avanços e transformações nós estamos aqui na incubadora de empresas de base tecnológica da USP do Ipem que é um Instituto de Pesquisa e energia nuclear a incubadora ela tem como entidade gestora ou ctec então se até que ele é uma entidade gestora de ambientes de inovação nós podemos fazer a gestão tanto de incubadoras de empresa como de aceleradoras e parques tecnológicos a incubadora ela tem um perfil multidisciplinar então nós atendemos o público de uma maneira geral tanto os estudantes da Universidade
seja uma luz de graduação após graduação da USP do Ipem como também pessoas externas a universidade então qualquer pessoa que tem uma boa ideia que quer empreender pode vir para o CETEC para incubadora da USP tem E participar do nosso programa de seleção de startups no nosso capacitamos o empreendedor dentro de uma dentro de uma jornada empreendedora [Música] s é uma Startup focada em bioimpressão 3D então o nosso objetivo a longo prazo é realmente criar tecidos e órgãos em laboratório né então a gente tá criando o caminho para isso né o que a gente faz
hoje a gente é especializado em bioimpressoras 3D e os materiais que são usados com essas bioimpressoras que a gente chama de biotintas que são Então os biomateriais combinados com Células E aí isso é usado para imprimir realmente né o que a gente quer usar para imprimir os tecidos e órgãos [Música] esses órgãos artificiais são criados a partir de células do próprio paciente anulando a possibilidade de rejeição hoje em dia muitos pesquisadores trabalham com imprimir modelos né então tem pesquisadores fazendo modelos de pele para estudos teste de dermocosmético por exemplo né então isso já é uma
realidade esses modelos in vitro né a longo prazo é que a gente quer chegar nesse objetivo final de realmente órgãos para transplante a gente está imprimindo um nariz a gente interrompeu a impressão aqui no meio para mostrar para vocês é um protótipo de nariz Ok falta a pontinha dele aqui as perspectivas são a gente mitigar o mesmo acabar com as filas de transplante né que a gente sabe que não são no Brasil mas no mundo todo né Tem filas enormes e aí tem o problema né da compatibilidade entre doador receptor do órgão né que é
um problema grande atender essas demandas todas né da Medicina de enfim do transplante de órgãos tratamento né substitutos de pele para tratamento de Queimados uma infinidade de aplicações médicas depois de um dia inteiro mergulhada aqui no Colégio Pedro II a gente detecta tantos elementos do que a gente gostaria para o Brasil a gente eh percebe um país que é possível todo mundo aqui sonha muito todo mundo aqui vislumbra entende o que que ele quer para o futuro e ele incentivado a sonhar acho que a gente pode pensar o Pedro Segundo e hoje a gente ouviu
muitas vezes isso o Pedro Segundo multiplicando o Brasil como um projeto de estado Olha o destino do Brasil de crescer se expandir e ser o que ele deve precisa ser é inevitável quase o Destino Manifesto Então daqui a 100 anos eu não sou profeta mas quando a gente Olha a demanda reprimida de conhecimento e de expansão do conhecimento que houve no Brasil até agora um dia se Dick há de romper e esse Dick de Educação e Cultura reprimidas ainda haverá de inundar esse país [Aplausos] no último Episódio de CNN 200 mais a evolução do Brasil
vamos ver como caminhamos na saúde desde a nossa Independência [Música]