o olá sejam bem-vindos a unidade 5 vamos aprender mais sobre a libras bem iremos tratar nessa unidade da pedagogia surda venham comigo e como você sabem por muito tempo as línguas de sinais não foram consideradas como uma língua sendo portanto desvalorizados nos diversos espaços sociais dentre eles a escola eu vejo quadro ao lado ele foi pintado por mary rapaso é uma artista plástica surda norte-americana se você tem a mesma leitura do quadro o que sente quando olha para ele e será que essa situação de isolamento também esteve e ainda está presente no cotidiano das escolas
você aluno surdo já passou por isso bom e você aluno-ouvinte conhece alguém que já tenha passado por isso e sem o reconhecimento das línguas de sinais como língua com sua estrutura própria o aluno surdo não podia contar com uma pedagogia própria ligada às suas necessidades ficando relegado a segundo plano em espaços institucionais e as línguas de sinais tiver um rico percurso até seu reconhecimento caminho que contou com a luta do movimento surdo e das suas associações e pode-se dizer que no brasil a grande mudança na educação de surdos aconteceu depois do decreto 5.626 barra 05
que regulamenta a lei de libras lei 10436/2 e com essa legislação cresceu a preocupação com o desenvolvimento de metodologia para o ensino da libras e como reflexo da construção coletiva da língua que se desenvolve cotidianamente pelo uso dos surdos temos visto desenvolvimento de uma pedagogia surda desenvolvido a partir da cultura surda nesse cenário uma das questões importantes é a presença de professores surdos nas escolas em que vocês estudaram havia professores surdos é atualmente o contato entre professor surdo e aluno surdo vem aumentando nos espaços escolares propiciando a criação de aspectos de uma linguagem visual imagética
de expressão corporal e de representações artísticas e assim partindo de sua própria construção de sentidos a pedagogia do professor surdo enriquecido através do contato com o aluno surdo ambos partilham da mesma experiência de pessoa surda em relação a língua as pessoas e ao mundo o porém ainda muitos outros aspectos para que se possa desenvolver uma pedagogia surda o qual deve ser a formação dos professores de libras e como deve ser a prática pedagógica e como ensinar a gramática da libras em qual lugar da libras e escolas bilíngues e em escolas inclusivas e pode-se dizer que
a chamada pedagogia surda é baseada no que denominamos de pedagogia visual ou pedagogia da diferença e vocês conhecem o segundo essa perspectiva pedagógica o currículo dos surdos precisa levar em conta a forma de ser do surdo e portanto as suas experiências visuais já viram o mundo a partir dos olhos em diferentes perspectivas a pedagogia da diferença tem um olhar nas diferenças culturais aborda a surdez com base na cultura da pessoa surda e não numa deficiência ou numa ausência e assim pressupõe-se uma postura educacional que leve a emancipação e ao empoderamento do sujeito surdo enxergando esse
sujeito com uma pessoa plena e a relação professor aluno surdo deve ser dialógica com enfoque cultural e linguístico veja a peppa não não pode ser uma relação hierárquica entre o educador aluno a segunda autora ronice quadros em alguns instrumentos que precisam ser mais explorados no processo de ensino da língua de sinais são a produção de literatura em sinais a elaboração de materiais escritos em sinais e registros em sinais vídeos e escrita e as ações pedagógicas relacionadas ao ensino da libras devem utilizar esses instrumentos propiciando experiências significativas de aprendizado e a imersão na cultura surda só
falta um currículo sistematizado para o ensino da libras como primeira língua ou l1 para alunos surdos no ensino básico só falta também um currículo sistematizado para o ensino da libras como segunda língua ou l2 para os rins e o ensino de libras ii da muitas vezes em cursos isolados desvinculados de instituições educativas e se resume ao ensino de uma lista de vocabulário bazzo estruturas gramaticais simples com ênfase apenas a comunicação básica do dia a dia bom e você estudou libras antes de entrar no nosso curso e como foi a metodologia utilizada e para pesquisadora surda
carolina rafael silveira e o currículo da libras contribuem para o empoderamento dos surdos pois fortalece a sua identidade e e o pleno domínio da língua é fundamental para esse empoderamento essa é a razão pela qual o currículo surdo deve estar ligado com o próprio movimento surdo e com suas conquistas e seus desejos e na verdade o ensino da libras deve ser muito mais do que uma instrumentalização para o seu uso o ensino da libras deve ser acima de tudo uma postura política do professor e o currículo deve garantir a produção ética cultural literária histórica artística
e sócio política ou seja não deve ser um currículo meramente adaptado o que precisa ser construído pensando se um estudante surdo nas suas características e nesse sentido a presença de um professor surdo na sala de aula como vimos é fundamental para a formação da identidade surda desse aluno em desenvolvimento o que será de grande importância para o seu empoderamento quando adulto e aí e com essa unidade pretendemos refletir com vocês sobre alguns aspectos essenciais quando pensamos a educação de surdos e como a visualidade a cultura comunidade ea identidade surda hum será que nossas escolas estão
preparadas para enfrentar os desafios existentes e construir uma pedagogia que vem um encontro da semanas dos surdos bons estudos e até a próxima um