Podcast Aliados da Gestão, uma produção Aliare, a maior plataforma de tecnologia para o agronegócio. Fala pessoal, sejam todos bem-vindos a mais um episódio dos Aliados da Gestão, o podcast que vem falar sobre como a gestão pode transformar os resultados do agronegócio. Eu sou Leandro Xavier, diretor executivo da ALIAR e comigo aqui Júlio e coordenador de operações também Lá do grupo Aliari. Boa tarde pessoal, boa noite, né? Não sei exatamente que momento você está assistindo esse podcast, mas hoje estamos aqui para falar de um tema bastante relevante, que é como crescer sua propriedade rural com rentabilidade
e controle financeiro. Então, acredito que vai ser um bate-papo bastante interessante, bastante enriquecedor pro seu negócio. Show de bola, Júlio. E hoje com nós aqui a gente tem um convidado muito especial, Guilherme Alonso, da fazenda Barracatu. É, que tem uma baita experiência aí no campo e vai contar um pouquinho aí como ele vem organizando a gestão de sua fazenda e os desafios que vem superado aí. Guilherme, seja bem-vindo, fique à vontade para se apresentar. Nesse momento o tempo é todo seu. Olá, gente, tudo bem? Como é que vocês estão? Bom, como o Júlio falou, meu
nome é Guilherme Alonso. Eu sou hoje o coordenador financeiro e e ajudo também Nas operações nas fazendas. Nós somos uma família que vem eh tradicionalmente da publicidade. O meu avô foi um dos fundadores da publicidade brasileira. Nós tivemos agência chamada Norton Publicidade, queera foi uma agência bastante importante. Eh, vendemos para um grupo francês que hoje é o maior grupo de comunicação do mundo, chamado Publicis. Mas ao mesmo tempo que tínhamos esse pé eh enfincado na publicidade, o meu tio, Eram dois irmãos, meu pai e meu tio, e o meu tio tinha esse lado muito forte
da pecuária, principalmente pecuária. E a gente teve algumas fazendas no norte de Minas, eh, focada no no gado extensivo. A linhagem L Gruber, inclusive, foi é uma linhagem que até hoje é tocada pela minha prima Maria Augusta. E a gente começou, eu e os meus irmãos, começamos a procurar fazendas maiores e fomos subindo do norte de Minas e acabamos entrando na Bahia. Eh, por coincidência, eu sou casado com uma baiana, não fui procurar terra na Bahia por conta da minha esposa, mas acabou calhando. E a gente chegou numa região que era uma região bastante, eu
diria, assim, abandonada, uma região que não tava no foco da expansão agrícola, né, que é a região de barra as margens do rio São Francisco. é uma cidade histórica, uma cidade que teve uma relevância muito muito grande na História do Brasil. Ela era Porto, né? Ela era um porto importante no Rio quando o Rio era navegável. E eu e o meu irmão mais velho, Felipe Alonso, acabamos nos deparando com uma propriedade eh muito relevante paraa nossa pra nossa família, que que foi a Barracatu, que é, né, a Barracatu. E, mas antes de contar um pouco
sobre a Barracatu, eu vou contar um pouco como é que eu, né, entrei na agricultura. Eu Sou filho de publicitários. Eh, acabei fazendo a Escola Superior de Propaganda e Marketing com foco em administração, mas eu sempre tive interesse no agronegócio, né? Eu entrei na Exalk lá atrás em 97. Aí cursei um período da Exalc em agronomia. Acabei largando a Exalc para voltar paraa administração porque eu sentia que realmente se os negócios eh rurais da família fossem paraa frente, a Gente ia precisar desse eh desse cara que entendesse de administração, talvez entendesse um pouco menos do
campo, um pouco mais do escritório, né? Só que eu sempre tive essa paixão pelo campo e fui fazer pós-graduação na GV em agronegócio, em gestão do agronegócio. E foi daí paraa frente que eu fiquei focado eh na gestão, na questão administrativa mesmo. E fui estudar, fui aprender, fui eh fazer curso e entender um pouquinho Mais como é que funcionava. E nesse momento eu comecei a entender que existia um gap, um buraco, né, um abismo entre eh as técnicas de gestão e a fazenda. Quer dizer, dentro da porteira, como as coisas funcionavam e a faz e
e como que a gente deveria fazer esse link com o escritório. Então, isso é um pouco de como eu comecei aí. vocês quiserem perguntar, a gente vai, eu vou introduzindo um pouco mais eh da fazenda Mesmo da Barracatu, das da que nós temos propriedades em São Paulo, né, e temos propriedades na Bahia, então eu fico eh pulando da Bahia para São Paulo. Legal, Guilherme. Baita história, hein? Parabéns, meu parabéns mesmo pela história e pela e pela coragem aí de encarar também esse desafio em terras aí desconhecidas, né? Então é é um prazer enorme aqui para
nós estar conversando com você e entender um pouquinho da história, tá, Guilherme? A gente tem um Roteiro de perguntas aqui, mas a gente pode migrar para onde a gente quiser aqui. Aqui não tem nada fechado, tá? Então eu vou seguir um pouquinho no roteiro aqui, mas aí a gente pode ir migrando. Mas também já falando e como é importante essa noção aí, né? você um formado de administração, fez fez eh pós-graduação na FGV aí de de de gestão de agronegócio. E quando você foi encarar o mundo real lá, viu que que existia um abismo entre
o o dia a dia aí E as teorias de gestão, né? Bem legal isso. E é o nosso desafio diário na realidade, trazer esses dois mundos, que fazer que esses mundos se conciliem aí, né, para para melhorar a rentabilidade dos negócios agrícolas. Bom, como eu falei aqui, a gente vai seguir um pouquinho do roteiro, mas a gente vai aqui bater um papo, tá bom? A primeira pergunta aí, Guilherme, quais foram os maiores desafios que você enfrentou na gestão da fazenda? Algum momento? Qual Foi o momento da virada que você enxerga que o que o negócio
tomou uma outra forma? Eu acho que em se tratando de uma empresa familiar, que é o nosso caso, eh ter um negócio com a família já é um desafio, né? Então você tem os seus irmãos com sócio, seu pai, você tem que fazer relatório, você tem que apresentar resultado. Eh, e quando você tá no no ambiente empresarial, e eu trabalhei bastante com os franceses, eu morei na França, trabalhei sempre com Multinacional francesa, quando você tá apresentando o resultado, as coisas são mais diretas, sabe? Então, você tem seu chefe e você tem que responder para ele
e se você não der resultado, a sua cabeça vai a prêmio, certo? Quando você tá dentro da família, tem uma uma mescla de profissionalismo com sentimentalismo, né? Porque você, querendo ou não, você tem o sentimento da família, mas ao mesmo tempo é o dinheiro envolvido, né? Então, acho que o primeiro desafio mesmo foi trazer um pouco do mundo eh corporativo para dentro da gestão familiar, né? Então, quando a gente começa a falar de cronograma, quando a gente começa a falar de status, né? quer dizer, cadê a planilha de status? Como é que estão as operações?
Eh, o que que vem depois, eh, qual o cronograma para entrega dessa desse projeto? Então, muito dessas coisas elas não eram seguidas, elas, na verdade, nem existiam Dentro das fazendas. Então, eu comecei a sentir falta de um ambiente onde eu pudesse controlar tudo isso, né, ou pudesse entender quais eram os gargalos, né? Poxa, nós estamos com um gargalo na colheita da soja. Beleza, nós temos que ter mais máquina ou não? Nós estamos gargalo na estocagem, então precisamos aumentar o silo. Então eu não sabia ainda onde estavam os grandes defeitos, né? Mas eu sabia que tinham
eh tinham aberturas de melhorias em vários Setores, só que eu comecei pelo setor com mais básico. Eu eu toda vez que eu entrei para administrar dentro da publicidade, eu sempre administrava os gerentes, os os clientes, né? E eu tive clientes como a Dioro, o grupo LVMH, a COR, trabalhei com a Tin algum tempo, então com a Hyundai, Citroen. Então assim, eu trabalhei com clientes bastante grandes. Em alguns deles a gente fazia gestão tanto assim do budget que a gente chama, que é da verba Orçamentária, mas eu tinha que fazer a gestão para dentro das agências
que era administrar o o meu, a minha equipe, administrar servidor. E eu comecei por aí. Então eu comecei entendendo se a fazenda tinha um servidor, eh, se a gente tinha um banco de dados, se a gente tinha uma carteira de fornecedor, se quais eram os nossos clientes, se eles estavam cadastrados. comecei por aí e aí eu vi que a gente tava meio perdido nisso, em todas as Propriedades. Então eu comecei a estudar quais eram as ferramentas, né, sistemas operacionais, ferramentas que pudessem nos ajudar a coletar todas essas informações e manter um histórico. Então foi por
aí que a gente começou. Mas o primeiro desafio foi realmente trazer um pouco dessas desse corporativismo que às vezes até se chega ser um pouco burocrático, né? Eh, para dentro da família. E aí você começa a ter um pouco de atrito porque eu peguei Uma operação que já tava andando. Então, no caso da barraca tu, que era a nossa principal operação, a nossa maior operação que fica na Bahia. Ela começou em 2014 e começou desde a abertura, não tinha cerca. A gente chegou, era cactus, cobra e jeg, eram as únicas coisas que tinham na região.
Você tem uma ideia, a gente tirou de dentro da fazenda mais de 200 jegs. Então, então e então era assim, Era um ambiente hostil, né? Tanto do ponto de vista climatológico, né? né? Nós estamos na catinga nordestina, quanto do ponto de vista tecnológico, a gente não tinha tecnologia necessária para gerenciar uma fazenda de grande porte. Legal. E quando foi, até mesmo puxando um pouquinho dessa última sua fala, que vocês não tinham tecnologia de grande porte, né? A partir de quando, Guilherme, vocês pararam e falaram: "OK, tiramos os Jegss, né, como você mesmo trouxe aí, né,
de fora daqui das terras, da fora da fazenda. E a partir desse momento em diante, a gente precisa de tecnologia. Qual foi a virada de chave? O que fez de fato vocês virarem essa chave nesse momento especificamente? Na verdade, ele ele não foi ele não foi uma virada de chave tão eh abrupta, que eu diria, né? Ela foi como se fosse uma escada. A gente foi degrau por degrau, passo a passo, mas começou mais no Financeiro. E eu te explico porque o financeiro, ah, cadê aquela nota da do combustível? Ah, não sei quanto que eu
paguei na última compra, por litro do da S10, não lembro. eh, como é que tá o aumento do glifosato? Então, assim, a gente não tinha informação eh necessária para poder tomar decisão. Então, e eu entrei principalmente na parte financeira, né? Esse controle financeiro foi por onde eu comecei o meu trabalho na família. Então a gente, como a gente não tinha, era tudo um monte de planilha de Excel, a gente não tinha essa, essa noção, né, de gestão, a gente foi por aí pelo financeiro, mas foi foi uma escalada. A gente não foi de uma de
uma vez que a gente chegou onde a gente tá hoje. Foi foi devagarzinho. Legal. E na tua visão aí, qual os principais erros comuns que os produtores cometem aí, então, nessa jornada e quais que é os principais erros e que você sente que o produtor eh Adota aí ou ou fa? Olha, eu vou falar, eu vou te falar como produtor, não como gestor, né? Não, como gestor de uma de uma empresa, eu vou te falar como produtor. Como produtor a gente tá sempre pensando em ter eh a melhor máquina ou de a gente tá sempre
querendo atualizar o nosso pá de máquina. Eu acho que se a gente concentrasse um pouco mais de energia na gestão primeiro, essa gestão eh melhorada, ela Vai te dar um resultado necessário para que você comece a investir um pouco mais nas suas máquinas, que compre uma área eh adjacente, que você expanda seu negócio de maneira exponencial. Mas eu acho que a gente tem que começar pela gestão, porque se você tem R$ 100, por exemplo, e gasta R, você já tá perdendo 20. Se você tem R 1 milhão deais e gasta R 1.200, você já tá
perdendo R.000. Só vai aumentando o Tamanho do buraco, entendeu? Então, eh, antes da antes de a gente expandir, a gente tem que gerenciar bem R$ 1. Você entende? Então, se a gente tiver gerenciando bem R$ 1 que seja uma roupa ou uma saca de soja ou 1 kg de abóbora, a gente vai tá eh a gente tá eh capaz para fazer essa essa expansão. Pô, Guilherme, como é bom escutar isso de um produtor, tá? que esse é o nosso dia a dia, o que a gente tenta colocar isso Pros produtores. E a gente vê que
o produtor, sim, ele é ele quando fala em tecnologia assim, o produtor é muito significado, ele coloca melhor máquina como você falou, ele tem os agrônomos lá que faz falam no melhor defensivo para ele, ele usa a semente, a que mais produz lá, então ele tem uma assessoria, mas quando se fala em gestão, o produtor às vezes é meio avesso e é por onde tu falou que onde a gente acha que ele deve começar, né, gerenciar bem o negócio Dele com os números deles para tomar a decisão mais assertiva, né, pegar um empréstimo melhor, com
menos juro, enfim, saber a variação de quanto Quando você tá negociando para um glifosato que tu deu o exemplo de uma safa paraa outra, qual é a variação que esse cara tá me cobrando 40% a mais? Por que que tá cobrando 40% a mais? E se isso sem um sistema, eu sei que o produtor é bom de cabeça, mas é é complicado. Sem se se sistematizar, né? É bem complicado, né? Ô Leandro, é impossível, eu vou ser muito sincero, é impossível porque a quantidade de informação, a quantidade de variáveis e as variáveis estão cada dia
mais volteis, o nosso negócio vem achatando, né, assim, sendo bem transparente. Então, assim, as margens estão cada vez menores. Então, cada centavo conta. Eu eu ajudo também na parte de compras. Se você não assim, a gente é apertado o tempo todo, a bolsa tá em Nova York, sabe assim? Qualquer coisa que o Trump faça ou o Xinjinim faça, a gente sente aqui. Então assim, a gente tem que estar muito antenado. E eu vou te falar uma coisa também, tem uma questão que é cultural. O agricultor ele é muitas vezes mais tecnificado do que o pecuarista.
E eu sou os dois, tá? Eu venho de uma família de pecuarista, né? Meu tio é era pecuarista, já faleceu, mas a minha prima é pecuarista e o Agricultor e meu irmão e eu somos agricultores também. Mas o agricultor ele é obrigado a trabalhar, a viver muito mais a tecnologia, certo? Ele é um cara que tá muito mais antenado com relação à parte tecnológica. Mas essa parte de escritório, ela é uma parte mais chata. Vamos ser muito transparente. Ela é uma parte mais chata. E muitas vezes o o agricultor não quer. O pecuarista ele quer,
ele quer estar no campo, ele quer Ver o boi engordar, ele quer e assim eu também quero. Eu tenho meu gado lá na Bahia e eu gosto de ver meu gado bem nutrido, sem carrapato, sabe? Assim, eu gosto de de ver esse resultado no campo e ficar eh vendo nota, imputando nota, operando às vezes o sistema, não é a coisa mais divertida para um produtor, só que é uma coisa muito necessária. Então, se ele não vai estar no dia a dia, por exemplo, de um sistema, ele tem que ter alguém que Esteja, porque nesse dia
a dia de operar corretamente, verificar se tá sendo imputado corretamente a a as notas e etc, para você depois ter um relatório correto, é isso que faz uma tomada de decisão certa ou errada, vendo agora ou deixo no silo. Então esse tipo de coisa, por mais que não seja aquilo que o produtor goste mais de fazer, mas é extremamente necessário. Bacana. Eu tomando até um pouquinho dessa frente aí, ô Guilherme. Muitas vezes nós vemos muito o produtor, ele trazendo muita questão ali de custo, um pouco ali da sua rentabilidade, da sua produção, muito através de
achismo, né? Eu acho que foi tanto, me custou R$, né? e assim por diante. E às vezes o o nosso próprio produtor, ele vê um um sistema, um software de gestão ou até mesmo ferramentas na parte de gestão como todo, até mesmo como um custo, tá? Como algo ali que não vê como investimento. E aí pegando um pouquinho Até mesmo da sua fala que você trouxe, ó, comecei a organizar ali a casa pela parte das finanças, né? Ah, e como você mesmo acabou de eh trazer para nós, tá? Então, a gente precisa olhar para essa
parte de escritório e assim por diante. Quando quando você começou ali, olhar um pouquinho mais pra parte de escritório, trazendo um pouquinho mais de organização aí pra parte financeira da empresa, tá, da fazenda, quais foram os ganhos que você obteve aí com essa Organização? Você consegue percorrer um pouquinho aí pra gente? Claro, claro. Eu acho que assim, eh, como eu comecei pela parte financeira, né? Então isso inclui compras, planejamento de safra e compras. Eh, a primeira coisa foi entender, eh, uma das coisas que que assim eu gostei bastante do Myfarm, que é o software que
eu opero hoje, foi o baixar notas. Então, qualquer nota que ela era ou Qualquer venda que era feita em nome de produtor rural ou num CNPJ das fazendas, eu consegui através do baixar notas já receber exatamente quem tá faturando, o que que tá faturando, se tá faturando da maneira correta ou não, porque infelizmente os nossos fornecedores muitas vezes cometem erros na hora da fatura. Aí tem cancelamento, tem devolução. Então assim, esse controle eh começou a ser mais fácil. Então eu tinha numa tela Tudo que tava sendo faturado em todas as as fazendas e aí eu
conseguia dizer essa aqui vai para cá, essa aqui vai para cá, eu conseguia alocar cada nota da maneira correta. Então esse foi um ponto importante. O segundo ponto foi histórico. Eu comecei a ter histórico. Olha, o o diesel S10 da fazenda X, eu tava pagando R$ 5,80. Esse mês já tá R$ 6. Pô, liga pro fornecedor. Por que que ele aumentou tanto de um mês pro outro? E aí eu Consegui pegar às vezes um aumento. Ah, não, a gente emitiu errado, sabe? assim, alguns alguns eh eu não vou dizer descaso, mas às vezes erro humano
mesmo na hora da emissão que estavam erradas. Eh, fatura de companhia elétrica, nossa senhora, a gente conseguiu ter num mês eu consegui ter R$ 23.000 R$ 1000 eh, devolvido na conta por fatura errada num mês. Então, assim, eh esse tipo de controle, quando você tem aquele, eu chamo de complexo de do Avestruz, né? O avestruz é aquele bicho que enfia teoricamente, né? enfia a cabeça na no buraco e não importa o que tá acontecendo, ele tá com medo, ele enfia a cabeça no buraco. Existe isso nas finanças que é o o cara, o gestor que
é o tru chega a nota fiscal, ele abre a gaveta, enfia a nota e fecha, sabe? Ele não quer nem ver. Então assim, se a gente tem esse comportamento, a gente vai sendo eh tipo toco no rio, a gente vai boiando e vai Levando. Quando você vê, você só vai ver no final do ano se tem dinheiro no caixa ou não. E para você ter uma uma gestão ativa, né, você tem que estar o tempo todo olhando que as coisas estão acontecendo. E realmente eh muitas vezes nos fornecedores, principalmente, e eu falo de todos os
tamanhos, não são os pequenos, tá? Às vezes os pequenos estão mais eh estruturados, mais corretos do que os grandes. Eu não tô falando até de tamanhos, mas muitas vezes tem erro de Input, o sistema não do fornecedor não gerou a nota da maneira correta, o XML tá errado, eh o cara esqueceu de colocar inscrição estadual, aí não puxa. Então eu tenho isso no dia a dia, só que hoje com mais experiência e eu acho que eu já tô trabalhando com vocês, se eu não me engano, aos 4 anos. Eh, com essa experiência você já consegue
ativar esses fornecedores e corrigindo esses detalhes, entendeu? Legal, legal. Ã, Guilherme, a gente ficou voltar um Pouquinho aí que você falou da da fazenda aí, mas queria que você dissesse falasse um pouquinho da fazenda aí, cara, o que que vocês plantam, produção, sei que tá a parte pecuária, quais as fazendas vocês têm. Fala um pouquinho dos números das fazendas e o que você se sentir confortável em falar aí. Claro, claro. A gente, então, o a minha família tinham duas fazendas em Minas, né, que a gente acabou vendendo. Meu tio foi pro Tocantins, eh, agora tá
numa, Ela, minha prima tá no Mato Grosso do Sul, mas o grupo que a gente opera é essa fazenda na Bahia que tem da ordem de 2.000 ha, né? É uma fazenda praticamente toda irrigada. A gente tá hoje com 20% da nossa capacidade instalada, porque são pivôs, pivôs da casa de 110 ha cada um. Eh, é uma fazenda bem estruturada, ela tem eh silo secador, balança, ela tá toda estrutur estruturada para grãos, tem um canal de quase 2 km dentro dela, as tem 4 km de Margem São Francisco, uma fazenda que tem um potencial enorme.
Nós estamos há 10 anos nessa região, né? Eh, é uma, de novo, é uma região que foi meio esquecida porque era uma região de pecuário, né? E e acabou por uma questão de logística sendo esquecida, mas agora que fizeram uma ponte que cruza da da cidade de Barra para Chique- Chique, eh, lincando Irecê, então a gente tá a cidade de Barra tá muito mais na ativa e hoje a cidade de Barra tá se Transformando num polo da fruticultura. Então, a minha fazenda aqui é uma fazenda de grãos, né, de cereais. Então, a gente planta soja,
milho, feijão, eh, milheto. O nosso foco desde que a gente instalou a fazenda eram cereais. Mas a gente agora tá começando a fazer alguns experimentos com frutas, porque realmente é uma região incrível paraa fruta. A fruta, cada manga lá parece um tijolo assim desse tamanho. E a sanidade das plantas é absurda, né? O Índice eh foto de de a questão solar, né? é muito alto nessa região. Então a gente tá voltando essa fazenda um pouco já mais paraa fruticultura, tá deixando para trás um pouco cereais, estudando frutas como cacau, estamos com quase 100 ha de
abóbora plantado, então tem um trabalho bem interessante. Temos uma fazenda também eh na região de Bragança Paulista, que é uma fazenda que hoje praticamente é uma ilha, né? Ela foi tomada por pela Represa, que é a última represa, a represa mais alta aqui do da Guarapiranga. E essa fazenda tá com um feno de coach cross, porque é uma região que demanda muito feno, né? Então ela tá inteira eh em feno. Ela foi de café, eu mesmo morei nela durante 7 anos. Eu fui café cultor e hoje ela tá toda tomada em feno. Temos uma outra
na região de Piracaia que é próxima que tá com Eucalipto. Então a gente tá nesse nessa, estamos já verificando outras propriedades para comprar na região da Barra e a gente tá nesse, nesse processo de expansão. Deixamos um pouco o estado de São Paulo, que era a nossa principal atividade, né? Vendemos as propriedades do norte de Minas. eh, para poder agora focar um pouco mais na Bahia, que é onde vem dando mais resultado. Legal. Ah, Guilherme, quando você foi Colocar aí um pouco mais de gestão, tá? A gente sabe que alguns momentos eh quando a gente
vai trazer um pouco mais de gestão para dentro da propriedade em si, tá? Até mesmo as na grande maioria das vezes, por ser uma uma gestão mais familiar, nós temos aí algumas dificuldades, tá? Então, às vezes um quer, um quer ou às vezes até mesmo alguém aí da parte do time de funcionários, colaboradores, não, a gente quer colocar outros têm Resistência. Você teve alguma resistência nesse momento de dar esse pontapé, falar: "Não, de fato vamos colocar aqui um sistema para que a gente possa gerenciar toda a parte financeira, toda a parte da fazenda em si.
H, teve alguma dificuldade? Você consegue falar um pouquinho mais pra gente sobre isso também? Tivemos sim. Eh, não vou mentir. E a gente tinha, quando eu cheguei, a gente tinha um software Comprado, mas que era muito pouco utilizado. E quando eu fui entender um pouco mais do desse software, porque já tinha uma uma das fazendas de São Paulo já tava cadastrada nele, ele não tinha input, quer dizer, ninguém imputava, não colocava nada dentro dele. Então ele era um software meio cego, ele tava cego, ele não enxergava nada, não tinha dados, né? E aí eu, como
eu era focado mais na parte Financeira, eu tentei entender um pouco mais sobre a parte financeira desse software, um software bastante conhecido, inclusive, e ele era meio cru na parte financeira. Eu não sei como é que tá hoje, obviamente deve ter desenvolvido faz quase 5 anos. Eh, e aí eu senti dificuldade. Eu falei: "Não, esse software não não funciona, né? não funciona para pro que eu preciso, né, pras minhas necessidades. E aí meu irmão que tava Operando, fal: "Ah, não, mas deixa ele aí, vamos deixar tal". Então eu comecei, a gente começou a pagar dois
softwares, sendo que um, eu comecei a imputar todas as notas, fiz o cadastro das fazendas todas, tal, que é o que a gente usa hoje, que é o MyFarming, e o outro continuou durante quase um ano sem informação. Então, você queria saber alguma coisa, você não tinha. Eh, a parte que eu sinto mais dificuldade até hoje é a parte de campo, porque querendo Ou não, o escritório nosso em São Paulo, a equipe já tá acostumada a, né, ao controle, o dia a dia deles já já faz parte do dia a dia deles, a utilização do
software. Mas a parte de campo e principalmente controle de estoque, ela ainda é um pouco morosa. Você ainda tem que dar umas umas puxadinhas para que que ocorram, sabe? Mas sempre tem essa questão. Eu acho que toda vez que a gente traz uma mudança e traz novidade dentro de qualquer equipe, faz parte do Ser humano. Ele vai dar uma refugada. É igual cavalo. Ele enxerga alguma coisa nova, ele ele assusta. Até ele entender que aquilo não é uma ameaça. A gente tem que ir devagarzinho conduzindo, né? E a gestão é isso. Você tem que conduzir,
você tem que conduzir gente, tem que conduzir tempo e tem que conduzir dinheiro. Basicamente isso, né? Maravilha. respondi. É perfeito, respondeu sim. Tá, eu tenho já aproximadamente 7 anos já que tô aqui Dentro da liário, mas como consultor de implantação aproximadamente 10 anos. E eu venho de uma outra empresa referente a varejo, tá? E lá eu também peguei um cliente eh que justamente a gente tinha muito essa essa dificuldade, essa cultura, tá? Então eu lembro perfeitamente até hoje que quando chegava lá um cliente chegava para fazer o acerto do contas a pagar eh dele, né?
Porque tinha muito lá e pegava muita coisa no consignado. Chegava, levantava Sete vendedores na parte ali de vendas todinha, levantava, ia pro financeiro, abria vários gavetão e começava a vasculhar o quantas apagado daquele cliente. E de repente quando começava a achar, não, tô tô acho tô indo, tô indo na fé, um gritava, peguei todo mundo já esvaziava financeiro de uma vez só. Então assim, eu vejo que essa parte hoje quando a gente tá falando da parte de gestão, ela é justamente para tentar facilitar o nosso dia, trazer entrega de Valor, um pouco mais de assertividade
dos números, né? E até mesmo falando um pouquinho de números, Guilherme, como que você trata hoje, como você lida aí na prática com o seu fluxo de caixa, tá? Ah, hoje você, acredito eu, que você já tem um fluxo de caixa mais estruturado, como que o fluxo de caixa te auxilia na nas tomadas de gestão? se vou, se não vou comprar, se vou, não vou pegar um novo financiamento bancário, se há necessidade, se não há. Eh, você Consegue percorrer um pouquinho também pra gente contando um pouquinho como que é a sua gestão utilizando o fluxo
de caixa hoje? O fluxo de caixa é o coração da empresa, né? Porque quando a gente fala o balanço é uma foto do passado, o fluxo de caixa é aquilo que tá entrando e saindo o tempo todo. Então a gente consegue hoje olhar pro fluxo de caixa e falar: "Ó, eh, eu preciso fazer a aquisição de um novo maquinário. Como é que tá esse Fluxo de caixa?" Ó, a nossa linha de financiamento, ela tá pesada. Podemos dar um, sei lá, mais uns se meses. A gente essa, essa máquina que tá colhendo, ela aguenta mais um
ano, entendeu? Em cima disso que a gente toma as decisões. O fluxo de caixa, ele mostra um pouco da nossa saúde, né? Saúde financeira. Nós estamos, nós estamos bem, né? Nós estamos respirando bem ou nós estamos com água, né? Então, é em cima dele que eu vou tomar As decisões se eu vou fazer novos investimentos, se eu vou pegar um novo custeio, eh se a taxa de custeio que tá sendo eh gerida hoje no mercado, ela funciona para mim ou não? Porque se não funcionar, eu vou com o meu dinheiro, você entende? porque senão eu
tento fazer fazer esse esse comparativo o tempo todo. Então ele é como se eu olhasse no espelho todo dia para escovar meu dente. Esse é meu fluxo de caixa. Eu tenho o tempo todo tá olhando para ele e Vendo se tá entrando mais do que tá saindo, né? Legal, legal, legal. Muito bom, muito bom escutar isso de novo aí. É muito bom escutar porque é o nosso dia a dia, é o que a gente bate em cima dos produtores aí, né? Que muitos deles aí são focados só na na produtividade, né? saber e esquece um
pouco de olhar para para esses números, entender os custos, etc., né? Ah, na sua visão aí, quais os principais custos hoje que o produtor deveria olhar eh e que merece uma Atenção especial que você foca aí assim, pô, deixa eu ver se isso aqui realmente e eh tá tá bem gerido? Qual que tirando os tradicionais, digamos assim, o que que você mais olha assim, isso aqui o a a gestão da fazenda pode melhorar esses custos? Olha, eu divido os cursos da fazenda da seguinte maneira e são e é uma maneira bem simplória, tá? Não é
nada sofisticado. Eh, eu divido da o que vai Diretamente na lavoura, né, que são os insumos, o óleo diesel. Eh, no meu caso, que é pipocentral, tem muita questão de energia elétrica, a energia é bem cara. Então eu divido aqueles insumos que são diretos na lavoura e aquilo que não é direto na lavoura, tá? Então eu divido, a gente poderia chamar de custo fixo e custo variável. Tem cada gestor chama da da maneira que quiser. Eu chamo de lavorenda, né? Ah, estourou uma cerca lá no fundo. Hum. Não tá ligado a minha Abóbora, tá certo?
Mas a fazenda vai ter que pagar. Então eu chamo no custo fazenda. Ah, tem a viagem do administrador que foi lá para Ribeirão Preto ver a Greow. Não tá ligado diretamente na minha abóbora, mas a fazenda vai ter que pagar. Então assim, esses essa divisão entre que é lavoura e o que é fazenda, eu deixo muito claro, tá? E aí eu tenho uma relação de quanto? Ah, é 50, 50, é 40, 60, como é que essa relação tá? Porque se o custo fazenda começa a ficar muito alto, a manutenção dos maquinários, a manutenção das estradas,
eh se esse curso tá muito alto, eu tenho que entender que é quem tá pagando a conta é essa lavoura, tá certo? Então, ou eu consigo aumentar a produtividade nessa lavoura, ou eu sou obrigado a cortar custo. E agora eu não vou lembrar quem foi que falou, eu acho que foi, eu vou lembrar depois, mas custa igual Cabelo, você tem que cortar todo mês, né? O pessoal fala: "Custa igual unha, você tem que cortar tudo mês." Então não adianta, tem certas coisas que a gente precisa cortar. E por exemplo na questão da energia pra gente
lá na Bahia é a companhia Coelba, Neoenergia. é uma companhia enorme, certo? Eh, muito grande, tem muitos clientes, mas eu eu fui obrigado a contratar uma empresa que fiscaliza, que monitora o meu consumo de energia para Verificar e validar se todas as minhas faturas estão vindo da maneira correta. E às vezes não vem e esses caras pegam, você entendeu? Tem um medidor que fica dentro do meu currículo de energia lá na Bahia. A empresa, se eu não me engano, fica em Goiás hoje em dia. E eles mandam o relatório pra gente, ó, tá tá tendo
alguma coisa errada, o a medição tá errada, chama Coelba. Então, assim, e como dentro do meu custo a energia é algo muito Relevante, você perguntou, né, que custo você olharia? Eu olharia, por exemplo, a energia, é um custo que eu olharia, vale a pena ou não colocar uma usina solar? Eu olharia a questão dos insumos, a compra de, principalmente dos adubos. Eh, tem que ficar de olho no dólar, o momento correto de comprar, porque um erro desse é seu lucro que tá indo embora. É nesse, é nessa margem que nós estamos trabalhando. E eu sou
deicultor, então a nossa margem da soja hoje tá Muito pequena, né? Isso que a gente tem silo, a gente não paga estocagem fora, tem um monte de benefícios dentro da Barracatu. Eh, outra coisa que eu olharia é a questão dos biológicos. Os biológicos estão vindo com muita força e estão nos ajudando demais. Então, tem certas coisas que a gente tá conseguindo ganhar. Eh, aplicação de pulverização hoje na fazenda é tudo feito via drone. Só aí são quatro sacos a mais por hectare que eu ganho porque Não tem amassamento. Então, assim, você compreende, não são assim,
não é um item único que vai fazer você ter a diferença, mas são pequenos itens que quando você soma tudo isso, eh, dá uma caminhonete nova, entendeu? Legal, legal. Esse do custo lavour e custo fazenda eu não tinha escutado ainda. A gente chama muito custo direto e custo indireto, né? Eh, mas é, mas é, mas gostei do gostei da temática aí do, Do, do fazendo lavoridade, a tua proporção ideal seria mais ou menos quanto que você que a ideal que você trabalha aí? Olha, nos últimos 3 anos vem oscilando, mas hoje a lavoura tá sofrendo
um pouco, ela tá pagando. Eu tô no 5050, 5050. Mas eu gost é eu gostaria de est mais na lavoura, com meu custo maior na lavoura do que no restante. Só que como a minha estrutura é muito grande, a minha área de de plantil ainda ela não Tá tão grande. Então eu preciso expandir essa área de plantil para que o mesmo custo ã dê conta de de de dar o suporte e dá. Então eu tenho hoje, eu consigo rodar hoje 600 hactares irrigados na Bahia, mais ou menos, e eu tenho suporte para rodar uns 1000.
Então você entende que o meu custo de fazenda, né, que seria o custo fixo, ele tá muito alto. Eu preciso baixar esse custo fixo e ao mesmo tempo aumentar minha área de plantil para que Eu consiga diluir esse fixo. Legal. Legal. Legal. E além de dessa termologia nova que acabamos de aprender, né, lavoura, fazenda também acabamos de aprender e que custa que nem cabelo, precisa cortar todo santo mês, né? Isso isso aí não é não é de minha autoria, mas é mas funciona, viu? Maravilha. Falando agora um pouquinho também sobre investimento, Guilherme, como que vocês
hoje aí na fazenda define exatamente aonde que vai Investir e quando investir? Existe hoje aí algumas metodologias que vocês utilizam, vai mais pelo feeling que vocês têm hoje na parte de produção. O que que o que de fato leva vocês a trazer o investimento para dentro da fazenda? Olha, a fazenda, o nome já diz fazendo, né? De novo, não fui eu que falei, mas é o tempo todo você tá fazendo, você tá construindo, você tá comprando, vendendo. E nós somos, querendo ou não, Nós fazendeiros, né, nós somos tipo como se fosse um grande mercado. Então,
o tempo todo a gente recebe oferta de alguma coisa nova, seja na parte de produtos defensivos agrícolas, seja na parte de insumos para adubação, maquinários. Então, o tempo todo vem ofertando, ah, o meu drone é o 25p. Não, mas pera aí, calma, já lançaram 50. Não, então assim, se a gente não ficar atento, se a gente quiser entrar e comprar tudo que nos oferece, a gente tá Lascado. Não tem nada que implante hoje que vai dar. A gente, mas respondendo a sua pergunta, o nosso investimento, ele é diretamente ligado ao que vai dar o maior
retorno. Então, ah, eu preciso de uma colheitadeira nova. Pera aí. Se eu tiver disponibilidade aluguel na região, quanto que eu vou pagar? Quanto tempo uma colheitadeira nova sendo alugada ela pagaria? Então a gente faz essa conta, né? E obviamente quanto tempo que esse dinheiro tem o Custo de oportunidade, né? Esse dinheiro aplicado no banco, quanto que ele estaria rendendo? Então assim, primeiro a gente investe naquilo que é estritamente necessário. Vou dar um exemplo. Nós temos uma balança Toledo de 30 m na fazenda. Foi a primeira coisa que a gente, uma das primeiras coisas que a
gente instalou na fazenda, por a gente mexia com feijão. Eh, quando carregavam de feijão na fazenda, a gente tinha que Rodar 100 km para uma balança que era mais próxima, era 100 km de distância. Esperar o pagamento do lado do caminhão, que às vezes ocorria quase no final do dia, e rodar 100 km de volta pra fazenda. Então você imagina isso com um caminhão, você imagina com a frota entrando e saindo. Era inviável. A balança rodoviária, que é o nosso caso, é ele é o caixa da fazenda. Então, entrou, passa na balança, saiu, passa na
balança. A gente tem que saber Exatamente, porque às vezes, querendo ou não, ah, você comprou x toneladas, vem x - 1. Você tem que, né, você tem que saber, tem que registrar. É a caixa registradora, né? Então, a balança, no nosso caso, que é uma região que não tinha soja, nossa região, a gente chegou lá, o pessoal de Luís Eduardo Magalhães, falava: "Ó, tem uns loucos lá, uns paulistas louco lá que estão plantando soja e esses loucos eram nós." Um dia eu tava no hotel contar uma história Rápida, eu tava dormindo em Luís Eduardo num
hotel e no café da manhã uma mesa atrás cheia de representante de um monte de empresa internacional e eu aqui sozinho tomando meu café da manhã eu e o pessoal falando não, porque se vi os louco, tem uns cara louco mesmo, né? Estão investindo lá na Barra, estão plantando soja na Barra, será que vai dar alguma coisa, não sei o quê? Eu quase com vontade de virar e falar, né? Sou eu. E hoje a gente tá é Falar tipo, e hoje a gente tem 90 sacos de soja por hectare. É, é OK pra gente, a
gente teve italhão de 120 sacos de soja por hectare. Ah, meu vizinho tirou um milho recentemente, ele teve 187 sacos de milho de média. Eh, teve 223 numa variedade nova que ele testou. Então assim, e se você, o solo nosso é muito equilibrado, eh, quimicamente, ele tem uma questão física, tá? Eh, mas quimicamente, para você ter uma ideia, eu coloco uma tonelada de de calcário Dolomítico por ano só para manter o alumínio. Eu nunca tive, nunca tive alumínio na fazenda. Eu procuro, vou em terras que a gente não produziu ainda, mando análise de solo para
São Paulo e não tem alumínio, terra que nunca foi produzida. Então assim, tem muita coisa interessante lá nessa região, mas essa questão realmente de de abrir, né, de de plantar e saber se vai colher, né, a primeira safra de soja que nós tivemos foi 60 sacos no primeiro plantil, na Primeira. É muito alto, tá? E agora fiquei curioso aqui, né, com essas produtividades altíssimas que você tá falando, fora do padrão já de digamos assim, por que que vocês estão migrando para para fruticultura? É, é por a rentabilidade mesmo, porque realmente a fruta ela nessa região
específica é a gente tem uma questão climática muito interessante. Como o índice proviométrico é bastante baixo, apesar que nos últimos anos a Gente tem oscilado de 800, eu tenho tido 1000 na fazenda, quer dizer, não é tão fraco assim. A barra é conhecida por ter um índice fluviométrico entre 400 e 700 mm ano, tá? É catinga, é seco, mas a questão fúrgica é praticamente inexistente. E eu quando eu comecei aprender, eu eu olhava a minha lista de compra com o meu agrônomo, falava: "Cara, mas não tem fungicida? Tem tão pouco fungicida?" Tipo, era, sei lá,
2% do custo total da safra era fungicida. Por que isso tão baixo? L é seco, eu molho quando eu quero. Eh, é só não deixar laar, é só não deixar, né, empolossar água. a gente não tem fungo, é uma região seca. Então essa questão fúica pra planta, ela é extremamente importante porque os maiores vilões da fruta é o fungo, né? Você pega a vassoura de bruxa do cacau, a cigatoca negra da banana, então tudo isso é fungo e são fungos que são assim severos, né? Quando eles entram, eles entram para Arrebentar e a gente não
tem praticamente fungo. Nosso maior problema é inseto, porque uma região de 400 m de altitude, clima muito quente, né? E os insetos eles adoram, eles são, chega na época da seca, eu tinha lavoura de milho lá, tudo seco, aquela catinga nordestina e o pivô de 112 ha, todo verdinho. Então você imagina, a gata do cartucho olhava aquilo e falava: "É um oasis, deixa correr para lá". É lá que eu quero, né? lá que eu vou me alimentar, né? Ai, que Legal. Exato. Maravilha. Ah, hoje quando a gente fala aí da da gestão, né? Você falou:
"Olha, que a gente tem usado o Myfarm, gostei bastante ali da ferramenta que o Marfarm trouxe, né, que é a baixa de nota ali. Tem algum outro ponto também e na sua concepção, na sua usabilidade ali que o Marfarm te ajuda no seu dia a dia, Guilherme? Tem, eu lembro que você falou até de foi um cliente que você tava que tinha uma gaveta cheia de nota fiscal. Você lembra O que você falou? Então, eh, a quantidade de nota fiscal que entra numa fazenda no ano é absurda. Aí você começa a multiplicar por três, por
quatro, você imagina você ter um depósito para armazenar tudo isso, né? My Farm tem a a aba documentos que chama, que é exatamente isso, é um fichário ele digital, né, nas nuvens que você entra lá e e você fala o que você quer e ele acha. E a gente passou até um caso interessante, a gente passou por Uma fiscalização em junho passado que tem praticamente agora todo ano, né? E a Barracatu foi uma das fazendas eh que não foi autuada, não teve nenhum tipo de notificação, porque realmente a gente tem tudo sob controle. E eu
tava com o pessoal do CREA, eh, foram mais ou menos 3 horas de documentação. Eu fiquei com o pessoal, tinha Ministério Público, tinha Polícia Rodoviária Federal, tinha o CREA, tinha a DAB, eh, tinha o IMEMA. Então você Imagina todos os órgãos sentados do lado de um produtor rural e pedindo documentação, né, à vontade. E eu até falei num momento, gente, vamos com calma por vez, né? Vamos, vamos no CREA, né? E aí o pessoal do CREA me pediu, Guilherme, cadê a nota fiscal dos extintores de incêndio? Né? E eu falei, eu eu sei que eu
tenho. Entrei lá no documentos e aí eu não lembrava qual que era o nome da empresa. E aí o cara do CR virou para mim e falou assim: "Guilherme, coloca fogo aí". E eu escrevi no documentos fogo. Aí apareceu fogo oeste, que era o nome do nosso fornecedor, e tava lá nota fiscal. Aí ele já me deu um pen drive. Eu baixei a nota fiscal, mandei para ele no pen drive, tudo tudo certo, tudo resolvido. Ele viu que a nota fiscal tava válida, tinha sido comprada há um mês e meio atrás, tudo certo. Então assim,
tem certas coisas que agilizam demais a gente, né? Essa questão do documentos. A Parte de planejamento de safra também é vital, você tem que ter um planejamento, né? Você tem que começar a planejar para daí seguir a parte de colheita. Então você registrar a colheita, registrar os caminhões, tem muita coisa legal. Bacana. Legal. Guilherme, tem um ponto aqui que a gente tem começado a falar e você deve estar escutado bastante aí, que é o famoso SG, né, sustentabilidade, etc. Aí, né? E quando se fala muito em Em nessa parte de SG, o pessoal fala: "Acho
que é muito a parte ambiental, né?" Ah, só eu falei ambiental, ambiental que o eu acho que o produtor já faz e faz com excelência, né? Mas tem um o G da governança, né? Que o pessoal às vezes se esquece, né? Que assim, pô, é SG, é social, ambiental e e a e a governança, né? O que que tu tem para dizer para nós sobre isso aí? Isso tá chegando? É um conceito que já tá em mente com vocês? Isso a a a já tem o Pessoal já tem falado muito, tem cobrado você sobre SG
ou não? Sim, a parte é como você falou, né? Eh, a parte ambiental ela faz parte do dia a dia do produtor, né? Então eu até dei algumas palestras no colégio das crianças falando sobre isso, né? Para desmistificar um pouco, tipo, o que que o a cidade entende e acha. que o campo tá fazendo, né? Então, às vezes a gente tá trabalhando na cidade com conceito de 30 anos atrás. Então, a tríplice lavagem das embalagens, a devolução das embalagens no local correto, o armazenamento correto das embalagens, a casa de defensivos a 30 m de distância,
quer dizer, toda essa parte governamental, né, de gestão, eh, eu acredito que as novas propriedades já estão sendo implantadas com isso. Então, o novo produtor, ah, que vou abrir uma nova fazenda, ele já abre pensando nisso. Quer dizer, como é que eu vou Atender a questão, né? Onde vão passar os caminhões? Eh, é uma área de app, se é uma área de app, vai ser cercada, não pode entrar animal, eh, onde vai ficar a reserva legal, né, da fazenda. Então, tem um monte de corredor de servidão, tem um monte de de conceitos que fazem parte
dessa gestão, né? E a gente vem trabalhando com isso algum já quase 10 anos, né? Então a gente já tem uma consciência um pouco maior, inclusive para auxiliar alguns vizinhos, alguns Amigos, do tipo, ô, onde você tá devolvendo sua embalagem? Tem que mandar a nota fiscal junto, não tem? Que tipo de caminão que pode ir para lá? E a gente, isso já tá meio que no DNA da nossa família, né? A minha família já entende essa questão da da gestão, né? Obviamente que o social tem um super impacto, né? Então você tem que trabalhar com
as pessoas bem instruídas, bem vestidas, bem alimentadas e tudo isso é super importante. Nós somos uma Empresa, né? E temos que ter responsabilidade como tal. É, eu ia falar um pouquinho do S, que é o social, que era a próxima pergunta, mas você já comentou aí, né? Realmente as fazendas elas fazem a social. O pessoal às vezes não enxerga, mas a gente dá, a gente faz muito social. Então, eh, a gente são treinados, elas elas elas as pessoas se sustentam por trabalhar dentro da da das fazendas. Elas têm uma alimentação de qualidade, elas têm dormitório.
Então, Assim, eh, o social também é feito pela pela pelos produtores rural e muito bem feito, né? Não. E fora aquilo que não é dito, né? Eu vou te dar um exemplo. Ah, tolou. O sei lá, combi da escola. Quem que vai desatuar a combi da escola? Cultura, não é? Somos nós. Eh, toca o telefone, Guilherme, você pode emprestar a patrol para acertar nossa pista de vaquejada, vai embora. Ah, precisamos do da escavadeira para fazer. Então, assim, nós estamos o tempo todo trabalhando com A sociedade, só que a gente não fica fazendo post, olha, estamos
aqui, o produtor tem mais o que fazer. produtor tem que trabalhar para ir produzir. Esses eh periféricos que eu chamo são super importantes para pro social, né? Então a gente tem perto da fazenda vilas que que querendo ou não, que o pessoal trabalha com a gente, eh a estrada tem problema queem patrola somos nós. Então assim, e só que a gente não fica contando isso, né? Eh, ah, eu tô com Falta de pasto, você posso colocar os seus meus carneiros aí, pode, põe aí, vamos embora, entendeu? E tudo isso não é remunerado, né? Eu morei
na França um tempo e eu lembro de alguns produtores que me falavam que quando a propriedade francesa ela tem margem com a com a rodovia, com alguma rodovia, se ele mantiver a essa essa margem bonita, florida, ele ganha a isenção de certos impostos. A gente não tem isenção nenhuma. a gente tem que trabalhar e a Gente tem que ajudar o não, e a gente tem que ajudar a comunidade que tá perto. A gente tem que E a gente representa quase com quarto do PIB, a gente representa quase que 1/3 das contratações e mesmo assim a
gente ainda é taxado. Eh, não é não é fácil ser produtor no Brasil, não. Vou ser bem sincero. Legal, legal, legal. Acho que a gente tá quase caminhando aqui, né, pros nossos finais, né? É praticamente quase uma hora já de conversa. bastante Conhecimento, tá? Bastante troca de informação aí. E aí, eu gostaria deixar você bastante também à vontade, ô Guilherme, hoje quando a gente fala aí da parte de gestão, se hoje fosse para você dar um conselho aí para uma pessoa produtor rural, que nesse momento tá começando a a ter aí um pouco mais de
controle, tá, na sua gestão da sua fazenda, até mesmo para descrever um pouquinho, né, aquele famoso caminho feliz, qual que seria ele, qual é a Sugestão que você dá para que a pessoa possa ter um pouco mais de gestão dentro da sua propriedade, tanto gestão financeira, como também um pouquinho ali de gestão de campo. E aí eu quero que você fique bastante à vontade, tá bom? Legal. Eu acho que assim, a gente tem que encarar a gestão de uma maneira um pouco diferente. Eh, a gestão, você tem que acordar todo dia, levantar da cama, escovar
o dente, arrumar sua cama e Gerenciar o seu negócio, tá certo? São obrigações. Nós temos obrigações e eu tô falando de todo tipo de produtor, desde o menor, que é um produtor pequenininho familiar, ao grande produtor. Faz parte do seu dia a dia você olhar pro seu negócio como uma empresa, né? Faz parte. Então você tem que olhar suas contas, você tem não tem que esperar o final do mês para saber se sobrou dinheiro no caixa ou não. Então, eh, o minha minha dica seria primeiro para você começar a Entender o seu negócio, eh, comece
a entender a sua necessidade, o que que você precisa, né? Onde você sente maior necessidade. Ah, eu, Guilherme, tinha maior necessidade na questão financeira. eu tinha que saber onde é que tavam as notas, eu tinha que essa necessidade. Então, em cima disso, você vai achar o software que te te ajuda eh de uma maneira melhor. Existem softwares muito mais complicados. Hoje eu eu vou falar um pouquinho assim, o Myfarm é um Software super simples, né? Ele não é um software complicado de você operar, de você utilizar. Eh, você tem ERPs muito mais sofisticados que atendem
também a grandes produtores. Mas para começar, começa pelo simples, começa pelo arroz feijão. Vamos fazer bem feito o arroz feijão que na hora que tiver bem feito a gente muda, a gente vai fazer um strogonof, a gente vai fazer uma coisa diferente, né? Mas essa gestão começa pelo por quanto que você tá gastando, né? Vamos planejar os nossos gastos. Ah, eu vou plantar, eu quero plantar 2 ha de milho, tá? Vamos plantar 2 ha de milho. Quando que você vai plantar? Quanto que vai custar esse plantil, né? Quando você vai vender para saber se vai
ser uma época boa ou não? Então, esse tipo de pensamento, eu acho que o agricultor, e tem uma moçada nova chegando no campo que é muito boa para isso, né? A gente tem que mudar o o Mindset, né? O a forma de pensar agricultura, deixar de pensar agricultura. como algo lá do passado, onde ai o boizinho vai pastar e vai dar tudo certo. Não, não é assim, né? Eh, eu sei que a maior parte dos agricultores já não pensa assim, mas a gestão e principalmente a utilização de softwares ajuda com que você não tenha um
monte de planilha, você não tenha papelzinho anotado, esse tipo de coisa acaba Atrapalhando. Eu brinco um pouco que a gente não pode se autossabotar, né? Então, se eu começo a escrever muita coisa no papel e aí esse papel fica no escritório, não tá na caminhonete, aquelas coisas, você vai se autossabotando e vai ficando cada vez mais complicado. Se você tem tudo num lugar só, fica mais fácil, né? Então você acaba tendo uma facilidade de descobrir onde você tá errando. Pô, eu tô errando porque eu gastei demais no Adubo. Tem que puxar a orelha do agrônomo,
falar: "Cara, por que que você me indicou tanta adubação, né? Se a gente não ia colher 60 sacos, se a gente ia colher 50, você começa a ter um pouco mais de noção para poder puxar a orelha da turma que tem que ser puxada, sabe assim? Se é o zootecnista, se é o veterinário, se é o agrônomo, se é o seu próprio administrador ou se é você mesmo, porque muitas vezes a gente tem que puxar nossa própria orelha, né? Então, eu acho que, resumindo um pouco, eh, se eu tivesse falando com um agricultor que ainda
não tá tecnificado, eh, principalmente na questão da gestão, procure um software de gestão, eh, não saia comprando qualquer coisa, pede um que eles chamam de licença, né, de licença grátis, uma teste uma semana, coloca uma operação lá para você ver como é que funciona, entenda se você vai conseguir fazer aquilo todo dia. ou se você tem alguém que possa fazer, sua Esposa vai te ajudar no negócio, seu marido vai te ajudar, porque às vezes, se você faz 5 minutos por dia, 10 que seja, eh você não gasta muito por mês, você entendeu? Só que tá
tudo num lugar só. E aí na hora que vem uma fiscalização, você tem a nota fiscal na mão, tá fácil de você achar, você vai economizar um dinheiro eh grande. E esse dinheiro grande poderia estar numa compra de uma outra fazenda, poderia estar numa compra de uma colhideira Nova, ou poderia estar numa viagem para Disney com as crianças no final do ano, sabe assim? Então, como as margens estão cada vez menores, cada centavo conta. E se cada centavo conta, nós temos que estar todo dia olhando. E não é olhando o extrato do banco, porque o
extrato do banco, o leite já derramou, entendeu? O extrato do banco já foi, você tem que olhar, você tem que planejar para não derramar o leite. Esse Que é o ponto. Legal. Eh, bom, que nem o Júlio falou, a gente tá começando ao encerramento aqui, mas eu queria fazer uma pergunta aqui que eu acho que tu falou das novas gerações aí que estão chegando. Eh, como é que é isso aí na fazenda de vocês? Vocês têm esses conflitos geracionais aí? Como é que vocês lidam isso? Como é que tá isso aí na na na família
de vocês? Não, graças a Deus esse conflito eu não tenho. O meu pai ele foi o gestor Da Publicis, eh foi o cara que trouxe a Publicis pro Brasil, que é um grupo eh de comunicação, como eu falei, um dos maiores do mundo. Então, dentro das agências de publicidade, a tecnologia era uma coisa assim básica, sabe? Tanto é que uma agência de publicidade, o maior ativo é gente e tecnologia. O resto eh não importava tanto, né? Então assim, eh meu pai já trouxe muita tecnologia para dentro. A minha mãe eh foi uma pessoa muito importante
na na Área de TI. eh, implementou a primeira rede de Macintos de computadores da Apple Brasil para agência de publicidade. Então, a gente sempre foi um early adapter, né, que tipo a gente usava essas tecnologias de maneira antecipada, né? E eu uso muito, meu irmão mais velho é nossa, é o cara que mais entende de tecnologia que eu conheço. Sempre que tem alguma coisa nova, ele já sabe. Ele que manja dos drones, sabe? pilotar drone, sabe, mexer Na programação. É um cara muito safo nisso. E hoje em dia meu meus filhos, meus dois, eu tenho
uma menina de 12 anos super interessada e um moleque que não pode ver um trator rodando, que quer tá em cima, quer ver o piloto automático funcionando, né? Eles se divertem muito com isso, né? Então a gente nessa parte de de tecnologia a gente tá tá bem assim, bem no trilho, graças a Deus. Que legal, que legal, Guilherme. Eh, aqui é mais te agradecer pela pelo teu tempo Aí, tá? Te agradecer bastante. Eh, foi uma tarde de aprendizado. Esse bate-papo para nós foi um aprendizado muito grande. Esperamos contar com você em outro em outras outras
oportunidades, tá? Quem sabe um pouco falar dessa parte ambiental que, que e social aí, tá? Então, acho que que são coisas importantes para desmistificar realmente eh o que a sociedade pensa com a realidade. Então, pode ser um tema que a gente possa conversar, já que você disse Que palestrou isso na na na escola dos seus filhos aí. Então, pode ser que seja um bate-papo aí que a gente possa fazer. Agradecemos demais, realmente, a tua participação aí, tá bom? Não, eu que agradeço vocês e o tempo de vocês. Agradeço mesmo. Beleza, maravilha. Obrigado, Guilherme. Desejamos sucesso
aí na trajetória, tá? E que venha muitas e muitas sacas pela frente, né? E para vocês aí que nos acompanharam aí até até agora aí, não esqueçam de seguir Aí nós nas redes sociais, os aliados da gestão e agradecemos demais aí, Guilherme, dá teu recado final aí, Guilherme. Gente, vamos investir em gestão porque vale a pena, o retorno é garantido e assim, não vamos desanimar, não, vamos paraa frente, vamos tocar o pau, porque a agricultura é isso. Eu amanhã já tô indo paraa Bahia eh ver a abóbora como é que tá. Não tem jeito, não.
Temos que correr atrás. Um abração todo mundo. Fiquem com Deus. Obrigado, Guilherme. Valeu. Abraço, pessoal.