Renato eu queria falar fazer uma colagem de algumas coisas que a gente já conversou aqui o PT ele costuma costuma se apegar aquele bordão político de Economia estúpidos para se reaproximar desse eleitor evangélico você lembrou muito bem que era um eleitor que já votou em peso no PT no passado basta lembrar que o Malafaia participou da propaganda política do Lula em 2002 Marco Feliciano tem fotos com uma camisa de Eu voto Dilma em 2010 a própria iget Universal também dedicou o seu jornal eh a campanha da Dilma é bom esse eleitor não voltou para o
PT queria saber se você vê alguma chave de reaproximação se não é a economia é o quê a primeiro entender o que que é economia eh para essa eleitora do interior do país para esse eleitor da Periferia a economia é a prosperidade Então essa mudança do trabalho não vale mais apenas pelos grandes índices eh dos baixos índices de emprego formal pelo aumento do número de carteira assinada Qual a perspectiva de vida que a carteira assinada oferece pros trabalhadores hoje então eu continuo achando que a economia tem um fator importante para isso mas não esta economia
dos grandes números eh financeiros ou uma economia pensada pela lógica da fia Lima Quando você vai falar eu lembro eu lembro até até não faz nem tanto tempo assim que eu eu tava conversando com uma eleitora e perguntei para ela eh se ela achava que a opinião do mercado era algo importante para para decidir o voto ela falou opinião de quem do carrefur então eh eh O que que é o mercado efetivamente para essas pessoas para essas pessoas é o supermercado e eh muitas vezes existe essa dificuldade de conexão porque não passa por vender prosperidade
nós não podemos subestimar que essas pessoas acharam que melhoraram de vida por conta do seu trabalho e desse esforço e muitas vezes um pensamento mais Progressista tenta eh encontrar contradição em algo que não existe efetivamente na vida do brasileiro médio a contradição entre gerar oportunidades e meritocracia se a gente discutir um pouquinho a meritocracia só vale se todos partem do mesmo lugar e essa discussão não consegue ser feita como se uma coisa fosse contraditória outro e quando você não consegue fazer isso você tira o direito da pessoa sonhar da pessoa correr atrás daquilo que ela
acredita de trabalhar mais porque quer oferecer algo pro seu filho então eh a economia o não é mais economia não é economia estúpido passa por uma discussão sobre qual economia eu acho que tem uma discussão de projeto de país aí que é é uma coisa do individual versus coletivo né a esquerda sempre com construiu a ideia de que a prosperidade é um projeto coletivo seja em sindicatos em associações e agora a gente tem nessa era digital essa pessoa achando que vai prosperar por conta própria Você mesmo falou seu esforço e o seu mérito eh passa
pelo fato de que a esquerda tem que entender que não é pecado você sonhar com algo para você e que isso não se dá em detrimento do coletivo construir as coisas em paralelo eh acho que passa pela esquerda entender que é possível as pessoas individualmente colaborarem pro coletivo e que as coisas não são necessariamente excludentes Então quando você pega uma empreendedora da zona leste uma mulher que já trabalhou com carteira assinada que foi vítima de assédio que foi vítima de preconceito racial para ganhar um salário mínimo para ganhar dois salários mínimos essa mulher não agitava
mais isso essa mulher foi empreender e hoje tá ganhando mais abriu seu salão por exemplo ela abriu seu salão de beleza e e tá empregando outras mulheres tá empregando outras pessoas e a economia tá crescendo E aí você vai chegar e vai falar que o trabalho dela é um trabalho de segunda linha porque não tem os direitos trabalhistas ou seja uma eleitora que empreendeu olha para essa pessoa fala você tá dizendo que o meu esforço não valeu a pena essa narrativa tem uma narrativa que mudar e que não é a narrativa de uma uma direita
mais tradicional que fala sobre o estado mínimo quando vem essa direita falar sobre estado mínimo eu faço um convite o estado mínimo já existe no Brasil vai visitar uma das 13.000 favelas brasileiras um dos mais de 17 milhões de brasileiros que moram favela onde o estado não tem nemum monopólio da força Então não é uma discussão sobre o tamanho do estado é uma discussão sobre eficiência do estado e essa discussão passa a margem de uma narrativa eh mais ideológica ou mais preso aí eh aos anos 90