Olá quinto período de geografia e demais que virem essa aula bem vindos a explanação do livro Planeta favela do Mike Davis eu demorei um pouco a preparar essa aula para vocês porque eu estava gastando mais tempo preparando slides é um texto que eu ainda não havia adotado para aulas né então me deu um pouco mais de trabalho e eu quis que fosse uma aula boa né Com tudo que eu pudesse contribuir para vocês né E também demorei tempo né que eu fui me arrumar para essa aula até tomei banho pentear o cabelo Então é isso
fiquem agora com a aula bom então a aula vai se dedicar ao capítulo 1 do Livro da favela se chama o climatério urbano apenas sobre essa parte será essa aula bom sobre o autor Eu já falei naquela aula inicial para vocês o Mike Davis ele tem hoje 74 anos já tá aí velhinho é um Escritor ativista político teórico Urbano e Historiador dos Estados Unidos e atua na Universidade da Califórnia já há muito tempo ele pode ser considerado um teórico marxista coisa que nós vemos né bastante esse traço na sua escrita né na sua perspectiva e
nas estratégias que ele usa para demonstrar sua teoria bom a estrutura textual Do livro Planeta favela ela não está explicada né mas eu trago aqui para vocês a estrutura que está ali existe uma linha temporal que é também quantitativa e qualitativa que é dividido mais ou menos assim né é existe um período pré Urbano que seria aí do renascimento urbano e cultural do século 16 na Europa um momento que é urbano né Essa urbanização Industrial do século 19 e Início do 20 e um período chamado pós Urbano né que começa a se configurar aí no
pós Segunda Guerra e que sobretudo as décadas de 60 e 70 Ele se mostra mais é quando esse desenvolvimento urbano ele ele apresenta proporções globais no planeta todo e apresenta problemas realmente grandes devido a essa escala de urbanização né ao aumento populacional do planeta e também ao crescimento das Cidades médias e metropolitanas então a estrutura textual deixa implícito também que a cidade moderna sempre apresentou grandes desafios para os trabalhadores mas no mundo pós Urbano as condições mínimas de existência e a própria condição de trabalhador não pode mais ser provida a uma parcela crescente da sociedade
e isso é mais Evidente nas metrópoles e megalópoles o autor então vai se dedicar Mais a esse ambiente Metropolitano que é onde vai se acumular mais né a situação de favela Então como um autor ligado ao Marxismo a base do pensamento de Mike deles é a contradição entre as classes sociais né E aqui o objeto dele então é a classe trabalhadora quanto ao padrão de habitação que tem se dado né para essa faixa aí da sociedade ainda na estrutura textual o autor usa Um tom denunciativo escolhendo não propor soluções ou seja ele é um texto
que apresenta crítica apresenta falha nas ações que tem sido tomadas aí no planejamento Urbano ou na falta de planejamento então é um texto sobretudo crítico né que critica a essa situação e não tem esse intuito de proposta noção né é algo que gera aí Críticas do texto mas nós devemos lembrar que o texto que é denunciativo né se ele é bem feito ele se torna importante porque ele evidencia aquilo que muitas outras leituras às vezes tentam não mostrar né então o discurso do Estado Às vezes o discurso da Universidade também é encobridor da realidade social
então é importante né que os cientistas Humanos também se dediquem a fazer uma crítica né que vai contra né a criação de uma ilusão acerca da realidade e a tradição marxista é sempre chamada a fazer esse papel né de levantar as contradições que existem numa determinada situação análise também se nega a longas Abstrações e valoriza os dados e o conhecimento empírico prático O que é usual para militantes da esquerda né como é o Mike Tyson porque até a autores marxistas que se dão a ao pensamento filosófico as Abstrações no entanto o Pensador marxista que também
é militante é comum que ele prefira trabalhar com os dados empíricos porque eles são mais contundentes você Mostra um dado um número e ele fala por si só né então ele é mais forte desse ponto de vista da colocação política o humor e criatividade estão presentes na escolha dos títulos expressões né como no título viver na merda e quando chama o FMI o fundo monetário internacional de cão de guarda financeiro do terceiro mundo então aí uma certa criatividade humor no texto O texto fala muito sobre o Brasil Assim como terceiro mundo inteiro né países que
estão aí na margem do capitalismo na periferia do sistema capitalista Global mas ao citar o Brasil ele não cita a literatura brasileira especializada né sobre urbanização desenvolvimento urbano isso constitui uma limitação ao Mike Davis né claro a gente não poderia esperar aquele ao falar do mundo inteiro utilizasse literatura Endógena de todos os países né mas isso é uma limitação né Nós no Brasil né e eu tô falando isso aqui também repetindo replicando aquilo que a Hermínia fala no pós-passo da obra nós no Brasil valorizamos muito a literatura que nós mesmo criamos né porque nos anos
70 sobretudo de lá para cá nós temos desenvolvido uma teoria sobre o Brasil né a partir da nossa própria experiência né nos desvinculando Bastante da teoria eurocêntrica então isso para nós é muito importante e a gente se sente né contemplado pela obra do Mike deles mas se tivesse literatura brasileira citada seria bem melhor bom esse capítulo ele tem duas partes ele Aliás não é isso o climatério urbano é o nome do capítulo né então sobre essa palavra né O que que Essa palavra significa climatério né que aí é mais uma criatividade do autor para nos
colocar a pensar né então climatério vocês devem conhecer essa palavra ela é aquele estágio né que marque a divisão entre o Período reprodutivo da mulher está acabando e o início de um período em que ela não é mais fértil não pode engravidar gerar uma nova vida né é o climatério né então existe a mulher em idade fértil existe o climatério que é o Divisor e existe a menopausa que vem depois então o Mike Davis dá o nome de o climatério urbano então primeiro mostrar para vocês a palavra origem né de climatério ela é uma adaptação
no Grego é para o latim e representa né significa um ano crítico difícil de vencer e também é na cultura grega cada ano múltiplo de 7 na vida humana especialmente o ano 63 né que seria aí Essa Inocência né sobretudo bom para os dois sexos né na história da medicina o climatério é o período de vida que ocorreria de 7 em 7 anos se acreditava ser crítico e marcado por grandes alterações fisiológicas dos indivíduos em geral na medicina atual ele é esse período que precede o término da vida reprodutiva da mulher marcado por alterações somáticas
e psíquicas e que se encerra na Menopausa bom essa foto aqui vocês estão vendo né agora seguindo essa moda aí porque antes as mulheres grávidas não eram tão salientes assim não ficava tirando essas fotos só usavam aqueles vestidões hoje em dia é essa moda né das fotografias achei essa foto aí bem bonita e coloquei aí para a gente ver bom a reprodução da vida urbana Já que o autor usa essa imagem né a premissa seria que a cidade se reproduz não necessariamente cresce mas mantém fluxos fisiológicos que a mantém viva Essa é a reprodução da
vida urbana então a premissa é que a cidade se reproduz a tese então é que a realidade urbana mundial chegou ao seu limite reprodutivo inicia-se um período de degeneração essa degeneração se deve a básica capitalista Sobre a qual a cidade se expandiu Então essa é a tese do autor nós chegamos ao limite reprodutivo da vida urbana no planeta que é apontado por um sintoma que é a proliferação das favelas bom fazendo essa menção aí a Biologia nós podemos até traçar um paralelo entre a Ecologia urbana que é uma tradição de da sociologia Urbana na década
de 20 sobretudo encabeçada por Meu Deus Ernest burgs na década de 20 né não na universidade de Chicago Ele criou uma representação é esse primeiro círculo aí em que a cidade ela seria dividido em zonas né de expansão como se ela fosse um organismo vivo né E essa zonas Elas têm as suas características né aquele primeiro círculo ali seria o centro da cidade A segunda zona uma zona de transição que tem a isso as suas características né é a terceira zona por exemplo né ela vai ter as casas dos trabalhadores e por fim vai ter
uma zona 4 que vai ser uma zona residencial sobretudo para famílias mais abastadas [Música] aí de uma de uma zona geral né uma zona comum uma zona de contato com o rural É esse esquema serve para ir a cidades [Música] dos Estados Unidos né onde é típico que as famílias se mudem né para a periferia Urbana né que não é a mesma Periferia que nós vemos nos países periféricos né porque é uma sociedade que se desenvolveu com o acesso ao automóvel né então isso criou um padrão de cidade em que as famílias mais abastadas elas
vão morar Fora da cidade né porque ali no centro da cidade é um local que já não tem todas as qualidades e as famílias buscam né como a tranquilidade né silêncio e os grandes espaços né os grandes lotes para construir as casas Mike Davis em um outro livro dele que é a ecologia do medo ele Analisa Los Angeles e traça aí também um esquema parecido Mas ele está aí analisando sobretudo a Violência urbana em Los Angeles e dividindo ela aí em círculos também em zonas né então ali tem a várias zonas né como as zonas
de risco de molestação infantil as zonas onde as drogas são livres [Música] e vários outras zonas vocês podem ver aí né infelizmente está em inglês não consegui outra imagem mas aqui a leitura do deles ele é ela é bastante diferente Dessa do bugs é uma visão que se baseia mais né na [Música] visão marxista se tem da sociedade do desenvolvimento urbano Ou seja a cidades contemporâneas né Elas têm níveis diferenciados de violência no seu tecido Urbano bom o autor então tem a ambição de falar na obra sobre o planeta inteiro né sobretudo os países periféricos
E uma imagem que é sempre interessante quando a gente pensa nessa urbanização mundial é esse mapa né formado pelas luzes noturnas da cidades assim é o mar urbano do mundo né Quanto mais branco aí mais cidades existem então podemos ver aí vários destaques né a Europa América do Norte sobretudo Estados Unidos né como os pontos mais Luminosos né assim como o leste europeu a Índia China Japão no hemisfério sul Nós temos Sobretudo o Brasil temos aí África do Sul né a costa [Música] leste da Austrália né como pontos mais luminosos bom e temos aí áreas
bastante distintas né Por exemplo continente africano e o continente europeu Dá para ver que essa diferença é gritante né mesmo o norte da África que Está aí próximo à Europa é uma diferença muito grande em relação a urbanização isso aí vai implicar nas migrações que nós temos visto no noticiário acontecerem aí da África para Europa né em busca de oportunidades sobrevivência de trabalho e temos o Brasil né que também está aí representado com as luzes noturnas Lembrando que essas imagens de luz noturnas elas são obtidas por um satélite que foi criado para estudos Meteorológicos da
atmosfera mas que ele também possibilitou a visualização dessas imagens noturnas né é esse soume dos Estados Unidos da Nasa então vocês podem ver aqui o Onde Está o maior aglomerado urbano de do Brasil São Paulo Rio de Janeiro e daí São Paulo se ligando a Santos no litoral e a Campinas também no interior paulista né mas também todo o interior do Estado de São Paulo ele está aí hoje muito Urbanizado né são várias cidades pequenas distâncias né cidade já Bem desenvolvidas muitas com indústrias né e seguindo aí a margem dos rios e também as antigas
ferrovias de São Paulo né criaram ao longo do tempo ao longo do século 20 ou dessa urbanização que nós vemos aí né vemos ali também no interior do Brasil dá para enxergar o Distrito Federal Brasília e também Goiânia Anápolis acho que vocês vão perceber aí né se o Prefeito de porar colocar essas lâmpadas nos postes a gente ia ver um pontinho ali também que ia sair para mas acho que não dá para ver né bom essa região metropolitana ampliada de São Paulo né o Davis fala sobre ela no seu livro né ele aponta aí o
livro de 2006 ela aponta para a presença aí de 37 milhões de habitantes nessa mancha Urbana né de São Paulo Rio e Interior de São Paulo representado por Campinas aliás limitada Campinas né a região de Campinas seria aí uma uma megalópole né ou seja uma região urbana desse mapa aqui do lado a esquerda nós podemos ver que de fato é uma mancha que se liga né formando aí um corredor Urbano uma região toda urbanizada vou mostrar para vocês agora então um vídeo da estação internacional espacial Internacional mostrando aí a Europa as luzes noturnas na Europa
então há vários vídeos que a estação espacial Internacional faz né Um deles é esse Eu vou colocar aqui para vocês verem nesse vídeo das usos noturnas europeias vocês podem perceber a densidade de cidades que existe na Europa Lembrando que aí nós temos uma quantidade grande de cidades pequenas né apesar de ser muito urbanizada a Europa conta com muitas Cidades pequenas além das que são grandes né então é um padrão diferente dos países periféricos do Globo que sobretudo concentra a população na cidades médias e grandes e tem cidades pequenas cada vez mais diminuídas bom vou mostrar
para vocês também um estudo com imagens satélite né que vai mostrar aí cidades chinesas de 1885 até 2016 a China tem sido muito citada pelo Davis no livro e é de Fato né o local onde tem ocorrido uma Transformação vertiginosa nunca antes visto na história da humanidade né se a urbanização é isso que nos espanta né nós que estudamos esse tema a rapidez com que tem se urbanizado o mundo a China é um exemplo maior disso né porque da década de 70 para cá a urbanização tem sido realmente muito acelerada [Música] bom façam abertura aqui
da parte né que vai Falar do texto em si com a citação que o próprio Davis coloca no livro né do Pets Esse é um autor muito importante para quem estuda as cidades né ele foi o primeiro que estudou Manchester na Inglaterra e identificou que ali estava se formando uma região metropolitana né isso na década de 30 então é um autor muito importante ele disse favela semi favela e super Favela a isso chegou a evolução da cidades então Antes desse período atual ele já também identificava essa tendência né de favelização da cidade abertura do texto
do deles fala assim em algum momento daqui a um ou dois anos 2008 porque a obra é de 2006 uma mulher vai dar a luz na favela de agem Bullying em Lagos Nigéria um rapaz fugirá da sua Aldeia no Oeste de Java para as luzes brilhantes de Jacarta ou Um fazendeiro partirar com a família hipobrecida para um dos inumeráveis de Lima ou é boas é o nome que se dá no peru para periferias sobretudo com a característica de favela o fato exato não importa e passará totalmente despercebido ainda assim representará um divisor de águas na
história humana comparava comparável a um neolítico ou as revoluções industriais Pela primeira vez a produção urbana da terra desculpe pela primeira vez a população urbana da terra será mais numerosa que a Rural Então esse é o momento né dessa transição que nós podemos ver aqui nesse gráfico a população urbana ela sempre foi menor do que a Rural no mundo mas por volta aí de 2008 nós temos essa essa manutenção da População rural ao passo que a população urbana continua seu crescimento e cresce a taxas mais elevadas ainda né aí são as projeções que nós temos
até 2050 para o planeta né é a população rural está estabilizada Chegará um momento que ela até declinará a partir meados da década de 30 e a população urbana Continuará crescendo ou seja as pessoas estarão migrando do campo para a Cidade e as cidades terão um crescimento Populacional é maior ainda bom Aqui podemos ver a sequência aí né de crescimento das cidades começa em 1950 1970 90 2010 2030 né projeção então vocês vejam que a partir da década de 70 esse crescimento É de fato muito grande né um momento em que a metropolização ela acontece
em escala global E é disso que o dele deve estar falando no livro aqui é um mapa estático das maiores cidades do mundo mapa de 2002 mas que houve mudanças Mas ainda dá para analisar um mapa relativamente atual né embora 18 anos vocês percebam né quando nós vimos lá o mapa de luzes no mundo a parte mais Luminosa era nos Estados Unidos e Europa No entanto nós vemos que lá tem algumas grandes cidades Mas isso não é tão comum sobretudo na Europa se nós olhamos para Europa né muito urbanizada mas cidades pequenas e normalmente cidades
pequenas que não passam pelo nível de pobreza das cidades pequenas dos países periféricos então nós temos aí grandes cidades em áreas muito empobrecidas do mundo né Como aí sobretudo na Índia né cidades muito grandes mas um país que não tem um nível de desenvolvimento suficiente né para prover a essa população um meio de sobrevivência empregos e de habitação educação saneamento tudo mais Então essa é a grande diferença da urbanização do mundo é um mundo que está aí dividido entre países pobres e ricos Com diferenças marcantes nesse processo de urbanização bom então nós temos um mundo
Urbano né o mundo urbanizado ele fala na página 14 a cidade serão responsáveis por quase todo o crescimento populacional do mundo cujo pico de cerca de 10 milhões de habitantes espera-se que aconteça em 2050 nós estamos cada vez mais próximo Aí dessa marca 95% desse aumento final da humanidade Ocorrerá nas áreas urbanas dos países em desenvolvimento cuja população dobrará para quase 4 bilhões de pessoas na próxima geração de fato a população urbana conjunta da China Índia e Brasil já é quase igual Europa e da América do Norte então ele chama a essa atenção né Nós
devemos lembrar aí que os países desenvolvidos hoje eles têm uma taxa de crescimento demográfico bem inferior a taxa dos países periféricos mais Pobrecidos isso por si só né já aponta para um grande problema e social ambiental econômico bom nós vemos aqui nessa tabela que está lá no texto né do crescimento que houve nas principais cidades em crescimento demográfico no mundo então olhem o salto né Cidade do México de 2,9 milhões de habitantes em 1950 passa para mais de 22 Milhões em 2004 São Paulo também faz esse salto né Com 2,4 milhões em 1950 para 20
milhões em 2004 né Assim como várias outras cidades aí de países sobretudo periféricos alguns países centrais ricos né como Nova York mas a maioria de países periféricos bom alguns autores tem apontado para uma convergência entre urbanização e Regionalização desenvolvimento de regiões urbanas né ou seja uma urbanização baseada em regiões Davis Fala aí na página 21 os níveis mais baixos de crescimento Metropolitano coincidiram com a circulação mais intensa de mercadorias pessoas e capital entre o centro da cidade e o seu interior com fronteiras ainda mais difusas entre Urbano e Rural e desconcentração industrial rumo a periferia
Metropolitana principalmente Além dos espaços pele urbanos e da penumbra que cerca as megacidades então nós temos aí realmente um desenvolvimento muito grande né dessa Periferia Urbana existe a cidade Polo das metrópoles existe essa região metropolitana ao lado da Metrópole Em que outros outras cidades estão próximas a ela criam realmente uma região urbana não dá para diferenciar bem as cidades mais Torna-se né uma estrutura polinuclear né Vamos estivar os centros dentro de uma região metropolitana e para Além disso a área rural próxima à regiões urbanas metropolitanas ela vai também se confundir bastante com as cidades porque
ali vai ter bastante elementos urbanos assim como parte da população que vive na metrópole na região metropolitana ela vai estar também morando no Campo um campo já a pele Urbano né a misturado Ali elementos rurais e elementos urbanos né Qualquer região metropolitana nós podemos ver isso em países desenvolvidos ou não né em Goiânia por exemplo nós temos o desenvolvimento do das áreas dadas a ao desenvolvimento de chakras seriam sítios né chácaras de dois mil metros ou pouco mais né e muita gente está comprando ou para ter uma segunda residência para lazer né final de semana
Ou mesmo para morar nessas áreas muitos moram de fato nessa Chácaras estão aí a 20 30 km da própria cidade bom na página 25 o autor fala sobre a África ele diz a urbanização do terceiro mundo Lembrando aqui que o autor não faz muita diferenciação aí entre terceiro mundo países em desenvolvimento ele usa esses termos um certa mistura e não está muito interessado nessa definição terceiro Mundo é uma divisão que surge aí a partir da guerra fria e na verdade o terceiro mundo ele são os países que não estão envolvidos na Guerra Fria que é
entre os países capitalistas e o socialistas então o terceiro mundo ele é composto sobretudo dos países mais pobres do Globo Mas aqui é o autor não faz muito essa essa divisão não está preocupado com isso inclusive ele inclui aí no terceiro Mundo a China que é um caso à parte que não dá para a gente colocar a China nem nos países mais desenvolvidos Se bem que ela está próximo de chegar a isso e não dá sobretudo para colocar ela no rolo de países pobres do Globo então diz o texto a organização do terceiro mundo continuou
em seu passo aceleradíssimo 3,8% ao ano entre 1960 e 1993 durante os anos difíceis da década de 1980 e no início dos anos 1990 apesar da Queda do salário real da Alta dos preços e da disparada do desemprego Urbano então é uma contradição aí que o autor preza por deixar ela Evidente né a urbanização acontece mas ela não está acompanhada de condições de sobrevivência dessa população do campo na cidades a situação da África foi especialmente paradoxal como as cidades da Costa da Costa do Marfim da Tanzânia e do Congo Que inchaça do Gabão de Angola
e de outros Países cuja economia vinha encolhendo 2 A 5% ao ano ainda Conseguiram manter um crescimento populacional anual de quatro a oito por cento então vejam o paradoxo né não há crescimento pelo contrário existe uma deflação na economia e mesmo assim as cidades ainda são atrativas ao mesmo tempo em que o campo está expulsando essa população né coisa que nós vemos aí pelo mundo inteiro Né desde que a Agricultura se modernizou no mundo né sobretudo aí a partir do pós-guerra nós temos então a expulsão de camponeses do Campo [Música] ainda continuando nessa citação dessa
mesma página 25 parte do segredo Claro reside no fato de que as políticas de desregulamentação agrícola e de disciplina financeira impostos pelo fundo monetário Internacional e pelo Banco Mundial Continuaram a Gerar o Êxodo da mão de obra Rural excedente para as favelas urbanas ainda que as cidades deixasse de ser máquinas de empregos quando as redes locais de segurança desapareceram os agricultores pobres ficaram cada vez mais vulneráveis a qualquer choque exógeno ou seja vindo de Fora quer seja seca inflação aumento do juros ou queda de preços das commodities Então tudo É em um mundo dominado pelo
capital pelo dinheiro tudo afeta em demasia o agricultor o campezinho O Camponês porque ele fica na mão do mercado né então ele tem ele é obrigado a se modernizar para que a sua produção se torne mais barata e ele consiga vender mas ele faz isso por meio de empréstimos e muitas vezes né é a causa aí é de um negócio não ir também e ele perder a Terra e desistir daquilo e ser mais uma família aí para a cidade então isso nós vemos no Brasil vocês devem ter estudado isso na geografia agrária mas é algo
que acontece no mundo todo [Música] sobretudo nos países mais pobres em vez do estereótipo clássico dos intensivo de mão de obra no campo e os intensivo do Capital na metrópole Industrial o terceiro mundo apresenta hoje muitos exemplos de campo com uso intensivo de Capital esse campo moderno voltado para produção de commodities como nós vemos no Brasil e cidades industrializadas com os intensivo de mão de obra a super urbanização em outras palavras é impulsionada pela reprodução da pobreza não pela oferta de empregos Então existe acesso de população na cidades a falta de emprego Então existe Esse
uso intensivo de mão de obra barata né caso dramático não sei se vocês conhecem mas é os indianos né que estão aí na casta mais desprivilegiada os pares que são obrigados a cuidar dos esgotos de muitas cidades indianas né Essa coisa da caça está ligada e uma estrutura social baseada na religião né então eles são submetidos a esse Trabalho eu vou até passar um vídeo para vocês que é mostrando aí esse trabalho que eles fazem né então o que que nós devemos enxergar aí um uso intensivo de mão de obra barata né trabalhadores que que
não vão ganhar o suficiente para sua sobrevivência né então é ao mesmo tempo em que o campo ele está dotado de alta tecnologia de produção e expulsou dali os Camponeses né que antes podiam viver Produzindo seu alimento e algum excedente mas que agora foram expulsos estão na cidades e são parte de um exército de mão de obra barata que às vezes encontram um trabalho mal pago mas às vezes nem encontra esse trabalho Então esse vídeo fala sobre né O Homem do esgoto de Mumbai [Música] num país mother Para mim [Música] [Música] thousand Y [Música] [Música]
bom na página 27 o autor chama atenção né para o mercado Habitacional ele diz o mercado Habitacional formal do terceiro mundo raramente oferece mais de 20% do estoque de residências e assim por Necessidade as pessoas recorrem a barracos construídos por elas mesmas alocações informais a loteamentos clandestino ou as calçadas Então essa é a realidade que nós vemos em países periféricos e vocês devem conhecer essa situação né em que a própria família com ajuda de parentes amigos constrói a sua casa né às vezes seguindo um padrão construtivo que gera aí risco né para a família como
esse exemplo que é muito falado aí De em uma esquina de uma rua numa favela construiu-se um pavimento térreo acima se construiu um outro maior e depois que construiu ainda um terceiro e um quarto maior ainda né bom já trouxe para vocês em outra aula mas senti necessidade de parear aqui a visão do Francisco de Oliveira com essa fala do Davis né é que está no artigo dele chamado vício da virtude Autoconstrução e acumulação capitalista no Brasil em que ele faz essa análise conjunta aí da autoconstrução ou seja essa coisa de a família construir sua
própria casa e acumulação capitalista no Brasil ou seja a reprodução do Capital No Brasil quando ele analisa a situação ele disse havia um quesito bastante interessante sobre a forma como as casas tinham sido construídas as casas né da Periferia Urbana e São Paulo no caso eram Construídas em mutirões ou autoconstrução de forma mais geral não como esses de hoje mas os mutirões da tradição você chama o compadre no fim de semana toma uma cerveja come uma linguiça frita e vai fazendo a casa aos pouquinhos Caiu a Ficha a industrialização estava se fazendo com base na
autoconstrução como um modo de rebaixar o custo de reprodução da força de trabalho esse finalzinho dele é muito importante Né porque é esse acesso que a classe trabalhadora faz a habitação pelas suas próprias mãos acabam por rebaixar o custo da mão de obra da força de trabalho para os capitalistas né então é só uma grande contradição aí do desenvolvimento urbano sobre o capitalismo porque o capitalismo é uma um sistema de mercado E ele deveria em tese né propiciar que a classe trabalhadora que está ali trabalhando para o desenvolvimento do capitalismo fosse também capaz de consumir
ser um consumidor dos produtos mas muitos dos produtos que são consumidos aí pelas classes mais altas Eles não estão disponíveis para classe trabalhadora um desses é a própria habitação essas fotos abaixo aí eu chamo atenção Para o padrão construtivo que foi modificando ao longo do tempo né então se antes nós tínhamos nas cidades brasileiras a reprodução da forma da casa vindo ainda do Campo e com técnicas Ainda bem rudimentares porque esse trabalhador ele não sabia fazer uma construção muito complexa hoje nós temos uma outra realidade em que uma casa ela pode ser fruto da autoconstrução
mas ela pode ter Um aspecto visual estético e mesmo estrutural que é igual ou quase igual a uma casa que está aí no mercado imobiliário porque a classe trabalhadora ela vai fazendo o aprendizado né dessas técnicas de construção e vai utilizando para fazer as suas próprias casas né dependendo Claro do nível de renda que essa família tem bom se tratando da China por alguns fatos Aí ele diz na página 17 A China caso único entre os países em desenvolvimento planeja agressivamente o desenvolvimento urbano em escala Supra Regional utilizando os modelos de Tóquio e ocorrama nos
Japão e o litoral leste dos Estados Unidos caso da China como vocês sabem né é uma ditadura um governo centralizado E aí nós temos né Essa possibilidade do planejamento Urbano então eles planejam né Limitam o crescimento de algumas cidades né então é um desenvolvimento bem diferente né da espontaneidade se é que se pode dizer assim de outros países né sobretudo os países é mais pobres né que tem um controle muito fraco sobre o processo de urbanização países mais ricos assim como a China conseguem algum grau de planejamento Urbano né o crescimento da cidades né adotação
de estruturas para que as cidades funcionam bem né da Infraestrutura prosseguindo essas novas megalópoles chinesas podem ser apenas o primeiro estágio do surgimento de um corredor humano contínuo que se Estenda do Japão Coreia do Norte até o oeste de Java então nós temos aí esse processo né que no futuro próximo não vai demorar tanto haverá um corredor urbano de áreas densamente urbanizadas áreas rurais com características urbanas Então um grande corredor humano aí nessa nesse Leste asiático a página 22 ele diz desde as reformas de mercado do final da década de 1970 na China que coloca
China Então nesse nessa produção global de mercadorias estima-se que mais de 200 milhões chineses mudaram-se das áreas rurais para as cidades Nem tudo são flores né muitos desses Chineses que tem ido para as metrópoles ocupam áreas irregulares favelas também né padrão de vida do chinês ele foi se melhorando aos poucos né hoje já não é tão precário quanto nas décadas de 80 de 90 né É mas ainda há alguns problemas né apesar de não ser tão dramático quanto outros países aí ditos em desenvolvimento Então essa foto Mostra aí né uma tradicional produção do arroz Na
China produto de primeira necessidade deles né Muito consumido Então muitos têm deixado essa produção e indo para cidades né por isso a China ela tem importado cada vez mais né com mortes de alimentação né como a carne a soja a soja do Brasil principal destino dela é China megacidades e desacotas a definição tá em outro slide mais à frente Na China ainda falando em China as aldeias ficam mais parecidas com cidades de feira e sentaos e as cidadezinhas provinciais ficam mais parecidas com cidades grandes então o autor cita um outro autor para isso né na
verdade em muitos casos a população rural não precisa mais migrar para a cidade a cidade migra até eles então é esse processo de transformação de áreas rurais e também de pequenas pequenos Vilarejos em ambientes que vão ter as mesmas características das cidades grandes então a cidade metropolitana é lá dentro Todo o espaço aqui o exemplo de tjang na China é uma dessas cidades aí tem uma outra parte aí no texto que ele coloca o título né de volta a dicas é um escritor Da Inglaterra e que escreveu no século 19 muitos muitas obras né contos
e romances falando do modo como a população trabalhadora das fábricas viviam né então ele está falando aí quando a Revolução Industrial já tinha né se consolidado e fala então das larguras que os trabalhadores viviam na cidade então ele ele é uma referência aí para o Deus É parecido né com o que em Deus fez né com aquele texto que nós analisamos em outra aula também né ele diz na página 22 a urbanização do leste da Ásia acompanhada da triplicação triplicação do PIB per capita desde 1965 conserva uma relação quase clássica com o crescimento industrial e
a migração Urbana né Então essa urbanização que nós vemos hoje ela é fruto da Revolução Industrial e do desenvolvimento do capitalismo Então a China ela apresenta né o leste da Ásia apresenta essa mesma determinação né é o crescimento industrial que faz o que a população negra do campo para a cidade né porque mesmo Campo vai se industrializar né vai ser tecnificar bom nessa tabela aí que está lá no texto nós vemos o o percentual Urbano da cidades que são industriais na China né então vejam Vocês que há um grande salto né E que mesmo agora
na história recente Nós estamos vendo um crescimento muito acelerado da industrialização chinesa né olha aí de 2003 38% da população para agora em 2020 estava projetado para ser 63% da população em cidades industriais Então realmente a China que agora começa já a bater de frente com os Estados Unidos A competir geopoliticamente economicamente né com essa grande potência ela de fato está mudando de patamar né de país pode ser considerada hoje uma grande potência é mundial e o PIB dessas cidades industriais né Tem crescido aí mais ainda né ou seja uma concentração de Capital na cidades
industriais chinesas muito desse capital é vindo de fora da China né A China é uma grande A traidora a traidora essa palavra existe a China atrai bastante o capital internacional para utilizar o seu desenvolvimento industrial comercial aqui nós vemos uma fábrica de eletrônicos na China né Realmente fábricas muito grandes né e a China está aí no mundo todo né Nós temos vários exemplos no nosso cotidiano né nosso celular foi fabricado lá várias outras Coisas também a página 23 ele diz na maior parte do mundo em desenvolvimento falta ao crescimento das cidades o poderoso motor Industrial
exportador da China da Coreia e de Taiwan os Tigres Asiáticos assim como a enorme importação chinesa de Capital estrangeiro eu falei a pouco hoje igual a metade do investimento estrangeiro total de Todo Mundo em desenvolvimento Ou seja a China tem que analisado né esse Capital que está aí disponível né Por oferecer aí segurança a esse Capital né Certeza de que o capital investido lá vai se multiplicar e gerar dividendos né para os investidores de outros países desde meados da década de 1980 as grandes cidades industriais do Hemisfério Sul um Baja nos burro Buenos Aires Belo
Horizonte São Paulo Sofreram todas o fechamento maciço das fábricas e a tendência A desindustrialização então nós temos aí um quadro que é de grande dificuldade dos países mais pobres do Globo em manter a sua industrialização né a industrialização do Brasil ela tem um projeto aí a partir da década de 30 né Depois do crack da Bolsa de Nova York em 1929 a década de 30 até meados da década de 70 nós temos o Brasil um projeto de Industrialização de substituição de importações mas depois a agricultura que não não era tecnificada mas que fosse tecnificando a
partir da década de 60 ela vai se organizando e no início da década de 70 ela já se coloca aí na produção brasileira né como um dos Ramos mais importantes e do ponto de vista político também ela é muito poderosa e aí ela vai então determinar que aquele projeto de Industrialização no Brasil é se reverta agora numa modernização das técnicas de produção no campo é isso que acontece né E aí o Brasil volta a ser um produtor agroexportador Ah chegou aqui na onde tem a definição de desacota é um neologismo formado por palavras indonésias né
desde Aldeia e cota cidade então uma cidade Aldeia no Brasil dá-se o nome de franja Urbana Espaço pele Urbano ou mais recentemente Rural Urbano ou franja Urbana isso aí é quando o campo e a cidade se misturam bastante né Eu já falei bastante aqui nesse vídeo sobre isso né sobretudo na área rural que circunda as regiões metropolitanas a gente tem essa mestra entre o rural e urbano são É o caso de quando até 30 km de distância da malha Urbana se desenvolve Então esse modo né de produção rural mas também a áreas que são habitadas
sem que a pessoa que mora ali a família que mora ali esteja produzindo no campo Então essa é uma realidade que existe né nesses ambientes metropolitanos mas existem também em outras situações né É mesmo que próximo uma Iporá nós temos né pequenos propriedades em que as pessoas Moram ali mas às vezes a sua maior ocupação está na própria cidade né mas ela optou por morar no campo né então mesmo cidades pequenas dá para perceber isso só na página 20 ele faz esse comentário o resultado dessa colisão entre o rural e urbano na China em boa
parte do Sudeste Asiático a Índia no Egito e talvez na África ocidental é uma paisagem é hermafrodita um campo parcialmente urbanizado que Pode ser visto um que pode ser um caminho novo importante de assentamento e desenvolvimento humanos uma forma nem Rural nem Urbana mas uma fusão das duas na qual uma rede densa de transações amarra grandes núcleos urbanos as suas as suas regiões circundas então na fala do autor a mesma coisa que eu acabei de dizer não vou frisar novamente caso da Índia né as da Índia que não tem todo o desenvolvimento aí da China
que está próxima dela né é um caso bem mais dramático a Índia pelo contrário as vilas e as cidades pequenas perderam a força de tração econômica e a participação demográfica na recente transição neoliberal há poucos indícios de uma urbanização de Mão Dupla a moda chinesa ou seja aquela que industrializa e urbaniza 35 cidades indianas estão hoje acima do patamar de um milhão de habitantes respondem por uma população total de 110 Milhões de pessoas é uma grande concentração de população urbana né sem ter um desenvolvimento que gera emprego né para essas pessoas então quando eu mostrei
aquele mapa do mundo inteiro vocês viram né que a grande cidades na Índia aqui nessa foto Mumbai na Índia né em primeiro plano vocês podem ver uma favela logo atrás uma parte da cidade né como nós vemos Aqui no Brasil é bem dividida aí outro padrão construtivo aqui no caso percebam que a favelização ocorre sem a presença dos morros né o morro que está na nossa mente aí quando a gente pensa em favela ele não é necessário né na verdade é são as qualidades da habitação que determinam então a inclusão dela na categoria favela ou
não né Os serviços que estão ali né o padrão os materiais de que são construídas as casas né Isso que é o importante tem uma citação que o autor coloca que é de um texto de um autor africano da Nigéria a cidade de lagos ele diz né vivemos na era da cidade a cidade é tudo para nós elas nos consomem e Por esta razão a glorificamos então a cidade é isso né esse autor nesse texto ele fala que muito do que se fala né O cientistas os artistas estão falando eles estão debatendo a própria cidade
estão falando da cidade então a cidade a vida urbana ela está presente aí em várias facetas aí do cotidiano das pessoas né boa parte das pessoas a maioria está na cidade então a cidade acaba sendo essa referência geral né para as artes para a ciência também na África o crescimento explosivo de Algumas cidades lembra o de uma Supernova que é uma estrela que é pequena né é vermelha e quando elas explode ela se torna uma grande estrela né aumenta bastante em tamanho luminosidade o crescimento explosivo de algumas cidades que lembra de uma super nova como
Lagos a Nigéria de 300 mil habitantes em 1950 para 13 milhões e meio atualmente combinou com a transformação de vários Dezenas de cidadezinhas e Oásis como eu não vou falar esses nomes eles são difíceis falar ele errar essas cidades pequenas em cidades desordenadas e maiores do que São Francisco e Manchester ou seja aquelas cidadezinhas estavam ali tendo um desenvolvimento lento e tal eles elas têm essa explosão demográfica né então ao lado de uma grande cidade como Lagos né que é um coração comercial aí da Nigéria essas Outras cidades né vão ser engolidas nesse processo e
vão se dar aí os processos de favelização né É aqui a esquerda a favela de uma coco em Lagos na Nigéria percebam que está alagada então imagine essa condição né de estarem habitando uma um ambiente alagadiço bom vou passar para vocês [Música] na verdade não vou passar né vai estar Na descrição do vídeo o endereço desse vídeo aqui porque ele vai ter direitos autorais ele é da Record Mas é bem interessante selecionei eles para vocês conhecerem a maior favela da África bom na página 23 o autor Fala novamente na África dizendo né em outros lugares
a urbanização desligou-se mais radicalmente da industrialização e até do desenvolvimento propriamente dito e na África Subsaariana daquela suposta Com ação Sine com a mão ou seja indispensável da urbanização o aumento da produtividade agrícola em consequência é comum que o tamanho da economia de uma cidade tenha surpreendentemente pouca relação com o tamanho da sua população e vice-versa Então esse é o quadro de uma situação dramática na África em que apesar de a população está deixando o campo não há desenvolvimento suficiente Trabalho suficiente na cidades localidades do continente africano tem uma industrialização pujante né Talvez o destaque
aí para África do Sul na África Subsaariana mas não é comum que haja industrialização ou desenvolvimento né que é de emprego né para essa população que a flui para as cidades bom existe aí um descolamento né entre a população e o PIB Ou seja a população que mora numa determinada cidade e a Riqueza gerada por ela né Então essa tabela 1.4 ela é interessante porque traz aí é as maiores cidades grandes cidades né A primeira em população é Tóquio dessas metrópoles depois a Cidade do México Nova York mas olha olha só no grupo dois aí
né o PIB a Cidade do México já não aparece ali né Tóquio primeiro população primeiro PIB Nova York né terceiro em população e terceira em PIB mas muitas aí nem aparecem né como São Paulo que tá aí em quinta em relação à população mas que não aparece nessa lista aí do lado né então é todas essas que não estão aí pareadas do lado significa que há muita população mas não há geração de riqueza Grande geração de riqueza isso também ocorre na Malásia onde pescadores engolidos pela urbanização sem migrar suas vidas viradas de cabeça para baixo
mesmo permanecendo no lugar onde nasceram Depois que suas casas foram isoladas do mar por uma nova estrada seus locais de pesca poluídos pelos resíduos urbanos e as colinas vizinhas desmatadas para construir prédios de apartamento eles não tiveram escolhas Se não mandar as filhas para exploração das fábricas japonesas na região então essa situação chega aí também é na Malásia né Pega como exemplo o autor do livro né temos aí a imagem Da capital Com Puro Toda Bonita moderna né mas o fato é que a tradição ali é uma tradição Pesqueira e esse crescimento urbano ele vai
esfacelando né todo esse arranjo econômico que existia em torno da Pesca bom na página 23 o autor chama atenção para as dívidas e os países contraíram a partir da década de 70 e que o Brasil é um desses exemplos mas não só ou um fenômeno aí Global sobre todos os países mais pobres Dizendo alguns argumentariam que a urbanização sem indústria é expressão de uma tendência inezável aquela inerente ao capitalismo do Silício do Silício que se refere ao Vale do Silício nos Estados Unidos uma zona de indústrias de alta tecnologia Então aquela inerente ao capitalismo do
Silício de desvincular o crescimento da produção do crescimento do emprego mas na África na América Latina no Oriente Médio em boa parte do sul da Ásia a urbanização sem crescimento é mais obviamente herança de uma conjuntura política Global a crise mundial da dívida externa do final da década de 70 e a subsequente reestruturação das economias do terceiro mundo sobre a liderança do FMI nos anos de 1980 do que uma lei férrea do Progresso da tecnologia então aqui ele está dizendo que tudo isso é Uma conjuntura que colocou os países que foram endividados aí ao longo
das décadas de 60 70 nas mãos então do FMI do mundial né cobrando uma reestruturação de linhagem Liberal nos países então aquele estado keynesiano o estado que tinha estruturado várias políticas sociais Programas sociais ele teve que deixar de fazer muitos programas sociais para então reestruturar sua economia e conseguir saudar suas dívidas né fala-se Muito pouco no Brasil sobre a dívida que nós temos a dívida pública né o orçamento da União por exemplo né mas os estados e municípios também tem dívidas mais de 40% de toda arrecadação do Governo Federal fica para o pagamento De juros
e amortização da dívida essa dívidas são títulos e os países emitem títulos de dívida pública eles vão sendo pagos de Pouco a Pouco né E existe um juro também mas essa dívida aí mesmo países desenvolvidos tem dívidas não tão grandes quanto essa mas o que ocorre é que existe uma necessidade uma imposição a partir da década de 60 de endividamento dos países isso porque o Capital no mundo ele já havia se acumulado de uma tal forma que não não tinha onde empregar aquele capital de uma forma produtiva ou seja num negócio numa fábrica fazer movimentar
de fato na economia Nós entramos então numa fase sobretudo meado da década de 70 uma nova fase em que o capitalismo ele é a parte mais importante dele está na dimensão financeira então é importante que haja dívidas a serem pagas juros a serem Pagos então o Brasil está aí nessa situação mas gastamos com educação apenas 3,62 do orçamento a defesa Nacional pega algo perto disso aí né O que é outro encontra-senso né num país que tem uma deficiência com a educação tão grande bom pode entrar agora de fato na situação brasileira e pegando um exemplo
de uma passagem do livro a urbanização brasileira do Milton Santos livro muito Bom para quem quer se aprofundar aí nos estudos urbanos em clássico do Milton Santos ele acho que já até mostrei né para vocês esse slide mas ele sempre me vem e eu acho bom fazer essa recapitulação então a urbanização brasileira na passagem do século 19 para o 20 ela já estava de certa forma acelerada né porque relativamente Olha aí é 1890 início da República para 1920 passar de 6,8% para 10,75 é um Crescimento tanto grande né um crescimento aí de 50% entre 1920
e 1940 já dá um salto grande né mais de 31% da população vivendo na cidades nessa fase aí nós tínhamos ainda uma realidade brasileira que que não estava tão interligada né sobretudo pela falta de vias de tráfego então a gente tinha uma rede urbana em formato de arquipélago um arquipélago no nordeste outro arquipélago no sul Sudeste e o Mercado único mais aí entre o Sul e Sudeste do país a partir de 1940 aí o desenvolvimento das ferrovias que estavam no final e chegando ao interior do Brasil mas sobretudo a partir da década de 60 com
as rodovias a gente consolida o que é chamado o mercado único Nacional né o país vai se interligar em 1980 a gente já tá com 69% de urbanização é uma organização a exemplo da chinesa muito rápida em Poucas décadas E aí o Milton Santos diz que no final do século 20 o Brasil Chega a uma situação que há o crescimento das regiões metropolitanas e da cidades médias as médias são de 200 500 mil habitantes né como Rio Verde Anápolis aqui em Goiás ali vemos que essa transição de um mundo mais Rural para o mundo mais
Urbano ocorreu no Brasil antes da transição do mundo Então aí na passagem da década de 60 para de 70 a gente já fez essa essa mudança né população rural caiu constantemente enquanto a urbana cresceu né e entendeu a um estabilização ali na década de 2010 mas continua crescendo né uma população do campo né ela continua com alguma pequena queda bom o Brasil como todos sabem né ele se industrializa a partir do início da década de 30 a partir de São Paulo né porque ali Estava economia cafeeira estavam os maiores capitais do país e esse desenvolvimento
que o Brasil tem né com o início dessa industrialização ele vai se dar em torno de São Paulo né Rio de Janeiro Deixa de ser tão importante é para esse novo momento de industrialização né e Belo Horizonte o interior de São Paulo Paraná Santa Catarina parte do Rio Grande do Sul vai formar o que o Diniz um autor que estuda isso chama de desenvolvimento Claro Campolina Diniz ele vai dizer sobre esse desenvolvimento poligonal é mais apropriado considerar o Brasil como caso de um desenvolvimento poligonal onde o limitado número de novos polos de crescimento ou regiões
tem capturado a maior parte das novas atividades econômicas o resultado está longe de ser uma verdadeira desconcentração Especialmente porque os novos centros Estão no próprio Estado de São Paulo ou relativamente próximos a ele ele tá falando aqui da expansão do desenvolvimento sobretudo Industrial que se dá a partir de São Paulo né então ele está dizendo tudo isso ocorre mas muito próximo a São Paulo né não há um grande desenvolvimento no restante do país bom o desenvolvimento poligonal aqui nesse mapinha está sendo mostrado ali A teia de cidades né a rede de cidades de São Paulo
a partir das luzes noturnas bom para o Diniz existem cinco forças construindo esse desenvolvimento poligonal ou seja o polígono do desenvolvimento no Brasil são as chamadas deseconomias ou seja desvantagens de aglomeração na região metropolitana de São Paulo é ao mesmo tempo que as economias ou seja as vantagens de aglomeração em outros centros urbanos e regiões no Próprio interior de São Paulo né ou outras regiões é investimentos estatais né na forma de incentivos fiscais infraestruturas também terceiro a busca por recursos naturais no caso do interior de São Paulo né agroindústria sobretudo a produção de cana né
de laranja além de outras indústrias quarta unificação do mercado pela infraestrutura de transporte e Comunicações quinto concentração do poder de compra nessa região aí né então continua sendo uma região rica mesmo com essa desconcentração industrial de São Paulo e sexta o desenvolvimento de pesquisas em tecnologia o que vai tornar possível que esses negócios essas indústrias estejam se instalando no interior de São Paulo ou em outros estados mas se Servindo né dessa pesquisa e tecnologia que é desenvolvida aí sobretudo por São Paulo mas por outros institutos de pesquisa também é mais interiorizados bom agora um outro
autor brasileiro Wilson cano ele estuda a desconcentração industrial de São Paulo como ela ocorre ela é importante para toda a estruturação urbana do Brasil porque de lá vai expandir né muitas das indústrias e Dos negócios que nascem na região metropolitana de São Paulo a região metropolitana de São Paulo ela tem algumas restrições né que já foi falado com base no Diniz as ideias economias de aglomeração né que é mais ou menos aquilo que que torna difícil a permanência em uma região metropolitana né Por exemplo a indústria ela pode Ter que pagar a mão de obra
mais cara o trânsito ali já não é tão viável né para os transportes [Música] além de outras coisas né que a gente chama de deseconomia a legislação ambiental também ela é uma restrição né Sempre que você tem um ambiente Metropolitano vai haver ali algumas restrições ambientais né por conta da poluição que já começa a ser um problema Público e que vai ser combatido né de forma mais presente do que numa cidade do interior a organização sindical né que vai fazer com que os salários estejam mais altos a própria tributação né que acaba sendo mais alta
e nas regiões metropolitanas E aí existe um vetor levando essa industrialização para o interior de São Paulo né quais são essas forças a infraestrutura que vai sendo criada no Interior de São Paulo a modernização da agropecuária e agroindústria né fazendo com que muita muitas dessas indústrias já estejam no próprio Campo condições para implantação e desenvolvimento industrial de atividades de maior complexidade tecnológica né então partes industriais que antes tinham que está mais próximos da região metropolitana eles cada vez mais vão tendo como estar no interior de São Paulo em outras Regiões a guerra fiscal Municipal né
porque a Constituição de 89 ela distribui a tributação entre os entes federativos né então existem impostos municipais e impostos estaduais não só o Federal então acaba que município estado vai também brigar pela implantação dos negócios né das Indústrias eles fazem isso dando terrenos gratuitos deixando de cobrar impostos por 10 20 Anos E também o crescimento da demanda por álcool na década de 2000 vai fazer com que o interior de São Paulo Se dedique muito a produção da cana para o álcool E aí nós temos um vetor também dessa desconcentração industrial em direção ao restante do
país né pode ser visto nesse mapa aí né Há uma área de maior concentração industrial escrever expansão com c cedilha esse Mapa eu peguei pronto tá isso passou é quase então uma área aí um Sul de Minas Rio de Janeiro e parte do São Paulo é a área de maior concentração industrial e a uma área já próxima dessa aí que é essa expansão da indústria Paulista né e há também aí no litoral nordestino também uma industrialização ligado ao setor Têxtil automobilístico de petróleo também e a Zona Franca de Manaus que é o enclave criado pelo
Estado é como vocês devem ter ideia bom trazendo um pouco a discussão do livro para a situação brasileira mas eles falam um pouco sobre a nossa situação né eu tô trazendo um pouco mais de dados aqui é São Paulo que é o nosso caso primordial para analisar o processo que se dão né de urbanização vai ter um desenvolvimento acelerado da Favelização a partir da década de 70 né então olhem esses números em 73 as favelas representavam 1,1 e depois em 93 já são 9,1 é o market deles traz até um número maior que isso mas
aí ele tá considerando déficit Habitacional geral em 2011 já em 2010 já eram 11% da população de São Paulo morando em favelas o Brasil tem um recorde de cidade que é Belém com 54% mais da Metade da população Vivendo em favela s e também existe a situação de cortiços né O Cortiço ele é normalmente imóveis mais velhos grandes ou às vezes nem tão grandes mas ele é o caso de coabitação né mais de uma família orando em uma em uma casa em 1991 os cortiços abrigavam 15,8% da população de São Paulo né A maioria sendo
chefes de domicílios jovens Aqui abrigavam a sem h essa aí foi eu que errei Então essa é uma situação presente em diversos países do mundo e que a gente percebe no Brasil sobretudo nas maiores regiões metropolitanas aí né o processo da favelização o déficit Habitacional no Brasil em termos relativos é um dado aí que teve Não não é um deles fácil no final do livro Ela traz esse Dado né Nós estamos aí com cerca de 9% do Déficit Habitacional relativo quer dizer que a gente tem uma quantidade de habitações e é necessário aumentar desse quantitativo
mais nove porcento Embora tenha havido aí o programa Minha Casa Minha Vida né e uma construção de muitas casas e financiamentos como Iporá um exemplo mas isso ocorreu aí na maioria das cidades brasileiras Ainda permanece um déficit Habitacional né porque esses programas eles não são né o programa Minha Casa Minha Vida apesar de ser uma grande inovação e um grande programa ele não tirou da condição de favelização e de habitação subnormal a pasta da população que tem baixa capacidade de pagamento bom esse quadro aqui ele é bem interessante né aqui do lado direito é está
mostrando os componentes existem no Chamado déficit habitacional déficit Habitacional E aí já dá os números no Brasil ele é composto por ônus excessivo com aluguel quando a família paga e mais de 30% do seu orçamento com aluguel no caso do Brasil 2017 é metade né do Déficit Habitacional é o [Música] ônus excessivo com aluguel isso quer dizer que Uma família que mora de aluguel mas que isso não represente um despende muito grande para eles não é considerado déficit Habitacional considerado uma opção da família né não é um problema social mas quando pesa mais que 30%,
aí sim entra como déficit Habitacional a coabitação familiar é o segundo que compõem aí nós com 30% né do total de Déficit ou seja são famílias que Vivem juntas né às vezes uma mãe solteira com a mãe né os pais vivendo na mesma casa ou mesmo duas ou mais famílias né vivendo juntas em um mesmo imóvel depois habitações precárias né que é aquela que vai ter um material de construção de baixa qualidade ou a técnica de edificação ou localizadas em áreas perigosas né como as encostas também aí vai compor né então nós temos Quase 15%
de habitações precárias compondo déficit Habitacional e o adensamento excessivo em domicílios alugados esse aí Aquele caso de que a família mora de aluguel Mas essa casa é muito pequena para ela então é entra aí com mais 5% no nosso déficit habitacional E aí aqui na direita a os exemplos né com domicílios com os excessivo de aluguel né Nós temos aí quase 4 milhões em 2017 de Domicílios né que pagavam um aluguel muito caro para família ele se concentra mais no Sudeste e é um número crescente como vocês podem ver aí estável no nordeste né e
não é baixo no nordeste E aí um destaque para as capitais né as capitais do país concentram bastante situação de órgãos excessivo com aluguel caso de domicílios alugados com adensamento excessivo né em milhares então o Brasil também tem uma quantidade Grande né com casas alugadas e muito pequenas para família né Se bem que é a componente menor ali no déficit Habitacional né mas é uma situação importante né porque a [Música] os familiares não tem nem a privacidade né de ter poucas pessoas no mesmo dormitório né então a situação crítica um dado muito interessante que vocês
forem estudar mais assistir alguns Vídeos sobre moradia no Brasil vocês vão perceber é que nós temos no Brasil uma quantidade muito grande de imóveis né de casas apartamento já construídos ao passo que continua esse déficit Habitacional né então nosso déficit Habitacional ele não é é na maioria das vezes devido a falta dos imóveis ele ele é a má distribuição de renda e que se dá então a má distribuição dos imóveis né E porque também os Imóveis a partir sobretudo da década de 70 mais na década de 90 a gente vê mais isso um imóvel não
só no Brasil mas no mundo todo ele vai se tornando um ativo financeiro o que que isso significa significa que uma casa não é apenas uma casa ela é um investimento E aí então muitas vezes se tem um a posse de um imóvel né Mas esse imóvel mesmo se ele for alugado o valor que aquele imóvel vale né De tanto que ele foi valorizando entre aspas é o imóvel nem nem sequer paga né o os custos de manutenção daquele valor empregado ali por exemplo o juro do dinheiro empregado naquele imóvel né por ser um imóvel
muito caro o que acontece aí no centro né em São Paulo capital por exemplo Isso vai Acontecer Imóveis muito caros e que nem interessam a lugar né interessa que ele esteja ali que ele seja um ativo para aquela para o dono né mas não que ele seja alugado Então olha só o gráfico nos mostra os domicílios vagos e o déficit habitacional em São Paulo por exemplo nós temos aí mais de 1.300 Imóveis vagos e nós temos A milhões né milhões e nós temos o déficit Habitacional menor um pouco menor do que a quantidade de imóveis
disponíveis fechados situação ainda mais gritante em Minas Gerais aí eu não tenho dado mas é só esses estados aí que estão destacados tem um déficit Habitacional é maior do que o de moradias potenciais ou seja de moradia já construídas né Mato Grosso né Tem um déficit muito grande Mas não tem a domicílios vagos praticamente no Acre no Amapá Maranhão parar ou seja essas zonas de Fronteira né de expansão demográfica né basicamente aí o norte né parte do Nordeste é que tem esse déficit Habitacional realmente não há moradias vagas ou há poucas Bom finalizando essa aula
eu vou colocar na sequência aqui um vídeo produzido pela Sabesp se não for esse nome é outro mais uma agência Pública de São Paulo sobre a urbanização de favelas porque eu tô considerando que você já tem conhecimento suficiente sobre a situação das favelas no Brasil em relação àquela falta de de infraestrutura né a situação da da falta de de Serviços regulares de água energia as condições e materiais de habitação eu creio que isso já é do domínio público né a gente vê isso na TV direto mas uma coisa nova que talvez vocês não tenham ouvido
falar é sobre o os projetos de urbanização de favela né que começou a partir dos governos do PT e criaram um ministério da cidades e através do Parque habitação além de estados e municípios também Estarem mais interessados em programas como esse ouve algumas iniciativas então de criação de infraestrutura nas favelas Então esse vídeo é bem elucidativo e eu termino a aula com ele tá então é isso aí atividade dessa aula vai ser uma redação sobre esse capítulo do livro mais coisas que eu trouxe aqui na aula e coisas que vocês podem pesquisar livremente né Quatro
páginas tá uma redação sobre tudo Que falamos aí tá bom é um grande abraço a todos [Música] favelas são assentamentos precários com ocupação desordenada desprovido de infraestrutura os seus moradores vivem péssimas condições sem coleta de esgoto rede de drenagem ou ligação oficial de água e luz as favelas são muitas vezes localizadas em áreas de risco ou de restrições ambientais Aproximadamente 390 mil famílias vivem nas mais de 1.600 favelas da cidade de São Paulo essa situação exige políticas públicas abrangentes e eficazes para enfrentar esse desafio Desde 2005 a Prefeitura de São Paulo desenvolve um programa de
urbanização de favelas que atende mais de 150 mil famílias em todas as regiões da cidade [Música] de São Paulo algumas cidades brasileiras desde a década de 80 e inicialmente é Levar infraestrutura básica para áreas precárias não só do ponto de vista desde 2006 a prefeitura desenvolve o a Bispo um sistema de informações para habitação de interesse social em São Paulo com acesso público e gratuito na internet esse sistema auxilia os técnicos na definição dos critérios e prioridades de atendimento do programa de urbanização a partir da identificação dos principais problemas de cada local o processo de
urbanização ele nasce da Elaboração de um conselho gestor em que participam o estado as concessionárias e a população local as lideranças locais e que esse conselho gestor ele vai aprovar um programa de intervenções que a gente chama de plano de urbanização a partir desse plano de urbanização discutido aprovado dá sinistro então aos processos de projeto de licitação de obras e a discussão é permanente com a sociedade caçamba A gente envolve arquitetura Engenharia e um trabalho social bastante grande uma vez que a obra cada frente de obra ela convive com a população residente e isso implica
em diversas remoções reacentamente e demolições parciais de algumas unidades habitacionais é normalmente as emoções são feitas em função do Risco existente em cada área de intervenção por exemplo se a gente tiver famílias que moram na beira do Córrego essas serão as Primeiras famílias a serem movidas Porque elas estão no risco de solapamento de Enchente ou se ela tiver uma encosta e essa encosta pode ter um problema de deslizamento Então essas são as primeiras famílias a serem removidas se você consegue remover o mínimo possível se tiver que reacentar a famílias que elas sejam reacentadas próximas da
área onde elas estão elas têm uma rede de proteção social delas elas têm uma rede de solidariedade entre As famílias que é muito importante então se você levar a infraestrutura para ela que é isso que a gente faz é você tá valorizando aquilo que ela construiu com o seu trabalho [Música] [Música] [Aplausos] [Música] trabalho muito importante na urbanização é abrir o sistema viário a malha Viária a malha Viária proporciona a entrada do Serviços públicos na comunidade então onde antes não chegava a coleta de lixo com abertura dessas malhas você consegue levar essa coleta e fazer
essa coleta o mesmo acontece com iluminação pública rede de água esgoto e acessibilidade das moradias [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] Para o nosso trabalho essencialmente as áreas de nascer são fundamentais que a gente chama os centros de referência da comunidade além da infraestrutura que aí a obrigação né da cidade Ter você fazer com que essa área tenha referências com série tema Praça bonita um equipamento que elas se orgulho enfim é o que a gente chama de criar fazendo que a pessoa pertence a cidade com qualquer outro cidadão [Música] A diversidade das favelas exigem soluções criativas
cada projeto tem características próprias adequadas as especificidades de cada lugar e as demandas dos moradores [Música] [Aplausos] [Música] [Música] a urbanização ela tem que partir de um projeto de arquitetura e urbanismo porque A gente tem que romper um pouco a ideia de que para baixar renda você faz projetos que são projetos de baixa renda a ideia de a gente sempre chamar os bons nomes da arquitetura com experiência é para que como você está produzindo cidade ela seja uma cidade bem produzida [Música] a gente tem um trabalho que a gente chama de pós ocupação e pós
urbanização Pós ocupação É o trabalho que é feito pelos assistentes sociais arquitetos Engenheiros nos conjuntos habitacionais então a gente acompanha as famílias ensina as famílias a viver em condomínio técnicas de manutenção da edificação do prédio e também pós urbanização nas áreas públicas que a gente cria então todas as Praças parques né para ensinar a comunidade a usar esse espaço e manter esse espaço com apoio da Prefeitura e também responsável pela varrição pela Iluminação pública né por todo o serviços públicos que deve acontecer nessas áreas pegou pegou pegou pegou [Música] e não tem medo de fumaça
e não se entrega não que só criou isso aqui ai ai ai ai ai ai é feliz [Música] a questão da regularização fundiária vem Após o término das obras então após terminar as obras de definir as quadras lotes oficializar as ruas que são abertas você consegue a regularizar essa essas o ponto final da organização de favela é a regularização fundiária essa regulação fundiária vai permitir que as famílias tenham acesso ao seu título definitivo registrado em cartório [Música] [Música] [Música] O programa de urbanização de favelas da cidade de São Paulo é o maior da América Latina
apesar da sua dimensão os desafios são enormes assim como a urgência de enfrentá-los urbanizar favelas dever do poder público é um passo importante no processo de consolidação dos direitos sociais que constituem a base para o pleno exercício da Cidadania e a efetiva ampliação da democracia [Música]