Olá pessoal nessa aula a gente vai começar a falar sobre o sistema locomotor dos ruminantes dos equinos primeiro fazer uma breve revisão aí um pouquinho sobre anatomia e fisiologia lembrar que essa revisão não vai abranger tudo então vocês T que estudar anatomia e fisiologia tá porque sem tá dominando anatomia e fisiologia a gente não consegue fazer uma boa olia e depois não vai conseguir fazer uma boa clínica lá pra frente então uma breve revisão componentes do sistema locomotor primeiro os ossos e as cartilagens tendões ligamentos e músculos articulações bainhas sinoviais e bursas que são as
três estruturas sinoviais ou seja contém o líquido sinovial e pro caso da gente que são os suínos ruminantes dos equinos Esses animais possuem os cascos que são locais em importantes de afecções locomotoras nesses animais sobre os ossos e as cartilagens uma pequena revisão aqui um um conceito restante vocês vão buscar livro de anatomia e estudar divisão dos Ossos longos eu tenho a diáfise que é a parte mais longa do osso e aqui ela é dividida em periósteo osso compacto endoso que seria a camada mais interna e a parte ali da medula óssea os ossos longos
vão possuir e outros ossos às vezes têm menos medula óssea ou não tem tá extremidades extremidade proximal epífise proximal extremidade distal epífise distal ela vai ser recoberta pela cartilagem articular para evitar o contato de osso com osso ali na articulação entre epífise e diáfise a gente tem a metáfise que é onde tem a linha epifisária linha de crescimento que é um tecido cartilaginoso que vai dar origem ao osso então o animal cresce pela linha epifisária ela vai se diferenciando formando o tecido cartilaginoso se convertendo em tecido ósseo sendo mineralizado e esse osso vai alongando ele
não cresce aqui ele só cresce pela linha de crescimento importante saber disso por quê Tem patologias que se afetarem essa linha de crescimento vão levar distúrbios de crescimento posso ter desvio angular ou não desenvolvimento do animal sobre os tendões e ligamentos vou fazer uma breve revisão sobre os tendões da região do membro distal dos equinos que é um sítio de muitas afecções nessa espécie esse tendão aqui mais superficial é o tendão do músculo flexor digital ele vai se inserir lá na margem proximal da segunda Falange e ele atua fazendo a flexão da região aqui carpo
ou metatarso falangiana que é a região do boleto e a articulação interfalangiana proximal então quando ele contrai ele faz a flexão dessas articulações logo mais profundo a ele a gente tem o flexor profundo do dedo tendão do músculo flexor profundo do dedo ele vai se inserir lá na margem Solar da terceira Falange e quando ele contrai ele faz a flexão de todas essas articulações para cima interfalangiana interfalangiana proximal e metacarpo ou metatarso falangiana ele também tem um ligamento aqui que é o ligamento acessório do tendão flexor profundo que vai estabilizar esse movimento abaixo dele a
gente tem o músculo interósseo ou ligamento suspensor do boleto que chega aqui na região do boleto ele solta os dois ramos extensores um lateral e um Medial e se insere lá na crista dorsal da terceira Falange E aí esse movimento estabiliza a articulação do boleto nessa posição e faz a extensão da da região da terceira Falange tá então rupturas nessas estruturas vão causar sinais clínicos diferentes na parte dorsal aqui a gente tem o tendão extensor comum do dedo que faz a extensão do membro essa região aqui eu tem o flexor superficial e flexor profundo e
esse ligamento aqui que é o ligamento anular eles compõem a bainha tendía dos flexores o o flexor superficial ele vai envolver o flexor profundo junto com esse ligamento anular e ali vai formar tipo uma cavidade uma bainha que vai conter líquido sinovial que tem membrana sinovial e produz esse líquido o objetivo desse líquido é lubrificar para facilitar o deslizamento desse tendão um sobre o outro Tá além da bainha tendía a bursa e a articulação também vão conter a membrana sinovial e produzir o líquido sinovial característica dessas três estruturas é que elas podem sofrer a penetração
de microorganismos ou por lesão direta ou por via hematogênica então ele chegar via circulação nos casos de sepsemia ou bacteriemia e são estruturas de difícil alcance pro antibiótico então dificulta muito o tratamento Então a gente tem que atuar muito muito na prevenção de de patologias infecciosas dessas essas estruturas por conta disso porque o tratamento é bem difícil a recuperação é bem complicada tá sobre a articulação a articulação ela vai tá ali na atuando na União de dois ou mais ossos ela é composta pelos ossos que vão dar o a composição dela por exemplo aqui metacarpo
falangiana que é o nome dessa articulação sempre o osso proximal e o osso distal se for membro pélvico metatarso falangiana interfalangiana mal e interfalangiana distal certo Além disso ela vai ter a cápsula articular que é de tecido fibroso geralmente ligamentos que atuam na estabilização dessa articulação por dentro dessa cápsula eu vou ter a membrana sinovial que vai produzir o líquido sinovial na superfície dos Ossos eu tenho a cartilagem articular também é uma estrutura muito importante que ela não é enervada e não é irrigada e ela atua ali para evitar que um osso tenha contato com
outro e isso Gere dor então esses os componentes mais básicos de uma articulação importante a gente destacar aqui que é uma etiologia importante de afecções locomotoras nesses animais são as articulações que são mais acessíveis aos traumas a penetração traumática dessas articulações e contaminação tanto nos equinos quanto nos bovinos a cartilagem a articulação que mais sofre com essa artrite traumática é a articulação interfalangiana distal aqui no bovino e aqui no Equino por o recesso dessa articulação interfalangiana distal mais mais distal aqui mais inferior ele tá muito próximo da ranilha que é um local que se o
animal pisar num prego por exemplo atravessar a ranilha já acessa essa articulação e leva microrganismos nos bovinos a mesma coisa vai tá muito próximo à sola ali do diso uma perfuração pode levar artrite nessa região e principalmente esse recesso dorsal aqui essa estrutura aqui que tá mais em em pretinho esse espaço vazio tanto nos equinos quanto nos bovinos essa região ela é muito propícia à penetração traumática por quê Porque aqui para acessar a articulação eu tem que atravessar basicamente pele tecido subcutâneo e cápsula articular eu já tô na articulação Então essa distância com o meio
externo é muito pequena então lesões discretas podem acessar essa articulação e é um ponto muito fácil de se traumatizar se o animal tá andando quando ele faz esse movimento e se choca contra uma pedra ou contra um pedaço de pau ele pode raspar essa região e aí ela tá logo acima aqui da coroa do casco então ele raspa o casco num lesiona A Coroa do casco ele lesiona e é fácil de levar uma penetração nessa articulação bovinos a mesma coisa bovinos em e sistema de confinamento quando a gente não tem o dimensionamento dos coxos e
o animal fica disputando muito coxo o um pode ficar pisando sobre a mão do outro e quando ele pisa ele raspa justamente essa região E aí acessa a articulação e causa artrite nessa articulação E aí a gente tem outras tipo articulação do boleto a bainha se bainha tendina aqui também que é bem superficial tudo isso a gente tem que tomar cuidado quando a gente tiver um examinando um animal que sofreu um trauma por exemplo uma laceração identificar se não foi acessada essas estruturas sinoviais porque aí o meu tratamento tem tem que ser voltado pra prevenção
de infecção nessas regiões bom e os cascos qual que são os componentes dos cascos primeiro a gente tem o estojo córneo que é a camada mais externa que é compatível com a nossa unha que é um tecido queratinizado não é irrigado e não é sensível então não dói ele vai ser nutrido pelo corium laminar que é as lâminas do casco que a gente tem as que tão as lâminas voltadas ali pra parte do estojo corno e aquela da terceira Falange e elas se entrelaçam se juntam ali fazendo a união entre o estojo corno e a
terceira Falange e também vão atuar na irrigação do casco para auxiliar no crescimento do casco nessa queratinização do casco então quando eu tenho lesão nessa estrutura eu posso ter um casco de pior qualidade tá é dividido em região de pinça Muralha Muralha e aqui atrás a gente tem os talões mas aqui em cima o bulbo do talão embaixo dos do casco é a área solear e essa região de transição do casco pra pele é a coroa do casco ou banda coronária mesma coisa nos equinos a gente tem o estojo córneo o cório laminar E aí
o casco dos equinos já é diferente eles têm apenas um dígito dividido em pinça que é a parte mais cranial ali do casco a muralha que é essa parte externa lateral dorsal e lateral a gente tem a ranilha o suco central da ranilha e os sucos laterais dessa ranilha aqui é o ápice dela aqui atrás a gente vai ter os talões já de tecido eh de pele a gente tem os bulbos dos talões bom sobre a anatomia revisão da anatomia e fisiologia do sistema locomotor era isso que eu tinha para falar para vocês eu recomendo
que vocês busquem livros de semiologia e anatomia para melhorar um pouco esse conhecimento que vocês têm nessa área porque isso é muito importante tanto pra avaliação semiológica quanto pra gente estabelecer diagnóstico e depois lá na medicina investigativa a gente falar dos tratamentos tá então busquem esse conhecimento em livros em artigos Ok até a próxima aula