Não esqueça de deixar o seu like se inscrever no canal e ativar as notificações vou pedir para vocês se conectarem com esse som com esse barulho de ondas do mar isso mesmo conectem Imaginem o sol batendo na pele de vocês sintam esse [Música] calorzinho Agora eu quero que vocês Imaginem que vocês estão num pequeno barco no meio do Oceano deslizando sobre as águas vocês que estão remando Não se preocupem com Nada Vocês conseguem Remar vocês estão seguros no meio do Oceano nesse Barquinho olha pra imensidão olha pro infinito do Oceano para facilitar a sua remada
eu vou pedir para que você jogue no mar aquilo que não serve mais para você pode ser qualquer coisa que você quer deixar para trás joga no mar muito bem e agora pense para onde vocês querem ir para onde vocês estão indo Qual que é o destino final vai remando no destino final vocês vão encontrar o que vocês buscam os dias vão passando observem que a noite chegou não tenha medo de nada você vai atravessar tempestades ondas gigantescas Mas não se preocupe porque você tem tudo que você precisa para essa viagem tem sua força coragem
resiliência e determinação continue remando vocês vão Remar por 10 20 30 80 100 dias até que então vocês vão chegar em terra firme mais leves mais fortes e mais determinados muito bem você chegou pode abrir os olhos muito obrigada vocês gostaram dessa rápida visualização Vocês encontraram em terra firme que vocês estavam indo buscar quero muito agradecer vocês pela presença maravilhosa de todos vocês nesses dois dias por terem interagido aplaudido engajado acolhido as pessoas que tivemos aqui também espero que todos vocês tenham se sentido acolhidos eh obrigada por terem topado fazer esse exercício de visualização porque
assim vocês já se conectam com a energia com a coragem com a determinação do nosso próximo palestrante porque ele é mestre em Navegar pelas adversidades da vida para encerrar esse nosso lindo evento Quero convidar ao palco o navegador que passou 100 dias entre o céu e o mar e que tem muito a nos ensinar sobre superação com vocês Amir clink [Aplausos] [Música] é boa tarde é uma honra para mim est falando sobre um assunto que que tá tão presente na vida de todos nós eh eu não sou eh não sou consultor não sou influenciador eh
eh eu sou navegador e portanto eu não vou fazer metáforas sobre estamos juntos no mesmo barco mas eu queria mencionar um fato que me marcou muito desde pequeno os noruegueses são navegadores de referência na na história da humanidade e eles costumam dizer que só há dois tipos de barcos os barcos felizes e os barcos que não são felizes e os barcos que são felizes são aqueles que fazem jornadas difíceis a gente tem de achar que a felicidade é uma soma de experiências positivas de alegrias e nem sempre é eu descobri o mar de uma forma
muito engraçada eu descobri o mar na rua nessa rua aqui que é a Rua do Comércio de Parati porque eu tinha muito medo do mar e essa água que vocês estão vendo não é uma enchente é uma solução dos portugueses muito criativa pro problema do esgoto eles construíram a cidade abaixo da maré cheia então o mar invade duas vezes por dia a cidade e faz a limpeza da rua essa é a rua do quintal da minha casa e era muito engraçado para um moleque de 9 anos eh quando a Maria tava cheia ir na padaria
comprar pão de Canoa de Canoinhas eh como essa essas aqui eu não sei se alguém aqui já foi comprar pão de Canoa Mas é engraçado não pode tagarelar muito na padaria porque a a maré baixa rápido e a Canô encalha e assim eu descobri o mar nas ruas de de Parati me encantei eh quando fui fazer Economia em São Paulo me encantei por um esporte que infelizmente tá em decadência no Brasil que é o Remo e eu me apaixonei pelo Remo por uma razão absolutamente maravilhosa o remo é um esporte onde não é a força
dos remadores que faz um barco ganhar vencer e também não é o talento o reo é um esporte onde o que o faz onde o que traz a a vitória é o conj é a capacidade de bater os oito remos juntos na água no mesmo milésimo de segundo é a sincronia é a sinergia é o engajamento e isso a gente só consegue com muito esforço muita dificuldade um barco para ser competitivo tem que treinar no mínimo 3 horas me por dia no mínimo 1 ano eu fiz os meus melhores amigos no no Remo e quando
eu voltei para para Parati eu lia tudo sobre sobre Remo e de repente um dia eu leio uma notícia no aog do seu Benício ele trazia jornais não eram jornais velhos eram jornais vencidos do Rio de Janeiro para embrulhar carne e eu li num jornal inglês uma notícia de que dois americanos resolveram atravessar o Atlântico Norte de Nova York Pra Inglaterra num barco a Remo eu falei tá louco eu remei 6 anos todos os dias sem descanso não tinha descanso sábado domingo feriado quarta-feira de Cinza Natal todos os dias mas eu fiquei pensando imagina Remar
um oceano com a força dos braços é uma loucura esses caras perderam um juízo eles vão morrer vão morrer eles vão morrer e duas semanas depois eles saíram e morreram eu falei meu Deus por que que abri a boca matei dois americanos sem querer E aí aconteceu uma coisa engraçada eu sei que quando a gente fala por exemplo de felicidade a gente se espelha muito no exemplo de sucesso de de terceiros no Brasil a gente gosta muito de seguir essa caminho da cultura americana we are the Winner somos Os Vencedores Pense positivo que tudo vai
virar seu favor e nem sempre é assim e e eu fiquei impressionado porque do anos depois que eu soube que eles tinham morrido eu descobri uma notícia mais impressionante ainda Eles foram pegos pelo furacão alma e nunca mais foram vistos O Barquinho deles capotou só que capotado e a deriva seguindo as correntes do Atlântico Norte ele passou ao sul da terra nova ao sul da Groenlândia ao sul da Islândia ao sul da Irlanda e chegou na praia que os remadores queriam alcançar eu achei aquilo incrível falei nossa o barco foi sozinho e aí ao invés
de ficar acompanhando as tentativas que deram certo eu resolvi tentar entender Por que a experiência deles deu errado e aí eu fiquei muito impressionado eles não fracassaram porque por causa da exaustão física da distância das tormentas das ondas com 15 m de altura eh eles não conseguiram completar o desejo deles por razões absolutamente mínimas pelo fato de não ter uma uma dieta balanceada pelo fato de não ter estudado as rotas e correntes quase um pequeno desrespeito à natureza por razões incríveis pelo por errar na escolha dos materiais eu achei aquilo tão incrível porque as as
razões do fracasso deles eram quase eh assim irrisórias e aí eu comecei a anotar as soluções para essas razões um erro na quantidade de água e de repente nasceu um dossiê que eu escrevi de 74 páginas ninguém tinha até então atravessado o Oceano Atlântico Sul a distância é 30% maior e eu falei caramba os problemas a a distância é muito maior mas os problemas as dificuldades são as mesmas e sem que eu tivesse isso como sonho como plano nasceu o projeto de fazer um barquinho para atravessar da África pro Brasil consertando esses erros que eles
tinham cometidos eu comecei a estudar as correntes do Atlântico Sul comecei a desenhar uma rota no no Atlântico Sul e comecei a construir escondido da minha família no Rio de Janeiro na Baixada Fluminense um barquinho com 5,95 m e eu fiz escondido O Barquinho porque eu tenho uma família muito complicada minha família tem ascendência libanesa eu tenho um monte de tias no Líbano que são incrivelmente velhas e saudáveis e elas não morrem de jeito nenhum elas elas sobrevivem aos ataques do resbolar hamaz Bombas e essas coisas todas só pensam em comer e ganhar dinheiro e
elas detestam a minha profissão eu não queria que nenhuma tia libanesa soubesse o que eu ia fazer durante dois anos eu fiz esse barco em segredo com inúmeros problemas inúmeros primeiro não tinha meios financeiros para fazer isso segundo eu não tinha meios intelectuais para fazer isso não entendia nada de navegação não existia GPS naquela época não existia ais não existia telefonia satelital terminei de fazer o barco no subúrbio de São Paulo e no dia 9 de junho de 84 Finalmente eu botei o O Barquinho na água numa cidadezinha incrível vocês que gostam de entender porque
que alguns países e instituições são felizes e outros não vale estudar o caso da Namíbia era a época do aparthaid a Namíbia foi o país mais pobre do continente africano há 40 anos atrás e hoje é o país que tem o mais elevado IDH do continente um dos cinco mais elevados idhs do Mundo Eu Escolhi Uma cidadezinha chamada luderitz depois de 2 anos de um inferno de problemas de dificuldades jurídicas financeiras burocráticas e finalmente nesse sábado dia 9 de junho de 84 eu botei o barco na água e quando o barco encostou na água os
estivadores do porto de luderitz vieram correndo e gritavam brasileiro brasileiro você é louco você é louco você não pode sair daqui pro Brasil São 7.000 km o mar tá ruim tem ondas de 67 m de altura fora do porto você tem que esperar uma janela oportuna você tem que esperar um momento certo favorável para sair vai ter que esperar algumas semanas talvez e eu fiquei assustado com aquilo Porque eles conhecem a região uma região desértica de mar extremamente ruim e eu fiquei pensando num canto pensando e de repente pensando eu cheguei a uma conclusão meu
objetivo não era ser o primeiro a atravessar o Atlântico Sul remando meu objetivo não era vencer o oceano realizar o sonho da minha vida eh meu objetivo não era Superar as minhas limitações me Reinventar realizar o impossível nada dessas bobagens de autoajuda que vocês ficam lendo toda hora aí meu meu meu meu objetivo meu objetivo era magicamente simples eu tinha como objetivo sair desse cunho Preto aqui no pé do estivador e ancorar meu barquinho num ponto específico na Barra do Rio Pojuca 33.7 km ao norte de Salvador nada mais que isso esse era meu objetivo
não era brigar contra o oceano era desfrutar 7000 milhas 7000 km 3700 milhas que se a África do Brasil só isso e eu tinha um prazo para isso 109 Dias 109 dias é um período longo no mar e aí eu percebi que no mar a gente não vai contar sempre com momentos alegres favoráveis com tudo a favor sempre a gente vai enfrentar dificuldade sempre vai ter alum alguma coisa que não dá não deu certo alguma coisa imprevisível Então para que ser oportunista e esperar o momento certo eu falei quer saber eu me preparei 2 anos
eu vou sair com tempo ruim paciência e eu saí no domingo às 5 horas da manhã desse Portinho aqui embaixo da foto do lado esquerdo e aconteceu uma coisa engraçada eu não tava com medo nenhum medo eu tava em Pânico eu não estava com medo do que eu tinha feito eu tava com medo eu não tava com medo do que eu ia fazer eu tava com medo do que eu já tinha feito Será que eu pensei em tudo será que eu estudei direito as correntes a comida para minha viagem foi feita aqui do lado da
onde a gente tá aqui em São José dos Pinhais para 109 dias eu só tinha 109 dias de comida e água mas a medida em que o dia foi nascendo eu saí às 5 da manhã e as Dunas africanas foram desaparecendo na neblina eu continuava com medo mas foi dando uma sensação incrível de uma sensação muito gratificante de alívio pela primeira vez em do anos eu finalmente Estava fazendo aquilo que eu tinha me proposto a fazer Finalmente eu tava seguindo em direção ao Brasil e o mar tava ruim mesmo e na primeira semana eu capotei
três vezes grande medo que eu tinha era que o barquinho capotasse um barquinho de 5 6 m no mar não tem como não capotar eu saí da Namíbia na primeira semana entrei na corrente de Benguela que é uma das correntes mais perigosas do Atlântico Sul não é o cabo Horn lá na no sul do da Argentina e em Chile e depois de 3700 as milhas 100 dias 6 horas e 20 minutos eu ancorei numa Prainha que tem um um nome lindo chamado Praia da espera na Bahia nessa praim e [Música] esse e esse pontinho Branco
esse pontinho Branco à esquerda do meu ombro de direito é a Barra do Rio Pojuca e esse foi um dos dias mais estranhos da minha vida foi um dia estranho porque claro que eu tava feliz eu tava feliz como eu nunca tive na minha na minha vida antes mas a razão da minha felicidade não era o fato de ter sido o primeiro o fato de ter vencido o Atlântico Como eu disse de ter realizado o meu sonho a razão da minha felicidade é que eu tinha um plano ousado difícil e eu cumpri só isso é
legal a minha mãe apareceu não sei como se horas depois só eu desci e a a grande albri ela não sabia da viagem a grande alegria foi abraçar ela para isso valeu todo o Atlântico Por que que foi um dia estranho porque eu tava muito triste eu tava triste porque eu adorei a viagem perdi 22 kg eu era puro músculo o barco tava limpinho as baterias estavam carregadas tudo deu certo milhares milhares de problemas eu tive correntes contrárias tempestades 22 tempestades um monte de capotagens Mas no fim tudo deu certo e o que Valeu foi
foi esse abraço eu passei 100 dias aprendendo a identificar as aves pelágicas os tipos de tubarões as baleias que se aproximavam 100 dias fazendo o que eu gosto convivendo com mar 100 dias sem ver a cara de um gerente de banco eu morava no Paraíso Parati é o paraíso na minha vida não era no paraíso eu tinha montanhas de dívidas no banco de problemas em casa era muito triste ter que deixar o barquinho e quando eu Finalmente quando o sol começou a se pôr e eu desci na praia da espera eu fiquei olhando pro barquinho
e de repente eu percebi que a coisa mais importante que aconteceu não foi o fato de eu ter finalmente realizado o que eu queria mas foi o F foi uma frase que um engenheiro de São Paulo me disse quando eu estava começando ingenuamente o projeto Eu sabia que todos os remadores que fracassaram fracassavam porque os barcos capotava e eu aprendi nesse nesses 100 dias no mar que no mar não tem espaço para esperteza não tem espaço para cortar caminho para dar um jeito não tem E e esse Engenheiro quando viu o meu projeto a primeira
vez falou Filho você vai morrer com esse barco eu falei por qu ele falou o projeto tá errado falei por que que tá errado ele falou porque é impossível um barco de 5 m não capotar na corrente de Benguela E aí ele disse uma frase que eu nunca mais esqueci ele falou se você quiser ter sucesso e chegar do outro lado do Atlântico você tem que abraçar o problema abraçar o problema eu nunca esqueci dessa frase você tem que dormir com com o problema e eu quero desenhar para você um barco feito para capotar eu
achei que ele era louco mas ele estava coberto de razão eu voltei para casa com a carta do Atlântico com todos os pontinhos que eu tinha traçado por astronomia O Barquinho deu origem a um museu em São Francisco e eu tinha maneia de pôr fotos de animais de lugares frios nas paredes de casa eu todas as fotos porque eu descobri uma coisa maravilhosa eu descobri que muito muito mais legal do que ver o mundo através das fotos sentado num sofá é você entrar na foto e quando você tem esse privilégio de entrar dentro da foto
quando você tem esse privilégio de entrar na foto você vê uma coisa que me perdoam os caras e as caras de ti mas uma fotografia nunca vai conseguir quando você tem esse privilégio de entrar na foto que você imagina paraa sua vida paraa sua carreira paraa sua pro seu futuro você vê coisas que uma fotografia não consegue mostrar e essa foto é incrível porque muitos anos tinham se passado eu já era navegador experiente em altas latitudes em navegar no gelo tinha feito feito viagens que nenhum outro navegador no mundo tinha tinha feito já tava casado
com a com a Marina a gente já tinha três três filhas mas a a foto não foi eu que bati foi a Marina a minha mulher que bateu a foto não mostra eu tô realizando o sonho tô na maior colônia de pinguim rei do mundo que fica em ST Andrews bay e a foto não mostra por que eu tô sofrendo eu tô realizando um sonho mas tô sofrendo terrivelmente porque eu tô no meio de 1 milhão de pinguins Rei fazendo cocô no mesmo lugar a milênios é um cheiro insuportável são 6 Km onde a gente
anda no meio dos Pinguins sem ver o chão de tanto pinguim por baixo deles é um rio de esgoto eu nunca podia imaginar que o bicho mais bonito que existe na Antártica o pinguim Rei fosse o bicho mais fedorento do planeta só tem um jeito de descobrir isso que é indo lá é levando o próprio nariz até lá e eu comentei isso com a minha mulher eh comentei Eu não gosto de citar terceiros mas eu comentei uma frase do do JA custou quando ele ganhou o o Oscar do primeiro filme de mergulho que ele fez
e vieram aqueles jornalistas puxar saco histéricos não sei o quê e falando que maravilha ele falou não meu filme não serve eh para nada disso que vocês estão F falando a razão do meu filme é fazer as pessoas irem conhecer o que é delas e ele disse em francês San ran e fo a levar o meu filme não serve para nada ele só serve para ir ver para fazer a vontade de ir ver e a Marina a minha mulher fechou o negócio dela que funcionava muito bem e resolveu ser fotógrafo eu acho que aqui nesse
momento deve ter mais de 1000 fotógrafos excelentes eu falei Marina não tem futuras ser fotógrafo e ela hoje é uma grande fotógrafa expõe em vários vários países essa experiência de ser protagonista do nosso futuro é muito bonita é muito bacana é muito trabalhosa mas é o caminho na minha opinião paraa felicidade eu descobri depois que mais legal ainda do que entrar na foto que a gente imagina pra nossa vida é fazer essa foto e essa foto aqui eu fiz eu não bati foi a marina que bateu mas essa foto eu fiz levei 10 anos para
fazer eu queria fazer um barco diferente eu queria fazer um barco inspirado nos barcos regionais brasileiros que são tão Geniais e nenhum engenheiro naval no Brasil reconhece isso eu queria fazer um barco que tivesse 3 anos de autonomia para Navegar por todos os oceanos do planeta eu levei 10 anos eu não tinha os meios financeiros não tinha o conhecimento técnico mas eu levei 10 anos até juntar as pessoas os meios fazer um Estaleiro deu um bruta trabalho para para fazer essa foto e quando eu olho para ela quando eu olho para esse barco de perto
eu vejo em cada milímetro de solda o esforço de alguém que se empenhou com unhas e dentes para que ele tivesse nesse dia 5 de Janeiro certo de neve na Bahia de por locro eu olho para essa foto fico triste de um lado muito triste porque eu fiz esse barco para Navegar por 10 anos e eu naveguei 22 anos por todas as longitudes do planeta Terra todas eu fiz esse barco para navegar 100.000 milhas náuticas 182.000 km e e eu naveguei meio milhão de milhas eu achei que eu nunca ia me desfazer dele porque eu
gosto dele mas o ano passado pro bem ou pro mal eu vendi ele e foi muito difícil vender Porque era como esse chaveiro aqui eu a chave tava na ponta o comprador tava puxando a chave e eu não queria soltar o chaveiro eu fiquei feliz por uma outra razão eu não vendi Esse barco para um milionário idiota que vai encher o barco de peladonas e peladões e deixar ele apodrecendo numa Marina eu vendi o barco para uma Fundação pro governo da Suíça por uma Fundação que há 20 anos financia projetos de pesquisa nos polos para
escolas do mundo inteiro lindo propósito é como se você coloca um filho no mundo que encontra um caminho muito mais legal do que você im inava para para ele eu fico feliz de outro lado também porque minha conta bancária nunca viu tanto zeros os os Suíços são chatíssimo chatíssimo milhões de exigências foi um negócio de 2 anos de discussão mas são corretos pagam absolutamente corretamente e hoje esse barco tá chegando nesse momento da Groenlândia e tá entrando num projeto de 14 anos de pesquisa nos polos do planeta 7 anos no Ártico já fizeram um agora
seis e mais 7 anos na na Antártica e se Deus quiser em breve eu vou navegar nele sem ter que enfiar a mão no bolso sem ter que sofrer e feliz feliz porque o barco encontrou um propósito E essa experiência de encontrar um propósito Eu acho que é o que todo mundo nessa sala aqui eh busca nessa época eu ainda não tinha experiência que eu tenho hoje de construir barcos para terceiros mas eu tinha um sonho de conhecer a Antártica e eu nunca esqueci da frase do engenheiro Furia se você quer realizar o seu sonho
você tem que abraçar o problema você tem que conviver com o problema Eu queria muito conhecer Antártica mas eu não sou milionário eu não sou militar e nem cientista o único jeito era fazer o barco e eu levei 5 anos para fazer esse barco o grande risco de você Navegar em Solitário na Antártica é o barco ficar preso no gelo no final do verão agora por exemplo nós estamos no mês de novembro daqui um mês começa a desmanchar o gelo na Antártica em fevereiro março começa a congelar de novo e eu resolvi fazer um barco
para descer três meses na Antártica e voltar E aí aconteceu uma coisa engraçada o meu melhor amigo do Remo o Herman remei 6 anos com ele todos os dias se anos todos os dias eu vi o Herman pelado duas vezes no banheiro em se anos mais vezes do que a mulher dele viu ele pelado a vida inteira e ele casou com uma menina incrivelmente chata a Angélica eu nunca gostei da angé e ela nunca me tolerou Porque ela tinha medo que eu levasse o marido dela pr pra Antártica para navegar comigo que ela sabia que
ele queria ir também e eu falava Angélica eu não quero ir com seu marido quero ir sozinho e aí um dia eu tava jantando na casa deles a gente estava começando a fazer o nosso primeiro negócio a gente queria montar uma empresa uma empresinha e eles me convidaram para jantar eu fui meio de mau humor porque ela é meio mesmo e e ela começou a falar na mesa imagina que absurdo você indo sozinho para Antártica que coisa absurda irresponsabilidade Total vocês estão começando uma empresa Imagine se o seu barco ficar preso no gelo 8 meses
sem ver um ser humano 9 meses preso no no gelo um ano sem ninguém poder te te alcançar imagina que desgraça Eu Sou meio tímido fiquei meio constrangido eles estavam brigando por minha causa e aí eu não tava com vontade de ir no banheiro mas eu fui no banheiro abaixei a tampa do do vaso infelizmente do banheiro da casa da Angélica dava para ouvir a discussão deles e eu fiquei pensando caramba 8 meses preso no no gelo 9 meses sem encontrar ninguém um ano fazendo tudo o que eu gosto esquiando escalando consertando as coisas um
ano sem ver um gerente de banco isso pode ser o paraíso e eu lembrei de novo do engenheiro falei quer saber eu vou transformar o risco no meu objetivo eu vou abraçar o problema não vou fazer um barco mais para ir pra Antártica eu vou fazer um barco para ficar preso um ano eu inverti o problema e é engraçado deixou de ser um problema técnico para ser um problema é estratégico como resolver a comida para ficar um ano sozinho lá tem que levar no mínimo 2 anos de de comida como fazer com peças de reposição
vestuário saúde tira apêndice e não tira e assim nasceu uma uma viagem completamente diferente do que eu imaginava no banheiro da casa da Angélica ela continua chata mas eu sou eterno grato a ela porque foi ela que me estimulou eu desci pra Antártica eu era totalmente ignorante nunca tinha comandado um veleiro Rem é fácil qualquer pessoa aqui num bar corremos se botar de um lado do Atlântico vai acabar viva ou morta do outro mas Comandar um veleiro sozinho é difícil não pode dormir mais do que 45 minutos nunca nunca cois que podem quebrar que a
gente não sabe consertar Então eu desci sem escalas até uma Biazinha chamada Bahia Dorian aonde eu passaria 13 meses da minha da minha vida e como eu tinha previsto em fevereiro começou a esfriar em março o mar começou a flocular E no fim do mês eu fiz essa foto eu subi na segunda cruzeira do mastro e eu tinha 360º de gelo ao redor Eu sabia que só ia sair desse lugar um ano mais tarde quando chegasse verão do ano seguinte e aconteceu uma coisa engraçada durante durante 5 anos que levou para fazer esse barco todos
os meus amigos perguntavam mas Amir que que você vai fazer sozinho na Antártica para matar o tempo um ano um ano sozinho e foi uma das experiências mais incríveis que eu tive na minha vida eu descobri que depois da saúde a coisa mais que traz mais felicidade pra gente que pode existir é o tempo porque o tempo é Irreversível o tempo é a única grandeza que a gente nunca vai conseguir recuperar reciclar retardar o tempo é impassível e o tempo é maravilhoso eu acabei ficando 13 meses na Antártica e esses 13 meses passaram como se
fosse um fim de semana e aconteceram coisas engraçadas Essa foi a foto do último sol e essa foto foi a foto do Sol da do Astro que virou o meu sol que era a lua não é o sol aqui é a lua no inverno tem qu meses em que a gente não vê 4 meses e 12 dias em que nessa latitude a gente não vê o sol e essa foto foi o dia do solstício de inverno do Hemisfério Sul que é um dia muito importante porque se a gente contar quantos dias horas e minutos faz
que a gente viu o sol pela última vez a gente sabe quantos dias horas e minutos faltam pro sol voltar a aparecer é o pico do inverno e nesse dia eu tava em Pânico eu tava em Pânico não porque eu tivesse sozinho porque eu tivesse com frio tá eu tava em Pânico porque eu falava meu Deus Deus do céu Só faltam dois meses e 7 dias para para o sol voltar tá tudo atrasado na minha vida que que eu faço o tempo não para não para meu Deus do céu é bonito e a gente se
sente feliz quando a gente percebe como é valioso e importante o tempo como é importante aproveitar o tempo e de fato em poucas semanas o sol voltou no começo da primavera o gelo se foi e eu acabei fazendo uma viagem que nenhum outro navegador no mundo tinha feito agora era diferente eu não era mais tão ignorante eh e eu resolvi descer até o círculo Polar Antártico até o sul da Bahia Margarida onde nenhum outro veleiro no mundo tinha tinha ido uma viagem de altíssimo risco dificílima e eu não tenho nenhum uma aventurinha para contar dessa
viagem porque deu tudo certo Claro agora eu conhecia a máquina que eu tinha nas mãos eu aprendi com o tempo aprendi com os erros aprendi com o frio com as alegrias com as tristezas eu dominava o barco agora foi uma viagem maravilhosa e eu fiquei tão feliz quando finalmente alcancei Extremo Sul navegável da Antárctica que eu falei Quer saber não vou voltar pro Brasil vou fazer uma escala na África e vou pro Polo oposto da terra vou pro Ártico as minhas tias libanesas quando souberam que eu não ia voltar pro Brasil elas falaram o Amir
tem um problema sexual precisamos consertar né Eu não sei como elas consertam e eu não não tenho nenhum problema sexual elas não gostaram da ideia é claro mas eu acabei deixando a Bahia Dória e depois de passar C semanas ao sul do Círculo Polar Antártico eu fiz uma escala na África do Sul e acabei fazendo um percurso no Oceano Atlântico muito mais longo do que uma viagem de de volta ao mundo onde eu consegui completar o maior espectro de latitudes que uma embarcação Pode fazer sem ser um quebra-gelo nuclear eu fui de 68º Sul até
82º de latitude Norte a grande diferença era a intimidade que eu tinha com com o barco foi crescendo aos poucos o respeito cada vez maior que eu tinha pelo mar pelas dificuldades pela frequência de de tempestades e quando eu deixei o Ártico eu percebi que meu objetivo não era mais voltar pro Brasil não era mais chegar em Parati nem chegar na minha casa meu objetivo era muito muito preciso e essa é a beleza da navegação eu não queria chegar em Parati de novo eu queria amarrar o barco no mesmo cunho Da onde eu tinha saído
em Parati no mesmo cunho que é uma pecinha em formato de T com duas pernas só lá terminava a viagem como eu disse a gente não sabe o caminho que a gente vai percorrer mas a gente sabe o cunho onde a gente quer prender o nosso barco e no dia 5 de outubro sexta-feira depois de ter visto gelo pela última vez o cunho onde eu queria amarrar meu barco tá naquele pontinho branco eu tava muito feliz tava 18 Kg mais magro tava chegando 8 dias antes da data prevista uma viagem muito longa o barco Tava
perfeito eu tava de novo 18 Kg mais magro e quando eu dobro a esquina de casa dessa Bahia vindo do lado esquerdo da foto e entro na baiazinha de casa Quando faltavam 200 m para acabar a minha viagem tinha um barco me esperando eu olhei e falei nossa como é que eles adivinharam que eu ia chegar hoje e quando eu olhei no conversa do barco quem é que tava lá Angélica eu falei nossa desgraçada dessa Muler como é como é que ela adivinhou que eu ia chegar hoje nem eu sabia eu falei essa mulher é
um gênio como é que ela adivinhou e quando eles me viram não eram 6 horas da manhã eles começaram a pular De euforia mas pular tanto gritar tanto celebrar tanto bater tantas Palmas que eu comecei a ficar desconfiado eu eu confesso que eu fiquei um pouco Emocionado Porque eram só 10 pessoas fazendo um barulho comemorando a minha chegada de um jeito que parecia Maracanã inteiro batendo palmas eu fiquei muito desconfiado e eles queriam que eu parasse no barco deles eu falei Angélica eu tô a 79 dias sem ver um ser humano a última coisa que
eu quero fazer subir em outro barco e eu passei por eles eles gritavam mais ainda não parei e 3 minutos depois não é esta foto mas é essa a viagem acabou do jeito que eu sonhava amarrei o barco no mesmo cunho 642 dias depois de ter desamarrado dele e desci na praia e pisei na areia e quando eu pisei na areia fiquei olhando pro pro outro barco com Angélica e eu falei não é normal isso tem alguma coisa que eu não tô entendendo e de repente eu percebi que o mastro desse outro barco desse outro
veleirinho balançava só para um lado é impossível não não tem onda aqui não tem vento e finalmente descobri o que tinha acontecido eles não estavam celebrando a minha chegada eles conseguiram calhar o barco deles na única pedra que tá no meio da Bahia tá na carta náutica eles estavam encalhados na pedra pedindo socorro para eu tirar eles da pedra eu falei não vou socorrer tem que aprender com os próprios Eros e quando eu entrei na minha casinha que essa casinha atrás do coqueiro uma casinha que eu amo porque eu que fiz não mandei ninguém fazer
eu fiz com as minhas mãos é vagabunda e torta mas é muito querida Quando entrei na minha casinha a memória volta 642 dias e eu lembrei que a última coisa que eu falei antes de deixar o Brasil 22 meses antes eu pedi pro rapaz que ficou tomando conta da casinha consertar a janela da cozinha que essa janela a direita do coqueiro e o rapaz o Bill falou seu Amir é é infelizmente é noite de lua cheia eu vou pescar Guaiamum não posso consertar hoje a janela a janela eu olhei para ele meio falei boa pescaria
eu voltei 642 dias depois e a janela estava quebrada ainda eu sei que ele é folgado ele é muito folgado mas ninguém é tão vagabundo assim não é possível eu falei só pode ter morrido vai ver que o B morreu e eu gosto dele e ninguém quis me contar porque eu gosto dele e aí eu falei quer saber vou na casa do cunhado dele que é do outro lado dessa desse morro de mato passei na frente da praia não fui socorrer os 10 e uma hora depois eu cheguei na casa do cunhado dele ele levou
um susto quando me viu porque eu tava feliz eu tava feliz como nunca tinha estado antes tava mais magro e eu não aguentei eu tava bando de curiosidade eu olhei para ele e falei Rinaldo eh o b eh eh morreu Ele olhou para mim e falou não seor amiro o Bill está pescando eu falei o que que ele está pescando ele falou Guaiamum Guaiamum caranguejo grandão Eu falei desgraçado matou Tod só pescou Guaiamum dois anos pescando Guaiamum E aí eu perguntei para ele o que aconteceu com a janela porque que que ele não consertou em
do anos e a resposta que que ele me deu me deu tudo o que eu tenho hoje tudo que eu tenho hoje essa camisa essa calça as empresas que eu tenho patrimônio a família que eu tenho eu ganhei nesse dia Ele olhou para mim eu gosto desse cara porque ele fala olhando nos olhos né Ele olhou para mim e falou seu Amir Senor n vai acreditar mas não deu tempo de consertar a janela e nessa hora nasceu aquilo que eu faço hoje hoje a gente constrói barcos para terceiros e cada barco que a gente faz
é como se fosse um filho que a gente manda pro pro mundo eu adoro a nossa profissão a gente se especializou em fazer barcos em alumínio e eu falei eu não quero esperar mais 7 anos para voltar paraa Antártica Eu quero ir para lá todos os anos quero ir levar barcos de terceiros quero poder dividir com as pessoas próximas e queridas o que eu gosto de de fazer acabei fazendo uma sequência longa de viagens que são inéditas no mundo até hoje eu não me preocupo nada com isso foi ideia da Marina No começo achei que
ela queria se livrar do marido ela falou Amir nenhum beliro no mundo conseguiu contornar a Antártica dentro da convergência Você tem o barco e você tem experiência Por que que você não faz falei uai Marina Tem tantas coisas no mundo que ninguém fez aí me deu vontade de ir no banheiro fui no banheiro o banheiro é um espaço mais criativo e eu pensei caramba que ninguém conseguiu ninguém sobreviveu e aí eu pensei será que ela encontrou o método perfeito se livrar do marido dá um beijo e um abraço apertado e ele vai pro Sul e
nunca mais regressa sem briga sem gritaria sem partilha de bens sem advogado sem nada disso maldade minha pensar isso porque é impressionante o quanto uma mulher pode eh uma parceira um parceiro pode fazer com que a gente eh prospere e A Marina foi responsável por pela maior parte das viagens que eu fiz até hoje essa experiência de voltar ao ponto de partida é muito bonita no mar é uma experiência difícil de traduzir não é o fato de fazer alguma coisa extraordinária mas é o simples fato de encerrar com um abraço só isso a gente tem
tantas vezes essa oportunidade e a gente não cumpre e isso é muito mais importante do qualquer coisa que a gente possa fazer na vida e por causa das nossas filhas e por causa da da Marina eu descobri que o empenho que a gente usa para trabalhar para estabilidade na vida que tudo isso não é importante o importante é a história que a gente escreve é o caminho que a gente constrói eu tenho vários amigos que não tem nada na vida nada na vida deles deu certo e eles têm histórias absolutamente fascinantes para contar e eu
tenho amigos que são donos de bancos de dezenas centenas de pré doos não de apartamentos que tem bilhões e bilhões na conta e que de noite quando sentam no pé da cama dos filhos não tem uma história para contar no final o importante é a história que a gente gente escreve e de alguma maneira eu consegui eh como se chama contaminar positivamente as nossas três meninas com isso e a minha mulher um dia ela falou Amir chega de viajar meses e meses e a gente ficar na praia esperando você chegar nós queremos ir junto e
assim a gente fez a primeira viagem junto com as meninas no final acabamos fazendo oito viagens e no final a gente paga os pecados aqui mesmo muita gente me perguntou mas Air você nunca levou suas filhas na Disneylândia tem crianças na escola que já foram para Disneylândia e eu falei eu espero morrer sem ter que ir para Disneylândia esperam a nossa Disneylândia era essa era o Estaleiro eram as brigas a gritaria o barulho das Chapas né sendo deformadas das soldas da luz que queima as pupilas e eu fazia questão de levar as meninas para ver
que por trás dos passeios lindos que a gente fazia de veleiro em Parati tinha um processo tinha uma história difícil dura trabalhosa barulhenta mas não era uma coisa que nascia do nada assim que você vai simplesmente encomenda é uma história que que você faz e como eu disse a gente paga os pecados na terra essa menininha que tá com as duas mãos lembro do meu barco há uns anos atrás ela falou pai seu barco tá pronto para uma volta ao mundo eu falei tá se você deixaria né você emprestaria ele para outra pessoa falei claro
e você me deixa Navegar sozinha Falei sim Tamara Então você me empresta o seu barco eu falei Tamara nunca mas pai por quê eu falei filha eu levei 30 anos para ter um barco pronto para partir amanhã se eu te der pronto eu vou perder os dois duas coisas que eu gosto do barco e a filha você tem que fazer o seu caminho e ela não ficou chateada e ela achou um barquinho abandonado que pegou fogo reformou e se tornou o brasileiro mais jovem a cruzar o Atlântico sozinha há 3 anos atrás não não não
bastasse isso ela falou pai quero fazer tudo diferente do que você fez você ficou preso no gelo um ano na Antártica eu quero ficar presa no gelo sozinha um ano no Ártico e eu falei para ela ah sim muito diferente né não é nada diferente e assim ela chegou ontem no no Brasil Ontem ela passou um ano e um mês sozinha no Ártico em 79º de latitude presa nesse veleirinho faz 5 semanas ela conseguiu esse famoso starlink E aí agora ela manda imagens não sei o que já saiu do Gelo faz poucas poucas semanas fica
fazendo palhaçadas uma viagem que poderia ter sido um super sofrimento a maior surpresa que a gente teve foi que ela chegou toda feliz Saltitante realizou o que ela queria E Agora Nós não sabemos para onde ela quer ir é é essa a nossa grande preocupação eu queria encerrar essa apresentação com um vídeo de menos de um minuto que é muito simbólico para nós eu mexo com barcos hoje para terceiros e eu cuido tenho uma base náutica em Parati onde eu já fiz centenas de instalações de cunhos eu não sei porque eu gosto do cunho ele
tem a forma da letra grega pi e eu já instalei Talvez um milhar de cunhos em Parati e É um videozinho que mostra a chegada da Tamara em Parati que é muito simbólica para nós porque quando a Tamara chegou no no Brasil ela ela tinha mais de 1 cunhos para escolher e sem saber a gente só descobriu isso nesse vídeo que a minha mulher fez eu não tinha percebido só percebi quando vi o vídeo também que entre tantas centenas ela escolheu exatamente sem querer o primeiro cunho do primeiro C que eu fiz aonde começou toda
a minha história no mar essa disneilândia essa era a nossa disneilândia ir ver lá como nasciam os barcos nascem de boca para baixo depois a gente vira eles de cabeça para cima e cada vez que um barco vai pro mar enfrenta a primeira tempestade o primeiro frio o primeiro Iceberg é quase tão gratificante Como ter um filho essa sensação de continuidade de pertencimento a gente se encontrou com esse veleiro um dia na que são amigos porque eu corto o braço se eles precisarem de alguma coisa e isso ajudar e a a Nina pequena tava com
5 anos ela falou papai já sei porque que a gente nunca foi para Disney e eu falei por que minha filha ela falou porque lá tudo é de mentira eu achei tão impressionante essa frase essa geração eles querem ter experiências autênticas E aí eu percebi que a felicidade no fundo no fundo é feita de experiências autênticas não experiências compradas criadas emprestadas esse barco foi engraçado esse barco foi engraçado Ele tem muito a ver com o barquinho aremo foi foi o primeiro veleiro no mundo sem usar lastro o primeiro veleiro nas Américas que não tinha cavernas
soldadas e cortadas eram deformadas a frio até hoje o veleiro que tem a maior autonomia no mundo ele tem 3 anos de autonomia sem sem ter que parar para abastecer de água de recolher lixo nada tudo se resolve até 3 anos virou uma grande escola e ele virou uma grande escola pra gente eu acho que essa é a única canoinha de Parati que navegou na na Antártica infelizmente ela foi esmagada por um pedaço de Gelo e as meninas aprenderam identificar todos os mamíferos polares quando elas enchem muuito a paciência eu escolho uma ilha sem muitos
predadores perigosos e a gente larga elas lá e vai buscar no dia seguinte e elas estão sempre felizes quando a gente chega porque elas têm uma historinha para contar sempre eu não empresto a minha barraca Eu só deixo a comida com elas elas encontram outras crianças também que também são felizes de outros barcos barcos muito s vezes esse era um barco barcos não são feitos para encalhar esse barco foi projetado para encalhar a história do Engenheiro José Carlos FUA que falou você tem que abraçar o problema seus problemas para ser feliz e essa nossa base
náutica em Parati no começo ho ela cresceu e é um lugar onde tem muita gente feliz a gente tem hoje mai número de barcos entes no Brasil tem 30 crianças que nasceram nasceram nos barcos imagina que moram dentro dos Barcos vão pra escola de botinho é muito legal Não sabia que aconteceu isso na na pandemia eu vou ver se abre o nosso videozinho do cunho elas aprenderam a identificar todas as espécies de baleias e aprenderam a contar histórias o que me orgulha bastante eu falei que não vou deixar herança nenhuma para elas eh não vou
deixar um centavo nem que eu tenha que torrar tudo não sei mas a grande herança que a gente deixa é a inspiração para que elas façam as suas próprias histórias e elas têm muita habilidade para falar a Marina também ela fala super bem eu tenho dificuldade de falar em público e ela é muito divertida para falar escreveu um monte de livros de livros infantis de fotografia de história isso foi o trajeto que a Tamara fez que terminou lá no no cunho e esse é o videozinho que termina com a chegada dela em Parati não sei
se vai abrir Ah [Música] vai k [Música] stata [Música] [Aplausos] [Música] espero que vocês façam muitas histórias e sejam muito felizes obrigado [Aplausos] se você gostou desse vídeo Não esqueça de deixar o seu like se inscrever no canal e ativar as notificações