E aí [Música] [Música] o Olá estamos iniciando mais um programa da tv Pernambuco da TV Tupi eu sou a professora Deisy Moura da Universidade Federal de Pernambuco atualmente coordena o Núcleo de Estudos afro-brasileiros da UFPE e hoje tem o enorme prazer de receber a minha amiga a Professora Doutora Denise Botelho que atualmente é professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco Então essa semana a gente teve a oportunidade de discutir sobre diferentes temas todos versando sobre o racismo no Brasil né E hoje com Denise aqui que generosamente dentre tantos afazeres aceitou o meu convite Então como
é que foi essa sua trajetória e até chegar na UFRR mas também com a fundação de seus grupos de é de pesquisa Quem é Denise Botelho denys Botelho como todo mundo vê uma mulher negra candomblecista lésbica mãe e professor universitário do lugar não é da população afro-brasileira na realidade do nosso país estar aqui hoje já é algo bastante excepcional porque nós mulheres negras quase sempre estamos a base da pirâmide social o fato de eu ser uma paulistana não é um estado extremamente racista já diz muito da minha trajetória e das dificuldades que eu encontrei na
vida para estar onde estou eu me recordo que a minha primeira experiência de racismo que eu trago na memória foi com a professora ter exemplos e ver o oferecimento de ser tá são para professora Terezinha que fazia todo mês festa de aniversário na AL a e nesse dia eu fui ajudá-la varrer a sala não preciso nem dizer para vocês porque que eu fui escolhida para varrer a sala EA professora Terezinha tirou a vassoura da minha mão e disse que eu não servia nem para varrer a sala então tem impressão que alguém que não serve nem
para varrer a sala deve servir para bem qualquer coisa né mas contrariando as estatísticas contrariando a espelhar em cima da professora Teresinha e das diversas Terezinha só que ela não é única infelizmente ainda que nós tenhamos hoje desde 2003 a lei 10.639 que trata da inclusão da cultura e história afro-brasileira e africana nos nossos currículos a gente ainda sabe que as nossas unidades escolares são permeadas de racismo Então a professora Terezinha também eu vou dedicar esse programa não é para ti nós possamos de alguma maneira é pensar que o racismo ele e antes de forma
bastante é forte ainda nos dias atuais release nessa perspectiva academia quando ver né o sujeito que trabalha com essas temáticas que estão bem mais relacionadas com a sociedade mesmo com o que está ocorrendo com tá na na alma até do Seu Zé do câmpus ela quando ela diz qualifica né o profissional negro porque o profissional branco o educador branco que estuda sobre os negros e precisamente pauta e para no tempo da escravidão ele até exaltado né então assim acho que também Aí existe um racismo institucional a visão eurocêntrica colonialista da academia que de certa forma
definir Até quem deve trabalhar com determinados temas né E nessa direção o a negra que ocupa o seu lugar de fala e vai também problema batizar da visibilidade voz as questões vivenciadas por ele por seu povo ele sofre na minha perspectiva uma dupla discriminação uma dupla uma dupla criminalização até no sentido que ele é tomado ou como uma intelectual ou porque ele só faz militância então ele não faz ciência né então ele ele é um profissional menor Então acho que nós negros e negras que estamos na academia assumindo esse papel além de é importantíssimo da
trazer esse debate né da visibilidade esse debate que ainda é muito silenciado silenciado na universidade provocar esses nossos colegas para entender que a universidade tem uma dívida histórica com a população negra e indígena né nessa di o papel dela de promover relações e o educação intercultural que promova de fato a interculturalidade e entre os saberes os saberes tradicionais e saberes produzidos pelos pelos diferentes povos os saberes produzidos pelos movimentos sociais em um movimento negro comum educador não é um saber científico então é uma grande ignorância é um ato de racismo mas que a gente sofre
é discriminado e excluído que você fez isso e o posso dizer né que eu fiz o meu doutorado na Universidade de São Paulo e aí as mentes desculpa eu acho que a filha descarregou desculpa Denise com a minha foi a Dilene seu a minha fé eu peço ir aí responde aí que foi Não respira para tu retomar eu não vou fazer fazer a pergunta que eu nem lembro o que eu falei ele tava fazendo Hang Loose deve tá tudo bem então Daisy nós temos hoje na atualidade uma avanço nas epistemologias Principalmente as do pós-estruturalismo que
nos permite né ter um lugar de fala eu tenho um terço da spivak que eu gosto muito que ela intitulado né pode o subalterno falar então dentro de uma lógica de uma ciência clássica do qual se pensava uma neutralidade um distanciamento é óbvio que nós éramos sempre tutelados e tutelados não é pelo pesquisador pelo acadêmico só que nessa nova ordem social nossos tomamos para nós a possibilidade de fala nós estamos nas universidades nós estamos na pós graduação noce e produzindo conhecimento e a partir daí há um estranhamento porque a Quando eu digo de uma academia
no ex de diálogo né como a ciência clássica ela vai dialogar não é numa perspectiva eurocêntrica e essa perspectiva não está acostumado que mulheres falem não é que negros e negras falha que os indígenas falem que os ciganos fala ou seja que os minorizados socialmente possam fazer a reflexão sócio-cultural da nossa realidade Então hoje a nova ciência aí as novas epistemologias nos permite e para além de classe que eu acho que o discurso do Marxismo não está é finalizado e mais responde é necessário somar-se ao Marxismo outras categorias como raça como gênero como sexualidades porque
não é possível nós pensarmos o fato social sem pensarmos a funcionalidade não é a mesma coisa você ser uma mulher negra e ser uma mulher branca na sociedade brasileira os lugares são diferenciados só que a mulher branca faz ciência e eu encontro mulher negra sou taxada de fazer não é militância de fazer ativismo é um equívoco no momento Onde que nós hoje estamos na já nas academias e que nós estamos refletindo sobre a nossa própria perspectiva eu hoje não é fácil parte de um programa de pós-graduação em educação culturas e identidades é um lugar natural
não é de falarmos em princípio de nós mesmos porque quem é que está fazendo a ciência quem é que está produzindo conhecimento nos dias de hoje é como nós não tínhamos esse lugar não é do da produção do conhecimento do Poder do saber do Poder não é que está regido na base intelectual a causa estranhamento se causa um estranhamento por fora do nosso grupo e também dentro do nosso grupo quando as pessoas são forjadas numa lógica eurocêntrica e de embranquecimento se eu pensar num princípio de ciência neutra e distanciada é uma falácia porque quando você
faz uma opção por um tema de pesquisa você já está dizendo dos seus valores das suas proximidades das coisas que você acredita então sou eu e só que sou militante sou eu só sou ativista então todos nós pesquisadoras e pesquisadores o somos dentre essa perspectiva eu vou falar das coisas que a minha fé tão a pesquisa para mim está a serviço da sociedade em especial do meu povo do qual está sempre alijado das políticas públicas do processo educacional das redes de saúde Então sou eu e não é da situação da mulher negra da população afro-brasileira
do povo de terreiro da população LGBT Negra porque é uma fala diferenciada e não tem maldade não tem dificuldade nisso você inclusive consegue acessar determinado conhecimento que Muito provavelmente um pesquisador de fora não faria E isso não qualifica a minha pesquisa melhor ou só ela é diferente de um modelo que estava aí posto Pelas nossas universidades eu tenho no meu grupo de pesquisa como grande referência teórica a norte-americana ao do Lorde que foi uma mulher que ela inclusive fazer a questão de se entitular não é é poeta e ativista mãe socióloga porque há que se
pensar numa perspectiva interseccional ali zada Eu sou uma mulher negra eu não sou só a professora Universitária eu não sou só mãe do meu filho eu tenho várias identidades como diria Stuart Hall as identidades excluídas mas são elas que me constitui e determinados momentos né aspectos dessas identidades se sobressai mais do que as outras o que que ocorre hoje quando a gente pensa no que no legado que ao blog nos deixou extremamente importante que nós possamos ver não é perceber os problemas sociais pensando nas categorias de gênero na categoria de raça de sexualidade e de
classe nós não superamos mas nós não podemos trabalhar mais com essas categorias de forma isolada porque eu não sou só Negra eu não sou só uma mulher eu não sou só lésbica eu não sou sua professora Universidade eu sou tudo isso e o conjunto e me faz diferente de uma mulher quilombola que teve só Educação Básica que não é uma mulher lésbica então esses lugares são lugares que nós precisamos avançar né Nós precisamos crescer no exercício de pensão a sociedade que seja uma sociedade para todos toda a sociedade brasileira está perdendo mas nós em especial
que sempre vivemos historicamente em lugares de desprestígio social de exclusão social vai acumular para nós um atraso um retrocesso muito maior que a as outras pessoas da sociedade verdade Denise agora eu fico no conflito de acho que o objetivo desse grupo né que tá aí no poder Talvez seja de matar nossa esperança matar nossos sonhos sorrisos desejos e manter isso vivo sonho a esperança sorriso o desejo é imprescindível para termos ânimo de o cliente resistente e permanecer na luta Eu percebo que quando você coloca as questões de interseccionalidade para uma mulher negra pobre que se
assumir lésbica de terreiro né É todas essas identidades historicamente marginalizados tem um peso muito grande a gente tá vendo do adoecimento das mulheres né e o do adoecimento mental não só físico mas também mental de processo de explosões que leva a uma solidão que leva ao isolamento e consequentemente a própria morte eu queria que você falasse um pouco desse tema também como é que você percebe o papel do feminismo e do feminismo negro na perspectiva de uma rede de Amparo e de empoderamento para que a gente não mata esse sonho de continuar vendo se como
um é resistente esperançoso ou esperançosa nossa sociedade tão cruel né tão excludente Eu acho que o primeiro a gente tem que pensar um pouco sobre a solidão da mulher negra na sociedade brasileiro é Inicialmente nós estamos galgando lugares que historicamente os homens negros ainda não estão na sua grande maioria Então quero que o primeiro começar a falando desse lugar das relações afetivas sexuais né para chegar na academia e por que que eu tô fazendo essa escolha porque hoje socialmente aqui é os homens negros quando acende quase sempre eles mudam de companheiros inicialmente ele se tu
tinha uma companheira Negra eles deixam essa mulher negra que foi a mulher da luta foi a mulher que segurou a barra mesmo com eles e eles na troca eles vão escolher mulheres que façam parte do grupo hegemônico a lógica do Poder né eu troco de carro mas eu troco também a parceira companheira dessa realidade de dificuldades de limitações isso acontece só nas relações afetivas e sexuais não isso acontece na relação profissional quando eu chego no departamento eu sou a dona da temática eu e mais alguns colegas poucos que discutem isso mas é como se nós
fossemos donos o donas daquela temática Então se Acontece qualquer coisa relacionada à população afro-brasileira a gente que vai fazer rápido orgulho Professor tal procura eu posso nem responder tem que ser assim que te respondi Professor tal então loucura a professora Denise procura o professor Moisés procura o professor Aristeu procura a professora Rebeca procura o professor José Nilton que são os professores que trabalham com essa temática no meu departamento porque isso me parece que há problema e do negro da negra brasileira está na mão dos próprios negros e negros é um equívoco porque a economia desde
o período colonial até os dias de hoje foram desenvolvidos por negros e negras e a gente nunca questionou agora a reparação não é porque se teve um alavancamento da economia brasileira nos braços de homens e mulheres negras então agora a gente poderia reivindicar para nós essa reparação mas quando é para discutir esse déficit que nós temos ainda porque lá no dia Quatorze de Maio não houve políticas públicas de integração dos negros na sociedade classe me dá um a partir daí você cria um abismo social do qual você vai ter consequências na área educacional no mercado
de trabalho e esse muito recentemente né de 2003 aqui com a ascensão de um governo é um hesa esquerda é que nós se vemos algumas ações reparatórios como a política de reserva de vagas nas universidades depois mais um pouco mais tarde o estatuto da Igualdade racial depois a a reserva de vagas nos concursos que são medidas bastante limitadoras em função do grande do Grande Abismo que se tem da população afro-brasileira e do grupo hegemônico Então essa é essa não preocupação do Estado de criar um processo de equiparação aos de São muito distante numa realidade que
vai demorar muito e ainda que nós tenhamos algumas poucas políticas de ações afirmativas elas não são o suficientes para tirar a população afro-brasileira desse patamar ainda de desprestígio de igualdade desigualdade os né de diferenças socioeconômicas bastante e tem bastante marcantes ainda na realidade brasileira e nesse contexto a mulher a mulher negra ela ainda é que tá fazendo falando de interseccionalidade é sofre muito mais né porque a pobreza no Brasil ela tem cor e Sexo deixando assim gênero gente aí voltando nessa lógica que parece que o problema dos negros é um problema para abrir nesse pretas
né que não é problema de mais ninguém mais na hora de enriquecer a gente podia trabalhar e dividir os lucros estão todo mundo então vamos pensar se esse é um problema só nossa aí eu posso afirmar categoricamente aqui não é que nós precisamos hoje sensibilizar para além da população negra para além da população indígena que há uma dívida hora de honra com esses segmentos populacionais então o que que acontece no caso da mulher é mais e ainda essa inserção com Equidade porque ela tá na Dupla vulnerabilidade tanto de raça como de gênero por isso que
a mulher negra é a base da pirâmide social e aí ela não seu departamento quase sempre ela pesquisa sozinha não quase sempre ela toma frente determine determinadas ações e aí a gente também pessoal toma cuidado porque o que que acontece a gente fica nessa saga de realizar e realizar o melhor e fazer e tem que fazer o que tem ocorrido aqui nós estamos realmente adoecendo não é principalmente a adoecendo do ponto de vista mental hoje a pressão que uma mulher negra é submetida né é muito grande hoje a quem tá envolvida na pós graduação que
tem que ter produção e não é de revistas acadêmicas de qualis A1 a no máximo B2 tem que orientar tem que conte e Na graduação e ainda sofre com a perspectiva do racismo e do machismo da misoginia tudo junto e literalmente misturado nos deixa no lugar realmente de solidão e de adoecimento eu acho que essa solidão a gente tem que dizer que é uma solidão que nos adoece cada dia mais por lembrar um dito popular que eu acho que ele é horrível mas ele traduz muito que está no Imaginário não é da sociedade brasileira as
mulheres negras são para trabalhar as mulheres né mestiças vamo lá tal são para fornicar e as brancas para casar eu acho que esse ditado é algo que tá aí mesmo até os dias de hoje então nós não é que somos mulheres negras mulheres mestiças nós vamos estar nessa dupla situação trabalho eo lazer para o grupo Egeu é por isso que nós estamos sozinhas por isso nós estamos adoecendo por isso que nós não conseguimos ter uma adesão nas nossas causas nas nossas lutas nas nossas pesquisas porque essa é um problema nosso quem trabalha aí quem traz
alegria né E aí entre aspas vai para o grupo hegemônico ou especial para os homens do grupo hegemônico racista somos nós porque a mulher branca tá posta para ser a senhora de Engenho ainda que hoje nós não tenhamos mais o engenho da cana-de-açúcar mas temos o engenho da Universidade temos o engenho do mercado de trabalho ainda temos os lugares de excelência e de poder dessas sociedades Então são esses lugares dos quais nós nunca fomos convidadas a entrar no mas ainda assim nossa adentramos e pagamos um preço alto por isso porque nós não estamos no nosso
lugar em que e eu vejo assim não é a minha família que não acendeu é socialmente que não teve acesso à escolaridade as minhas primas diz assim tem racismo na sociedade aí Denise acho que não tem não tem lá na pau na casa da patroa dela mas não vai ter porque esse lugar ela não vai estar competindo ela não vai estar concorrendo com ninguém então lá no saco quem sabe que tem raças somos nós porque estamos no lugar que historicamente não eram ocupados por nós era ocupado não é pela um grupo hegemônico racista mas pista
Então hoje nós indígenas grupos minorizados é que sabemos efetivamente que a exclusão O que é racismo Por que ousamos adentrar numa porta à qual não fomos convidadas a estar né E que pelo nosso comprometimento estamos convidando os jovens e as jovens para entrar né igual a esse cordão conosco venha então as contas elas Nesse contexto ajuda no processo de reparação Aida é muito limitado muito limitada né que durante um bom tempo ainda estava sendo fraudado muitas fraldas pessoas brancas passando por negros e quando não há bancas de verificação ela é simplesmente e adentram sem nenhuma
verificação E aí a universidade no meu vê-la contribui conhece racismo com esse crime ou sei lá lavar as mãos com racismo institucional e eu acho que o papel da educação como é fundamental Porque mesmo empregada doméstica Que ela possa te dar um perceber verbalizar esse racismo ou dizer que não percebe ela percebe porque o tratamento que ela recebe é outro acho que ações trabalhistas quando a gente teve a PEC das domésticas que guerra que foi o que que é ali explicitava não é a nossa sociedade racista colonialista porque você você citou vários tipos de Engenho
e eu e do pensamento Colonial como ele está presente às vezes em cada ato né cada gesto e naturalizado às vezes você vai ser chamada para dar uma palestra vai com sua amiga Branca então normalmente ou uma colega ou uma outra pessoa branca porventura chega junto então a pessoa que vai recepcionar ela já espera que a palestrante é a pessoa branca então a tonalidade de pele e o racismo fenótipo no Brasil ela determina lugares vai excluindo vai apontando isso mesmo quem não tá na escola viva e Cia mas é tão constante que naturaliza e nem
às vezes não consegue verbalizar como racismo ou classificar como racismo e o papel da educação para tá mostrando esses diferentes tipos de racismo que existe que é crime que tem que ser denunciado e como Cada um cada uma Pode sim poderá para não morrer porque eu acho que é uma morte também e quando a gente nega nas identidade racial é uma morte também quando a gente se vê diminuída não preterida que não pode ser amada não Pode ocupar determinados lugares ou espaços que não se ver bonita né não se olhar no espelho e não gostar
dos seus traços sua boca seu na lista seu cabelo do seu corpo é um ato de violência muito grande e a gente tem na sociedade uma mídia que reforça constantemente esses atos não é de violência com a força o poder de de uma meio de racista na mão uma universidade que produz obsídio quando ela não trabalha sobre a gente as apps termologia diversidade depois tecnologias inclusive apontando Essas tecnologias africana né e eu poderia passar a parte citando representam padaria Mas assim o papel vejo das mulheres eu queria voltar para o feminismo e falar de novo
da o Franco como um ícone e aqui a gente no programa tá trazendo essa placa da rua Marielle Franco que eu vou levar e colocar na universidade como homenagem a Marielle e a dizer da importância das mulheres denunciarem situações de agressões dívidas constantemente nas diferentes circunstâncias inclusive com seus companheiros não é e às vezes também com as suas companheiras e das mulheres se unir em rede para poder se fortalecer e sem poderá e que as mulheres possam perceber também as especificidades que a dor que uma mulher negra carrega traz em si todos esses elementos vários
elementos que a mulher branca tem um determinado privilégio então se a sua mulher ainda se assumir lésbica se a sua mulher ainda se assumir de terreiro então quantos preconceitos ela não tá tendo que enfrentar Ah tá o e às vezes a gente naturalize discrimina então eu queria que a gente concluir se não é essa fala que por mim a gente passaria Faz tempo porque com certeza várias outras questões a gente não pode abordar aqui mas que no debate Em outro momento a gente vai fazer eu queria que você mandasse um recado para essas meninas e
para os meninos também que tem que rever suas masculinidades mas aqui falando da perspectiva das mulheres e que estão agora nesse assistindo dizendo E aí eu sou negra que faço nessa sociedade para sobreviver e e assumir essa minha identidade aí eu sou lésbica como uma sumiço também então bom eu vou trazer um pensamento de Aldo Lógico que eu gosto muito que ela disse que eu jamais serei livre se uma outra mulher ainda estiver em situação de opressão Então a partir dessa loja que uma outra afirmativa da Aldeia que ela e a gente passa te leva
tanto tempo construindo Muros e paredes que a gente deveria construir mais Pontes né então acho que o que que é o significado da ponte no pensamento de áudio loja o como necessário é que nós estejamos Juntas e juntos o quão é importante que nós tenhamos redes para pensar as nossas especificidades não é aqui em Pernambuco nós temos rede de mulheres de axé nós temos rede das mulheres negras de Pernambuco e outras vezes que elas são necessárias porque quando o feminismo começou no Brasil né as demandas das mulheres negras não eram pautadas o feminismo branco não
levava em consideração que as mulheres negras por exemplo precisavam de creche para deixar seus filhos as mulheres brancas estavam faltando um lugar no mercado de trabalho e as mulheres negras sempre trabalharam lhe Por isso que às vezes nós nós vemos críticas do feminismo negro mas o feminismo negro vai pensar as demandas de gênero né de uma mulher negra que têm agendas diferenciados então você que está aí nos escutando seja você um jovem uma jovem se você for negro lembre-se hoje no Brasil a cada 23 minutos um jovem negro está perdendo a sua vida Então significa
que nós não podemos mais largar a mão de ninguém breve o nosso precisamos estar juntas juntos segurando um na mão dos outros para que a gente consiga sobreviver nessa época não é de Mary Ellis não é de giões de Francisco de Marias de pessoas que estão tendo a sua vida sem fada pelo racismo pelo machismo pela LGBT fobia que é uma situação a página gente precisaria voltar aqui para fazer um programa que é esse peso específico sobre lgtb a LDB fobia numa situação de homem ou mulher negra então é mais complicado ainda mas estejamos Juntas
e juntos na universidade no ativismo no é no terreiro de candomblé na capoeira no Maracatu no afoxé o que nós não podemos a correr o risco de estarmos sozinhos sozinhas nós somos mais frágeis e dependendo do grau de vulnerabilidade que nós estamos submetidos ou submetidos e isso nos faz alvo fácil então sejamos não é marielles nas sementes de Mariele estejamos juntos não vamos largar as mãos umas old e puxa a outra Linden eu agradeço essa querida que que trouxe contribuições tão importante para esse debate e E aí [Música]