Eu não estou entupida, só estou lenta. Tem gordura aqui dentro. Água quente e detergente me dão passagem de novo.
Não é comida velha, é memória. O cheiro entrou nos poros. Limão e sal puxam tudo para fora.
>> Eu não faço isso por mal. É o vapor quente me atacando. Uma gota de detergente e eu viro escorregádio.
A água não consegue ficar. >> Não é defeito. Sou eu pedindo atenção.
Minha borracha está suja. Limpa a válvula e volto a trabalhar direito. >> Isso não é azar, é mistura errada.
Toalha solta pelo, camiseta absorve tudo, separa e eu paro de grudar. >> Não é birra, é sujeira invisível. Gordura bloqueia contato.
Um algodão com álcool e eu volto a obedecer. Calma comigo. Não é força, é física.
O metal está contraído. Água quente me solta sem machucar sua mão. >> Não é sujeira recente, é cúrcuma grudada em mim.
Ela ama plástico. Um pouco de sol direto e eu clareio sem esfregar. Ah.