O Galaxy A70 é atualmente o aparelho com maior tela da Samsung. Ele é enorme, mas não é só o tamanho que define uma pessoa. Né Salgado?
Foi o Matheus que botou isso aí. Com boas especificações, o A70 é o intermediário tunadão, que entrega bastante dentro do necessário, mas que deixa de fora os gueri gueri dos topo de linha. Sabendo do seu preço, será que vale a pena pegar um desse ou esperar uma promoção da linha S?
Pra quem é o A70? É o que eu vou tentar responder no vídeo de hoje. E se vocês se interessarem, vão ter links aqui na descrição.
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São 6. 7" em resolução FullHD e proporção quase cinematográfica de 20:9. Ela parece um combo da qualidade da tela do A50, e o molde, por assim dizer, do OneVision.
Porém, em vez de encurtarem as laterais, como foi feito no Motorola, foi o comprimento que aumentou, dando essa forma um pouco mais alongada, que me lembrou bastante a pegada do Note 9. Essa combinação de tamanho e forma é realmente uma experiência diferente para quem está acostumado com celulares menores, principalmente para consumo de mídia e jogos, onde ele vai se sair muito bem. Só que esse daqui é um celular que realmente chama atenção, ele é basicamente um tablet na sua orelha.
Para você ter uma noção, o Nintendo Switch tem uma tela menor! O Nintendo Switch é menor que esse celular. Brincadeiras à parte, esse pode ser um problema para quem tem mãos pequenas ou simplesmente não gosta desses aparelhos enormes.
Eu mesmo gostei bastante de digitar o roteiro nele com as duas mãos, mas tive problemas para usar com um único polegar. A única maneira de alcançar esse tamanho, sem virar um tijolão de verdade, foi com a adoção do notch, do entalhe, que aqui está em forma de U, sem atrapalhar muito o visor e seguindo todo o layout do resto da linha A. As bordas são realmente pequenas e elas passam uma impressão de display quase infinito.
Outra "inovação" adaptada por aqui, foi um leitor de digitais de baixo da tela. Essa tecnologia funciona através da leitura ótica, emitindo uma luz verde para iluminar suas digitais. Ela ainda é bastante demorada e ela erra mais do que eu gostaria em processadores intermediários, mas se ela estava dando os primeiros passos no começo do ano, agora já está na sua adolescência e logo sai uma atualização para finalmente deixá-los a par dos leitores físicos.
Meu único problema por enquanto é acertar a posição do sensor mas é um pouco a questão de costume. Em resumo, você verá que o que precisar ele tem, mas não com o refinamento de uma linha S da vida, que nesse caso vai muito mais rápido no leitor de digitais o mesmo pode ser dito da traseira, feito do mesmo material que a linha um pouco mais básica, o GLÁSTICO e cores bem interessantes e chamativas. De novo, isso aqui não é vidro, é um plástico bem acabado e que parece vidro, mas não é vidro.
Apesar de mais econômico, deu pra notar que esse tal de glástico não é mais resistente. Ele continua um imã de digitais e é tão escorregadio quanto o vidro, então, não tem problema ter trocado. Mesmo assim ele continua bonito e a capinha, que aqui no brasil você precisa comprar por fora, resolve boa parte dos problemas.
Minha única preocupação, vinda de alguns testes com o próprio A50 é que esse material não dissipa calor tão bem quanto o vidro ou metal, então você sente o aparelho esquentar depois de um período maior de jogatina. E isso é uma pena, já que com o tempo, se você rodar vários benchmarks seguidos, ele vai perdendo desemprenho. É comum, mas aqui é com uma maior intensidade.
Gente, não é que ele vai mal, relaxa, muito pelo contrário, mas eu precisava pontuar isso para os gameros de plantão que querem passar muito tempo com ele na mão. Apesar dele pontuar quase como uma linha 800 de algumas gerações atrás, games mais demandantes como fortnite e ARK, sofrem engasgos, te forçando a investir um pouquinho mais você quiser ter uma jogatina fluida. Sabendo disso, dá pra dizer que o A70 concorre sim com o S8, não só em preço, como também em desemprenho, mas ainda perde em algumas frentes.
Isso porque faltam recursos nessa linha que você encontra no Galaxy S. Tela QuadHD, resistência à água e poeira IP68, carregamento sem fio, e claro, suporte ao Samsung DEX, que expande bastante a usabilidade do aparelho. Eu gosto bastante disso.
O desbloqueio por íris também deixa o S8 uma opção mais segura do que o desbloqueio por rosto utilizado pelo A70, mas sinceramente é bem mais lerdo, parece um pouco mais antigo até. Aliás talvez eu esteja puxando um pouquinho a sardinha pro meu antigo celular, mas na verdade tem três quesitos que os A70 melhora, e que podem ser importantes para o usuário mais do que esses detalhes anteriores que eu falei. O primeiro deles é o aumento da quantidade de memória assim, no geral.
O modelo disponível aqui no brasil conta com 128 gb de armazenamento e 6 gb de ram. Como eu falei lá do processador, você pode não rodar o jogo mais pesado, mas se precisar fazer multitarefa nessa tela enorme, o terá sem problemas. Depois, você precisa fazer isso por bastante tempo, já que a bateria conta com 4.
500 miliampere-hora que dão um show no S8. O A70 ainda tem uma das melhores médias de consumo de toda Samsung, mesmo com uma tela desse tamanho. Uma hora de YouTube quase não mexe na bateria, e até jogos mais gastões ficam com uma média boa, então você pode dar uma relaxada por algumas horas, sem se preocupar se chegará no final do dia.
E eu até achava que ia demorar mais para carregar, mas o fast charge do carregador de 25 watts até que trabalha rápido, precisando de uma hora e 50 minutos para ir de 0 a 100. É um resultado ótimo quando a gente considera o tamanho da bateria, que também é importante para esses números. O segundo motivo pra você escolher o A70 em vez de um S8 fica nas câmeras, não pela qualidade em si, mas pela variedade que um conjunto triplo traz.
O sensor principal possui 32 megapixels, daquele esquema batido com um modo com mais resolução, mas com a opção de tirar fotos em 12 megapixels com as funções de HDR e processamento. O segundo sensor dele é ultrawide , conta com 8 megapixels e o último é um sensor de profundidade para realizar retratos com a melhor qualidade. No geral, o contraste é bom até nas fotos sem HDR, mas o efeito deixa as fotos mais claras, o que pode fazer valer a pena descer um pouquinho essa resolução.
Modo retrato também só funciona para fotos de 12 megapixels e não comete nenhum erro gritante. Essa câmera só fica devendo em fotos no escuro, onde o reconhecimento de cena até ajuda, mas não vai fazer milagre. Já o sensor ultrawide me lembra bastante o encontrado no A50, que honestamente não gostei tanto de usá-lo para fotos, mas tem resultados legais em vídeo.
Os filmes com a câmera principal chegam em resolução 4K ou gravam em 60 frames por segundo em FullHD, às custas, claro, da estabilização. Na frontal você pode escolher entre duas "distâncias" distintas, mas existe apenas um sensor de 32 megapixels, capaz de cortar a resolução para fazer as fotos mais fechadas. A resolução também varia, do modo high, que chega nos 32, no modo normal para HDR e no modo retrato.
É basicamente um sensor para 4 soluções diferentes, é uma bagunça. De qualquer forma as fotos de uma leve maquiada, estouram nos brancos se você não tomar cuidado também com as fontes de luz. É algo bem comum para aparelhos da Samsung.
O reconhecimento de cena também dá um bom tapa nas cores das fotos, assim como na traseira, e as gravações com a selfie ficam no FullHD, apenas no modo mais aberto. Então vamos fechar logo esse vídeo! O A70 é um aparelho bem legal, que incrementou em tela, bateria, desempenho e que passou a permitir o Samsung Pay e outros pagamentos via NFC disponível por aqui, isso claro, quando comparado com toda a linha A até os A50, que não tem.
Ele é competitivo e traz mais função e tempo de uso quando comparado com o Galaxy S8, que tem melhor câmera, desempenho e alguns gueri gueris. Enfim, é o modelo competitivo, mas que depende de você gostar da versatilidade e de modelos grandes de smartphone. Ah, e eu já achei o preço dele nesses primeiros meses, muito mais condizente do que nos anos anteriores.
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