o Olá eu sou Luiz Otávio você quer na tua canal fisiologia 3D sejam bem-vindos ao vídeo de barreira hemato encefálica a barreira hematoencefálica foi descoberta há mais de 100 anos Olha que interessante um experimentador utilizou tinta azul e injetou essa tinta na corrente sanguínea também injetou a mesma tinta azul nos ventrículos do encéfalo de um camundongo quando esta tinta azul foi injetada na corrente sanguínea observou-se que esta tinta não curava o sistema nervoso central embora coração e outros órgãos já quando a mesma tinta foi injetada no ventrículo percebeu-se que a tinta corava o sistema nervoso
central e isso fez com que o pesquisador apresentasse algumas conclusões a respeito desse experimento nesse caso ele mostrou que havia um impedimento entre o sangue e o fluido que circunda o sistema nervoso central e assim impedimento o pesquisador de o nome de barreira hemato em e hoje com o avanço da tecnologia dos conhecimentos nos já aprendemos pelo menos alguns dos componentes que formam a barreira hematoencefálica um deles seria uma câncer de células da glia chamada de astrócitos os astrócitos compreende a classe mais numerosa de células da glia esses astrócitos eles enviam numerosos prolongamentos citoplasmáticos a
partir do corpo celular conforme nós vemos nesta imagem e esses prolongamentos eles se destacam até os vasos sanguíneos abraçando-os além dos astrócitos o próprio vaso sanguíneo apresenta características que auxiliam na formação da barreira hematoencefálica veja só que os capilares sanguíneos no sistema nervoso central não possuem poros entre as células os materiais isso faz com que as moléculas no interior desses capilares somente conseguem atravessar do interior do capilar para o interior do sistema nervoso central por meio de transporte ativo de endocitose ou também da exocitose esses conjuntos fazem com que a barreira hematoencefálica seja semipermeável e
seletiva perceba que embora seja uma barreira ela não bloqueia a passagem de todos os produtos alguns produtos podem passar outros não vamos ver isso no próximo slide produtos que passam sem dificuldade alguma por meio da barreira hematoencefálica são produtos solúveis em lipídios por exemplo o oxigênio dióxido de carbono e a maioria dos anestésicos passam tranquilamente e da barreira hematoencefálica assim como a glicose também consegue atravessar a barreira hematoencefálica uma vez que a glicose é altamente consumida pelo encéfalo uma vez que as células neuronais e células da glia apresentam um alto metabolismo assim a glicose também
atravessa a barreira hematoencefálica por meio de proteínas carreadoras e já a ureia EA creatinina e também iam atravessam a barreira hematoencefálica porém mais lentamente outros produtos como proteínas e à maioria dos antibióticos são impermeáveis a barreira hemato encefálica vamos ver agora o exemplo de uma droga amplamente conhecida e como ocorre a sua atuação no sistema nervoso central a morfina e também aí a heroína essas drogas são bem conhecidas vejamos que elas apresentam algumas diferenças sutis entre elas sendo que a morfina apresenta dois grupos hidroxilas por sua vez a heroína apresenta dois grupos acetil veja o
que acontece essas hidroxilas faz com que a morfina seja menos lipossolúvel conforme nós vimos no slide os produtos menos lipossolúveis apresentam uma grande dificuldade para atravessar a barreira hematoencefálica já a heroína por sua vez ela é mais lipossolúvel sendo mais lipossolúvel ela apresenta maior facilidade para atravessar a barreira hematoencefálica Olha o que acontece a heroína quando administrada na corrente sanguínea veja só e ao atravessar a barreira hematoencefálica a heroína pende os grupos acetil perdendo os grupos acetil ela vai ser convertida em morfina conforme nós vimos a morfina apresenta hidroxilas essas hidroxidos torno a morfina -
lipossolúveis sendo menos de pô solúvel mais difícil é para atravessar a barreira hematoencefálica neste sentido a morfina permanece retida no interior do encéfalo por mais tempo permanecendo retida e isso faz com que os efeitos dessa droga sejam mais duradouros Então olha só que interessante a heroína que apresenta grupos acetil portanto lipossolúvel e portanto consegue atravessar com mais facilidade a barreira hematoencefálica e a heroína entra no sistema nervoso central ela vai ser convertida em morfina a morfina é menos e pô solúvel assim a ação da morfina é mais duradoura no interior do sistema nervoso central um
outro exemplo que nós podemos apresentar seria para o tratamento de Parkinson Parkinson é uma doença neuro-degenerativa onde ocorre a diminuição da formação de dopamina mas perceba semelhante ao que nós estudamos anteriormente a dopamina ela não consegue atravessar a barreira hematoencefálica neste caso administrando dopamina para o paciente com Parkinson o tratamento seria ineficaz ao invés disso é administrado l-dopa l-dopa é um precursor Oi menina e aí Dota por sua vez consegue atravessar a barreira hematoencefálica assim no sistema nervoso central ocorre a conversao da l-dopa uma vez que ela é precursora da dopamina em dopamina então precisa
um detalhe a barreira hematoencefálica é importante para proteger o sistema nervoso central mas ao mesmo tempo dificulta o tratamento de algumas doenças neurológicas pensando nesse sentido os pesquisadores desenvolveram técnicas que permitem a abertura farmacológica e controlada da barreira hematoencefálica Olha que interessante humanity ó por exemplo é uma substância hiperosmotica esta substância tem como capacidade murchar as células endoteliais dos capilares e do sistema nervoso central neste sentido ocorre a abertura de zonas de oclusão que por sua vez facilita a passagem de fármacos veja que a técnica do micro cateterismo faz com que com o auxílio de
um cateter minúsculo pode-se injetar Manitol diretamente na região que deseja abrir a barreira hematoencefálica desta maneira ocorre uma abertura controlada na barreira hematoencefálica e uma vez a Parreira hematoencefálica aberta pode-se administrar as drogas de interesse terapêutico uma outra técnica seria com microbolhas essa técnica faz com que em um soro fisiológico contendo microbolhas um feixe de ultrassom focalizado faz essas bolhas vibrarem ouvir e dessas bolhas também permite a abertura controlada e localizada da barreira hemato encefálica o outro teste seria com o Cavalo de Troia Olha que interessante isso drogas são introduzidas em moléculas que atravessam a
barreira hematoencefálica e essas drogas por sua vez podem atingir o sistema nervoso central e dessa maneira atuar therapêutica mente porém gente esta técnica do Cavalo de Tróia onde introduz uma droga dentro de uma substância que consegue atravessar a barreira hematoencefálica ainda está sendo realizada com tratamento experimental em camundongos e também ratos os pesquisadores ainda não apresentam dados suficientes de segurança para realizar este experimento em humanos o bom era isso que eu gostaria de falar para vocês a respeito da barreira hematoencefálica espero que vocês tenham gostado tenho aprendido um pouco mais a respeito da barreira hemato
encefálica muito obrigado por assistir meu vídeo e até o próximo