o Olá eu sou Marcos Ramon nesse vídeo me proponha falar sobre a experiência com a arte a partir da reflexão estética a estética um ramo da filosofia que se debruça sobre a questão da sensibilidade mas em especial sobre a sensibilidade na arte Como já comentei antes em outro vídeo a palavra estética é um beagle e muitas vezes o conceito de estética gera confusão e eu lembro de uma vez que eu tava acessando o site da FB é uma imagem do antigo você pode perceber pelo site aí se você acessa agora tá até que a data
foi 2014 e eu vi uma notícia que dizia que o FBI inicia discussões para a implantação de cursos na área de estética eu achei interessante né bem filosofia da arte é isso que a gente vai discutir agora no FB quando eu cliquei não tinha nada a ver com isso tava falando sobre tratamento de estética nessa maneira mais comum da acepção da palavra que a gente conhece hoje em dia então enfim a palavra acaba tendo muito mais é do que com a experiência com a arte que é o campo da estética que me interessa aqui que
eu acho que a gente deveria abordar o que a gente vai abordar na disciplina e para focar um pouco nesse aspecto e aqui eu trago uma imagem que eu acho que é bem representativa que é o Davi do Michelangelo a história em torno dessa obra do Michelangelo é bem significativa para a gente pensar essa ideia de uma experiência com a arte de uma experiência estética de fato e essa história começa com um bloco de pedra gigantesco que foi levado até Florença de barco passando pelo Mediterrâneo então o empreendimento muito complicado em qualquer época mas mais
complicado ainda na época que aconteceu que foi na metade do século 15 o projeto original era esculpe 12 figuras heróicas para decorar o exterior da catedral de Santa Maria Del Fiore Esse era o projeto Inicial era um bloco de cinco metros e meio e com mais de cinco toneladas estão de novo imagina a complexidade de levar a pedra até aquele lugar e depois novamente desculpe esse bloco de pedra alguns artistas tentaram fazer esse trabalho em 1460 por volta de 1.460 mas não conseguiram acabaram desistindo e a igreja passou muito tempo tentando encontrar alguém que aceitasse
essa tarefa que é aceitar-se trabalho de utilizar aquele bloco para fazer essa escultura que ia que eu falei né a ideia Inicial era decorar o interior de uma catedral só em 1501 eles conseguiram encontrar alguém para fazer o trabalho que foi Michelangelo ele aceitou o projeto na época o projeto já tinha sido modificado no lugar de fazer 12 figuras heróicas aí de agora fazer uma sol o que de alguma maneira era bem mais complicado que eu não falei um bloco de cinco metros e meio então Davi do Micão dele é uma escultura gigantesca e ele
fez essa obra ele trabalhou nessa obra de setembro de 1501 até maio de 1504 então foi um período ao longo aí de trabalho e essa escultura quando ela ficou pronta e teve uma discussão em torno de onde ela tinha que ficar com era o lugar certo para ela ficar o que lugar que ela deveria ocupar também a grandeza né tamanho beleza da obra que o Michelangelo conseguiu construir e eles acabaram optando por colocar escultura na praça que ficava na frente de um Palácio que era sede do governo de Florença essa escultura ficou nesse lugar de
1504 até 1873 ou seja por mais de 300 anos ela ficou no lugar público numa praça em que as pessoas podiam ver essa obra e qualquer momento em qualquer circunstância e de novo isso tem uma uma relação com a maneira como a experiência com a arte acontecerá hoje a partir de 1873 né quando ela deixou de ficar nesse lugar ela foi transferida para um lugar interno e hoje ela está dentro da galeria da Academia de Belas Artes lá em Florença mesmo então isso tem um significado é importante eu acho na maneira com a gente pensa
arte e a nossa relação com a arte EA nossa própria ideia de uma experiência estética Ou seja a ideia de que a gente vai até um museu até uma galeria até um local fechado para contemplar uma obra de arte e que essa obra de arte ela não deve estar no lugar aberto no lugar público no lugar disponível é uma coisa contemporânea uma coisa moderna isso não foi sempre assim você pensar por exemplo na ideia na lógica da obra de arte Claro que ele não chamavam isso de obra de arte Mas enfim né pensando nessa perspectiva
de uma obra de arte na antiguidade ela ela ficava em locais públicos claro que sempre existiu a ideia de posse do objeto de valor então a gente pensar na própria obra de arte durante o Renascimento que a espera do miquelangelo existe os Mecenas e vesti as pessoas que patrocinavam artistas e muitas obras ficavam obviamente vinculadas a essas pessoas não ficava dentro de Palácios ficavam em locais fechados nem tudo era para é mais um exemplo do David Michelangelo acho que é significativa o justamente por conta disso você é uma obra grandiosa e que estava disponível para
o público numa praça durante muito tempo e que hoje não tá Márcia tem que pagar o ingresso para poder acessar essa obra e poder ter contato com ela um outro exemplo que é um exemplo ligado o próprio Michelangelo que eu acho que inclusive é uma obra que de maneira geral Talvez seja mais lembrada como obra do Michelangelo que o próprio Davi é a capela Sistina aqui tem talvez aquela que seja a parte mais famosa da Capela Sistina que é esse trecho da criação é de Deus criando Adão e mas a capela se chama muito mais
do que isso eu vou já mostrar um pouco mais aqui das imagens mas a história também na Capela Sistina interessante para pensar essa vinculação do artista com o trabalho e a nossa percepção do contato com esse trabalho estético A Capela Sistina Foi uma encomenda do Papa Júlio segundo para o teto de uma capela que tinha sido construída alguns anos pelos o quarto quer tio desse Papa Júlio segundo tem construir a capela foi o cisto e daí Capela assistindo né Por Conta do nome dele tinha um teto da Capela Sistina net um teto a 20 metros
do chão o projeto original de pintar essa Capela veio justamente porque o Papa Júlio II 2º via que a capela estava se deteriorando ele imaginava que era necessário revigorar aquele espaço com uma pintura então o projeto original que ele imaginou era uma pintura dos 12 apóstolos E aí ele convidou Michelangelo para fazer essa pintura e o Michael Angelo recusou ele recusou o primeiro porque ele dizia que ele era um Escultor ele não era um pintor e essa pintura e tem uma complexidade que eu já vou explicar qualquer mas ele dizer que ele era um Escultor
comente viu lá no Davi Esse era o trabalho dele e não trabalho de pintor mas ele acreditava também quis fazer a parte de um com louisa para acabar com a carreira artística dele o Mecenas dele era o Papa Julio segundo mais o Papa Julio segundo tinha outros preferido digamos assim Oi e um deles era um pintor que tava ficando muito famoso chamado Rafael e o Michelangelo como amanhã de perseguição que ele tinha acreditava que isso tudo era um projeto para acabar com a carreira dele e colocando para ele uma tarefa que eles achavam que ele
não tinha condições de cumprir e ele mesmo pelo menos a gente imagina isso né ele próprio Michelangelo acredito que não era capaz de fazer isso e por isso ele recusou o Papa insistiu insistiu ao ponto de falar que ele podia fazer o que ele quisesse fazer e eu Michelangelo acabou acertando essa tarefa e ele mudou projeto do que seria os 12 apóstolos para essa Capela assistindo que a gente conhece hoje ele começou então a trabalhar na Capela Sistina em 1508 e ele começou a trabalhar sozinho desde o projeto do andaime que ele fez um projeto
específico que em vez de ser do chão para o teto ele ficava preso nas paredes estão Ele criou esse andaime que ninguém utilizava na época tal até os detalhes mais específicos tudo Ele foi sozinho e inicialmente ele tinha pensado em contratar alguns pintores para fazer o e ele mas ele percebeu que vai funcionar e fez tudo sozinho então ele decidiu pintar a criação Então esse é o tema central digamos assim né da da Capela Sistina a partir de Várias cenas do Gênesis Acho que são nove cenas específicas e tem várias figuras proféticas que fizeram alusão
a vinda de Jesus estão é seria o projeto muito maior do que aqueles 12 apóstolos iniciais muitos autores exclusivo da história da chegou a falar que ele pensou que se querem destruir a carreira dele ele ia fazer então algo que era magnífico para essa esse processo ele ser um processo também grandioso né o processo de destruição da carreira dele esse é um processo grandioso mas na verdade não foi um processo de destruição na verdade e levou ele a um nível artístico ele se levou digamos assim ao nível artístico ainda maior e Ele pintou a capela
Sistina durante quatro anos todos os dias sem férias sem descanso todo dia ele trabalhava nesse projeto de com o rosto perto do teto eu tava em pé nesse andaime olhando para cima é a esse esse tipo de pintura feita na Capela Sistina é um tipo de pintura chamada de ar fresco que é uma técnica que não permite erro não permite a correção a técnica muito difícil E você tá pintando com a tinta lavada a guarda no teto de gesso né com a tinta caindo em cima de você então era algo muito complexo de fazer e
querer comer no meio a falavam né Ele é um Escultor Europa entrou ele não tinha habilidade para fazer isso inicialmente ele já tinha obviamente um treinamento na pintura e de outros trabalhos de pintura mas ele se especializou de fato na escultura e ele não tinha nenhuma experiência grande nessa técnica específica do afresco inclusive ele faz é uma série de inovações em uma maneira como ele vai utilizar essa técnica e ele passa como eu falei antes quatro anos nesse projeto em 1512 quando ele já tinha quase 40 anos ele entregou a capela assistindo a gente pode
imaginar como é que foi a sensação das pessoas que entraram ali naquele momento né com ele chama opa o mundo nem as pessoas ali da igreja para entrarem naquele lugar e olharem o trabalho que ele desenvolveu-se a capela Sistina hoje ela causa espanto no sentido bom da palavra espanto na espanto no sentido de você tá entrando no lugar que é mágico que é incrível o que é difícil de olhar que é difícil de compreender Eu nunca fui a Itália nunca fui em Roma para poder ver a capela Sistina não sei se eu vou ter essa
oportunidade Um dia tomara que sim mas o tem vários relatos de pessoas que já foram né que escreveram sobre isso que fala que quando você chegar lá é difícil de ver é tão grandioso é tão magnífica tão impressionante que é difícil de contemplar Tudo E hoje como eu falei esse lugar ele já era essa sensação de espanto essa sensação de algo Sublime de algo grandioso estão agindo naquela época 1512 que que não era criar uma obra desse tamanho pra gente também daí hoje em dia nesse lugar que a capela Sistina onde acontece o conclave que
é quando os cardeais voltam para escolher um novo Papa bom então é um lugar que hoje ele é de difícil acesso as pessoas podem visitar mas não é um lugar público no lugar que tá disponível para todo mundo mas é como eu falei uma obra grandiosa e que foi feita no contexto totalmente diferente desse contexto que a gente tem hoje de pensar a arte como algo que surge para ficar fechado e para ser visitado em momentos específicos e contemplado com alguma parcimônia claro que como eu falei antes era um projeto pensado para igreja dentro de
um contexto muito específico se ter uma ideia o total da área pintada por Michelangelo na Capela Sistina foi de 460 metros assim É de fato uma pintura grandiosa é um projeto gigantesco e que mostra a dimensão do que que era esse artista de como eles se relacionavam com o trabalho que ele fez né o trabalho que conseguiu criar é a maneira como ele conseguiu estabelecer uma nova forma da gente pensar a própria ideia de arte não só ele né mas os pintores renascentistas no geral é que e essa noção que a gente tem da arte
de uma maneira grandiosa já maneira incrível então tem essa perspectiva E aí a gente for pensar Então qual seria a função da arte O que que a arte serve nessa gente pensa na sempre do Michelangelo e de outros artistas do Renascimento de artistas contemporâneos que a gente tem hoje para que que a arte serve mesmo ela serve para gente poder ir eventualmente pagar o ingresso entrar no lugar contemplar tirar foto achar que ele Fantástico voltar para casa e nem lembrar daquilo que a gente viu o que que é esse produto artístico de fato eu gosto
dessa desse gráfico criado por um artista em que ela coloca as necessidades básicas né e ele coloca uma hierarquia das necessidades nossa vida então não coloca na base da pirâmide o alimento depois o abrigo depois o amor e lá em cima completa no triângulo devia tá arte né só que ela pega a arte que tava lá em cima e joga aqui para baixo sustentando tudo mais a ideia de que claro nessa escolha em mal para não precisa mais de comida um pouco menos de abrigo né vou comer já muito talvez menos menos de arte só
que a arte sustenta tudo isso é uma visão aí um pouco talvez Romantizar a de pensar a função da arte mas vai discussão sobre a função da arte é uma discussão que permeia toda a estética por muito tempo as pessoas que a arte deveria ter uma função política e se você não tem uma dimensão política naquele trabalho artístico ele não cumpra seu propósito ou então não a função da arte é entre te ou então talvez não a função da arte é mostrar a beleza mas aí quando a arte ela faz uma relação ou ela brinca
com a imagem do mal gosto do feio do horrendo Entra lá no não cumprir mais a sua função qual é a função de fato da arte dessa mãe discussão que vai permear uma série de questões que a gente vai ver nas salas de estética e a gente vai daqui para frente avançar um pouco mais nessa discussão A partir dessa noção de uma função da arte de uma ideia de que a arte ela possa ter uma função mas talvez eu tinha que tem Obrigatoriamente uma função parece Talvez um pouco estranho isso porque a gente aprendeu e
muitas circunstâncias da vida cotidiana acreditar que as coisas têm que ter um propósito e provavelmente o artista tem um propósito sempre quando ele cria alguma coisa mas será que ele tem que ter um propósito e será que as pessoas têm que aceitar e adivinhar e se alinhar com propósito daquilo que o artista cria Eu acho que não necessariamente eu vou aguentar sobre isso nas próximas aulas vão seus temas que a gente vai discutir a partir da continuidade da nossas aulas aqui de estética bem então é isso qualquer pergunta que você tenha você vai colocando serpentes
eu fui olhando questões que vão aparecendo nos comentários do vídeo outras coisas eu vou trazendo outras dimensões para as próximas reflexões que eu vou trazer aqui mas é isso obrigado por me acompanhar aqui mais essa aula mais uma vez está falando de estética estação de história da arte e das relações que a gente pode estabelecer entre uma coisa e outra e eu vejo você no próximo vídeo até mais G1 [Música]