[Música] Uma boa noite para todo mundo é uma grande felicidade ter vocês aqui e em especial com o que a gente conseguiu encontrar um formato no qual todo mundo fique confortável e seguro que a nossa grande preocupação Este é o BPM no vestibular eu sou Franklin Cordeiro Pontes sou estudante daqui da fefeleste estagiário ali na BBM e um dos coordenadores do BBM no Vestibular o BBM no vestibular é um projeto que nós temos de divulgar a BBM com nossos acervo e etc hoje nós temos aula com o professor Jean Pierre shovan é um dos nossos
grandes estudiosos da nossa literatura do século 18 ele está logo ali já já eu chamo ele para subir ao palco vocês vão estar em ótimas mãos para tratar desse livro que Se eu estivesse fazendo um vestibular ia ficar com bastante receio mínimo para trabalhar com essa distância enorme que temos E como sempre eu gostaria muito de apresentar para vocês o nosso videozinho institucional porque nós neste ano completamos 10 anos da presença da biblioteca brasiliana Guito e José mendelin aqui na USP então nós temos um videozinho para apresentar Todo o nosso percurso E também o que
projetamos para o futuro tudo bem Bora lá então [Música] ela tem de ser viva uma biblioteca viva [Música] esse desejo extraordinária coleção particular de livros a Universidade de São Paulo contribuir para a construção de uma biblioteca viva assim nasceu a biblioteca brasiliana guita e José Millen o bbn para os íntimos que em 2023 completa 10 anos mas como começou essa história bibliofilos o casal José e guita mindlin reuniu ao longo de oito décadas um imenso acervo de livros raros sobre a história e a cultura brasileiras com mais de 32 mil títulos e 60 mil exemplares
é uma das maiores coleções brasilianas do mundo ela reúne livros manuscritos e periódicos são relatos de viagem livro científicos livros de Artista edições especiais de grandes escritores que pensaram o país uma coleção que respira identidade e personalidade alguns desses exemplares são únicos e insubstituíveis são livros antigos publicados entre os séculos 16 e 17 como exemplares de relatos de viagens da época das grandes navegações primeiras edições raríssimas de autores da história e da literatura brasileira ou então livros que possuem registros que marcam sua Própria história x livres que indicam por quais coleções as obras passaram dedicatórias
que registram as redes de relações entre autores e leitores assim como textos de importantes autores brasileiros anotados por eles o universo da produção literária [Música] em que esse tesouro fosse compartilhado em uma biblioteca pública e acessível pois bem incorporando acervo de outro importante bibliofilo brasileiro Rubens Borba de Moraes e compartilhando desejo de que essas bibliotecas tivessem um caráter público uma ampla disseminação a BBM ganhou no ano de 2013 um prédio construído exclusivamente para ela dentro da maior universidade pública brasileira em um espaço moderno sólido criado com toda segurança necessária para abrigar o saberes do passado
o sonho foi concretizado e a VPN hoje se encontra em um local público com acesso gratuito e em diálogo com a comunidade Científica mas como dizia midlin o papel das bibliotecas e das edições trazer o passado para o conhecimento do mundo atual e legar esse conhecimento para o futuro Ou seja é preciso conectar o passado com presente e também com o futuro Afinal a biblioteca é viva certo e vida é movimento por isso desde a sua criação a BBM se mantém ativa atenta e inquieta quanto ao suportes físicos e virtuais Tanto é que a digitalização
do seu acervo começou antes mesmo da inauguração do prédio e continua sendo feita já são cerca de um milhão e meio de acessos anuais a Biblioteca digital investir na produção e divulgação de conhecimento também faz parte da dinâmica da Bíblia nesses primeiros 10 anos a biblioteca se dedicou a criação de editais para pesquisa e publicações além de organizar projetos e Exposições tanto presenciais como virtuais é o caso Do Atlas dos Viajantes no Brasil uma plataforma interativa e inovadora que apresenta as jornadas de Viajantes pelo país entre os séculos 16 e 20 o projeto multimídia três
vezes 22 é outro iniciativa que ganhou destaque ao conectar o Bicentenário da Independência com a Semana de Arte de 1922 para refletir sobre a formação contemporânea brasileira de olho no amanhã a bbn chega ao fim da primeira infância já pensando sobre a Sua maioridade muito mais do que respostas o que surgem são questionamentos por exemplo quais as novas dimensões das palavras biblioteca e brasiliana em pleno século 21 e mais como desenvolver uma coleção brasiliana conectada com contemporâneo a partir de uma biblioteca construída no século 20 por bibliofilos da geração Modernista e ainda como este acervo
pode contribuir para o debate qualificado sobre as múltiplas formas de entender o país Perguntas que certamente irão nortear os próximos passos da biblioteca brasiliana Dita e José mendria Porque como tudo que é Vivo ela não pode parar [Música] bom Pessoal esse foi o nosso vídeozinho Essa é a bbn vou chamar agora para subir ao palco o professor Jean Piaget Alvim Uma salva de palmas para ele professor [Aplausos] ele é um dos nossos grandes estudiosos da literatura do século 18 e vocês estão Em ótimas mãos Então é isso é sua professora Boas Noites escutam bem sem
bom pessoal obrigado por terem vindo aqui a BBM né para mim uma para mim uma honra também particular está aqui o convite dos colegas queria agradecer em particular o diretor né o Alexandre o vice vetor Welling Guimarães E também o Franklin e a equipe toda né que está por trás dessa organização Aqui quando vocês assistiram o vídeo institucional vocês perceberam acho que esse século 18 que a gente vai falar um pouco hoje ele está situado bem atrás de nós bem distante de nós e para mim particular é uma alegria que uma obra do século 18
volte ao vestibular houve um tempo que a gente ia século 17 Gregório de Matos Padre Vieira né E quando a gente fala Gonzaga e de outros poetas arcades luz Do brasileiros é interessante para nós que Lemos essas coisas mais antigas né Para Além do Machado de Assis para além do Drummond Mário de Andrade Então a primeira coisa é vocês chamar atenção Para esse título da obra né acho que tá alto o microfone você consegue tirar o agudo um pouco acho que ele tá reverberando por falta acho que dá para baixar um pouquinho vocês estão me
ouvindo não sei se vocês estão ouvindo bom vou Tentar aqui tá baixar um pouquinho vou falar de longe Como assim Maria Dirceu é uma obra escrita por um sujeito né O Tomás mas ele inventou obviamente uma Persona ou seja uma figura poética que representa nesse poema uma voz que fala um enunciador né a gente não pode confundir o Tomás com a Persona que escreveu esses versos entende a diferença porque a biografia e a obra estão em Distâncias diferentes né de nós então assim a gente diz bom essa obra do Tomás Antônio Gonzaga mas o Tomás
imaginou um sujeito figurou um personagem que fala e ele fala sempre para uma tal de Marília que também não é uma mulher de verdade obviamente é uma personagem mas que a nossa crítica Até recentemente associou com uma mulher de carne osso chamada Maria Dorotéia Seixas né Essa mulher de fato existiu e Hélio Tomaz tiveram de fato tomados o Homem o poeta tiveram um enlace 1 no máximoroso até que o Tomás fosse acusado de Inconfidente e fosse degredado para Moçambique né então acho que vocês conhecem ouviram falar dessa história dos Inconfidentes né da conjuração mineira e
o tomate então era considerado um desses um dos líderes desse movimento que começou em 89 do século XVIII Já faz um pouquinho de tempo para nós né então o que eu coloquei aqui são alguns dados muito pontuais para vocês situarem né Tempo e espaço onde esse poeta esse homem letrado viveu então ele nasce vocês estão vendo no porto que é Portugal e aos três quatro anos de idade Ele vem para o Brasil com o pai dele a mãe já tinha morrido então eles vêm para o que era estado do Brasil que seria Bahia hoje ali
em cima no Nordeste e lá ele vai estudar a primeira infância e adolescência no colégio dos Jesuítas então uma formação religiosa muito forte muito sólida Depois dessa formação no Colégio é os Jesuítas foram expulsos né para uma ordem do Rei e aí então ele vai para Portugal para Coimbra para completar os estudos né que ele começou na Bahia e lá e Coimbra ele faz direito durante seis anos né então a maioria desses desses homens letrados eles fizeram direito e Coimbra vocês olharem os poetas do século 18 no Brasil que foram para Portugal ou que nasceram
depois retornar a Portugal quase todos fizeram curso de direito e esse curso Dividia em duas grandes Vertentes ou se estudavam as leis canônicas ou as leis temporais as leis canônicas são as leis religiosas as leis previstas na Bíblia nas escrituras então O Tomás é um sujeito supostamente muito católico ligado a um governo que é o rei bastante católico e vocês tem que lembrar também historicamente que no século 18 e até o final do século XIX não havia separação entre estado e igreja então o Estado o rei governa Em Nome de Deus para o povo Que
supostamente o elegeu como se fosse uma espécie de uma semi divindade aqui na terra né então isso é importante lembrar que o Tomás está circulando nesse ambiente de corte Portuguesa no século 18 e que esse sujeito sabe todos os ritos todos os códigos a corte portuguesa como falar como se vestir como escrever um verso tudo isso está codificado não é que nem o nosso tempo que a gente supor e tem uma liberdade maior ele não tinha essa Liberdade que nós achamos que temos ele sabia que não tinha então quando um sujeito desse é acusado denunciado
de organizar Ou pelo menos receber pessoas que estão insatisfeitas com a cobrança indevida de impostos pela coroa portuguesa nas Minas Gerais esse sujeito cometeu um crime gravíssimo segundo as leis portuguesas que é o crime de lesa majestade e primeira cabeça ou seja em princípio todos os Inconfidentes deveriam ter sido se não enforcados Pelo menos açoitados em público mas como ele é um sujeito bem relacionado ele consegue que apenas seja acomodado ou seja transformada em degredo ou seja ele é expulso ele é banido do território do estado do Brasil e é enviado para Moçambique no final
do século 18 ainda e lá ele vai fazer uma nova vida vai casar com outra pessoa vai ter enfim ele vai casar com uma mulher que é simplesmente uma filha de um dos maiores cavalcratas Que havia em Moçambique na época Então essa biografia do Tomás Antônio Gonzaga ela é muito reveladora de um grupo de pequeno de homens letrados que nasceu em Portugal ou em Minas Gerais Vila Rica Diamantina São João Del Rei essa cidadezinhas nós chamamos hoje dessa forma que nasceram Minas Gerais e geral voltaram para Portugal voltaram que foram e nunca mais voltaram para
o Brasil então lembre-se que não existe Brasil independente no século 18 Então Essa é uma obra de um autor português que viveu um tempo no Brasil então a crítica literária mais recente chama esses poetas de luso brasileiros tudo bem isso porque sem a dupla identidade Eles nasceram lá mas o Brasil não é Brasil independente ainda o Brasil é um estado português é claro isso bom pessoas continuando aqui vocês viram ele veio órfão para Bahia e né com o pai dele em 47 ele retorna para Coimbra vai fazer leis na direito e lá e depois Desses
seis anos que ele faz lei ele logo ele alguns anos depois ele consegue né 10 12 anos depois ele consegue um posto administrativo que não é pouca coisa né que vocês viram essa ideia é ser um Juiz de Fora o Juiz de Fora a gente é um cargo específico do século 18 mas que existiu durante muito tempo é um sujeito que seria equivalente hoje alguém cuida dos negócios quem cuida de comércio exterior quem quem faz a leitura dos contratos de Compra e venda né e importação e exportação depois que ele foi Juiz de Fora né
durante três anos ele volta para o estado do Brasil Vila Rica que atualmente lá em Minas chama Ouro Preto né mas é a Vila Rica no tempo era capital da Minas Gerais é a Vila mais importante daquele tempo e lá ele começa a vir a Ouvidor geral que é um cargo mais alto ainda né quer dizer o Tomás foi seguindo aquela carreira jurídica ligado ao reino português e Isso faz dele um homem muito poderoso dentro do dos limites dele né Depois como vocês sabem no final da década de 80 ele se envolve a denunciado né
Por participação e até liderança com algum sugeriram das famosa conjuração mineira e ele então é preso preso e ele fica três anos preso no Rio de Janeiro eles transportavam os prisioneiros de Minas para o Rio de Janeiro ele fica na Ilha das Cobras durante três anos e de lá ele recebe a Sentença já adaptada para ele ser deportado para Moçambique e não volta mais para o que era o estado Brasil tudo bem isso E aí lá eles se casa com essa mulher que eu falei que é filha de um escravocrata minerador muito poderoso lá em
Moçambique fica bem com ela e morre né como todos nós morreremos ele também morreu essas ideias né e morreu num cargo de juízo é Alfândega ele apesar de degredado e como Moçambique Fazia parte do reino português e o Tomás reconhecido por sua perícia jurídica ele consegue mais um cargo jurídico e que recebe muito bem aliás e ele não é um sujeito pobre portanto aliás um traço da literatura brasileira se vocês repararem até a década de 50 60 do século 20 né que já faz tempo isso a maioria dos nossos escritores são pessoas ligadas ao Dinheiro
raramente vocês vão ver escritores que nasceram do além né isso depois mudou Claro mas até os anos 60 70 É muito difícil alguém ser escritor conhecido no Brasil que não tenha sido Diplomata Consul ligada à política de alguma forma ou então que tinha um alto cargo público né de vários exemplos vocês pensaram no século XIX século XX nós temos várias exemplos né são incontáveis acho que interessa vocês saberem os dados assim que o vestibular talvez não peça mas para vocês fica sempre eu sempre fico achando que eu tô convidando os alunos para pesquisar E outros
poetas quando entrarem na USP eles Conversem comigo para pesquisar porque né é um assunto bem específico Mas enfim a primeira edição da primeira parte a lira tem três partes acho que vocês sabem disso Maria Dirceu o livro a versão que nós que circula hoje no Brasil em Portugal etc ela tem três partes as duas primeiras foram publicadas no final do século 18 ainda né Então a primeira da primeira parte tá aí na imagem para vocês 792 e vocês Podem perguntar assim mas ele não tava preso sim ele estava preso então não foi ele que levou
esse Calhamaço manuscrito para Portugal certo então alguém levou alguém publicou o Tomás no lugar dele e possivelmente um primo que ele tinha que estava em Minas Gerais não se sabe quem foi mas não foi tomar porque ele tava preso então é um dado curioso dessa biografia porque o livro sai sem ele ter aí pessoalmente levado o livro Tudo bem isso 92 7 anos depois ele já está em Moçambique sai uma segunda parte da malha de Dirceu né sete anos depois ou seja no final finalzinho século 18 e aí em 1812 1812 sai a terceira parte
e aí houve muita suspeita de que essa terceira parte não tivesse poemas do Thomas mas que foram atribuídas a ele por uma questão de estilo uma longa discussão durante décadas estudou até os anos 60 50 60 o século 20 para saber quem Afinal escreveu essa parte então saía publicado Em nome dele mas ninguém tinha certeza porque não tinha um autógrafo do Tomás eu já tinha morrido em 12 então não tem um autógrafo dele no manuscrito naquela parte feita a mão portanto quando sai que reúnem as três partes Elas começam aparecer no século 19 ainda eu
coloquei uma imagem aqui 1910 Já que é iniciaculo 20 né que as receitas 113 anos atrás que o José Veríssimo que foi um importante Historiador brasileiro reuniu as três Partes para publicar essa essa edição completa da Marília lembrando gente que a terceira parte é discutível até hoje se autoria dos poemas é do Tomás ou se foi atribuída a ele é uma discussão muito comum nesses antigos manuscritos qualquer forma a tradição diz que sim e o vestibular diz que sim então vocês vão supor que sim e o livro que a gente tá usando como referência é
este que está aqui em laranja que saiu este ano no início deste ano que foi o texto foi Totalmente examinado resinado com os originais pela rádio strecker que foi minha aluna faz um tempo ela fez o mestrado sobre isso Ela discutiu os poemas todos das três partes discutiu inclusive se a terceira parte era o Thomas ou não ela supunha que não você vê como discussão que ainda dá pé né E por que que essa discussão da pé porque a gente não conhece originais da terceira parte nós não Temos não só manuscritos do poeta mas a
gente é uma suspeita desses críticos de que talvez algum sujeito que gostava do Thomas gostava das Poesias dele escreveu imitando Tomás Gonzaga e aí isso virou a terceira parte E aí a gente percebe que tem várias mudanças do estilo tem várias mudanças nesse nesse livro né O que que trata mas Dirceu bom acho que vocês sabem ou desconfiam é um livro de poemas amorosos Né que é que não são românticos como a gente falaria hoje eles são líricos Lembrando que lírica é um gênero a lírica é um gênero que nasceu lá na Grécia muito antes
de Cristo né e a ideia Dalila que acho que vocês sabem é que ela nasceu de uma palavrinha chamada lira lira lá para os gregos é uma antiga harpa pequenininha quem vocês vêm às vezes em filmes da bíblia que os anjinhos tocam tá aquelas arpinhas pequenas que eles põe no ombro é isso Maria é uma pequena harpa com algumas notas que reproduzem algumas notas da escala musical Então por que que nasce ali nasce com a harpa com essa harpinha porque a ideia da lírica é que ela entoy o aedo esse cantador de poemas vai entoar
os poemas acompanhando de um instrumento para marcar o acento ao ritmo vocês sabem que a música e a poesia nasceram praticamente juntas são Artes irmãs por isso quando a gente escuta música hoje Toda 23 em geral Nós Pensamos em letra e música não é isso a gente fala quem compôs a música Quem compôs a letra né Tem sempre essa parceria né entre os compositores Portanto tem que lembrar que quando Tomás escreve esse livro ele está em bebido dessa cultura greco-latina lei vocês tem que lembrar também que no século 18 houve uma espécie de resgate dos
modelos Greco latinos em Roma Horácio também Roma Homero na Grécia esses modelos teócrito Esses modelos serviram todos no século 18 Luso Brasileiro então ele não escreve a partir do nada ele tem modelos que ele imita ele compete com esses modelos ele emula ou seja ele compete com esse modelo para tentar fazer uma poesia um pouquinho diferente daquela coisa de pouca coisinha né muda uma rima muda um ritmo imita poetas antigos né O Tomás tinha modelos em língua portuguesa também Camões por exemplo já ouviram falar do Camões Certamente Camões é um grande modelo desses poetas até
o século XIX Camões é o grande modelo em língua portuguesa e até hoje é considerado um dos maiores poemas épicos Os Lusíadas na língua portuguesa enfim esse poema são líricos né nasceram dessa concepção antiga da Lira que fala de coisas de sentimentos de questões pessoais portanto ela se diferencia da época que você já ouviram falar porque a ética trata de feitos coletivos Quando eu penso em Vasco da Gama em Camões eu estou pensando no herói que representa o povo português mas quando eu penso imagine Dirceu eu estou num gênero mediano ele não é nem alto
com uma Épica e nem baixo como a sátira eles está no meio e como ele está no meio ele demanda também um tratamento mediano isso não é ser ruim ser medíocre no século 18 ser um poeta que sabe fazer poesia Medíocre no século 18 é saber adequar o assunto dos Versos Ao estilo Que ele pede ao gênero que ele pede a uma preocupação total de adequação de codificação da poesia tá claro isso bom então assim ali a gente ali aquele instrumento mas ali a metaforicamente ou seja pensando como imagem ali é aquilo que nos constrói
Quando eu digo assim por exemplo isso quando o poeta diz eu não um poeta diz assim isso fere a minha lira ou isso mexe com as minhas liras metaforicamente quer dizer isso mexe com a minha Essência com as minhas emoções os meus Pilares emocionais ali são as cordas que nos sustentam por isso que o poema lírico quase sempre traduz uma afetação de sentimentos ele nunca se não pode sair igual no poema desse A não ser que você tenha problemas de sensibilidade são poemas muito sensíveis escritos para causar em nós algum efeito e esse efeito deveria
ser mexer com nossos afetos né é distante de nós né esse tempo é muito distante de nós mas a Linguagem não é difícil vocês vão ver a gente vai ver alguns exemplos aqui a linguagem não é difícil né E você sabe porque porque o vestibular vai cobrar de vocês isso porque o século 18 inaugura uma forma de compor versos que começa a questionar aquela do século 17 do século 16 a um renascimento da poesia digamos assim e essa revisitação do passado permite com que os poetas use uma linguagem mais solar mais clara no sentido de
receber luz uma linguagem que Não é noturna e que não é difícil para a gente entender ainda que a gente tem que fazer alguns malabarismos às vezes né para entender os poemas Qual é o tema principal desses poemas já ouviram falar disso também o bucolismo bucolismo vem também do grego e bucólico esse tema bucólico ele sugere alguém que guarda bois alguém que guarda uma espécie de gado então o que que os arcades fazem eles recuperam esse termo lá da Grécia antiga de novo e agora Adaptam em vez de falar de bois vamos falar de ovelhas
de animaizinhos do campo menores para ficarem compatíveis com essa poesia nova É claro então bucolismo aqui é sempre essa ideia de alguém que está no campo como pastor segurando pastor né que elogia a água os rios a montanha né que pede para Amada sentar perto dele quer dizer essa temática não foi inventada pelo Thomas Gonzaga ela também é lá dos gregos dos Latinos mas ele recupera né E Agora dá uma roupagem do século 18 tudo bem E aí como eu tinha dito este estilo lírica a temática lírica ela está dentro de um estilo chamado médio
né é um nome que se dava até o século 13 14 15 e inclusive no 18 isso é respeitado haveria três grandes gêneros poéticos né e aqui eu coloquei só uma capa de um livro antigo para você saberem que esta roda de Virgílio Virgílio é o poeta Latino que escreveu três tipos de obra Três espécies de obra ele escreveu obra Épica que a Neida escreveu obras líricas bucólicas que pode ser as bucóricas e a geórgias então assim o quando Virgílio escreve esses três tipos de obra né isso no século 13 muito depois Virgílio que é
do século 1 antes de Cristo 14 séculos depois nos Conventos da Europa os padres aprendiam nas aulas de Latim em grego etc a ler poesia e fazer poesia e os padres nos Mosteiros nas abadias nos Conventos eles descobriram que havia Três formas únicas de fazer a forma alta média e baixa né que latim teria um nome muito complicado aqui mas seria em português seria grave Medíocre e humilde pensem em humilde que é uma palavra interessante porque humilde vem de húmus como vocês sabem é aquilo que está na terra é composição orgânica da terra humilde é
aquele que se ajoelha que fala perto da terra o médium é aquele que fala de um assunto comum mas que não está mais ajoelhado e quem fala para o Alto são os trágicos e os épicos tudo bem essa diferença você tem então a diferença de alto para o gênero tragédia médio para lírica por exemplo em outros gêneros né e o gênero baixo para sátira e essas regras são muito respeitadas é uma separação dos gêneros né então no século 18 isso começa a mudar mas ainda muito lentamente então quando tomar escreve o livro ele está respeitando
essas normas do Medíocre do estilo Medíocre que é o mediano né não é Pejorativo isso isso quer dizer eu vou fazer um poema compreensível que não vai tratar de heróis ou de grandes tragédias e também não Vai ofender ninguém com a sátira vou tratar de poemas que tratam um eu e um tu ou seja o Dirceu supostamente e a Marília são personagens conversando quer dizer quem conversa é ele a gente não escuta Maria a gente supõe que ela responde né então assim a do livro depois de passa para os poemas Rapidamente Parte 1 primeira parte
publicada vocês lembram em 792 né Depois das últimas contagens neste livro aqui da que eu mostrei para vocês laranja 33 liras segunda parte 32 liras o Tomás deu esse nome Lira vocês veja que não é por acaso né gênero lírico Lira e depois uma brincadeira com Marília o nome Marília não é a pessoa Marília não existe uma Marília de verdade existe uma personagem chamada Marília que alude ao gênero Lírico perceberam a brincadeirinha do poeta Marília de Dirceu se ele quiser pensar liras e Dirceu feitas por uma personagem chamada Maria né e a terceira parte é
que vocês vão ver quando o folhear o livro ela reúne poemas de vários assuntos diferentes não só destinados a Marília aparecem outras musas inspiradoras outras figuras femininas que não são lembram pessoas de verdade são personagens que o poeta incena nos poemas né aqui gente na Terceira parte também mudam as espécies ou seja cada conjunto de poemas agora não fica restrito às liras que são poemas mais longos aqui são poemas curtos como sonetos de 14 versos ou ódis um pouquinho mais longas ou liras também quer dizer ele foi mudando os estilos e espécies poéticas né aqui
só para a gente ilustrar um pouquinho o que que vocês vão ter pela frente segue você já não conhece uma coisa importante um dado último antes de Falar dos poemas é que o Thomas Gonzaga foi um poeta muito Lido muitíssimo lido no século 19 inteiro brasileiro quando esses poemas foram publicados em Portugal no final século 18 eles não caíram no Gosto Popular e ao longo do século XIX essas partes 1 2 e 3 foram republicadas muitíssimas vezes três quatro cinco edições diferentes depois no século 20 mais edições exemplo poeta que é muito popular né infelizmente
por isso vestibular essa Essa permanência do marido Dirceu ela favorece que vocês tenham acesso essa obra e agora com essa versão muito bem cuidada pela rádio né Então vale a pena vocês se animarem para ali é muito bonito mesmo aqui a gente é a primeira lira é a primeira parte lembra que são três partes né vou falar de duas partes só vocês não morrerem de tédio mas a primeira parte abre com este com essa Lira veja que não é um soneto não é uma ótima é uma Lira a lira não tem um Comprimento fixo é
só que ela tem algumas marcas curiosas então por exemplo esse eu Marília não sou algum vaqueiro que viva de guardar ali o gado os primeiros dois versinhos que a gente chama de dístico dois primeiros versos ele está dizendo para Maria o que gente que eu poeta não sou eu não tô guardando gado de alguém eu sou empregado servo eu sou proprietário eu tenho gado eu no século 18 não é o Tomás né gente é a personagem que ele inventou mas perceba Com a cabeça do Poeta está figurando um pastor proprietário e esse gado que ele
Guarda ele diz eu não tenho Tosco trato eu não sou um cara grosseirão eu sou um cara educado discreto fino né Além disso eu não tenho expressões grosseiras eu não tenho expressões rudes eu sou até bem apessoado mas percebe ele está fazendo uma auto-retrato na primeira lira que abre o livro é quase um cartão de visitas para Marília veja Marília com quem está falando né sou um Cara um bom partido tenho dinheiro tenho propriedade né algumas pessoas leram esse poema com o primeiro poema burguesa da história porque envolve já dinheiro né e depois eu não
sou grosseiro né e não sou nem um esquimó dos frios gelos mas também não sou dos sóis queimado vocês sabem que no século 18 e até final do século XIX ser queimado de sol para esses homens da corte portuguesa depois da corte brasileira significava trabalhar trabalhar que Tomar sol né a elite Então ela tem vários para isso esconder do sol ainda mais no Brasil que é um país tropical Então você tem luva para cobrir a mão babadinho para tapar o pulso cabeção para esconder o pescoço Várias Vários mecanismos nas roupas meião para tapar a perna
né sapatinho de salto tudo isso é feito para esconder a pele e evitar tomar sol porque se eu tomar muito sol eu fico queimado e ser queimado começou um homem branco supostamente né a gente Tá imaginando português no século 18 é uma distinção social também aparência então percebam que a preocupação dessa Persona essa apresentar como proprietário de gado ter uma residência Além disso não ser queimado de sol não ser grosseiro saber usar as roupas adequadas os gestos da corte percebam é tudo bem que a gente sabe que é uma Persona e não é automático Gonzaga
mas a personagem que ele inventa diz muito Sobre esse mundo concorda esse mundo cortesão do século 18 né Depois tem o próprio Casal casal é um estilo uma propriedade do século 18 que durou até o século 19 é um estilo de uma casa compridinha que havia um século 18 tem o próprio casal Ou seja eu tenho casa própria né E nele assisto nele moro assistir e morar né é onde atendo as pessoas essa esse casal essa propriedade que é uma espécie uma chácara um pequeno sítio que ele tem cheio de terras Longínquas né onde o
gado passa etc ele diz dá-me vinho legume fruta azeite ele cultiva portanto árvores cultiva gado cultiva frutas ou seja um terreno grande concorda para você ter gado fruta enfim e depois das as ovelhinhas tira o leite e mais as finas lãs de que me visto e aí começo essa repetição do estribilho que é esse Graças Marília Bela graças a minha estrela estrela que quer dizer meu destino minha sorte sou um homem bem nascido portanto graça Minha estrela guia eu sou naturalmente bem apessoado naturalmente rico e nós ficamos nos perguntando se isso procede o nosso tempo
você concorda que isso é artificial porque é século 18 né gente é um poeta é um homem letrado fazendo versos né depois ele fala assim na segunda estrofe ele fala eu vi o meu semblante numa fonte aqui é uma referência direta gente a mitologia grega quando o vídeo fala do Narciso né se você souberam falar do narcisismo Aqui é uma referência direta um narcisismo eu vi meu rosto de uma fonte ou seja num espelho d'água no Rio e os dos anos ainda não está cortado que quer dizer isso meu rosto não está com rugas Ainda
não estou velho eu sou um bom partido vejam eu tenho uma idade que ainda dá para casar não percamos tempo Marília quer dizer é um xaveco do século 18 bem curioso isso né os pastores vejam que os pastores é uma figuração né gente o poeta não é pastor de verdade mas o Personagem é um pastor os pastores que habitam este monte lembrem-se que ele está escrevendo em Minas Gerais e essa alusão as montanhas de Minas as rochas né Isso é bem comum nessa poesia né esses pastores respeitam o poder do meu cajado cajado quer dizer
que lá aquela haste de madeira que detalhes usam como distinção social né eles respeitam o meu cajado com tal destreza toca a sanfoninha aqui gente porque que ele toca sanfoninha porque Ele tem que mostrar os dotes dele além de ser um homem proprietário etc etc etc e também tem dotos musicais ele é poeta pastor músico ele é um é um cara cheio de dotes né tudo isso é para xavecar ou conquistar em português aquele tempo a atenção da Marília da personagem o que ele está conversando ao longo do livro gente eu vou pular tá por
um próximo aquele vai falar acho que vocês conhece essa imagem Poucos exemplos só para vocês comentarem ele vai falar sobre o Cupido o ouvido falar disso já quem é o Cupido vocês Sabe aquele anjinho cego que dispara certas setas amorosas e essas setas atiradas asmo atingem os corações e as pessoas se apaixonam né O Cupido é aquela né um herói Latino é a versão Latina do Eros tem um Eros grego que viram Cupido entre os latinos olha o que ele diz então pintam Marília veja que está conversando com ela e nós Estamos lendo o diálogo
deles né pintam Marília os poetas a um menino vendado que é o Cupido né com uma aljava de setas aljava é aquela coisa que carrega as flechas Sabe aquele saquinho que o pessoal põe nas costas Robin Hood os heróis ou it Essa é o Java essa essa embalagem de flechas né então os poetas da tradição pintam o Cupido como esse menininho cego que carrega as flechas as setas ou flechas cunhado na mão a imagem que a gente tem Do cupido é um menininho com arco sempre pronto para disparar uma flecha ligeiras Asas dos ombros e
tem uma asinha porque ele voa um pouquinho já viram cupido ele sempre tem uma asinha aqui né o tempo o corpo despido tem o quer dizer macio gordinho vai ter um corpinho de criança ainda é um menino levadinho O Cupido o terro corpo despido e de amor ou de cupido são os nomes que lhe dão Cupido vocês sabem é o deus do amor né Assim como Eros era o deus do amor para os gregos né E aí o que ele vai dizer ele vai agora dizer que não ele vai dizer isso não dá conta do
amor porque o amor dele é Marília Olha que ele vai fazer agora que é o xaveco Master ele vai dizer assim o amor não é só isso o amor é seu retrato ele vai descrever Marília é muito bonitinho Olha só vejam que xaveco poderoso para 2023 redonda e Lisa testa é bonito né Depois arqueadas sobrancelhas estão vendo você consegue ver Não sou eu é claro estão vendo a Marília depois a voz meiga a vista honesta é bonitinho isso né é uma mulher que transmite caráter doce sem rugas que que é uma testa redonda com cabelo
dando voltinha arredondando assim e alisa testa não é velha é jovem jovenzinha né Depois Seus olhos são um sóis talvez pareça breguimos hoje mas vocês imaginam que isso ele tá Dialogando com uma tradição que vem desde os gregos e vários poetas usaram metáfora dos olhos como sois muitos poetas existe um poeta do século 17 anterior a ele 150 anos mais um pouco que também usa essa mesma imagem né Então olha o que ele vai dizer os seus olhos são um sóis aqui vence amor ao Céu você é mais o amor que você inspira é mais
poderoso que o sentimento Divino estão vendo como Ele idealizou a Marília está no nível que é Sublime está acima de nós né E diz que no dia luminoso o céu tem uns porque esse aqui é sempre porque porque no dia luminoso no dia de sol no dia de sol o céu tem um sol Formoso um sol bonito sim como dia de hoje tinha um sol bonito e o Travesso Amor quer dizer o Cupido que no caso agora é Marília tem dois sóis porque ela tem dois olhos perceberam a ideia dele você melhor que o sol
você duplica o sol que tem dois faz né falar Poxa que xaveco muito bom né mas percebam todo o livro vai indo nessa toada de um poeta dialogando com a Marília na primeira parte e particular na segunda ele é preso né na segunda parte ele está preso na primeira parte que a parte mais digamos do diálogo com a Marília acho que a parte que mais vai mexer com vocês porque diz como o amor é universal e é Trans histórico vocês vão ver muitos versos que ele diz aqui além de alugar com a tradução greco-latina Com
Camões com outros poetas século 17 vocês vão ver que dizem sobre nós também quem já esteve apaixonado ou quem pretende se apaixonar né que é uma cilada bem perigosa vocês vão ver que eu como poema fala conosco se emociona e Nossa sou eu aí tem aquelas pessoas que pegam livrinho e anotam a lápis assim aí é muito eu isso tipo Porque de fato é como se poeta nos revelasse 300 anos depois porque o amor é universal concorda existe amor Deus Egípcios Deus é truscos desde os fenícios tem amor né a gente homens mulheres e outras
coisas né vejam agora que bonitinho agora isso aqui gente parte um ainda Lira 7 ela tem 33 eu não vou falar de todas Não fiquem assustados já vai terminar a tortura Olha que legal isso parte onde era sete lembre a parte 1 é a parte que ele não está preso o poeta figurou um personagem que está liberto sim a segunda parte ele já ele já está preso quando escreveu o Tomás preso escreve os versos da segunda parte isso aqui dizia os biógrafos então a gente vê que ele fala muito do cárcere da prisão como a
ilha faz falta ele está distante da Marília Mas a primeira ele está supostamente perto dela tá convidando a uma ilha para sentar com ele assistir os as ovelhas pastarem né É uma coisa muito para quem tem tempo dinheiro não é o nosso caso eu acho né mas enfim mas é isso é um mundo figurado não é de verdade mas Olha que legal agora vou retratar a Marília vou retratar Quem é essa mulher a quem está dedicado esse livro né a Marília meus amores e a pontuação toda aqui né com pausas né porém como vou retratar
ele não consigo A Maria está Além das Palavras gente é um xaveco bom esse cara é muito bom xaveco né Por enquanto se eu não vejo que me empreste as finas cores eu não consigo pintar Marília porque não há cores que dão conta dela ó que elogio Vão aprendendo Para o Futuro né a terra não pode a terra não tem essas cores aqui no mundo terreno nas coisas naturais não existem essas coisas eu não posso tirar da Pedra do tronco da árvore não tem essas cores a maioria tem cores únicas que só ela tem olha
que tinha visão desta Persona né Depois não que a sua cor Mimosa Por que que não porque a sua cor Mimosa vence o lírio sabe que o lírio gente Aquela plantinha quase Branca né vence o lírio vence a Rosa o Jasmim e as outras flores A Marília é uma flor Mas é uma flor que reúne cores que tem uma flor da conta ela é uma flor supimpa além de todas as cores né E aí tem um estribilho que é comum nesse poema nessa Lira tem sempre um refrão tão vendo ah socorre amor só corre ao
Mais Grato empenho o esforço que por mais que eu faça esforço eu não consigo dar conta então ele pede ajuda amor Cupido Cupido vêm me socorrer eu quero descrever bem Maria ele não vai Conseguir o poema inteiro deve ter umas três páginas dizendo não consigo não consigo Marília não dá conta etc voa sobre os astros voa trazem as tintas do céu para ver se dá conta porque as tintas da terra não vão dar conta olha bonitinho isso eu elogio né gente A Maria é assim tá uma beleza que é indescritível que as tintas que nós
temos no plano terreno não não conta eu tenho que apelar para os divinos para os Deuses para Deus me inspirar porque a Marília é assim uma coisa né Essa Lira que te falei agora é a penúltima já já estamos acabando ele retoma Camões e só que não é só Camões que ele retoma esse tema é muito antigo essa coisa do tempo que passa né o Carpe Diem falar disso aproveitaram o dia colher os frutos do dia aproveitaram o tempo estamos envelhecendo o tempo inteiro então ele diz assim minha bela Marília tudo passa se certamente já
ouviram o avô avó o tio Dizer isso pai de vocês olha vestibular Tá chegando o tempo passa a pressão né a sorte deste mundo ou seja nosso destino nossa passagem por este mundo é mau segura ela é instável vocês concordam já perceberam isso que a gente vive uma gangorra emocional e cheia de experiências positivas negativas Meia Boca enfim né se vem depois dos males aventura ou seja há uma alternância de males e Prazeres concorda tem dias Bons dias ruins se vem depois dos males Aventura vem depois dos Prazeres a desgraça vejam que é um poema
não muito otimista mas ao mesmo tempo ele tá dizendo vamos aproveitar o tempo vamos namorar vamos ver os bichinhos vamos dar mãos dadas enfim né estão os mesmos Deuses sujeitos ao poder do ímpio fado vamos traduzir isso ímpio quer dizer o contrário de piu piu é santo bondoso mas ele tá dizendo que a vida o destino é esse destino Não é piedoso ele é Impiedoso portanto mesmo Os Deuses estão sujeitos a impiedade do destino fado e destino concorda com isso o destino é implacável O tempo passa as envelhecemos né a gente perde agilidade pele inteligência
enfim é uma desgraceira você sabe mas vocês são jovens vocês têm que ler esse livro ao contrário nossa vou aproveitar eu sou Marília eu sou Dirceu eu vou aproveitar com responsabilidade é claro né mas é isso né E aí vai se dar o Apolo porque Apolo porque Apolo vocês lembram Deus que governa o monte onde estão as nove musas do Apolo Apolo é o Deus solar é o Deus que inspira as deusa e os poetas o Apolo é o grande Deus então ele diz Apolo mesmo Apolo já fugiu do céu brilhante porque o Apolo ficava
de uma morada alta na antiga Grécia na mitologia grega Apollo mora um monte muito alto e quando ele desce desse Monte esse monte até um alto que o sol está mais perto dele do que nós Obviamente então ele usa essas imagens Apolo já fugiu ao céu brilhante ele já escapou do Sol mesmo Apolo já fugiu do Sol né já foi pastor de gado quer dizer ele desceu do Sublime do elevado e virou pastor como eu veja é só Apolo até eu né quer dizer O Poeta está se comparando com vários elementos que remontam a Grécia
aos latinos a mitologia que o Camões também utiliza o petrarca no século 14 quer dizer ele é uma longa tradição poética que vem desatividade e Em média século 16 17 18 ele não está falando sozinho a uma tradição por trás dele né quer dizer esse para um poeta como Tomás é inconcebível nós criarmos algo novo concordam que é uma tradição fortíssima embalando os poemas dele muito bem na segunda estrofe ele vai dar um recado mais nervoso vai dizer assim a devorante mão da negra morte tudo bem gente a morte devorante assustador isso a morte nos
devora fica assim nossa acaba de roubar o bem que Temos esse bem pode ser o tempo pode ser um amor o bem para mim aqui é o tempo a morte ela está avançando quanto mais tempo a gente ficar sem fazer nada sem aproveitar a vida a morte vai roubando esse bem que nós temos que a única coisa que nós temos é o tempo repare como é triste isso nós só temos o tempo e olhe lá se fomos assalariados até na triste Campa não podemos zombar do braço da inconstante sorte que que acampa que não é
erro de português canta É a tampa do caixão é fúnebre poema vejam para ele assim convencer Marília de que ela tem que aproveitar a vida com ele ele fica falando da morte o tempo inteiro os filósofos fazem esses conhece filósofos Mário Sérgio Cortella Eles não falam isso você vai morrer você vai morrer né aproveite com responsabilidade Mas você vai morrer deixe sua marca no mundo faça um trabalho certo 18 comigo quando Estiverem na USP né enfim vejam que é muito marcante para vocês isso né então vejam que nem o morto nem as pessoas que já
estão na cova no caixão podem zombar da sorte porque a sorte é inconstante e seus zombar dela se não for por exemplo no século 18 católico como poeta é eu zombar desse poder do além pode me levar para o inferno se eu não for uma pessoa jurizada discreta etc é [Música] Ou seja zombar do braço na constante de sorte porque porque esse sepulcro esse lugar a cova o lugar né o lugar que você coloca a gaveta né Onde está enterrado o corpo que os seus avós ergueram ou seja seus ancestrais não é Gente Pobre aqui
né gente tá segurando uma pessoa com tradução morreu vou lá para o mausoléu dos meus avós é esse que as pessoas ricas fazem até hoje é assim né É então assim zombaram do Braço da morte perigoso né apesar de você estar na Tumba perto dos seus ancestrais essa estabilidade é meio enganosa né não é não é descansado é descansado mas é instável né portanto assim como no campo e a morte e arranca os frios ossos quem é o ferro do Torto vocês lembram é a foice Gente assim é um pouquinho fúnebre o poema é a
morte está escrevendo a morte Portanto é assim o primeiro verso minha bela Marília né tudo passa é assim a morte está aí hoje amanhã daqui 100 anos Não sei quando mas aproveite a vida né e finalmente para eu não sei se eu vou pular esse aí isso é muito bonitinho só o comecinho vocês babarem um pouco no xaveco 3 né Olha que bonitinho isso é muito Camões também Petra arca todos já falaram esse xaveco gente é um eu tô brincando que o xaveco para ficar leve para vocês mas se chama em nós que estudamos essas
coisas antigas isso chama tópica lugares comuns que vêm dentro dos antigos top que é uma Repetição de temas né então Esse verso não sei Marília que tenho depois que viu o teu rosto bonito né epifania pois quanto não é Marília já não posso ver com gosto Olha que bonitinho é só vejo Marília agora né Maria está em todos os lugares quando você estiver apaixonados vocês vão ver que é isso acontece algo parecido já estiveram vocês começam ver o nome da pessoa assim Né tomando chá chopp feijoada um pavê não interessa está assim Marília divertido né
eu vou pular para a próxima aqui olha só o último apoio meu último trecho para a gente dar risada se vocês quiserem Mas pode chorar também que é muito mais emotivo e Pode render algum Ibope no Instagram né é divertido dessas com a gente porque justamente porque ninguém estuda mais isso ou pouca gente estuda por isso que É legal que cai no vestibular porque eu vou ter um monte de exército para trabalhar comigo Olha só gente parte 2 supostamente o Tomás escreveu preso estes versos e esse aqui é um dos mais emblemáticos dos mais significativos
da segunda parte olha o que ele diz esse se me viras português mas que perfeito conhece né sem medidas é uma construção antiga que hoje seria cinevices com esses olhos né Você me viras com teus olhos veja teus Marília né se me viras com os teus olhos nesta mas morra metido nesta prisão metido de Mil Idéias funestas ou funestas e cuidados combatido ou seja com Mil Idéias pensamentos negativos e cuidados combatido ou seja sem cuidado Ninguém cuida de mim aqui ó Marília ele está se lamentando qual seria homem a bela qual seria o teu pesado
vejo que agora mudou o discurso ele não está falando com ela de perto Mas na imaginação se você estivesse aqui se tu estivesses aqui verias ou Marília como eu não tenho ninguém cuida de mim eu sou abandonado uma masmorra e aqui gente tem andado histórico importante a Ilha das Cobras onde ele ficou preso durante três anos sem apelação sem nada é a saída das cobras até hoje existem uma cela muito similar que ele ficou e a gente vê água escorrendo o tempo inteiro da umidade das Pedras não tem tratamento hidráulico é de propósito é para
causar Amor mau cheiro aí o poeta tinha o Prisioneiro tinha que fazer as necessidades lá grande vem filme é uma masmorra é um portão de ferro com tudo de pedra e ele ficava lá trancafiado né supostamente como ele é um cara Nobre ou Fidalgo ele teve acesso a papel né Pena papel mais ou menos né papel da época né pergaminho papel entre aspas pena de escrever isso supostamente ele pode escrever supostamente os poemas né Tudo bem aqui Primeiro estrofe ó Marília Se você visse que situação em que eu me encontro se esse Condor de mim
ó né e a segunda estrofe esse ai craseado mesmo a força da dor ou seja Mediante a dor você sedeia eu sedeia e não estaria Vivo se eu não tivesse seu amor a esperança do seu amor é bonito isso né você não me alimentar-se do seu amor eu já estaria morto que me alimenta é o amor a saudade da Marília né se o menino Deus vendado quem é o menino Deus rendado você já Sabem Cupido né se o amor ou seja se o menino Deus vendado extremoso e compassivo com o nome de Marília não me
viesse animar ou seja se o amor personificado na lembrança que eu tenho de Marília não me viesse dar um ânimo já que estou praticamente condenado à morte porque não sei se vou morrer ou não ele tá preso nesse exemplo Tiradentes também foi preso os Inconfidentes foram todos presos na Ilha das Cobras só que um foi Morto e outros não quem foi morto o que não era Nobre obvio né Nós pegamos para dar exemplo os poetas nobres eles obedecem a cláusula das Ordenações das leis do reino que previam que mesmo crimes muito graves como a conjuração
mineira esses poetas pudessem ter a pena negociada mas Tiradentes não Tiradentes é um é um cara de um nível social mais baixo mais simples né ele é um cara ligado aos soldados rasos né do século 18 ele Também tem Minas ele também tem Minas onde ele extrai ouro né O Tiradentes também tinha por isso Tiradentes é um dos grandes líderes dessa dessa Conjuração ao lado do Tomás Cláudio Manoel da Costa e outros poetas né porque Tiradentes tinha interesse direto porque essa cobrança do que lembra que é o quinto gente o imposto português do Ouro cobrar
um quinto do Ouro que você tem todo ano os portugueses cobravam a coroa os coletores da coroa passavam Cobrando o quinto que é o imposto da época né só que quando tinha bastante ouro em Minas Gerais o quinto era fácil de dar porque tinha ouro sobrando mas em poucos anos de extração de exploração regulação obviamente esse ouro não tinha mais como dar conta do quinto essa cobrança do Imposto obrigatório pela coroa portanto uma das causas da conjuração mineira não foi assim libertar a escravidão não uma preocupação da conjuração mineira é Evitar a perpetuação de um
imposto que ao ver desses homens e de outros para eles também participaram era uma cobrança injusta arbitrária que mostrava o poder despótico do Rei etc mas não tem nada de revolucionário perceberam é uma é um interesse pragmático eu não quero pagar tanto imposto é isso o fundo da Conjuração que aí o governador usando o Barbacena que é um cara muito interessante do século 18 Visconde de Barbacena esse sujeito ele usa uma tramoia para digamos acalmar os revoltosos porque isso já já tá rolando essa essa esses rumores de uma revolta já estão circulando imagina Vila Rica
é muito pequena né cidade São muito pequenininhas são Vilas um fala o outro já sabe né Então essa preocupação então O Poeta está inserido Neste contexto histórico né de uma conjuração mineira e defesa de menos impostos muito resumidamente e claro de uma possível Descentralização não do Brasil uma descentralização em relação ao reino português que é diferente continuariam portugueses Mas não tão presa ao Rei absoluto né de Portugal então Estou finalizando aqui a fala espero que vocês tenham aproveitado Leiam livrinho que é muito bacana a parte 1 e 2 São Muito bonitinhas a parte é mais
otimista você não vê que ela é mais alegre a segunda que vocês viram ele fala mais de morte De cadeia é isso obrigado pessoal [Aplausos] como ele tem um certo escapismo durante a prisão e também uma idealização da Marília então do ponto de vista do vestibular sim respondam sim vestibular mas se você estivessem já comigo aqui na USP antes a questionar um pouco isso mas eu não posso fazer isso agora que vocês porque estão na do colégio e vão passar para Graduação ainda mas se estivessem já que eu ia provocar vocês para desconfiarem dessa forma
mas o vestibular se dizem que sim sim com certeza a um pré romantismo porque tô dizendo que isso é questionável né porque se concordam que o Tomás não tinha como saber que ele era pré romântico ele não tinha como saber romântico antecipando o romantismo brasileiro ele não é Brasileiro é português antecipam ou são precursores de alguns Temas caros ao romantismo por exemplo escapismo né espacial ou o escapismo nos sonhos né nas imagens no tempo sentiam que Sim sempre depois que entrar na que a gente conversa eu queria perguntar porque que ele teve tanta relevância porque
que ele se tornou tão importante se ele copiava entre aspas assim Camões então ele ele tem uma relevância porque essa noção de que nós não copiamos mais Modelos ela é muito recente nosso tempo não admite isso né quando eu tiver um plágio a gente fala nossa aquela banda copiou Led Zeppelin que por sua vez copiou uma banda dos anos 50 isso é muito comum na música pop na música chamada moderna mas no tempo do Tomás e desses poetas arcades seguir modelos era quase uma obrigação eu não tenho direito de ser original Original é uma coisa
romantismo Nós não somos originais século 18 o máximo que nós fazemos é Inovar ai vou mudar essa rima aqui que o Camões tinha feito um século 16 eu vou fazer uma pequena alteração na ordem das palavras para mudar um pouquinho mas percebe ele tá brincando com o modelo ainda antes de passar aqui tem uma pergunta que veio do chat na Internet que diz assim uma pergunta ao professor na Lira 13 na quarta estrofe o poeta cita a história de José Filho do Patriarca Jacó do livro de Gênesis isso não seria uma Tradição Eu acho que
eu não sei se eu entendi a pergunta assim o fato de ele citar um personagem bíblico eu acho que não fere né porque o poeta é assumidamente católico o homem tomate Gonzaga é fiel ao rei e portanto a Deus e o Deus católico isso está inquestionável não vai você não vai ver nem que ele fosse ateu ele ia poder declarar isso nem cartas nem poemas isso está fora de questão no século 18 isso até hoje Aliás A gente sabe que tem uma polêmica Quando você diz eu sou ateu sou agnóstico sou umbandista a gente sabe
que isso vira no Brasil né É porque o estado laico aqui ele é meio né incerto embora exista na Constituição de 1891 já previa isso na República mas não fere eu acho porque ele está justamente contrário né ele está respeitando ainda que ele possa estar reprogramando a história bíblica ele não está desrespeitando a história bíblica Está recompondo personagens à Bíblia para alimentar os poemas que são catolicíssimos dentro de um reino católico que é o rei português e dentro de um estado que é escravocrata e que ainda vigora uma ideia no século 18 de guerra justa
nós podemos conquistar Quem nós quem quisermos Em Nome de Deus ou do estado português enfim da expansão do império porque esses seres inferiores a nós é a guerra justa então acho que não tem essa ofensa eu Acho contrário acho que é um respeito ainda que ele adapte a historinha das personagens é uma forma de venerar Olá boa noite eu tenho duas perguntas uma de ordem mais prática assim Acho que vocês sim ou não mas a primeira é que eu enxerguei a minha leitura ao longo de algumasneiras que Claro ele idealiza a figura da Marília e
enxerga as virtudes dela mas em alguns momentos ele falar você tem a beleza mas agradeça por ter um poeta para perpetuá-las ao longo do Tempo então a minha pergunta nesse sentido é em que sentido essa beleza da Marília ele atribui a ele mesmo no sentido do fazer poético dele e se a gente pode relacionar isso que sabe como discussões relacionar contemporâneas da figura da mulher e a segunda questão é que é muitos professores de literatura ao longo desse ano da preparação do vestibular tem salientado que a terceira parte apócrita não vai ser cobrado no vestibular
e eu queria que você Destacasse você acha que todo mundo ficaria feliz obrigado ótimas perguntas É de fato assim quando ele elogia Marília sim de fato e quando ele disse que ele é capaz só ele é capaz de descrevê-la apesar de faltar em palavras e Tintas né eu não consigo descrevê-la de fato Sim há um auto elogio como fazer dor de poesia né como competente poeta porque que isso é importante no 18 porque no século 18 uma das formas de você se distinguir Socialmente na corte portuguesa era ser habilidoso Nas artes poesias cultura pintura enfim
e um homem letrado como Thomas que sabe lá tinha em francês espanhol as línguas modernas este homem é muito culto eruditíssimo sabe a Bíblia vários trechos sabe vários tratados de Código de Conduta né que prescrevem esse sujeito quando ele fala da Marília Bela belíssima isso não é dele também isso é uma tópica é um lugar comum que vem antigos não é o Tomás Indivíduo é a Persona que ele inventou que está brincando de mitar os modelos lembra sempre tem essa coisa no século 18 para o vestibular sim acho que ele pode dizer eles perguntarem no
vestibular né Qual a função do elogio é primeiro de escrever que faltam palavras mas embora a falta em palavras ele gasta 99 liras ou mais descrevendo Marília sintoma das três partes E aí já respondendo a segunda pergunta da terceira parte de Fato a terceira parte eu acho dificilmente será cobrada eu acho que deve haver de fato um direcionamento para que não seja porque ela não envolve mais Marília ele envolve outras personas personagens femininas e portanto não faria muito sentido se o propósito é estudar o retrato da Marília percebe tem outra não é só Líder que
tem mas aí tem ódio tem Soneto tem outras coisas eu acho que sim Acho que não cai mas de qualquer forma Leiam pelo Menos dê uma passada de óleo essa parte que a poc foi o suspeita né para ver a habilidade desse poeta que escreveu a gente não sabe se foi tomar se não foi mas de fato há uma recorrência de temas amorosos de novo embora Marília não seja mais o objeto tá bom obrigado tem mais uma pergunta que vem da internet acho que aí eu vou colher depois mais duas perguntas e a gente vai
caminhando para encerrar a Emily disse que amor sua aula e Agradece pela disponibilização de estudantes que não puderam comparecer aqui fisicamente e pergunta em Marília de Dirceu alterações de tempo e espaço dentro da obra A referências ao Brasil tempo espaço sim porque a primeira parte se passa numa paisagem imaginária que a gente supõe que seja Vila Rica ou qualquer cidade próxima e Vila Rica na época mas na segunda parte das ilhas vocês lembram ele está preso né lá no Rio de Janeiro Então é uma mudança assim de espaço porque agora ele fala da prisão e
não mais do campo aberto então sim é uma mudança de tempo e espaço aproveita já tá contextualizado né não ficou muito claro para mim desculpa na parte 2 é o eu lírico que está preso ou é o autor que está preso ou nessa parte de hoje a gente tem uma confusão entre eu lírico e o personagem e o autor eu acho que a resposta menos complicada é dizer isso né o vestibular Sempre pro vestibular o vestibular espera que vocês saibam Nessa biografia do Thomaz que ele foi preso de fato três anos e que supostamente ele
escreveu por isso que ela publicada depois lembra sete anos depois então essa distância não é só uma questão de tempo de escrita é porque o tempo para que os livros chegassem em Lisboa que vão sair pela mesma Editora a mesma tipografia não desse ano que vai publicar as duas partes com sete anos de diferença quer Dizer ou ele levou ou alguém mandou mensagem chegou em 99 para ser publicado né Possivelmente ou alguém levante não tem como saber isso quer dizer eu não tenho registro disso e a Raid que tem essa edição mais confiável mais recente
também não não tem como saber disso ainda tá pesquisando né mas sim eu acho que você pode dizer que sim a uma convergência vamos dizer confusão que pessoa meio estou confuso a uma Convergência uma aproximação entre a biografia do Thomas e a representação decidir seu desse sujeito lírico quer dizer há uma convergência não quer dizer que seja exatamente igual Mas uma coisa esperou a outra na segunda parte Possivelmente a minha pergunta tá muito relacionada para o que você acabou de falar então é mais uma questão pessoal minha quanto a uma afirmação sua no começo da
palestra sim que era a de separar a vida do Dirceu da vida do autor Gonzaga no decorrer do livro não é muito claro mas eu tive o sentimento de que muitas das vezes os problemas do próprio autor as liras elas representavam o sentimento dele então muita das vezes ele quer representar a Maria donoteia e para fazer isso ele usa o que ele tem a beleza dela que se a gente for voltar para o contexto da história do autor é Interessante que ele não tem essa convivência com ela o que que ele tem para representar ela
a beleza então várias liras são sobre a beleza dele dela e era justamente essa minha questão Será que é tão separado a vida do Autor da Vida do Dirceu um personagem então é uma pergunta eterna essa que nunca vai saber até que ponto né a gente não tem como medir até que ponto essa figuração da Marília é de uma mulher de carne osso Ou é um retrato já imaginado né porque vocês lembram a poesia é um artifício não é expressão do que o sujeito sente o tempo inteiro eu posso por exemplo o Chico Buarque eu
pensar numa coisa mais recente no compositor recente quando fica o Buarque faz uma música e que o eu lírico é feminino obviamente não é o Chico né mas ele consegue transportar para a música certamente experiências dele né ou coisa que ele ouviu das mulheres mas veja que Não é digamos uma autobiografia é uma representação é um conceito importante para esses poemas do 18 porque o nosso tempo não admite muito isso né quando a gente vê uma banda tocando hoje Skank Coldplay scank acabou mas enfim essas bandas que existem hoje né o Titãs voltou Vejam Só
que coisa né mas enfim quando a gente vê certas letras a gente pensa assim a gente sempre quer saber ai será que esse essa letra diz respeito à vida pessoal né Taylor Swift né que a gente acampando é uma coisa assim É estrondoso né me assombroso assim ficar meses acampado tomando chuva trovão quer dizer é mais que a Marília é isso né se a gente pensar e aí vamos supor que eu esteja no show da na fila do show da Taylor Swift e eu vai escrever uma Lira para ter o Swift e vou chamar de
teoriana nessa para disfarçar né mas repare que mesmo quando eu fizer isso não é mais a Taylor Swift não vou ter contato com ela o Tomás Ainda teve contato porque ele chegou a pensar em casar com ela hoje um namoro um cortejo entre eles mas vocês viram que ele era tão apaixonado que chegou em Moçambique já foi casado de novo né então isso é muito questionável mas só para vocês vocês desconfiarem que a biografia mesmo quando a gente faz um texto autobiográfico diário quem está escrevendo aquele texto é um enunciador que a gente inventou certo
eu vou dizer uma coisa por isso que seja para eu ler A gente sempre no fundo acha que alguém vai achar aquele diário no fundo no fundo é assim se achasse esse diário nem te conto E aí a gente já imagina uma ficção a gente recria a memória a memória não é confiável então quando a gente escreve um poema ou uma prosa a nossa Persona que escreve já tem uma distância concordam não sou eu que estou escrevendo é uma Persona que eu inventei já é uma Segunda instância Mas isso não quer dizer que eu não
posso encontrar Paralelos biográficos embora eles não expliquem todos os poemas eu posso dizer que é paralelo vai dizer que assim a O Poeta está sangrando assim não tá a cara de largura por uns 60 de comprimento é a casinha dele essa o cara é poderosíssimo então assim percebe poema figura o bucolismo uma vida no campo que ele não praticou uma Marília que não corresponde exatamente a Maria Dorotéia embora alguns traços sim da Juventude a beleza o sentimento Talvez sim mas a gente não pode afirmar 100% bom isso aqui é a cara Maria Dorotéia Seixas porque
elas ela virou personagem perceberam a gente tem um artifício tudo bem mas dá para dizer que paralelos bom pessoal por hoje é isso algumas perguntinhas gostaram da aula do professor voltariam para uma próxima aula com ele então por favor uma salva de palmas [Aplausos] [Aplausos] o professor ele aqui eu tô mostrando para vocês ele escreveu esse livro é um livro para estudante se vocês quiserem o material de apoio para trabalhar com Marília de Dirceu e também as obras literárias do século 18 tá disponível nesse site é de graça gente é um e-book bem trabalhado então
fica a dica tudo bem perfeito agora vamos para os recados paroquiais que eu sempre dou no final do Do da aula primeira coisa não precisa uma mesma pessoa fazer mais do que uma inscrição várias pessoas fizeram isso e não tem sentido se você fez uma gente a gente não vai mandar vocês embora de novo então por favor não precisa fazer mais do que uma inscrição uma pasta tudo bem sim pessoal falem Ok obrigado a segunda coisa que eu quero mostrar para vocês eita Não não quero ajuda do PowerPoint Aqui em agosto Que data vai ser
a próxima aula nossa e isso vai ser qual livro é um outro livro que eu acho que vocês devem estar totalmente desesperado porque não tem muita bibliografia aqui no Brasil Tá mesmo eu vi eu vi então venham porque a gente conseguiu os livros para doação perfeito Ok alguns gente alguns em agosto nós temos também uma outra aula Quem é perfeito vocês estão bem atentos Isso é ótimo então por favor espalhem a palavra de que teremos duas aulas em agosto perfeito ok outro detalhe importantíssimo as nossas aulas perdão a nossa as inscrições estarão disponíveis sempre na
segunda-feira da semana do dia da aula Tudo bem então vai ser pelo Instagram E o site oficial da BBM tudo bem OK agora vamos ao sorteio porque eu sei que vocês querem entrega os livros destes pessoas aqui para tirar foto por favor pessoal façam o seguinte quando a gente fizer o sorteio quem foi o sortudo Venha para a gente tirar uma foto tudo bem a outra coisa também a gente vai tirar uma foto de vocês todos com o professor então não vão embora por favor A gente vai tirar foto agora gente o número que me
falaram ah calma aí ainda não aí [Aplausos] falaram para mim que tivemos 253 pessoas aqui tem algum número acima desse Qual é o seu número moço 270 tá você é 254 Bora lá Bora lá Bora lá primeiro número Eita sai daqui cortando 189 não tá aqui Ah tá aqui ok segundo número 190 terceiro número 149 quarto número 192 quinto número ainda tem esperança gente 61 sexto número 29 Eu acho que eu coloquei sétimo número dois primeira pessoa quase um dois três quatro número cinco nono número 88 agora todo mundo fica ansioso né eu o último
número 252 bom é isso pessoal Ah tem uma coisinha é Obrigado a companhia das letras que fez a doação desses livros gente só isso mesmo obrigado por vocês estarem aqui Bom retorno e que a gente se veja no próximo encontro beijão para todo mundo