[Música] [Música] [Música] [Música] a maternidade do hospital nossa senhora das graças é a única maternidade do município de sete lagoas e é referência para 35 municípios da região a gente até já atende em média 1.200 a 1.500 pacientes é que na admissão dessas pacientes 40% é internada ea gente faz em média 400 partos por mês é que o hospital hospital filantrópico até 1 70% dos pacientes do sus esses parceiros passam pacientes tanto do sus quanto de convênio particular [Música] o projecto douro ele surge no hospital nossa senhora das graças em 2011 como uma das ações
do programa nacional de humanização é houve uma mobilização das enfermeiras que à época trabalhava no hospital que conheceram esse projeto de mim curso de pós graduação que estava fazendo e resolveram implementá lo aqui no hospital o grupo ele surgiu de uma é uma reflexão mesmo sobre o que a gente vivia dentro do hospital né é de mulheres que ficavam sozinhas no momento do parto no momento da dor no momento é importante da vida delas eu trabalhava na maternidade na época ea gente tinha processos assim muito difíceis lá dentro e essas mulheres ficam solitárias quem acompanhar
essas mulheres eram às vezes as pessoas que ficavam na faxina as meninas da faxina e é dos serviços gerais e eu senti essa necessidade de alguém próximo dessa mulher eu busquei bibliografia busquei como fazer algo diferente né c foi um norte assim como mudar e como fazer melhor a minha actividade todos os dias e eu descobri que existia acompanhantes de mulheres em trabalho de parto e aí comecei a pesquisar um pouco mais essa pesquisa essa conversa com com o hospital levou um tempo contei com a ajuda de algumas pessoas algumas enfermeiras novas leão golo principalmente
do grupo é médico um profissional médico muitas vezes está acostumado com outras pessoas na no cenário da área de parto nem sinais não acreditar na gente né e ficava lá aquelas coisas em chegadas virava a cara não queria te perguntar uma coisa não dá atenção para a gente sabe a gente da parte médica era algo meio desconhecido né ea gente tinha uma certa dificuldade de perceber qual o que seria realmente o benefício desse trabalho eu o homem nega busquei mais informação busquei como fazer isso busquei ajuda e nós tínhamos momento a cumprir que era inserir
o acompanhante da mulher a escolha da mulher na sala de parto quando nós pensamos que este acompanhante entrando na sala de parto e precisaria de um apoio pode alguém que para dar atenção foi logo entende que a bola seria essa pessoa a dor seja uma pessoa que faria esse contato entre o paciente né e seu familiar com a equipe de assistência ao parto não é contínuo marido não querem assistir o papa porque fica preocupado não tem coragem então vou incentivá-los a acompanhar a esposa e toda torta esposa vai ficar muito feliz de estar ao lado
dela né e fica mesmo quando ele chega lá falou ou você veio que bom né porque a gente assiste é o acompanhado de um lado ea dona do outro segurando na mão da janela e segurar na mãozinha certas o ano a gente limpar o rosto delas é aquele carinhas and de mãe para filho nem assim a diretoria acreditou nesse projeto e através de sensibilizações repetidas né do corpo clínico não foi só uma vez por várias vezes reunimos com o clínico conversamos com eles mas conseguimos quebrar aos poucos essa resistência à medida que elas estavam sendo
bem recebidas é colhidas nos plantões favoráveis para que isso acontecesse mesmo não sendo plantão daquele médico ele vinha às vezes a gente a gente vai implantar os que não são de nossa então a gente já conhecendo o trabalho nos profissionais de um resistente a gente aproveitou aqueles que têm uma formação mais recente uma formação mais próxima da outra política de humanização preconiza para começar a introduzir nos plantões de que os profissionais estão presentes eu acho que nós aprendemos a gente foi aprendendo a lidar com mais esse componente porque acho que elas fazem parte da equipe
apesar de ser um serviço voluntário elas são da equipe de assistência obstétrica a gente vai trazendo pra elas algumas informações elas perguntam muito pra gente o que pode ser feito com determinada paciente o que é perfeito pra outra porque a assistência é individual né individualizada cada paciente vai trabalhar um lado dessa assistência que elas podem oferecer então assim pelo menos comigo no nosso plantão as coisas são muito divididas muito conversados esses próprios profissionais começaram a comentar com os outros sobre os benefícios e que existir e com isso a gente pode começar a expandir de um
plantão para 2 de 2 para 3 até que depois de passar um tempo aproximadamente us 10 a 12 meses a gente já tava com todos os plantões cobertos com esse profissional é importante assim você ajuda se ela não aceitar mais de 40 nação já que o auxiliar quem foi nem no mundo quem trava bebê por pressão da italac bom jardim isso tudo foi uma conquista nenhuma conquista mesmo que o ji-paraná central gente é uma coisa que a gente já nem pensa trabalhar mais sem essa assistência que a gente entende que falta uma e quer saber
o que aconteceu porque não foi que te precisa de colocar mais gente poder ajudar né então é algo hoje que já é indiscutível tanto é um é tão necessário e hoje a nossa grande dificuldade nossa campanha é conseguir a a um trabalho das donas nos plantões da noite porque eles vêm aqui a mãe relaxado a mãe com a confiança e com o carinho que essa profissional pode transmitir ela tem um pacto mais tranqüilo as crianças nascem com melhores condições do que um pacto em que você não tem esse apoio adversário nós podemos observar a evolução
obstétrica para quem viveu a essa geração vinte ou vinte e poucos anos e obstetrícia é viu que realmente existe uma mudança uma quebra de paradigma com a adoção dessa forma de condução o pa a presença começou transferir colocou da do lado na fase ativa de trabalho parte realmente amenizar e traz um trabalho de parto a gestante com muito menos impacto se você for ver a questão científica de evidência a no que diz respeito à boa condução das práticas obstétricas atuar porque às vezes há dificuldade elas estão lá pra pegar na mão principalmente do acompanhante depois
de ver o paciente não gostar tu vê como quetta elas têm essa questão não é só a questão do alívio só dá dor não é só questão da paciente nela estão envolvidas com todo o processo é uma eternidade ela experiência para lidar com essa assistência multidisciplinar elas têm que ter esse acolhimento com a participação da dona da família neves maria df é superimportante integrado no projeto tá pra dar o apoio do sentiu fica aquele momento nascimento que quando a gente fala em equidade a gente tem que pensar que não só aquela paciente que está num
grande hospital particular deve ter acesso a presença de familiares amigos ea gente também sabe que mesmo tendo acesso aos familiares e amigos durante este momento essas pessoas às vezes não estão preparadas para sozinhas com apoiando a gestante no momento do parto que é um momento difícil mas um momento importante maravilhoso na vida não só da mulher mas também na vida de todos aqueles que vão receber se o bebê então nós formatamos um curso de maneira que as pessoas e entender um pouco sobre o que era passar pelo momento do trabalho de parto nós fizemos uma
cartilha onde ficava eu queira se doa quais eram uns momentos do trabalho de parto e é o que ela poderia fazer para ajudar essa mulher a passar neste momento o alívio não foi um colecionador 1 desde banho a massagem a utilização da bola da escada próprio deambular própria verbalização é em são de souza isso tudo água foi enterrada para desenvolver junto com as mulheres nisso respire são elitistas que ele a mãe do espelho país na terra procurei não sabem acerca de financiar o estudo baixo é uma alegria de ver o rostinho seu filho logo que
cheguei no hospital a gente utiliza muita medicação para a dor te dá uma dica as fortíssimas que isso na verdade brasil é repercussão não na saúde do bebê que nascia então a gente uma medicação que atuava no sistema respiratório as crianças a nascer definida precisava demais procedimentos isso tudo porque chega num determinado momento do trabalho de faro onde a sua mulher e senti me como um ensino noite ela está sozinha ela tem ninguém que acompanharem de confiança esse processo de dor medo e tensão ele amplia com a doula o que a gente percebeu que a
mulher gritar - elas entendem o trofense na dor e ela vivenciou isso como um processo natural e fisiológico do papa e aí elas esse rendimento medicação tão a garantir também que é com a assistência da do agente tem se uma economia é dentro dessa gestão está lá a gente entrar na bola ea gente canta com rimas agora antigamente útil janete agora já outras buscas mais moderno né e canta com ela saia tudo bem lê sem gritasse sem chorar sabe é pedido pela defesa ele é bem menor quando a dona tatu ano e aí a gente
tem um grupo com a diminuição nos 27 de medicação antes do parto este ano o que nasce mais saudáveis e com isso a gente vê que uma das metas do ministério é diminuir o número de cesarianas para aumentar o número de partos normais o projeto do latão impacto positivo muito importante a taxa de cesariana em prime gesta né nosso p cair na nossa caixa diminuiu eu acho que tem um pouco é o resultado um pouco desse nosso trabalho infelizmente com a hospitalização do parto houve uma medicalização de um processo que ele é natural né então
a gente esse abuso das taxas de cesárea do controle no brasil onde veio esse conceito de que o pacto manhã uma situação médica que precisa ser interrompido e não é uma situação da vida que precisa continuar a mulher acreditar que vai dar conta à mulher será assistida para dar conta deste pacto sexta-feira já ia completar 41 estava dominado eu fiquei toda feliz por ela ter e essa massa nacionais que benção de deus na minha vida sorria muito que a criança vai nascer livre e este momento ser um momento de tranquilidade e vai fazer com que
a possibilidade desse bebê nascer bem lá com a famosa notinha que todo bebê recebe ao nascer nós queremos nota 10 isto vai facilitar o crescimento neuropsicomotor adequado isso vai criar uma população saudável para dar continuidade nesse mundo nesse brasil crescer melhor tinha feito todo o planejamento da leão particular só que até então não sabia sobre existência da dona quando chegou a hora do parto ela chegou e do mérito é importante a presença de londrina quanto mais tempo eu lembro como se fosse ontem a dani chegou lá ela ela estava muito nervosa chutou muito por ser
a primeira experiência dela queria muito cansado por este momento eu também não conheço o projeto tinha 18 anos fui acompanhar uma finta durante trabalho de parto dela e lá eu conheço o trajeto me apaixonei por ele até então não era o meu perfil de estar lá porque eu tinha 18 anos não tinha filho era muito nova mas eu me apaixonei tanto mas tanto que eu pedi uma oportunidade por meninas e elas me deram e já faz parte o que eu tô lá cada dia uma nova descoberta no caso a presença da bola pra mim diz
pensar na minha opinião foi fundamental para me sentir me sentir protegida é de forte ela era me ajudou muito a conversou muito comigo ela cuidou do parto como o carinho mas que ela estava como voluntária trabalhado lá e ela só sai o pagamento que já estava já saí tabela trabalhador ele não é um trabalho quantificável é mensurável através de indicadores não dá pra saber quanto de amor à dona se deu quando os toques ela ofereceu pela manhã um tipo de massagem natureza tal mulher ele é um trabalho que ela é muito mais subjetivo do que
o objetivo e quando a gente vem pra dentro das instituições hospitalares onde hoje em dia nós temos que mensurar tudo indicadores é quantificar as coisas a gente não consegue e garantir o entendimento dos gestores que esse é um trabalho importante de que esse é um trabalho pesado diferente o nosso projeto tem caráter esquecer é um projeto onde as ondas são voluntárias então nos recebem nem calor para esse trabalho mas a gente sabe que é um trabalho como cortar ele é um trabalho que trará é de benefícios para a mulher traz benefícios para a família e
não aquilo que o destino dos gestores precisam entender isso às vezes ele não tem um lucro com o trabalho da dor mas ele tem uma relevância e tem um papel no ifes a situação do atendimento sobre a iniciativa como essa que vocês colocaram um prêmio nacional de humanização é estimulam a hospitais prestadores de serviço a repensarem suas práticas eu acho que quando a gente tem um reconhecimento né do de um órgão como o ministério da saúde a gente se motiva cada vez mais para que novas idéias surjam e o projeto ele me possibilitou estudar sobre
as políticas de humanização eu acredito sim no sus que dá certo por isso porque eu descobri a humanização eu descobri o empoderamento da mulher e comecei a trabalhar dentro do que a psicologia poderia nos oferecer essa identidade da dona que é uma mulher leiga mas que vai trabalhar num contexto os que estão lá geralmente onde predomina nessas tecnologias da medicina ea dólar ela entra ali e ela não pode se perder nesse contexto ela tem que manter a sua identidade algumas competências também pra dor ela tem que ter uma amabilidade ela tem que ter criatividade ela
tem que saber respeitar as normas do hospital porque o salão garten normas neffa sabem que elas às vezes elas têm que afastar deixa a equipe trabalhar mas às vezes naquela publicação vai chamar o componente ela vai colocar acompanhante no lugar adequado vai oferecer um copo d'água fla calma que eles vão conversar com você além disso a gente conta com uma população que se doa porque é importante colocar que o projeto é composto somente por voluntários então ali tem uma causa humana pessoa está ali porque ela acredita realmente look é ela pode trazer de benefício para
o outro teve uma que uma vez me falou uma coisa que eu fiquei assim achei a coisa mais bonitinha que a hora que ela chegou no hospital ela pediu a deus que viesse um anjo acompanhá-la e que quando ela chegou no quarto e que eu cheguei cumprimentei conversei com ela ela agradeceu a deus que o anjo já estava no quarto com ela eu peço a deus que eu já estou com 80 km demais muitos anos de vida para mim continuar a fazer esse trabalho que eu faço porque a gente aprende muito a gente se torna
uma pessoa mais humana também né a gente aprende a valorizar o outro a respeitar os limites de cada um perdoa é a mobilidade expressão de amor humanização há suporte emocional um conhecimento claro em mãos afetividade dedicação doação carinha de mão aqui o agradecimento pelas vemos o amor respeito e doar um pouco de si ao próximo schrage mesma generosidade e compreensão solidariedade [Música] o [Música]