[Música] Terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vilel e tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do anfitrião que vos fala, porque sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais eh, como que eu poderia dizer, eh, investigativa do que a nossa. Investigativa, eh, eh, Pitoresca. É, eu ia eu ia dizer e qual seria a palavra para perfil, né? Perfil, perf, ele é perfilador, né? Como que depois a gente vamos ver qual que é posso discordar já de Já já
pode, já pode de cara. Primeiro que primeiro que eu admiro muito a sua Boa noite a todos. Boa noite, Vilela. Boa noite a toda a equipe que é um prazer estar aqui com você. Mas você tava falando de alguma Coisa estranha que ia trazer não sei mas mais estranho ou mais lindo. Esse cenário é caótico. Porque esse cenário é impossível. Eu não diria caótico, eu digo muito bonito, muito bem. muito agradável, muito interessante a iluminação, os objetos, as pinturas. Então, meus parabéns, viu? Para mim é um prazer muito grande estar aqui com você para falar
de alguma coisa que eu gosto muito e com uma pessoa muito Inteligente, que é você, viu? Obrigado, obrigado demais. Mas antes de falar com o Guido, como que o pessoal vai participar hoje, Lenis? É isso aí, Vilala. Hoje você pode participar com pergunta ou com comentário, né? Já vou pedir para você deixar o seu like, para você se inscrever no canal e para você se tornar membro e sentar que esse papo de hoje vai senta que lá vem história, né? Vai longe. Então vamos lá, Guido. Eu não sei se você sabe, eu sou um cara
muito interesseiro, então em vez de eu dar presente pros convidados, eu peço presentes do convidado. Te falaram para trazer um presente aí? Falaram, falaram para trazer um presente inútil. E eu trouxe um presente inútil com o um manual de explicação, porque todos os presentes têm manual de explicação. Então eu já vou passar para Você e clar, naturalmente, Lela, não é algo inerente à minha especialidade, à minha profissão. Então eu te trouxe uma coisa que é inútil, que com todo respeito, é um lixo, chamado Classificação Internacional das Doenças. A 10ª revisão é a que está sendo
usado, eh, é, é um, é que tá sendo usada já há muito tempo. Isso aí é a decadência da psiquiatria. Por quê? Porque ela é ultrapassada. Nunca foi Não, não, não é ultrapassada. É porque por esse por essa por esse presente inútil que eu tô te que eu tô trazendo também um um CD DVD, né, que ninguém vai táar justamente todas a toda a classificação internacional das doenças, porque por esse catálogo todas as pessoas podem ser enquadradas como doentes mentais, até fumantes, pessoas. Então é uma grande é é um, para mim é um presente inútil.
Eu te trouxe um manual para você poder eh ver eh entender isso Dessa inutilidade que é um desabafo que eu fiz nessa pandemia chamada a decadência da psiquiatria ocidental. É um livrinho. Então aqui começa a parte da decadência que eu já marquei para você e aí mostra por que a classificação internacional das doenças ela é inútil. E a gente pode começar falando por isso. Então eu queria entender primeiro, Guido. Obrigado demais. Como eu tava falando aqui antes da gente começar, você põe aí para mim, por favor. Obrigado. É como eu tava falando aqui antes, é
um prazer imenso e muita gente pedindo, não é? Quando a gente anunciou, a galera finalmente trouxe. Então assim, é um assunto que a que as pessoas gostam demais, né, Guido? de de entender quando a gente faz aqui episódio sobre a a psiquê, né, do do do psicopata, a cabeça de como funciona os os eh seriados e filmes fazem muito sucesso, né? Primeiro, antes de gente falar dessa Dessa desse catálogo, dessa desse desse tipo de que você trouxe aqui, eu queria queria tentar entender porque esse fascínio pela cabeça dos dos assassinos psicopatas, por que que existe
isso? Vilela, na verdade o, eu acho que eu sempre gostei desta á, sempre gostei da psiquiatria, para mim sempre foi um desafio. Eu me lembro que quando estudante de medicina eu estudei, eu estudei na faculdade de medicina de Santos. Até recentemente eu fui dar uma Aula lá na faculdade e me perguntaram os colegas, os alunos, Guido, o que que você aprendeu aqui na nossa faculdade? Eu falei, aprendi duas coisas. a jogar frescobol na praia e nadar no mar. Você é de Santos? Não, não. Eu sou aqui de São Paulo com pé no interior pela minha
mãe, mas eu fui estudei medicina lá. Então eu não, eu na verdade eu só frequentava as aulas para poder passar de ano. Graças a Deus nunca repeti, mas eu adorava psiquiatria. E o meu primeiro paciente foi de um amigo meu que depois também se tornou psiquiatra, que ele me convidou, eu tava no quarto ano, para, ele falou: "Guido, tem um ambulatório de psiquiatria, você não quer ir para ver como que como que é no estudante, aquela vida boa, morando sozinho." Falei: "Puxa, a psiquiatria eu quero". E fui. E quando eu cheguei nesse dia para examinar,
pela primeira vez, fui todo de branco, né? vestido a caráter no quarto ano. E quando eu Cheguei, o meu amigo não foi, não tinha ido e o médico que ia atender também não tinha ido. E o e o E você com a roupa branca? E eu todo com a roupa branca. O pessoal que estudava, que que trabalhava lá no ambulatório, o o ele falou: "Doutor, o senhor pode ir, o senhor pode atender pra gente? Você pode atender pra gente? Ele veio aqui algemado, os policiais trouxeram. Eu falei: "Escuta, mas eu não sou médico, eu sou
apenas um estudante Que eu vim aqui para ver". Não, mas doutor, por favor, atende. Quando ele falou, "Por favor, doutor, atende." Bateu aquele desejo de ser médico um dia. Eu não posso falar não. Falei: "Então põe, leva ele pra sala algemado." Aí os guardas são com quantos anos mais ou menos? E na época? Ah, na época eu tava no quarto ano, eu devia ter uns 23, 24 anos de Pois é, foi a que começou o o despertou. Entendi. Aí quando ele ele sentou na cadeira, os guardas algemado, os guardas levando ele, os guardas pareciam pigmeus.
P O cara era grande, grande, forte, com uma cicatriz aqui no rosto. E aí os guardas perguntaram: "Doutor, quer que eu tire algema?" Falei: "Não, claro que não, de jeito nenhum". E aí eu fiquei, me vi ali pela primeira vez, cara a cara, sem saber nada, né? No quarto ano de faculdade, primeiro paciente que eu tive, que eu tava Atendendo, o meu amigo não foi, o médico não foi. Bom, moral da história, eu tentei conversar com ele, eu não sabia por onde, eu falei: "Mas por que que o que que o que que aconteceu, né?
Ele, o que que foi essa cicatriz? E essa cicatriz é porque eu peguei, tava folhando o processo, ele pegou e matou uma pessoa, um padeiro. Sei. Matou um padeiro. Eu tinha visto aquilo, para mim era tudo uma surpresa, uma Novidade. E eu perguntei: "Por que que você tem essa cicatriz?" Ele não respondeu e ficou me olhando. Eu falei: "Mas por que que você matou o padeiro?" "Não, o padeiro estava falando mal de mim. As vozes estavam me dizendo, mas que vozes estavam dizendo? Bom, moral da história, eu não entendi nada. Aí eu chamei depois os
os guardas, depois de conversar um pouquinho com Ele, escutar, eu perguntei para ele, mas que voz. Aí ele veio com uma história que eu não consegui compreender uma coisa com outra, a bic totalmente desconexa. E acabou dessa forma. Eu imediatamente peguei o carro e fui direto pra casa do meu amigo para falar mal dele, do meu amigo, como que ele me deixa lá sozinho. Bom, moral da história, não compreendi nada, não entendi nada, mas foi meu primeiro contato. Mas aí me despertou. O que é Aquilo que ele falou? É, por que que ele matou o
padeiro todo totalmente desconexo? O que que tem que ver a bicicleta com aquele tipo de comportamento dele? E as vozes que ele falou, as vozes nada. E aí me despertou e esse meu amigo falou: "Guido, existe um hospital psiquiátrico aqui em Santos, a famosa casa de saúde Ancheta, e você vamos fazer um estágio lá, a gente faz de graça, mas vamos estagiar, vamos Entrar para ver". Eu falei: "Tá bom, eu vou". E fui primeira vez que eu entro num sanatório, num hospital de loucos. Eu entro, uma porta atrás de mim se fecha, uma outra abre
e eu estou no meio de um pátio cheio de doentes, jovens. E comecei a ficar muito recioso com tudo aquilo. Falei: "Mas por esses jovens estão aí? Esses jovens são como eu". Tinha gente da sua idade lá, todas as idades. E aí eu fiquei com Medo. Eu fiquei com certo medo, algo desconexo. Então eu comecei naquele dia a andar com as costas na parede para não ser atacado. Entendi. Então hoje eu penso que aqueles doentes mentais devem ter falado: "Olha, chegou um louco aí, o nosso colega, um coleguinha nosso, cara andando encostado na parede". Então
não compreendi nada. E assim foi que me fascinou A doença mental. O que é isso? O que é o psiquismo? Como ele se liga com o corpo? E assim eu fui indo recém informado, eu queria aprender psiquiatria e então eu tinha poucas opções. Hospital do servidor, que eram 80 leitos, Santa Casa 30 leitos, Hospital das Clínicas 80 leitos. E eu perguntei para um eh um médico que ele foi, eu fui carregador de pasta, tive a a honra de ser carregador de pasta dele. Falei: "Professor Fralete, onde que eu eu quero aprender Psiquiatria? O que que
é isso?" Ele falou: "Guedo, você só tem uma única saída. Vai pro hospital de Juquiri, manicômio Judiciário e fique lá o maior número de anos que você conseguir." Nossa. E assim, eu não tinha nem ainda registro no Conselho Regional de Medicina. Pegava o trenzinho das 6, das 6:57 da manhã, o Pinga Pinga e a a Franco da Rocha. E lá eu fui para o manicômio judiciário e convivi no hospital de Juquiri inteiro com 13.000 Doentes mentais. Aquilo para mim foi uma beleza. Foi onde eu aprendi e o e o manicomio judiciário foi onde eu nasci
psiquiatricamente, onde eu troquei os primeiros passos e foi também a minha catedral. É. É. E lá fiquei 15 anos. Um um um hospital desse tipo era só para preso? Que tipo que tipo de pessoa tava lá? Era só pessoa que estava sendo julgada? O que que era? Boa pergunta. O hospital de Juquiri é muito grande, é uma fazenda imensa e ele tinha 13.000 internados em várias colônias. As colônias ficavam ficavam todas ali no no ao redor da cidade de Franco da Rocha. E entre essas colônias, uma se chamava manicômio Judiciário, que era o local no
qual ficavam os doentes mentais criminosos. só doente mental criminoso. Alguém tem tinha matado alguém matado, Roubado ou delinquido de e lá eles ficavam porque eh precisa de um local especial para esses indivíduos que são doentes mentais criminosos. Eles não podem ser colocados juntos com em cadeia jamais, tá? Porque eles não são criminosos comuns. Entendi. Eles são doentes mentais criminosos. E existe uma diferença grande, porque o o criminoso comum, ele é apenado, por Exemplo, 10 anos, tá? 10 anos e um dia ele tem que estar na rua. Não tem saída a vilela, a não ser que
esteja preso por um outro processo. 10 anos e um dia é rua. O doente mental criminoso não, ele tem um inicial, digamos 3 anos, mas ele só volta para a rua se cessar a periculosidade, porque se ele continuar apresentando periculosidade, ele fica mais um ano lá no manicômio. Continuar apresentando periculosidade mais um ano e assim vai indo por tempo indeterminado até alguém assinar um laudo falando ele pode ser reinado, ele não tem mais periculosidade pode ser reintegrado. Nossa, entendi agora. E então o manic esse manicômio judiciário que houve se se chama casa de custódia de
tratamento psiquiátrico, no caso de São Paulo, André Teixeira Lima, Que é o nome, eles ficam até cessar a periculosidade. Cessou, volta pra rua. Não cessou continua. Mas é tipo uma prisão, tem grades, tem horários, é um hospital presídio, tá? Mas é antes de um presídio é um hospital, mas ele eh obviamente que ele precisa, não pode fugir, tem grades, muros altos, mas o tratamento não é igual a um criminoso comum que, enfim, Ele tem, mal ou bem ele recebe remédio, mal ou bem ele tem laboterapia, mal ou bem ele tem giminoterapia, etc. Não é? E
aquela coisa que a gente vê às vezes em filme da pessoa do advogado declarar que o que o que o cliente dele eh tem algum problema mental para conseguir algum tipo de acordo ou diminuir a pena. Existe isso? Isso é excelente a sua pergunta. Até os anos 2000, até o final do até o início dos anos 2000, os advogados fugiam Do manicômio judiciário, desse tipo de raciocínio que você fez? Como o diabo foge da cruz? Ah, é, era pior para ele, porque se entrasse não saía mais. Hum, entendi. Agora de 2000 para cá, com a
decadência da psiquiatria, que aí tá o manual que eu trouxe para você da decadência, dos anos 2000 para cá, não. Por quê? Os os eh peritos hoje em dia são improvisados. Então você tem casos célebres, como por Exemplo, eh, bandido da luz vermelha, aquele que matou o cartounista, como é nome? Do glauco, por é um perito improvisado. Ele vai lá, examina, ma ou bem, ele tá com tratamento, certo? Tomando remédio, não alucina, não delira, não tem mulheres para estuprar, não tem armas, etc. Ah, tá bom. Não se não se justifica a internação. Porém, a Internação
se justifica não pelo quadro clínico, mas pela periculosidade. Entendi. Mas isso já não existe mais. Então hoje eh veja existe, existe, mas hoje o o quem foge do do da medida de segurança, que é essa que leva esses criminosos, esses doentes mentais criminosos aos manicômios, quem foge hoje é o Ministério Público, que para o Ministério Público soa como, digamos, uma derrota. Ah, é? É porque ele não é apenado, é absolvido do crime e vai pro vai para tratamento. Quando na verdade não eh tecnicamente entendimento não seria isso, né? Ele não foi, ele não foi absolvido,
na verdade, né? Eh, a chama-se absolvição imprópria, porque como ele é criminoso, ele não delinquiu por ser um criminoso. Não tem a ver com dolo, não tem a ver com Não tem a ver, Não tem a ver com falta de entendimento. Entendi. Ou falta de capacidade de de se determinar, por exemplo, na droga, falta de capacidade de se determinar na droga. Eh, ele sabe que a droga faz mal, ele sabe que ele tá perdendo a a perdeu a família que tá imundo, que perdeu os dentes e continua usando. Não quer mais usar, mas ele não
consegue segurar porque tem um desejo imperioso que domina a vontade Dele. Ele vai lá e usa e até mesmo pode matar, roubar um trocado qualquer para poder comprar a droga. Então, por falta de capacidade de determinação. E tem aquele que é por falta de capacidade de entendimento. Por exemplo, eu estou aqui conversando com você, tá certo? Nós estamos conversando, mas o Paquito está me perseguindo. Entendi. E é e é comum ele fazer isso mesmo. Não, ele está me perseguindo porque as Vozes estão me dizendo. As vozes me disseram. O Paquito está me perseguindo. Ele, por
exemplo, eu não vou beber essa água. Ele pôs veneno aqui dentro. Mas aí você, Vilela, que conhece o Paquito, que conhece, fala Guido, não tem nada aí na água, não tem nada disso. Vocês estão mancomunados. Ah, você sabe por quê? Nada que eu te fale vai te convencer. Nada. Porque entre a loucura e a normalidade e e a realidade, o doente mental sempre fica com a loucura. A loucura é o mundo real dele. Faz sentido para ele, né? Tanto é que ele nunca se acha doente. Ele pode estar doente do fígado, do coração, seja do
que for, mas da cabeça jamais. Aquilo para ele é real. Aquelas vozes são reais. A perseguição é real e deve e é Extremamente dolorido, né? É, e isso isso se resolve com remédio, com alguma coisa? Vilela, a cada caso é um caso. Claro que para esses casos graves que nós estamos falando de de alucinações, como chama quando tem muita personalidade, que ele ouve várias ruas, alucinações de delírios. Alucinações são auditivas, visuais. Visuais também. Ele vê coisas, Vê coisas que ninguém vê, gustativas. Como assim? O gosto, o gosto diferente, táteis. Nossa, alucinações táteis, alucinações olfativas, sente
cheiros estranhos. Para ele, aquilo é real. Então, nesses casos e com delírios, delírios é me perseguem ou eu sou Deus ou isso e aquilo. São ideias delirantes. Então, para esses casos é fundamental o uso de remédios. Agora, qual é a Decadência da psiquiatria atual? Qual é o papel desse presente inútil que eu te trouxe chamado C de Classificação Internacional das Doenças? É que hoje você tá deprimido porque brigou com a namorada ou porque tá sem dinheiro no bolso para pagar as contas, ou porque morreu o cachorro na sua casa, ou foi mandado ir embora. Se
você tiver a infelicidade de ir nesses psiquiatras desta geração, que é uma geração perdida, você tá arriscado a Sair com diagnóstico de bipolar ou algo nesse sentido e tomando remédio antidepressivo sem precisar, sendo que teria outras etapas antes, meu amigo, o o remédio anti anti ah antidepressão, antidepressivo, ele vai resolver o seu problema de falta de dinheiro no bolso? Não vai. Claro que ele vai resolver a falta que você tem da sua namorada, da da pessoa que você Gosta, não vai de jeito nenhum. Então são camisas de força químicas, são atalhos, né? É, que foram
ah muito bem colocadas pela indústria farmacêutica e pelo marketing. Eles estão certos. Eu sou favorável às indústrias e tal. Eles estão no papel dele de fazer e vender e o marketing de divulgar. Mas o a culpa é dos psiquiatras que engolem sem cheirar e nem limpar, meu amigo. Engolem do jeito que vem e estão lá receitando, Receitando. Para você ter uma ideia, se vende mais antidepressivo do que hipoglosso. É o quê? É sério? Isso é sériíssimo. Isso é muito sério. É muito sério. Porque vicia, a pessoa fica dependente, vicia. Vicia. Você sabe que há núcleos
no mundo todo de resistência a essa psiquiatria decadente de hoje em dia no mundo todo. Começa começa há muito tempo. Eh, eu diria para você como marco dos no início da virada do século, tá? Que aí que aquele venda extraordinária de cabeça, por exemplo, os os nossos os filhos novos. Ah, quem tem filho novo, eu tenho de cinco agora. de cinco. E se ele começar a desafiar a professora ou quando ele for um pouquinho maior, vai na escola, desafia a professora ou se indispõe com você, que às vezes pode ser Até não o seu filho,
por má educação mesmo, e você leva num psiquiatra para consertar, ele tá arriscado a receber o diagnóstico de eh personalidade desafiante, qualquer coisa nesse sentido, qualquer coisa ridícula nesse sentido, ou eh déficor da atenção e da hiperatividade e tome remédio e tome remédio. Então nós tomar muito cuidado com isso, Não muito cuidado. Eh, quanto mais distante dos psiquiatras é melhor. Na minha maneira de conceber, psiquiatria foi feita para as pessoas que são de fato doentes mentais. Você chamar uma pessoa que tem problemas porque de desadaptação ou que porque tá triste ou porque tá agressivo, porque
é uma coisa absolutamente normal. a gente passa, né, por essas esses ciclos e até para você entender a felicidade, você tem que entender também esse momento, porque Senão você sua vida fica toda linear, né? Você não tem nem momento de felicidade, nem momento de tristeza, tá sempre anestesiado, né? Claro. Então isso tudo é, a pessoa tem que se dar o direito a ter tudo isso. E e porque hoje você também sabe melhor do que ninguém, Vilela, que o mundo digital ele cobra demais, é muito imediatista. É, para você ter uma ideia, o o nós saímos
do setembro amarelo, Que foi o suicídio. O número de jovens suicidas aumentou demais. E nesses casos, quando o remédio é mal é maldado, hoje existem trabalhos que mostram que o próprio remédio às vezes tá na base do problema do suicídio. Ah, é porque veja, o jovem quando ele se suicida, principalmente o o jovem falando do suicídio do jovem, você tem muitos jovens que estão nos escutando. É porque porque na verdade é um paradoxo, né? Pois é, ele é jovem, na teoria, não tem problemas tão grandes quanto uma pessoa que tem família, que tem, e aí
e é um contrassenso a gente pensar, mas você sabe por que ele não quer se matar, isso é importante, não. Ele quer matar aquele aquele problema que aquele o problema que ele não consegue lidar. Às vezes foi um bullying, qualquer coisa nesse sentido, Puseram um chapéu com chifre, ele não, ele não consegue lidar com aquilo. Alguma coisa ele alguma coisa que Exatamente. Ele não quer se matar, ele quer matar aquilo, ele quer fugir daquele problema o mais rápido possível e não tem saído, então ele põe fim à vida. Então isso se você conseguir separar, né,
lidar com isso, pum, alivia completamente. Então agora o que que falta os psiquiatras de hoje em dia? Os psiquiatras precisam voltar a ser psicólogos. Entendi. Meu amigo, o que que você tem? O que que houve? Por que você quer se matar? Qual é a diferença básica, psicólogo e psiquiatra? O psicólogo vai te escutar, vai te entender. E o psiquiatra, quantas vezes o senhor quis se matar? uma, duas ou Três, quantas vezes o senhor não tomou banho essa semana, etc. faz aquele padrãozinho, aquela tabela, aquele protocolo, tabel xinf, que isso é para crianças preencherem e vai
sair de lá com uma tabelinha, tome remédio, quando na verdade precisa abrir seus horizontes. Você tá tá triste ou tá deprimido ou não consegue lidar com aquilo, porque algo você precisa falar e não tomar camisa de Força química que não resolve nada. Exato. Bom, falamos muito sobre isso, hein? É, mas eu acho que é importante que vem Vilá tem tem meu meu sobrinho passa, passou por isso também e a gente eu fico tentando entender, né, porque a vida dele na teoria é perfeita, né? Ele tem trabalho, tem os pais, tem uma vida estruturada e vem
essa sensação também de suicídio, de nunca de de não tá Feliz. E eu e eu queria entender, né, como poder ajudar ele e esse tipo de pessoal. Por isso que quem tá assistindo hoje em casa, como você, como você tá falando, que tá nessa fase, o que que a gente pode falar para ele? É um jovem, parece que ele não tem saída, aquilo tá tá tá pesando no coração dele. O que que ele faz então? Que que é o caminho? Vamos lá. Cada um é cada um, mas o caminho existe. Eh, primeiro, eh, respondendo direto,
Depois eu vamos fazer a diferenciação do que é perigoso e o que não é perigoso, tá? Eh, e e isso vai passar porque é um momento, é um momento que ele não vê saída, mas a saída sempre tem porque eh se ele conseguisse parar naquele momento, viajar para 10 anos no futuro, ele veria que ele vai sair. Não, 10 anos não. Às vezes são um mês, é um mês, às vezes e desde que ele também eh pegue aquele problema que está incomodando e se Afaste dele, não queira resolver, não fique com ideias fixas sobre aquele
momento. Cada caso é um caso, mas o o problema do suicídio, e aí você fala: "Então, o suicídio não tem não tem perigo? O suicídio ah quando que é perigoso? O o esse suicídio que é absolutamente tratável é aquele que é motivado. Eu estou triste porque eu briguei com a Namorada, porque fizeram um bullying, porque isso, porque aquilo, aquele outro. Eu sei o motivo. É porque é externo, é exógeno, ele vem de fora. Então esse é tratável, precisa de um psicólogo, você precisa conversar, precisa, ele vai te abrir os horizontes, vai te mostrar que não
é bem, enfim, uma pessoa que possa escutar, escutar, escutar o máximo possível. Deixa falar, escute. E o psicólogo sabe fazer isso. O psiquiatra Hoje ele dá remédio para tudo. Agora, qual que é o suicídio perigoso? O suicídio doença é o é o endógeno. É aquele que vem de aquele que está dentro. O endógeno ele é imotivado, não tem um motivo. Ele ele não existe um motivo para você estar naquele estado. Nenhum motivo. Não é porque tô mal na vida ou tô sem perspectiva. Não, aparentemente não há nenhum motivo, não. E normalmente ele ele acontece, Não
dá em jovem, ele eclode mais para diante, tá? Então isso também é básico. Normalmente os dos jovens são todos possíveis, eu falo grosso modo, possíveis de lidar e resolver, mas o aqueles que são de doentes mentais verdadeiros, eles eclodem por volta a partir dos 40, 35, 40 e daí paraa frente, mas eles são endógenos. Então esse precisa de remédio. Muitas Vezes a eletroconvulsoterapia, o famoso eletrochoque resolve. Funciona. É porque a gente vê esse esses filmes, né? Aquele do Santoro, como chamava? Bicho de sete cader. Eu conheci o o Carrano. É mesmo. Qual que foi a
história dele, cara? A história do Carrano, ele é ótima. Conheci pessoalmente naquela época. Os pais colocaram ele lá no Não, não é verdade. Não, não, não, não tem esse tem uma série de Aí foi pro filme que fizeram, pro filme todo o filme. Tanto é que eu eu não assisti o filme ou só um p não me lembro bem porque o filme ele tem liberdade poética, né? Mas você tem que dar, eu não dou liberdade por ser técnico. Me pediram um outro uma outra vez para assistir um filme, não me lembro qual, eh, também que
tinham doentes mentais e tal, era um esquizofrênico. Eu falei: "Não dá, porque ele tá dando risada". Esquizofrênico, eu não ri nessa situação. Ah, ou se riboche. Então eu então eu não dou a liberdade poética que tem que dar, porque, enfim, você tá num filme, aquilo lá não é um documentário científico. E o Carrano, não, o Carrano ele ele ele ele entrou naquele movimento logo no início, se engajou ao movimento antimanicomial, eh, dos anos aqui, foi dos anos 90, 90, mais ou menos, se engajou e foi um líder junto com algum algumas outras pessoas de um
movimento antimanicomial. Então ele dizia, contava tudo aquilo que ele tinha sido, apanhou e foi internado porque tava com com com maconha, com um pouquinho de maconha, que não sei o quê. Então isso também é tudo muito romantizado. Ah, é? Ah, sem dúvida nenhuma. E e o caso dele, o que então não foi nos Pais que colocaram por causa da maconha? Não, não, não, não, não. Ele era internado mesmo. É que ele conta que foi internado, mas não em São Paulo. Me parece que foi no Paraná qualquer coisa. Eu não me lembro bem, mas foi um
caso assim, digamos, emblemático numa época também e que existia um movimento antimanicomial, que foi um movimento, por que que surgiu ele o o Carrano? Não, não. Esse movimento O movimento surgiu. Não, não. O movimento é muito interessante. O movimento surge na Itália com Franco Basalha num manicômio judiciário, manicômio de Trieste na Itália, porque teve o naquela época foi muito interessante esse movimento que que teve o ah Thomas, que era que foi o grande ideólogo desse movimento desse movimento antimanicomial, ele falava assim: "Doença mental não existe, é um mito". Pois é, mas veja, doença mental não
existe. Não existe doença mental. Mas como não existe? Por quê? Porque esse psiquiatra, aquele psiquiatra, aquele outro, esses que estão aqui, esses psiquiatras, eles chamam esse indivíduo de esquizofrênico. Ele pegou esquizofrenia como padrão. Chamío de esquizofrênico. Mas isso é uma convenção, porque também você poderia falar que ele é um padre ou qualquer coisa nesse sentido. Na Verdade, todos nós aqui no mundo estamos cumprindo o nosso papel. Por exemplo, eu agora como sendo entrevistado por você, você vilela entrevistador. Então não existe mais nada do que simplesmente isso. O resto são rótulos. E o esquizofrênico, por sua
vez, ele também tá fazendo o papel dele. Se você gosta ou não gosta, se é diferente ou não é, isso aqui não tem nada de anormal. Quem diz que tem a normalidade é essa psiquiatria justamente que diz eh que Ele que ele é um esquizofrênico. Pois bem, então isso pegou, isso teve David Cooper, Thomas Astal, obviamente que não pode existir tratamento. É, tá certo? Então, abaixo os manicômios, então vem o movimento antimanicomial, mas com graves consequências, porque naturalmente doença mental existe e é uma doença como outra, qualquer vilela. Se você pegar, por exemplo, COVID, tá,
ela tem febre, tosse e eh coriza, enfim, dor de dor disso, dor daquilo, etc. Se você pegar tuberculose, tem isso, aquilo, aquilo, aquele outro. Uma tíbia fraturada também tem os seus sinais e sintomas clínicos. A doença mental é um outro tanto. Ela também tem os seus sinais e sintomas clínicos, que é uma doença como outra qualquer, com começo, meio e fim, prognóstico, diagnóstico, Anatomia patológica. Ou seja, existe um cérebro em alguns casos de formação a anatômica diferente. Entendi. E etc. Agora, claro que como isso exige uma formação para você saber o que é um delírio,
o que é uma alucinação, ou que é uma fuga de ideias, ou que é um ou o ou o que é uma desagregação, ou é isso, ou que é aquilo, você precisa ter uma base técnica. Como em todas as cadeiras da medicina, acontece que os piores alunos de uma Faculdade de medicina vão fazer psiquiatria. Por quê? Porque dá para você, entre aspas, enrolar. Ah, não, isso é normal. Eu acho que é. Ele está alucinando, delirando, totalmente louco e mas ele tá interpretando. Não teve o Thomas, o David Cooper e o Franco Basalha que disseram que
louco não é louco, que loucura não existe. Então parece que tudo é possível e não é. E não é. Mas a Gente tá falando da, se você me permite, a gente tá falando da doença mental, não é? Que é uma coisa que é fácil de ver. É, é fácil de ver e tão fácil de ver que o próprio nome alienação mental vem daí. Esse nome alienação mental foi dado por Asclepiades Betinienses, que era um médico grego, amigo do velho jurisconsulto Cícero lá da velha Roma. E ele notava alienação mental. É, ele notava que os Indivíduos
doentes mentais hoje, que é o chamado de furiosos ou mentecaptos, ah, vem daí o mentecapitos, vem mente captada, ah, pelo diabo. A doença mental era possessão demoníaca. Demoníaca, epilepsia, épio que está acima. Lepscis, abater, epilepsia. O diabo veio e abateu. Nossa. E e O pessoal não entendia. Então, mas exatamente. E o o Ascleíades, ele notou que as pessoas punham esses indivíduos de parte, de lado, alheiavam, alienavam. Entendi. Por isso o nome alienado mental. Entendi. Então é fácil ver. E a doença mental ela tá tudo aqui, ela tem uma hora que ela acaba. A doença mental
tem uma hora que você Não pode mais colocar aqui como doente mental. Passou uma linha acaba uma linha precisa, não é? Agora vem, agora vai, vão começar as dificuldades. Dificuldade é a seguinte, a natureza não dá pulos. Natura não facite saltos, tá certo? A natureza não dá pulos. O fruto amadurece aos poucos, A noite se transforma em dia por meio da aurora. Então quando termina a doença mental, não é exatamente aqui que começa a normalidade. A normalidade vai começar lá pra frente. Tem um espaço aqui, uma um c E quem são os o os habitantes
psiquiátricos desse interregno entre a loucura e a normalidade mental? Respostos condutatas, também conhecidos como psicopatas. Ah, pois é. Não são nem loucos e nem normais. Ele tem um grau de consciência e ao mesmo tempo, ele tem ele tem algo de normalidade e tem algo de loucura. Ele tem algo que não controla e tem algo que que ele controla. Isso. Nossa. Entendeu? Mas só que eles não são Alienados mentais. Porque? Porque os doentes mentais verdadeiros, os alienados mentais na na na concepção de ascíadas, né? Eles são, eles estão completamente fora do da realidade. Eles romperam com
a realidade. O condutopata, eu não gosto do nome psicopata, eu gosto de condutas. Aí depois eu explico por, mas os condutas, psicopata, sociopatém é tudo sinônimo. Tudo sinônimo. Já vou dar toda a linha da sinonímia porque fica fácil de entender quem eles são, tá bom? Eh, mas esses condutas, sociopatas, psicopatas, loucos lúcidos, loucos morais, que são os nomes que eles têm eh no curso da história, eh eles eles não rompem com a realidade, eles não alucinam, não deliram, eles são muitas vezes inteligentes. Então, aí aí viria a pergunta: Qual a diferença que tem entre um
Fronteiriço, um condutopata e o doente mental? E qual a diferença? entre esse fronterice e o normal mentalmente. Não é uma nossa é é um desafio. É um desafio. Mas é então vamos lá. Então que quem me separa de um conduta, separa um condut de umato doente mental? É de um louco. De um louco. Exato. Então vamos lá. Então, primeiro justificar o nome condutopata, que porque eu acho que os nomes eles revelam a essência da coisa. Quando você fala um cavalo, é um cavalo, um cavalo, tá certo? Você já vai ver, é o que é a
palavra já igual igual era esquizofrenia, era Esquizofrenia, só parante, psiquiatria, que esquizofrenia apenas um nome, não vale nada. Mas enfim, apenas para tá fazer aquela uma pequena ponte do que a gente tinha conversado. Bom, pois bem, então o o por que o nome condutopatas? Porque a patologia, a pateia, a deformidade, a doença está na conduta do indivíduo. Então ele é um indivíduo que ele apresenta uma conduta patológica, Entendeu? Então vamos lá. Quais foram os nomes que foram dados durante a história que é bom pra gente entender. O primeiro deu loucura moral, que é um nome
bom. É, é um nome bom, loucura moral. Depois, olha um outro nome interessante, loucura lúcida. São nomes que já caiu em desuso, todo caiu em desuso. Loucura lúcida. Loucura lúcida. Depois os tais psicopatas, mas só que eu não gosto desse nome porque um esquizofrênico, que é um doente mental verdadeiro, ele no fundo, no fundo, ele tem uma psique patológica, ele seria um psicopata e não é. Por isso que eu não gosto do nome. Mas enfim, ele é glamorizado também, etc. Mas ficou esse nome que foi o que ficou, né? É o que pegou, é o
que pegou. Bom, e o sócio De o sócio pata é outro sinônimo. Hã, porque ele, na verdade, a pateia dele é na sociedade. Entendi. É um nome bom também, mas é sinônimo. Depois, portador de transtorno do comportamento, que é o nome bom também, porque é o que ele é. Bom, pois bem, pra gente apenas não ficar eh eh para definir rapidamente qual a diferença que tem entre um fronteiriço E um doente mental, um conduta, sociopata, condutopata, eh, psicopata, louco, lúcido, louco moral, todo sinônimo. Qual a diferença dele para um doente mental verdadeiro? O doente mental
verdadeiro rompe com a realidade, tá certo? ali alucina dele, ele tá fora da realidade. O condutopata não, ele não alucina, não delira, ele ele não tem problema de inteligência. Então, qual que é a diferença dele para O normal mentalmente? Tá certo? O que que defere difere ele de ter esse diagnóstico de um normal mentalmente? A diferença é o que ele não tem. Empatia. Sentimentos empatia. Sim, um deles. Sentimentos superiores de piedade, de compaixão e de altruísmo, tá? Isso faz com que eles sejam absolutamente Egoístas. Eles só pensam naquilo que interessa a eles e nada mais.
Então, é clássica a pergunta que a gente faz quando vai examinar condutas. já suspeitando que ele vai ter esse diagnóstico. É clássica pergunta, eh, perguntar, escuta, você tá arrependido do que você fez? Claro que estou, doutor. Eu estou preso há três meses. Estão me chamando de monstro. Quer dizer, não é com aquilo que ele fez a Vida. Ele tá arrependido com ação. Ele tá arrependido e todosatas são iguais. é o que tão fazendo com ele, é o que o que tá recaiu sobre ele, porque se não tivesse recaído é zero arrependimento. Eu tenho casos com
com todo respeito, maravilhosos, entre aspas, maravilhosos do ponto de vista psiquiátrico florense, não é? São casos todos terríveis. Mas, por exemplo, de um matador que ele matava, ele matou que é um clássico da literatura psiquiátricoforense. Ele ele ah ele era prostituto e ele fazia ponto, foi pego com uma pessoa que foi pra casa dessa pessoa, tomaram uns drinks e ele matou. Matou sempre. Ele tem 13 homicídios. É um é um assassino serial. sempre nesse nesse sempre no mesmo padrão, mesma coisa. Aí eu pedi para ele, eu falei: "Escuta, Você pode me fazer, eu gosto muito
disso, você pode me fazer uma escrever uma carta com seus sentimentos? Porque aí ele vai ter tempo para refletir, tempo para pensar, eu também vou estudar se ele o que que ele tá colocando, etc." Eu gosto disso. Tem uma até uma pequena coleção de carta de doentes mentais, de eh esses condutas, etc. Mas ele tem nesta carta, é impressionante. Ele diz que ele não tem culpa Do crime que ele praticou. Ele ele fala assim: "Por que que ele me convidou para tomar um drink? Se eu não tivesse convidado para tomar um drink, não teria morrido.
Quer dizer, ele ainda culpa a ví. Mas isso é relativamente comum. Essa moça glamorizada que teve até filme, etc., que matou pai e mãe, eh, mancomunada com, é, mancomunada com com dois com dois eh indivíduos. Eh, ela, quando a psicóloga perguntou para ela se ela tava arrependida do que ela Tinha feito, que que ela falou? Ela falou meio arrependida. Meio Mas você conhece alguém que se arrepende meio de ter matado o pai e a mãe? Você acha que é possível? Você briga com o seu pai, você não vê a hora de arredondar. Claro. É com
a pai, com a mãe, com uma pessoa querida. meio quem tá e isso ela falou ainda com uma certa não foi nem Franqueza, porque ela não tá zero arrependida, né? Meio arrependido, não tá arrependido com Mas as respostas são clássicas, eu tenho várias nesse sentido de absoluta ausência de sentimento superior de piedade, compaixão ou autismo. E isso leva a uma ausência da capacidade de criticar aquilo que faz. Se eu não sei o que eu fiz, eu não tenho crítica. E pode pode dormir com a cabeça tranquila no Travesseiro. Dorme com a cabeça tranquila no travesseiro.
Outro grande matador que que teve também um matador que matou a família, pai, mãe, três irmãos. São casos clássicos que eu tô recordando aqui. Eh, você tá arrependido do que você fez? Eu examinei ele exatamente no na data, uns anos depois, na data que ele tinha matado o pai, a mãe e três irmãos, exatamente no mesmo dia. Aersário, Tava fazendo aniversário do crime. Eu falei: "Fulano, você lembra, você sabe que dia hoje?" "Ah, hoje é dia tal, tal, tal, tal". Você lembra desse dia? Um dia, eu falei, "Mas escuta, há tantos anos você matou seu
pai, sua mãe e três irmãos também." O mesmo diagnóstico de condutopata. O que que o que que isso representa para você? Ele falou: "Guido, o que representa? Tá fazendo 10 anos. O ano passado foi nove, o outro foi oito, o Outro foi sete. Quer dizer, nada é zero. Não não há não há ressonância afetiva. Mas isso é só isso que eles tendem diferente? Não. Mas antes a gente ir para outro assunto, quando o indivíduo ele vai querer te falar que tá arrependido só para ter um perdão ou para ter uma, você consegue perceber? Amigo Vila,
veja, você entendeu, né? Não, tô muito arrependido. Não queria ter matado meus pais. Meu amigo, isso para um psiquiatra forense de formação, não precisa ter muitos anos de experiência. Com um pouquinho de experiência, com 2, tr anos de experiência, desde que tenha um pouco de experiência, que viva, isso aqui é impossível. Dá para perceber na na hora. Você não, você além de você não aceitar ainda, você pega, pega e falou: "Ô, para, para com isso, porque eu vou contar, eu Vou contar que você tá me enganando aí você vai se dar mal." Ah, ô doutor,
que é isso? Aí você usa, você tem, olha, você o o psiquiatra forense tem que falar várias línguas. Quando eu falo várias línguas é falar em português, mas a gíria, claro, as as várias gírias, que são várias, você tem uma uma gíria de cadeia que é diferente numa gíria eh de um, por Exemplo, de uma periferia, etc. Você tem que saber falar tudo. Eu na na minha época de de manicoma, eu sabia falar na época, hoje não, hoje eu sou monoglota. Perdeu a É, não perde, perdi porque, enfim, não muda muito, né? Muda. É, mas
eu sabia falar na mão. É mesmo. Falar na mão é interessante porque as celas individuais, quando eles ficam em celas individuais, elas têm só uma Aberturinha, então eles põem espelhinho para ver e fala tudo na mão. Ah, tem os sinais. É, sinais que na verdade é uma corruptela do sinal do surdo mudo. É mesmo? É, mas é corruptela, né? Então você tem que saber falar e fala, dá para falar bem. Então eles falam de longe às vezes na a na velha penitenciária do estado e no presídio, na penitenciária do feminina, Não, não. Casa detenção feminina
e penitenciária do estado tinha uma diferença longe, mas falava na mão. Caramba, é interessante. São os fascínios da psiquiatria for. Claro, eu não. Ou você pergunta para mim, Guidor, o que que você gosta? Eu gosto da psicopatologia. Eu não gosto, por exemplo, do crime que foi assim assado. Não, não tenho isso. É, eu vejo o crime Apenas e tão somente como uma fotografia daquele momento. Exata e em cores daquele momento. Entendi. E não dá mais para simular porque acabou. É, foi revelada já. Foi revelada. Então, se você souber ver aquela fotografia exata e em cores
do comportamento e quem manda no comportamento é o psiquismo, você vai ter dados psicológicos. Não é que você Vai ter um diagnóstico, mas você tem crimes, multiplicidade de golpes, ausência de de premeditação, eh não escondeu o corpo, ferocidade na execução, foi foi preso ali perto, agiu sozinho. É um tipo, entendi. Outro tipo, um só tiro, agiu junto com comparsas, escondeu o corpo, premeditou, é outro tipo. São psiquismos diferentes Que já vão te dando a porque a psiquiatria, posso falar uma coisa com toda honestidade para você? A psiquiatria ela não é difícil. Ah, é? Não me
parece uma coisa tão absurdamente complicada. Não é, não é porque são, é, ela é padrão. É como, por exemplo, é reconhecer padrões. É um trabalho de reconhecer. Claro que você, igual todas As especialidades médicas, claro que tem horas que refoge, tem horas que complica quadros híbridos, mas o todas as especialidades médicas elas são iguais, elas têm aquele determinado padrão. Claro, a experiência te leva a a determinados eh casos que são às vezes suigêneres, que te dão mais trabalho, mas o o geral não. O geral é aquilo. Mas e eh você tava falando do da do
da falta de arrependimento. Qual outra? Você tava elencando? Bom, você tem a a Falta exata. Falta de arrependimento, ausência de sentimentos superiores, piedade, compaixão e altruísmo. E você tem também um desejo deformado. Desejo? Desejo. Que que seria isso? O desejo deformar, por exemplo, eu quero matar aquele indivíduo para ver cair, porque eu acho graça. Ou para ver como é um corpo. Eu gosto de ver por dentro do corpo, abrir um corpo, Sei lá, ou algo nesse sentido, ou fazer uma maldade e e atirar em animais para ver o correr, pôr fogo no animal. São desejos
deformados. Entendi. Tem e e outro também que tudo isso é um é um grande pacote, não é? Ah, são parafilias que chama, não tem não. Parafilia é ligada à parte sexual. Ah, tá. Isso, isso é ligado a um desejo de É um desejo deformado de um desejo de Mas sempre relacionado à morte ou não? Não, não obrigatoriamente. E você tem condutas que não são assassinos por ação e sim por omissão. Quando quando quando não assassinos, criminosos, melhor dizendo. Você tem, ele pode ver uma criança se afogando e e se divertir com aquilo e não ajudar,
por exemplo, aquilo ou vive indiferente com aquilo. Ele não tem ressonância afetiva com o próximo. Ou, por exemplo, pessoas Que cham chamadas de abúlicas. A bul é aquele que não tem desejo de nada, começa uma coisa e não leva paraa frente, faz outra coisa e e e já muda. H, então eles, por exemplo, uma, se você contratar uma pessoa dessa para ser babá, então é possível que, sabe, criança? Então tem vários padrões nesse sentido. Então é o desejo, um desejo deformado. Deformado. É a deformidade daqu porque o desejo todos nós temos. Eu tenho o desejo
de pegar com jujuba, comer jujuba ou ou eu quero eh eh trabalhar para ganhar dinheiro ou ou enfim fazer obras assim assado, defender a minha família. Esses indivíduos. Esse desejo ele pode tá ele pode tá ele pode ser abafado ou ele pode ser ele pode ser realizado quando ele é abafado. Ele não é criminoso ainda. Ele tem um desejo. Por Exemplo, por exemplo, a a falar com eu acho que um dos crimes mais idiondos, né, que é o o contra criança, né, que é a, como chama? O pedofilia. Pedofilia. Sim. O cara pode ser um
pedófilo e e aquele desejo tá represado. A partir do momento que ele faz, ele o torna criminoso ou ele já naquilo desde que ele nasceu com aquilo. Ótima, você entendeu? Porque às vezes ele tem aquilo, ele tá controlando, controlando, Mas você sabe que a qualquer momento aquilo pode. A sua pergunta é ótima e ela ela vai dar um um uma forma de de pra gente poder entender bem o até mesmo a Eu entendi. É boa. Sua pergunta? É ótima. É assim, porque tem gente que consome coisas da internet, por exemplo. Boa. Não, mas a sua
pergunta é é é fundamental, uma pergunta importante para esclarecer uma série uma série de De pontos. É assim, a condutopatia, psicopatia e outros seus sinônimos é algo orgânico, está no indivíduo. Sim. Não é que ele passou por uma vivência dolorosa, foi um trauma e se tornou um assassino serial ou um condutato ou um pedófilo. Ah, não, não tem isso que a gente vê em filme. Às vezes vão buscar lá atrás um motivo dele rigorosamente não. Isso é um erro, Tá? Ele nasce com aquilo, ele tem organicamente. Então eu vou chamar isso de potência, tá? tá
latente dentro dele, potência dele. Porém, todos os indivíduos eles estão inseridos no mundo, tá certo? Então, se ele tem muita potência, digamos, para pedofilia ou para assassinato ou para assassinato, Para roubo ou sei lá, maltratar animal, sei lá, etc. Você tem muita nada segura, nada consegue. Uma hora aquilo vai e e a partir do momento que começar ele não vai embora porque não vai embora e quanto mais ele faz e dá certo mais ele vai fazer. Mas nada segura. Porém, se eu tenho esta potência, mas é pequena, é uma é uma pequena potência. Entendi. E
eu estou no meio social altamente Favorável e bom e sem Pode ser que eu seja apenas uma pessoa meio estranha, mas nunca vá desencadear. Entendi. Agora, se essa se esse mesmo indivíduo com essa pequena potência está num meio social desfavorável, ruim, agressivo, desencadeia, entendeu? Potenciato. Nossa, agora entendi muito bem isso daí. Então, mas o o seu trabalho ou o trabalho de alguém que tá Convivendo com essa pessoa e percebe esse esse desejo represado, qual que é o trabalho? É você denunciar, é falar para ele procurar ajuda, porque é um perigo, né? Quando que essa pessoa
vai cruzar essa linha, você faz uma pergunta que é quase que irrespondível sempre. Não tem como. Você sabe por não tem como? Eh, quando você convive, você e e tem algum problema e não sei o qu, a Sua tendência é às vezes como pai minimizar, às vezes como às vezes marido e mulher é é aumentar. Então não tem como, isso é para especialista. Mas esse conceito de potência é a potência é minha, orgânica, inata e muitas vezes hereditária. Ah, é? Não que um conduta, vá passar por vai gerar um outro conduta, mas pode ser um
caso de alcoolismo, gerando um conduta, uma esquizofrenia, etc. Então Isso é é por que eu perguntei isso? Não existe linha direta assim, porque às vezes você pode ver numa criança alguns atos de maldade. Como você separar aquilo? Fala: "Putz, se eu não cuidar disso", ele pode virar um conduta, bom, posso responder? Claro, deixem as crianças em paz, porque a na infância na infância e na na adolescência são Períodos muitas vezes conduticos, normais, porque o qual o adolescente que não tá rompendo com com o pai ou com a mãe? Não digo todos, claro, mas muitos podem
estar rompendo com os grupos. Então este diagnóstico só é possível na maior idade. Antes é perigoso porque você vai errar. Mas, por exemplo, uma criança, uma criança que gosta de maltratar animal, por exemplo, Porém, porém, porém, agora vem uma porém quando a gente examina adultos verdadeiramente condutas, ele sempre apresenta esses traços de deformidade na infância e na Mas então vamos lá. Nem todo traço conduto, psicopático, na infância e na adolescência vai dar um conduta, mas todo condutopata teve. Entendi. Entendeu? Então isso, mas aí eu acho melhor deixar para especialista, deixa As crianças. O período de
adolescência é assim mesmo. Eu acho que a gente não pode psiquiatrizar a vida. E claro, uma criança maltratando um animal causa limites, né? Papai, mamãe, vem cá. O que você tá fazendo para ele? O que que você contou? É, às vezes é culpa do dos pode ser culpa dos pais. Entendi. Então eu eu acho que não dá para Generalizar. Acho que nós estamos conversando no geral, mas basicamente é isso. Entendi. E na e nessa história da psicologia forense, eu não sei qual seria o nome disso, quando que a gente começa a catalogar, quando que a
gente começa a entender que existem eh sociopatas ou ou condutopatas? Quando que começa a gente fala, epa, tem gente que tem um tipo de ação e repete esse quando começa isso. É assim, todas as vezes que existe uma suspeita de insanidade ou de um condutato ou de um doente mental. Sim. Todas as vezes que o juiz, o promotor ou advogado suspeitam que pode ser coisa de doença mental, de transtorno mental, porque pode às vezes um crime inusitado, eh, uma coisa aberrante, etc. pode. Então, todas as vezes que existe essa suspeita, é instaurado no processo Uma
um algo chamado incidente de insanidade mental, ou seja, é aberto um incidente de insanidade mental, é nomeado perito e o perito vai lá e examina e vê se tem ou se não tem, se é ou se não é, e articula essa parte médica com a parte jurídica, que é o que faz o psiquiatra forense. Ah, o mas um o que que o psiquiatra forense vai ver? Qual que é o caminho? O que que ele quer saber quando ele está ah examinando, quando ele está eh vendo O que que ele quer saber deste indivíduo para articular
esse achado médico com o achado jurídico. Duas coisas. Ex. São os dois grandes. Como estão os dois? grandes pilares da normalidade mental humana. Quais são esses dois grandes pilares da normalidade mental humana que o psiquiatra forense vai ver no seu exame? Primeiro, capacidade de entender aquilo Que fez. Ele entendia que ele estava matando esse indivíduo, um pai de família, isso, aquilo, aquele outro, ou ele matou porque ele escutou uma voz dizendo que aquele indivíduo estava perseguindo ou estava pondo veneno na comida ou tava querendo, etc. Se for esse entend, se ele vir que é um
entendimento delirante, alucinatório, obviamente que ele não entendia, ele entendia delirantemente e não Logicamente. Então aí tem problema nesse pilar que é o grande pilar, que é o pilar da capacidade de entendimento chamado razão, tá? Ele vai palmilhar, examinar, ver como é que era, como é a razão daquele indivíduo em face do crime. Esse é o primeiro pilar. O segundo grande pilar, capacidade de se determinar, ou seja, de agir de acordo com esse entendimento que é o livre Arbítrio, é o liv a capacidade dele agir livremente. Por exemplo, quando que ele tem entendimento e não tem
determinação, tá certo? Ele entende no caso da droga que a gente começou a falar, eu sei que a droga me prejudica, eu sei que a droga tá acabando comigo, tô perdendo amigo, família, etc e tal. No entanto, não consigo largar não, porque eu sou Você quer ver um Outro ciúmes patológico? Eu eu eu até entendo que esta essa minha mulher, mas aí já é delirante, tá? Tá certo? Nos ciúmes patológicos, eu já começo a achar uma série, uma série de coisas que não são coisas absurdas sobre essa mulher. Ele começa a fazer ligações que não
existem. Qualquer coisa é ex. Eu vou contar uma uma para você que eu tive um caso que um delirante patológico De ciúmes, delírio de ciúmes, delírio patológico, ele espalhava ah pó a como é que chama essa? Farinha, tal farinha, farinha na frente da casa para surpreender possíveis pegadas da amante. Do amante. Nossa. E não tinha nada disso. Que ideia maravilhosa. Vou usar aqui com vocês aqui outra. Ah. Ele, por exemplo, a mulher se voltasse Com e digamos com olheiras, sei, ele já associavam. Não é a prova, é prova para ele não é dúvida, é prova,
não é prova. Então ele não tem entendimento. E aí aí na verdade não é não se liga a feminicídio. O feminicídio eu mato porque eu detesto a mulher, ela merece morrer mesmo. Entendi. Ou por que ela não Atendeu aos meus pedidos? Ou por que que tá me deixando ou quer ficar com meu dinheiro? Isso é outra coisa. Nesse caso é o quê? Eu tô falando de um Esse é crime comum. Ah, não. O delírio de ciúmes é outra coisa. É uma doença mental. Entendi. É uma ruptura com a realidade no eh normalmente são aquela, o
nome que se dá técnico é paranoia. Ah, é é uma paranoia. Paranoia é um é um Delírio crônico, sistematizado, como se fosse um tumor encapsulado dentro do seu psiquismo. Você é uma pessoa normal. Você vai fazer ginástica, você vai trabalhar, você vai conversar com seus amigos, você vai fazer o seu programa, você vai fazer tudo. Mas pergunta como vai sua mulher, como é que vai sua mulher, desgraçado? Tá querendo sair com ela? Por que que ele tá querendo saber? É assim que funciona. Por quê? Tá encapsulado. Se você toca, ele explode. Entendi. Entendeu? A psiquiatria
é fascinante, mas ela, eu volto a insistir, ela não é complexa. Eu espero que entre os seus entre os seus os espectadores espectadores, eh, quem sabe se não vai estimular alguns psiquiatras forenses Que tá faltando psiquiatras forenses vocacionados. E na tua história, qual foi o primeiro caso assim que de grande expressão que você que você atuou? Ih, porque imagino também que você deve ter pesquisado os antigos, né, antes de antes de você começar e depois pesquisei tudo. É. E aqui no Brasil, qual quais são os que dos antigos que a gente Ah, dos antigos o
que o bandido da luz vermelha é de Quando é antigo. É antigo, mas é ele ele já estava ele já estava no manicômio quando eu entrei no manicômio. É antigo, mas eu conversei bastante com Luz Vermelha. Eu aprendi muito com os loucos. Os loucos me ensinaram, tem coisa para para aprender muito, por exemplo, o Dr. Abelardo, o Dr. Abelardo foi um dos primeiros. Doutor Abel era um psiquiatra, caso clássico, antigo, famoso. Ah, é. Eu tinha, eu era novo, mas ele me ensinou. A gente, quando é novo, você você aprende muito com trabalhando. Dr. Abelardo é
aquele velho clássico. Aqui, ó. Dr. Abelardo é aquele velho e clássico caso daquele assassinato que teve na igreja Santa Terezinha. Eu não me lembro os anos, mas é antigo porque eu era novo. Pode dar uma olhada aí na no Eu era novo. Eu eu tava eu estava com logo logo quando eu entrei no no no manicômio judiciário. Faz eu eu tenho bom, mas não importa. O Dr. Abelardo não sabia nada, tava querendo aprender. E eu chamei o Dr. Abelardo, falei: "Doutor Abelardo tá tá internado aí, um psiquiatra, né? Isso é isso é ótimo, porque ele
vai me contar a loucura por dentro". Exato. Ele vai entender, né? Ele entende. É, ele entende o que o que é o que é loucura e vai me contar coisas que eu tô querendo saber. Então, marquei tudo direitinho, pedi pro pro pessoal se podia conversar com o Dr. Abelardo, li todo o o como é que chama? O o prontuário dele. Ele tinha matado a noiva no altar quando ela estava se casando e atirou noivo também. Nossa. E na igreja Santa Terezinha. Foi um Crime na época. Eu falei: "Bom, diagnóstico de esquizofrenia e eu falei: "Puxa
vida, o Dr. Abelardo, eu queria, né, ele ele que a psiquiatra que trabalhou no hospital de Juquiri, inclusive." Bom, chamei o Dr. Abelardo. Eh, oi, Dr. Abelardo, colega, não é? ali eu queria extrair tudo o máximo dele. Eu falei: "Eh, Dr. Abelardo, como que o que que você acha quando você toma remédio?" Era uma questão, eu me Lembro bem disso, entre outras. Como o que que acontece quando você toma remédio com o delírio e com a alucinação? Porque ele tinha delírios e alucinações. O que que acontece quando você toma o remédio com o delírio e
alucinação? Ele vai embora, ele some, você tem, sente alívio. Como é que funciona por dentro? Ele olhou bem para mim, falou: "Mas eu nunca delirei nem alucinei". Nossa, Ele nem achava que ele não é por aí que tá. É exatamente é aquilo que tem. Mas eu aprendi com ele. Sabe o quê? Que isso tem um nome chamado a é um parece um palavrão, mas eu vou traduzir. Anosognosia. Ah, negação, noso doença e gnonai conhecimento. A nosognosia é desconhecimento da própria doença. Entendi. Então o Dr. Abelardo me ensinou que Tanto faz se você é culto, inculto,
médico, não médico, você a doença é igual para todo mundo. É igual, por exemplo, tuberculose. É igual para todo mundo, tanto faz. Exato. Fato não e os doentes mentais me ensinaram muito, muito. São lições. O bandido da da luz vermelha, qual qual a história que bandido da luz vermelha? Eu me lembro porque ele também já ele já tinha um tempo de manicômio e eu estava ah entrando, mas era um clássico, você Tinha que chamar para conversar. E eu li o prontuário dele também sempre querendo aprender. É o qual que a história dele mesmo? O bandido
da luz vermelha, ele entrava na casa das vítimas em mansões, eh, usando uma máscara. Ele era mascarado, arrombava as janelas, era hábil nisso. Entrava, entrava no quarto onde estavam as pessoas, né, dormindo normalmente e e punha uma um facho vermelho e roubava, Roubava e matava também, né? E mas era com uma uma luz, ele usava uma uma lanterna vermelha por causa por isso o nome e roubava. Ele gostava de brilhantes. Brilhantes. Ele gostava de brilhantes. De brilhantes. Na verdade, ele gostava de brilhante. É o que ele mais cubava tudo, mas ele gostava de brilhante, matava,
etc. E era ele era o bandido da luz vermelha. Ele era muito, ele ele tinha uma fama muito muito ele era muito Desbocado, muito assim, metido a valentão e tal. E tem até uma história que ah lá no manicômio que ele o ele falou isso aí foi isso é verdade. Ele falou pro diretor que ele queria conversar com o diretor e o diretor velho na casa, sabia tudo, um extraordinário pesquisador, um gênio. Ele chegou e falou: "Olha, pede pra guarda trocar de roupa para ver se ele Não tá escondendo alguma arma, um estilete, qualquer coisa.
Ele tava incisivo, que queria conversar com o com com com o diretor e e foi levado desta forma. trocou de roupa, uma roupa nova, foi levado na frente do diretor e eh ali tem algumas regras que a mesa era chumbada, não é? Não existe e objetos soltos ou contundentes, etc. A cadeira ela fica numa distância, por exemplo, ah, é sair da menos essa grande no para que não possa, por Exemplo, te pegar no primeiro golpe, entendeu? Então fica numa distância. Então tudo isso é absolutamente natural, normal numa numa numa casa de eh desse tipo. Entendi.
E aí ele senta e com e fala pro pro o diretor, o Paulo Fralete, eh, ele falou: "Olha, a sua guarda é uma M, uma merda. Uma merda. A sua guarda é uma merda. Eu não mato o senhor, eu não agito o senhor porque eu não quero. Porque poderia, porque eu poderia pegá-lo agora. Fal fal. Bom, moral da história, ele tira da panturrilha da barriga da perna, ele tira, ele espetou um estilete, tira e põe em cima da mesa do do diretor. Que passou na na revista. Por que que passou na revista? Porque ele tinha
muita, como é que chama? Eh, Essa varizes. Sei, sei. Então, ele ele pôs um estilete ali e tirou ali. Olha que que interessante. Mas eu chamei o o Luz Vermelha. Sim. Para conversar com ele, porque eu queria saber início tal, eu queria saber, era um clássico e tal. Entender a cabeça dele, né? Entender a cabeça, porque ele gostava de Brilhante. Eu chamei, mas ele já estava eh um pouco deteriorado, porque a doença ela tem uma marcha que leva para uma demenciação e ele já estava num grau eh não digo de demenciação, mas estava mal. Eu
perguntei para eles, eu me lembro bem, ele sentou-se na minha frente, eu falei: "Por que eh brilhante, pensando que tinha alguma coisa, alguma ligação para mim, aquilo era importante." Não, mas não tinha nada. Era só o valor econômico mesmo. É, ele não, ele não, ele ele tava num, numa situação que ele não já praticamente não conseguia articular bem as ideias para contar alguma coisa. Então, o Luz Vermelha, embora ele tenha sido muito famoso, o quadro dele foi um quadro que foi caminhando pra demência. Entendi. E ele tem o que ele tem de clássico na psiquiatria
forense, paulista e brasileira. É um grave erro de médico, De médicos diagnóstico, não, de médicos, peritos improvisados que eu acho que deveriam responder na justiça. Sim. Ele chegou um determinado momento que ele recebeu um parecer favorável dizendo que ele não tinha mais periculosidade e que ele estava bom. Mas como bom? Ele estava num grau quase de demenciação. Como bom? Ele não tinha possibilidade nenhuma depois de mais de 30 anos de manicômio judiciário, nenhuma possibilidade de voltar paraa rua, integração, nenhuma e ser reintegrado socialmente, não tinha porque não tinha, infelizmente. E por que que será que
foi foi dado esse? Porque este médico junto com outro, são dois médicos, ele, enfim, despreparado, não sei se também mau caráter, com todo respeito, não vou falar nome, mas para mim tudo isso Precisa ser visto. Ele deu um um parecer favorável. Bom, moral da história, quando isso acontece, Vilelá, só pode ocorrer duas coisas e somente duas, na verdade, três. Quais? Ou mata ou morre. ou mata e morre. Nossa, no caso dele, ele foi matar, morreu. No caso do Glauco, do cartounista, matou e morreu. Eh, e assim vai. quando a pessoa é Colocada sem tá sem
sem condições de voltar, porque eh Vilela, nossa, é é uma é uma responsabilidade pro pro Por isso que você tem que ser muito técnico. Vilela, a grande verdade é que, infelizmente, e eu tenho que falar infelizmente porque eu sou médico. Infelizmente é difícil para um médico, eh, para todos os médicos e todas as Especialidades ter que reconhecer que tem doenças que são incuráveis. Fazer o quê? É, a gente faz o que pode, tenta o máximo, mas infelizmente tem doenças incuráveis e a psiquiatria é uma especialidade médica com doenças incuráveis. Infelizmente tem gente que vai ficar
trancado pelo resto da vida, não tem como. Infelizmente, porque se você colocar na sociedade de Novo, se vai fazer, vai fazer. Entendi. Não tem saída. Infelizmente tem pessoas que quando ultrapassam uma determinada linha, uma determinada barreira, não tem volta. [ __ ] não tem volta e tem peritos despreparados e improvisados. Muitos dessa geração que eu vou chamar de geração perdida da psiquiatria, que examinam, tá calmo, lúcido, Colaborante, atento, não alucina, não delira, toma remédio, etc. Não se justifica a internação, mas ninguém tá querendo saber se a internação é pelo quadro clínico ou pela periculosidade e
possibilidade de recidivar. Então é isso que eles não têm essa visão, a visão de verificação, de censação de periculosidade. Entendi. É complexo, meu amigo. É o convívio dele pode ser super calmo, ele pode ser super obediente, super Tranquilo, mas não quer dizer que ele tá pronto para ir pra sociedade de novo. Você sabe quem tem uma frase que é maravilhosa e tem que sempre ser levado em consideração, na minha maneira de entender, Orteg Gê. Jô soi Jô e mi circunstância. Eu sou eu e as minhas circunstâncias. Eu aqui dentro de um manicômio totalmente controlado, tomando
remédio, eu sou um. A hora que eu for pra rua, tudo muda, Vai ser contrariado, vaiou, vou ter que trabalhar, exato. Et tudo isso tem que ser visto na hora do exame de verificação de sensação de periculosidade. Essa essa que é a verdade. E e enfim, é foram mais de 15.000 Laudos, né? É, eu parei de contar agora por esse número grande, porque eu primeiro nunca fiz, nunca exercia a psiquiatria clínica, não sei dar remédio, não faço terapia em nunca tive paciente. Então, Se alguém falar que foi meu paciente, tá mentindo, que eu não eu
não tenho nunca tive paciente, não sei tratar. é uma outra área. Da mesma forma que o cardiologia clínica e cirurgia cardíaca. É, são duas coisas diferente. Se você pegar um cardiologista clínico e levar para uma mesa cirúrgica, não faz nada. Então, a minha área é especificamente psiquiatria forense. Então, eu comecei muito cedo, recém, eu recém formado. Eu Me formei no dia 12 de dezembro e no dia em janeiro fevereiro, em março, no início de março, eu tava no manicômio judiciário no hospital de Juquirim Franco da Rocha, que lá eu convivi com 13.000 internados naquele hospital
todo. E fiz muita perícia lá. Fiquei 10 anos ininterruptos e depois mais cinco com um pouco de interrupção. Mas saindo de lá, eu fui para um lugar chamado área de laudos psiquiátricos do estado de São Paulo. Eh, e nessa nessa área de laudos, por que que eu saí de lá? Porque começou a entrar o movimento antimanicomial e eu fui contra. Ah, contra por quê? Não porque não tivesse reivindicações para os o o o o funcionamento dos dos hospitais. Bom, um bom um porque veja, quando um hospital está ruim, não é fechar o hospital. O hospital
tá Faltando gás, maca, médico, ah, limpeza, etc. faz tudo. Tem que incrementar e não fechar. Exato. Você tem que dar condições, melhorar e não fechar simplesmente por fechar. Você fecha e os doentes vão para onde? Pra rua, você vai fazer o que com eles? Bom, então eu fui contra. Então o que que aconteceu? O, na, e, erapoca de movimento Antimanicomial e eu dizia que eu só saía de lá eh ou aposentado ou ou expulso, ou, enfim, podia morrer lá no local e ir embora. Então, na verdade, o o a época, o juiz corregedor que tava
engajado nesse, não ele pessoalmente, mas estava um movimento antimonicomial. Tanto é que o o foi nomeado um diretor que a primeira coisa que ele fez foi tirar a diretoria do lugar onde ela estava e colocar numa salinha pequena e deu aquele espaço para Os doentes mentais. Só que ele tava lidando com doentes mentais criminosos que não que que não conhecia. Mas a primeira coisa que aconteceu foi estocaram muita maconha naquela velha sala da diretoria. Mas isso é normal, isso era já previsível. Mas aí eu eu fui para a área de laudos psiquiátricos do estado de
São Paulo e depois me perguntaram se eu queria voltar para lá. Fui lá com praticamente porque eu tava atrapalhando essa esse tipo de reforma. Aí depois de um tempo, eh, enfim, sofri porque saí da minha casa, do meu querido manicômio. Aí, eh, se eu queria voltar para lá, eu fui, falei: "Claro que quero." O próprio juiz corregedor me levou, mas aí já não era o velho prédio com ciprestes de Vanangog, aquele velho prédio era lindo. E tinha um ciprestes, aquele parece aqueles dos quadros de vangor. É lindo. Então, já não era mais era, já tinham
mudado para uma outra colônia. falei: "Não, eu vou continuar onde eu estou". E fiquei então na área de laudos psiquiátricos, foi até eh fundada por nós e mais um dois, três médicos nós fundamos e fazia laudos para o estado de São Paulo inteiro em regime de multirão. Porque você ia, por exemplo, na damantina não tinha psiquiatra forense, nas regiões circunvizinhas não tinham psiquiatras forenses. Então nós íamos em esquema de mutirão Para desafogar o para e era lá era muito simples, né? Então os processos, os os Então eu fiz para todas as comarcas do estado de
São Paulo, laudos psiquiátricos, e ao mesmo tempo trabalhava nas varas, nas varas ah cíveis, psiquiatria forense civil, que é linda. Que que é a diferença? Por exemplo, você briga com a sua mulher, você tem filhos, a sua mulher te acusa de louco, Você acusa ela de louca e aí vai o psiquiatra forense e nenhum dos dois pode ficar na guarda, etc. Então aí o psiquiatra forense que vai ver acuso de abusos eh de por parte de pai ou por parte de mãe de eh de crianças, que isso tem muito, principalmente quando tá separando. Normalmente são
acusações falsas, mas quem vai ver é o psiquiatra forense. Eh, você faz um testamento e morre. Ah, aí a pessoa fala: "Opa, pera aí, Esse esse indivíduo não podia testar porque ele tava doente mental, incapaz. Então você faz uma perícia, apóst uma retrospectiva para saber as condições de saúde mental desse indivíduo no dia que ele testou. Você, por exemplo, eh, uma pessoa recebe uma herança, mas ela é incapaz. É incapaz porque ou é doente ou tem desenvolvimento mental [ __ ] etc. Então é, são laudos de interdição. Aí vai o psiquiatra forense que diz: "Ela
é Tão linda a psiquiatria forense civil quanto a psiquiatria forense criminal. É, ela são lindas porque seus casos são extraordinários também, só que tem menos, digamos ah interesse social. Exato. Exatamente. Exatamente. E por que que você acha que tem esse interesse tão grande da da sociedade? E porque tem tanta gente que é fã desses criminosos assim, você vê fã da Marson Naga, da Ristofen, pessoal aplaude elas. Vilela, Vilela, goleiro Bruno, né, Vilela? Eu não sei se eles aplaudem ou criticam. Eu acho que aplaudi positivamente. Não, até até quem foi aqui que foi o o L
eh que a a Matsonaga foi foi aplaudida quando saiu, né, da as mulheres aplaudir, né? Ah, bom. Mas aquele lá tem parece que eu conheço o caso dela bem. É, é como que o caso dela é o quê? Ela ela Tá nesse nesse nessa linha aqui espectro que ela tá. Con boa, boa pergunta. Eu conheço eh posso falar dentro dos limites seguintes, tá? Eh, ela fez um filme ou é uma série, né? Uma série ou um filme. Então eu também me sinto à vontade. Tá claro? Tá certo. Eh, eu conheci eh o o o caso
Dela porque o a vítima, eh, os avós, os pais da vítima, era uma um problema de disputa de guarda. Exato. Da da da filha, né? da da filha menor e que ela pleiteava a guarda. Então era preciso ver quem era, quem não era, porque queria, porque não queria. Então eu fui fazer o o o laudo dela, que foi um um trabalho que Eu me dediquei, me debrucei longamente em todas as peças do processo, que imagino devia ser uma coisa absurda de grande, não é? É, normalmente os casos, esses casos famosos, eles são pilhas. Hoje em
dia são 4000 p. É, mas são 4000. Bom, faz parte, tá? Eu eu gosto que os processos físicos são mais fáceis de manusear do que os do que os eletrônicos. Uh, para quem tem mão para físico, Você vai já vai direto. Bom, mas não importa. Vamos lá. Então, o que eu tenho para falar deste caso, caso absurdo, né, de esse são é porque ela passa, como você disse, apenas para fazer um fazer uma trazer uma realidade para esses que aplaudem, etc e tal, não sei o quê, eles não sabem de porque eles, provavelmente, eles têm
informação do filme, É, que passa uma imagem dela eh a é de vítima. Exato. Exato. Vamos lá. Então eu vou contar duas coisas importantes. O diagnóstico dela dado por mim é condutopatia, zona aquela zona fronteirista que a genteou por quê? Então ela teria que ter todas aquelas características que nós conversamos. Ausência de sentimento superior de piedade, compaixão, altoísmo, ausência de arrependimento, eh eh eh eh Desejo deformado, tudo aquilo que a gente conversou, né? Pois bem, então vou contar dois fatos que não aparecem no filme, mas são dois fatos importantes. Na verdade, eu vou contar três,
tá? Que não aparecem no filme, mas são importantes pras pessoas, Opa, pera aí, para entender. É porque o filme vem de Eu não assisti, nem vou assistir. Eu Também não. Minha mulher viu e ela me contou que me contou. Eu também real não. Eu também não gosto não. Não dou liber não interessa. Eu conheço também a o o real. Não. Bom, mas vamos lá. Não, nada contra quem assiste, porque pode despertar curiosidade mesmo. Mas vamos lá. Primeiro, eh, depois que ela matou e esquartejou o marido, que eu vou dizer para você, eu examinei Muitos esquartejadores,
não demais, mas muitos. Sim. Nenhum esquartejador que eu examinei, dos que eu examinei, eram normais mentalmente. Porque o esquartejamento é um ato tão tão bárbaro, né? Porque é para lá da morte, você não tá, a pessoa já tá morta e você fatia ela. É uma coisa não é impensável, né? Exatamente. Uma pessoa normal não esquarteja porque ela para, vomita, ela não, não vai, não dá. Ela pode até tentar, mas ela não vai conseguir. Pode até tentar, mas ela não vai pra frente. Bom, pois bem, mas tudo bem. parte desse fato que tá já é um
fato que precisa ser ponderado. Mas então ela pôs todos os pedaços dentro do do de mala, Pôs no porta-mala e foi se desfazer desses pedaços numa estrada numa estrada no interior. Isso. Afastada. Afastada. Bom, ela, isso não, não que eu saiba, porque eu perguntei para uma pessoa eh muito querida, um advogado, eh, que funcionou justamente neste neste caso, enfim, neste caso, na parte civil de família, eu ele assistiu o filme e eu perguntei, eu falei: "Escuta, passa este Este esse detalhe que eu vou contar para você agora no filme". Falei: "Não, não passa". Qual o
detalhe? O detalhe para você sentir a frieza dela. Para mim, para mim é um é um é um sinônimo de frieza. Ela então tava com o carro cheio de pedaços de do corpo esquartejado ali no carro. E ela foi pega pela polícia no no trajeto. Sim. Pararam ela. Pararam. E aí Pararam ela com com o corpo esquartejado dentro no porta-mala. No porta-mala. Tá certo. O o o por excesso de velocidade o guarda parou. Você sabe qual foi o depoimento do guarda que que todo mundo queria saber? Claro. O senhor não de diferente? Absolutamente nada. Impassível.
Totalmente. Desperada, angustiada. Meu amigo, se você passar com uma garrafa de whisky a mais no no num blitz numa blitz você se seu o seu guarda tá aqui ou algo parecido, você você se entrega. Claro, não tem como, não tem como. Mas isso aí também não é não é tudo. Ela veio do Rio Grande do Sul para São Paulo Na véspera do assassinato. Ela comprou uma maquita no Rio Grande do Sul e transportou de avião. Ah, é? É. Ah, consta isso no na na no filme? Não, não consta. Hum. Sabia disso? Da maquita. É, pois,
mas ela não usou a maquita. Ela não usou, né? Ah, tá. Talvez pelo barulho. Tá. Fala, Len. Eu acho que algum perito já falou aqui da da Maquita. Acho que o delegado Mauro acho que falou sobre isso. Tá macro. Bom, você imagina que ela pode ter pensado em o Mas Claro. Ah, por que que não comprou então aqui e transportou? Ah, para não chamar atenção. Não, veja, eu acho que começa por aí. Começa por aí para aí. Por que que você por que que você comprou a maquita aí? O que que você Não, eu ia
dar de presente para ele para abrir caixa de vinho. Essa foi a a resposta dela, a justificativa dela. Bom, pois bem. E o terceiro ponto que também não aparece no filme e tem mais. Eu podia falar quarto, quinto, sexto, mas eu vou falar o Terceiro. O terceiro ponto. Terceiro ponto. Depois que ela deu tiro, ela tirava bem. Depois que ela deu o tiro, depois que ela deu o tiro, ela trocou o cano do revólver para não ter e para enfim, por causa de balística, ela trocou o cano do revólver. Também não conta que trocou o
cano do revólver. Todas. Quarto, quarto é mais quarto Depois que teve assassinato, que ela pôs, ela teve um comportamento extraordinariamente gelado como como comporta, como como diz respeito aos condutas em falar que o marido tinha saído, fui porque aí eu não me lembro, eu não não vim para responder sobre isso, mas absolutamente gelado de dissimulação. Entendi. Ela só se entregou mesmo quando pegaram, né? Porque viram. Mas todo todas são iguais. Todos são iguais. Não tem grande diferença. E Vilela, vamos caminhando para um final e vamos tirar as dúvidas do Vamos tirar as dúvidas e vamos
caminhando pro final. Mas que você acha, Dr. Guido? Não, por nada, porque eu tenho ainda, infelizmente, você sabe que o meu, os meus horários estão cada vez, Ih, meu amigo. A minha dúvida era o Seguinte, em relação ao caso dela ou da Suzane, é o seguinte, esses casos eh eh esse laudo que que você dá, ele ele serve para quê? Para ela não não, nesse caso, eu fui absolutamente contra ela ficar na guarda da criança. Ah, tá, tá, pelo amor de Deus. Entendi, entendi. Tecnicamente impossível, tá? E no caso da da Suzan tecnicamente da Suzan
você também fez a Suzane. É ela eu foi assim eh alguém queria que ela fosse para a rua. regime fechado para o semiaberto. Ah, entendi. Do fechado para o semiaberto. Tá certo. Então, a juíza responsável por passar ela do fechado pro semiaberto falou: "Oi, tudo bem? Autorizo". Entendi. O desembargador não gostou, falou: "Pera aí, alguma coisa como passar do fechado para ser aberto." Qual motivo? Qual o motivo? Qual e o que que fundamenta? E pediu normalmente os desembargadores não nomeiam no processo. Eles mandam pra primeira instância, a primeira instância nomeia. Não, nomeia para alguém específ.
Não, nomeia o perito. É o perito específico. Não, ele não é normal. Eles Eles não nomeiam, eles mandam pra primeira instância e a primeira instância que nomeia o perito de confiança. Mas o desembargador me nomeou. Entendi. Ele falou: "Gostaria de que Dr. Guido fizesse o esse esse parecer chamado parecer criminológico para ver se pode passar do regime fechado para o regime semiaberto." Você não precisa fazer uma entrevista com a com a Não, eu fui entrevistar. Tem que entrevistar, tá? Então eu marquei o dia para ir, fui e naturalmente eu não, ela é estudei todo o
processo e tal, ela é eh já tinha casos de manipulação, manipulação de de do promotor, manipula diretor da da do presídio também, presídio e tal. Então, obviamente que eu não vou sozinho fazer um exame com ela fechado numa sala Ou em qualquer lugar, mesmo que aberto. Entendi. Lugar aberto. Então eu fui com a Maria Cecília, que é psicóloga, e minha filha, tá? Para ter uma segunda, porque eu ia ia com uma psicóloga, ela não podia ir para ter alguém do lado. Entendi. Alguém do lado, senão ela manipula toda a história, né? Ou pode até, como
aconteceu, eu já Conheci no caso de um psiquiatra absolutamente honesto, um senhor de altíssimo nível, a a paciente saiu do consultório dele, ele tava sozinho com ela, com pôs o peito para fora e falando que ele tinha atacado e não tinha sido porque ele tinha câmara, então ficou claro no corredor. Mas então isso aí é perigoso. Claro. Bom, então eu fui para Tremembé para examiná-la, já sabendo de tudo. Quando Eu cheguei lá, ela se recusou a conversar comigo. E ela tem esse direito ou não? Ela pode tem esse direito por orientação do advogado, tá? tem
esse direito. Mas é claro que eu tive contato com ela e percebi a ela é absolutamente rápida de raciocínio, rápida de olhar e rápida de raciocínio, o olho raciocinando. Eh, conversou com o Advogado, o advogado falou para não, mas eu falei: "Olha, você aproveita sua oportunidade, porque eu não quero prejudicar ninguém, Vilela, e nem ajudar. Eu vou fazer, eu vou um técnico, seu trabalho, é claro, que procuro fazer o meu trabalho da melhor forma possível. Se dá para ajudar, ajuda, mas no fundo eu não posso ser bom com um, porque se eu sendo bom com
um, eu tenho que ser equânime. Eu tô sendo mal com a sociedade, por exemplo, Eu tenho que ser técnico e lastreado tecnicamente, sem ter juízo de valor. Sem juízo de valor. Exatamente. Técnico. Bom, pois bem. Aí expliquei para ela que eh eu se eu fosse eh eh que ela poderia contar tudo do jeito que ela quisesse. Não. E naturalmente eu tô examinando. Naturalmente eu estou examinando. Eu perguntei se ela queria pôr alguém da confiança dela eh na sala, desde que fosse um funcionário, etc. E Naturalmente Maria Cecília não ia sair do meu lado, óbvio. Mas
enfim, ela se recusou, se recusou completamente. Falei: "Tá bom, então vou fazer um laudo indireto". Que é comum em psiquiatria fortece. Sim. Você tem, por exemplo, nos casos de anulação de testamento, são laudos que você faz de pessoa que já de pessoas que já morreram. réus revés que não aparecem são pessoas Que você tem que fazer o perfil psicológico pra polícia que tem um perfil psicológico de um criminoso. Então você isso aí é comum. Então eu fiz, fui absolutamente contrário, absolutamente contrário ela caminhar do regime fechado, caminho progressivo, do regime fechado para o semiaberto. Entendi.
Absolutamente o contrário. Isso é levado em consideração pro para quem vai julgar. Exatamente. Aí Entreguei paraa juíza de primeiro grau que tava julgando, não pro desembargador. O desembargador só mandou. Entendi. Eh, bom, a juíza julgou no com uma penada dizendo o seguinte: "O Dr. Guido não examinou". Ora, eu examinei demais. É, é o método do exame indireto é diferente do método do exame direto, mas a acurácia é a mesma. Entendi. Então, e deu e aí ela queria soltar, não É, na minha concepção. Então, a juíza deu progressão no regime. Só que essa moça, essa essa
essa moça, ela é extremamente manipuladora e ela manipulou a juíza, na minha concepção, e não saiu. Ela não saiu porque ela tava azeada com um uma outra detenta. Ah, verdade. Não é? Tava amaada e então tinha suas regalias, sei lá. Isso eu não me importa porque e não saiu. Ela foi sair quando ela quis. Entendi. Até isso ela. Lene, como que tá o pessoal e quais são as dúvidas aí do do pessoal pro doido? Olha, tem bastante pergunta aqui, viu? Tem bastante pergunta. Eh, bom, eu vou responder algumas. É, pincela aí. Tem que pincelar aqui
e algumas coisas ele já deve ter respondido aqui também, né? Uma boa parte. Tá muito frio. Quer que desliga o ar? Tá Bom, então tá bom. Bom, o Marcão, Marcão Motoca, ele colocou aqui, ó, doutor, o senhor é um crítico de receitar antidepressivo para tudo. Qual a alternativa aos antidepressivos? E aí ele faz uma outra pergunta. Será que algum juiz terá coragem de soltar o champinha? Ah, boa, boa, boa. Essa daí é boa. Então vamos. São duas. Olha a alternativa. Olha, o antidepressivo ele precisa de fato ser receitado naquelas naquelas Circunstâncias que a gente tava
conversando, Vilela, Exato. Que é de dentro, né? De dentro. Mas isso é bem raro. É bem raro. É são são casos específicos de de das famosas psicoses maníacos depressivas ou psicose maníaco-depressiva. Então a a alternativa são hábitos ah hábitos saudáveis. Não que não possa tomar sua cervejinha, seu whisky, etc. é saudável, Mas hábitos saudáveis e exercícios físicos é muito bom. Exercício físico é um excelente remédio antidepressivo. Então, hábitos, por exemplo, você saber descansar. Então, o descanso do dia, o descanso da semana e o descanso do ano. Então, o descanso do dia, mesmo que você trabalhe
até 11 horas da noite, começou cedo, saber como eu digo, fechar a boutique. Fecha a boutique, acabou, desliga. É, mas você vai aprender a fazer isso e Vai descansar e não ficar levando aquilo pra cama que fica puxando e vai para lá e já acorda no dia e embala tudo uma vez só. Então, eh, descanso final do dia, final de semana, não precisa ser sábado é domingo, mas, por exemplo, domingo à tarde não vou fazer absolutamente nada, é zero, 0er zero, nada. E não faz. E um pequeno, uma pequena férias, eu acho que isso aí
dá para recarregar a bateria e saber que os problemas eles existem, as soluções também existem. Muitas vezes Você pensa que não tem solução nenhuma e tem o Yung. que foi um grande psicólogo, Cal Gustavung, ele dizia que em três semanas, que são 21 dias, o psiquismo ele vai procurar nesse momento entrar em equilíbrio. Como o corpo sempre quando ele tá mal, ele procura entrar em equilíbrio. Se você foi um um machucado, o corpo quer entrar em equilíbrio e fechar aquilo, certo? Entendeu? você mesmo que tenha edema, mesmo que tenha, ele vai procurar a febre é
um é um é é uma tentativa de entrar em equilíbrio em determinadas circunstâncias. Então ele, o psiquismo também ele vai tentar entrar em equilíbrio. Então um pouquinho de paciência e eh isso aí pode ajudar muito, mas cada caso é um caso, naturalmente. Essa foi a primeira pergunta. Segunda, o champinha. Olha, hoje nós vivemos numa decadência Da psiquiatria ocidental, com improvisação de peritos que não sabem nada e vão lá e e dão dizem que eu acho que é isso, eu acho que é aquilo, eu acho que é aquele outro. O champinha não tem saída. O Champinha
não tem saída, é pôr na rua e delinquir. É aquilo que a gente tava conversando. Tem umas coisas são curadas. Infelizmente ele tem um um uma deformidade mental orgânica, Que para mim vem não só de um heredo, de um hereditário ruim, com um sofrimento quando nasceu, que ele teve uma hipóxia, na minha concepção, uma falta de de oxigenação cerebral. E deu isso e dá isso que que que eh tecnicamente, psiquiatricamente dá esses enéfalopatas, que é o caso do Champinha. Encéfalo. Encéfalo. A a patologia tá no encéfalo dele. É um terreno e não vai, não Adianta,
não tem, não existe uma injeção, um remédio, um tratamento que possa fazer com que ele seja aquilo que ele nunca foi e nunca será. Entendi. Fala, Aline. Ó, a Adriana Fernandes, ela perguntou aqui o seguinte: "Doutor, é comum o doente mental receber é comum o doente mental receber benefício social por incapacidade elaborativa, mas construir família e levar vida normal é medicado? Gostaria de ouvir sua opinião. Quem não Tem autonomia é capaz de cuidar de família?" Bom, ela toca num ponto tão interessante porque ela fala de vida laboral. vida laboral, não, ela fala de a a
de perícia trabalhista. Ah, no em em casos de incapacidade para trabalhar, incapacidade mental para trabalhar e com capacidade para fazer outras coisas. A justiça do trabalho, as perícias na justiça do trabalho, com todo respeito, Elas, claro que tem bons peritos, tem bons profissionais, tem colegas que são realmente estudiosos, etc. Mas é, olha, com todo o respeito, uma escolhambação. É, é tudo. O paciente diz, chora e o o aquele profissional que se diz perito escreve e e muitas vezes dá um benefício que não tem por dar. Você tem uma ideia, Vilela, é muito comum na perícia
eles esquecerem muleta no elevador. Ele vai com muleta para pegar o benefício e Depois vai embora. Isso que isso é comum, é isso. As pessoas que trabalham nessa área sabem bem disso. É um campo bem minado. Entendi. Fala, Line. Eh, pediram pro senhor comentar a respeito do caso da Flor de Lis. O Wesley tá pedindo. Bom, a flor de lis ela não deu. É um caso bem complicado, né? caso bem complicado. Eu não tenho, eu não Funcionei nesse caso, não tenho detalhes e pormenores. É bem complicado, é bem interessante. Provavelmente eu não eu não conheço
detalhes, por isso eu não posso comentar. Eh, mas é um caso, possivelmente de uma criminosa comum, articuladora, etc. Eu não conheço, então eu prefiro no falar. Melhor não entrar também, acho. Vamos lá, Len. O Richardson, ele mandou várias várias vezes a mesma pergunta do eh eh querendo Saber o seguinte: se a solidão crônica pode matar. Solidão crônica. Solidão crônica pode matar. Bom, a pergunta é genérica. Eh, olha, eh, não, não tem pessoas solitárias que vivem muito bem, tem pessoas solitárias que aproveitam a a ausência de outros ou a solidão, porque procura, que procura para poder
desenvolver as ideias, os eremitas, por exemplo, que Procuram o sossego da solidão. Então eu acho que cada um é a sua história e o seu porquê. Então eu acho que a solidão em si pode matar. Não entendi. Tem mais uma? Tem tem. Ó, tem uma aqui da da Iris. Ela tá pedindo para senhor falar sobre a mente do Lindenberg, do caso do cas. Quem é o Lindenberg? O Ah, o Lindenberg foi aquele que fez um um sequestro, qualquer coisa assim. Eu não me lembro. Ah, mas é também é muito antigo. Antigo e eu também não
tenho detalhes. E teve teve eh eu não sei se foi um laudo, alguma coisa, alguma entrevista eh do senhor sobre o Bolsonaro, sobre a a o lance da psicopatia. O que que o que que você tem? Bom, é campo minado, a política principalmente não veja, eu não eu não fujo de absolutamente nada, porque o que que foi exatamente que foi te perguntado alguma Coisa sobre isso aí? É, mas eu acho que neste momento eu eu creio que conheço bem, mas nesse momento precisa eh você tem muita animosidade, muita polarização, então eu prefiro voltar se você
me convidar, já tá convidado eleiçõ das eleições. E aí nós vamos conversar talvez até especificamente, mas deixa porque senão tudo que falar agora vira outra coisa, Vira vira arma também, né? Vira arma. Vira. É, então eu prefiro, eu prefiro, eu desejo que todos votem em paz, que escolham os seus candidatos com consciência, mas nada mais nesse momento. Mas depois assentou a poeira. Querem conversar sobre isso? Então vamos lá. Aí eu aí a gente conversa. Fechou. Obrigado demais, Dr. Guído. Obrigado demais. Foi uma aula aqui, né? Teve mais aluma questão que faltou aí que você achou?
Tranquilo. Não, a próxima pergunta era essa do do É que você agora. Eu eu sei porque quando a gente anunciou ele, muita gente perguntou e eu nem tava sabendo desse desse comentário, mas vamos lá. E tá convidado já pra próxima também. Muito obrigado. Eu adorei participar. Meus parabéns. Eu quero te dar meus parabéns porque eu já tive algumas pessoas já me entrevistaram, mas a minha palavra de honra, com todo respeito a todos os que me entrevistaram, que são Às vezes são até queridos amigos, mas com você foi algo assim realmente espetacular. você mostra um interesse
naquilo que você faz, faz bem feito. As suas perguntas são claras, são distintas, são adequadas e mais que isso, os seus comentários são muito bons, eles são estimulantes. O o o seu programa, ele que leva em consideração inteligência, tem os meus parabéns pela sua inteligência. Obrigado Demais, Guido. E para encerrar, eu sempre faço três perguntas para todos os convidados. Queria te convidar a respondê-las também. A primeira é o seguinte, falou da sua carreira, da sua história de vida, do seu trabalho. E olhando para trás, Dr. Guido, qual você acha que foi o momento mais difícil
para você ou da sua vida ou da sua carreira? Foi aquele começo que você falou? Teve algum algum momento mais difícil? Boa. Essa sua pergunta é boa. Eu tava, Na verdade, como eu vi seus programas, então eu tava esperando essa sua pergunta. Qual seria um momento eh baixo, né? momento o momento difícil, momento baixo. Mas eu entendi como um momento baixo, momento difícil, graças a Deus, todos os momentos difíceis e eles serviram para que eu pudesse aprender. Exato. Então eu aprendi com os momentos difíceis. Então eu não posso falar que Eles foram difícis, mas se
teve um momento baixo. Sim, teve. Quando eu fui para Amsterdã ficar abaixo do mar. Ah, é verdade, né? Tanto que quando Então foi esse esse momento mais baixo da sua vida. Ainda bem, né? Ainda bem. Mas eu, graças a Deus, eu não tenho do que me queixar na minha vida. É mesmo. Isso é bom. Bom na minha vida. E eu me lembro até quando eu era estudante, mesmo no início de Carreira e até hoje, até esse momento. Eu não preciso que tudo isso que tá até acontecendo agora aqui agora, ele se ele tenha um tempo
e se transforme em saudades para dizer: "Puxa, como foi bom". Então eu soube reconhecer aqueles momentos antigos. Como eles foram bons, eles não precisam se transformar em saudades para falar: "Nossa, que momento lindo, nossa, que gostoso". Como tá sendo muito gostoso esse momento. Eh, o momento é mais importante do que Pensar nele como algo depois como algo que foi bonito. Não, ele é bonito. Graças a Deus. Graças a Deus. Graças a Deus. A segunda pergunta é o seguinte: "Iemos morrer um dia. Espero que demore muito tempo, Dr. Guído, mas esse programa vai ficar para sempre
na internet. E o pessoal que voltar daqui 293 anos e quiser saber quais seriam suas últimas palavras, Epitáfio. Olha, Epitáfio. Essa daí eu acho linda. Então eu vou falar, eu não falo alemão, mas eu tenho algumas frases porque tateando em alemão. Vou falar em alemão e depois vou vou traduzir. Eh, Lacidishi Barrachen. Eu acho linda essa frase. Dei lacidishi barrachen. Todo perdão a ao meu péssimo lá se barra. Deixe se surpreender. Putz, deixe se surpreender. Eu acho que é uma frase e é um lema pr minha vida. É uma frase, é uma frase extraordinária. Lá
se diz barracha. Deixe se surpreender. Porque se você chega num ponto de não se surpreender mais com nada, sua vida qualquer coisa. É, deixe surpreender. É, deixe surpreender. E a terceira pergunta é se você tem alguma dúvida, se faz alguma pergunta, deixa alguma dúvida pra gente, algum questionamento. Tenho, eu tenho, eu tenho uma que eu vou deixar que olha o os melhores seres Humanos, entre aspas, que eu acho que existem são os cachorros. Os cachorros. Eu acho que cachorro é um é um é um entre aspas um ser humano extraordinário. Ele você faz coisas erradas
para ele, ele te perdoa banando o rabo. É, são carinhosos, são sinceros. Já ouviu essa piada que você fala assim: "Quer saber quem gosta mais de você, se é se é o seu cachorro ou sua mulher? Você sabe dessa?" Tranca, tranca no tranca num quarto, deixa um dia trancado e abre. Quem vai vir te lambê depois ou te beijar? é quem gosta mais de você. Mas não é os cachorros os cachorros são tão amorosos, eles são sensíveis, são, é, né? Eles têm eh eh são bom, então é por que que cachorro quer que é gente
tão fina, né? Ah morre dura pouco, morre cedo, não é? É, podia ser um pouquinho mais. Então, Exato, tem isso também, né? Eu acho que vive tão intensamente. Ele ele gosta tanto do de quê? Do de da convivência. É um bicho muito bom. Bom, eu acho isso uma parte afetiva que é, lembra da Batman, da minha cachorra, né? Trabalhava com a gente lá, ficava direto. Eu, eu saía da minha casa, ia pro trabalho, ela ficava lá com a gente. O Len trabalhava lá, ficava lá com a gente. Você tem cachorro? Tinha, né? Agora eu tenho
outro da é da minha mulher, mas a minha cachorra mesmo morreu, né? Fazer o quê? E você tem? Não, tenho. Eu não vivo sem. Como chama? Eu tenho duas. Eu tenho a Chica e a Duda. É. É. São dois labradores. São maravilhosos. Que legal. Então, mora em casa, né? Eh, Eles ficam no que o meu consultório é na casa que era do meu avô. Ah, então passou a mãe, então tem quintal, eles ficam lá, tem caseiro, tem. Isso. Que maravilha. É, então, então é isso. Obrigado demais. Muito obrigado. Eu que agradeço mais uma vez a
sua especial gentileza, a sua hospitalidade e olha, meus parabéns. Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo. Olha, é gostoso ver as peças, né? É os por Maravilhoso. Meus parabéns. Obrigado demais. Parabéns mesmo. Obrigado, Len. Obrigado, Paquito. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado a vocês que esveram aí. Pal palavras finais, Len. É isso aí, galera. Se inscreva no canal, torne-se membro, curta esse vídeo e como Jujuba que é o lema da gente, é comer jujuba. Exatamente. Que é o desejo que pode ser pode ser realizado, né? Qual que é Aquele que desejo que não pode? o desejo do do do
sociopata lá, quando ele tem um desejo mórbido. Mórbido. Exatamente. Esse esse pode. E se você chegou até o final dessa live, prove que você chegou até o final escrever nos comentários, deixe se surpreender que a gente sabe que você chegou até o final, tá bom? Até mais. Fiquem na paz aí. Tchau. Tchau, gente. Show.