Numa empresa, modelo de gestão, a forma como você faz as coisas, a forma como você aborda problemas, a forma como você soluciona problemas, a forma como você expõe problemas, se você tem isso como um protocolo, todo mundo fazendo da mesma forma, a velocidade é muito maior. Quantas pessoas eu deixo entrar na plataforma? Se eu deixo 100.000 entregadores a mais entrar, que que acontece com a média de Ganho do todo? Cai. Perfeito. Mas eu gero renda para 100.000 a mais. Uhum. Se eu der 100.000 de fora, eu tenho 400.000 com mais renda. Qual a decisão certa?
Não existe de decisão certa. E aí um belo dia você fala: "Eu vou deixar, você pô sua marca aqui e eu vou pôr a minha marca aí". Uhum. E isso vai exigir da gente uma reconstrução complexa de fluxos, porque obviamente a gente não ia admitir, nem Nós, nem o Uber uma experiência que não fosse muito boa. Claro. Então pensa, cara, que o dia que você abrir seu celular e tiver o Uber lá dentro, você vai clicar e eu vou saber que é você. Que as pessoas acham que tem que ser o Bill Gates para fazer
um troço desse e o ponto, e essa foi uma frase que eu coloquei no no artigo junto com a Carol, que é: a gente descobriu que a beleza da prosperidade não é o quanto se acumula. Uhum. É o Como você usa ela em vida. Uhum. Não é o quanto você deixa, é para onde você destina em vida. Em vida. Porque é em vida que você tem a satisfação e essas coisas acontecendo. Uma menina se formando ali, um cara conseguindo um emprego aqui. Então, cara, essa é um pouco da história. O que será o iFood amanhã?
O iFood amanhã ele vai [Música] tá Olá, pessoal. Bem-vindos a mais um episódio da nossa plataforma de Conteúdos, o Vid Talks. Hoje eu tenho um desafio extra, não apenas por não ser um entrevistador profissional, mas conduzir uma conversa sobre um setor, uma empresa e um empreendedor, onde a impermanência é a regra. E eu não estou exagerando, vocês já vão entender. É capaz que até o final dessa entrevista o nosso convidado tenha que nos atualizar sobre alguma coisa. Ele pode receber uma ligação a qualquer momento e alguém dizer: "Ô chefe, faltou você falar de um negócio
Novo por aí". Fora brincadeira, eu tenho um grande privilégio de receber aqui no V Talks o Diego Barreto, CEO do IFO. Boa, obrigadão. Posso começar quebrando o protocolo? Gente, eu não consigo chamar ele de Marco não. Para mim ele chama caco. Então eu todos os outros chamaram de Marco. Comigo vai ser diferente. Vai, vai nessa, cara. É caco daqui pra frente. Vai nessa, cara. Tá, estamos em casa. Estamos em casa. Diego, o negócio é o seguinte, deixa eu começar Lá atrás. O iFood começou como disk cook, um cardápio que nem digital era, era um cardápio
impresso, onde as pessoas ligavam para fazer um pedido. Isso pelo que eu pude observar quase há 15 anos atrás. É isso aí. O que que é o iFoodu de hoje, cara? Cara, o iFood hoje é um grande ecossistema de conveniência no seu bairro, na sua comunidade. Então, para para pensar Assim, você gasta 80% do seu tempo acordado em dois lugares, na sua casa e no seu trabalho. Essas duas comunidades giram em torno de você quando você tá usando um iFood para uma conveniência, para pedir um restaurante, para pedir um remédio, para poder pedir. Ontem eu
comprei um medidor de pressão para qualquer coisa. Só que isso é um ecossistema. Por quê? Porque eu não tô fazendo só para você. Eu sou o maior Provedor de crédito para um restaurante, crédito, empréstimo. Então é um grande ecossistema de conveniência num nível muito local. Você consegue eh traçar os principais marcos dessa evolução? Eu sei que você tá no iFood, acho que uns 10 anos, 8 anos mais ou menos, né? Você consegue traçar os marcos principais dessa evolução? Consigo? Ah, cara, tem muita coisa legal que a gente poderia chamar de Marco, é, além de você.
Ah, foi boa essa, hein? Mas, cara, os Principais marcos, primeiro, você falou do Dis Cook, né? Então, o o marco do discook ele é importante porque o o discook ele é a essência da nossa paixão pelo problema e não pela empresa que foi criada. Então ele começa com um monte de cardápio que você junta de e imprime e entrega na casa de uma pessoa. Então a pessoa deixa de olhar um uma página amarela que não tem nada, exceto o telefone e o endereço para olhar preço, descrição do produto, em alguns casos Foto, muda completamente a
relação. Aqui você falava, será que essa pizza tem cebola? Aqui você lê se tem cebola ou não. E ele tem um call center no meio desse caminho. Então no passado a gente ligava, dava ocupado na pizzaria. Você corta isso. Então a gente se apaixona por esse problema. Diz que Cook evolui no tempo e aí chega a internet. Esse é um outro marco. A gente sai do impresso e vai para uma página de internet. O tempo passa, chega o smartphone, a gente Derruba a página da internet. Ela existe ainda na prática, mas ela fica irrelevante. E
aí a gente migra pro smartphone na mão do consumidor. Uhum. 2018 o smartphone penetra na população brasileira. Aí a gente cria a plataforma de logística pros entregadores, porque o entregador passa a ter um smartphone na mão, outro marco. Uhum. Em 18 tem um automarco importante quando a gente começa a trabalhar com IA. Uhum. 21 é o primeiro movimento nosso. Saindo de Restaurante. Entramos em supermercado. 23 fintec. Uhum. Esses são, eu diria, os grandes marcos que a gente tem no iFood. E quais e quais são os aprendizados? Você trouxe na perspectiva de produtos, soluções e etc.
E do ponto de vista de aprendizados assim que vocês tiveram eh talvez relacionados a à a à gestão, a cultura e cultura, você é o cara que, enfim, carrega essa bandeira, a gente vai tratar mais especificamente sobre isso, mas quais aprendizados que foram Cruciais assim ao longo dessa jornada, mais além das tecnologias e dos produtos e serviços que você cara, tem muito aprendizado. Acho que eu vou vou falar de coisas mais amplas assim e estruturalmente importantes e vou falar de coisas um pouco mais específicas, mas assim mais amplo. Primeiro, a academia no Brasil não prepara
as pessoas pro pro tipo de ambiente que a gente tá. Perfeito. Porque historicamente o Brasil não tinha esse tipo de ambiente. É um Ambiente com historicamente com olhar mais fabril, mais processual, com ciclos mais longos. Uhum. Então, acho que esse é um primeiro aprendizado. A nossa formação intelectual, ela veio toda de fora até hoje. Até hoje, uma vez por ano, eu pego 60 pessoas no iFood e vou para Stanford e passa-me uma semana estudando. Interessante. Eh, então esse é um primeiro importante. Acho que o segundo é a gente aprendeu a trazer as pessoas pelo Comportamento
pessoal delas. O que eu quero dizer? Se a academia no Brasil não te forma e as empresas no Brasil não tm a característica que a gente tá dizendo. Uhum. E quando eu digo as empresas, eu tô exagerando, óbvio que tem algumas, mas é a minoria. Claro. Eh, isso significa que você então não foi formado no que eu tô procurando, mas talvez você seja, talvez você tenha nascido, seu pai, sua mãe tenham te feito assim, mas Você foi trabalhar e foi estudar e e não pôde exercer esse comportamento. Então isso foi um outro aprendizado muito grande.
Não adiantava eu olhar e falar: "Quero alguém vindo de uma startup ou de uma empresa muito grande". O ponto é a pessoa, seja ela onde ela estiver, qual como ela é? Qual é o comportamento natural dela? Uhum. Então esse foi outro aprendizado muito grande. A gente a gente tem um time, uma empresa tem 8.000 pessoas, tem um turn muito baixo. Uhum. Eh, uma empresa com alta performance, então não é que a gente vai mantendo ali o conceito de família e aí mesmo que a performance c a gente vai mantendo as pessoas. Não é sobre isso.
Mas o que que a gente aprendeu? A gente aprendeu a acertar na origem olhando pro comportamento. Acho que esse foi um outro aprendizado muito grande no nível macro. no nível micro, eh, três coisas muito importantes. Primeiro é cultura, porque eu não vou falar muito aqui Porque aparentemente a gente vai tocar mais nisso. O outro é modelo de gestão. Uhum. Brasil é ruim de modelo de gestão, cara. As pessoas não entendem assim, e existe, você precisa criar linguagens únicas para poder ter velocidade. A gente fala português no Brasil e isso nos dá velocidade. Sabe, eu não
tenho que ficar tentando fazer sem entender o que eu quero. Eu te falo. Isso é uma linguagem. O que que é um protocolo de internet? é uma linguagem que faz o Mundo inteiro usar a mesma coisa e ter velocidade numa empresa, modelo de gestão, a forma como você faz as coisas, a forma como você aborda problemas, a forma como você soluciona problemas, a forma como você expõe problemas, se você tem isso como um protocolo, todo mundo fazendo da mesma forma, a velocidade é muito maior. Esse é um segundo ponto. O último ponto aqui, que ele
é muito importante, a gente questiona literalmente todas as regras Corporativas que a gente aprendeu em outros lugares. Uhum. E cara, a gente deixou de fazer 70% das regras existentes porque elas não servem para você, elas podem servir para um outro. O problema é que a gente fica, nós, a gente fica copiando muito as coisas sem perguntar muito por por quê. Uhum. Então a gente quebrou muito padrão. Isso não quer dizer que eu não tenha minhas regras. Eu tenho muitas delas diferentes e outras eu não tenho mesmo. Então acho Que esses são os grandes aprendizados nessa
nessa jornada. Você buscarem essa inspiração em algum lugar, cara, ou isso foi construído dentro da companhia, seja, cara, quem liderou o desenvolvimento dessas práticas, porque de fato elas não são práticas dentro da minha experiência que você observa de uma maneira geral nas companhias, eh, ainda que, enfim, você esteja desde num segmento de uma companhia mais moderna que já nasce, quer dizer, nasce no Digital, não se digital, mas se converteu muito rápido no digital. Mas onde é que vocês se inspiraram para essas práticas? Foi construído lá dentro? Como é que como é que as companhias atingem
esse lugar assim de uma certa forma da visão para se estabelecer isso como cultura dentro da companhia? Cara, acho que tem quatro quatro coisas que eu poderia te dizer. A primeira delas é, acho que tudo começa aqui dentro porque o iFood é uma empresa Do grupo MVLE, OK? E a Móvelle foi fundada por uma pessoa muito importante, muito meu amigo, meu sócio, Fabrício, que hoje é o CEO da Prosos. E o Fabrício foi o cara que um dia olhou para tudo isso e falou: "Cara, deveria ser mais ou menos assim e eu não vou negociar
isso. Vai ser desse jeito". Uhum. Estamos falando de um negócio há 20 anos atrás. Uhum. Quando a móvelle começa. Então a origem, a origem, a origem tá no Fabrício. Legal, né? Quando eu digo a origem, uma liderança forte que que que estabeleceu essa visão, ex isso e não negociou isso. Então esse é o primeiro ponto. O segundo é, a gente pode perguntar, mas de onde veio a influência sobre o Fabrício? Essa influência veio de fora, essa influência veio do Velício. E e daí por que vocês colocam os executivos, você fala da da de que a
academia no Brasil não é suficiente e por isso que vocês vão lá se inspirar dentro contexto, ex. Mas não É esse vale do silício da da Hype, é o vale do silício dos anos 90. E não quer dizer que o de agora não é bom, mas é que quando uma empresa é fundada há 20 anos atrás, isso quer dizer que a inspiração veio de cases e referências 10, 15 anos antes. Então, estamos falando lá dos anos 90, empresa de um Yahoo da vida que praticamente não tem mais para nós uma grande referência. Então esse é
o segundo ponto. O terceiro lugar que vem é de benchmark. Mas eu quero qualificar isso. Uhum. A gente só faz benchmark com quem a gente diz é a melhor empresa nisso do mundo. Eu não faço benchmark assim, eu vou aqui, vou ali, vou aqui, vou ali, vou aqui. Assim, pô, precisamos de um benchmark nesse tema. Qual é a melhor empresa do mundo nisso? Ah, essa aqui. Nós temos que chegar lá, cara. E a gente faz isso desde 8 anos atrás, desde 10 anos atrás, quando a gente era pequeno e chegava uns caras tupetudo lá dizendo:
"Ô, fala comigo aí ou a gente ia dando jeito." Aham. E a última referência, o ponto para nós, cara, é, a gente tem muita coragem de de falar: "É, vamos tentar isso aí. E se der errado, se der errado, a gente volta a fazer como era antes." A gente tem muito pouco problema com esse ego, o ego do ruim. Então, o ego é importante. Uhum. te dá personalidade, te dá coragem em vários momentos, mas tem um lado ruim do ego Que é: "Nossa, fizemos uma grande mudança e a gente agora como é que volta para
trás? Como é que eu comunico isso?" Vai comunicando, não deu certo, vamos voltar atrás. E e cara, isso é muito bom. Sabe por quê? Porque quando você tem o desprendimento e, portanto, você tem a coragem, Uhum. Você ao mesmo tempo tem muita velocidade, porque como você tem velocidade para i e também para dizer, ih, não deu volta, isso dá uma dinâmica Enorme. Óbvio que você precisa equilibrar isso para não virar um caos dentro da sua empresa. É, obviamente. Mas eu diria que são esses os quatro principais elementos. Claro, você é um cara que, enfim, eu
escuto bastante as suas entrevistas, eu já acompanho, né, inclusive na vida pessoal já há algum tempo. E a você fala muito sobre essa questão da cultura ser inegociável, né? Esse é um tema que você trata sempre de forma muito eh poderosa. Queria que você Reforçasse aqui quais são os pilares da cultura do iFood que são inegociáveis nesse sentido. Boa. Deixa eu só dar um passo para trás que eu acho que é importante para quem ouvir porque esse tema é importante. Uhum. Eh, cara, não existe nada no mundo que funcione bem. Uhum. que não tenha elementos
comuns que fazem as pessoas se apegarem, se comportarem e morrerem. Inclusive, eu tô exagerando a palavra morrer, não é Morrer no sentido físico, né? Mas e morrerem por aquilo. Então, para para pensar assim, por que que países, nações são criadas? Porque existe essa identificação? Por que que pessoas vão para uma guerra? Porque existe essa identificação? Por que que décadas depois um pai e uma mãe consegue reunir filhos e netos ainda num final de semana? Porque existe uma identificação. Por que que equipes de futebol performam melhor do que outras Equipes com e eh e jogadores tão
bons quanto? Porque existe algo a mais aqui. Esse algo a mais na família, na guerra, em tudo é cultura. É cultura. É a cultura que faz essas pessoas falarem: "Eu não sei porque a gente tá aqui, mas nós estamos aqui e agora nós vamos fazer esse troço junto. Para pensar que louco. Se você parar para pensar, por que que você deveria ser apegado ao seu pai? Uhum. Na Natureza ninguém é. Depois que passa a sobrevivência, cada um segue sua vida. Fato, certo? É só o ser humano que faz isso. Então esse elemento de cultura, ele
é um elemento que explica muita coisa, que te faz ir além do que você deveria ir. Eh, cultura é um propósito dentro do iFood, cara. Cultura para nós eh, cara, é quase uma religião. Uhum. É um troço assim, é acreditar em algo que não necessariamente você tem as Explicações racionais. Uhum. Mas que você acredita que se você exercer aquilo continuamente, aquilo vai te levar para um lugar melhor. É uma religião, né? Eh, e aí a partir disso, como é que a gente exerce isso lá dentro? Primeiro é a gente diz: "Cara, a nossa cultura é
inegociável. Na prática, isso significa o quê? Que o iFood é para todo mundo, mas nem todo mundo é pro iFood. Então, cara, eu tenho a coragem de dizer uma coisa que é raro na maioria das Empresas, que é falar: "Nem todo mundo é paraa minha empresa, porque isso parece um negócio meio duro assim, né, do tipo, essa verdade de empresa não serve para minha empresa". E não, obviamente que não é com, né, com uma grosseria que a gente tá querendo dizer isso e nem te desqualificando, mas para uma outra empresa você é muito bom, mas
para minha não. Então esse é o primeiro ponto. O segundo é a cultura para nós, cara, é um negócio que a gente admite que exista Gaps, mas a gente não admite a você não tentar atingir a cultura máxima. Então, se você entrar dentro do iFood e falar com 8.000 pessoas, você vai encontrar uma certa dispersão. Uhum. Mas eu tenho certeza que a dispersão é muito melhor do que a das outras empresas. Mas ainda o que me deixa feliz é que eu as pessoas estão brigando, lutando para se desenvolver e chegar cada vez mais perto e
diminuir essa dispersão. Isso é muito importante. Ou Seja, eu não tô dizendo assim: "Você tem que ser perfeito, eu tô dizendo: "A sua intenção tem que ser parecida". E aí, cara, o que que a gente gosta muito? A gente gosta de explicar a cultura de um jeito real, porque a maioria das empresas que eu conheço e [ __ ] às vezes eu vou para fazer uma visita ou me convidam para lá numa reunião de conselho para falar sobre um tema e tal, não sei o quê, cara, elas elas mentem. Elas mentem. Então, vou te dar
um exemplo. Quantas empresas eu chego e eu leio assim na parede? Empreendedorismo, esse é um valor nosso. Toda vez que eu chego uma empresa tem isso, eu chamo alguém e falo: "Vem cá, que que é ser empreendedor?" Aí as pessoas começam a dar aquelas respostas de Wikipedia. Uhum. Do bingo. Aí eu falo, cara, eu vou te falar o que é ser empreendedor. Empreendedor é você se [ __ ] 80% do tempo. Cara, você é Empreendedor, não é verdade isso? A gente tá 80% do tempo se [ __ ] Verdade. É verdade. E a palavra ela
é grosseira, mas é porque é real, porque ela nos machuca. A gente perde uma noite de sono, a gente fica ansioso, a gente fica triste, só que no outro dia a gente acorda e fala: "Vou tentar de um jeito diferente, vou tentar de um jeito diferente. Até que um dia você chega nos 20% e aqueles 20% mudam as coisas". Então, olha só, quando eu te dou essa Explicação, o que que significa do ponto de vista prático dentro da minha empresa? Que 80% das reuniões, você vai chegar lá, as pessoas vão dizer: "Não, tá legal. 80%
dos resultados dos testes não vai tá legal. 80% da sua régua vai tá no lugar que tá baixo, que você precisa continuar subindo. Ou seja, é um ambiente, cara, de muita entrega, de muita tentativa. Isso não é para todo mundo. Agora, se eu te der o conceito do Wikipedia, todo Mundo vai achar que pode trabalhar lá e sem empreendedor. Aí o que que vai acontecer? Eles vão entrar lá e vão ficar triste, vão se arrepender, porque não é um lugar que eles gostam. Então, o empreendedorismo é um ponto. O segundo ponto é sonho grande. Cara,
no Brasil não se sonha grande. Não se sonha grande no Brasil. Nós não nos acostumamos. Para mim isso é óbvio. Sabe quando quando eu pego pit de startup, cara, vou nos Estados Unidos, aí vem lá um startup Fazer um pit. Não, pô, empresa vai ser a maior do mundo, que a gente tem o melhor produto do mundo e eu tenho a melhor tecnologia do mundo. Aí você chega no Brasil, quer fazer um pit, ele não tô fazendo um produto aqui que eu acho e o mercado é grande, aí eu acho que eu posso, aí eu
acho que não sei o quê. Cara, a diferença de abordagem já é muito diferente. Aí você pode falar: "Mas esse cara aqui, Diego, tá vendendo demais". O ponto não é esse, o ponto é o Mindset. O fato de você acreditar em algo muito grande é o que te faz pensar em coisas para chegar lá. Uhum. Então eu sempre falo para as pessoas assim, eu corri maratona por muito tempo, até eu me machucar e hoje eu não posso correr mais. Eu eu era o típico corredor de final de semana 5 km no parque. Uhum. Chegava em
casa todo dia cansado, lá no sábado, falava: "Porra, corri 5 km". Aí um dia eu falei: "Cara, vou correr 42, vou correr maratona". Cara, o dia que eu falei vou correr com 42, primeiro todo mundo no meu entorno ou falou, cara, para quê? Ou deu risada. Falou: "Ah, vai, com certeza que vai correr 42". Cara, o fato de você comunicar um sonho grande, ele te coloca já num ambiente de pressão. Uhum. Que é caceta, agora eu falei isso para ele. Aí daqui dois meses eu vou encontrar ele, ele vai falar: "E aí, tá correndo?" Então
ele já tem esse fator, ele te Movimenta, ele te coloca essa pressão. E aí o segundo, o dia que eu falei isso, eu falei: "Então eu vou correr esse troço". Eu falei: "Pô, quinta-feira à noite que eu saí, não posso sair mais, porque eu tenho que treinar sexto de manhã. Eu não bebo, mas se eu bebesse, eu ia falar: "Pô, vou ter que diminuir muito a bebida ou até zerar". Uhum. Porque, cara, o álcool afeta. E aí, cara, você aí você aí você você começa a se planejar, você começa a Achar soluções que não estavam
na sua frente, do tipo, não sair quinta noite, não era uma solução para mim de vida. Então, o sonho grande, ele é muito importante para isso. E o último, cara, eu poderia falar de mais alguns, mas eu vou me me ater aqui aos três, é inovar. Cara, a gente é ruim de inovar, bicho. A gente é ruim de inovar no Brasil. Sabe por quê? Porque a gente pensa em inovação muito incremental. Uhum. A gente não acredita que a gente pode Fazer a inovação mais [ __ ] do mundo. A gente não acredita nisso. Não é
do nosso DNA. E quando você sonha grande e topa se ferrar 80% do tempo, você vai ter que inovar. O melhor do mundo. Não tem outra opção, porque senão você não vai atingir aquele troço. Então, pô, a gente começou a fazer inteligência artificial em 2018, quando ninguém falava desse troço aqui. Uhum. Cara, a gente começou a fazer inteligência artificial, cara, em 2018. Por quê? Porque a gente falou, é o único Jeito de chegar onde a gente quer. Não vai ter jeito de chegar de outro jeito. Eu vou precisar de soluções que considerem essa técnica. Na
época ainda era o machine learning, a gente não não falava, não se falava ainda em em Jenar TVI. Cara, a gente só foi fazer por quê? Porque o sonho era grande, a gente topava se ferrar, topava ficar com vergonha. E então assim, esses três elementos para nós são muito importantes. Aí volta, só para fechar o Tema, volta no que eu falo de do aprendizado. Uhum. Eu só tenho isso aqui em pessoas que são assim. Eu não consigo te transformar numa pessoa que é assim. Então, vou te dar um exemplo super legal. Quando a gente faz
lá contratação de pessoas e tal e cada um tem uma abordagem para isso. Eu vou te contar a minha. Eu chego pra pessoa na entrevista e falo: "Vem cá, o que que você fez na sua vida que ninguém mais fez?" Uhum. Eu acho essa pergunta sensacional, cara. Ela é de uma beleza. Então, vira e mexe alguém fala assim: "Eu fui o primeiro colocado do vestibular. Sério, todo mundo faz isso todo ano, tá? Em todos os vestibulares. Esse cara não tem o pensamento que eu quero. Agora vou te dar um exemplo real de uma pessoa que
falou: "Cara, pô, os 15 anos de idade eu organizei o primeiro campeonato interesescolar da minha cidade. Uhum. Eu fui em cinco escolas, falei com cinco Diretores que tinha 60 anos de idade. Eles me emprestaram às quadras no final de semana. Fui na prefeitura, consegui um alvará que me permitiu ir na Polícia Militar para poder ter segurança. Fui na papelaria, consegui R$ 500 para comprar as medalhas. Organizei o primeiro campeonato interescolar da minha cidade. Uhum. Você concorda que esse cara é empreendedor? Você concorda que esse cara sonhou grande e que ele inovou? Uhum. Ele inovou. Uhum.
Aí eu falo para Um cara desse você dá mais 10 exemplos na sua vida pessoal que você fez coisas desse tipo? Ele tem 10 exemplos porque é ele na vida pessoal. na profissional ele não vai conseguir. Por quê? Porque ele vai trabalhar em empresas que não vai deixar ele fazer isso. Então a abordagem, você vê é extremamente comportamental e extremamente no nível pessoal, porque aí você consegue pegar isso nas pessoas. Cara, eu tô ouvindo aqui você falar e eu Tô tentando aqui, de uma certa forma hackear um pouco daquilo que você tá trazendo aqui de,
enfim, da maneira como vocês construíram o modelo de negócio de vocês. E é muito interessante porque, eh, numa empresa que tem essas práticas e essas necessidades que você trouxe aqui, você tem pouco tempo. E quando você tem pouco tempo, você tem que buscar de estratégias que facilitem você ir mais rápido. E sem dúvida alguma, quando você já tem Pessoas que já encurtem dentro de si essas prerrogativas de cultura, você não necessariamente precisa ficar também gastando muito do teu tempo em trazendo essas práticas de fato, né, no dia a dia, muito embora eh você deve gastar
um tempo relevante, né, do seu hoje muito mais cultura do que como gestão, que você não tem gente suficientemente bem preparada no estádio que vocês estão para isso. Mas e e isso tá ao ao alcance de qualquer um, porque não Necessariamente porque alguns poderiam dizer: "Ah, não, mas tudo bem, é fácil fazer isso". quando eventualmente em algum momento tinha muito dinheiro por permitiu eh a gente alcançar esse patamar e fazer essas coisas desse jeito. Mas não, você tá trazendo aqui de uma maneira muito prática e eu tô tentando observar sobre essa ótica que isso não
é sobre necessariamente de dinheiro, é sobre mindset mesmo, porque como você precisa facilitar, enfim, de Fato o alcance dessa cultura, se você já traz desde o início gente com essa propriedade, isso total é é é é fica mais fácil dependendo de se você ter mais dinheiro ou não. Claro que você vai ser muito mais rápido ou muito menos rápido, mas a semente tá aí por com certeza eu eu a semente tá aí e depois tem obviamente uma liderança aperta eh pelo que eu entendi a você a essa em permanência e entender que as coisas têm
que evoluir o tempo todo. E a Instituição clara dessa cultura no Caco, deixa só para ficar claro aqui. Nos meus dois primeiros anos eu, a empresa teve problemas sérios. Eu coloquei dinheiro meu, hum, na empresa, olha só. Coloquei dinheiro meu. Então, só para ficar e e o e e o esquema era o mesmo. Então, tem nada a ver com grandeza, não sei o quê, cara. É por isso que a pergunta do nível pessoal é tão importante, porque no seu nível pessoal, você é do jeito que você é. Uhum. Com mais dinheiro, menos Dinheiro, pagando aluguel
ou tendo casa própria, andando de Uber ou tendo carro próprio. Você é você. Você dá risada ou não dá risada, se é irritante ou se não é irritante. Então eu concordo totalmente. Tem nada a ver com dinheiro isso aqui. Nada a ver. Nada a ver. Tem a ver com essa com essa com esse entendimento sobre a importância de você já trazer gente, mas dentro de uma cultura que você acredita que é o que vai te levar mais longe para facilitar Esse processo com esse? Cara, seu time é tudo que você tem, cara. É isso. Seu
time é tudo que você tem. Eu vou te falar e e as escolhas também, né, que você trouxe muito bem, cara. Não é, não é nada pessoal, não, não é sobre você, é sobre o que eu entendo que é o melhor para mim aqui e a verdade liberta. Então, se você não pertence isso aqui, seguramente tem algum lugar que você vai conseguir ser feliz, mas aqui a gente precisa rodar dentro dessa, desse Contexto, né? Totalmente. Vamos entrar em negócio um pouco mais que eu tô encaminhando aqui um pouco das angústias, não angústias, mas eh das
das da das perspectivas que a gente talvez seja angústo também, que é administrar, cara. E e eu acho que as angústias suas são maiores do que as minhas, não só pelo tamanho da companhia. E eu vou chegar no meu ponto que é o seguinte, vocês e o negócio de delivery, ele tá ancorado, você me corrige se eu tiver Errado, em três grandes pilares. Usuários que estão ali, milhares deles, né? Aliás, milhares não, milhões, no caso de vocês já. Eh, entregadores. Uma dezena de milhares ali. 400.000. 400.000 de milhares 400000 já, aliás, centenas de milhares e
também, provavelmente centenas de milhares de pontos de vendas. 300.000 400.000 400.000 também. E quantos milhões de usuários? 60 ativos. 60 milhões de usuários ativos, 400.000 Entregadores e 400.000 pontos de venda. Ui, cada um com as suas demandas, com seus requisitos de negócio, de negócio, com seus requisitos, eh, enfim, uns de negócio e outros requisitos, eh, enfim, eh, eh, eh, eh, de, de atuação, por assim dizer, cara, eh não tem muito provavelmente dizer um que é mais importante que o outro, são totalmente interdependentes. não tem o usuário, se não tem o o o estabelecimento, se não
tem o Entregador, ou seja, todo mundo interdependente, como é que é CEO de uma empresa para administrar eh um negócio que eu acho que as pessoas não têm noção? E eu tô sentado num lugar longe de ser próximo a isso, mas que tem já uma certa complexidade, que a gente tá no mesmo ambiente de crowdsourcing, né, de de de pessoas que se disponibilizam economia de compartilhamento, né, de de renda extra, enfim, mas que a gente tá olhando Só na perspectiva do usuário que realiza pesquisa e do nosso cliente que recebe as informações. Mas vocês estão
arquitetando um outro player. Como é que é administrar essa complexidade no dia a dia? Como é que como é que se prioriza eh investimentos, ações, como é que você toma, como é que você como é que a gestão de tomar de decisões num ambiente tão complexo como esse? Cara, primeiro assim, eu acho que a as angústias que nós dois temos, elas são iguais, porque Eu eu não acho que o tamanho define o tamanho o tamanho da empresa define o tamanho da angústia, porque no final a gente é ser humano, cara. Na hora que você chega,
você senta, você fala: "Tô triste". É um fato. E tristeza é tristeza, né? Então, acho que a gente tá no mesmo lugar. Eh, segundo, cara, eh, eu costumo dizer que a posição de CEO, e acho que você vai se identificar com o que eu vou dizer aqui, ela é onde todas as contradições se encontram. Uhum. E essa é uma fonte de angústia. Uhum. Porque não é que você tá ali dizendo assim: "Eu acho que a gente deveria fazer isso, eu acho que a gente deveria fazer aquilo". Não, você tá dizendo, alguém está dizendo que acho
que deveria fazer isso, alguém está dizendo que acho que deveria fazer aquilo. E essas coisas são uma contradição. Eu preciso resolver isso aqui. Uhum. Eh, então, talvez quem ouça até aqui diga: "Pô, tem uma certa infelicidade Aí. Para mim tem um orgulho. Orgulho cara grande para [ __ ] Tem um desafio também que alimenta. É, não, total. Mas, mas cara, antes do desafio assim, tem um orgulho, porque sabe acontece assim, todas as vezes que você consegue dar passos no equilíbrio dessas desses desse tripé, cara, você tá resolvendo a vida de muita gente pro bem. Fato.
Pro bem. É o fato. [ __ ] isso me dá um orgulho, cara. É um fato. Isso me dá um orgulho, Mas ao mesmo tempo isso me machuca um pouco. Sabe por quê? Porque ninguém nunca tá 100% satisfeito. Rapaz, eu acho que a gente precisa se ligar mais. Tenho certeza. A gente precisa se ligar mais. Tenho certeza. Porque você vive os mesmos dilemas que eu vivo. Às vezes é duro, cara. Então eu vou te dar exemplos assim da vida real para mim. Aham. Você se receber um pedido para entregar Em 1 km, eu mando esse
pedido para uma moto ou mando para uma bicicleta? Uhum. Não tem certo errado. Não tem certo errado. Não tem certo errado. O cara da bike vai dizer: "Tem que ser para mim, porque eu faço entrega curta. Eu não vou andar 10 km. É para mim". O cara da moto, ele vai falar: "Não, eu quero ficar fazendo só entrega curta, porque o ciclo é muito mais rápido. Ele faz muito mais entregas". Quem tá certo, quem tá errado? Aí eu vou te dizer um outro dilema. Eu posso dizer 1000. O dilema é quantas pessoas eu deixo entrar
na plataforma. Se eu deixo 100.000 entregadores a mais entrar, que que acontece com a média de ganho do todo? Cai. Perfeito. Mas eu gero renda para 100.000 a mais. Uhum. Se eu der 100.000 de fora, eu tenho 400.000 com mais renda. Qual a decisão Certa? Não existe decisão certa. Então, quando você pergunta para mim como é que no final essas decisões são tomadas, elas para mim são tomadas baseadas em duas coisas quando envolve esses temas complexos, esses dilemas. Primeiro é condições de contorno. Você precisa saber quais são suas condições de contorno. Então, por exemplo, uma
condição de contorno para mim é a renda do entregador tem que subir todo ano. Uhum. é uma condição de contorno. Então, Se eu tiver que admitir menos entrando por isso, é uma condição de contorno. Não tem um jeito de ser diferente. Você vai ter que fazer o contorno, acabou. E o segundo é princípio. E aí você tem que definir seus princípios. Princípio e última instância é uma matriz de priorização de decisão. Isso é princípio. Quando você fala não matar é um princípio, você toma uma decisão de tentar ser um diplomata, conversar com as pessoas, convencer
as pessoas ao Invés de agredir as pessoas. Uhum. Um princípio. Então, na minha a minha cabeça funciona com condições de contorno e princípios. Depois disso aí é uma análise mais pragmática, com número, com informações, com qualquer coisa. Mas são essas duas coisas que governam onde eu deveria tomar decisões se mais à direita, mais à esquerda, mais paraa frente, mais para trás. É, é assim que funciona a minha cabeça. Perfeito, cara. Perfeito. E seguramente a gente vai se v Mais nesses momentos angust, porque eu também me vejo muitas vezes ali tendo que tomar decisões que não
tem certo ou errado, é o que precisa ser feito naquele momento, baseado, enfim, nessa, nesse entendimento de princípios, que é o que faz mais sentido e é difícil porque você não consegue agradar todo mundo. É, essa é um é uma verdade. E e também eh eu acho importante esse tipo de papo aqui, porque quanto mais gente tiver consciência eh desse papel, né, e Desses dilemas, talvez a gente possa eh conviver de forma mais harmoniosa. Eu queria te ouvir eh e que eu não ouvi ainda, eh, que eu não vi ainda dentro da plataforma de vocês,
que é o da indústria. Vocês têm acesso a dezenas de milhões de dados todos os dias de pedidos em milhares de estabelecimentos, em milhares de categorias que tanto atendem ao food service, que tanto atende à indústria eh do do que atende o canal Alimentar ou o canal Farma. Existe um projeto já dentro do iFood nesse sentido de incorporar também serviços que possam atender e aí vocês fecharem essa cadeia colocando a indústria como parte também de uma melhoria do do abastecimento e da execução dentro dos canais de vendas. Existe já existe. Uhum. Existem duas coisas aqui.
Se a gente olhar só para dados, esse é o segundo maior negócio do IFood. Au! Segundo maior negócio. Eu precisa de de ads, que nada mais é do que entender dados e fazer com que a indústria tome decisões por isso. E aí ela usa essa informação para fazer as coisas acontecerem. Um retail media, por assim dizer. Exatamente. O segundo maior negócio do TF. Caramba, extremamente relevante. É que ele não é visível, né? As pessoas não vem, né? A pessoa vê mais o B2C. Você fala a receita. Exato. Exatamente. O segundo maior negócio do Food. Aham.
O que a gente tem também é um business de venda pro restaurante, do estoque dele. Uhum. E aí você ainda tem muito a figura do atacado e do distribuidor, mas você já tem a figura da indústria fazendo essa venda direta aqui também. Uhum. Esse não é um business hoje muito relevante, mas ele é um dos business com maior potencial dentro do iFood. Então a gente optou por não priorizar no sentido de fazer ele já com muita força, mas faremos ele com Muita força daqui a pouco. Perfeito. Perfeito. Bom, deixa eu caminhar agora aqui para três
outros assuntos. fora da pauta de negócio. O primeiro eh entender um pouco mais sobre essa história do Uber. Seja eu achei hum incrível. É, mas eu vou deixar você explicar. Cara, eu também achei incrível. Eu achei incrível. Se você pensar que a gente, cara, competia até dois anos atrás, três anos atrás. Muito louco, né? Não é louco você pensar que Eles são uma ótima plataforma. Era, foi até hoje meu competidor mais duro no Brasil. Não é louco? Muito louco. Uhum. A primeira coisa que eu queria dizer aqui, cara, eh, esse é um ensinamento também. Você
falou de marcos. Esse não é um marco, mas é um ensinamento. As pessoas olham competição com muita emoção. Uhum. Nossa, não gosto do caco, ele compete contra mim. Aí você encontra num evento setorial. É, não gosto dele. Vamos ficar mais para cá. Gente, pelo Amor de Deus. Assim, competição faz parte. É igual você competir pela pessoa que você ama. Tem alguém que ama ela também. tá todo mundo podendo tentar conquistar o coração dela. Faz parte. Eh, é como um pai e uma mãe competem no bom sentido da palavra pela atenção de um filho. No bom
sentido da palavra, obviamente. Faz parte, cara. Faz parte. É como alguém que é um vendedor precisar dizer: "Cara, para quem que eu vou dar mais atenção, usar Mais do meu tempo? Eu tenho um cliente que eu vou ter que dar mais atenção, que eu faz parte competir." Então, esse é um primeiro ensinamento importante assim pr as pessoas baixarem um pouco a guarda, sabe? Às vezes eu vejo uns negócios assim do tipo, detesto aquela empresa, detesta que a empresa é um espírito, nem existe uma empresa, só existem as pessoas lá. Ah, por de trás, cara, CNPJ
são os PFS, né? Total, total. E aí, Cara, o que aconteceu foi o seguinte. Setembro do ano passado, Uber me ligou, eu a história é muito legal, cara. Gente, eu tava indo para uma, para passar três dias com a liderança sior do iFood numa determinada cidade aqui perto de São Paulo. E aí no caminho, ou seja, com tudo pronto, tudo que eu queria discutir, tudo que eu queria abordar, etc, etc, etc. No caminho toca meu telefone. Cara, você já pensou em a gente fazer isso? Falei lób. Eu já Pensei. 2019 eu fui aí propor isso
e vocês disseram: "Não, eram outras pessoas". Olha só, jura? Disseram não. Como assim? É, disseram não, tal, não sei o quê. Beleza, deixa eu te falar um negócio. A gente quer fazer. Falei: "Hoje eu não sei se eu quero fazer". Aí ele fala: "Por quê?" Eu falei: "Cara, porque eu acho que a as bases tem um overlap muito grande. Hum. Então eu tenho dúvida se vai valer o esforço." E aí um cara falou: "Não, eu Acho que não é". Base de usuários. A base de usuários. Aham. Falei: "Cara, é impossível". Essa é a minha resposta.
Mas vamos ver. Posso estar errado, cara. A cada 10 pessoas que eu pergunto, você acha que o overlap de usuário é grande ou pequeno? 11 respondem, óbvio que é grande, quem pede Uber é quem pede iFood. Eu também teria dito. Pessoas de grande cidade, pessoas Que tão da conveniência, pessoas que podem pagar por um preço maior aqui ali em função de uma necessidade de curto prazo que ela tem e coisa do tipo, cara. Aí pegamos as bases da empresa, levamos para uma consultoria, cada um mandou a sua e fizemos análise por CPF, 40% de overlap.
Falei: "Ah, não é possível". Olha só. Falei: "Time, essa informação tá errada. Eu quero ver isso aqui por celular. Olha a oportunidade. Aí fizeram, deu tipo 42%. Aí eu falei, tá errada. quer fazer por endereço. Pega aí onde o pessoal do Uber mais sai ou chega, compara com onde a pessoa tem casa ou trabalho e faz análise, deu tipo 39. Aí eu falei: "Beleza, eu tô errado, então tá tudo certo, ok, ok, ok, eu tô errado, tá tudo certo." E aí a gente então acelerou esse processo e aí, cara, é um é um negócio muito
louco assim, porque pensa assim, eh, as pessoas costumam ter uma relação muito emocional com seu ED também. Você Construiu, você gerou tráfego, você faz as pessoas quererem abrir o app no smartphone. E aí um belo dia você fala: "Não, eu vou deixar, você pô, sua marca aqui e eu vou pôr a minha marca aí". Uhum. E isso vai exigir da gente uma reconstrução complexa de fluxos, porque obviamente a gente não ia admitir, nem nós, nem o Uber, uma experiência que não fosse muito boa. Claro. Então pensa, cara, que o dia que você abrir seu celular
e tiver o Uber lá dentro, você Vai clicar e eu vou saber que é você. Animal. Você não vai ter que fazer um sign de novo. Pensa que eu vou conjugar e vou saber quais são os meios de pagamento que é o ideal para você usar o que tá lá ou que tá aqui. E vice-versa. Incrível. E aí, onde é que tá a beleza desse negócio? Beleza desse negócio, ele tá em dois lugares principais. O primeiro agora, que é o fato de você pegar business que são business de mouse, de Monthly active users, né? Ou
seja, você entra lá cinco vezes por mês, 10 vezes por mês e começar a transformar num business de D, de daily active user. Porque quando você soma a minha frequência quando Uber, Uhum. Você vai falar, pô, você pede lá 10 Ubers por mês e pede oito iFoods por mês. 18 já é mais da metade do mês. Você vai est entrando no meu app ou no app dele e vendo as duas empresas e vendo os dois serviços e vendo as duas Opções. Isso, isso tem um valor enorme, porque isso tem um um valor de awareness, de
você falar: "Hum, olha, a empresa é inconsciente, ó ela, ó o iFood, ó o Uber, ó o iFood, ó o Uber, ó o iFood, ó o Uber, ó. É o iFood Uber, o iFood Uber, i Uber. Essa é a lógica. Aí depois você vai estendendo ela para outras coisas. Você pega o nosso clube, né, que é o loyalto. Uhum. [ __ ] na hora que eu adiciono ali o Uber e eu passo a ter também benefícios do Uber e Vice-versa benefícios meus no Uber, cara, essa equação vai para um outro lugar. Se equação vai para
outro lugar. O cliente olha e fala: "Pô, isso tem mais benefício ainda. Eu eu gosto mais ainda desse troço". Então, cara, é um pouco de como isso tudo isso tudo se construiu. E como é que você enxerga dentro desse contexto? Porque eu aprendi desde cedo, eh, quando escolhi empreender, fui executivo durante muitos anos, escolhi empreender, fundando há 20, 15 anos atrás, que enquanto você como executivo tá muito na pegada de competir, você como empreendedor você só tem um e o caminho, colaborar, porque afinal de contas, enfim, a oportunidade ela vem antes do recurso e você,
como executivo, tá acostumado a olhar pro recurso antes da oportunidade. É, então, de fato, quando eu observo esse movimento, é, mostra claramente que vocês têm esse entendimento a despeito de hoje já serem grandes corporações, Foram lá no princípio ver que a colaboração é muito maior do que a competição, né? Ent porque, cara, pensa assim, eh, o o que você tem que fazer ao longo do tempo para você prosperar é construir. Uhum. Não tem outra opção. Eh, o que a maioria das empresas do outro lado da moeda fazem é exaurir o que elas construíram. Uhum. Né?
Então, ela fez um negócio, deu certo, a empresa ficou grande, rolou e ela fica ali exaurindo, exaurindo. O Consumidor vai mudando aqui, um parceiro vai mudando ali, a cadeia de valor vai mudando aqui, a competição mudou ali. Esse negócio vai perdendo valor ao longo do tempo. Uhum. Então, para nós, a lógica é, se eu tenho que construir, eu nunca vou ter todos os os capabilities. Claro, dentro de casa. Claro. Eu já te liguei uma vez, falei: "Cara, como é que você faz esse troço aí assim?" Não, porque se um dia eu tiver que fazer isso,
o cara vou te ligar. Claro. Por quê? Porque você tem capabilities que você construi o cara que eu até posso construir, assim como você pode construir os meus, mas vai levar tempo, vai tirar foco, não tá na na prioridade que você tem, que eu tenho. Então a gente precisa ver as coisas mais sobre uma ótica de de cooperação. Uhum. Por quê? Porque você constrói mais rápido. Só que aí, cara, tem uma abordagem, né? Nas grandes organizações, cara. Cara, é muito chato Com grande organização. Quando eu digo grande é tamanho, é cabeça. Aham. [ __ ]
tudo começa com um contrato com 39 páginas, velho. [ __ ] que pariu. Desculpa falar palavrão, mas é porque meu coração tá falando isso. Eu entendo, eu entendo. Pô, cara, sabe quantas coisas eu começo sem assinar o N? Um monte. Maravilhoso. Tô nem aí pro N. Você sabe por que eu não tô nem aí? Porque o desafio quem levanta a mão e fala: "Eu já vi um N ser executado". Na prática, fui na justiça e Processei o caco e ganhei R 1 milhão deais dele porque eu provei que ele Ah, mas aí vem e começa
aqui, aí planilha para cá e planilha para lá. Gente, vai lá fazer um testezinho porco, simples. É o meu caso lá com o Uber, troca as bases. Ah, mas eu não vou te dar meus dados. Traz um terceiro, ele faz rapidinho, descobre a informação e aí você vai para cima, cara. E não fica. Vamos aí. 39 páginas bicolunado. Quem vai assinar? Não, manda pro CC e pro Diego assinarem. Cara, tem inglês, português e espanhol. É de doer, bicho. É de doer. E e isso a gente não perde. Isso tem a ver, volta lá no começo
da conversa, quando eu te falo que a gente aprendeu a rever as regras. Aham. Aham. Se eu falar, toda vez que eu falo isso em empresa maior, mais tradicional, tradicional tem a ver com a idade. Aham. T ver com cabeça. Aham. Cara, todo mundo, é muito legal a Reação. Eu fui numa empresa recentemente, grande empresa brasileira, pedir para eu falar lá sobre cultura. Aí eu contei essa história, cara, é muito louco. Olha o que aconteceu quando eu falei, tinam assim umas 300 pessoas na minha frente da liderança, 260 falaram: "Porra, é isso mesmo, cara. Que
merda." Sabe reação. Aham. Aí eu terminei, passei o microfone pro pro CEO, voltou, desci e ele falou: "Pô, super legal". e tal. Vocês viram o Case? Nem tudo é aplicável aqui porque eles são uma startup, a gente não. Pronto, acabou. Acabou. Tipo, não, cara, cara, na essência, os 260 ficaram cinco. E na essência econômica eu não sou um startup, cara. Eu vendi R 100 bidais. Eu tenho 8.000 pessoas trabalhando no meu escritório. Espetacular. 8.000 pessoas, cara. Eu não sou, mas eu sou na essência, né? essência enquanto comportamento. Então, cara, aí você não Colabora, você não
vai fazer nunca as coisas, tudo vai demorar um cara, um caminhão, um caminão de coisa. Deixa eu entrar agora nesse aspecto mais da responsabilidade social da companhia. A gente falou um pouco sobre eh isso lá atrás, mas eu queria que você exemplificasse e trouxesse pra gente que práticas de responsabilidade ah vocês estão aplicando, ah, e que você considera que são Fundamentais nesta neste retorno assim que de uma certa forma ou de outra grandes corporações como a sua ah tem a consciência de devolver para todo esse ecossistema. Cara, eu acho que essa discussão ela ela foi
muito politizada nos últimos anos, né? Para mim é uma loucura, assim, é uma loucura. Costumo dizer que todo mundo é capitalista fora de casa e socialista dentro, né? Você chega fora de casa e fala: "Meritocracia, meritocracia". Dentro de casa você fala: "Meu filho, coitador, mas é meu filho, né?" Aí fora você fala: "Não, tem que competir, cara." É. Aí você chega dentro de casa e fala: "Não, não, mas eu tenho que cuidar de alguém que trabalha aqui em casa". E as pessoas são muito loucas assim, muito louca, muito louca. O ponto para mim não é
nem ser um, nem ser outro. O ponto para mim é, existem questões que precisam funcionar melhor. É tão simples quanto isso, cara. Pensar o que é certo e errado é tão simples. Uhum. Então, veja só, o entregador que chega na plataforma, ele chega por quê? Porque ele quer ou porque ele precisa? Tem as duas situações. Pros que precisam e pros que querem, ambos têm uma coisa em comum. Ambos, infelizmente, não tiveram um grande acesso à educação. Uhum. Quando eu dou a educação para essa turma, hoje o Food, não sei se você sabe disso, o IFood
é o maior formador do ensino médio no Brasil. Não sabia. Depois que você termina o ensino médio, né, aos seus, sei lá, 16, 17 anos, eh, você vai pro ensino superior. Quando você não termina o ensino médio, uns 16, 17 anos, ao longo da vida, você pode prestar uma prova chamada seja. Hum. a prova do estado, do do governo brasileiro, que você presta e tira o ensino médio, então você pode tentar o ensino superior. Uhum. Eh, o IFU de hoje forma por ano 5, 6.000 pessoas na prova do Enseja. Não existe ninguém que forma mais.
Não existe nenhuma ONG, nem uma prefeitura, não existe, não existe ninguém no Brasil, nenhum outra empresa que forma mais pessoa do que a gente no ensino médio. O que que eu tiro disso aqui? Primeiro, essa coisa em comum desses dois perfis eu começo a resolver. Então, o cara consegue ensino médio. O que que é a consequência prática disso? Primeira, Tem uma questão das pessoas olharem e falarem: "Então, a pessoa tá lá porque ela ficou presa dentro de um lugar que ela não consegue sair?" A resposta é não, porque ela ganhou mais uma chancela de que
ela pode tentar outras coisas que eventualmente demandam aquela chancela. Então, tem um primeiro efeito reputacional. Tem um segundo efeito, eu não tô colocando em ordem de de prioridade, mas tem um segundo efeito, que é aquela Pessoa ser mais educada. E pessoas mais educadas performam melhor na vida pessoal e profissional. Então, uma pessoa que, por exemplo, lê melhor, ela lida melhor com a minha plataforma. Uma pessoa que ganha uma capacidade de compreensão maior, ela lida com uma situação de dia a dia na rua, na portaria, com um consumidor, com outro integrador. Melhor, o que que eu
tô fazendo aqui? Então, eu tô fazendo o meu ecossistema ser melhor. Uhum. Quando Essa pessoa ganha essa oportunidade de fazer de um jeito diferente, fazer no meu ecossistema ou fora dele e quando faz dentro faz muito melhor, o resultado é só positivo. Você não precisa nem quantificar. Perfeito. Então eu fico me perguntando assim: "Qual é a lógica de você fazer tudo que você faz e não querer melhorar esses efeitos?" Não tem lógica. Uhum. Nenhuma lógica. Falar não é porque eu acho que é o estado que é Obrigado a fazer isso. Ah, curioso, porque você era
o capitalista liberal até um minuto atrás. Agora você já acha que é o estado. Não, porque eu acho que as pessoas que se virem, porque elas tomaram essa decisão, porque eu sou liberal lá no extremo. Sério? Mas dentro da sua casa você fala isso pro seu filho também? Uhum. Não, não fala, né? Ah, mas ele não é meu filho. Mas a discussão não é ser filho ou não. A discussão é que são seres humanos. Exato. Então, cara, o Assim, é um pensamento muito simples. O que que a gente só faz e pra gente é mandatório,
tem que ser coisa de escala. Então, é esse exemplo. Eu não quero ficar fazendo projetinho, ah, um negocinho aqui, negocinho ali, aí eu boto no PowerPoint e te mostro. Isso. Eu não quero. Então, a gente ficou, cara, muitos anos e tenta e tenta e tenta. Até que um dia a gente conseguiu criar uma metodologia e uma plataforma que muita gente se inscreve e muita gente passa. Cara, hoje 70% dos entregadores do iFood já tem ensino médio. De cada 10 que concluem ensino médio, três prestam e passam numa faculdade. Uau! Agora eu tenho um próximo desafio
com essa turma que é fazer o cara concluir tr 4 5 anos. Então eu tenho um outro desafio agora. Mas olha que bacana isso, cara. Só bacana porque você tem um coração bonzinho também, mas tem um outro lado. O ecossistema vai ganhando com isso. Você imagina quantos conflitos Caco existem no dia a dia? Porque as pessoas às vezes tm uma dificuldade de se comunicar. Pô, tô diminuindo isso, cara. Absolutamente. E aí eu, né, você tem aí o o Diego CEO do Food e tem o Diego, né, da física em casa lá com a Carol, enfim,
com as crianças. Eh, e e recentemente eu acho que você tornou público, enfim, uma uma visão sua sobre, enfim, a criação dos seus filhos e a e a maneira como você enxerga a prosperidade na vida pessoal e etc. Eu queria que Você dividisse isso aqui, porque eu tenho absoluta certeza que tocou muita gente. Eh, porque, eh, essas questões geralmente elas elas parece que elas estão h alocadas a a indivíduos que são são, né, assim, fora distantes da gente, né, um Warren Buffett, um Bill Gates, um um Steve Jobs e etc. Mas, mas cara, você trouxe
aí uma um uma visão de um cara, né, seja simples, né, que tá aí todo dia batalhando para para superar os desafios que a vida te impôs, mas com uma visão Também muito interessante sobre essa questão da prosperidade. Desde já queria que você compartilhasse isso total, cara. Eh, o lado bom de eu te chamar de caco é que fica claro pras pessoas que a gente se conhece. Exato. E, portanto, algumas coisas eu posso atestar aqui, você falar, é, é verdade. Então, a primeira coisa que eu queria dizer é, cara, eu sou um cara simples. Não
confunda simples com você não querer conforto. Meu conforto, é óbvio que eu Quero meu conforto, mas eu sou um cara simples. Eu sou um cara de fácil trato, cara. Sou um cara educado, não tenho frescura. se tem essa coisa aqui ou é um banco de bar, se tiver que sentar no chão, a gente senta no chão. Hoje, cara, uma pessoa passou, eu tava no conjunto nacional ali na paulista e eu e aí eu eu queria ler um negócio, cara, eu parei naqueles corredores que tem e eu agachei, fiquei de cócoras assim encostado numa cadeira, aí
passou um Cara assim, só se escutar advocaci, olhou e falou: "Diego". Aí eu, aí eu de conc Eu só tô agachado aqui, ui. Então assim, cara, isso isso é importante eu dizer porque isso eu acho que me define muito, sabe assim, essa simplicidade de novo, sem negar que eu quero o meu conforto, eu quero as coisas que eu gosto, eu quero minha calça preta porque eu gosto De usar calça preta e tá tudo bem. A segunda coisa é, eu sou um cara meritocrático, eu acredito na meritocracia. Ela tem defeitos graves. Uhum. Em especial quando pessoas
partem de pontos de partida muito diferente. Mas eu acredito nisso. Por que eu tô dizendo isso? Porque que não é que eu tô vindo aqui dizer assim, não, eu acho que as pessoas não deveriam ganhar o que elas merecem. Elas têm que ganhar. Você pode ganhar o que você quiser, cara. Você quis ganhar 1 bilhão de dólar, parabéns para você. Você mereceu ganhar isso, provavelmente. Se você ganhar R$ 1, cara, você mereceu também. É, é isso. Tá, tá, tá tudo bem. E aí eu, eu tô contando isso por quê? Porque eu não queria que as
pessoas a partir de agora entendessem o que eu vou falar como do tipo, o cara tá querendo vender uma realidade que não é não. Eu acho que você tem que ganhar o seu dinheiro, seja ele quanto for. Tá Tudo bem. Qual é o grande ponto, cara? Eu e a Carol, que é que é minha esposa, né? As pessoas não conhecem, a gente sempre discutiu o seguinte, a gente saiu de lugares simples, nós viemos do interior do Brasil, família de classe média, a gente passou dificuldades na vida. Não não dificuldades extremas, mas a gente passou dificuldades,
né? Não, não foi nada simples pra gente. Chegamos em São Paulo, a gente não tinha um sobrenome para abrir porta, não vi para Cá com dinheiro, cara. A gente começou tipo batendo na primeira porta para tentar conseguir alguma coisa, um primeiro estágio, sabe? Eu, cara, quem pagou minha faculdade não foi meu pai, fui eu financiando ela. Enfim, e por aí vai. Eh, e aí, cara, cara, a a vida aconteceu pra gente. A gente é jovem ainda, né? E, e, cara, Carol é sócia de um dos melhores escritórios de advocacia do Brasil. melhor na minha opinião,
cara, eu tô numa grande companhia, num Cargo importante. E, cara, o dinheiro começou a entrar. E aí, num certo momento a gente falou: "Cara, mas e aí para que que vai servir esse dinheiro? Porque eu não quero comprar meu helicóptero, eu não quero comprar cinco casas. Você pode querer, tá tudo bem, viu? Não tenho nada contra. Eu não quero. Não quero, cara. Eu vou pro Beraba visitar meus pais de ônibus com meus filhos, que eu gosto. Então eu de novo, eu vou ter meu conforto, mas Beleza. Então se a gente levar a vida desse jeito,
o que que vai acontecer no final? A gente vai ter um bom patrimônio para ficar pr as crianças. E aí esse raciocínio nos startou discutir, mas o que que a gente vai ganhar com isso? Eu sou um cara que estudo muita psicologia, em especial economia comportamental. Uhum. E cara, eu não não vou alongar muito aqui. O ponto é, se a pessoa não tem incentivo certo, dificilmente ela vai criar, Produzir, construir. Dificilmente. Perfeito. Então esse era um pedaço da história. O outro pedaço da história é a gente sempre se envolveu muito com a educação. Uhum. E
a gente foi aprendendo isso. A gente foi aprendendo a identificar pessoas que precisavam e que tinham um potencial. A gente foi aprendendo a descobrir, a a a identificar lugares que já faziam isso de uma forma mais organizada, em mais escala. A gente foi aprendendo que o que As pessoas precisam às vezes são diferentes coisas e a gente começou a colocar nosso dinheiro nisso, né? Então, cara, a gente já financiou a faculdade de uma idosa que se formou em enfermagem. A gente já financiou o ensino médio de um garoto de periferia, a gente já financiou o
material escolar de uma outra garota. A gente já financiou o vestibular de uma outra garota. A gente já financiou, cara, viagem pro exterior de um estudante de Estudantesse no plural de graduação para poder conseguir acessar o que eles precisavam. A gente é financiou roupa. Quando eu digo financiar é dá, né? Não é financiamento para pegar dinheiro de volta. Financiou roupa. A gente foi fazendo várias coisas. financiamos projetos, né, que o projeto faz totalmente por conta própria. E aí com o tempo passando, cara, a gente começou a ver resultados, cara, que é um negócio brutal, preenche
enormemente, cara. Não, Mas assim, assim, é um negócio brutal. uma pessoa que cara tava encaminhada para ir para um lugar vai de muita pouca prosperidade e a pessoa desabrocha com uma e aí porque ela foi ajudada, ela vem junto com um senso de de giveack de de ou também vou ajudar mais pessoas quando eu puder brutal animal. E cara, o dia mais forte assim para mim foi quando a gente pegou uma família de venezuelanos e financiou por um ano essa família chegando no Brasil. Hum. Hum. A gente financiou o lugar que elas moravam e financiou
a comida e a única condição era que os filhos quatro estudassem. Hum. Cara, esses quatro filhos estão hoje no Brasil produzindo, construindo, empregados, fazendo seu dinheiro, tendo suas próprias famílias. Essas famílias vieram para cá refugiadas. essa família, [ __ ] isso foi muito [ __ ] E aí, cara, a gente ia com os filhos lá, tomar um café da manhã com eles, levar Os nossos filhos e era um negócio assim, os nossos filhos não acreditavam no como aquela transformação era possível. E aí, cara, a soma dessas duas coisas caiu uma ficha, falou: "As crianças não
podem achar que vão ficar com o patrimônio." Um, portanto, a educação tem que ser bem clara nesse sentido. Dois, pode ser tudo via educação. E três, as crianças, elas podem ser a próxima geração nossa para continuar isso a partir do que elas Construírem, não a partir do nosso. E a gente definiu isso. Então, a gente desenhou um testamento para regular os próximos 10 anos. E a gente falou, nos próximos 10 anos, se a gente morrer, tem uma regra paraa utilização do dinheiro. E é uma regra muito dura, exceto para educação. As crianças vão ter boas
escolas, vão prestar vestibulares, se for em boas faculdades, vão, a gente vai, a minha irmã, que é a pessoa que é que é quem é administradora Do do testamento, ela ela vai pagar para todo o resto, não. Vai viajar como uma vez por ano, como classe econômica, vai ter carro, não. tiver idade de ter carro e tiver tirado carta, é um carro normal, é, é tudo regulado. Depois disso, as crianças começam a entrar no no mercado de trabalho, aí caem essas regras e aí entra uma outra regra que é a gente começar a reduzir o
patrimônio. Então, entre os 50 e os 80 anos, que a Gente tá chamando de de de vida ativa nossa, produzindo, a gente vai usando de 2 a 3% todo ano patrimônio para educação. De tal forma que a gente chega aos 80 com um patrimônio bem menor. Uhum. E aí esse patrimônio a gente usa para terminar a vida, que ele pode ser um patrimônio maior ou não. Pensa, eu paro de entrar receita, então você começa só a consumir e aí vai depender. Se eu morrer os 81 anos de idade vai sobrar um pouco mais. Se eu
morrer os 100 anos de idade vai sobrar um pouco menos. Isso vale para mim, para Carol. Então vai sobrar alguma coisa, mas o que sobra? Primeiro, sobra pouco quando você divide para três e com 80 anos de idade as crianças já têm 50. Sim. Então, tipo, estão resolvidas por elas, já resolveram sua vidinha. Então, a gente construiu isso. Bom, e ninguém sabia disso assim, exceto minha irmã que foi lá assinar o testamento e tal, né? E aí, cara, um o Geraldo Sor um belo dia descobriu esse Troço. Eu eu fiz um comentário muito ano passando
um lugar chegou até ele e aí ele falou: "Cara, você tem que fazer isso". Por que você tem que fazer isso? pelo que você falou, que as pessoas acham que tem que ser o Bill Gates para fazer um troço desse. E o ponto, e essa foi uma frase que eu coloquei no no artigo junto com a Carol, que é a gente descobriu que a beleza da prosperidade não é o quanto você acumula. Uhum. É o como você usa ela em vida. Uhum. Não é o Quanto você deixa, é para onde você destina em vida. Em
vida. Porque é em vida que você tem a satisfação, v essas coisas acontecendo, uma menina se formando ali, um cara conseguindo emprego aqui. Então, cara, essa é um pouco da história. A gente ficou a gente ficou muito retente em fazer, mas no final a gente ficou feliz. Quantas milhares de ligações você não recebeu? Cara, eu recebi gente, mais de 300 tranquilamente. E assim, isso aconteceu Há 24 horas atrás, 48 horas atrás, 300 mensagens. Tá chegando até agora, vai chegando. Gente que a gente não conhece, dizendo, cara, me sempre lica melhor, como é que você faz?
Posso fazer com você? Tipo, a gente nem tá procurando nada. Posso fazer com você? Não, tipo, não, não. Faz por conta própria. Aí, cara, eu tenho a impressão de que a gente vai ouvir mais desdobramento dessa história. Tenho certeza porque de fato é é é toca, é transformador assim para Pessoas que têm essa condição eh serem tocadas por isso e e participarem desse mesmo movimento, né? Última pergunta, Diego. Última pergunta. Bora. O que eu comecei, eu ia fazer a pergunta, mas eu só lembrar como a gente começou essa conversa. O que é o iFood hoje?
É, então eu vou terminar a minha pergunta perguntando o que será o iFood amanhã. Cara, o iFood amanhã ele vai tá no ciclo de na jornada, no ciclo urbano das Pessoas de ponta a ponta. Eh, o iFood vai ser o maior gerador de renda desse país. Ele, ele tá nesse caminho. Ele vai ser o maior gerador de renda. E o iFood vai ser a maior alavanca de sonhos desse país lesse do comerciante. 85% dos 440.000 comerciantes que estão na plataforma, eles são pequenos, cara. É tia Maria aqui da esquina que tem uma papelaria, é o
seu Zé que vende uma Tapioca ali na outra esquina. Essas pessoas não têm acesso a crédito, não tem acesso a ferramenta de crescimento. É isso que a gente cada vez vai estar fazendo mais, né, que vai estar. Então, cara, eu eu vou no consumidor, eu vou est de ponto a ponta ajudando a conveniência do dia a dia, de ponta a ponta. Eu vou ser o maior gerador de renda desse país e eu vou ser o maior construtor de sonhos do comerciante até que ele comece a se Chamar de empreendedor. Ou seja, ele vai ter aquele
senso de construção. Não é só fazer o comércio, mas é falar: "Eu vou poder sonhar em ir para outras cidades, ir para outros bairros, em vender mais". É isso que a gente vai ser amanhã. Aí você vai me perguntar como a única coisa que eu tenho certeza é que é numa interface totalmente diferente da que existe hoje. Hum. Qual? Vamos descobrir fazendo 1000 testes, errando nossos 99 e Acertando um. Mas a interface não vai ser mais essa. Vai ser uma coisa muito louca. O que vai ser? Eu eu não sei mesmo o que é. Não
é que eu tô dizendo, eu imagino, imagino. Não sei. O que eu sei é que a inteligência artificial associada a outras coisas que a gente tem olhado bastante vai transformar completamente a interface que vai fazer essas esse tripé ficar de pé. Vou terminar essa nossa conversa aqui te falando um negócio. Por mais Diegos no Mundo. Ah, [ __ ] Obrigadão. Valeu de coração, cara. Você no mundo. Obrigado mesmo. De verdade. Isso aí, pessoal. Que aula, hein? Que aula, que aula. Eu queria então agradecer a todos vocês que ficaram aqui até o final. Muitíssimo obrigado por
ter nos acompanhado aqui e eu espero vocês com mais episódios aqui nas terceira temporada do Vit Talks, tá bom? Um abraço a todos. Até mais. [Música]