Eu não trouxe aqui, eu devia ter trazido várias declarações de escritores gregos e romanos do século terº a respeito dos cristãos. E todos eles dizem assim: "Esses cristãos ateus, eles não somente cuidam dos seus filhos, mas adotam os nossos filhos. Eles se amam a ponto de morrer uns pelos outros.
" A marca da igreja apostólica e pós-apostólica foi o amor que eles tinham uns pelos outros, a ponto de dar sua vida em favor dos seus irmãos e irmãs. Queridos irmãos, nós vamos abrir a palavra de Deus em João, capítulo 13. Queria pedir que você deixasse a passagem aberta.
Nós iremos lendo o texto à medida que a exposição prossegue. Todo mundo conhece João capítulo 13. É o famoso capítulo onde Jesus na última noite em que esteve entre nós, antes de ser traído, trouxe instruções aos seus discípulos.
Na verdade, o discurso de despedida vai do capítulo 13 até o capítulo 15. E lá Jesus prepara os seus discípulos para a sua morte e para a sua partida desse mundo. E é no capítulo 13 que ele traz aquelas famosas palavras: "Amem uns aos outros e dessa maneira o mundo vai compreender que vocês são meus discípulos".
Então, é esse capítulo que eu queria expor, não ele todo, mas pelo menos a maior parte nessa manhã, pensando exatamente nessa ordem de Jesus, que nós devemos nos amar mutuamente como Jesus nos amou. Esse capítulo ele marca um uma mudança no ministério de Jesus que até agora tinha sido público. Entretanto, a partir daquela noite, a partir daquele momento que eu referi já a vocês, ele se torna mais instrução privada voltada pros seus discípulos.
Até agora ele tinha se revelado através de sinais e prodígios para as multidões, mas agora ele se volta para esse encontro íntimo, particular discípulos. Então, eh, ele prepara os seus discípulos para sua morte, para sua ressurreição e também para o seu retorno ao Pai, quando eles ficariam privados da presença física de Jesus, que eles tinham desfrutado durante 3 anos. E Jesus, então, nesse sermão, oferece para eles palavras finais de conforto, instrução e promessa com Judas.
já prestes a sair para fazer a traição, Jesus começa a moldar a identidade dos 11 discípulos restantes que haveriam de continuar o seu trabalho. A partir desse ponto, a preocupação de Jesus não é com a morte dele, mas é equipar os seus discípulos para viver aqui no mundo sem a presença física do Senhor Jesus. Especialmente o Senhor Jesus está preocupado em ensiná-los a amarem uns aos outros.
Vamos ver então a eh as palavras de Jesus nesse sentido. Primeiro Jesus, nós lemos aqui a declaração de que Jesus sabia que a hora dele havia chegado. Veja aí do verso um até início do verso 4.
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que sua hora havia chegado para partir desse mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. durante a ceia. A ceia aqui não é a celebração da Santa Ceia, mas é a ceia da Páscoa.
Durante a Ceia, quando o diabo já havia colocado no coração de Judas Iscariotees, filho de Simão, a ideia de traí-lo, Jesus, sabendo que o Pai havia colocado todas as coisas em suas mãos e que viera de Deus e voltava para Deus, levantou-se da ceia. Lemos aqui que o Senhor Jesus tomou consciência de que a hora da sua partida desse mundo para a glória chegado. Ele estava ciente de quatro coisas, cinco coisas.
Primeiro, a hora dele morrer na cruz havia chegado. Segundo, Judas, um dos seus discípulos, já havia feito um acordo com os líderes judaicos para atrair Jesus. Terceiro, Jesus sabia que Judas tinha feito isso debaixo da influência do diabo.
O texto diz que Satanás já tinha entrado no coração de Judas. Quarto, ele sabia que morreria, ressuscitaria e voltaria pra glória do Pai. E quinto, ele estava consciente de que o pai havia colocado todas as coisas, a salvação da sua igreja, do seu povo nas suas mãos.
Todo aquele plano de redenção idealizado na eternidade, o Pai havia colocado na mão do Filho. Veja que peso, não é? Essa essa era isso que estava ocupando o coração de Jesus, amar os seus discípulos até o fim.
A hora tinha chegado. Daqui a pouco ele ia ser traído por Judas. Ele ia para a cruz.
um sofrimento escruciante, mas depois ele ressuscitaria e se ausentaria dos seus discípulos. Veja que ele não tá preocupado com o seu sofrimento e sua morte iminente. Ele estava preocupado com os discípulos.
É por isso que João, ao escrever isso aqui, ele diz: "Cristo os amou até o fim". Amou até o fim. Isso quer dizer que a beira da morte, ainda já próximo à sua morte, ele estava muito mais preocupado com seus discípulos do que com o sofrimento que haveria de vir.
Então, era a hora de instruir os seus discípulos a respeito desse amor tão grande que o levou à cruz por eles. E ele começa, para demonstrar esse amor, ele começa lavando os pés dos discípulos. Vamos ler aqui do final do verso 4 até o verso 11.
Ele tirou suas vestes exteriores e pegando uma toalha amarrou a cintura. Em seguida, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxug enxugá-los com a toalha que estava enrolada em si. Chegou a Simão Pedro que disse: "Senhor, tu vais lavar os meus pés?
" Jesus respondeu-lhe: "O que estou fazendo você não entende agora, mas depois entenderá. " Pedro disse: "Jamais lavarás os meus pés". Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, você não terá parte comigo.
" Simão Pedro disse: "Senhor, não apenas os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. " Jesus disse-lhe: "Quem já se banhou não precisa lavar, exceto os pés, mas está completamente limpo. E vocês estão limpos, mas nem todos, pois ele sabia quem iria traí-lo.
E foi por isso que disse: "Nem todos vocês estão limpos". Que lições Jesus queria dar aos seus discípulos através daquele gesto? Ele estava sentado na mesa, juntamente com seus discípulos, em Jerusalém, no primeiro andar da casa de alguém, comendo a festa da Páscoa.
Uma vez por ano, ela é ela era celebrada lá em Jerusalém. consistia em comer a carne do cordeiro com pão asmo, com ervas amargas acompanhada de vinho. Essa era a festa da Páscoa que todos os judeus deviam celebrar nas suas casas.
E Jesus estava fazendo isso com seus discípulos. E no meio da no meio do jantar, por assim dizer, ele se levanta, tira a túnica e pega uma bacia e uma toalha e ele começa a lavar os pés. dos discípulos.
O que é que ele queria ensinar com isso aos seus discípulos? Primeiro que amar é servir. Mesmo que Jesus recebeu todo o poder no céu e na terra, ele humildemente serve aos seus discípulos.
Veja aí ironia. Nos versos anteriores, nós lemos que Jesus sabia que o pai havia entregue todas as coisas nas suas mãos. Ou seja, Jesus era o homem mais poderoso do universo.
O pai tinha colocado tudo, o mundo, o cosmos, a humanidade, a obra da redenção, tudo o pai tinha entregue a ele. Entretanto, o homem mais poderoso do mundo tira a roupa, pega uma toalha e uma bacia e começa a lavar o pé, os pés dos seus discípulos. O que é que ele queria ensinar?
que amar é servir. Primeiro lugar, segundo, que não há nada tão humilde que a gente não possa fazer para servir nossos irmãos em Cristo. Se eu tiver que lavar os pés do meu irmão, eu vou lavar.
É preciso lembrar o que era a lavagem de pés naquela época. Não tinha estrada asfaltada, era tudo de chão batido. E também nem todo mundo tinha uma bota bonita como nosso pastor tem.
Usavam sandálias. usavam sandálias e quando chegavam na casa de alguém, na casa de alguém, chegava com os pés empoeirados. Então, era costume ter um servo, um escravo, um empregado para lavar, tirar.
A pessoa sentava, o o o servo se aproximava, desatava as sandálias dos pés. Foi isso que João Batista, João Batista quis dizer, que não era digno nem de desatar as sandálias de Cristo. Desatava as sandálias, lavava os pés, tirava a poeira, depois enxugava para que a pessoa então pudesse andar pela casa.
É isso que Jesus fez. Era uma tarefa humilde de servos. E Jesus então assumiu aquela aquela aquela tarefa.
Então ele ensina que amar é servir. Ensina que não há nada tão humilde que nós não possamos fazer para servir aos nossos irmãos. E também que nós não devemos esperar nada em troca.
Nada em troca. Judas, que teve os pés lavados por Jesus, haveria de traí-lo. E Jesus sabia disso.
Mesmo assim, lavou os pés de Judas. Ele não esperou nada em troca daquele ato de humildade que ele tava oferecendo. Pedro, Pedro não entendeu o que é que Jesus estava fazendo.
Como é que o mestre pode servir ao servo? Passou isso na cabeça de Pedro. Veja que Jesus quando amou e serviu, ele não tava esperando reconhecimento nem nada em troca.
Porque o amor verdadeiro ele é incondicional. Ele não é feito na base de uma troca. Eu vou fazer alguma coisa para você, mas em troca você tem que fazer alguma coisa para mim.
E por último, Jesus queria ensinar que o amor cobre uma multidão de pecados. Pedro e os outros, com exceção de Judas, já estavam limpos por causa daquilo que Cristo faria na cruz. Quando Pedro disse, "Você não vai me lavar".
Jesus disse: "Se eu não lavar você, você não tem parte comigo". Aí Pedro diz: "Então me lava todo? " Jesus disse: "Não precisa, basta os pés, porque vocês já estão limpos".
Isso responde à pergunta que muitos tem. Se os discípulos já eram salvos antes de Pentecostes, se os discípulos já eram crentes antes de Cristo morrer e ressuscitar. Sim, a semelhança dos irmãos do Antigo Testamento, como Abraão, Isaque, Jacó, Isaías, Ezequiel, Daniel, que foram eram salvos, todos filhos de Deus, assim também Pedro, Tiago, João, todos eles.
Vocês já estão limpos Judas. Judas, Jesus sabia disso, mas ainda assim o seu amor tornou possível que Pedro e os outros fossem purificados dos seus pecados. Em resumo, o que Jesus quis ensinar com lavapéis?
Primeiro, amar é servir. Segundo, não tem nada tão humilde que você não possa fazer para servir ao seu irmão. Terceiro, é servir sem espera nada em troca.
E quarto, é um amor que cobre multidão de pecados. Multidão de pecados. É isso que o Senhor Jesus queria ensinar.
Agora vamos pra terceira parte do capítulo, quando Jesus então exorta aos seus discípulos a fazer a mesma coisa que ele tinha feito. Tá aí do verso 12 até o verso 16. Depois de lavar os pés deles e vestir suas vestes exteriores, retomou o seu lugar e disse-lhes: "Vocês entendem o que eu fiz por vocês?
Vocês me chamam de mestre e senhor. E com razão, pois eu sou. Pois bem, se eu, sendo mestre Senhor, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns aos outros?
Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como eu fiz por vocês. Em verdade, em verdade lhes digo, o servo não é maior do que o seu senhor, nem o mensageiro maior do que aquele que o enviou. Cristo lavou os pés dos discípulos em primeiro lugar, primeiro, não é?
Por algumas razões. A primeira razão foi ele queria colocar o exemplo porque ele falou em amor. Mas o que é amar?
Qual o referencial? Jesus agora pode dizer: "Assim como eu lavei os pés de vocês, vocês devem lavar os pés uns dos outros". Então, era um símbolo.
Infelizmente, algumas igrejas, como o catolicismo romano e outras igrejas protestantes adotaram uma cerimônia chamada de lavapés. É uma onde o o papa ele lava o pé, os pés de discípulos e e tudo mais. Jesus não estava instituindo um sacramento, ele estava dando um exemplo.
O, a única coisa que ele instituiu foi o batismo e a ceia do Senhor. Fora isso, não há instituição desse desse momento aqui como um um ato litúrgico. Jesus fez isso em primeiro lugar para dar o exemplo, para mostrar como é que eles poderiam amar uns aos outros e para evitar que alguém dissesse assim: "Isso é muito humilhante, eu não vou me rebaixar para fazer isso para fulano de tal".
Jesus já queria cortar isso. Um crente não pode dizer isso. Isso é muito humilhante.
Isso é vergonhoso. Eu não me dou, eu não não faço isso. Isso é indigno para poder servir ao meu irmão.
Jesus disse: "E eu que lavei seus pés? Então, o lavapés vem primeiro para Jesus dar o exemplo do que é amar, como eles poderiam amar, evitar qualquer argumento do tipo isso é muito humilhante e para mostrar que eles deveriam estar dispostos a fazer qualquer coisa para ajudar, abençoar e servir seus irmãos em Cristo Jesus. E por último, Jesus queria encorajá-los a colocar esse amor em prática.
Ele diz assim: "Se vocês entenderam o que eu fiz, então pratiquem, coloquem em prática". Vamos agora para a quarta parte do sermão de Jesus naquela noite, onde ele promete abençoá-los se eles seguem o exemplo que ele está dando. Do verso 17 ao 20.
Se vocês sabem essas coisas, bem-aventurados são se as praticarem. Não falo de todos vocês. Eu conheço aqueles que escolhi.
Mas para que se cumpra a escritura, aquele que come do meu pão levantou contra mim o seu calcanhar. Estou lhes dizendo isso agora, antes que aconteça, para que quando acontecer vocês creiam que eu sou. Em verdade, em verdade lhes digo, quem recebe aquele que eu envio, recebe a mim, e quem me recebe recebe aquele que me enviou.
Aqui vamos destacar os seguintes pontos dessa passagem. Primeiro, Jesus diz que eles seriam abençoados se eles amassem uns aos outros. Vocês já sabem essas coisas.
Agora, coloquem em prática. Vocês viram o meu exemplo? Sabe o que é que meu exemplo significa?
Então, amem uns aos outros como eu amei vocês. Se vocês fizerem isso, bem-aventurados vocês são. Felizes vocês são.
A bem-aventurança de Deus, ela vem sobre a obediência. Falei de aliança ainda há pouco. Um dos termos da aliança é esse.
A obediência traz a bênção, a desobediência traz a maldição e o castigo. Se vocês sabem essas coisas, pratiquem essas coisas e vocês serão bem-aventurados. Não adianta apenas ouvir estas coisas, ouvir sermão após sermão, ouvir recortes na internet, no Instagram, podcast de pregadores.
Se vocês sabem essas coisas, vocês têm que colocar em prática e a minha bênção estará sobre vocês. Segundo Jesus diz, mas eu não estou incluindo Judas. Judas estava ali, não é?
Jesus não usou o nome de Judas, mas ele disse que nem todos. Isso aqui não é para todos. Essa bênção que eu estou falando, ela não vem sobre todos, porque ele sabia de Judas.
E aqui Jesus cita um salmo para justificar porque é que Judas não estava entre aqueles que haveriam de ser salvos e nem receberia a bênção da salvação. O salmo é o Salmo 41 verso 9, onde está escrito que um amigo íntimo do Messias haveria de trair. Eu vou ler Salmo 41:9.
Até o meu amigo íntimo, em quem confiei, que comia do meu pão, levantou contra mim um calcanhar. Esse salmo é um salmo messiânico. Era um salmo que anunciava que o Messias seria morto através da traição de um amigo íntimo que comia o pão com ele.
Aquela escritura tinha que se cumprir, disse Jesus. É necessário que se cumpra a escritura. E ele cita essa escritura aqui por algumas razões.
Primeiro para explicar que Judas era o traidor mencionado no salmo. Segundo, que ele havia sido adicionado aos discípulos, ao número dos discípulos, não por acidente ou por erro, mas para que cumprisse o seu destino predito. Terceiro, Judas, portanto, não estava entre os eleitos que seriam abençoados.
Quarto, ao citar essa passagem, Jesus disse assim: "Eu tô citando essas passagens para explicar porque é que Judas não está entre os eleitos, para cumprir a escritura e para que vocês saibam que eu sou". Essa expressão eu sou, ela traduz as o nome hebraico de Deus, Yahué, eu sou o que sou. E várias vezes no Evangelho de João, Jesus se apresenta dizendo: "Eu sou, eu sou o pão da vida.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Eu sou o pão que veio do céu. Eu sou a água da vida.
Eu sou a porta. Toda vez que Jesus usa essa expressão eu sou, é uma declaração da sua divindade. Eu sou Yahué, o Deus do Antigo Testamento, o Deus que se revelou a Moisés, Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: "Eu sou o que sou".
Então Jesus cita essa passagem para dizer aos discípulos: "Eu sou o Messias de quem o salmo fala. Eu sou aquele profetizado pelos antigos profetas de Israel. Vocês estão vendo em pessoa diante dos seus olhos, o cumprimento desse salmo na minha pessoa.
E agora vocês vão entender que eu sou. Eu sou o filho de Deus. Eu sou o Messias prometido.
Eu sou aquele que veio para salvar o mundo. E Jesus então encoraja os seus discípulos à luz disso, os últimos versículos da passagem, quando ele diz: "Quem recebe aquele que eu envio recebe a mim e quem me recebe recebe aquele que me enviou". A ideia parece ser essa aqui.
Mesmo que Jesus fosse deshonrado por Judas, o amigo íntimo que o traiu, eles também enfrentariam tratamentos semelhantes. Se Jesus foi traído pelo seu amigo íntimo, que comia pão com ele, os discípulos também seriam traídos e seriam perseguidos. Mas eles poderiam se encorajar sabendo isso, que quem recebesse eles estava recebendo a Cristo e recebendo ao Pai.
E quem os negasse ou rejeitasse, estariam rejeitando a Cristo e rejeitando ao Pai. É por isso que no final Jesus disse: "Quem recebe vocês, a mim me recebe. " Coragem.
Coragem. Assim como eu serei recebido, vocês também serão. Assim como eu serei negado, vocês também serão.
Mas ao fazer isso, as pessoas estarão na verdade tomando uma decisão com respeito a Deus, de receber a Deus e a sua verdade ou negar a Deus e a sua palavra. E é então e somente então que Jesus prediz abertamente a traição de Judas. Verso 21 a 30.
Acompanhe comigo. Depois de dizer essas coisas, Jesus ficou perturbado em espírito e testemunhou: "Em verdade, em verdade lhes digo, um de vocês me trairá? " Os discípulos olhavam uns para os outros, incertos de quem Jesus falava.
Um dos discípulos a quem Jesus amava estava reclinado à mesa ao lado de Jesus. Então, Simão Pedro fez um sinal para ele perguntar a Jesus de quem ele estava falando. Então, esse discípulo, inclinando-se para Jesus, disse: "Senhor, quem é?
" Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der esse pedaço de pão depois de molhá-lo. " Assim, depois de molhar o pedaço de pão, geralmente era molhado no vinagre, já pensou? Depois de molhar o pedaço de pão, Jesus deu a Judas, filho de Simão Iscariotes.
Depois que ele recebeu o pecado, perdão, o pedaço, Satanás entrou nele e Jesus disse, a gente não sabe se ele tá dizendo a Judas ou Satanás, aos dois ao mesmo tempo, o que você vai fazer, faz-ho de pressa. Nenhum dos que estavam à mesa entendeu porque Jesus tinha dito isso. Alguns pensaram que como Judas tinha bolsa de dinheiro, Jesus estava lhe dizendo: "Cumpre o que precisamos pra festa ou que deveria dar algo aos pobres.
" O que não quer dizer que todo tesoureiro de igreja é parecido com Judas. Compre o que precisamos paraa festa ou que deveria dar algo aos pobres. Assim, depois de receber o pedaço de pão, ele saiu imediatamente.
E olha o final. E era noite. O toque de João quando escreveu isso, era noite, trevas, era o momento da escuridão.
O que é que nós podemos tirar dessa passagem aqui? Os líderes judeus estavam querendo matar Jesus, mas faltava uma oportunidade, porque Jesus era muito popular. Se eles matassem Jesus à vista do povo ou sem uma razão, se prendessem, matassem Jesus diante do povo sem uma razão, o povo haveria de se revoltar.
Porque mesmo que o povo não cresse que Jesus era o Messias, o Salvador, o filho de Deus, considerava Jesus como um grande profeta, como como um dos grandes profetas da antiguidade. E, portanto, a revolução ou a revolta poderia ser muito grande. Então, eles estavam procurando uma oportunidade para pegar Jesus em particular, mas não sabiam o momento nem a hora certa.
Judas já tinha decidido revelar esse momento. A razão pela qual Judas resolveu trair Jesus não é clara na Bíblia, mas muitos imaginam que tudo começou quando teve aquele incidente lá em Betânia, antes de Jesus entrar em Jerusalém, montaram no jumentinho quando uma mulher Maria, ela gastou um vaso de perfume caríssimo ungindo Jesus. E Judas começou a reclamar dizendo: "Por que que não se vendeu esse perfume e com o dinheiro compraram comida pros pobres?
" Não é que ele tinha cuidado dos pobres, é que ele era o tesoureiro e roubava o dinheiro que caía ali. E quando Jesus respondeu: "Deixa". O que ela fez é mais valioso do que dinheiro.
As chances ou as oportunidades ou a expectativa que Judas tinha de ser o tesoureiro de Jesus no reino glorioso e poderoso se desvaneceram. É como se Judas dissesse: "Eu não vou ganhar nada ficando aqui". Então o que é que eu posso tirar disso aqui?
Que como é que eu ainda posso ganhar alguma coisa? E então é quando Judas decide que vai dizer aos fariseus, aos sacerdotes e aos líderes como pegar Jesus. Ele queria tirar alguma, ganhar alguma coisa, já que a esperança do reino messiânico para ele já tinha se dissipado.
Mas ele então vai e resolve trair Jesus. Jesus estava ciente de que tudo isso aconteceria. E aí é com grande angústia que no meio lá da festa ele diz: "Um de vocês vai me trair".
E diz o texto que ele estava angustiado com isso, preocupado com isso. Veja o amor de Cristo até esse momento, momento da traição. Isso parecia tão irreal pros discípulos que eles começaram a perguntar uns aos outros, né?
E perguntaram a Jesus. João encosta, a pedido de Pedro encosta no peito de Jesus e pergunta: "Mestre, quem é? Mestre, quem é?
E Jesus, então, a pedido de Pedro, diz a João que seria Judas, identificando Judas, dando o pedaço de pão molhado, ou em vinagre, ou no caldo da carne do cordeiro. E diz lá que depois que Judas comeu aquele pedaço de pão, Satanás entrou nele. É o único caso de possessão demoníaca que o Evangelho de João menciona.
Já notaram isso? é o único caso de possessão demoníaca que nós temos no Evangelho de João. E quando Judas ficou possuído de Satanás, ele não caiu no chão.
Ele não ficou revirando, não ficou revirando os olhos, babando, gritando, mudando a voz e com força sobrenatural, mas ele tava possuído. Esse é o tipo de possessão demoníaca que mais me preocupa. Não é de um pobre miserável que tá lá caído no chão, rolando e sendo possuído.
É o endemoniado de palitó e gravata. É o endemoniado que é líder religioso. É o endemoniado que cria doutrinas falsas, que ilude a igreja de Deus.
O falso profeta que pensa no lucro. Esse endemoniado é o que eu tenho mais medo. É esse que faz mais mal.
Aí o que acontece? Os evangélicos ficam dando atenção a essa questão de possessão demoníaca, de gente caindo no chão, falando grosso no microfone e tudo mais. E não se preocupa em estudar, estudar teologia, estudar a palavra de Deus, conhecer a verdade e facilmente são enganados por falso profeta.
Não tem discernimento, não consegue ver o que é certo, não consegue ver o que é errado. É assim que esses endemoniados fazem. tranquilamente vendendo Jesus por 30 moedas e parecendo como Satanás se transfigura em anjo de luz, parecendo anjo de luz.
É o único caso de possessão demoníaca. Os discípulos não entenderam o que que tinha acontecido com Judas. Eles pensaram que Jesus tinha enviado Judas para comprar o que era necessário paraa festa, para ajudar os pobres.
Judas sai e era noite. O que que eu posso dizer? Eu não posso dizer que Jesus amava Judas como amava Pedro e aos outros.
Eu não posso dizer isso, mas eu posso dizer que ele lavou os pés de Judas, ele deu o pedaço de pão a Judas e que ele ficou perturbado em espírito quando anunciou que Judas seria o traidor. Isso é amor. Amor além da nossa compreensão.
E estamos chegando ao final, gente. Me amem a ponto de me suportar até o fim. Jesus anuncia então a sua partida desse mundo logo no momento em que Judas sai.
Judas saiu. Então Jesus agora fala livremente com seus discípulos. Leia o verso 31 a 33.
Ouça. Quando ele saiu, Jesus disse: "Agora é glorificado o filho do homem e Deus é glorificado nele. " Por que que Jesus disse isso?
Porque Judas saiu para traí-lo e logo em seguida Jesus seria preso e crucificado. E era nisso que ele seria glorificado, porque ele cumpriria a missão do Pai para salvar o mundo. E o Pai também seria glorificado, porque o plano dele traçado na eternidade se concretiza na história.
Agora é glorificado o filho do homem, Deus é glorificado nele. Se Deus é glorificado nele, Deus também o glorificará em si mesmo e o glorificará imediatamente. se refere à morte dele que estava chegando.
Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me procurareis e como eu disse aos judeus, também agora vos digo, para onde eu vou, vós não podeis ir. Vamos refletir sobre essa passagem.
Primeiro, Jesus precisava preparar os discípulos, não apenas para sua morte, mas para que eles refletissem o amor de Jesus por eles após sua partida. Segundo, após a saída de Judas, Jesus fala do seu sofrimento e da sua morte como um momento de glória, como eu já disse para vocês. Terceiro, após a sua morte e ressurreição, Jesus partiria e estaria fisicamente ausente deles.
Os discípulos não poderiam seguir Jesus para onde Jesus ia. Jesus ia ressuscitar dos mortos, ia ser exaltado, glorificado e sentar à direita do Pai no trono do universo. Mas tinha alguma coisa que os discípulos poderiam fazer na ausência de Jesus.
E aí a gente chega nos versículos que são a chave e o coração dessa passagem. Nesse contexto, Jesus lhes dá um novo mandamento. Então, esse é o clímax da passagem.
Jesus, nesse contexto todo que eu expliquei para você, isso foi só introdução, viu, gente? O sermão vai começar agora. Então, nesse contexto, Jesus diz aos seus discípulos, verso 34 a 35, "Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. O que é que esse essa passagem maravilhosa nos ensina à luz de todos os ensinamentos de Jesus que nós acabamos de ver? Primeiro, que Jesus os havia amado até o fim e agora por amor a eles, enfrentaria a cruz e a morte e depois ele partiria desse mundo pra glória do Pai.
Tudo isso por conta do grande amor com que ele amou os seus. A luz disso, Jesus ordena que eles amem uns aos outros como ele os amou. Isso era algo novo.
Ele fala que é um novo mandamento. Na verdade, no Antigo Testamento já tinha esse mandamento. Lá em Levítico, capítulo 19, verso 18, Moisés instrui o israelita dizendo assim: "Você tem que amar ao seu próximo como você ama você mesmo".
Então, em que sentido Jesus disse: "Eu dou um novo mandamento para vocês". Porque esse mandamento já tinha, já existia. Em que sentido ele é novo?
Ele é novo com relação ao ponto de referência. No Antigo Testamento, você tinha que amar o seu próximo como você amava a si mesmo. No Novo Testamento, você tem que amar o próximo como Jesus amou você.
É nesse sentido que é novo. O referencial foi colocado agora muito mais alto, muito mais alto. Amar como Jesus me amou.
Esse é o referencial que é colocado aqui. E era dessa forma que eles seriam identificados como discípulos de Jesus. Pense nesse ponto.
Quando Jesus disse, é nisso que todos saberão que vocês são meus discípulos. Enquanto Jesus estava aqui, era fácil saber quem era discípulo dele. O discípulo de Jesus estava entre aqueles que o seguiam.
Jesus estava no mar da Galileia, os 12av. Jesus entrava numa casa em Cafnaum para ensinar a palavra. Os 12 estavam lá.
Jesus entrava no barco para atravessar o mar da Galileia. Os 12 iam com ele. Jesus ia pra Páscoa, pra festa, pra celebração anual.
Os discípulos iam com ele. Era fácil saber quem era discípulo de Jesus. Mas agora Jesus não está mais aqui.
Como é que eu sei quem é discípulo de Jesus? Ele não tá mais aqui. Ele não tá aqui para que você possa segui-lo, tocá-lo, sentar ao seu lado, caminhar com ele pelas estradas, dirigir até o interior para pregar o evangelho.
Como é que eu sei que você é discípulo de Cristo? A resposta é: se nós nos amarmos uns aos outros, nisso o mundo vai conhecer que vocês são meus discípulos pelo amor que vocês têm uns pelos outros. É isso que identifica o crente, não é placa de igreja?
Não é que ele vem à igreja todo domingo. Essas coisas são importantes. Não é que ele anda com a Bíblia debaixo do braço ou que lá no celular dele ele tem um aplicativo da Bíblia.
Não é isso que identifica o crente. Que identifica o crente é o amor que ele tem pelos outros. O amor de Cristo, o amor do lavapés, o amor da renúncia, o amor da cruz.
É assim que o mundo vai conhecer. Eu não trouxe aqui, eu devia ter trazido várias declarações de escritores gregos e romanos do século terº a respeito dos cristãos. E todos eles dizem assim: "Esses cristãos ateus, eles não somente cuidam dos seus filhos, mas adotam os nossos filhos.
Eles se amam a ponto de morrer uns pelos outros. " A marca da igreja apostólica e pós-apostólica foi o amor que eles tinham uns pelos outros a ponto de dar sua vida em favor dos seus irmãos e irmãs. Eu quero terminar perguntando o que é que nós podemos entender a respeito desse mandamento e sua aplicação para nós hoje de Dea para nós hoje.
Eu tenho seis aplicações bem rápidas. Meu timer diz aqui que falta 10 minutos para fazer 45 minutos. Então, aguenta um pouquinho.
Primeira coisa, isso aqui é um mandamento, gente. Um novo mandamento eu dou que vocês amem uns aos outros. Jesus não tá dando a opinião dele, não tá pedindo um favor, não está dando uma sugestão, ele está dando um mandamento.
Isso significa que se nessa manhã você tá aqui e tem alguém, seu irmão em Cristo, que você não ama a esse ponto e que veio à sua cabeça enquanto eu estou pregando e que você tem sentimentos de mágoa, de ressentimento, de raiva contra ele, você está pecando. você está em pecado porque é um mandamento. Isso significa que a primeira coisa que você tem que fazer quando sair daqui é procurar esse irmão e essa irmã e se reconciliar.
Se você tiver que pedir perdão, peça. Se tiver que restituir, restitua. Porque não há nada tão humilde.
Até se tiver que lavar o pé do seu irmão, você lava. Porque é nessa hora que os crentes dizem: "Ah, isso aí não faço não. Isso é vergonhoso".
O lavapés foi feito exatamente para tirar esse argumento de você. Se Jesus lavou os seus pés, por que é que você não pode lavar o pé do seu irmão? Então, examine sua vida, examine seu coração, porque é um mandamento, um novo mandamento eu dou para você.
Segundo, esse mandamento é novo com relação à referência. Nós temos que amar como Cristo nos amou. Isso significa frequentemente esvaziamento, renúncia.
abrir mão de certas coisas para poder abençoar o irmão, para poder ajudar o irmão, para poder socorrer aquela pessoa que tá em necessidade. Terceiro, esse amor é uma atitude. É uma atitude.
Não é você se sentir bem com relação àquela pessoa. Não é você ter química com aquela pessoa, amizade com aquela pessoa, mas é uma atitude, é um ato concreto. Como lavar os pés, como morrer na cruz.
A gente às vezes pensa que amar os irmãos é simplesmente se sentir bem no meio da irmandade, ter um sentimento geral de boa vontade com todos. Não é atitude, é renúncia, é prática, é obra, é fazer alguma coisa para demonstrar que você é discípulo daquele que fez tudo por você. Quarto, presta atenção nisso aqui.
Esse mandamento é dirigido pros nossos irmãos em particular. A gente tem que amar todos, não tenha dúvida. Nós temos que amar todos.
Nós temos que amar até os inimigos. Mas esse amor que Jesus está falando aqui, ele é somente para quem é meu irmão em Cristo Jesus. Um novo mandamento vos dou que vos vos reflexivo aí vos amei.
Ameis uns aos outros, uns aos outros. É somente no meio da irmandade que esse amor existe. E esse amor ele existe em todo lugar onde Cristo reina.
Eu já viajei por muitos lugares no mundo. Visitei já todos os continentes, quase. Preguei em tantos lugares onde eu nunca tinha estado antes.
Conheci ou estive com pessoas que eu nunca vi antes, mas com as quais era evidente, havia um amor, havia um relacionamento, havia um laço, porque eles eram discípulos de Jesus, como eu sou também. E esse laço, essa irmandade é tão forte que ela transcende todos os outros laços. É por esses que eu posso dar a minha vida.
É por esses por quem eu posso morrer. É por você que é meu irmão em Cristo que eu posso renunciar, abrir mão dos meus direitos, daquilo que eu tenho, do que sou. Se isso for abençoar você, se isso for ajudar você a viver nesse mundo e servir a Deus, você tá disposto a fazer o mesmo?
Esse é o referencial. Quinto, você vai dizer: "Pastor, eu não posso amar assim meu, tá dizendo que terminou meu tempo aqui, mas eu vou fechar, vou desligar ele aqui para ele não ficar me aperreando. " Pastor, de onde é que eu vou tirar amor?
De onde é que eu vou tirar o poder para fazer isso? Porque tem gente que é intragável na igreja. Eu sei que é meu irmão em Cristo, mas é chato, é picuinha, é difícil, é complicado, eu não sei quê.
Dois capítulos depois, Jesus vai falar a respeito da videira verdadeira. Ele vai dizer: "Eu sou a videira e vocês são os ramos. Aquele que está em mim e eu nele, esse dá fruto.
Se vocês não estiverem em mim, nada vocês podem fazer. É através da comunhão com o Cristo que me amou que eu posso amar os meus irmãos. O poder para você amar aquele que não é amável vem do Cristo que amou você, que não é amável diante dele, por causa dos seus pecados.
Se você tem sua vida espiritual em dia, se todo dia você tem comunhão com Cristo, você ora, você lê sua Bíblia, gasta um tempo com ele, está com um pensamento nele durante o dia, você vai ver o poder que vem disso, de poder amar inclusive aquele irmão que não é amável. Isso você não pode fazer na carne, mas tem que ser no poder do Espírito Santo. E por último, é dessa forma que essa igreja vai ser identificada como uma igreja de Cristo, como a igreja verdadeira.
A doutrina é boa e a gente tem que zelar pela sua doutrina. Precisamos fazer isso. Os procedimentos e a vida dos crentes precisam ser de acordo com a palavra de Deus.
Mas existe uma coisa que é superior a tudo isso. Ainda que eu falasse a língua dos anjos e dos homens, se eu não tivesse amor, nada seria. Ainda que eu tivesse tamanha fé para transportar montes, ainda que eu tivesse todo conhecimento e toda ciência, se eu não tivesse amor, nada seria.
Ainda que eu desse todos os meus bens aos pobres e o meu corpo para ser queimado, se eu não tiver amor, nada disso me aproveitaria. Que Deus abençoe vocês, vocês sejam uma igreja conhecida pelo amor e ao sair daqui hoje, coloque sua vida em ordem diante de Deus. Amém.
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