Eu sou Raca Palielo e essa é mista. Eu tenho 33 anos e meu diagnóstico é paralisia cerebral congênita. Então eu falo que para mim foi muito normal porque eu tenho uma família que sempre aceitou e acolheu muito bem, né?
Eu eu nasci de seis seis meses, né? Então, minha minha família sempre lá do começo sempre acolheu super bem, tanto meu tanto meu pai quanto a minha mãe, minha família todas, meus avós, todo mundo sempre acolheu muito bem. Então isso me ajudou, me ajudou e me ajuda muito até hoje quanto a o diagnóstico inteiro.
Estudei, na verdade, em três escolas. na no primeiro colégio, eu fal o a escola não aceitou direito e daí no segundo já foi eh melhor porque e eu meus pais procuraram uma escola inclusiva, né? Daí eles, a escola já aceitou melhor, que daí já tinham várias pessoas com com deficiência e no primeiro colégio era só, basicamente só eu com deficiência.
Daí eu tinha que uma pessoa para para me auxiliar no primeiro colégio, auxiliar, escrever, tal. No segundo já não, já fazia tudo sozinha já, porque eu sempre gostei, sempre gostei de ler e gostei sempre de de humanas, né? E sempre ao mesmo tempo eu sempre tive muita dificuldade com o outro lado, outro lado de exatas.
E eu gostei sempre de, ah, queria sempre explorar esse universo de humanas, tal. Achei eh acho que tem muito a ver comigo. E foi por isso a escolher mesmo de letras.
E eu não fiz tão jornalismo, eu fiz eh duas. Eu fiz letras primeiro em 2010 e depois em 2018 jornalismo. A faculdade foi bem tranquila, porque eles me eh foram eles que ofereceram, a faculdade mesmo que ofereceu uma pessoa para me auxiliar.
Então, todos os dias que eu ia na aula, a pessoa ia eh me auxiliando para escrever e tal, tudo. Então, não tinha problema nenhum. Eh, eu fiz eh reabilitação desde desde que eu nasci praticamente.
Então, eu sempre fiz várias eh reabilitações, nunca aparei de reabilitação. Eu nunca parei. Eu lembro que quando eu era criança, eu não gostava de fazer de fazer reabilitação, então tinha como se fosse uma obrigação.
Agora quando como eu fui quando eu conforme eu fui crescendo já eu via eu vejo a importância hoje em dia da reabilitação, né? Porque auxilia, melhora, é condicionamento melhora tudo, né? Condicionamento físico.
Então, minha mãe viu, eu acho que viu um vídeo de divulgação através do Instagram. Daí ela ela quis procurar porque eu tava querendo fazer um outro tipo de reabilitação que a gente buscou no nessa questão do do acreditando foi a questão da transferência que é a questão, na verdade que eu tenho mais dificuldade. O ponto central mesmo foi a transferência mesmo.
ajudou muito, porque eu falo a a a experiência da da transferência aqui é o único lugar que eu que eu consegui realmente tirar do papel e realmente fazer, sabe? E realmente entender o que é o que o que é transferência, porque eu não porque eu não conseguia fazer e eu não conseguia entender e realizar o que é o que é a transferência. Agora sim, agora eu consigo, porque agora eu consigo, tô treinando para para fazer, agora eu consigo entender agora os os passos, sabe?
Antes não, antes não entrava na não conseguia entender. Agora é diferente, entendeu? Então, inclusive, era a próxima coisa que eu ia comentar.
é completamente diferente dos outros ambientes que eu ia, que eu já frequentei. Aqui, aqui é alegre, todo mundo é um ambiente que você entra, você já vê a diferença, entendeu? Então é que nem eu falei no começo, né?
Porque se a gente não tiver em movimento, eh, o nosso corpo, ele ele vai travar tudo, porque a gente não vai conseguir fazer as coisas em específico, porque a gente tem que estar em em movimento o tempo todo. Nossas pessoas com deficiência, a gente tem que fazer, tá mais em movimento ainda do que as outras pessoas, senão fica mais difícil da gente realizar o os movimentos. Aleluia.