[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Boa noite uma alegria para mim tá aqui obrigado Reverendo agel a despeito da sobrecarga É sempre bom ter esse privilégio né e eu quero pedir a orientação do Senhor que me dê condições de falar claramente um assunto muito rico mas ah vou me propor a falar um bocado em 50 minutos os meus alunos já ouviram muito do que eu já falei aqui do que eu vou falar aqui mas como eu sei que nós temos outros que não são alunos do JMC então vou falar o pacote completo no tempo que me
cabe mas antes nós vamos orar Ore Comigo Pai do céu pedimos a tua bondade nessa noite tua bondade se manifeste mostrando a beleza da tua palavra e a maneira como ela é toda conectada amarrada ah por esse conceito de aliança queremos enxergar isso não só através daquilo que já foi falado mas ainda do que há de ser falado dá-me fidelidade e clareza no que eu exposer e aos meus irmãos e irmãs que haja entendimento e outras conexões com o restante da escritura que lhes encha a alma de alegria e Encanto pelo Senhor nós pedimos isso
para que nós tenhamos deleite e para que o Senhor seja honrado em nome de Jesus amém então a minha meu tema é esse pacto de obras bíblico ou não e eu vou falar portanto de um assunto que diz respeito à tradição reformada Mais especificamente a tradição de ala britânica pacto de obras é que aparece com esse nome nos símbolos de fé das igrejas reformadas que vieram das ilhas britânicas no caso os símbolos de fé de Westminster não são as únicas confissões que tem registro dessa aliança a gente encontra nos artigos irlandeses antes de Westminster falando
sobre isso a gente encontra até em catic ismos individuais eu vou dar um exemplo daqui a pouco de um catic ismo individual no qual aparece menção a esse pacto Então nós vamos falar sobre algo que pertence a tradição reformada mas não não é discutido e apreciado integralmente pela tradição reformada então isso explica o porquê da minha pergunta Tá eu já começo dizendo por que que eu faço essa pergunta por que que eu pergunto bíblico ou não E é quase como se eu já tivesse dando a resposta né Eu sou pastor presbiteriano que subscreve a Confissão
de Fé de Westminster a doutrina tá lá na confissão já sei o que senhor vai responder mas eu vou explicar por da resposta por da pergunta melhor dizendo pacto de obras é uma doutrina presente nos símbolos de fé da igreja presten do Brasil e tem sido alvo de várias críticas por parte de teólogos tanto de fora como de dentro da tradição reformada isto é tem pessoas que olham para essa doutrina e dizem assim não isso não é bíblico de fora da nossa tradição e até alguns não é maioria mas tem um número considerável de teólogos
que se dizem reformados e de fato são reform ados em muitos outros aspectos mas que tem dificuldades com parte ou com toda a doutrina do pacto de obras então por isso que essa pergunta faz sentido agora você poderia dizer Ok tudo bem deixa eles terem dificuldade mas eu acho que tem uma lição importante para que essa pergunta seja feita e a lição eu digo é esta aqui ó a pergunta não é ilícita pois não cremos que As Confissões e catecismos tem autoridade subordinada ou melhor pois pois eh pois Nós cremos aqui tá errado Nós cremos
que As Confissões de catecismo tem autoridade subordinada às escrituras sagradas podemos e devemos revisar a nossa fé à luz das escrituras é sai um não ao invés de Nós Nós cremos que elas são subordinadas a gente usa uma linguagem em credos que a gente fala que a os As Confissões e os catecismos eles são Norma regulada ou normati por uma outra norma normatizadora as escrituras Então seria assim para usar uma outra analogia seria assim tem uma uma régua que regula e tem a régua regulada a escritura é a régua que regula As Confissões são a
régua regulada então quando a gente pergunta essa doutrina que está numa confissão ela é bíblica não é uma pergunta ilícita é uma pergunta Justa e ela tem que ser feita inclusive Ah é o fato de nós abrirmos espaço para essa pergunta que nos permite olhar de volta para os nossos símbolos de fé e nos sentirmos mais convictos ou Possivelmente a necessidade de reformular coisas que estão escritas então a a história da tradição reformada ela não fecha as portas para essa pergunta nem todo mundo sabe mas é legal que a gente eh fale sobre isso ah
existem vários exemplos tanto dentro dos reformados do continente europeu quanto dos reformados das ilhas britânicas em que eles fizeram pequenas modificações dos seus símbolos de fé então isso aparece em vários momentos da história da tradição reformada portanto a pergunta é lícita Ela não é uma pergunta improcedente por isso que eu quero proceder com ela deixe-me explicar em poucas palavras o que que é pacto de obras é um pacto presente antes da queda de Gênesis 3 a gente chama de pré laaps Ariano Isto é vem antes do lapso antes da queda tá então normalmente se refere
a um pacto pré-parto representante da humanidade nomes distintos surgiram no período da pós-reforma Esse foi o período em que o conceito foi solidificado é o conceito foi desenvolvido expandido aparece por parte de vários autores pacto da criação fedos Naturale em latim ah primeiro pacto pacto da natureza pacto de vida pacto de obras e assim por diante Esses são nomes diferentes que uns gostavam mais de um de outro enfatizavam mais um do que outro mas quando eles Falavam sobre isso eles não estavam dizendo não eu acredito em pacto à criação não acredito em pacto de obras
quando os os teólogos formados da pós-reforma falava assim deixa eu expor sobre o pacto da criação deixa eu expor sobre o pacto da natureza deixa eu expor sobre o primeiro pacto eles não estavam dizendo é esse que eu exponho não é o pacto de obras eram termos diferentes pra mesma doutrina tá então como é que a Confissão de Fé de Westminster resume esse pacto em poucas palavras é uma das definições mais sintéticas que a gente tem fala assim Capítulo 7 parágrafo segundo o primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras nesse pacto
foi a vida Prometida a Adão e nele h a sua posteridade sob a condição de perfeita e pessoal obediência tem muita coisa aqui bem compactada sem gastar muitos detalhes vou tentar fazer a uma com e uma compartimentalização ou ou melhor um uma divisão de partes fala de um primeiro pacto que é chamado pacto de obras por que que é chamado de pacto de obras porque vai ter como condição uma obediência pessoal e perfeita Isto é Deus vai considerar a obediência do próprio Adão é pessoal não é é de outra pessoa é dele e tem que
ser uma obediência perfeita por que perfeita porque Deus nunca aceita só a sua coerência por que que eu tô usando essa linguagem Às vezes a gente tem a impressão de que Deus sabe que a gente não é perfeito mas se a gente for pelo menos coerente Não Para Deus coerência não basta Deus não abaixa o padrão e aceita você tirar 7 me Deus entende que qualquer falha da sua lei torna você transgressor de toda ela ele diz isso explicitamente Então como nós temos esse registro de Tiago 2 Nós aprendemos que Deus exige perfeição na nossa
obediência é isso que ele requer no primeiro pacto e esse pacto foi Ah tinha como promessa a vida a gente vai falar um pouquinho disso mais adiante a ideia de promet ter a vida dá a impressão de que Adão não a tinha mas o que nós reformados costumeiramente falamos é que Deus iria garantir ou fazê-lo ganhar algo a mais ou confirmá-lo ao menos no estágio em que ele estava existem diferenças pequenas com respeito ao resultado do cumprimento desse pacto e isso Valeria não só para ele mas paraa sua posteridade então em suma é um é
uma aliança quando eu falo pacto e Aliança eu tô usando o termo sinônimos é uma aliança feita eh com a humanidade na pessoa de Adão no qual Deus espera dele cumprimento perfeito das leis estabelecidas por Deus para recompensá-lo com vida confirmando na perenidade de vida ou como a gente usa costumeiramente a linguagem bíblica dando-lhe vida eterna vida imperdível isso em poucas palavras é o pacto de obras bem quando eu falo ah e essa questão de gente que é contra ou critica o pacto de obras que debate é esse então eu gostaria primeiro de falar do
que o debate não é para depois explicar o que que o debate envolve Então não é um debate que pertence apenas à tradição protestante digo isso porque a gente tem registro de pessoas que são consideradas dentro da tradição católica Romana eu vou mostrar um exemplo daqui a pouco mas existem outros exemplos por exemplo teve um teólogo que era da da da contrarreforma da reforma católica do século X que antes de outros personagens da pós-reforma falou sobre um pacto com Adão isso no início do século X pouca gente tem contato com esse tipo de autor mas
mostra que mesmo quem não tava na tradição protestante não via problemas com a ideia de um pacto pré lafaro Tá então não é um assunto que pertence apenas à tradição protestante segundo não é um debate entre reformados e cristãos de outras tradições do tipo assim reformado que é reformado sempre endossa esse pacto as outras tradições é que são Críticas não é verdade como eu falei antes e agora repito existem pessoas reformadas que têm algumas dificuldades com esse conceito e eu vou apresentar daqui a pouco quais algumas dessas dificuldades e por último e é bom que
eu enfatize Isso não é um debate entre teólogos bíblicos e teólogos sistemáticos eu digo isso porque frequentemente as pessoas são treinadas a pensar que essa é uma categoria dogmática imposta ao texto a grande verdade é que na tradição reformada tem teólogo bíblico que é a favor tem teólogo bíblico que tem dificuldades tem teólogo sistemático que é a favor tem teólogo sistemático que apresenta críticas então não importa que categoria de teologia a gente pratique mormente Isto é com mais ênfase Você tem os a favor e os contra Tá então não é uma questão não é uma
divisão entre quem estuda o texto bem mesmo o os que estudam o texto Os teólogos bíblicos esses vem que não os teólogos sistemáticos ficam criando categorias aí teológicas impondo não é verdade o debate não é simples assim há teólogos bíblicos que são muito renomados né Nós temos gente como gerhard Voss que é e que que é um apoiador pleno dessa doutrina Meredith Klein que é um apoiador pleno dessa doutrina que foram reconhecidos como teólogos bíblicos tem teólogos sistemáticos muitos que apoiam e também tem do outro lado aqueles que têm dificuldades então é bom que a
gente não faça essas dicotomias Ok sendo assim vamos para as objeções normalmente colocadas por quem tem dificuldade e eu vou aqui responder o por que eu acho que elas são improcedentes ainda que elas nos forcem a pensar com mais cuidado sobre a nossa doutrina Isto é para que a gente não responda é claro que é sem fundamentar como é que é então eu já tô respondendo a pergunta dizendo como um que subscreve a Confissão de Fé de Westminster eu entendo que ela seja bíblica mas quando alguém questiona ela como é que a gente responde a
ela Então o que que eu vou apresentar aqui agora nessa parte da nossa eh palestra eu quero apresentar três objeções três tipos Eu dividi em categorias para facilitar e eu tô Resumindo elas sem entrar em detalhes muito grandes tá tem gente que escreve artigos e mais artigos sobre isso tem gente que coloca trechos de livros sobre esse assunto assunto tem um número considerável de literatura sobre isso aí nós vamos dividir entre objeções históricas ou uma uma objeção histórica uma objeção energética e uma objeção teológica e vamos nessa ordem Tá bom então vamos lá pra primeira
objeção então é comum entender que essa doutrina é uma invenção eu tô caracterizando aqui né tô Resumindo uma invenção da pós-reforma então sintetizando a crítica seria mais ou menos assim o conceito de dois pactos Isto é pacto da graça e a pacto das obras estava ausente na teologia de João Calvino tanto gente mais aberta teologicamente como Holmes ralston i como gente fiel ou ou mais Ortodoxa a gente diria assim aos símbolos de fé fiel aos símbolos de fé e considerada mais Ortodoxa como John Murray entende que essa Doutrina Não estava em João Calvino a o
conceito de dois p e principalmente pacto de obras surgiu posteriormente com uma deturpação da teologia dos reformadores gente que é crítica da tradição da pós-reforma e tenta fazer uma dicotomia entre Calvino e os calvinistas como esse e eh Historiador o faz tendem a olhar pacto de obras como uma deturpação dos calvinistas em relação a Calvino bem como é que a gente responde a esse tipo de de alegação primeira coisa nós precisamos entender que perdão menção a do do conceito de pacto de obras aconteceu bem antes do termo pacto de obras o termo a foedus operum
que é em latim ele surge na década de 1580 com alguns escoceses como dudley fenner depois com Robert rollock são autores que ainda século X cunham esse termo e acabam obrigado e acabam eh eh discorrendo sobre esse assunto mas a gente tem que lembrar como em boa parte eh da desenvolvimento teológico que termos aparecem depois de conceitos termos aparecem para definir ideias que a gente já articulou ou já começou a pensar sobre elas então o conceito aparece antes quando a gente fala que é uma que é algo que foi desenvolvido na pós-reforma isso é verdadeiro
isso não significa que ele não estivesse presente antes e eu quero então fazer algumas citações da história anterior a esse período de 1580 só para ilustrar como o conceito já tava lá e defendido por gente de peso primeiro Olha quem já falou de um pacto pré-social Agostinho de pona no famoso Livro Cidade de Deus escrito no 5º século começo do 5º século tá falando sobre pecado original olha como ele descreve o pecado original ele fala até os infantes o têm quebrado não em suas próprias vidas mas na origem com a qual eles compartilham com toda
a humanidade sendo que todos quebraram o pacto de Deus naquele único homem em quem todos pecaram muitos pactos de fato são chamados pactos de Deus além dos dois principais o antigo e o novo que todos podem aprender ao lê-los e o primeiro pacto feito com o primeiro homem é sem dúvida isto no dia em que comeres do fruto certamente morrerás fica explícita a referência dele a um pacto pré-social a primeira referência a um pacto prelapsarian entendendo que a razão dos infantes serem considerados pecadores mesmo que não tenham pecado pessoalmente é porque eles pecaram no seu
representante quer dizer a doutrina do o conceito de pacto de obras em alguma medida tá amarrado ao que Agostinho desenvolve em termos de pecado original Vamos pro próximo Aí eu faço questão de citar Calvino essa é uma citação pouco conhecida mas das institutas do livro quatro ele tá falando sobre sacramentos em geral e eu coloquei aqui algumas expressões só para ficar mais claro o nosso entendimento da citação um exemplo de Sacramento é quando ele deu a Adão e Eva A Árvore da Vida como uma garantia da imortalidade o sacramentos têm uma marca gravada sobre eles
pela palavra de Deus de tal forma que eles são provas e selos das suas alianças nesse trecho das institutas Calvino tá falando sobre os sacramentos em geral e ele cita dois exemplos ele cita A Árvore da Vida como um Sacramento e ele cita o arco lá do pacto com Noé e ele vai dizer assim Esses são sacramentos das Alianças então Calvino discorreu delong sobre um pacto prelapsarian não mas o fato dele mencionar as institutas que a árvore da vida apontava para um pacto é significativo uma área que certamente ele não desenvolveu nós não temos isso
nos seus escritos mas nós temos ao entendimento de que havia um pacto lá não há nada de errado com isso na cabeça de Calvino então diferente do que os críticos dizem já aparecia em Calvino e apareceu antes de Calvino e apareceu em gente contemporânea a Calvino Isto é que escreveu antes de Calvino falecer com uma clareza ainda maior é o caso de ursino no seu catic ismo pessoal chamado catic ismo maior ursino que é um dos autores do catecismo de Heidelberg não coloca em Heidelberg curioso isso não coloca o conceito Ito de pacto uma hipótese
é que Heidelberg foi escrita a pedida do monarca do Príncipe para promover uma um certo congraçamento entre aqueles de afinidades luteranas e os de afinidade reformada então tem alguns aspectos de Heidelberg em que talvez não tenha sido pressionado com tanta força peculiaridades da Fé reformada essa é uma hipótese mas o que nós sabemos é que o sino fala bastante de pacto e no seu ah catecismo maior que ele escreveu sozinho ele diz na como parte da resposta da pergunta 36 isso aqui ó a a lei contém o pacto da natureza estabelecido por Deus com o
homem na criação isto significa que ele é conhecido pelo homem a partir da natureza ele exige perfeita obediência de nós para Deus e promete vida eterna àqueles que o guardam mas ameaça com punição eterna aqueles que não o guardam percebe ele fala ainda com mais clareza isso fala da ideia de que é um pacto que Deus fez com o homem na criação que tem promessa de vida eterna para quem obedece e morte e punição de morte eterna para aqueles que não o guardam Então são três exemplos que só comprovam que essa não é uma invenção
posterior do final do século X ou século X isso aqui é apenas uma ilustração daria pra gente tirar outros por exemplo Gaspar oliviano tem várias referências a a esse pacto da natureza além daquele outro que eu já mencionei que da década de 1540 que era um um católico ainda que não aderira à reforma protestante Mas vamos à nossa segunda objeção que é uma objeção mais exegética tá não há pacto em Gênesis 1 e 2 qual é o argumento dentre outros né um primeiro argumento é de que a palavra pacto não aparece em Gênesis 1 e
2 su a primeira ocorrência na Bíblia é em Gênesis 6:18 verdade isso por conta de não aparecer os teólogos bíblicos ou os sistemáticos que fazem críticas a esse conceito dizem eu acho que vocês estão importando coisa para lá que não está lá tanto é que a palavra não aparece lá essa é uma um bom indício de que não não esteja o conceito não esteja lá Além disso não é possível detectarmos a estrutura de uma aliança nas primeiras tratativas divinas com a Adão assim pensa o John Murray como eu já mencionei Então como é que nós
respondemos a esse tipo de crítica exegética eu tenho aqui alguns pontos que eu quero delinear primeira coisa é que a ausência do termo pacto não é prova de que o conceito não esteja presente o exemplo mais claro que eu posso dar é a aliança que Deus faz com Davi lá em sego Samuel 7 se você abrir em qualquer versão da bíblia português Provavelmente você vai ler no no título Zinho em Aliança do Senhor com Davi mas se você ler o Capítulo inteiro nenhuma vez a palavra aliança aparece em segundo Samuel 7 nenhuma vez sequer mas
a gente tem certeza que aquele texto é uma aliança de Deus com Davi por quê Porque o Salmo 89 fala que ele fez aliança com o Seu servo Davi então o conceito tá presente narrativa mas o termo não aparece Além disso nós muitos teólogos têm destacado Dr Palmer Robertson pensa assim Dr van groning pensa assim ah dentre outros teólogos bíblicos que quando aparece em Gênesis 6 Professor Mauro ma que já falou aqui quando aparece o termo pela primeira vez não há uma não há uma um estabelecimento de algo novo mas uma confirmação ou ratificação de
algo que já existe estaria no caso remetendo algo feito anteriormente ao capítulo 6 de Gênese então provável referência ao período pré-parto não esteja lá segunda coisa a estrutura pactual é vista a partir da Porção mais desenvolvida da Revelação para menos desenvolvida Deixa eu explicar porque isso aqui é importante pra gente que estuda teologia bíblica a partir do referencial reformado uma das coisas que a gente aprende é que muito do que tá dito Ah no início de Gênesis tá dito de forma tão compactada a gente fala que é a verdade de forma seminal é como se
fosse uma semente tá tudo ali comp a árvore inteira tá lá compactada geneticamente que você só vai entender a genética quando a coisa brotar e ela se expandir é por isso que a gente sempre interpreta textos narrativos do at com a leitura que o NT faz dessas coisas então como nós vamos ver ao longo da palestra mas eu já vou adiantar um aspecto que tá aqui nessa última frase quando ah teólogos viram um pacto antes da queda não é porque eles fizeram uma exegese descobriram uma novidade que ninguém tinha visto assim você acredita que tem
aqui uma é porque Eles olharam pro restante da Revelação e fez sentido projetar que aquilo que tá mais claro depois estivesse presente seminal no início isso é verdadeiro de várias coisas a gente descobre várias coisas acerca eh da Redenção de Deus por exemplo dessa forma e foi assim que o conceito de pacto se desenvolveu inclusive na história eh eh da da teologia reformada essa é uma coisa muito curiosa que vale a pena eu compartilhar de maneira sintética ah além de falar-se primeiro de pacto da Graça na história da teologia do pacto isso é ah falou-se
discorreu-se muito sobre o pacto da Graça e depois é que foi se articular acerca do pacto de obras existe uma outra coisa curiosa também tem um Historiador chamado eh mcff e Arthur mgff e ele diz que ah que ele enxerga a que alguns teólogos reformados que desenvolveram o pacto de obras primeiro viram os elementos legais desse pacto no pacto com Moisés E depois passaram a compreender que isso em alguma medida tava lá vou dar um exemplo não é incomum você ler puritanos e perceber que eles achavam que os 10 mandamentos que Deus explicitou a Moisés
já estivessem cravados no coração do primeiro homem Mas isso não é ideia só dos puritanos isso era a ideia da tradição Cristã de entender que a lei não apareceu do nada para Moisés Ela só foi cravada em pedra porque o homem já havia anuviado o que tinha sido gravado no coração então é a ideia de que você vê uma continuidade por de Deus revelar mais depois é que você consegue enxergar o que seminal tá presente no início e foi assim o desenvolvimento histórico também os elementos do pacto estão presentes uma forma de eu resumir o
que que constitui pacto estão nessas quatro esses quatro elementos não tem gente que faz de outra forma eu tenho escolhido ensinar dessa maneira pacto na escritura entre Deus e o homem ou entre dois seres humanos não pode acontecer se não tiver pelo menos partes contratantes Óbvio tem que ter mais do que um você nunca faz pacto sozinho você tem que ter sempre outro até quando Jó fala metaforicamente que ele fez aliança com seus olhos ele tá falando como se fosse uma outra parte tá é como se ele dissesse com outro ó nós não vamos olhar
o que não deve não olharei paraa Donzela de forma indevida é porque a aliança sempre é entre pelo menos duas partes então tem as partes contratantes a condição ah de obediência perfeita a promessa o castigo e os sacramentos a gente já falou de uns del alguns deles a gente já falou que H vários teólogos reconhecem que a árvore da vida é um Sacramento tem outros que falam de outros sacramentos mas da Árvore da Vida todo mundo concorda que é um símbolo daquilo que Deus queria prover ao homem e é bom que a gente destaque isso
porque essa árvore normalmente é esquecida a luz da outra que ganha mais proeminência na história árvore do conhecimento do bem e do Mal dessa ninguém esquece mas no começo quando Deus fala de toda a árvore do Jardim comerás em meio a essa liberalidade de Deus ele destaca duas e uma delas ficou esquecida só que ela era representação visível palpável daquilo que Deus queria dar ao seu povo tanto é que embora ela não apareça mais no livro de Gênesis depois do Capítulo 3 ela reaparece lá na frente em Apocalipse para de novo nós sermos lembrados daquilo
que Deus queria proporcionar ao seu povo então a gente vê sacramentos nós vemos o castigo muito claramente No Dia Em Que comeres do fruto da árvore do conhecimento bem e mau certamente morrerás e a promessa a gente diz que a promessa não tá explícita Mas ela é implícita à luz de coisas que eu vou mostrar daqui a pouco mas eu já adianto dizendo assim não é incomum teólogo reformados enxergarem que por detrás de um não sempre tem um sim Sempre tem por detrás de um não matarás tem um Preserve a vida do outro por isso
que a gente diz que cumprir os mandamentos é mais difícil do que parece porque não é a literalidade de não tirei a vida de alguém é promover o bem-estar alheio e isso engloba muita coisa quando então Deus proíbe que se coma da árvore do conhecimento do bem e do mal e diz que vai morrer nós entendemos que por detrás disso existe uma promessa e de vida que vai ficar mais clara daqui a pouco na palestra então nós sabemos que tem condição que é obediência tem promessa castigo tem as partes contratantes tem os sacramentos então o
ponto é dizer que a estrutura de Gênesis 1 e 2 ela é favorável a enxergar pacto ainda que a palavra não esteja lá mas eu quero ainda dentro dessa segunda objeção e resposta falar de um conceito que que foi iniciado por um homem bem no começo da história da igreja chamado Irineu de leão e que virou o fundamento para o desenvolvimento da Teologia da Aliança Irineu falava muito da do conceito de recapitulação anaque fales era a palavra grega que ele usava a recapitulação era ter um novo cabeça e ele contrastou bastante Adão e Cristo para
dizer que é o novo cabeça é aquele que substitui o primeiro cabeça mas não foi só Irineu que entendeu isso hoje em dia muitos teólogos TM falado da importância de nós entendermos como a escritura é uma recapitulação de algumas coisas vamos lá a história de Israel é uma recapitulação da criação e queda de Adão Olha que interessante Israel é colocado tamb V num Belo Jardim que Israel não plantou para que dese frutos aí o que eu quero dizer é que a história de Israel ela tem algumas semelhanças muito curiosas e Deus vai mostrar que Israel
vai fazer a mesma coisa que Adão fez você já viu aquele argumento de gente que diz assim Adão pecou Mas e se você tivesse lá Será Que Será que eu pecaria e se eu tivesse lá Deus tá mostrando para você que não precisa falar essa bobagem não precisa falar essa bobagem e Israel já comprovou para você que mesmo quando Deus prepara uma terra que mana leite e mel expulsa boa parte não todos mas boa parte dos inimigos com som de música ele faz muralha ca de maneira extraordinária ele faz exércitos treinados serem subjugados para um
Israel que nunca foi Militar depois de ele fazer tudo isso e preparar Israel consegue estragar Israel consegue demonstrar constantemente a sua infidelidade e não demora muito não é porque se o livro de Josué é um livro de conquista o livro de juízes que na no Canon vem logo em seguida é um livro de cativeiro cativeiro após cativeiro após cativeiro e é só o começo da história de cativeiro porque ninguém vai lembrar de Juízes depois que vier Babilônia ninguém mais para de Juízes que a surra vai ser maior depois então o que eu quero que você
enxergue é que quando Deus tá contando a história do Antigo Testamento através de um povo que ele separou esse povo na verdade revive em extensivamente O que acontece intensivamente no Jardim há uma recapitulação uma espécie de recontar da história mas não é só negativamente que há recapitulação Jesus é o verdadeiro Israel que também revive essa história só que com um final feliz se Adão foi testado no Jardim Jesus é testado no deserto a escritura faz questão de dizer que são 40 dias pra gente lembrar dos 40 anos de um povo que falhou antes do que
Jesus que não murmurou ela faz Paralelos para você lembrar que a história tá sendo contada de novo ele é tentado por quem é próximo dele se Adão foi tentado por quem era próximo dele Jesus também o foi só que ele fala aa Satanás diferente do que Adão fez quando foi tentado então Perceba como a escritura faz isso porque eu eu e você precisamos de ter história contada de novo e de novo e de novo e de novo e de novo você aprender para eu aprender a ideia de de Deuteronômio 6 portanto não é tola de
inculcar ao sentar ao levantar no caminho é porque o evangelho ele só é inculcado mediante recapitulação repetição da história Então o que acontece no Jardim não é a toa que é visto como sendo uma aliança porque o resto da história é uma aliança e se é um recontar da primeira história faz muito sentido enxergar aliança na primeira história mas vamos pra terceira objeção ah essa é uma das objeções mais comuns e mais intensas é onde o pessoal pega mais duro na questão do pacto de obras inclusive quem é favorável a um pacto pré laaps Ariano
às vezes não gosta do nome pacto de obras por causa dessa terceira objeção Então essa aqui é o que engloba mais gente e eu resumi dizendo que propõe um legalismo romanista deixa eu explicar é uma tentativa de resumir várias críticas alguns Dizem que o Pacto de obras é um ele ele surge como um legalismo na noção contratual de pacto as pessoas que criticam o pacto de obras têm dificuldade de falar de pacto em termos contratuais em que uma parte cumpre certas coisas a outra parte cumpre outras eles acham não não é assim não é contrato
não é contrato aliança não é contrato é a ênfase constante pacto de Deus com o homem é sempre Incondicional A gente não fala de amor incondicional da parte de Deus isso não é comum entre evangélicos pois esses que criticam e eu peguei um exemplo chamado James Thorn ele diz que a aliança de Deus com o homem sempre é incondicional ela é Graciosa por isso que ele abomina o conceito de pacto de obras o pacto de obras para esses críticos introduz um conceito de mérito que contraria o evangelho da Graça aquele rolston que eu já falei
e até o Ber cauer acha que essa doutrina pode infelizmente gerar a a impressão de que você perdeu a oportunidade de contrastar com o ensino de Roma porque se você vai falar de pacto de obras e de mérito pera aí o que que a gente prega a gente não prega salvação pela fé somente não por obras como é que os reformados Vão colocar a ideia de uma aliança de obras em que você pode adquirir vida eterna mediante ela então essa crítica ela é constante e ela é forte vem até de reformados como um bercer por
exemplo tá pacto sempre tem um desígnio redentivo diz o Murray pro Murray pacto tem que ter na escritura quando fala de pacto Deus sempre tá remindo alguém por isso que ele tem dificuldades de chamar aquela aquele trecho antes da queda de pacto a ênfase em obras não contempla os elementos de graça na administração tentam condensar o que esses críticos dizem sobre pacto de obras eles dizem assim não é tem muito legalismo parece que volta para Roma não tem redenção e não não percebe que Deus já foi gracioso antes então em suma é isso como é
que nós respondemos a essa que é a crítica eu poderia dizer mais Severa primeira resposta não é verdade que pacto sempre é redentivo o pacto noaico é um bom exemplo de preservação Deus intentava preservar Deus já havia remido Noé e a sua família a aliança vem para confirmar a sua preservação e a continuidade de vida tá num contexto de Redenção Sem dúvida por causa do pecado que havia proliferado mas a aliança é eminentemente de preservação e eu cito Jeremias 30 Ah perdão 33 saiu errado aqui de novo 33 como exemplo Jeremias 33 verso 20 21
Deus fala de uma aliança que ele fez com o dia e com a noite esse é um exemplo de que às vezes Deus usa aliança não num contexto redentivo tá aliança envolve benevolência sempre então quando Deus fala assim que o pacto eh com Noé era de preservação era benevolência da parte de Deus ainda que não envolvesse Redenção no sentido mais pleno da palavra mesma coisa com o dia e com a noite quando ele fala de uma aliança com dia com a noite se você conseguir invalidar a minha aliança com dia com a noite eu vou
quebrar minha aliança com Davi ele est falando de uma preservação que era benevolente você lembra que com Noé Deus falou que enquanto a sua promessa valesse ele teria haveria dia e noite frio calor sementeira ceifa preservação da ordem isso é benevolência da parte de Deus segunda coisa que eu apresento como resposta crítica é que a aliança não é composta só de promessa só promessa não constitui uma aliança quando as pessoas falam assim aliança é incondicional elas estão tentando falar que aliança consiste de promessa o que eu prefiro dizer é que a aliança contém promessa não
dá para ser aliança se não tiver promessa mas ela não se resume à promessa por quê Porque o pacto é em toda a escritura ele tem outros elementos além de de promessa ele tem condições e aqui é uma das áreas em que os cristãos mais se confundem quando a gente fala de pacto da Graça a tradição reformada ela ao longo da história principalmente no período da pós-reforma ela teve que se opor àqueles que queriam falar só do Amor Incondicional de Deus Deus não exige nada de você Deus não exige nada e a maioria Ortodoxa que
era contrária aos chamados antinomias disseram assim pera aí acho que vocês não entenderam o pacto de graça pacto de graça não tem condições anteriores que você tenha que cumprir para Deus te abençoar mas ela sempre tem exigências consequentes Deus espera a resposta do homem Esse é o aspecto em que no fundo no fundo Deus nunca ama incondicionalmente ele sempre exige resposta não é uma condição prévia para ele te amar o amor dele é necessariamente anterior a qualquer coisa que você faça mas ele exige que você o ame de volta requer que você responda em amor
em submissão então a escritura inteira coloca as chamadas ordenanças evangélicas essa é uma linguagem que os puritanos usavam que a gente perdeu falando dos imperativos do Evangelho quando a escritura fala assim crede ou arrependei-vos ela não tá estabelecendo uma lei Essa não é uma lei você não cumpre mandamento nenhum quando você se arrepende você se você reconhece que não cumpriu o mandamento então o que que é arrependei-vos são os imperativos do Evangelho são as respostas que Deus requer num contexto de aliança de graça eu tô dizendo isso porque eu já vi gente dizendo assim que
não aliança não é ah não é não é contrato Mas isso não significa que a aliança Desconsidere elementos contratuais casamento é uma aliança e a gente sempre tem contrato por isso que tem testemunha porque além de promessa tem condições Isto é quando você promete você tem condições a cumprir e essas condições elas são a recompensadas com cumprimento da outra parte a escritura edira fala assim Jesus Cristo fala assim com o seu pai ele fala pai cumpri tudo que eu já fiz agora Restitui minha glória que eu tinha Hebreus 12 fala assim em troca da alegria
que lhe estava proposta suportou a ignomínia da Cruz tinha uma alegria que estava proposta e ele fez pensando nela a escritura inteira pensa em pactual gentee sendo não só promessa mas tendo condições tendo respostas a elas e Deus não precisava relacionar-se conosco por meio de um pacto Isto é a quando a gente fala e eh a a crítica anterior dizia assim que o fato de Deus eh eh estabelecer um pacto de obras parece que a gente tá anulando toda a expressão da Graça de Deus antes da queda mas a verdade é que o próprio fazer
aliança já é benevolência da parte de Deus fazê-lo foi pura benevolência qualquer conceito de mérito quando a gente fala de pacto de obras nunca é mérito em si mesmo os teólogos da pós-reforma já tinham uma expressão inha muito boa eles falavam assim sempre é mérito ex pacto Isto é a partir do pacto Eu costumo dizer pros alunos de Antropologia que fazem aula comigo no chot Mc que se eu como pai quiser fazer uma promessa pro meu filho de recompensá-lo mediante alguma coisa que ele tem o dever de fazer eu tenho direito de recompensá-lo ele não
tem o direito de exigir recompensa de mim ah porque ele tem mérito Mas uma vez que eu Prometi a ele que eu vou recompensá-lo filho Se você arrumar o seu quarto rapidamente o pai tem que sair o pai leva você depois para tomar sorvete Digamos que eu falasse isso ele não tem direito ele não tá pagando pelo sorvete o mérito nunca é intrínseco Mas uma vez que eu fiz uma promessa a ele eu eu devo a ele mediante o cumprimento do dever da daquilo que Foi estabelecido o que eu quero dizer com isso é que
numa aliança Quando Deus se amarra ao homem e o homem responde de maneira agradável a Deus Deus tem o prazer de cumprir o que ele prometeu nesse sentido quando Deus faz aliança ele condescendeu a partir da sua voluntária decisão de fazer Aliança contigo então pacto de obras não é mérito no sentido pleno mas é mérito a partir da promessa que Deus fez e aí eu quero citar a Confissão de Fé de Westminster que tem algo muito legal que às vezes passa batido Olha só no Capítulo 7 primeiro parágrafo diz assim tão grande é a distância
entre Deus e a criatura que embora as criaturas Racionais lhe devam obediência como ao seu Criador nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurança e recompensa senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus a qual foi ele servido significar por meio de um pacto perceba nunca os homens poderiam dizer assim Deus ó tô sendo obediente hein fa savor dá uma aumento Zinho aí porque o texto diz que criaturas têm que obedecer porque são criaturas o senhor poderia tranquilamente dizer assim obedeça e não fala mais nesta e dar lei sem promessa mas ele não só faz
isso ele dá lei e promete Ele fala assim honra o Teu pai tua mãe o mandamento podia terminar aí mas não termina aí quando ele fala de uma promessa de prolongar os dias na terra ele tá sendo benevolente para com o seu povo anexando uma promessa na sua condescendência então o pacto de obras como todo pacto é voluntária ência é Deus se rebaixando para fazer um trato contigo Deus não tem dever nenhum de fazer isso contigo Então esse é o aspecto em que o Pacto de obras já demonstra benevolência da parte de Deus e quem
não enxerga isso perdeu de vista o que os nossos pais em Westminster já haviam colocado de forma muito sintética mas bem escolhida mais um aspecto antes da gente ir paraa Nossa conclusão sobre graça e obras Olha só o pacto das obras não anula o evangelho da graça porque o que faz o evangelho ser Boas Novas é o fato de nós recebermos pela graça o que deveríamos conquistar pela lei Esse é um conceito importante Quando o evangelho vem não é verdade que a lei é anulada pelo contrário se a lei fosse anulada Deus não deveria ter
dado que não reflete o caráter dele a lei não é anulada ela é confirmada por isso que Jesus Cristo diz que ele não vem anulá-la olha só só a contínua exigência da lei é que nos faz apreciar a graça só o fato de você estar aqu quem da lei é que faz você apreciar como é que Deus é gracioso para contigo a lei explica porque Cristo teve que padecer na cruz a graça explica porque Cristo quis fazê-lo por nós você não pode falar de um sem falar de outro Se você fala de graça ou de
evangelho cortando ou anulando a lei você não compreendeu como a escritura conecta esses temas e eu já sei que isso foi explorado pelo Reverendo Mauro Antes aqui da semana a graça de Deus não anula a necessidade de que alguém Faça algo para satisfazê-lo nesse sentido fomos salvos pelas obras de Cristo quando a escritura através da pena de Paulo fala que nós fomos salvos não por obras Mas pela fé tá falando com todo o ser humano com você comigo e com as outras gerações mas ele nunca com isso quis dizer que não custou nada ao salvador
Jesus Cristo pelo contrário todo o seu ensino acerca de expiação mostra que alguém teve que fazer algo entre aspas obras para que nós recebêssemos de graça eu quero terminar com sinteticamente colocando o embasamento bíblico que eu costumo falar sobre essa doutrina principais textos base dois grupos de textos que nos abrem a mente do Por que eu respondo à pergunta Inicial dizendo é bíblico sim primeiro a escritura revela de maneira muito bonita Qual é o propósito da lei eu tenho ensinado isso aos alunos do JMC aqueles que já ouviram ouvid de novo De que a escritura
revela em diferentes porções do cânon eu citei aqui na primeira parte Romanos Levítico Ezequiel Lucas Romanos de novo e Gálatas olha só tá no pentateuco tá nos profetas tá nos Evangelhos tá nas epístolas o conceito de que o propósito original da vida da da Lei sempre foi dar vida Paulo fala em romanos 7:10 o mandamento que me fora para vida se me tornou pra morte em Levítico 18 ah Moisés diz cumpre os mandamentos faz essas coisas e viverás por elas depois aparece em Ezequiel o mesmo conceito no capítulo 20 três vezes faz isto e viverás
por elas cumpre a lei de Deus e viverá por elas Lucas Capítulo 10 aquele texto Fantástico em que Jesus é perguntado pelo mestre da Lei como é que você resume a lei Jesus fala assim então como é que você resumiria aí ele fala assim ama Deus sobre todas as coisas e o próximo ti mesmo tirou 10 na prova de teologia Jesus falou assim muito bem aí ele eoa as palavras de Moisés faz isto e viverás ele tá repetindo o conceito de que obediência a de Deus nos leva à vida mas olha que Curioso o que
é que vem logo depois dessa passagem a parábola do samaritano em que os homens da lei não cumpriam a lei ele sabia qu eram os dois grandes mandamentos mas na parábola vai mostrar que eles não eram cumpridores da Lei então Jesus Tá ensinando de que o caminho ele está lá mas ele não é possível por isso que eu coloquei o pecado é torna esse caminho impossível mas hipoteticamente essa via ainda existe quando o jovem rico chega para Jesus e fala assim que farei para er dar vida eterna Jesus fala assim então você conhece os mandamentos
ah senhor essa parte tranquilo garantida que mais aí Jesus fala assim Ah então só falta uma coisa parece que Jesus está dizendo assim se você se garantiu nos mandamentos Então eu só tenho mais um mas na verdade quando Jesus fala de um Jesus tá expondo a lei e aplicando a vida daquele homem que era idólatra com respeito ao dinheiro ele diz assim ó se você cumpre a lei então faz o seguinte ama Deus e o próximo é isso que Jesus disse em outras palavras porque ele fala vai e vende tudo que tem Aos aos pobres
amar o próximo depois vem e segue-me ele não tinha falado assim bom mestre Jesus disse ninguém é bom senão Deus ele tava apresentando que ele deveria ouvi-lo como sendo Deus mas o final da história mostra que ele não ouvia Jesus como sendo o próprio Deus porque ao invés dez dizer senhor agora eu entendi ele diz assim diz o texto que ele sai triste porque era dono de muitas riquezas Jesus tá mostrando que o conceito o propósito da Lei era que nos levasse à Vida que a gente sempre tivesse comunhão com Deus mediante o cumprimento da
lei Mas isso foi impossível por isso que a outra parte das escrituras que nos faz entender pacto de obras que foi a principal fundamentação usada pelos teólogos de Westminster para falar dessa doutrina é como a escritura trabalha o paralel entre Adão e Cristo entre lei e evangelho dois representantes federais lembra tratado em romanos 5 de maneira muito clara e em em primeiro Coríntios 15 a Cristo é inclusive chamado de o último Adão o último cabeça o último representante o que eu já disse antes Eu repito agora o evangelho não suplanta a lei Mas a confirma
eu gosto muito do texto de Romanos 3 em que Paulo fala assim não é por obras Mas é pela fé aí no finalzinho do capítulo ele fala assim anulamos pois a lei com isso de modo nenhum a gente confirma a lei quer dizer quando a gente fala pela fé a lei não foi Rasgada a gente tá dizendo que a lei foi confirmada porque é fé naquele que não é transgressor É naquele que perante a lei tirou 10 é naquele que foi perfeito que o próprio Pilatos reconheceu eu não acho nele crime algum o sumo sacerdote
sem mácula portanto a aliança da Graça é a execução do acordo original Isto é da Aliança de obras tendo Cristo agora como o nosso fiador por isso eu quero terminar eh fazendo duas coisas primeiro fazendo uma perguntinha que talvez você já tenha feito recentemente eu tava ensinando sobre esse assunto e um dos alunos da classe falou assim professor e Oséias 67 E aí eu disse a ele de forma sintética aquilo que eu vou compartilhar com vocês primeiro é um texto que ao longo da história da eh eh da exegese tem sido traduzido de maneiras diferentes
há três possibilidades mais comuns uma delas é falar do personagem Adão lá fala assim e transgrediram a aliança como Adão é assim que tá na Almeida Revista Atualizada mas se para você olhar em outras traduções como por exemplo a NVI já vai est assim e transgrediram a aliança como em Adão havia uma cidade chamada Adão que é mencionada em Josué Capítulo 3 é um lugar na escritura em que ela é mencionada e como os homens o problema dessas três é o seguinte todas elas têm algum tipo de dificuldade o que fortalece o em Adão como
local é que a continuidade do texto hebraico fala de onde dando a impressão de que tá falando de algum local fortalecendo mas a fraqueza disso é que além de ser uma cidade obscura que ninguém sabe o que aconteceu teria que haver um erro manuscrit lógico para ela caber como os homens é possível porque Adam significa homem só que faz pouco sentido dizer que eles transgrediram a aliança como seres humanos e eles transgrediram como o quê animais é um texto que não faz Muito sentido por isso que tem sido preferido pelos Ah intérpretes falar que essa
é uma referência a Adão A não ser que você esteja louco para dizer que não existe pacto de obras aí você dá um jeito de provar que é uma das outras duas mas os intérpretes têm visto que essa é uma boa tradução tá Dr Palmer Robertson inclusive no seu livro fala que essa é a que apresenta menos dificuldades por isso que a mais aceita é a primeira não deve ser usado como texto prova por quê Por causa desse debate todo Mas confirma o que se enxerga no restante da escritura o que eu costumo dizer para
os meus alunos é a seguinte Não Pegue um texto que parece que arrebenta no argumento porque se ele for bom de hebraico eu tiver lido um pouquinho ele fala assim mas você sabia que que existe uma hipótese bem razoável de que pode ser uma cidade chamada Adão aí pronto seu argumento foi pelo ralo abaixo então quando a escritura inteira testifica disso e depois você vai para esse texto aí é capaz da pessoa ser convencida de que esse texto realmente confirma meu último slide por que dessa doutrina Por que que ela tão preciosa eu quero terminar
com a citação de um holandês do final do século X início do século XVI V helmas abrel em que ele resume o porque que ele acha que essa doutrina é tão preciosa Olha só familiaridade com esse pacto é de extrema importância pois qualquer um que erra neste ponto ou nega a existência do pacto das obras não entenderá o pacto da Graça e irá prontamente errar com respeito à mediação do Senhor Jesus tal pessoa prontamente negará que Cristo pela sua obediência ativa mereceu um direito à vida eterna para os eleitos que ele tá dizendo aqui em
poucas palavras é que se você não entender esse conceito de pacto de obras corre o risco de você não apreciar a mediação de Jesus Cristo a saber de entender que ele não veio só pagar a penalidade da Lei ele veio também também ser cumpridor positivamente falando da Lei e isso ele o fez substitutiv isso só faz sentido se ele é um novo Adão colocado so prova mas agora sem falhas então velas abrael em poucas palavras quis dizer assim não te tubei se você fala de pacto de graça e não aceita pacto de obras você corre
o risco de empobrecer o conceito de pacto de graça se você falar de mediação de Jesus Cristo sem entender o primeiro Adão e e o contexto de aliança você corre o risco de não entender todo o paralelo que a escritura desenvolve entre esse primeiro e esse último Adão se você não falar de pacto de obras esse primeiro Adão e a sua obediência não vai ser vista de forma tão negativa e não vai exaltar a obediência perfeita e pessoal de Jesus Cristo em favor dos seus substituídos então eu termino dizendo que vale a pena nós estudarmos
essa Doutrina Não só porque fazemos parte de uma comunidade que subscreve a Confissão de Fé Mas até aqueles que não fazem para entenderem um pouco do que Dr Palma Robertson e outros palestrantes da nossa escola já T feito durante essa semana que é mostrar como aliança amarra toda a escritura E por que não dizer que ela amarra de Gênesis 1 e 2 não a partir de Gênesis 3 Mas a partir de Gênesis 1 e 2 até o final da escritura eu termino falando daquilo que eu já disse é interessante que o pacto que a A
Árvore da Vida que aparece em Gênesis 2 e 3 reapareça só em Apocalipse eu acho que Deus na sua sabedoria faz isso pra gente entender a ligação de toda a história Deus quer mostrar que aquilo que ficou impedido lá atrás só tem um caminho de novo acesso a isso que é a pessoa de Jesus Cristo Ele quer dar continuidade a essa história ele quer que você leia esses 66 Livros não como uma biblioteca mas como uma grande história de Redenção vamos orar pai nós te B dizemos porque o Senhor tem nos ajudado a entender tua
palavra fazendo conexões que às vezes são desafiadoras reconhecemos que essa é uma doutrina que frequentemente tem sido alvo de críticas nós pedimos que o Senhor nos dê entendimento fiel da tua palavra e que a nossa organização da Revelação seja feito de forma a a refletir a beleza da mediação de Cristo queremos compreender como ele vem a ser o novo cabeça e reviver as experiências de Adão só que agora com desempenho perfeito queremos exaltar ao nosso salvador Jesus Cristo queremos vê-lo como aquele que vem dar sentido a toda essa história por isso Pedimos que não negligenciemos
o estudo da aliança no contexto pré laaps Ariano e faz-nos ou permite-nos fazer essas conexões saudáveis nós Oramos em nome de Jesus amém [Música]