Olá, moçada! Bom dia! Tudo bem?
Espero que todo mundo esteja tranquilo por aí, numa tranquilidade estoica. Quero dizer hoje com uma meditação muito bonita, muito bonita, do filósofo imperador Marco Aurélio: isso, isso! Gato maluco!
Vocês viram um gato despencando daqui? Acho que eu falei bonito! Ele se acha.
Lembrando a vocês: não se esqueçam de curtir o vídeo aí para dar aquela força no algoritmo extraordinário que nos leva a mais e mais lugares, gente! Mas voltando à beleza do trecho de Marco Aurélio, nesse 18 de janeiro, intitulado "Veja o mundo como os poetas e os artistas", cito Marco Aurélio: "Passa por este breve fragmento de tempo que é a nossa vida em harmonia com a natureza e chega, até, ao lugar final de repouso, graciosamente, assim como uma azeitona madura pode cair, louvando a terra que a alimentou e grata à árvore que lhe permitiu crescer. " Fim de citação.
Coisa bonita, coisa bonita! Isso nas Meditações de Marco Aurélio é forte, essa imagem do estoicismo, essa ideia de uma pacificação do sujeito em relação à sua existência. Nós vivemos constantemente vidas muito atribuladas, com muitos desconfortos psicológicos, muitos desconfortos internos, muito descontrole, muita desmedida.
Para esses autores estóicos que nós temos acompanhado aqui, é uma tentativa de dobrar o galho da árvore para um lado que contraria a natureza do galho da árvore, entende? Esse é o ponto! Esse é o ponto!
O sofrimento é causado por fazermos os movimentos incorretos em relação à nossa natureza. Então, quando ele fala dessa pacificação do sujeito num misturar-se com a natureza, é abordar racionalmente os problemas, as coisas da vida e se colocar numa empatia. Eu adoro essa palavra grega: empatia, né?
Que é isso daqui, uma harmonização com o mundo tal qual é. Mas não é de uma passividade letárgica! Não é: "Ah, então tá, então eu vou me deixar pelas coisas.
" Não! É de tomar as rédeas daquilo que deve ter as rédeas tomadas, conduzir, ser ativo em harmonia com os elementos da natureza. O comentário dos autores é bom!
Há alguns fraseados de uma beleza assombrosa nas Meditações de Marco Aurélio, o que é de admirar, considerando-se o público ao qual os seus textos se dirigem. Ele mesmo, as Meditações de Marco Aurélio, foram pensadas como meditações para ele. Numa passagem, ele louva o encanto e a sedução do processo da natureza: as hastes de grão maduro se curvando, a testa franzida do leão, a espuma escorrendo da boca do urso.
Bonito demais! Umas imagens muito bonitas! A natureza, tal qual é, a natureza se manifestando no seu mais íntimo.
E nós somos assim. É tão bonito ver um indivíduo agindo estoicamente, portanto, feliz na medida das possibilidades, alegrando-se com o que deve ser motivo de alegria, controlando o que deve ser controlado. É tão bonito quanto ver um leão franzindo a testa, rugindo, uma haste com sementes maduras envergando.
A beleza nessas pequenas coisas! Deveríamos agradecer ao professor de retórica. Ah, antes disso, né?
E como é bobo, como é feio, como é desagradável ver um indivíduo agindo como um pateta, como um idiota, como um apedeuta, como um ignorante! Como é triste, como é lamentável ver um indivíduo agindo de modo inadequado em relação à natureza do que consideramos mais alto. Pior ainda é ver gente aplaudindo, seguindo, comentando, curtindo, certamente porque se identificam com essa condição de apedeuta, de ignorante, de pateta, de idiota, de cretino etc.
, etc. , etc. Deveríamos agradecer ao professor de retórica Marco Cornélio Frontão pelas imagens nestas vivas passagens.
Quem foi esse cara? Frontão, por muitos, considerado melhor orador de Roma depois de Cícero, foi escolhido pelo pai adotivo de Marco Aurélio para lhe ensinar a pensar, escrever e falar. Mas, do que apenas frases bonitas!
Isso deu, isso lhe deu, e agora a nós, uma poderosa perspectiva sobre acontecimentos comuns ou aparentemente não belos. Será que a gente não tá sempre buscando a beleza onde ela não está necessariamente? Então, há quanto tempo faz que nós não olhamos pro céu e não olhamos a beleza da revolução dos astros?
Que tempo faz que a gente não olha cuidadosamente para um jardim e olhamos o quanto de vida tem ali: a harmonia, a construção, a harmonia até na destruição, quando ela se torna necessária segundo regras ditadas pela própria natureza? É preciso um olhar de artista para notar que o fim da vida não difere de uma fruta madura tumbando da árvore. Por entender o fim da vida como uma ame, um medo, um horror, uma coisa tenebrosa, quando o fim da vida, ao qual todos nós chegaremos cedo ou tarde, é uma árvore, é uma fruta madura caindo de um galho da árvore.
Só isso! Nada mais do que isso! Algo que comporta em si não só uma determinação da natureza, mas uma beleza, algo poético.
Especialmente quando nós entendemos que a vida não é breve, se fazemos dela aquilo que nós devemos fazer. Se não torramos o nosso tempo com tantas coisas! E isso é algo que me pega pessoalmente, porque eu sei que perco também tempo com coisas que eu não deveria perder, tornando a vida algo muito rápido, curto, quando ela não é.
A vida é o suficiente, assim como é a vida de uma fruta na árvore. É preciso um poeta para perceber a maneira como o pão que assa se fende em certos lugares e essas rachaduras, embora não pretendidas na arte do padeiro, atraem nosso olhar e servem para estimular o nosso apetite. Que coisa maravilhosa!
As fendas do pão, mesmo que contrariem o desejo do padeiro, nos permitem olhar lá dentro e isso mexe com o nosso apetite, a nossa vontade de comer. O pão, encontrando nessas rachaduras uma metáfora. Já viu quando alguém mais próximo de nós morre?
Como nós repensamos a vida, né? Talvez a gente não tenha que esperar toda hora. Um parente querido morrer para a gente repensar a vida.
Um amigo querido morrer para a gente repensar a vida. Talvez, com um pouco mais de inteligência, a gente possa fazer disso um aprendizado antes dessa situação, inclusive aproveitando a vida junto a essas pessoas enquanto estamos por aqui. A clareza e alegria em ver o que outros não podem ver; em descobrir a graça e harmonia em lugares que outros ignoram.
Contar uma historinha rápida: uma vez, voltando de Roma, encontrei um grupo de pessoas que estavam em Israel, visitando Israel, nessas viagens promovidas por igrejas, levando grupos de idosos, né? Eu estava na fila do aeroporto, eles pegando uma conexão e eu voltando para casa, quando morava lá, voltando para o Brasil. Aí um senhor na minha frente, brasileiro, ah, a gente estava em Israel!
Poxa, que oportunidade extraordinária! Deve ter visto coisas maravilhosas. Ele: "Ah, gastei dinheiro à toa, só um monte de velharia, um bando de pedra jogada no chão.
" Eu só olhei. Quer dizer, todos viram as mesmas coisas, mas nem todos enxergaram as mesmas coisas, né? O simples fato de você ter aquela experiência visual não quer dizer que você esteja enxergando o que está ali.
Para isso, é preciso sabedoria. Então, às vezes, você está num lugar fantástico. Isso diz respeito à nossa vida.
Às vezes, nós estamos em um lugar fantástico, mas não estamos vendo a beleza do lugar onde estamos. Oi, filho! Todo mundo fala de você.
Cadê o Thales? Nas meditações estoicas, vem cá, meu velho! Hoje, finalmente, papai!
Obrigado, filho! Papai estava esquecendo de você aparecer. Tudo bem, deixe papai terminar aqui que eu já converso com você.
Isso não é muito melhor do que enxergar o mundo como um lugar sombrio? O mundo não precisa ser um lugar sombrio quando nós acionamos as teclas corretas de compreensão do que acontece. Beijão para vocês, gente!
Excelente dia, né? Viu? Fala tchau, pessoal!
Tchau, pessoal! Eu sou o Thales de Mileto. Eu sou o cachorro do papai.
Meu grude, a gente se encontra por aqui amanhã!