pessoal aqui é a professora Débora eu sou professora do departamento de produtos farmacêuticos da faculdade de farmácia da UFMG essa é uma aula da disciplina tópicos em ciências farmacêuticas B biotecnologia farmacêutica medicamentos biológicos um consiste na primeira parte da aula sobre as principais plataformas empregadas na produção de vacinas esta aula está protegida pela lei de direitos autorais Segue o documento de tência legal o qual já foi apresentado para todos os alunos gostaria de destacar que entre outras ações que estão descritas no documento de advertência legal é proibido copiar e divulgar qualquer tipo de conteúdo desta
aula essa aula vamos abordar sobre os principais aspectos envolvidos em vacinas para uso humano vamos estudar os principais tipos de vacinas e as principais plataformas empregadas para a produção dessas vacinas nós vamos estudar alguns exemplos de vacinas e esses exemplos serão principalmente vacinas desenvolvidas para covid-19 vamos começar abordando características gerais sobre vacinas bom as vacinas visam o estímulo do sistema imune do nosso organismo Para quê Para que o sistema imune seja estimulado e Gere uma resposta contra determin terado organismo então é o nosso corpo que vai gerar essa resposta de forma ativa as vacinas então
estimulam o nosso organismo a produzir linfócitos T então a gente pode ter uma resposta celular e ou uma resposta humoral através do estímulo do desenvolvimento de linfócitos B com a produção de anticorpos bom e qual que é o objetivo o objetivo é que o organismo que o indivíduo não Desenvolva a doença ao entrar em contato com o microrganismo patogênico então para isso serão utilizados diferentes tipos ou diferentes formas de antígenos para que o nosso organismo entre em contato promova uma resposta imunológica e que se o o indivíduo então que foi vacinado entrar em contato com
o microrganismo patogênico o corpo do desse organismo já o desculpa o corpo do indivíduo já esteja eh já seja capaz de promover uma resposta imunológica eficiente e que o or que o indivíduo desculpa de novo gente que o indivíduo não desenvolva então a doença para a produção de vacina são utilizadas diferentes plataformas tecnológicas a gente tem eh diferentes formas de utilização de antígenos a gente vai ver em seguida as principais e um ponto aqui também interessante é que com o desenvolvimento da biotecnologia moderna a gente teve eh o desenvolvimento de diferentes plataformas para a produção
de vacinas contribuindo pro desenvolvimento de vacinas mais seguras mais eficazes e com processos produtivos que de forma geral acaba que são até mais baratos nós temos aqui as principais diferenças entre vacinas e biofármacos bom então quando a gente pensa nos biofármacos que foram as proteínas recombinantes que a gente estudou até agora normalmente quando a gente compara com as vacinas as doses que são utilizadas dos biofármacos elas são bem mais altas normalmente na faixa de miligramas enquanto que de vacinas é uma dose baixa na faixa de microgramas além disso uma diferença que é muito importante é
com relação à frequência da administração então a vacina eh vai ser administrada uma frequência baixa então pode ser que e seja administrada uma vez na vida daquela daquele indivíduo ou pode ser Estrada poucas vezes duas vezes então com o intervalo aí de meses ou com o intervalo até de décadas então a frequência de administração das vacinas vai ser baixa por outro lado a frequência de administração dos biofármacos é alta Esses medicamentos podem ser administrados diariamente ou semanalmente e muitas vezes eles são utilizados para doenças crônicas o que indica que vai ser um uso contínuo mesmo
pelo paciente dessa forma eh com essas duas diferenças aqui que eu mostrei para vocês eh isso vai impactar no processo de purificação desses compostos de forma que a purificação dos biofármacos eh vai ser com um grau de exigência mais elevado do que o grau de purificação final exigido para vacinas então tanto por causa dessa dose da diferença de dose e por causa dessa diferença de frequência Ok então Eh nos biofármacos a a gente vai ter processos de purificação que vão ser mais extensos pra gente conseguir atingir um nível ainda maior de purificação as vacinas hoje
elas são bastante purificadas também elas passam por etapas cromatográficas de purificação etapas de filtração elas são cada vez mais eh desenvolvidas com tecnologias mais recentes com tecnologias eh modernas né fazendo com que cada vez mais elas sejem mais purificadas uma outra diferença aqui que a gente também tem que considerar é que os grupos alvos do de vacinas e e de biofármacos são diferentes quando a gente pensa na no grupo que vai utilizar os biofármacos são os pacientes né E quando a gente pensa em vacina a gente pode pensar que são todos os seres humanos isso
também é é importante porque eh é necessário considerar aqui no desenvolvimento de vacinas que a quantidade de pessoas pessoas que vão tomar e esse medicamento que vão ter administrado esse medicamento essa vacina podem ser todos os seres humanos e aí é claro que as vacinas elas são desenvolvidas de acordo com faixas etárias eh até mesmo com grupos né mas de forma geral o objetivo é que todos os seres humanos possam tomar as vacinas e aí a gente tem que considerar que a gente vai eh vai a vacina vai ser aplicada então em indivíduos que apresentam
eh doenças pré-existentes isso tem que ser avaliado indivíduos que apresentam idades faixas etárias diferentes tudo isso tem que ser avaliado então nos ensaios clínicos e uma outra diferença que eu posso citar é com relação ao número de ingredientes ativos nas vacinas a gente pode ter um ou mais a gente pode por exemplo eh utilizar vírus inteiros a gente também pode utilizar eh vírus de forma lisada e aí a gente tem várias partes aí do vírus enquanto que nos biofármacos o número de ingredientes ativos que é o insumo farmacêutico ativo é apenas um Aqui nós temos
uma classificação baseada na fonte dos antígenos eu falei com vocês que nós podemos utilizar diferentes fontes diferentes formas dos antígenos para que seja gerado uma Resposta imune no organismo e assim e a gente tenha a a promoção de uma resposta eficaz e a vacina seja eficaz bom a as vacinas então podem ser divididas em vacinas vivas inativadas vacinas de subunidade vacinas de ácidos nucleicos eu coloquei aqui para vocês alguns exemplos então com relação às vacinas vivas essas vacinas podem ser constituídas por exemplo por bactérias ou por vírus atenuados Então são os microorganismos vivos Mas eles
são atenuados a virulência desses microorganismos foi diminu foi diminuída Ah um exemplo de vacila que é de vacina que é constituída por bactéria atenuada é a vacina contra a tuberculose abcg vacina constituída por vírus atenuado aqui eu coloquei para vocês alguns exemplos Então a gente tem vacina contra pólio oral contra Sarampo cachumba rubéola varicela Rotavírus febre amarela e um outro exemplo de vacinas que são consideradas vacinas vivas são as vacinas constituídas por vetores como exemplo aquelas vacinas constituídas por vetores adenir que a gente tá escutando bastante atualmente por causa da vacina desenvolvida por Oxford astrazeneca
que é a vacina shadox 1 Ah que é uma vacina contra o sarscov 2 contra a covid-19 essa vacina de Oxford de astrazenec e nós tivemos a transferência da tecnologia para Fiocruz e é uma vacina com vetor viral então é um vírus e então ele é capaz de entregar né de inserir o material genético dentro das nossas células a gente vai ver mais adiante Como que essa vacina funciona Ok bom e as vacinas inativadas as vacinas inativadas são constituídas por bactérias ou por vírus mortos então aqui eu coloquei para vocês um ex de uma vacina
constituída por vírus morto que é a vacina a vacina também contra pólio Só que nesse caso é a vacina Vip que é uma vacina constituída por vírus inativado essa que eu mostrei aqui para vocês que é a vop ela é constituída por vírus atenuado aqui é uma vacina inativada Então ela é constituída de vírus morto um outro exemplo é a vacina coronavac que é a vacina produzida pela sinovac Biotec uma empresa da China que transferiu até tecnologia de produção desse desse produto biológico para o Butantã ok que é a coronavac contra a covid-19 outro tipo
então de vacina que nós temos de classe de vacina são as vacinas de subunidade em que que consiste essas vacinas são vacinas formadas por proteínas imunogênicas do microrganismo então podem ser utilizadas proteínas podem ser utilizados polissacarídeos também podem ser utilizados compostos conjugados então é possível fazer uma conjugação de proteína com carboidrato através de reações químicas E aí a gente consegue muitas vezes obter uma resposta mais robusta do sistema imunológico pela presença dessas duas moléculas aqui eu coloquei para vocês um exemplo de de vacina com constituída por polissacarídeo que é a vacina meningocóccica y a vacina
também pneumocócica dessas vacinas de subunidade que é uma eh a uma plataforma que tá sendo bastante desenvolvida ultimamente que é com a produção através do desenvolvimento de proteínas recombinantes Então essas proteínas elas são eh desenvolvidas né através da tecnologia do DNA recombinante são produzidas são purificadas e são utilizadas como para a produção de vacina como é o caso das vacinas que nós temos hoje contra a hepatite b e contra o papil vírus papiloma vírus humano e e a vacina que vocês propuseram no projeto da covid é exatamente uma vacina de subunidade formada por uma uma
proteína recombinante um outro tipo aqui de vacina que nós temos são as vacinas constituídas por ácidos nucleicos então por exemplo vacinas que contém RNA uma vacina que tá sendo desenvolvida contra o HPV e um outro exemplo é a vacina da Pfizer biontec da moderna eh que são são duas vacinas separadas né Nós temos uma vacina da Pfizer com a biontec e uma vacina da moderna essas duas vacinas são constituídas por RNA mensageiro contra a covid-19 aqui eu coloquei para vocês uma uma imagem um esquema de uma artigo eh só para poder mostrar os principais tipos
de vacina que estão sendo desenvolvidas contra a covid-19 Então a gente tem vacinas inativadas que são constituídas por partículas virais inteiras então é o sarscov2 inteiro inativado morto como por exemplo a vacina coronovac nós temos também vacinas que são constituídas pela proteína S Então nesse caso eh a gente tem aqui vacinas que foram feitas com a proteína S inteira Como por exemplo vacinas constituídas de RNA mensageiro como a vacina da Pfizer Biotec a vacina da moderna que eu falei com vocês as vacinas que são constituídas por vetores virais que foi o exemplo que eu comentei
com vocês que é a vacina da astrazeneca que está aqui de Oxford ok que é essa shadox 1 que nós vamos falar sobre ela um pouquinho mais temos também tem vacinas constituídas por DNA temos vacinas constituídas por virus like particle que são e vacinas que a essa partícula viral é constituída de proteínas recombinantes que são produzidas E aí elas formam essa partícula semelhante a um vírus temos também as proteínas que são eh subunidades né do do vírus e aí formam Então essas vacinas de subunidade que são que são produzidas a partir de Tecnologia do recombinante
E aí tanto são utilizados regiões da proteína S aqui a gente tem demonstrada a região RBD e que é o receptor Band zomen que é o a região de ligação e ao receptor a gente tem também a produção a parte da região n terminal a gente tem também a produção com a região S1 com a região S2 isso aqui tudo D proteína S utilizando subunidades da proteína s Ok anterior é de um artigo mais antigo de 2020 Aqui nós temos dados que foram obtidos no site da UMS em novembro de 2024 que são Dados referentes
a março de 2023 e a gente pode ver que nesse período aqui de março de 2023 nós tínhamos 183 vacinas para covid-19 em desenvolvimento clínico e 199 em desenvolvimento pré-clínico aqui no desenvolvimento Clínico isso vai vai englobar e desenvolvimento clnico que está em fase um fase dois fase TRS e o desenvolvimento pré clnico consiste no desenvolvimento ainda em uma etapa de laboratório consistindo nos ensaios em vitro e nos ensaios em vivo aqui nós temos uma análise dos candidatos à vacina que estão em fase clnica e podemos ver aqui Quais são as principais plataformas utilizadas para
o desenvolvimento dessas vacinas 32% das vacinas em desenvolvimento Clínico consistiam em proteínas em subunidades proteicas 14% em vetores virais não replicativos 9% de DNA aqui os vírus inativados correspondem a 12% temos várias outras plataformas aqui utilizadas temos também de RNA né com 24% e virus like particle que eu citei para vocês aqui a a gente tem cerca de 4% ah os vírus atenuados 1% e aqui a gente consegue ver todas as plataformas utilizadas para o desenvolvimento dessas vacinas Aqui nós temos uma representação esquemática do vírus sarscov 2 do novo coronavírus com uma um destaque aqui
das proteínas estruturais então Aqui nós temos a proteína do núcleo capsídio nós temos a proteína de membrana nós temos a proteína do envelope e nós temos a proteína S que é essa proteína que fica presente aqui na superfície que é a proteína Spike ou proteína espícula essa proteína s é a mais utilizada para o desenvolvimento de vacinas bom E por que a proteína S porque a proteína s é a molécula macromolécula do coronavírus que interage com o receptor nas nossas células então o receptor é a enzima conversora de angiotensina 2 que está representada aqui e
aqui nós temos a proteína s interagindo com o receptor através daquela região que é a região denominada RBD que é a região de ligação ao receptor essa estrutura que está é representada aqui da proteína Spike é a estrutura que é chamada de eh estrutura receptor Coloquei duas observações aqui pessoal Então a primeira eh o processo que foi utilizado para o desenvolvimento na etapa Laboratorial e durante a etapa piloto todas essas etapas todos os as operações unitárias que foram utilizadas tê que ser escalonáveis ok e quando é feito o desenvolvimento de uma vacina na formulação final
é importante a gente eh e pontuar aqui que vão ser adicionados conservantes estabilizadores e adjuvantes essa adição de adjuvantes ela é importante para potencializar a eficácia da vacina Ok do antígeno que é utilizado esses conservantes estabilizadores visam também eh aumentar a estabilidade dos dos antígenos para que essa vacina possa ser estocada e possa ser utilizada bom então dessas vinas aqui que a gente viu nós vamos falar um pouquinho agora sobre as vacinas constituídas por vetores virais E aí a gente vai dar um foco aqui nessa vacina da contra contra covid-19 desenvolvida por Oxford astrazeneca nós
vamos em seguida ver as vacinas e constituídas por RNA mensageiro no caso nós iremos ver a da Pfizer juntamente com a botec e em seguida nós vamos ver sobre a coron vac então a vacina chadox 1 contra a covid-19 desenvolvida pela astrazeneca Oxford cuja a tecnologia foi transferida para Fiocruz Então essa vacina é constituída por um adenovírus o vetor viral é um adenovírus E aí é bastante importante aqui a gente destacar que esse adenovírus ele é um adenovírus enfraquecido ele não causa doença a vacina de astrazenica eles utilizaram o adenovírus de chipanzé Então não é
um adenovírus humano o objetivo foi ser um adenovírus de outro eh que é capaz de infectar outra espécie Para quê Para que eh fosse utilizado um adenovírus para o qual os humanos ainda não tivessem nenhum tipo de imunidade então e esse adenovírus que foi utilizado é um adenovírus de chipanzé é um vírus enfraquecido ele foi modificado geneticamente como que foi essa modificação eh Foi retirada ou foi deletada as regiões denominadas E1 e E3 desse vírus que são regiões que são importantes para o vírus no caso da região E1 é uma região que codifica genes que
são importantes para a replicação viral então o adenovírus de chipanzé que é utilizado na vacina contra covid-19 ele não apresenta esse gênes então ele não é capaz de se replicar ele não multiplica no nosso organismo a vacina quando é administrada no paciente esses vírus não vão se replicar ok Eles vão inserir o material genético na célula mas eles não são capazes de replicar eles não são capazes de causar doença Foi retirada também a região E3 que é uma região que codifica proteínas que agem para subverter a Resposta imune ao adenovírus então é uma forma do
aden vírus tentar fugir do sistema imunológico mas essa região também não é presente no adenovírus de chipanzé enfraquecido utilizado para o desenvolvimento da vacina da astrazeneca bom e qual foi a a sequência gênica do sarscov2 que foi inserida nesse adenovírus para que a gente tivesse então o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 se é uma vacina contra a covid-19 a gente tem que ter aí nesse adenovírus algum elemento do novo coronavírus do sars cov 2 e nesse caso foi a sequência genética que codifica a proteína S do coronavírus a proteína Spike que vocês já
devem conhecer bem eh pelo trabalho que vocês estão desenvolvendo sobre a vacina e o kit diagnóstico contra covid-19 E aí nesse caso dessa vacina de Oxford eles utilizaram a proteína S inteira Ok então é toda a região da proteína s a sequência nucleotídica eles obtiveram do jein Bank Então essa sequência nucleotídica da proteína s foi obtida no debank vocês também já conseguem obter essa sequência aqui é o número de acesso que eles utilizaram para obter a sequência que codifica a proteína S eu coloquei aqui para vocês a estrutura da proteína Spike só pra gente relembrar
a proteína Spike ela é constituída de todas essas regiões Então a gente tem aqui a região transmembrana que é a região que atravessa a membrana plasmática e fica grudada na membrana plasmática e essa região que fica aqui para fora do vírus ela tá representada aqui então a gente tem aqui eh uma região que é importante que é a região RBD que é a região de ligação ao receptor que está representada aqui em verde Ok então a proteína S ela forma um trío aqui a gente tem a estrutura mérica na superfície do vírus ela tá nesse
formato de trío muitas vezes esse trío ele vai ser importante para a gente ter uma resposta imunológica correta uma resposta imunológica eficiente Ah então a é é importante que essa proteína adquira essa estrutura tridimensional nesse formato de trío e com a estrutura que tridimensional correta para que a gente tenha uma resposta imunológica eficaz aqui a gente tem a representação apenas de uma unidade com o domínio RBD Esse domínio RBD ele adquire duas posições diferentes uma posição mais levantada e uma posição mais abaixada Ok essa posição aqui é a posição que ele vai interagir melhor com
a o o receptor com a eca 2 então ok a vacina então da astrazenica como eu falei é formada é constituída então Eh por um vetor viral e esse vetor viral tem a sequência gênica que vai codificar a proteína S inteira do sars cov 2 a sequência e genética que eu falei com vocês que eles retiraram do Gin Bank do ncbi foi feito mização dos codons para a produção dessa proteína em células humanas Ok por o adenovírus ele vai infectar as células dos humanos no processo de vacina e aí as células humanas é que vão
levar a produção da proteína S inteira lá no adenovírus O que que a gente tem a gente tem a sequência genética eh mas nos próximos slides eu vou mostrar para vocês o esquema Geral do mecanismo eh dessa vacina bom então Eh essa sequência gênica que codifica a proteína S ela foi eh otimizada os códons foram otimizados para expressão em células humanas e além disso quais foram outros elementos que foram acrescentados no Genoma do adenovírus então nós temos o adenovírus de chipanzé que é um adenovírus enfraquecido já foi retirado do Genoma desse adenovírus regiões importantes Então
esse adenovírus ele não é capaz de se replicar nos humanos eh e aí no Genoma do adenovírus foi inserido tanto o gene que codifica a proteína S como também associado a isso foi inserido o gene que codifica o peptídeo sinal do ativador de plasminogênio tecidual para que que isso foi feito para que a proteína S seja direcionada através do interior da célula para ser secretada então esse peptídeo sinal do ativador de plasminogênio tecidual é uma sequência que vai ficar presente na região n Terminal da proteína S Então a gente tem lá o gen que codifica
a proteína S Antes desse gen o que que foi colocado foi colocado uma sequência de ncleo os que codifica o peptídeo sinal do ativador de plasminogênio tecidual Então a gente tem a formação aí de uma estrutura que é composta da seguinte forma os nucleotídeos que codificam o peptídeo sinal do ativador de plasminogênio tecidual e em seguida nucleotídeos que codificam a proteína S quando essa proteína for eh sintetizada a gente vai ter Então essa região Inicial aqui que é o peptido sinal que vai indicar para a célula que essa proteína tem que ir agora para o
retículo endoplasmático e em seguida para o aparato de golge e essa proteína vai ser secretada OK então Com a presença desse pipiti sinal eh Quando a gente tiver a os o a sequência gênica dentro das células dos humanos isso vai indicar pra célula que aquela proteína que tá sendo sintetizada vai ser secretada Ok Além disso próximo desses nucleotídeos aqui a gente também tem a presença de um promotor de citomegalovírus que é reconhecido pela RNA polimerase humana a gente tem também o sinal de poliadenilação que é no final da da sequência e a gente tem também
uma estrutura cinco linha Cap ok que também são estruturas importantes para a a tanto para a manutenção do RNA mensageiro que vai ser formado como para a tradução OK então aqui gente eu coloquei para vocês um exemplo de um RNA mensageiro de forma geral então aqui a gente tem um RNA mensageiro nós temos então a sequência que codifica a proteína então aqui no caso essa sequência que codifica a proteína seria formada pelos nucleotídios que codificam a proteína S E aí logo aqui no início o que que foi acrescentado foi acrescentado uma sequência que codifica esse
peptídeo sinal do ativador de plasminogênio tecidual Ok então isso foi acrescentado aqui eh só que aqui é só destacando uma coisa gente que é que é importante aqui a gente tem a representação do RNA mensageiro Ok o adenovírus é um vírus de DNA então Eh quando a gente fez a inserção do material que é formado pela proteína S eh pelo peptídeo sinal do do ativador de plasminogênio tecidual a gente inseriu o DNA no no no Genoma do adenovírus né E aí o adenovírus ele vai inserir na nossa célula a o DNA né Ele é constituído
por DNA o Genoma dele é de DNA então ele vai seria o DNA E aí esse DNA a região que tiver os elementos que são essenciais para a tradução essa região vai ser traduzida E aí quando Essa região é traduzida o que que ela produz um RNA mensageiro que é similar a esse então ele vai ter aquela estrutura cinco linhas Cap que essa região aqui no início que é importante pra estabilização do RNA mensageiro vai ter a cauda Poli e vai ter aqui dentro a sequência codificadora da proteína que no caso é a proteína S
E aí eu falei com vocês também que a gente tem o promotor de citomegalovírus então lá no Genoma lá no DNA do O Do cit desculpa lá no DNA do adenovírus a gente tem também a inserção do promotor de citomegalovírus para aqui para que quando o DNA foi inserido na célula a RNA polimerase da nossa célula consiga reconhecer esse promotor E aí a gente tem a tradução formando então o RNA mensageiro Ok tem o sinal de poliadenilação aí o sinal a gente tá vendo representado aqui pra formação dessa cuda poliar Então a gente tem agora
a a presença desse RNA mensageiro que vai ser traduzido levando então a síntese da proteína S aqui pessoal nós temos uma representação esquemática da estrutura que foi inserida no Genoma do adenovírus então aqui que eu falei para vocês a gente tem o a a região que codifica a proteína S inteira e nós temos também aquele peptídeo sinal que é o peptídeo sinal do ativador de plasminogen tecidual e ele foi colocado a sequência que corresponde a esse peptido sinal fo foi colocada logo aqui na região n Terminal da proteína Spike Então logo aqui nessa região a
gente tem o peptido sinal do ativador de plasminogênio tecidual toda essa região aqui ó vai levar a produção de um RNA mensageiro então nós temos aqueles elementos que eu mostrei no slide anterior que vão levar a produção da calda poliar dos cinco linhas Cap e nós temos também aquela outra parte que eu citei para vocês que é o promotor do citomegalovírus ok aqui eu troue esse esqueminha para mostrar para vocês a presença aqui ó dessa região que é o pepit de sinal associada com a região que coica a proteína s aqui gente tem um um
esquema né dessa vacina eu vou falar para vocês aqui e para ficar um pouco mais claro vamos lá então olha só então aqui a gente tem o sarscov 2 do sarscov 2 qual que foi a sequência genética que foi utilizada a sequência gênica que codifica a proteína Spike Ok E aí essa sequência como eu falei para vocês ela foi e otimizada foi feita uma otimização dos codos utilizando program de bioinformática para conseguir se definir quais são as melhores sequências de códons quais são os códons mais utilizados nas células humanas e aí esses códons que foram
colocados de forma que a expressão dentro das células humanas seja a mais eficaz possível então aqui a gente tem a sequência gênica que codifica a proteína S essa sequência gênica que codifica a proteína S juntamente com aquela sequência que eu falei com você vocês que codifica o peptídeo sinal do fator ativador de plasminogênio foi inserido aonde foi inserido aqui no Genoma de um adenovírus modificado de um adenovírus modificado Ok então esse adenovírus ele não vai ser capaz de replicar nas nossas células foi inserido aqui e a estrutura eh essa estrutura que a gente tem aqui
no no Genoma desse adenovírus a gente vai ter então a presença da proteína s f ion ada com o gene que vai codificar aquele eh fator ativador de plasminogênio próximo dessa região a gente também vai ter aquele promotor do citomegalovírus porque vai ser importante para quê pra nossa RNA polimerase reconhecer e permitir a a transcrição daquele DNA a gente tem também o sítio de poliadenilação que eu mostrei para vocês então tudo isso fica próximo aqui da região da proteína S que foi inserida no genoma do coronavírus Ó Gente desculpa no Genoma do adenovírus ok esse
adenovírus então é o adenovírus de chipanzé que foi modificado como eu falei para vocês ele não é capaz de replicar então no nosso organismo o que que vai ser inserido vai ser inserido esse adenovírus cujo Genoma foi modificado então quando material genético foi inserido na nossa célula o que que vai acontecer a maquinaria enzimática da nossa célula vai ser utilizada para levar a expressão da proteína S E aí aqui Vocês conseguem visualizar a proteína S na forma triméra Ok a vacina da da astrazenica ela tem uma via de administração intramuscular no caso como é um
adenovírus que não tem capacidade de replicar ele também não consegue se ligar em todos os receptores que normalmente um adenovírus se ligaria nesse caso do adenovírus ele vai se ligar principalmente em fibroblastos células musculares e células apresentadoras de antígeno e vai ser nessas células que ele vai inserir o seu material genético então a proteína S vai ser produzida principalmente através dessas células e aí a forma como essa como que que essa proteína vai ser apresentada pro nosso organismo a gente ainda não tem muito bem claro ok mas já foi demonstrado que há a produção de
uma resposta tanto humoral quanto celular eu vou mostrar para vocês agora alguns pontos importantes do processo produtivo dessa vacina é utilizada uma linhagem celular humana para a replicação do vírus então quando a gente tá falando da produção da vacina agora a gente entrou no processo produtivo Como que essa vacina é produzida como que é feito para se obter aqueles vetores virais aqueles adenovírus e utilizar esses adenovírus como uma vacina bom para isso como eu falei a gente tem que replicar esses vetores para que a gente consiga obter uma grande quantidade desses adenovírus utiliza-se então uma
linhagem celular humana para que esses vírus infectem e para que esses vírus sejam capazes de reproduzir bom mas aí eh ficou um pouco contraditório porque eu falei com vocês anteriormente que na vacina da astrazenica na vacina de Oxford o adenovírus não é capaz de replicar nas nossas células e eu acabei de falar com vocês agora que durante o processo produtivo é utilizado uma linhagem celular humana Para que ocorra a replicação do vírus bom como que isso é feito como que pode nós utilizamos então uma célula O que que a gente vai utilizar então é necessário
que paraa replicação desses adenovírus seja utilizada uma linhagem celular humana como a rec 293 por no caso aqui da rec 293 que são e células derivadas de eh de rind de embrião humano são células que foram transformadas com adenovírus do tipo 5 e durante esse processo de transformação a célula teve integrada no seu Genoma uma região do adenovírus que contém aquela região E1 que eu falei com vocês que é uma região do adenovírus que leva a codificação de proteínas importantes para a replicação viral então Olha só pessoal aqui nós temos uma linhagem celular humana Mas
é uma linhagem que foi transformada com um adenovírus e essa linhagem ela produz os vírus que são os vírus não ela produz as proteínas que são necessárias para a replicação do adenovírus Então se essa linhagem for infectada com o adenovírus o adenovírus mesmo aquele sendo eh eh mesmo aquele que não apresenta esses genes da região E1 ele vai ser capaz de se replicar então a replicação é feita em células como a rec 293 Ok no caso Então dessa vacina então de Oxford eles utilizam biorreatores single use Então são aqueles biorreatores Desc táveis por isso reduz
risco de contaminação cruzada aumenta a segurança do processo o cultivo celular que é o cultivo dessa linhagem aonde os vírus estão se replicando ele vai ser feito até atingir concentrações de partículas virais adequadas e após esse atingir esses valores a o processo de cultivo vai ser interrompido e vai ser feita uma operação unitária que permite a separação dos sólidos e dos líquidos e nesse caso qual que vai ser o produto que vai ser utilizado aqui serão utilizadas as células Então as células vão ser Eh agora passadas por um processo de lise através de processos químicos
e a gente vai ter então a liberação dos vírus em seguida são realizados vários passos de filtração eles eles e utilizam filtrações com fluxo normal utilizando diferentes membranas com vários tamanhos de poros diferentes Então são realizados aqui vários passos de filtração para eliminar os debris celulares porque as células Aqui foram rompidas né então para eliminar debris celulares em seguida são realizados mais passos de filtração para já começar a ser feita uma Purificação em seguida é realizada uma etapa cromatográfica E nesse caso dessa etapa cromatográfica em que que baseia-se qual que é o princípio dessa etapa
cromatográfica baseia na interação do vírus com a superfície da membrana então é uma é uma cromatografia que vai utilizar uma membrana e os vírus interagem e ficam ligados nessa membrana visando o quê visando uma maior purificação do produto após a interação do vírus com essa membrana tudo que não ligou na membrana vai ser eluído vai sair posteriormente passa-se então uma um tampão né com alguma substância ou com alguma alteração que seja capaz de eliminar o vírus aqui da membrana E aí esses vírus eles são então Eh utilizados posteriormente em uma etapa de ultrafiltração que são
com membranas bastante finas com poros bastante pequenos visando-se a troca de tampão para que esses vírus fiquem um tampão adequado para posteriormente E ficarem presentes na formulação final e aí nessa formulação final é possível colocar outros elementos como estabilizadores né como eu falei com vocês a gente pode colocar aí outros elos para que a gente tenha Então essa formção final e o estoque dessa e o transporte também vai ser feito na temperatura entre 2 A 8º bom então é isso pessoal nós temos uma outra vde aula ok que faz parte também dessa aula muito obrigada
pela atenção de todos