a gente vai falar um pouquinho sobre considerações preliminares a respeito do Turismo e neurociências eh eu sou professor associado do departamento de turismo e patrimônio da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro un Rio e sou membro da unitur e da bratu eh a partir do do do Kendall a gente percebe que o objetivo das neurociências é compreender o fluxo de sinais elétricos através de circuitos neurais que Originalmente ou seja como a gente pensa como a gente age O que que a gente se lembra né e um dado momento esses autores colocam lá uma pergunta né como que a comunicação entre neurônios é modificada pela experiência e isso é uma oportunidade pra gente aqui do lado do Turismo se perguntar como que as neurociências contribuem para se compreender as experiências turísticas e vice-versa ou seja como que eh não só as neurociências contribuem para o turismo Mas também como que os o turismo A partir né dos experimentos podem também contribuir pros pro avanço da pesquisa em neurociência E aí é interessante a gente ver que tem níveis de análise variados né moleculares celulares sistêmicos comportamentais cognitivos Está Aquele comport fundamentais cognitivos talvez esses chamem mais atenção dos estudos eh dessa interface pro turismo né Eh e destaquei também um texto no Scott que de 2020 que vai falar sobre a importância das neurociências né pro futuro das pesquisas em turismo eh bem interessante el vai falar no universo dos próximos 75 anos e vale a pena dar uma olhada eh nesse texto bom ã fui na Web of Science e tentei trazer para vocês né uma busca eu fiz uma busca com neuro e turismo e percebendo na parte da as categorias de hospitalidade lazer Esporte turismo o que que aparecia e a partir dos 25 resumos que apareceram de artigos científicos produzir uma nuvem de palavras né com software de análise textual e a gente pode ver que a experiência turística tá no centro né a experiência do Turismo experiência ligada ao turismo tá no centro eh dessa Nuvem de palavras aqui numa análise similitude com termos mais recorrentes a gente pode perceber que existe né nesse alo Rosa né uma questão relacionada aos à figura do turista né que as questões cognitivas eh e relacionadas também a psicologia e às neurociências bom eu tenho uma formação em turismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora e também eh fiz mestrado especialização em gão de negócios pelo fjf e fiz mestrado doutorado em engenharia de transportes pelo Pet cop FJ e a partir daí né tenho trabalhado bastante com transporte e turismo eh mas as pessoas perguntam Por que neurociências né E nessa altura né porque neurociências E aí é interessante a gente ver ância né que tem as conversas as leituras e as redes né eu tava conversando deve ter uns dois anos mais ou menos com o Guilherme loua eh que enfim a gente faz parte da brat e falava para ele Poxa tô muito interessado em neurot turismo muito interessado emack el falou Poxa mas por que que você não estuda neurociências e aquela conversa foi quase que uma mentoria para mim e eu falei é verdade né vou vou estudar um pouco mais de neurociência já era uma coisa que tava no meu campo de leitura an observação mas eu nunca tinha pensado em fazer curso e eu fui fazer cursos de curta duração participar de eventos nacionais internacionais mais e agora eu tô cursando uma pós-graduação lá do senso em neurociência e Psicologia aplicada né e fazendo cursos mais aprofundados que levam em consideração neuroimagens e aí por neuroimagem a gente entende né eletrocefalograma energia F micho ressonância magnética e a gente vai olhar para isso E aí a importância também das redes paraas pesquisas e parcerias né não Lirio eu lidero um grupo de pesquisa junto com a professora Simone desde 2009 e a gente tem um projeto lá de pesquisa sobre turismo Transportes e neurociências que eu tenho colaboração da professora Vera e na brat eu tive a possibilidade de eu eu percebia que a questão da neurociência esbarrava muito na economia comportamental né e eu pensei Poxa vou conversar com a professora Verônica que é do laons lá do ppget da uf e para falar com ela sobre essas aproximações e foi muito bacana ela foi muito acolhedora e a gente já tem uma produção em andamento que depois eu vou detalhar para vocês então a participação na T abatur Também faço parte da rede entremeios uma rede mais focada em Literatura turismo literatura geografia são fundamentais e eu trouxe aqui pra gente pensar junto J alguns elementos né a gente tem muitas pesquisas em turismo em turismo que é que tem uma discussão sobre a questão sensorial né quando a gente pega as referências das neurociências a gente percebe né que tem uma série de modalidades não é só a questão ah dos cinco sentidos né Tem uma série de classes receptoras de células receptoras que podem ser diferentes e aí esses estímulos como eles são transudos né como que eles são eh eh percebidos interpretados Então isso é bem interessante pra gente avançar a interface entre turismo e neurociências outra coisa que me incomodava era estudos que falavam da emoção e sentimentos como sinônimos muitas vezes e aí quando eu fui ler mais sobre neurociência os autores de neurociência falavam Olha isso é comum é comum as eh ter uma confusão né mas a gente sabe que existe uma diferença né entre emoção e sentimento então assim o sentimento é consciente você nomeou ele né enfim e a mod e o grupo dela em 2019 eh chama a atenção numa research Note que é a nova fronteira da pesquisa em turismo são as emoções né esses autores inclusive chamam atenção pra relevância dos celest sefras então é interessante pra gente pensar isso nos avanços da interface entre neurociências e turismo atenção e memória atenção é um recurso escasso né O Turista não pode prestar atenção em grande quantidade de estímulos ao mesmo tempo e aí existem vários tipos né E de de memórias que a gente tem que considerar na literatura sobre eh neurociências a gente percebe isso como um campo vasto de estudo e uma coisa que me chama atenção nesse item é o seguinte a gente trabalha muito com dados explícitos né declarados mas a gente trabalha pouco com dados implícitos E aí as pessoas podem dizer ah a gente faz isso porque é caro né trabalhar com it track ainda mais com óculos né porque o it tracking não tem mais agora só a questão o it tracking faz a captação do do movimento ocular né Para onde o turista ele para onde o turista né Para onde aqui no universo do Turismo mas assim para onde o indivíduo Tá olhando né E aí eh é caro você pensar vou usar um um óculos e tal mas tem softwares gratuitos por exemplo de teste de associação implícita Então por que que é a associação implícita ou Por que que os dados implícitos eles não são tão trabalhados no turismo né então a interface entre turismo e neurociência podem contribuir para isso dois temas que são muito recorrentes na literatura e turismo é inteligência e criatividade né então assim Os destinos turísticos inteligentes e a gente percebe a questão das rupturas tecnológicas né internet das coisas o avanço da própria web né 1. 0 2. 0 4.
0 E aí a gente percebe é que a interação entre humanos e máquinas vem a maior relevância tive oportunidade recentemente de coautor com mais três colegas né o professor Thiago ales da USP o professor eh Humberto da u umfa da da Universidade Federal de G fó Professor Patrick moratório da uf né da Universidade Federal Fluminense um ensaio que foi publicado no caderno virtual de turismo que a gente vai falar sobre isso Professor Patrick traz um dado interessante que é questão da Computação afetiva né então na interface entre turismo e neurociência como que a computação afetiva ela pode auxiliar eh nesse estudo a cocriação é muito valorizada na questão da criatividade no turismo no turismo criativo né E aí na literatura sobre neurociência a gente esbarra por exemplo com ão do Hyper Scan E aí isso é interessante né acabei não tendo uma figura ali gratuita para colocar para para demonstrar isso mas o Hyper Scan é como eu vou tentar a grosso modo explicar você tem por exemplo eh duas ou mais pessoas eh interagindo num experimento E você tem a captação desses dados através por exemplo de edas né de eletrocefalograma deixa uma referência ali de um estudo que é bem interessante Então as bases neurais na interação social acho que isso vai contribuir muito pros estudos da interface turismo e neurociências a questão do bem-estar e da felicidade né são tópicos Chaves aí paraa questão do Turismo e como ir em outras áreas buscar referências que não tem a ver com o turismo podem contribuir né então esse estudo aí da Elisa Kat é muito legal porque ele vai falar sobre a questão da meditação do do do do treinamento da atensão né Eh e pode contribuir muito pra gente pensar a interface entre turismo e neurociências embora ele não trate especificamente da questão do Turismo né E aí eu vou destacar também a minha participação como colaboradora no projeto extensão yoga turismo e contemplação da paisagem coordenado pela professora Vera lá na Unirio isso tem sido fundamental né e como que a gente percebe que a relação entre ensino pesquisa e extensão como é chave isso né esse projeto tem me dado uma série de insights para pesquisa com relação à interface turismo e neurociências bom Cheguei na tomada de decisão tô encaminhando pro final e E aí é interessante porque quando pensa em turismo neurociências logo a gente pensa em tomada de decisão e escolhas eh e aí é interessante destacar que estudos com ressonância magnética já já foi realizado no turismo né em 2015 tem estudos eh como do Michael e do grupo dele que usam I tracking É nesse estudo do Michael chama atenção que eles falam né que daqui a pouco quando na pesquisa em turismo ISO vai ser uma uma parte natural né você eh estudar a parte das neurociências a parte emocional e cognitiva a partir desses recursos das neurociências E aí vai ao encontro do que o próprio Scott tinha dito lá no início eh para complementar eu trouxe aqui a questão dos métodos móveis porque eu acho que esse é um ponto chave na interface entre neurociências e turismo por eh o os métodos móveis eles derivam né do paradigma das novas mobilidades eu aprendo muito sobre isso com o professor chag guares da USP com a professora Camila Morais do meu departamento de turismo e patrimônio lá no uninho e eles me Trouxeram os métodos móveis eu comecei a ler sobre eu falei bom tem tudo a ver com a interface entre turismo e neurociência porque cada vez mais com os avanços tecnológicos a gente tem a possibilidade do que nas neurociências cham dos estudos ecológicos né então assim que seriam os estudos eh fora do laboratório movimento e isso tem a ver com a possibilidade de você captar a experiência do turista e na hora que ela tá acontecendo um exemplo disso seria você utilizar por exemplo um óculos de high tracking não só o High tracking físico né mas eh você também pode captar eh as informações quando elas estão acontecendo a partir de headbands né de eh eeg eletrocefalograma a partir de red bands eh móveis né então isso é interessante porque contribui pra gente pensar os avanços para turismo neurociências eu falei para pensarmos juntos e agora para fazermos juntos né destaco aí o que a gente tem tem feito junto né então com a professora Verônica ela apresentou um trabalho que a gente coutou sobre neuroeconomia e turismo nesse workshop internacional que foi muito bacana tem um capítulo de livro um resumo de Capítulo de livro aprovado com o professor Rodrigues que me deu aula sobre eh neurociência então a gente fez uma propostas de um novas pistas sobre planejamento e gestão considerando neurociência do consumo especificamente eh com a professora Vera a gente tem um trabalho andamento sobre as perspectivas históricas da interface turismo e neurociências naquele projeto que eu comentei com vocês e aí eu queria fazer cinco considerações rápidas eh e finais para vocês a primeira relevância de um cruzamento de dados aut declarados com dados fisiológicos e neurofisiológicos e desenhos experimentais eu tenho percebido isso na literatura tenho percebido isso nos cursos que eu tenho feito a importância disso quando você vai tratar a interface do Turismo neurociências o desafio de extrair os ruídos e os artefatos né como se diz nas pesquisas de neuroimagens eh dos experimentos ecológicos então assim Isso vai ser um desafio aliado aí a tudo que a gente tá observando sobre os métodos móveis a importância de formação aqui um detalhe muito importante a importância de formação de uma equipe multidisciplinar que atue de maneira interdisciplinar almejando avançar para uma transdisciplinariedade no tratamento da interface entre turismo e neurociências isso é fundamental né a gente observar que pessoas com backgrounds diferentes podem contribuir com objetivos comuns E aí a formação de rede eh a internacionalização como um ponto chave um debate crítico sobre neurot turismo no contexto das disrupções tecnológicas que marcam o século 21 né fundamental também e contribuições para um pensamento de um novo paradigma pro tratamento do Turismo considerando aquilo que o Scot já tinha colocado né sobre as neurociências psicologia cognitiva né eh e aí eu não coloquei aqui mas eu gosto muito do Moran do pensamento complexo eu acho que tudo isso tem que ser eu gosto muito de filosofia do conhecimento né Eu acho que tudo isso tem que ser pensado eh com muito cuidado para não ser só a questão do White tracking pelo White tracking o eeg pelo eeg né Eh então assim para que não se tenha eh essa isso mas um compromisso um comprometimento com a o avanço né a fil filosofia do conhecimento o avanço do conhecimento em turismo quando a gente olha para essa interface por isso são considerações preliminares né pra gente pensar e pra gente fazer junto na minha agenda aqui eu tenho eh do meu lado e eu vou compartilhar isso com vocês o seguinte é um esforço na busca de gaps relacionados ao turismo em outras áreas né então uma revisão da literatura em outras áreas pra gente perceber algumas lições por exemplo eh a gente tem lições de outras áreas como as redes de Pesquisas translacionais muito comum na medicina e nas neurociências o que que isso pode ensinar pra gente no turismo quem conhece sabe né que eu eu gosto muito da serendipidade descobertas afortunadas ao acaso inclusive aprendi isso com um professor muito querido professor Eduardo Beira né a serendipidade é muito interessante pro processo né de avanço do conhecimento e eu destaco a questão do não sei a gente olhar pro não sei com uma oportunidade olhar pro não sei com muito carinho né Eu acho que a gente tem que ter isso quando a gente vai se relacionar na interface do Turismo ou no próprio turismo Eh almejando aí o avanço do conhecimento sobre um dado do assunto a formação de equipes com backgrounds variados Como eu disse e antes de chegar no final né com a com a questão da internacionalização e atuação em rede eu destaco que a captação de recursos né a gente pode buscar alternativas Às vezes as pessoas se desanimam elas falam Ah é caro fazer pesquisa assim então não dá para fazer pesquisa assim agora os recursos são escassos mas você tem tem alternativas né você tem softwares open source Você pode buscar estudar um pouco mais sobre programação fazer uma relação né com uma estatística robusta né nesse estudo e enfim assim você eh eu deixei alguns detalhes como o teste de associação implícita né que tem recurso open source o próprio it tracking tem softwares que são open source então assim isso é muito importante para que a gente possa eh avançar a internacionalização de atuação em rede fundamental a gente tem que colaborar muito e e cada vez eh de maneira mais genuína uns com os outros né Eu acho que é isso que vai eh de fato ser o sucesso eh de qualquer estudo é a colaboração é como a gente aprende uns com os outros né então a internacionalização passão em rede é fundamental eu acho que esse é o objetivo da minha fala aqui embora não esteja aí online On Time com vocês é deixar as portas abertas pra gente conversar sobre essas possibilidades de colaboração eh destacar o papel que a Amp Tour e que a bar Tour tem para isso né tem nesse nessa formação de redes eh eu deixei as referências como eu tinha dito para vocês bem detalhadinho aqui para quem tiver curiosidade tá e o meu e-mail c. fr @on.