Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no mundo militar. Neste vídeo falaremos sobre o ataque lançado pela Índia contra alvos no interior do Paquistão e da resposta pakistanesa a esse ataque. Na noite desta terça-feira, 6 de maio, a Índia lançou ataques contra o que classificou como infraestruturas terroristas localizadas em áreas sob controle do Paquistão.
Segundo o Ministério da Defesa da Índia, os alvos eram locais usados para planejar atentados em solo indiano e os bombardeios seriam uma resposta direta ao massacre de 22 de abril, em que 26 turistas foram mortos a tiros na região indiana da Cachimira. Esses ataques foram organizados sob o nome de operação Sindor. E segundo os militares indianos, nenhuma instalação das Forças Armadas Paquistanesas foi atingida.
O governo de Nova Deli fez questão de frisar que os alvos foram cuidadosamente selecionados para evitar uma escalada ainda maior no conflito. Entre os locais atingidos estavam Musa Farabad, capital da parte da Cashimira, administrada pelo Paquistão, a cidade de Cotli, também na mesma região, e Barravapur, na província de Punjabe. Esse último, segundo fontes pakistanesas, incluía uma mesquita ligada a um seminário religioso associado ao grupo militante Jaich e Mohamed.
Do lado indiano, a retórica era de firmeza, com o Ministério Indiano da Defesa informando estar cumprindo o seu compromisso de responsabilizar os culpados. O exército, por sua vez, publicou uma mensagem em suas redes sociais, resumindo o sentimento nacional, dizendo que a justiça está sendo feita. As respostas diplomáticas também não tardaram com os Estados Unidos por meio do secretário de Estado, Marco Rúbio, tentando intervir com telefonemas às lideranças de ambos os países, com o objetivo de conter uma escalada que muitos analistas consideram a mais grave em muitos anos.
Mas a resposta do lado paquistanês foi dura. Com o porta-voz do exército, o general Ahrimed Sharif Xudri, declarando em rede nacional que os ataques indianos serão respondidos e que o país estava avaliando os danos. Pouco depois, autoridades em Islamabad confirmaram ter realizado ataques retaliatórios, embora não tenham divulgado detalhes.
A tensão entre Índia e Paquistão não é novidade. Ambos já travaram três guerras. A maioria delas por causa da Cashimira, uma região de maioria muçulmana dividida entre os dois países, mas reivindicada integralmente por ambos.
O massacre de turistas em Parraugã, no lado indiano da Cashimira, reacasu essa ferida. A polícia local identificou três suspeitos. Um deles seria um militante local, os outros dois paquistaneses.
Retratos falados foram divulgados e recompensas oferecidas, mas até o momento a Índia não apresentou provas públicas da ligação direta entre Islamad e esse ataque. Do lado oposto, o Paquistão nega qualquer envolvimento no atentado e mais ainda, acusava de apoiar redes terroristas que atuam dentro do seu território, alegações que foram rechaçadas pela Índia como infundadas. O risco agora é de que essa escalada pontual se transforme em um conflito mais amplo e possivelmente catastrófico, considerando que estamos falando de duas potências com capacidade nuclear.
Internamente, a Índia tomou medidas duras, iniciou uma série de prisões e reforçou a segurança na cachimira indiana numa tentativa de capturar os responsáveis pelo ataque. Além disso, ameaçou cortar o fornecimento de água ao Paquistão por meio de tratados que controlam o fluxo de rios compartilhados entre os dois países. Uma medida com alto potencial desestabilizador.
Com isso, o cenário é de incerteza. com as tensões acumuladas ao longo de décadas voltando a explodir em um teatro onde cada movimento pode ser interpretado como provocação. E a pergunta que fica é: até onde irá essa nova escalada?
A operação Sindor, para muitos, é mais que um contra-ataque, é um sinal claro de que a Índia está disposta a agir de forma autônoma, mesmo sob risco de um confronto maior. Mas se a retaliação paquistanesa for muito forte, o subcontinente pode ser arrastado mais uma vez para um conflito armado com consequências imprevisíveis. Se querem se manter informados sobre a escalada das tensões entre Índia e Paquistão, sigam as notícias pelo X e pelo Instagram do canal.
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