[Música] a logística é a parte central de qualquer negócio Tudo começa com a produção ou a chegada de um produto e termina com o consumidor podendo usufruir dos benefícios daquele item que ele comprou mas a logística é tão complexa e tão cheia de particularidades que ela pode por si só se tornar um negócio esse é o caso da Martins Nossa convidada para essa terceira temporada do log tal que isso podcast de Logística da córber onde a gente discute o mercado com especialistas e com pessoas que entendem tudo sobre esse segmento no episódio de hoje nós
vamos receber Rubens Batista se eu da Martins e é o silêncio diretor presidente da corber para a América Latina muito bem-vindos vamos então começar o nosso papo falando um pouco da Martins né Rubens Martins faz 70 anos em 23 como é que começou essa história que tem a logística como esse centro né do negócio a história é bem interessante porque na realidade tudo nasceu de um sonho de um jovem de 19 anos que teve a coragem de pedir para o pai dele para financiar o início que foi no armazém de 100 metros quadrados que na
realidade começou como um negócio de varejo né só que Ele identificou que o segredo tava em comprar bem e para comprar bem precisava de comprar volumes então ele começou a tirar pedidos a chamar convidar outros outros Comerciantes para comprarem juntos e ele se ocupava de fazer a negociação e depois fazer entrega para eles então foi assim que o Martins deixou de ser um Varejista para ser um Atacadista né começou a partir disso esse 100 metros se tornaram 200 mil metros quadrados de área de armazenagem são negócios distintos nós temos um negócio de comercial Mercantil um
negócio Logístico né temos também uma operação de que a gente chama Smart que é Supermercados Martins que na realidade é um é uma rede associativista de supermercados e temos também um banco muitas coisas Muitas evoluções isso é o produto desse sonho né desse sonho desse jovem de 19 anos né hoje então é em relação a logística né a estrutura de vocês Ela é bem complexa e bem grande também né são centros de distribuição hubis como é que funciona mais ou menos quadrados E aí você tem 23 centros menores né mais próximos do da mais próximos
da da zona da entrega né e mais 45 hubs que aí eles fazem só transbordo de carga né Então essa essa é a nossa rede instalada né em relação a produto é uma série de marcas também né nós trabalhamos com cerca de 24.000 skos então e são torno de 500 e 500 e poucos fornecedores 550 fornecedores a história da córber e da Martins é bastante antiga né há bastante tempo que que a córberry Martins tem uma relação de proximidade de planejamento de futuro né como é que começou essa relação Quais foram as primeiras percepções e
o que que você evoluiu desde então na percepção da corda Sem dúvida é uma história muito longa né Nós estamos aí há quase 20 anos né servindo e com muito orgulho né servindo a essa complexidade toda do Martins né começou a Martin já tinha tecnologia quando nós tivemos o primeiro contato lá em 2004 mais ou menos a Martins já tinha a tecnologias dentro da área de armazenagem naturalmente sempre foi inovadora sempre teve essa pegada né e de alguma tava chegando um pouco no teto do que aquela tecnologia existente naquele momento poderia oferecer para para empresa
e começou a buscar tecnologias mais robustas mais sofisticadas e aí Nós entramos né com a nossa solução que é uma solução de classe mundial de gestão de armazéns e eu lembro que na época as pessoas envolvidas no projeto dela até uma entrevista para uma revista chamada decision report aqui do Brasil que comentaram que substituindo uma tecnologia antiga por uma nova ou seja não partindo do zero mas partindo já de algo no primeiro momento tiveram 18% de ganho de produtividade então foi bastante impactante né e fomos crescendo juntos né o Martins quando nós olhamos o Martins
de hoje sou ponto de vista da realidade operacional do que acontece dentro dos centros de distribuição ele é um artista totalmente diferente daquele de quase 20 anos atrás né não se falava em econom-se a 20 anos atrás e hoje é uma realidade né E nós dentro de um centro de distribuição do Martins fluxos de processo acontecendo em paralelo a tradicional né o tradicional atendimento Atacadista aos clientes que Martins preserva desde então ele segue com grandes volumes volumes maiores mas ao lado em paralelo tá se separando um celular específico para mandar para casa de um cliente
que comprou é pelo comércio eletrônico né Então a nossa jornada foi muito desafiadora sua ponto de vista de tecnologia para acompanhar tudo que o Martins veio fazer no seu ponto de vista de negócios queria falar então sobre o crescimento né que é esse esse marca dentro da cobra era uma grande marca da Martins a gente fala muito da Martins na corda como essa empresa que evoluiu muito e que tem uma adaptabilidade grande em relação às suas soluções assim queria ouvir um pouco de ti Rubens como é que funciona essa decisão dentro da Martins por uma
solução para soluções de tecnologia dentro do Armazém assim né O que vem primeiro assim o crescimento veio primeiro a decisão veio primeiro como é que funciona esse processo para vocês É claro que no nosso caso especificamente nós somos um negócio demais apesar de ser um negócio de escala né de grandes volumes a gente é um negócio de Margem baixa né então a gente tem um compromisso sempre muito grande em fazer conta né de tudo né Ou seja a solução tem que ser provar ela tem que ser uma solução que seja boa e sustentável que a
gente consiga pagar e Que ela possa financiar-se né então qualquer solução no Martins por uma poc né um teste conceito e muita conta muita conta ela tem que ser provar né a gente brinca que bate até os números confessarem né eles têm que confessar e eu acho que dentro disso quando a gente olha o nosso crescimento nos últimos dois anos sem dúvida nenhuma tecnologia foi extremamente importante nós só passamos pela pela pandemia e o crescimento que a pandemia acabou trazendo né é em função de nós termos a tecnologia e temos investido não só em tecnologia
como em processos também né a gente era muito a gente era muito muito primarizado tivemos que também tomar uma decisão de terceirizar terceirização de entrega e tudo né então por exemplo foi um crescimento que a gente teve nos últimos dois anos de 50% isso é muito grande para um negócio que já tem uma base instalada relativamente grande né então então se não fosse o fato de nós estarmos temos tecnologia e temos ágeis na questão de avaliarmos implantarmos soluções que envolvam tantos sistemas como processo a gente teria muita dificuldade né não tinha como prever né Quem
esperou esperou ou não porque ninguém esperava mas que quem é só foi tomar uma providência em relação a sua logística quando oscilação tão grande acontecesse certamente Teve teve mais dificuldade né ficou um pouco teve um pouco mais de dificuldade e até aquele podre se adaptar claro que a maior parte das empresas se adaptaram Mas perdeu-se um pouco de tempo né E nesse negócio o tempo é fundamental né o cliente não pode esperar né quando a gente fala de logística logística é justamente isso né a gente tá servindo o cliente e ele conta com isso né
extremamente importante né Ele conta para servir o cliente dele no nosso caso quer subir principalmente vocês têm uma particularidade interessante também que a gente comenta muito né na corbby que é a entrega em todos os municípios brasileiros que é um país gigante né Por mais batido que seja é um país Continental e por meio desse dessa estrutura toda Vocês conseguem atender a tudo isso isso traz uma complexidade ainda maior assim esse volume de endereços com os quais vocês trabalham sim sem dúvida nenhuma porque quando a gente imagina e pensa no Brasil a gente principalmente nós
que muitos de nós vivemos em cidades grandes imaginamos que o Brasil é aquilo que a gente vive no dia a dia né cidades grandes pavimentadas né sem grandes obstáculos né e não é a realidade do Brasil né para vocês terem uma ideia nós atendemos por mês em torno de 130 140 mil clientes cnpjs né são clientes pequenos sim 36% desses clientes ou dessa venda é feita em cidades 30 mil habitantes 57% da venda acontece em cidade até 75 mil habitantes então é o Brasil menor né é um Brasil mais profundo com muito menos infraestrutura então
tem toda essa parte não só das distâncias que a gente cobra a gente cobre grande distâncias Mas além disso você tem também um número maior nós entregamos 340 em torno de 340 mil entregas mês essas entregas elas não são de grandes volume elas são elas são encomendas mas os pedidos são pequenos então o drop size não é tão grande tem são dropsitais diferentes mas tende ao pequeno então na realidade isso traz muita complexidade nos nossos armazéns né porque você tem os grandes armazéns você tem as centrais menores E você tem os pontos de transpordo a
gente começa a operação com uma carreta a gente pode passar um navio ou para um barco e depois vai terminar num caminhão menor e desse caminhão menor pode ser para uma motocicleta ou por o que for né Por um outro veículo menor uma uma caminhoneta ou que seja né então na realidade é um processo complexo muito muito complexo na corda a gente também tem uma diferença nélcio que é o momento em que o cliente adota essa soluções né no caso da Martins da Martins vinha numa crescente entendeu que o teto se aproximava fez todas as
contas como como Rubens bem falou e acabou chegando na gente e também tem um outro um outro modelo que é quando o cliente está planejando o seu crescimento né Então tá planejando um CD novo tá planejando uma expansão na sua no seu arcabouço de logística né como é que é a cor dele entende isso assim qual é o momento que mais adequado ou qual é o momento que traz mais benefícios para adoção de uma nova solução eu acho que é bem interessante na minha visão na minha Ótica cada cada empresa dependendo do segmento em que
atua dos Desafios que enfrenta na logística da margem como bem colocado pelo Rubens a margem do negócio também ela é um de uma certa forma ela é refletida na margem que que nós temos de manobra dentro das empresas para tomar as decisões e para ajudá-las né ao longo do tempo então cada eu penso que não é uma fórmula de sucesso cada empresa tem que encontrar o seu caminho e quando a gente fala de 70 anos fazendo as coisas de uma certa maneira naturalmente o tempo e o resultado mostra no caso do Martins que isso está
bem feito né Eu acho respondendo a tua pergunta que que há dois tipos de tecnologia ou que as tecnologias podem ser classificadas de duas formas distintas de acordo com o nível de comprometimento que ela geram a longo prazo dentro da empresa e eu me explico nós não podemos imaginar por exemplo não é viável pensar operação Comodo Martins com o 6 CDs os vários Transit points e transbordos etc um software de gestão de armazém diferente em cada um desses lugares não é viável pensar nisso ou ponto de vista financeiro sou ponto de vista administrativo estratégico de
integrações de treinamento e sobre uma velha sobre uma série de outros aspectos né não é viável pensar dessa forma Então esse é um tipo de solução o RP um outro exemplo são tipos de soluções que trazem um grau de comprometimento da empresa com aquela decisão muito grande e de muito longo prazo a outra soluções outras ferramentas tecnológicas entretanto que que podem sim dar um pouco mais de Margem porque elas são um pouco menos gera um pouco menos de comprometimento essa implicação é um pouco menos acentuada né o Martins pode ou qualquer empresa pode optar por
exemplo por ter uma esteira um armazém e não tê-la no outro está tudo bem né eu faço um teste aqui eu experimento um processo um pouco diferente de movimentação de material aqui e se ele for bom eu expando se ele não for bom eu convivo e essa convivência talvez não seja tão impactante quanto a convivência com uma má decisão para com uma tecnologia que gera mais comprometimento Então eu penso que um processo de inovação de desenvolvimento de processos de desenvolvimento interno ele pode passar pela experimentação naturalmente respeitando todos os cálculos todas as análises que cabem
né mas faz parte às vezes do aprendizado a gente experimentar algumas ferramentas a tecnologia essencialmente é uma ferramenta né Assim como para nós nos nossos lares também é para essa empresas e as empresas Elas têm que dispor daquelas que fazem sentido Essa é minha visão vocês falaram muito nas duas respostas né sobre processos eu queria que vocês explicassem um pouco na percepção de vocês tanto com a tecnologia quanto sendo o negócio de que forma a definição e a organização de processos impacta na adoção da tecnologia é fundamental focar em processos antes da adoção de uma
ferramenta o processo pode andar junto como é que essa relação eu acho que na realidade é claro que toda empresa tem um processo uma jornada de como ele faz as coisas né como é que ele tem o conjunto de atividades são realizadas e etc para determinado fim mas Eu Acredito que quando a gente vai fazer um processo de e a gente tá passando por isso agora a gente tá fazendo um processo de implantação é sem dúvida nenhuma É uma grande oportunidade para você também rever os seus processos né então a área de processos né Nós
temos uma área de processo interna ela também participa desse momento até para poder e fazer algumas adaptações que sejam necessárias Lembrando que a gente sempre vive eleger sistemas que na realidade a gente possa fazer o mínimo de intervenção possível porque se eu tô investindo em sistema né Eu quero dividir cotizar o custo de desenvolvimento futuros com outros que utilizam né e não quero que seja só seja alguma coisa exclusiva para mim né Então essa é uma das vantagens né E então no nosso caso especificamente a gente usa muito é área de processos nesse momento até
para poder que a propor ter segurar que o processo ele esteja refletido dentro do sistema né ou da ou da máquina que a gente está utilizando seja né o da infra que a gente está utilizando Então isso é extremamente importante a gente acredita que você pode fazer um planejamento mas a gente acredita muito que durante a implantação existe a necessidade de ter intervenção e eventualmente fazer algumas adaptações né que façam sentido né E claro tem em todo o sistema ou toda aplicação tem uma inteligência ali né incorporada que a empresa pode pode fazer o uso
dela né processos e tecnologias eu concordo plenamente eu acho que essa é uma grande riqueza na verdade dessa interação é uma empresa de software uma empresa que desenvolve tecnologia como somos nós na cor né aprendemos a cada projeto com os processos que já estavam lá com os processos que se desenvolvem né e os nossos clientes aprendem como que já está né embutido no nosso software das experiências anteriores Então essa interação é fantástica e o resultado né Desse ciclo Virtuoso é o resultado final é que a gente deve sair melhor dos dois lados né o nosso
cliente sai melhor nós saímos melhor e mais preparados para a próxima e agora vem numa curva de aprendizado assim né de evolução principalmente o WMS muito interessante novamente em 2023 estamos no quadrante Mágico do lugar né ainda melhores né há cinco anos ascendente no quadrante mágico como a corda recebe esse tipo de reconhecimento assim internacional da ferramenta É verdade o quinto ano consecutivo que nós fomos é eleitos pela lagarta comum dos líderes né nesse nesse quadrante mágico de warhouse Management né E nós avançamos muito especialmente o quadrante ele então duas linhas a linha da visão
e a linha da capacidade de execução e a visão é o nosso Road map de produtos é como nós vemos a evolução das nossas soluções e do mercado ao longo do tempo e como nós comunicamos isso na forma de um Road map de desenvolvimento de tecnologia a capacidade de execução é como nós entregamos o discurso é e na capacidade de execução A gente cresceu bastante nos últimos cinco anos estamos realmente liderando nesse nesse sentido né e eu entendo que esse é o resultado da seriedade que nós temos e do compromisso que nós temos de entregar
o que nós Prometemos para os clientes né Eu acho que quando nós falamos de soluções especialmente no software algumas tecnologias são mais palpáveis é mais concretas eu mostro um robô e a gente vê um robô e ele se movimenta e eu vejo isso efetivamente acontecendo o software é um pouco mais etéreo né quando nós estamos vendendo um projeto de software nós estamos vendendo ideias nós estamos vendendo conceitos que não são então transformar Isso numa entrega efetiva que o cliente reconheça que foi uma entrega efetiva é um compromisso que nós levamos muito a sério Então temos
crescimento dos dois lados e o nosso primeiro episódio dessa terceira temporada foi sobre isso adaptabilidade crescimento mas não acabou a gente ainda vai aprender muito com a Martins no próximo episódio Então fique conosco se sentir confortável Compartilha esse episódio com a sua equipe com as pessoas que você acham que podem aprender Assim como nós estamos aprendendo aqui com a Martins até o próximo episódio [Música]