Agora também já vamos trazer o posicionamento de Javier Milei, presidente da Argentina. Ele também se pronunciou nas redes sociais. Segundo Milei, a liberdade avança.
"Viva a liberdade! ", destacou o presidente argentino. Ele teve um discurso com poucas palavras, mas destacando muito a liberdade contra ali o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, o avanço de Donald Trump ali no território venezuelano e toda essa estratégia, porque todo mundo tá de olho no que pode acontecer agora nessas relações internacionais e como ficam também os barris de petróleo, a potência de petróleo que é da Venezuela.
Eh, e diante dessa situação brutal, eh, vamos abrir aspas aqui também e deste ataque brutal que nós estamos trazendo aqui também posicionamento da vice-presidente então da Venezuela, eles afirmam que não tem informações sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e também da primeira dama Célia Flores. Exigimos do governo de Donald Trump uma prova imediata de que o presidente Maduro e a primeira dama estão vivos. Fecha aspas, todo mundo repercutindo e a própria Venezuela sem muitas respostas.
Eu quero chamar a Vitória Abel de novo paraa nossa conversa, porque nós estávamos trazendo todo esse avanço de direita aqui na América do Sul, a força de Donald Trump, a também as denúncias dessas violações internacionais cometidas pelos Estados Unidos. A grande expectativa de um posicionamento do presidente Lula aqui do Brasil, acredito ainda que esteja até demorando para ele se posicionar diante dessa escalada de tensão e de como o mundo já está acompanhando de perto essa esse essa intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Vitória, além dessa questão comercial, tratativas do Brasil com a os Estados Unidos, do tarifaço e de como tem sido muito bem intermediado pelo vice-presidente Geraldo Alkmin, tem ainda uma outra pauta internacional agora para janeiro, que é o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Esse tipo de intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e os posicionamentos dos países, inclusive membros da do Américo Sul, podem atrasar um acordo, podem melar o que foi negociado até então. Lembrando que são 26 anos de negociações, é um motivo de preocupação para o Brasil. É claro que isso vai depender, Luara, de como que as as tensões vão para passar a acontecer nos próximos dias.
Se isso escalar, se de fato a região da América Latina começar a ter muita tensão e se o conflito transbordar para fora das fronteiras da Venezuela, aí sim eu acredito que isso vai ter um impacto nas negociações com o Mercosul. Se isso ficar restrito à Venezuela, se esse conflito se eh se estender, escalar, mas ficar restrito a Venezuela, acredito que fica mais fácil manter as negociações. Lembrando que a Venezuela não faz parte do Mercosul.
Então, claro que as a as negociações podem ser impactadas se esse conflito escalar demais, sair da fronteira venezuelana, mas a princípio eh se isso se manter eh apenas no território venezuelano, acredito que as negociações podem continuar. Eu queria aproveitar e destacar um ponto aqui, não sei se vocês já trouxeram, mas eu acredito que não, que é uma postagem do Paulo Pimenta, deputado federal, que foi eh que é um apoiador do presidente Lula, claro, deputado federal pelo PT, que foi secretário também do Palácio do Planalto, foi secretário de comunicação do governo Lula. E ele diz o seguinte, já que a gente ainda não tem, né, uma postagem oficial eh do governo brasileiro, o Paulo Pimenta diz o seguinte: "A Venezuela sofre uma agressão militar dos Estados Unidos com ataques que atingem a população civil da capital Caracas, sob o comando de Donald Trump.
O imperialismo exporta guerra e destruição da Palestina à América Latina. E daí ele completa: Solidariedade à Venezuela que está sendo atacada por Donald Trump. O objetivo dos Estados Unidos é assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho.
Claro que Paulo Pimenta aqui fala como deputado federal, então ele tem mais liberdade para se pronunciar e para fazer críticas mais diretas aos Estados Unidos, inclusive falar desse interesse econômico em relação do petróleo. Se ele ainda tivesse no Palácio do Planalto, muito provavelmente essa postagem seria diferente, porque seria encarada como a postagem, como a fala de um ministro. Então, por enquanto, um deputado, como deputado, Paulo Pimenta, faz aí já críticas aos Estados Unidos por essa invasão da Venezuela.
Luara, >> é, Vitória, quando a gente traz esse posicionamentos todos, é importante porque onde que eu quis chegar quando eu trouxe esse acordo Mercosul União Europeia, porque um posicionamento, um discurso mal feito pode complicar as relações internacionais. Então, qual é o cuidado de Lula nesse cenário? O que ele vai falar por conta da expectativa relação Estados Unidos, Venezuela.
Mas se ele for muito para um lado ou para o outro, ele pode se se complicar com outras nações que estão interessadas nesse acordo e aí pode ter um interromper essa conversa que já foi adiada muitas vezes. A gente trouxe agora Mileitra falando sobre liberdade. A Argentina faz parte do Mercosul e ele se aproxima muito dos posicionamentos de Donald Trump e ele idolatra Donald Trump.
Então, como que fica também esse cenário de conflitos e de discursos que precisam ser muito bem equilibrados? Porque embora nós estejamos falando de tubarões, eh, o peixe pequeno, os peixinhos é quem vão vão sofrer com as consequências de qualquer medida que seja tomada diante de uma fala que não seja bem repercutida, que não seja bem aceita, de uma negociação que não seja finalizada ou até de um avanço de uma atenção que, embora seja entre Estados Unidos e Venezuela, isso diz muito sobre os outros países, tantos os países que apoiam os países que repudiam e também os países que estão ali na fronteira com a Venezuela, como é o caso do Brasil, que nós temos ali Pacaraima, outras cidades, acaba tendo uma crise migratória muito grande, uma questão social que impacta diretamente o Brasil. Então, é uma coisa vai puxando a outra numa velocidade extremamente eh rápida.
Então, é por isso que a gente precisa ficar atento a todas essas movimentações. Um passo à frente do que é devido, isso pode complicar as relações internacionais como um todo. E é motivo de preocupação.
Lembrando que nós ainda estamos aguardando um posicionamento do governo brasileiro de como vai se posicionar diante dessa tensão entre Estados Unidos e também a Venezuela. O detalhe é o seguinte, Luara, Vitória, pessoal que nos acompanha, a vice-presidente da Venezuela, Delcir Rodriguez, disse o seguinte, que Caracas não sabe exatamente o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama e que a população, nas palavras dela, exige saber se o líder venezuelano e a esposa estão vivos. Percebam vocês que em todas as declarações de figuras ligadas ao regime de Nicolás Maduro, todos nesse primeiro momento não comentam o ataque em si, eles apenas querem a prova, ou seja, como a Luara já tinha trazido, mas agora realmente de forma mais consolidada, eles querem a prova de vida do então presidente Nicolás Maduro e da Primeira Dama.
Tem um trechinho da declaração que foi dada. A gente separou e compartilha com vocês. Nicolás maduro de la primera dama flores.
Exigimos al presidente Donald Trump prueba de vida inmediata de la vida del presidente de la prime. Ela é bem enfática. você vê que ela até altera o tom de voz na declaração que foi dada, porque o desespero inicial dos membros do governo, dos membros do regime, são justamente é justamente focado eh nessa resolução, nessa prova de vida.
E ela direciona presidente Nicolá, é, presidente Donald Trump, governo do presidente Donald Trump, mostre então se eh Nicolas Maduro está vivo. Esse é o principal anseio nesse momento, claro, para depois eles darem os próximos passos. Por que que isso é importante?
Por que que eu destaco e enfatizo isso? E você que tá em casa vai conseguir entender o nosso raciocínio. A gente tem trazido todas essas declarações e repercussões internacionais.
A Luara falou muito bem sobre essa falta de declaração eh por parte do governo brasileiro e todas as declarações que foram dadas aqui, principalmente na nossa região, com focos diferentes, dependendo do viés da liderança política. É um grande tabuleiro de xadrez. a gente vive na política internacional, nas relações internacionais, é um grande tabuleiro de xadrez.
E a cada nova fala, a cada nova declaração, a cada guerra de versões, você tem um movimento que é dado nesse tabuleiro. Qualquer movimento falso pode colocar toda a questão em jogo, pode colocar ali todo o cenário sendo feito nesse momento. A gente tem um governo da Venezuela completamente acuado.
Foi bombardeado durante a madrugada. Instalações militares foram atacadas. Uma operação terrestre que fez a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama.
Então, nesse momento, nessa guerra de braço, obviamente a Venezuela tá em uma situação muito inferior. E um ponto que eu trago e compartilho com vocês, é importante a gente trazer as informações aqui para você que nos acompanha no nosso SBT News, é a postura adotada também ao longo da madrugada pela imprensa estatal venezuelana. ao longo da madrugada, se você que estava me acompanhando aqui na programação do SBT News ou que tá chegando agora, eu esclareço para vocês, a televisão estatal venezuelana em nenhum momento compartilhou imagens dos ataques.
Eles não mostraram bombardeio, não mostraram as colunas de fumaça, não mostraram essas imagens que a gente mostra para você agora. Tem uma dificuldade muito grande, inclusive, de organismos internacionais de fazerem a checagem autônoma da origem das imagens. Por isso que são poucas as imagens ainda que estão sendo liberadas, que tem a chancela eh dos organismos internacionais que fazem a checagem desse conteúdo.
Mas o que chama atenção, Luara, é que o governo para até para não mostrar uma vulnerabilidade ou até para não trazer um cenário de perda de força, eles acabam fazendo uma transmissão na TV estatal, mostrando apenas a declaração que já tinha sido feita pelo governo eh venezuelano. E assim como o nosso analista convidado agora h pouco trouxe essa informação dizendo o seguinte que já era uma carta que já estava pronta pelas características que foram dadas, pelo tamanho dessa declaração, já era realmente algo que foi planejado e foi adaptado de última hora. Casagrandre, eu quero só trazer também que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que ordenou a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela após o ataque dos Estados Unidos, que, segundo Donald Trump, terminar com a captura do presidente Nicolás Maduro.
Ele classificou as ações de Washington como uma agressão à soberania da América Latina e disse que elas terão como consequência uma crise humanitária. Vamos rapidinho até Brasília conversar agora com a Vitória. Ela tá chamando é porque ela tem apuração quente pra gente.
É com você, Vitória. Luara, acabei de conversar com o ministro da defesa, eh, Múcio, José Múcio, e ele disse o seguinte: "O governo brasileiro vai fazer uma reunião daqui a pouco, às 10 horas da manhã no Itamarati, para tomar p de toda a situação e saber de fato o que fazer. " O que ele me disse por enquanto é cedo para tomarmos qualquer atitude.
Então eles vão fazer essa reunião às 10 horas no Itamarati junto ao claro com o Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Defesa, representantes do Palácio do Planalto para saber como que tá a situação e aí tomar uma atitude se de fato vai precisar fazer algum reforço nas fronteiras venezuelanas e quais os próximos passos. Então, reunião às 10 horas no Itamarati do governo brasileiro. Luara, >> perfeito, Vitória, atualizando pra gente.
É grande a expectativa para essa reunião e o resultado dela de como o governo brasileiro vai se posicionar. Yeah.