chega para cá chega para cá chega taka [Música] o nosso dia dia no Galão das louceiras são esses a gente vem todo santo dia do Barro São Sebastião eu chego aqui primeiro chego aqui a partir de 4:3 5 hor da manhã e a gente vai iniciar esse processo aqui ó que é fabricando as peças esse galpão é tudo pra vida da gente porque é daqui que a gente tira o sustento da casa da gente da família da gente a gente não tem outra profissão só tem essa mesmo que leva a vida da gente PR para
tudo pra nossa família PR nossas casas eu aprendi a fazer comita preta a minha tia eu fazia um comecei fazendo prato quando esse prato ficava torto Ela mandava eu desmanchar e continuar fazendo novamente até que fim que eu aprendi a fazer várias peças ela fazia o bolão que a gente chamou bolão de Barro ela fazia o bolão aí me entregava para eu abrir a peça eu não sabia fazer logo sabe eu fazia um pouco abri um pouco do Bolão aí ela achava que não ficava do jeito que ela fazia ela quebrava ia fazia fazer de
novo faa de novo porque essa daqui não tá boa eu atendia a ela ela fazia o bolo eu começava de novo então por isso que eu agradeço muito a Deus primeiramente e a minha mãe que se ela não tivesse feito esse exempo para mim eu não hoje eu não era loeira as loice daqui fon nãoa era Rita preta muita gente nesse tempo era muita gente mas autor mesmo era Rita preta é tanto que hoje ainda hoje tem a história de céu vem dela [Música] cé neta de Rita preta filha de Lica mãe de Alana e
de mais três filhos e uma mulher guerreira forte corajosa extremamente e capaz de entender a importância da sua existência e o seu sentimento de pertence né a essa comunidade tão histórica e tão importante para todo o cenário eh de Santa Luzia da Paraíba e do Brasil como comunidade quilombola de um povo que vem lá da África e que com muita garra e luta para ter direito a ter direito to céu foi a representante aqui do Gipão ela é quem ela é quem mandava aqui em tudo é quem arrumava as coisas para nó primeiramente mesmo foi
ela que começou a arrumar as coisas para vir para cá feira ve sem nada ela ficava no mundo ela era uma mulher guerreira céu foi tudo céu foi chão céu foi tudo falar de céu não é fácil mas céu depois de Rita preta foi céu que segurou a barra segurou as louceiras não deixando as louceiras desistir é céu sabia exatamente quais eram as necessidades do povo do talhado céu sabia que eles precisavam estudar precisava de geração de emprego e renda precisava de ter coragem de enfrentar o governador com quem ela conversava Nos programas de rádio
ligava e dizia Governador aqui é céu tá faltando isso isso na minha comunidade Governador a gente precisa de ter cuidado com a saúde do povo do talhado Governador e todo mundo já ouvia né naquele dia que o governador da época tinha um programa no rádio a gente já sabia que era de certo o vicel cobrando do governo a presença das políticas públicas dentro de toda essa comunidade que é rural é Urbana mas que o povo do talhado tá em todos os Recantos dessa e era com o exemplo dela que as pessoas começavam a ver não
céu é lutador a gente vai junto as mulheres do talhado costumavam olhar PR céu e aprender com céu como ser líder como ser artesã como ser feliz como sorrir como dançar céu tem um conjunto de energia muito forte a queimação de flor mulher era muito importante a Mar era muito lindo Olha quando chegava a gente rezava os 30 dias da noite do Maio nós começa nós começava do começo até o fim quando era no dia 31 aí tava todo mundo fazendo as lanas as moças el sempre era muita moça sabe fazendo as Lan e as
Crianças as bandeira era muito feliz porque na época céu queimava as flores com a lanterna e eu era mais jovem um pouco era com a bandeira não com a lanterna Então tinha um momento de céu com a outra turma que era as primas de de céu que é minha prima também né e tinha um momento das crianças aí acendeu a fogueira aí dois rapazes saíam com un Lençóis de flores ficava lá aí as moças sai daqui tudinho en fila as menininhas na frente as moças atrás Lanna acesa e a gente velha cantando vamos companheiro queimar
fulor queimar fulor do meio de Maria as flores queim acab alegria era bonito demais aí no fim no era só diversão é Como aquele ditado a gente era feliz e não sabia C foi tudo para mim foi uma mãe uma irmã uma companheira uma encontra a amiga que eu tinha mas eu e seu e ela disse uma palavra que eu nunca esqueço vocês meninas procuro fazer peças diferente porque hoje eu tô aqui amanhã eu posso não tar E aí eu me peguei com essa palavra e até hoje eu faço essas peças decorativa Porque só quem
fazia era ela não tinha ninguém que fizesse só ele hoje em dia quem faz sou eu e essa palavra eu não esqueço nunca é dolorido pra gente não só para mim mas para todos nós que trabalha junto com ela porque ela era uma pessoa que você chegasse na casa dela ela tirava a comida da boca dos filhos dela e dava pros outros ia no mercadinho ou comprar fiado ou então pedir emprestado para poder fazer a comida pros filhos dela mas ela ela não deixava você passar fome nem passar sede nem passar frio se era tudo
na vida da gente tudo é difícil falar no nome dela porque todas nós sente falta dela todas companheiras mas eu vou dizer a vocês eu acho que eu sinto mais falta dela do que todas porque a gente era uma alma no corpo só era difícil ela baixar a cabeça sempre tava ali em pé e firme e forte para enfrentar tudo que ela queria mas quando ela mais precisou de mim eu não tava perto dela a gente nunca se distanciou uma da outra mas no momento que ela mais precisou não pude ajudar ela foi muito triste
a forma como cé e perdeu perdeu a sua vida física né cé queimada viva né e cé se tornou vítima né de de de um uma pessoa que passou pouco tempo na vida dela mas o tempo suficiente para tirar sua vida né ela foi vítima foi de um feminicídio esse feminicídio repercutiu em todo o cenário quilombola do Estado da Paraíba e do Brasil pela presença de espírito pela força de luta que tinha céu para mim ela morreu mas ela não sai do meu coração não para mim eu sinto uma sodade muito grande dela ela fez
muita coisa por a gente tá aqui não só foi por mim foi por tudinho aqui rapaz daqu foi se embora que eu não me esqueço dela nunca primeiramente saudade né Eh muitas coisa que ela fazia para o povo muita gente sentiu falta é tanto que quando ela faleceu Deus me deu essa força e essa coragem eu pedi a Gileide Olhe G eu vou lhe pedir uma coisa eu vou lhe pedir uma coisa eu quero que o que céu fazia com o povo eu quero que você fique fazendo a mesma coisa eu me espero em céu
eu via que céu fazia isso largava a vida dela largava os filhos dela para correr atrás de recurso pra Associação pra gente que estava aqui dentro então eu que falava isso para ela há 8 anos sou eu que faço a mesma coisa que céu Faria todas as sementes plantadas por céu hoje estão Florindo né a gente encontra céu em cada Rosa em cada flor em cada recanto em cada sorriso em cada perfume exalado por cada flor plantada dentro dessa comunidade que são muitas portanto minha gente a gente só tem que dizer todos os dias Viva
Maria do céu e que viva mesmo no coração e nas mentes de todos aqueles que conheceram e que sabe da importância que ela tinha no cenário social político na liderança nos movimentos dessa cidade e lá na sua comunidade que é linda e que tá lá de portas abertas e agora mais forte do que nunca né porque tá aí como eu disse Florindo e e brotando todas as sementes plantadas por ela [Aplausos] k [Música] h [Música] [Música] k [Música] h [Música]