recentemente um colega meu aqui da Embrapa fez um levantamento a respeito do volume de substrato de maravalha usando maravalha como exemplo a que a gente precisaria para num ano para usar como cama aqui no Brasil Ele usou como base o número de pintinhos de corte alojados no Brasil no ano passado que eu acho que foram seis,9 bilhões de pintinhos Se não me engano E aí ele fez uma estimativa assim Considerando o quanto que a gente precisaria de maravalha em um ano né para alojar então a cada lote né fazendo a troca da cama a cada
Lote a gente precisaria em torno de 51 milhões de metros cúbicos de maravalha Agora se a gente reaproveitar a cama ao longo desse ano né então se as condições sanitárias forem favoráveis a gente conseguir reutilizar essa cama para outros lotes dentro de um ano a gente consegue reduzir essa necessidade de anual de maravalha para em torno de sete milhões de metros cúbicos então pensando em termos econômicos é um custo considerável [Música] Olá pessoal bem-vindos e bem-vindas vamos dar início a mais um episódio do Aviário podcast sou Catarina prazer estar aqui hoje conversando novamente com a
doutora Clarissa Silveira Vaz a doutora Clarissa veterinária Mestre Doutor em ciências veterinárias é pesquisadora da Embrapa suínosiáveis e atua no núcleo temático de sanidade avícola o tema da nossa conversa de hoje é sobre cama Viária especial manejo de cama de frango É nesse sentido né a cadeia avícola Tem cada vez mais se estruturado né para atender aqueles critérios lá ambiental social de governança né que são compromissos das empresas e também são expectativas dos consumidores para nós iniciarmos Dra Clarissa primeira pergunta que eu gostaria de fazer para você é que caracteriza ali uma cama Viária perfeito
Uma Breve introdução que nos acompanhou no episódio anterior viu que nós comentamos brevemente sobre cama de frango né a cama do Aviário e de fato Esse é um assunto que é bem frequente é muito buscado aqui na Embrapa e respondendo a tua pergunta o que que caracteriza a cama para quem tá pouco talvez familiarizado com um assunto a cama é aquele substrato que se coloca na superfície do Aviário e que tem um objetivo primário de acomodar as aves né no caso aqui a gente tá falando de frango de corte então o objetivo primário é acomodar
os frangos e proporcionar conforto conforto térmico também e dar condições para que eles procurem expressar o seu comportamento natural ela tem um papel muito importante em absorver as discretas e também restos de água qualquer resíduo do Lembrando que a quando a gente aloja o pintinho no galpão ele já tá em contato com essa cama e ele vai ficar ali durante a quase todo o período de vida dele eles só vai se retirado então na no momento da panha né para o abate Então o período que ele passa que a ave passa em contato com a
cama esse tempo enorme Considerando o tempo de vida de um frango isso faz com que a qualidade da cama tem uma relação muito próxima com a qualidade do lote né seja a qualidade de carcaça seja desempenho produtivo tudo aquilo que a gente espera de desempenho para aquela linhagem de frango que a gente tava lojando ali no aviário então ao mesmo tempo que a cama fica em contato com as áreas durante esse período grande da vida delas ela vai então acumulando esses Unidos né que a gente comentou então isso cria então um ambiente muito propício para
o desenvolvimento de uma série de microrganismos inclusive patógenos né então o manejo que a gente dá a cama que é muito relacionado com manejo do aviário em si Ele tem muito papel então nessa qualidade do frango que a gente está Produzindo por isso que é um assunto que é recorrente na Avicultura e muito frequente aqui entre os nossos clientes [Música] é uma coisa que eu queria fazer de início assim para nós deixarmos a conversa bem didática né bem explicativa seguindo essa sequência assim te perguntando Quais são os principais substratos que são utilizados ali no Brasil
atualmente né como cama Viária excelência então nos Estados em que Avicultura é uma atividade forte uma atividade bem desenvolvida predomina da maravalha geralmente maravalha de pinos né procedente de áreas de florestamento de produção específica para isso vindas de fábricas específicas de maravalha e também serragem né a serragem de madeira algumas regiões talvez não tenham tanta abundância desses materiais como nós temos aqui no sul né ao mesmo tempo esses materiais eles sofrem algumas oscilações de preço né periódicas então Em alguns momentos eles passam a ser menos competitivos em questões de preço então aí existem alguns materiais
alternativos a maravalha e a serragem né Por exemplo cascas tem algumas regiões que tenha produção agrícola por exemplo produção de arroz de café amendoim de cana então esses resíduos casca de arroz casca de café bagaço de cana eles passam a ser interessantes como uso de substrato para cama que eles são Alternativa de reciclagem né desses resíduos que vem de outra produção e tem uma uma oferta relativamente constante nessas regiões né talvez eles não sejam tão viáveis quando tu Depende de uma logística de Transporte desses materiais para regiões mais distantes mas são possibilidades né para uso
como substrato de cama e nós temos uma Avicultura no Brasil assim regiões com variabilidades regionais muito intensas então ao passo que nós temos regiões com abundância talvez de maravalha de serragem ou abundância de cascas de palhadas para uso como substrato de cama nós temos regiões que nós não temos nenhum e nem outro mas tem areia de Rio então tem algumas regiões talvez não tão abundantes quanto as outras que usam esses materiais mais clássicos que podem eventualmente usar areia de Rio como substrato para cama de frango tem vantagens e desvantagens enfim mas pode ser uma possibilidade
quando tu tem escassez esses produtos mais clássicos né com relação a substrato algumas características além da disponibilidade na região a gente precisa considerar que é o que diz respeito a qualidade ao material que a gente está colocando numa Aviário e que vai servir como cama para o lote que a gente vai alojar eu começaria sim com a origem desse material a gente falou que pode ser maravalha pode ser produtos de produto né de alguma outra produção como casca Palhada a gente tem que pensar que tipo de resíduo ou de risco esse substrato pode estar trazendo
Por exemplo quando a gente trabalha com maravalha se essa madeira tá sendo resíduo então de fábricas de móveis a gente tem que tomar bastante cuidado porque o desejável é que essa madeira não seja tratada eventuais resíduos né químicos eles podem ser nocivos saúde dos lotes que a gente vai alojar a gente tem comentado também que cascas por exemplo casca de arroz se ela é procedente de áreas que tem acesso a aves silvestres principalmente aves migratórias eventualmente elas podem carrear vírus que são em comuns para o sistema produtivo né vir os patogênicos por exemplo eventualmente o
vírus da influência da Viária né trazido por áreas migratórias Então a gente tem todo um cuidado com relação a origem desse material que a gente está levando para o Aviário para ser utilizado como cama alguns cuidados envolvem também o processamento prévio desse material antes de colocar no aviário então é desejável que o substrato que a gente está usando ele seja adequado a um processamento térmico que ele Visa tanto inativar patógenos que podem estar sendo levados para dentro do Aviário ou também para promover a secagem esse produto desse substrato E com isso reduziu o teor de
umidade favorecendo então um alojamento dos desse primeiro lote nesse substrato que vai ser usado como cama a maravalha é um produto um substrato que aceita muito bem esse tratamento térmico hoje em dia nós já temos fábricas de maravalha para uso como cama nos galpões nos aviários e eles geralmente já tem aquele cilindros que submetem essa maravalha a um tratamento de cerca de 180 graus né então ele é suficiente para secar e também nativar eventuais patógenos não resolve o problema de resíduo químico né a gente comentou recentemente a respeito dessa questão de madeira tratada né mas
com relação a patógenos ele é um ótimo auxiliar nesse sentido o substratos que podem ser embalados por transporte então do fornecedor até a granja Isso é muito bom né então maravalha um que permite embalagem fardos eventualmente se o substrato não pode ser embalado se ele tem que ser a transportado a granel em caminhões né até o núcleo-avícola e ao galpão então é interessante que esses galpões esses caminhões usados para esse transporte então eles estejam limpos desinfetados e cobertos né para evitar Então recontaminações posteriores nesse trajeto entre o expeditor e a granja com relação a chegada
na granja Nem sempre a essa cama esse substrato vai ser imediatamente colocado no galpão então Se isso for o caso o avicultor precisa ter um local específico para armazenar esse produto na granja até que ele seja então colocado dentro do Aviário né para ser usado como cama e finalmente na hora de distribuir esse substrato dentro do galpão é preciso que o galpão já tenha passado pela todas as procedimentos de desinfecção esteja seco para colocar Então esse substrato novo tudo isso interfere enormemente na qualidade dessa cama então de primeiro lote que a gente vai estar usando
para alojar Então esse lote de pintinhos que tá chegando na viário excelente tem uma questão importante né que acho que precisa ser comentada quer a utilização da cama e a qualidade microbiológica de camas novas ou reutilizadas né e eu gostaria que você abordasse um pouco dessas observações que tem sido agrupada sobre a carga de microrganismos Em camas aviárias perfeito muito bem colocado o que que acontece a cama nova esse substrato que nós comentamos agora né ou de primeiro uso que tá sendo introduzido no galpão para uso como cama de frango normalmente ele tem uma microbiota
que é um conjunto de micro que já compõem aquele substrato ele não é um substrato inerte né a gente procura minimizar a carga de patógenos com aqueles tratamentos que eu comentei né Por exemplo maravalha a gente consegue passar naquele cilindros né a uma temperatura elevada que inativa eventuais patógenos Mas no geral eles possuem uma carga Essa microbiota Inicial que podem ser bactérias protozoários vírus e essa essa microbiota ela tende a ser de microrganismos ambientais em comparação com uma cama onde a gente já alojou aves né onde a gente já passou então pelo alojamento pelo menos
um lote de frango de corte se a gente comparar a microbiota dessa cama que já foi usada com o lote a gente vai notar que essa microbiota principalmente considerando bactérias ela tem muito mais relação com as bactérias intestinais né comparado com a cama nova que tem já ter bactérias mais origem ambiental e além dessas bactérias né que uma vez que a gente aloja os frangos a gente passa a ter uma carga maior de bactérias de origem das discretas na bactérias intestinais dos frangos nós temos também uma carga de microrganismos que a gente chama de saprófitos
São aqueles microrganismos que não causam doença nos frangos não causam enfermidades avícolas Mas eles têm um papel muito interessante nos processos de reciclagem da cama né a gente tem que pensar que no final quando a gente não for mais usar essa cama ela vai precisar ser compostada e esses microrganismos eles têm um papel muito benéfico muito importante nesse processo então de reciclagem dessa cama e nós temos também eventualmente aqueles microrganismos que são patogênicos pode ser um fungo um vírus uma bactéria um protozoário então é importante pensar nisso quando a gente vai considerar o reuso da
cama entre lotes tu comentou a respeito Então nesse reaproveitamento Catarina O que que a gente pode comentar esse respeito alguns países como é o caso do Brasil né fazem esse reaproveitamento da cama esse reuso da cama entre lotes ou seja a cama que foi usada no lote se ela dependendo das condições do status sanitário desse lote se elas forem favoráveis a gente pode reaproveitar para o lote subsequente ou seja os próximos o próximo lote de pintinhos né que foram alojado nesse galpão ele pode ser feito então esse alojamento sobre essa cama que foi usada no
lote anterior obviamente com alguns critérios a gente tende a observar os dados de abatedo oram né então os dados de Condenação Eles são muito interessantes então a gente sempre atrela esse reuso ao nível de Condenação que tá tendo lá no abate está tendo um nível alto a gente volta lá para Granja e ver o que que tá acontecendo se tem alguma relação com essa questão do reaproveitamento da cama entre lotes Mas é interessante porque é uma prática já bem estabelecida aqui no Brasil né alguns países por exemplo os Estados Unidos usam essa prática também já
não é utilizada em outros como Europa e ela sempre tá condicionada realmente a essa questão então dá saúde dos lotes porque a gente tem que pensar sobre o seguinte ponto de vista a gente se a gente está reaproveitando essa cama se fazendo reuso dela a gente tem que garantir que o nível de risco microbiológico seja suficiente para não levar a causa a doenças nos lotes subsequentes nem humanos Lembrando que várias doenças né são zonóticas a gente já comentou anteriormente aqui sobre salmonelozes né então aquelas salmonelas paratíficas que são as que podem infectar os humanos Então
existe uma chance delas dar um lote para o outro por meio do reuso da cama se ele não for feito de uma forma correta então o critério primordial é a gente checar o status desses lotes né o estado sanitário pensando Então nesse reaproveitamento da cama existe também algumas considerações por parte do Ministério da Agricultura onde se preconiza que aqueles lotes que passaram por algum episódio sanitário que represente risco para o próximo lote de frangos a ser alojado naquele Aviário ou para saúde pública uma doença zonóticas então é essa cama não deveria ser reaproveitada nos comentamos
alguma coisa sobre salmonelose então no nosso último encontro né esse respeito do reaproveitamento da cama então esse é um fator principal e eu sempre interessante lembrar que quando acontece alguma doença avícola seja identificada pelo veterinário oficial ou profissional extensionista que atende a granja então o ideal é que essa cama ela seja tratada ali no aviário né antes de ser descartado ou seja não é reaproveitada mas em condições ótimas é uma prática que tem sido feita aqui no Brasil e ela é interessante principalmente por dois aspectos aspecto econômico recentemente um colega meu aqui da Embrapa fez
um levantamento a respeito do volume de substrato de maravalha usando maravalha como exemplo a que a gente precisaria para num ano para usar como cama aqui no Brasil Ele usou como base o número de pintinhos de corte alojados no Brasil no ano passado que eu acho que foram seis,9 bilhões de pintinhos Se não me engano E aí ele fez uma estimativa assim Considerando o quanto que a gente precisaria de maravalha em um ano né para alojar então a cada lote né fazendo a troca da cama a cada Lote a gente precisaria em torno de 51
milhões de metros cúbicos de maravalha Agora se a gente reaproveitar a cama ao longo desse ano né então se as condições sanitárias forem favoráveis a gente conseguir reutilizar essa cama para outros lotes dentro de um ano a gente consegue reduzir essa necessidade de anual de maravalha para em torno de 7 milhões de metros cúbicos então pensando em termos econômicos é um custo considerável né a ser pensado e da parte Ambiental do comentasse no início a respeito dos objetivos dos princípios é a sigla então nós temos uma preocupação com a parte de sustentabilidade de ambiente muito
grande Então se a gente pensar que a cama é o maior resíduo produzido nas granjas de frangos de corte se nós tivermos que descartar essa cama a cada Lote alojado a gente gera uma pressão muito grande de resíduo que tem que sofrer algum destino né então é uma pressão ambiental muito maior então no momento que a gente consegue fazer esse reuso entre lotes a gente reduz o volume de resíduo que é descartado então periodicamente pelas granjas então nós temos dois benefícios primordiais aí ambiental e econômico perfeito muito bem explicado né Eu acho que na sequência
a gente poderia seguir falando um pouco sobre esses controles intervalo de lote e vazio sanitário em relação ao reuso da cama diária tem um tópico que eu gostaria que você trouxesse mais informações que são esses controle né que vão ser realizados nos intervalos entre lote que envolvem vários aspectos né distribuição de cão a minha idade PH enfim o efeito disso né nas características da cama e principalmente com um foco que a gente comentou também na nossa conversa passada e o controle de patógenos né perfeito então todos esses tópicos que tu se taxa eles podem entrar
podem estar categorizados dentro que a gente do que a gente chama de manejo da cama esse manejo da cama ele tá muito relacionado com manejo do galpão em si porque não adianta eu manejar a cama isoladamente se eu tenho todo um sistema do galpão que envolve ventilação nós temos uma série de diferenças nós temos galpões automatizados e galpões tradicionais então tem todo é toda essa integração do manejo da cama Como que é feito então no manejo do galpão essencialmente a gente procura então colocar esse substrato né no galpão já preparado a gente trabalha para que
a gente consiga fazer o aquecimento dessa cama para que ela esteja adequada para colocar o pintinho né então se a gente pretende fazer o reaproveitamento dessa cama entre Lote a gente costuma dizer que a qualidade dessa cama a gente trabalha ainda no lote anterior porque muito da qualidade do lote do de frangos alojado vai interferir na qualidade dessa cama que a gente pretende usar para o lote seguinte né Com relação Então se o status a condição Sanitária de saúde a pressão de infecção por a gente patogênicos na granja tá aceitável Então se isso tudo nos
permite então reaproveitar essa cama no lote subsequente O que que a gente começa a fazer a primeira etapa é pensar em que tipo de tratamento a gente vai clicar nessa cama para que ela esteja apta a receber o lote subsequente esse tratamento ele basicamente tem dois objetivos O primeiro é reduzir o nível de microrganismos residuais a gente comentou anteriormente que mesmo que os lotes estejam saudáveis que eles não estejam excretando nenhum patógeno Aviário nós temos uma microbiota uma carga de microrganismos que faz parte da cama então o ideal é que ela seja reduzida para que
ela esteja mais próxima mais parecido possível com uma cama nova aquele substrato que a gente tá usando tá colocando pela primeira vez numa viário com aquelas que salvas que nós comentamos inicialmente né a cama nova ou substrato Inicial ele normalmente tem aquela carga de bactérias que tem mais relação com a bactérias microorganismos ambientais do que a cama reutilizada que tem então uma microbiota mais parecida então com aquilo que a gente percebe no intestino das aves Mas é possível que a gente então reduza essa carga de microrganismos ao nível que reduza então o risco microbiológico para
o lote subsequente um segundo objetivo desse tratamento de cama é o que a gente comentou antes eventualmente nós temos um lote que passou por algum episódio sanitário alguma doença então a gente precisa inativar esse patógeno preferencialmente para descartar essa cama e não reutilizar no lote subsequente Então são dois objetivos específicos em lotes saudáveis em que a gente vai reaproveitar essa cama o tratamento Visa reduzir o risco microbiológico subsequente mediante a redução desses microorganismos E no caso de doenças é inativar esses patógenos antes de retirar a cama do Aviário de uma forma segura para fazer então
a destinação sem reaproveitamento tá com relação a esses tratamentos tu perguntaste assim a respeito de umidade a gente pode categorizar esses tratamentos em grupos específicos Existem os grupos fermentativos né que aí envolve o engamento da cama são procedimentos que procuram fazer a fermentação na cama a fermentação a gente entende como um processo microbiológico né que acontece em grande escala Então imagina assim a dimensão de uma Aviário e todo o volume que tem ali dentro né então a cama fermentada ela vai sofrer então esse tratamento né em grande escala Geralmente se considera o mineramento pode ser
feita também a cobertura plana usando uma lona impermeável em toda a superfície do Aviário então sobre Esse princípio a gente considera como um tratamento fermentativo Existem os condicionantes de cama que são aqueles produtos que são aplicados na cama visando modular alguma característica por exemplo eu quero reduzir o teor de umidade então eu vou usar um produto que tem um teor secante na cama eu quero alcalinizar a cama então eu vou usar um produto que eleva o PH dessa cama ou eu quero acidificar eu vou usar um acidificante que procura então reduzir o ph e o
que que é o objetivo dessas modulações de PH ou de umidade é produzir condições que sejam desfavoráveis a sobrevivência desses microorganismos né então é reduzir aquela carga inicial para provém então condições melhores para o lote subsequente e nós temos uma terceira categoria de tratamentos que a gente pode considerar que são os inoculantes biológicos nós temos uma série de produtos já disponíveis uma série de empresas já oferecendo Então esse tipo de produto e eles são bastante interessantes Eles seguem aquele princípio que a gente já conhece muito bem na Avicultura né nos fundos de corte de exclusão
competitiva então aqui em vez de trabalhar com a parte intestinal do Frango na exclusão competitiva usando um produto diretamente no frango aqui se procura modular essas características biológicas da cama utilizando esses inoculantes então então isso procuram fazer essa colonização da cama né então causando um ambiente então que ele é inadequado para proliferação de outros microrganismos indesejados por exemplo então é uma outra categoria e um outro detalhe que tu comentaste que é interessante é que a gente tá usando esses tratamentos visando reduzir o risco microbiológico dessa cama reutilizada para o lote subsequente e para a própria
saúde humana Mas também de uma forma ideal a gente procura melhorar as condições de ambiência dessa cama pensando que a gente vai alojar um pintinho né uma ave que é extremamente sensível né nessa cama que tá sendo reutilizada então de uma forma ideal esse tratamento que a gente usou procurando reduzir esse nível de microrganismos residuais na cama a ser reaproveitada ele também idealmente deveria prover melhores condições de ambiência ou seja reduzir então o teor de amônia nessa cama reduzir o teor de umidade muitas vezes Catarina a gente não consegue isso somente com procedimento que a
gente tá aplicando na cama a gente precisa trabalhar junto com o Aviário né seja a questão de ventilação enfim aquecimento da cama também né para receber esse pintinho mas idealmente esse é um dos objetivos que a gente busca com esse tratamento é melhorar as questões de ambiência dessa cama para o alojamento do lote subsequente com relação ao intervalo me desculpa tô perguntaste também esses procedimentos a gente executa todos durante o intervalo sanitário o que é o que a gente chama o nosso jargão técnico é o vazio sanitário né então é aquele período em que o
galpão estava vazio ou seja nós retiramos o lote né ele foi para o abate nós estamos então preparando o galpão para o recebimento do lote subsequente né então esse período de intervalo ele Claro ele vai variar de acordo com as recomendações de cada empresa de cada extensionista que atende a propriedade Existem algumas questões específicas com parte do serviço veterinário oficial né quando há por exemplo a ocorrência por exemplo de São generosas então ali existe uma determinação já do tempo que tem que ser feito esse vazio mas de modo geral não existe um período pré-determinado a
gente costuma dizer que conforme a situação existe a necessidade de um vazio maior ou menor em situações em que há recorrência de problemas sanitários então mesmo com a troca da cama É interessante fazer um vazio um intervalo sanitário maior para conseguir quebrar esse ciclo biológico de replicação desses patógenos né muitas vezes acaba sendo necessário trocar também a cama mas é muito importante citar essa questão do intervalo sanitário a gente tem notado muito isso com a tendência de redução do uso de melhoradores de desempenho na produção de frango de corte então Nessa situação a gente precisa
melhorar muito as questões de manejo na granja E isso também acaba impactando ali no intervalo sanitário a gente nota que alguns lotes que tem um intervalo sanitário curto né esse intervalo logicamente ele vai interferir no tempo em que a cama tá sendo tratada para reuso porque o tratamento é feito durante esse período então a gente nota que nesses lotes provenientes então de um galpão que teve o intervalo sanitário curto eles tendem a ter uma taxa de Condenação no abate maior em relação a lotes que tiveram um intervalo maior então é algo bem interessante no início
da nossa conversa a gente comentou que de praxe a gente costuma fazer o reaproveito da cama sempre de olho lá no que acontece no abate né de olho nas taxas de Condenação então tu tocaste num assunto bem interessante mas não existe uma fórmula fechada né que seja aplicável a cada situação acho que ficou bem claro né de fato tem muitos pontos de controle né que precisam ser considerados em manejo de cama acho que manejo de cama já era dá trabalho mas vale muito a pena também quando bem realizado né para finalizar eu queria agradecer novamente
a sua presença Dra Clarissa o seu tempo seu disponibilidade eu queria perguntar se você gostaria de deixar uma mensagem final principalmente para os nossos avicultores produtores os profissionais que trabalham diretamente com extensão e Avicultura né que precisam estar sempre atentos né a manejo a dica manejo adequado de lotes de cama Viária perfeito muito bom eu comentei que não existe uma fórmula única Universal que seja aplicável a todo mundo isso é fato Então para que ele agricultor que tá nos assistindo e que quer alguma dica ou como eu posso escolher que método eu vou usar na
minha Granja como eu vou fazer alguns pontos que ele deve considerar primeiro é o desafio sanitário tá se eventualmente ele tá tendo uma pressão por vírus ou por bactéria ele precisa considerar isso E aí ele tem um auxílio muito grande do profissional e extensionista ele tem toda a formação e conhecimento para indicar para avicultor Qual é o melhor método Qual é o que funciona melhor por exemplo para inativar um vírus nós temos diferenças por exemplo às vezes uma fermentação pode ser mais efetiva do que um condicionante na inativação viral e o extensionista Então vai saber
recomendar isso para o avicultora ele tem que considerar também a maioria dos nossos avicultores né os produtores de frangos de corte eles trabalham de forma integrada ou cooperativados né então eles precisam atender aquilo que a empresa ou a cooperativa preconiza porque eles atendem mercados específicos e às vezes os tem algumas exigências com relação aos procedimentos de cama né então é interessante que ele ouça também essa orientação do extensionista com relação ao que a empresa ou a cooperativa preconiza tá é importante também que se for ele a pessoa que vai aplicar o tratamento o procedimento na
cama ou se for uma pessoa da equipe com um colaborador que é contratado para fazer isso é importante que essa pessoa entenda bem Como é que é o tratamento como é que ele precisa executar como é que ele precisa fazer uma das coisas que a gente observa bastante aqui na Embrapa São é o caso da pessoa né ou avicultor ou o colaborador que vai fazer então esse procedimento na cama ele foi orientado ele sabe o que que ele tem que fazer Qual é o procedimento mas ele não entendeu ele não foi bem esclarecido sobre como
é que ele tem que fazer isso E aí começa a dar errado ou seja o resultado que ele objetiva talvez não seja alcançado por um problema de comunicação ele sabia o que tinha que fazer mas não os pormenores do procedimento Então tem que ser um procedimento que ele esteja seguro né e apto a aplicar e por fim seria que a intervenção que ele vai usar seja um procedimento que esteja acessível na região dele por exemplo se vai usar um determinado condicionante é interessante que esse condicionantes esteja disponível para aquele adquira na região se alguma coisa
que eventualmente está fora do mercado ou vai levar um mês dois para chegar a gente não tem esse tempo para esperar então é importante que o método a ser escolhido seja algo que seja factível seja exequível e seja disponível ali na região dele para que ele tenha acesso e aplica então no seu galpão essa seriam Então as principais dicas que eu deixaria então para o agricultor para quem procura com esse tipo de informação né com essa esse tipo de orientação para o que fazer então na sua propriedade imagina que vocês receberam bastante dúvidas e perguntas
né o tempo todo né bom para quem seguiu até o final Espero que tenha valido a pena escutar nossa conversa de hoje Doutora Clarissa muito obrigada mais uma vez foi um prazer estar com vocês até o nosso próximo encontro