Olá. Eu sou Marjoriane de Amaral e no vídeo de hoje vamos falar sobre a intolerância a lactose. A intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados como exemplo queijos, sorvetes e manteiga.
O açúcar presente nesses alimentos é chamado de lactose! A lactose é um dissacarídeo, isto é, um açúcar formado por dois açúcares: a galactose e a glicose. A galactose e a glicose permanecem unidas por uma ligação entre elas.
Depois que ingerimos alimentos com lactose, sua digestão e absorção ocorrem no intestino delgado. No entanto, a lactose para ser absorvida, precisa, primeiramente, romper aquela ligação que une os dois açucares que a compõe. Nós, seres humanos, conseguimos realizar o rompimento dessa ligação devido à presença no intestino delgado de uma enzima digestiva chamada β-galactosidase ou simplesmente LACTASE.
A lactase, portanto, é a responsável pela separação dos dois açúcares que constituem a lactose. Assim, após da ação da lactase, os produtos serão a glicose e galactose livres, que agora poderão ser absorvidas pelo intestino delgado. No entanto, cerca de 70% dos brasileiros possuem baixa ou nenhuma produção de lactase.
Dessa forma, nessas pessoas, a separação entre os dois açucares da lactose não ocorre e, consequentemente, a lactose não pode ser absorvida no intestino delgado. Assim, a lactose chega intacta no intestino grosso. O intestino grosso é o local com uma rica flora bacteriana.
Ali, a lactose intacta é metabolizada por bactérias anaeróbias através de reações de fermentação. Essa reação de fermentação origina 3 produtos: Ácidos graxos, dióxido de carbono e íons hidrogênio. A fermentação da lactose por essas bactérias, em nosso organismo, resulta em sintomas como flatulência, inchaço abdominal e cólicas.
Além da fermentação, a lactose intacta atrai água no intestino grosso. Esse desbalanço pode ocasionar outro sintoma: a diarreia. A intolerância a lactose pode ser de diferentes tipos: Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase; Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum); Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo.
Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base. O diagnóstico para verificar se a pessoa é intolerante a lactose ou não, bem como o grau da intolerância é realizado através de uma avaliação clínica seguida por exames específicos, como o teste de intolerância a lactose, o teste de hidrogênio na respiração e o teste de acidez nas fezes. O tratamento dessa intolerância consiste em uma orientação dietética quanto a quantidade ingerida ou a restrição de alimentos com leite e a administração de medicamentos com a enzima lactase, que auxiliarão na digestão desse açúcar.
Assim, seguindo as orientações médicas, uma pessoa com intolerância à lactose poderá viver tranquilamente!