Oi, oi, gente. Sejam muito bem-vindos ao meu canal. Eu sou a Leandra e eu conto relatos sobrenaturais aqui todos os dias para vocês.
E bom, se por um acaso você caiu de para-quedas aqui, eu também conto relatos mais curtos no meu TikTok e no meu Instagram. Essas redes sociais estão aqui embaixo na descrição do vídeo e se por um acaso, né, você tiver algum relato também sobrenatural para me enviar, os relatos devem ser enviados lá pro e-mail e o e-mail também fica aqui embaixo na descrição do vídeo. Lembrando que todos os conteúdos postados aqui estão disponíveis é, em formato de áudio lá no Spotify e o link também já fica aqui embaixo na descrição do vídeo, assim é só você clicar e você já é redirecionado para lá.
E bom, como vocês sabem, eu não gosto muito de enrolar na introdução do vídeo. Então, já vamos pros relatos. Mas antes, não se esqueça de se inscrever no canal, caso você ainda não seja inscrito, e também de curtir esse vídeo agora no início, porque assim, ajuda muito a divulgar o vídeo na plataforma, né?
O YouTube entende que é um conteúdo bom e entrega mais. Então, assim, curte agora no início, não custa nada, não é não é cobrado. Então assim, curte aí pra Leandrinha aqui, tá?
Por favor. E também se tiver disponível a opção de hypar, hypa mim, porque também ajuda demais. Bom, agora sim, né, recadinhos dados.
Vamos pros relatos de hoje, né, da nossa coletânea sobre São Cipriano, que eu sei que vocês amam relatos de São Cipriano. Então, cá está mais uma coletânea sobre São Cipriano. Então, vamos lá.
Bom, o nome do nosso primeiro relato, gente, se chama Nunca deveria eh nunca devia ter aberto aquele livro. Hum. Vamos lá.
Gente, esse relato aqui eh assim parece ser um pouquinho pesado. Então, vamos lá. Eh, oi Leandra, tudo bom com você?
Bom, eh, eu espero que sim. Você pode me chamar de Marcos. É um nome fictício, pois eu não quero revelar a minha identidade verdadeira.
Bom, adoro os seus vídeos e hoje eu vou te contar de uma história que eu ouvi de um paciente quando eu fiz estágio em um hospital psiquiátrico aqui da minha cidade. O homem dizia para todos que não era louco, mas sim perseguido e que estava ali porque a sua família não o compreendia. Mas assim, lial a maioria que estão lá falam isso, né, que não são loucos e por aí vai.
Mas tem um porém, esse senhor ele era diferente. Então, um dia eu ali já com um pouco mais de intimidade, pedi então para que ele me contasse sua história, pois, né, já que ninguém o compreendia, eu queria compreender. Eu não me lembro ao certo agora, mas nessa época em que ele me contou essa história, ele devia estar com mais ou menos uns 50 anos de idade.
Mas a história que ele me contou e ele deveria e na época, né, ele deveria ter ali mais ou menos uns 17 anos. Então agora eu vou escrever como se fosse ele contando. Assim, eu nunca acreditei muito nessas coisas de magia, invocação, essas paradas.
Eu sempre achei que era exagero, é historinha do povo, mas assim, Li, isso foi antes dele me contar essa história, pois eu acredito que seja real. Bom, agora é como se fosse o Senhor contando. Tudo isso foi antes de eu botar a mão no livro de São Cipriano e a culpa foi do meu primo.
Ele apareceu no lugar onde a gente morava com um exemplar do tal livro. Era um livro velho, de capa dura e todo detonado. Tinha até cheiro de mofo e as páginas estavam amareladas.
disse que havia encontrado em um cebo meio escondido e que o dono praticamente deu o livro para ele, como se quisesse se livrar daquela coisa. No começo a gente só olhava por curiosidade e eu lembro que as primeiras páginas tinham ali algumas orações, tinha simpatias e umas rezas esquisitas que a gente não compreendia, até porque éramos semianalfabetos. Mas lá pro meio do livro, o negócio começa a ficar mais pesado.
Tinha rituais, coisas escritas em uma língua que depois descobrimos ser latim e nomes que, juro por Deus, me deram calafrios só de ler. A gente riu achando que era tudo besteira, até que o idiota do meu primo resolveu fazer um dos rituais, um simples, segundo ele, que era o que ele conseguia fazer. Esse ritual era para invocar um espírito para pedir respostas.
Só precisava de uma vela preta, um espelho e o nome da pessoa que ia fazer o pedido. Bom, fizemos durante a noite em um quartinho dos fundos da casa de minha avó. Ele acendeu a vela, colocou o espelho em cima da mesa e começou a ler.
Eu fiquei olhando meio desconfortável e lembro que do nada ficou um silêncio estranho e nem os cachorros, que eram muitos, por sinal, latiam. Era como se eles tivessem sumido também. Bom, quando ele terminou a leitura, nada aconteceu de imediato.
Sim, parecia tá tudo normal, mas quando ele apagou a vela, o espelho se rachou sozinho. A rachadura começou bem no meio e foi se espalhando devagar, como se algo estivesse saindo dali. A gente se entreolhou ali já brancos igual vela, de tanto medo que estávamos.
E eu virei para ele e falei: "Ah, mano, chega, já deu, já vamos ficar por aqui, né? Não, não vamos ir adiante, não. " Bom, ele concordou e guardamos o livro, mas depois daquela noite, infelizmente tudo mudou.
Começou com sussurros e era sempre de madrugada. Eu ouvi alguém chamar pelo meu nome. Achei que tava ficando doido, mas depois os objetos começaram a cair sozinhos.
Lembro que o rádio ligava no meio da madrugada e era sempre na mesma estação, passando uma estática pesada, com uma voz quase que imperceptível no fundo. O pior mesmo foi quando ele apareceu. Era um homem alto que ficava parado no canto do meu quarto, sempre no mesmo lugar.
Eu só conseguia ver o contorno dele quando piscava ou quando as luzes piscavam. Ele nunca chegava perto, mas eu sabia que estava sempre ali. Eu sentia o ar gelado, um cheiro forte de enxofre e uma sensação de que eh algo que te odeia está ali te observando.
O meu primo começou a ter pesadelos violentos e acordava gritando, cheio de marcas pelo corpo. disse que também sonhava com um homem de olhos escuros, que dizia que o preço ainda não tinha sido pago. A gente tentou queimar o livro, juro, mas ele não pegava fogo, a chama apagava ou o fósforo quebrava na hora.
Inclusive, uma vez o fogo até voltou pro fósforo ali e pro álcool que estava na mão do meu primo. Queimou ele, mas não queimou o livro. Bom, no fim das contas, tentamos levar o livro para uma igreja e implorar ali pro padre, sei lá, abençoar o livro ou a gente ou fazer alguma coisa.
Mas ele se recusou e disse que aquilo não era coisa para se ter em casa. Eu e meu primo decidimos jogar o livro num rio para ver, né, se a água corrente levava aquilo para bem longe, mas as coisas não deram muito certos. É muito, é muito certo.
Pouco tempo depois, meu primo, infelizmente, cometeu suicídio e eu tenho certeza que era porque as vozes eh continuou perturbando ele, já que também continuava me perturbando. depois de sua morte, é, foi ainda pior, porque como ele não estava mais entre a gente para aquela coisa perturbar, começou a perturbar ainda mais, é, a mim, né? Então, depois de vários surtos, a minha família decidiu me internar aqui.
Mas os medicamentos eles não adiantam muito, pois eu ainda vejo o homem a espreita no meu quarto todas as noites e isso já faz muitos e muitos anos. E eu não sei o que fazer para me livrar deste homem. Bom, Leandra, agora sou eu novamente, eh, o seu seguidor.
Como vocês devem perceber, ele já estava no hospital há muitos anos. Eh, eu trabalhei por mais uns 3 anos e depois e eu fui para um outro lugar, então não tive mais contato com esse senhor, mas acredito que o que ele tenha me contado seja verdade e que provavelmente ele ficou perturbado com o livro de São Cipriano. Bom, espero muito que você leia essa história.
Um grande beijo e vou estar aqui com os dedos cruzados para você escolher o meu relato. Adoro te acompanhar. Um beijo, ó.
Um beijo, muito obrigado por ter enviado a história. E a gente tem realmente eh muitos relatos das pessoas, né, que elas não conseguem assim, não, a magia é forte demais, né? Então, muitas das vezes elas realmente ficam ficam loucas.
Isso é bem comum nesses livros de, não só no livro de São Cipriano, mas nos livros de magia mais antigo. Eh, assim, porque tem muitas magias antigas, muitas crenças, muitas coisas assim que hoje em dia não se cultua mais igual se cultuava antigamente. Então, eram umas coisas muito perigosas que realmente deixava umas as pessoas assim um pouco loucas, sabe?
Mas enfim, muito obrigada, muito obrigado, né, por ter enviado a história. Um beijo. E agora a gente vai pro próximo que se chama O livro de São Cipriano.
Olá, Leandra, você pode me chamar de Maria. É um nome fictício, pois eu não quero dizer o meu verdadeiro. Quem conta essa história é a minha avó de um lugar onde ela morou, onde ela conheceu uma mulher que na época tinha ali a mesma idade que elas.
Elas eram muito amigas, mas essa senhora, que aqui vou chamar de Marta, era uma mulher muito ruim. Diga-se de passagem que ela era uma maledite, mas eh pera aí, mas eh não acho que esse relato vai ser interessante para uma coletânia de maledites, mas sim uma coletânia sobre o livro de São Cipriano, porque essa maledite usava o livro de São Cipriano para as suas maldades. Eh, mas bom, chega de enrolação e vamos ao relato.
E agora eu vou tentar contar como se fosse a minha avó. Espero que não fique muito confuso. Bom, dona Marta eh era uma mulher muito gente boa, muito simpática e estava sempre vestida com roupas pretas e um olhar que parecia atravessar a gente.
Nunca foi muito de conversa, mas todo mundo a respeitava e eu já a conhecia há um bom tempo por a gente morar no mesmo vilarejo. E apesar ali dos boatos dela ser uma bruxa, e nós nos dávamos muito bem. Mas bom, o filho dela, Henrique, era o único motivo de orgulho em sua vida.
Quando ele se casou, dona Marta já torcia o nariz. Ela achava que a mulher não era boa o bastante para ele. E assim não durou muito tempo.
Depois de uns anos, o casamento acabou desmoronando. Dizem que foi uma briga feia. E ele se separou sem mais nem menos, mas acabou ficando com a guarda da filha, a pequena Maria.
E um parênteses aqui, aqui agora é sua seguidora, Leandra. Eu tenho a teoria de que quem separou eles foi dona Marta, mas minha avó jura que não. Eu também fiquei pensando nisso.
Mas voltando ao relato. Bom, Marina tinha só 7 anos quando foi morar com o pai e com dona Marta. A menina era doce, cheia de vida, mas dona Marta a odiava e assim não escondia.
dizia que ela era fraca, inútil e que só dava trabalho. E todos os maus tratos piorava quando Henrique não estava por perto. Tratava a menina com frieza e assim com muito desprezo.
E assim, né, a menina e cresceu triste, né, dentro daquela casa e ninguém fazia nada. Dona Marta naquela época já mexia com umas coisas esquisitas. Todo mundo sabia, mas fingia que não via.
No fundo do armário dela, ela guardava um exemplar do antigo livro de São Cipriano. E isso não era boato do povo. Eu mesmo já vi esse livro na casa dela e eu sabia que ela fazia uso dele, pois éramos muito próximas.
Lembro que ele era todo amarelado e com várias marcações nas páginas de tanto que ela usava. E bom, foi nesse livro que ela encontrou a solução para os seus problemas. Não era magia para ajudar o filho, como ela dizia para si mesma.
Era puro egoísmo e puro ódio. Ela achava que sem a menina Henrique ia ser livre, ia ser feliz de novo e ia ter mais tempo para ela, que era a mãe. Então, em uma noite de lua cheia, dona Odet preparou tudo, fez o ritual escondido no quintal e usou o nome completo da menina, misturado com palavras em latim, que nem ela entendia direito, mais fazia.
Acendeu velas negras, cortou o próprio dedo para pingar sangue no chão e pediu, ou melhor, mandou que levassem a alma da menina embora. Vocês devem estar se perguntando como eu sei de tudo isso? Bom, ela mesmo me contou.
Nós éramos próximas o suficiente para ela me contar esse tipo de coisa. Naquela mesma noite, Marina acordou chorando, reclamando de uma dor estranha no peito. Henrique correu com ela pro hospital, né, desesperado, sem saber o que fazer, mas não teve muito jeito.
Marina morreu antes mesmo do amanhecer daquela madrugada. Foi uma morte natural, um ataque fulminante, mas ela era só uma criança. Os médicos disseram que talvez pudesse ser uma má formação, mas que foi uma morte de certa forma natural, estranha, mas natural.
E é óbvio que ninguém desconfiou de dona Marta, ninguém, menos Henrique, que já conhecia muito bem a sua mãe. Porém, ele nunca disse nada, mas o jeito que ele olhava pra mãe depois disso mudou. parou de conversar com ela e se afastou, embora continuou morando na mesma casa que ela.
Dona Marta ficou cada vez mais reclusa, começou a ouvir a voz da neta pela casa e vinha das paredes, do quarto vazio da menina, do quintal, vinha de todos os lugares. cadeira de balanço e da menina começava a se mexer sozinha de madrugada e ela dizia que via Marina sorrindo pela casa, sabe? Os vultos assim, ela vestida de branco, porém com os olhos totalmente negros e que não falava nada, só ficava ali olhando como se tivesse julgando ela, sabe?
Bom, no último mês de vida, dona Marta quase não saía mais do quarto, pois morria de medo eh da noite, pois era na noite que ela falava que a menina aparecia. Quando encontraram o corpo dela eh no quarto ali, parecia estar congelado de medo. Os olhos estavam arregalados e a boca aberta, como se tivesse dado um grito segundos antes de falecer.
E na mão dela estava de uma forma bem apertada ali contra o peito o tal livro de São Cipriano, que estava aberto ali em uma página aonde tinha um pouco de sangue seco, que eu julgo ser parte do sangue que ela havia usado na noite do ritual que fez contra a vida de Marina. É, não, de Mariana. Eu acho que ela escreveu o nome errado.
Pera aí. Não é Marina. Eu que tô ficando doida.
Bom, no velório da mãe, Henrique até apareceu, mas ele não esboçou muito as reações, nem chorou para vocês terem ideia, só ficou ali parado. E na hora assim, pouco antes de fechar o caixão, ele se aproximou e sussurrou algo que eu que estava perto não consegui ouvir, mas deve ter sido algum tipo de despedida. Depois da morte, né, de dona Marta, Henrique fechou a casa e depois vendeu a propriedade e eu nunca mais eh tive notícias dele.
Tudo isso foi muito triste. Eh, né, foi um egoísmo de dona Marta. Acredito que se ela tivesse aprendido a amar a menina, eles estariam bem e juntos até hoje.
Talvez Henrique tivesse se casado depois e se mudado, mas mesmo assim ela ainda teria o amor de seu filho. Acredito que dona Marta era uma mulher muito narcisista e foi o seu narcisismo que levou a sua desgraça. Bom, Leandra, agora sou eu, a sua seguidora.
Eh, que história louca, né? E ao mesmo tempo muito pesada. Nem dá para acreditar que uma avó teve coragem de fazer isso com a sua própria neta.
E eu falo isso porque a minha avó é extremamente amorosa comigo, então eu não consigo imaginar tamanha maldade. Bom, eu relato acaba por aqui e olha, um beijo, muito obrigada por ter enviado eh a história. E realmente, né, gente, a gente vê uns negócios assim, tipo, quando a gente é criado, né, numa família com muito amor, com muito carinho, a gente vê e fica, meu Deus do céu, que que essa pessoa fez?
gente, com a própria neta é extremamente pesado isso, meu Deus. Mas enfim, no caso aqui, eu acredito que eu acho que não foi, não era o espírito da menina, tá? Eh, o negócio devia se apossar da imagem, né, da semelhança ali da menina, mas eu acredito que não era ela.
Provavelmente nesse tipo de coisa tem que ter uma troca. E ela, a dona Marta, ela não devia estar muito ciente disso. Ela poderia ser adepta ali de fazer algumas magias, mas essa aí é é um uma magia pesada.
Então ela não devia estar com muito conhecimento e devia ter ali uma troca, sabe? Fizeram, né? Levaram, né?
O que ela queria que fosse levado, que era menina, mas ela devia ter que pagar de alguma forma. Ela não deve ter pago. Então, por isso que voltaram e buscaram ela e estavam atentando ela.
Eu acredito que era, deve ter sido mais ou menos isso. Mas enfim, muito obrigada, tá, por ter enviado a história. E agora a gente vai pro próximo que se chama A casa do tio Agenor.
Eh, oi, ô, oi, oi, Eliandra. Eh, pode me chamar de Alice, é meu nome verdadeiro. Bom, essa história aconteceu há uns anos atrás com a minha família e é algo assim que deixa a gente meio chocado até hoje.
Eu sempre fui uma pessoa meio cética, mas confesso que essa história do meu tio Agenô fez a gente ficar com um pé atrás ali sobre essas coisas de magia, de espiritualidade. Bom, vamos ao relato que já já você e seus seguidores, caso você leia, vai entender o que eu estou querendo dizer. Bom, o tio Agenor, ele sempre foi assim, um esquisito da família.
É, ele é meu tio por parte de mãe, ou seja, ele é o irmão da minha mãe e é o irmão mais novo ali, né, dentre minha mãe e os meus tios. foi o a raspinha do tacho e foi criado assim com muito mimo pelos meus avós por ser a última criança. Então, teve muitas regalias que os outros não tiveram.
E é até por isso que muitos da família falam que foi isso que estragou tio Agenor e fez ele ser o estranho da família. Mas enfim, eu lembro que quando eu era criança, eu morria de medo dele, mas não porque ele fosse mal, mas porque a presença dele sempre deixava o ar pesado. E pasm, eu não era a única que pensava isso.
Porém, esses comentários só foram surgir mesmo depois de sua morte, né? Bom, ele falava pouco e morava sozinho em uma casa afastada, cheia de cortinas grossas e um cheiro bem forte de incenso. E bom, Liô, faleceu em um mês de agosto dormindo em sua poltrona da sala, do jeitinho que sempre ficava quando passava as noites inteiras ali acendendo velas e escrevendo em um caderno preto que ele tinha.
Tio Agenor não tinha esposa nem filhos e vivia sozinho, né? E quando ele faleceu, ele estava com 38 anos de idade. Sim, faleceu muito novo de um mal súbito, algo que a família também julga ser muito estranho.
Bom, como ele não tinha, né, esposa, nem filhos, nem nada, a casa, né, acabou ficando pra família para ser dividida ali entre os parentes, entre os parentes. Mas ninguém queria mexer com aquilo, porque como eu disse, era um lugar muito afastado. Então, ninguém queria e todo mundo sabia que aquilo ia dar muito trabalho também para vender.
Mas depois de muitos meses, a família criou coragem para, né, dar um jeito naquilo, porque assim, depois de um tempo, a gente foi pensando que era triste, né, deixar os negócios ir se acabando, né, a casa e tudo mais. Então, criamos coragem para poder fazer alguma coisa. Então, de início, a gente sabia que tinha que limpar o lugar para depois tentar colocar a vinda.
Então, quando finalmente fomos limpar a casa, encontramos algo estranho, barra peculiar, num dos quartos, que inclusive era um quarto que vivia trancado, então quando íamos visitar ele, ninguém podia entrar, mas como ele havia falecido e tava ali, né, a a deus dará, a gente entrou, né, porque tinha que vasculhar a casa toda. E nos deparamos com um altar. Era uma mesa de madeira escura coberta com um pano vermelho envelhecido.
Em cima dela haviam várias estátuas pequenas com figuras que ninguém reconhecia. Algumas eram metade humanas, metade confeições animais, alguns ali com boca aberta, como se tivesse gritando. Tinha também eh um livro enorme, grosso, com capa preta e com umas letras douradas, escrito o livro de São Cipriano.
E um detalhe li, nessa época eu não fazia ideia sobre esse livro. Foi depois de muito tempo que eu fui escutar relatos sobre no TikTok. Eh, hoje eu te acompanho pelo YouTube, tá bom?
Não te acompanho mais pelo TikTok, pois eu quase não entro, mas a primeira vez na que eu ouvi falar sobre o livro foi por lá. Mas enfim, parecia que o tempo dentro daquele quarto não existia. Não tinha nenhuma poeira, nada de mofo, só aquele silêncio denso e o quarto impecavelmente arrumado.
Decidimos tirar tudo dali e doamos os móveis da casa e começamos a desmontar o altar. Só que é aí que as coisas começam a ficar um pouco sinistras. A prima Joana foi a primeira a tentar pegar o livro e Liandra, na hora que ela tocou no livro, ela desmaiou e bateu a cabeça feio no chão.
Fez um baita corte que saiu assim muito sangue. E foi coisa de segundos a questão do desmaio. Então, quando ela acordou, ela disse que viu o tio Agenor parado no canto do quarto com os olhos pretos e ele dizia a seguinte frase: "Esse livro não é para mãos fracas".
Tomamos um baita susto e teve a questão de que o corte na cabeça de Joana foi bem fundo e foi bem estranho li, porque era um chão assim de madeira e ela só caiu e bateu a cabeça e mesmo assim deu um corte estranho. Então tivemos que levar ela pro hospital. Então não terminamos eh de tirar as coisas, né, de arrumar a casa.
Então só tiramos Joana dali, fechamos a casa e tivemos que ir pra cidade para ir para um hospital. E bom, tentamos de novo no fim de semana seguinte. E aí eu lembro que o meu primo, o meu primo Sérgio levou uma caminhonete para levar tudo embora, né?
Eh, algumas partes ali dos móveis e também as coisas do altar. Só que no meio do caminho de volta para casa, o carro capotou sozinho do nada em uma curva que era tipo uma curva suave. Ele sobreviveu ali com alguns cortes, mas jurou que viu algo se mexendo na carroceria, como se as estátuas estivessem se mexendo, sabe?
Indo de um lado pro outro. E ele conta que antes do carro sair da estrada, ele ouviu uma voz rouca, quase que sussurrando no ouvido dele, dizendo a seguinte frase: "Devolva o que é nosso, ou você e sua família morrerão". O pânico foi imediato, então mesmo machucado, ele deu um jeito de pegar um carro emprestado, já que o seu não estava em condições, e ele voltou com todos os móveis, todas aquelas coisas eh para casa.
E isso assim, naquele mesmo dia eh meio que na mesma noite. Então ele ele levou os objetos de volta para casa, entrou sozinho, tremendo de medo, mas colocou cada coisa exatamente no lugar em que estava. incluindo ali o livro pano e as estátuas.
E bom, na terceira tentativa decidimos contratar uma senhora que dizia ali saber lidar com essas coisas. Ela dizia ser médium, benzedeira e tudo mais. Bom, ela entrou no quarto, ficou lá por uns 30 minutos em silêncio e saiu pálida e só disse uma coisa: colocado, foi convocado e não se tira algo que foi chamado sem pagar o preço.
Bom, Leandra, no final das contas, olhamos um pra cara do outro e, tipo assim, se ela, que era entendida do assunto disse isso, quem é a gente para tentar mexer com negócio desses? Então, no final das contas, desistimos, decidimos trancar o quarto de novo, fechamos a janela, deixamos exatamente da mesma forma que estava quando fomos lá na casa após a morte de tio Agen e a casa ficou ali parada no tempo. o tempo, né, a natureza começou a tomar conta de eh tomar conta de tudo, né?
O mato foi crescendo, o telhado, né, com o passar dos anos foi afundando uns poucos e ninguém mais da família tentou entrar ou vender. De vez em quando a gente entra num assunto e um parente ou outro até dá ali a a louca ideia de ir lá fazer alguma coisa, mas no final das contas e acaba ficando só em conversa mesmo, porque no fundo ninguém tem coragem de ir até a casa e de fazer alguma coisa. E bom, Leandra, essa é a história.
Eu espero muito que você leia. Eh, como eu disse ali no meio do relato, na época eu não fazia ideia sobre esse livro de São Cipriano. Os meus parentes muito eh muito menos depois de muito tempo que eu fui escutar falar sobre, né, o tal livro e o quão perigoso ele é, né, as orações são poderosíssimas.
Então, acredito que eh o tio Agenô, sei lá, era dessa religião, dessa seita, não sei como dizer, mas ele fazia o uso desse livro. Eh, a gente assim não sabe dizer se ele era em vida uma pessoa ruim, né? Se praticava maldade contra outras pessoas, mas ele tinha aquele altar na casa dele e o altar queria ficar lá, né?
Então, mantemos dessa forma porque ficamos com um certo medo também, principalmente depois do acidente. E bom, esse foi o relato. É um grande beijo.
Espero que leia, ó. Um beijo, muito obrigada por ter enviado. E assim, eu acho que vocês fizeram certo, né?
Eh, melhor ter deixado quieto lá mesmo. Acho que o negócio não queria ser desfeito e às vezes é melhor se fazer, né, gente? Porque aí depois também eh vende e aí fica passando essa meio que essa maldade pra frente, sabe?
Aí vai morar às vezes uma família lá que não tem nada a ver e aí acaba destruindo a família. Então, infelizmente é um terreno perdido, uma casa perdida. É.
Mas assim, é melhor do que do que ficar colocando a vida em risco, né? Bom, eu vejo eu vejo dessa forma, mas enfim, muito obrigada por ter enviado o relato, tá bom? Nossa, meu café já tá gelado.
Ah, e tá forte. Tô querendo morrer com esse tanto de cafeína, só pode. Bom, muito obrigada por ter enviado.
E agora a gente vai pro próximo que se chama o livro no brechó. Eh, oi, Lilica. Meu nome é Ana e bom, eh, já estou para te enviar este relato há muito tempo, mas confesso que eu sou meio preguiçosa para digitar.
Então, já quero pedir desculpa se tiver algum erro de português ou algum erro, né, aí na na escrita, nas palavras, enfim, qualquer erro, porque estou escrevendo à noite, que é o único tempo que eu tenho para escrever. E como eu disse, eu tenho um pouquinho de preguiça também. Bom, eu trabalhei durante 3 anos em um brechó bem antigo no centro da cidade em que eu moro.
Era um daqueles lugares assim cheio de objetos velhos, roupas antigas e e quinquilharias de todo tipo. Mas era um trabalho muito tranquilo e muito gostoso, porque apesar de que brechó é remete ali a algo assim antigo, velho, largado às traças, esse brechó que eu trabalhava era meio que aquele esses brechós de luxo, sabe? Então, era um lugar muito bonito, aconchegante, cheiroso, assim, não era um brechó barato, se é que vocês me entendem.
Então assim, só frequentava pessoas ricas e as coisas eram até bem caras, por se tratar de antiguidades. Era aqueles brechou a gormir, sabe gente? Eu entendi o que ela quis dizer.
Acho que vocês entenderam também. E bom, toda semana recebíamos coisas novas, novas, mais velhas, né? Novas pro brechó.
Eu entendi. Bom, mas em uma determinada semana chegou uma caixa. Essa caixa veio sem identificação, o que era bem estranho, e foi deixada ali em meio às outras.
Não tinha bilhete nem nada. E foi eu mesma que abri. No meio das roupas haviam algumas panelas velhas que eu não entendi muito bem porque não era o tipo de coisa que nós recebíamos.
Então aquilo foi pro lixo. As roupas eram roupas de grifes e muito antigas, então obviamente iam pra limpeza e depois pras araras. E no meio de daquilo tudo, Leandra, havia um livro.
Era o livro de São Cipriano. Eu já tinha um certo conhecimento sobre esse livro e lembro que era um livro grosso, pesado, encapado em couro escuro, com as bordas das páginas amareladas. E só de encostar eu senti um arrepio.
E naquele momento eu pensei que fosse bobagem, porque como eu disse, eu já tinha conhecimento, né, do que que era o livro de São Cipriano. Então eu logo pensei que esse arrepio foi porque eu sabia que era um livro de magia. E bom, esse livro foi eh foi deixado na sessão de raridades junto com os vinis antigos e outros livros de colecionador.
E foi depois que esse livro chegou que as coisas começaram a mudar. Bom, na primeira semana começaram pequenos barulhos e era sempre quando a loja estava vazia. Eu escutava passos como se tivesse alguém andando pela loja.
As prateleiras ficavam rangendo como se alguém tivesse mexendo nelas. Eu até achei que era normal, mas aí as luzes do lugar começaram a piscar e era sempre na mesma área onde o livro estava. Uma vez eu fui fechar a loja e encontrei o livro caído no chão e aberto.
Aquilo foi muito estranho porque eu tinha certeza que ele tava fechado e empilhado junto com os outros minutos antes. E a página estava aberta mostrando um ritual de invocação. Bom, eu fechei o livro, né, peguei e fechei e guardei ele no seu devido lugar e fui embora para casa.
Na segunda semana, eh, o brechó tinha câmeras de segurança e uma noite o gerente foi conferir as gravações porque o alarme disparou sem motivo durante a madrugada. Nas imagens dava para ver as araras de roupa balançando sozinhas, como se alguém estivesse ali passando por elas, sabe? Passando roupa por roupa.
Mas não tinha ninguém, era de madrugada. E nas filmagens não se via nada, nenhuma sombra, era somente o movimento. Nessa segunda semana eu comecei a sonhar com um livro e era o mesmo sonho, ele caindo e se abrindo sozinho.
E eu ouvi uma voz chamando pelo meu nome. Eu comecei a ficar muito perturbada e enquanto trabalhava também ouvia vozes chamando pelo meu nome, só que eu ia ver, a loja estava vazia, não tinha um cliente sequer. Na terceira semana, teve uma noite que eu fiquei até mais tarde organizando umas peças.
Eu estava sozinha e de costas ali pro salão dobrando roupas. De repente, eu senti como se alguém estivesse me observando e quando eu me virei, eu juro que eu vi por uma fração de segundos uma figura parada perto da porta. Não dava para ver o rosto, mas parecia feito de fumaça, meio eh uma coisa meio tremulando.
Eu lembro que o pânico foi tanto que eu deixei tudo largado e fui embora correndo. O gerente que teve que ir lá fechar depois e ele viu das filmagens a situação e perguntou o que havia acontecido. E eu expliquei.
Leandra, eu comecei a adoecer e eu lembro que fiquei uma semana de atestado porque eu estava muito, muito mal e era uma junção de coisas, uma fraqueza, vomitava, nada parava no meu estômago e o pior, eu ficava escutando vozes me chamando dentro de casa. Tipo, eu nem tava no brechó. Depois de uma semana eu tive que voltar, porque, né, não dá para ficar de atestado o resto da vida, não é mesmo?
E o clima era muito pesado, muito, muito pesado mesmo. As coisas pioravam a cada dia que passava. O lugar começou a dar mofo nas paredes, o que era impossível, pois era um lugar muito bem cuidado.
E um detalhe, a loja começou a ficar muito, muito fria. Mesmo nos dias quentes, a gente nem conseguia mais ligar o ar condicionado, porque assim, era muito frio o ambiente, sem contar um cheiro de coisa podre que começou a ficar ali no lugar. Até que um dia aconteceu algo que para mim foi a salvação.
Leandra apareceu uma moça, ficou ali andando pela loja e eu vi que ela estava indo em direção ao caixa com o livro na mão. Na hora que ela foi fazer o pagamento, eu já virei para ela e disse que não fazíamos troca e não fazíamos devolução, que era a política da loja. E de fato, só que eu quis dar muita ênfase para aquela mulher não voltar lá querendo devolver o livro.
Ela deu um sorriso meio malicioso e disse que era para eu ficar tranquila e em paz, porque com toda a certeza do mundo ela não ia devolver aquele livro. Até hoje, Li, eu me pergunto se, sei lá, ela sabia o que estava comprando ou se ela só falou aquilo por falar. Mas bom, o que interessa é que ela não voltou lá para devolver aquele maldito livro.
E por incrível que pareça, não estou mentindo. Foi o livro Sair da Loja que as coisas voltaram ao normal. E para mim, o mais bizarro de tudo isso foi que o mofo desapareceu da noite pro dia.
Eu sei que pode parecer bobeira, mas é porque, querendo ou não, o mofo era uma coisa física, tava ali na parede, sabe? E ele desapareceu como se ele nunca estivesse estado ali. Para mim foi assim o mais louco de tudo.
E bom li, esse foi o relato e assim, nunca tinha presenciado nada sobrenatural trabalhando nesse brechó, mas confesso que isso do livro me deixou muito apavorado. É, no início eu até pensava que essas coisas estavam acontecendo por eu saber do que se tratava o livro de São Cipriano. E aquilo meio que tomou conta da minha mente e a minha mente foi criando.
Mas depois teve o acontecimento das câmeras que o gerente viu e teve a questão do mofo na parede. Então não era, né, não era só coisa da minha cabeça, realmente tinha algo acontecendo ali. Agora, por que que o livro fez isso com o local?
Eu não faço a mínima ideia. E esse foi o meu relato. Eu estou cruzando os dedos para você escolher.
Um grande beijo, ó. Um beijo. Muito obrigada por ter enviado.
E, cara, é muito doido, né? Tipo, por que que será que ele fazia isso? Eh, de repente era o livro tava meio que te chamando, né?
Pode ser que seja isso, tipo, chamando você para pegar ele, para começar a foliar e tudo mais, meio que para fazer uma vítima, sabe? Mas gente, que loucura. Então assim, eu acho que provavelmente a menina, a pessoa que comprou, ela sabia o que ela tava comprando, porque não é possível, gente, não é possível.
E vai saber também se não foi o livro mesmo que levou ela até ali, né? Porque foi exatamente lá e achou o livro. Então assim, bem bem peculiar.
De repente, ela já até sabia que o livro tava ali só esperando por ela. Mas enfim, gente, esses foram os relatos de hoje. Eu quero agradecer a cada um de vocês que tenha enviado essas histórias e também agradecer a você que tenha ficado até o final do vídeo.
Espero muito que vocês tenham gostado dessa coletânia. Um grande beijo. Tchau tchau.