cortina de fumaça foram 171 ocorrências registradas não vou falar das Cortinas de fumaça que mobilizam debates acalorados nas redes sociais tirando nossa atenção dos assuntos que realmente precisam ser debatidos dessa vez a cortina de fumaça é o próprio assunto el queria pap agora com um de nós na voz é muita treta aqui em Curitiba o sol avermelhado deu boas fotos no Instagram mas aqueles que enxergam além da aparência perceberam também que se tratava de uma ameaça à saúde já que o fenômeno resulta da Baixa humidade do ar e do alto nível de poluentes na atmosfera de bonito não tem nada as cinzas da natureza cremada pairando sobre nossas cabeças a chuva fúnebre e tóxica caindo do céu as plantas crepitando em meu fogo Infernal ateado pelos serviçais do Mal sacrificando animais no Altar do dinheiro tudo isso anuncia os últimos dias cenas apocalípticas ocorreram incêndios em grande escala na floresta amazônica no serrado Pantanal e na Mata Atlântica somando todas as áreas incendiadas só no mês de agosto no Brasil são 110. 000 km qu uma área maior do que o estado de Pernambuco ontem os satélites identif ficaram no território brasileiro aproximadamente 60. 000 focos de calor ativo que são áreas com mais de 47 GC ou seja forte indicativo de queimada ou incêndio mais do que o dobro identificado no mês de agosto do ano passado no Pantanal o crescimento dos focos de calor entre 2023 e 2024 foi de mais de 3.
500 por. a falta de chuva e o clima seco contribuíram para o fogo se alastrar mas não são o principal motivo no dia 23 de agosto por exemplo um satélite detectou 25 focos de calor no Estado de São Paulo na parte da manhã e no final da tarde eram 1886 focos de Fogo pelo Estado todo ou seja incêndios coordenados e de alta intensidade que só podem ser intencionais por meio da vontade e maldade humana mais da metade desses focos foram em fazendas privadas 80% estavam em áreas de agropecuárias com plantil de cana de açúcar e pasto como das empresas São Martinho sa e heisen sa Ah para mano da onde que os caras vai queimar o próprio produto a própria fazenda isso seria o mesmo que queimar dinheiro não se luda irmão se der lucro para eles eles queimam jogam fora deixam apodrecer não é de hoje que os grandes latifundiários queimam o produto que está em excesso no mercado para fazer o preço subir baixando a oferta aumentando a demanda como foi feito no famoso caso da queima do café de 1930 assim eles aumentaram seus lucros tanto é que agora em 2024 as cotações internacionais do açúcar depois das queimadas subiram mas tiveram incêndios em áreas indígenas também Renato verdade as terras indígenas Caiapó munduruku e sararé tiveram sim mais incêndios do que as outras com 11111 focos justamente as terras recorrentemente invadidas pelo garimpo ilegal o território Caiapó por exemplo é quem teve o maior índice de de invasão com 7. 602 ha devastados por garimpeiros o território indígena munduruku é a segunda com maior mineração ilegal do país e a terra sararé foi invadida por cerca de 2.
000 garimpeiros ano passado de acordo com relatório da própria Funai em todas as terras indígenas houve um aumento de 787 por do garimpo ilegal entre 2016 e 2022 nesses territórios o fogo tem um objetivo de abrir espaço para per oprimir as comunidades indígenas a Polícia Federal tem 52 inquéritos que investigam As queimadas em São Paulo na Amazônia no Pantanal e em Brasília para descobrir se são intencionais ou não e se estão de alguma forma relacionados a outros crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa observando o histórico de Queimadas no Brasil é possível concluir que sim que os incêndios são criminosos mas não infelizmente novamente a probabilidade é de que os criminosos não sejam responsabilizados sabe por quê eu te digo o dia do fogo já ouviu falar aconteceu a partir do dia 10 de agosto de 2019 quando uma série de incêndios florestais tomou conta do Sudoeste do Pará em cidades como Novo Progresso alamira e São Félix do Xingu em poucos dias surgiram mais de 800 queimadas e ao longo do mês o Instituto Nacional de Pesquisas espaciais registrou mais de 10. 000 incêndios um crescimento de 290 com ao mês anterior a folha do Progresso um Jornal Local publicou cinco dias antes dos incêndios uma conversa de WhatsApp em que os empresários E ruralistas aparentemente combinavam a ação criminosa a polícia federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos endereços dos empresários e aprenderam notebooks celulares HDs anotações na época o delegado Sérgio Pimenta declarou que havia indícios suficientes de que o dia do fogo tinha sido combinado pelos investigados porém 5 anos depois a as duas investigações em nível Federal foram arquivadas sem que ninguém tenha sido indiciado denunciado ou julgado e pior as áreas queimadas nesse dia do fogo passaram a ser destinadas à agropecuária aos lat fundiários que acessaram ainda por cima financiamentos públicos com taxas mais baixas que as praticadas no mercado então queimar a floresta realmente dá lucro os incendiários não são responsabilizados nem na Esfera Cívil nem na Esfera criminal e pelo contrário são recompensados com Crédito Rural e com o aumento dos seus grandes latifúndios mesmo que fossem responsabilizados a pena para quem provoca incêndio Florestal ou desmatamento é de 2 a 4 anos de prisão e quem pratica garimpo ilegal é de 6 meses a 1 ano jogando em casa contando com a cumplicidade do juiz ninguém sai punido diferente dos ladrões de galinha que na história desse país sempre tiveram penas rigorosas a fim de ficarem como bodes expiatórios como exemplos em pressa pública com a certeza da impunidade é claro que essa região Sudoeste do Pará continua a liderar os incêndios no país São Félix do Xingu e Altamira são a primeira e a segunda cidades com maior número de Queimadas no Brasil ao longo de 2024 ou seja o dia do fogo não terminou só aumentou virou mais um ano de fogo e se os responsáveis não forem punidos vai virar a década do fogo enquanto os coronéis latifundiários ruralistas agroboys não são responsabilizados sabe quem recebe a culpa pelos incêndios o deputado ruralista Zé Trovão e o Lúcio moschini latifundiário Coronel acusaram o MST mais uma mentira mais uma fake News o MST não destrói a terra faz exatamente o contrário disso oculpa a terra que até então era morta deserta improdutiva e traz vida novamente para elas plantando alimentos a maioria orgânicos que de fato alimentam as pessoas Inclusive é o maior movimento popular da América Latina e luta pela reforma agrária hoje em dia são 450. 000 famílias assentadas que conquistaram suas terras e produzem nelas feijão milho trigo café mandioca arroz a 10 anos o MST é o maior produtor de arroz orgânico na América Latina Então quem são esses serviçais da mentira e o que ganham com isso Zé trovan um dos indiciados por organizar os atos antidemocráticos de 7 de setembro de 2021 naquela ocasião setores do agronegócio apoiados por caminhoneiros tomaram as explanadas dos Ministérios pedindo intervenção constitucional militar e fechamento do STF Zé Trovão ficou conhecido por ser dependente químico e por ter mentido que era líder dos caminhoneiros quando na verdade ele representava apenas alguns patrões e coronéis latifundiários que o pagavam e que depois patrocinaram sua campanha eleitoral para que ele virasse Deputado já Lúcio moschini é o próprio Coronel latifundiário dono de mais de 300 haar de terras em theobroma Rondônia avaliado em 2 2,6 milhões de reais segundo informou a justiça eleitoral foi o presidente da sessão que aprovou o Marco temporal na Câmara dos Deputados atacando o direito dos indígenas no ano passado protocolou também o PL 1090 que propõe que os fazendeiros possam usar força policial sem ordem judicial para tirar trabalhadores sem terra ou de comunidades tradicionais de suas terras que sabemos griladas e em março deste ano diminuiu a demarcação da terra indígena Uru auauau área que abriga nove povos incluindo quatro grupos isolados e mosquini e os ruralistas ainda não estão satisfeitos querem mais como a gente pode perceber As queimadas servem para duas coisas lucrar a partir das consequências dessa ação criminosa aumentando a área para pastagem ou retirando produtos do mercado para forçar a inflação e aumentar o lucro e também atacar com mentiras os movimentos que lutam pelo direito à Terra uma tentativa de criminalizar aqueles que estão verdade amente preocupados com a preservação dos recursos naturais e com a distribuição justas da Terra no nosso país os grandes coronéis precisam destruir movimentos como o MST e os movimentos de indígenas e quilombolas organizados justamente para manterem seus latifúndios adquiridos por grilagem e roubo com anuência do estado brasileiro que historicamente é dirigido justamente por essa classe dominante colonialista escravagista que promove a concentração de terras há mais de 170 anos nesse país um processo que começa na Instituição da lei de terras a partir da promulgação desta lei em setembro de 1850 pelo Imperador Dom Pedro II a posse da terra passa não ser mais pelo uso plantil e moradia mas sim pelo título de propriedade e ficou estabelecido que a partir de Então as terras seriam vendidas pelo Estado Mas e as terras que a essa altura já estavam ocupadas nesse período poucos fazendeiros tinham registro sobre a propriedade somente Os Donos das chamadas sesmarias lá de trás tinham terras doadas de papel passado pelo reio português ainda no Brasil colônia mas mas sob a exigência de que fossem cultivadas a maioria das pessoas que morava no campo tanto Poderosas latifundiários quanto Humildes camponeses eram chamados de posseiros e não possuíam o título oficial sobre a terra não tinham o papel para resolver um problema complexo uma solução simples os fazendeiros Donos das sesmarias que descumpriram a ordem de cultivar suas terras foram perdoados e os posseiros ganharam a escritura das terras que ocupavam desde que pagassem uma enorme taxa paraa regularização da da propriedade ou seja na prática o estado brasileiro escolheu dar títulos de terras apenas para os grandes poceiros que conseguiram pagar as taxas e retirou as terras e os direitos dos pequenos camponeses que não tinham condições de arcar com a cobrança a lei de terras foi aprovada por senadores e deputados que eram em grande parte senhores de terras eles defendendo seus interesses próprios argumentavam que apenas os grandes poceiros é que mereciam a proteção do Estado por prestarem segundo ele um valoroso serviço de cultivo das terras e defendiam a fixação de Altos preços para terras públicas colocadas à venda opinando que entre aspas o preço deve ser elevado para que qualquer proletário que só tem a força do seu braço para trabalhar não se faça imediatamente proprietário comprando terras por vi o preço ficando inibido de comprar terras o trabalhador de necessidade tende oferecer seu trabalho aquele que tiver capitais para as comprar e aproveitar assim consegue-se que os proprietários e trabalhadores possam ajudar-se mutuamente ajudar-se mutuamente ser rei foi o que disse o senador do império Visconde de abres e como nada no Brasil é por acaso duas semanas antes da lei de terras entrar em vigor outra Norma histórica havia sido assinada por Dom Pedro I a lei eusb de Queiroz que proibia a entrada de novos escravizados africanos no território nacional e dava indícios de que o regime escravocrata estava chegando ao fim então a lei de terras de 1850 preparou o campo jurídico para que os negros alforriados em 1888 não pudessem ocupar terras oficialmente e fossem empurrados para as margens as Beiras de Rio os morros as encostas o estado concedeu os títulos de propriedade conforme a intenção da época de branqueamento do país para que os imigrantes europeus regulariz assem seus lotes e para que as famílias portuguesas mantivessem as seis Marias impedindo que pessoas negras alforriadas tivessem terras transformou-as em trabalhadoras abundantes fazendo com que a carne mais barata do mercado continuasse sendo a Negra É por isso que até hoje nosso povo sofre em moradias precárias ou mesmo nas ruas sem acesso a direito básico ou de teto Digno em uma terra a necessidade imposta por essas condições fez com que o povo se organizasse um movimento de trabalhadores sem terra e criasse forças para reivindicar a reforma agrária uma das demandas mais urgentes no nosso país que Visa garantir uma justa distribuição das terras entre as décadas de 56 60 a ideia de uma reforma no campo começou a protagonizar as lutas nos sindicatos movimentos populares e setores da igreja católica em 1960 o movimento de agricultores sem terra foi criado no Rio Grande do Sul e passou a mobilizar associações de trabalhadores rurais utilizando uma estratégia então praticamente inédita na luta pela terra os acampamentos que eram montados em terras consideradas improdutivas com objetivo de conquistar a desapropriação dessas áreas por vias legais essa prática ainda hoje é uma das principais táticas dos movimentos por terra João Gular presidente do Brasil à época apesar de ser contra a radicalização da reforma agrária defendia a desapropriação de terras com pagamento a longo prazo na forma de títulos da dívida agrária em março de 1964 Jango realizou o comício das reformas quando anunciou os decretos das reformas de base entre elas a reforma agrária determinando a desapropriação de diversas terras à beira de estradas e ferrovias federais num prazo de 2 meses essa promessa foi o Estopim para uma escalada que culminou no golpe militar alguns dias após o comício o regime ditatorial perseguiu os movimentos do campo e entidades sindicais acumulando 1.
54 camponeses e 8. 350 indígenas mortos ou desaparecidos no meio Rural brasileiro além da remoção forçada de dezenas de milhares de povos de suas terras da criação de um campo de concentração indígena o reformatório crenac fortalecendo as oligarquias rurais em todo o país a partir de incentivos fiscais paraa expansão dos latifúndios mas a violência contra os trabalhadores do campo e os povos originários não foi exclusividade do regime ditatorial já que nos últimos 10 anos a violência no campo cresceu mais de 60% no Brasil em 2023 a quantidade de conflitos ligados à questão agrária alcançou mais de 2. 200 casos registrados representando o maior número desde 1985 e mais de 70% dos conflitos que incluem despejos ameaças de morte intoxicação destruição de casas e ados estão relacionados à disputa por terra seguidos de registros de trabalho escravo Rural e episódios envolvendo a luta por água a disputa por terra no ano passado afetou quase 75.