[Música] Olá, querido irmão, a graça e a paz do Senhor Jesus sejam contigo. Estamos hoje encerrando, né, a nossa última aula na mentoria de inteligência espiritual. E, como eu disse para você na última aula, nós compartilhamos a Parábola das Virgens, e nessa eu quero compartilhar com você a Parábola dos Talentos.
Isso está lá em Mateus, capítulo 25, a partir do verso 14. Mas, antes da gente começar a compartilhar na parábola propriamente dita, eu quero falar ainda um pouquinho para enfatizar a importância da recompensa. Então, qual é a base da recompensa, né, que o Senhor dá para os Seus servos, Seus filhos?
Então, a palavra de Deus diz que a recompensa é por causa do trabalho de cada um. Trabalho, não há recompensa se não houver trabalho, se não houver obra. Então, assim como a Bíblia diz claramente que a salvação é pela fé, da mesma forma a Bíblia diz que a recompensa é pelo trabalho, é pela obra.
Então, a Bíblia nos revela que a salvação vem pela fé, né, quando o pecador exerce fé; mas a recompensa vem para o cristão quando ele trabalha, quando ele tem obras. Então, a fé está relacionada com a salvação. Isso é muito claro no Novo Testamento; fé está ligada com salvação, mas as nossas obras estão relacionadas com a recompensa, com o galardão.
Então, você não deve confundir as duas coisas, amém? E não deve pensar também que a graça de Deus não está envolvida na recompensa. Claro que está, porque o nosso trabalho é feito nele, é feito na força dele, é pelo poder dele.
Entendeu o que eu estou dizendo? Então, por exemplo, no meu trabalho, eu oro expulsando demônios, mas veja, eu não tenho poder em mim mesmo para expulsar demônios. Isso é o Espírito Santo.
Ah, eu curo enfermos. Bom, eu não tenho poder de curar enfermos; quem faz isso também é o Espírito Santo através de mim. Mas o Espírito Santo, ele precisa de um instrumento, e eu me dispus a ser instrumento.
E, por causa disso, a Bíblia conta isso como um trabalho, e para esse trabalho haverá recompensa. Está me ouvindo? Recompensa.
Então, dar recompensa para alguém que não presta atenção, dar recompensa para alguém que fez algo por ele mesmo, é, vamos dizer assim, justo; mas dar recompensa para alguém cuja obra não foi ele realmente que fez, mas foi Deus através dele, isso é graça. Você entende? Então, até as obras que nós fazemos são pela graça, é pela dependência, é pelo poder do Espírito, mas é preciso ter obras.
Então, você não pode. . .
a graça não pode se tornar infrutífera na sua vida. Você não pode receber graça e aquilo ficar em vão, não servir para coisa alguma. É preciso ter disposição de servir!
Lá em Apocalipse 2, verso 23, diz assim o Senhor: "Eu sou aquele que sonda mentes e corações e vos darei a cada um segundo as vossas obras. " Olha que coisa! Eu sou aquele que sonda mentes e corações e darei a cada um segundo as vossas obras.
Então, esse versículo está dizendo que o Senhor fará todos conhecerem que ele é aquele que sonda as mentes e os corações e, por causa disso, vai recompensar, vai dar a cada um a recompensa das suas obras. Então, a recompensa é sempre de acordo com as obras! Então, como é que ele recompensa?
De acordo com a nossa obra, amém? Mas lembra disso: a nossa obra não é nossa; a obra realmente é o Espírito Santo operando, trabalhando através de nós. Está compreendendo isso?
Então, uma vez que você entende essa verdade espiritual, você não vai permitir nunca que a graça de Deus fique inoperante na sua vida. E você vai estar entre aqueles que anseiam receber a recompensa do Senhor por causa do seu trabalho. Lá em 1 Coríntios, capítulo 3, né, Paulo falando de si mesmo e de Apolo e o trabalho de cada um, né, Paulo vai dizendo que cada um vai receber recompensa de acordo com o seu trabalho.
No verso 14, ele diz: "Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse vai receber o quê? Recompensa. " Mas a obra tem que permanecer!
O texto não está falando que a fé tem que permanecer para ser recompensado, está dizendo que a obra tem que permanecer. Por quê? Porque a questão do galardão, da recompensa, depende da obra de cada um.
Então, a Bíblia não mistura as duas coisas! Ela distingue claramente a diferença entre ser salvo e ser recompensado. São duas coisas diferentes.
Nunca se confunda salvação com galardão, porque a palavra de Deus nunca mistura as duas coisas. Nunca mistura fé com obras, mas as duas coisas são necessárias na vida do crente: tanto a fé quanto as obras. Mas as obras são um fruto, ok?
A fé é a raiz, a graça é a raiz, mas as obras são o fruto. É preciso manifestar fruto. Quando não manifesta o fruto, é porque a raiz está mal colocada.
Lembre disso! Então, sem fé, ninguém pode ser salvo, mas também sem obras, ninguém pode ser recompensado. Vou repetir: acho que isso traduz exatamente o que eu quero compartilhar com você.
Sem fé, o homem não pode ser salvo, mas sem as obras, ele não pode ser recompensado. Amém? E essas obras vão ser checadas lá em 1 Coríntios, capítulo 3, que diz que nós vamos chegar com as nossas obras, porque as nossas obras nos acompanham, e vai ter um fogo que vai checar a realidade delas.
Se a sua obra for madeira, palha e feno, vai queimar, vai se perder tudo que você fez, não vai ter valor nenhum. Mas se a sua obra é ouro, prata e pedras preciosas, então ela vai permanecer. E se ela permanecer, Paulo diz.
. . Você vai receber galardão.
Galardão! Então a recompensa é sempre por causa da obra. Lá em Lucas, capítulo 6, verso 35, diz assim: "Amai, porém, os vossos inimigos; fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga.
Será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo, pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. " Né? Então o versículo aqui diz que você precisa emprestar aos outros, fazer o bem aos outros, e assim a sua recompensa vai ser grande.
A recompensa aqui no texto é proveniente de quê? Da obra que foi feita, da obra que foi feita. Essa obra apenas mostra a realidade da sua fé.
Lá em Primeira Timóteo (não em Segunda Timóteo), 4, verso 14, Paulo se refere a um certo Alexandre, latoeiro, que causou muitos males. Olha o que Paulo diz: "O Senhor lhe dará paga segundo as suas obras. " Então esse Alexandre, latoeiro, causou muitos males à obra de Deus e essa foi a obra dele — foi uma obra ruim, uma obra negativa.
Mas Paulo diz o quê? "O Senhor vai dar a paga. " O Senhor vai dar a paga!
Então esse Alexandre, latoeiro, estava tentando prejudicar Paulo, né? Eu acho que o que ele fez foi pecado, né? Pecou contra Paulo.
Então, provavelmente, ele era crente, estava na igreja, ele não era do mundo. E aí Paulo diz: "No dia do julgamento, ele vai receber segundo as suas obras. " Você tem tido obras diante de Deus?
Existem obras para o reino? Há obras se manifestando na sua vida? Ok, vamos lá então.
No texto da parábola, Mateus, capítulo 25, verso 14 em diante, pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade. E então partiu.
O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu Senhor.
Depois de muito tempo, voltou o Senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se, o que recebera cinco talentos entregou outros cinco, dizendo: "Senhor, confiaste-me cinco talentos. Eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
" Disse-lhe o Senhor: "Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco; sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor.
" Aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: "Senhor, dois talentos me confiaste. Aqui tens outros dois que ganhei. " Disse-lhe o Senhor: "Muito bem, servo bom e fiel!
Foste fiel no pouco; sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor. " Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento.
Aqui tens o que é teu. " Respondeu-lhe, porém, o Senhor: "Servo mal e negligente! Sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros. O que é meu, tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez; porque a todo o que tem se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
" Então, antes de qualquer coisa, você tem que entender que nós temos um relacionamento, como que eu vou dizer, amplo com o Senhor. Então, para com Deus, nós somos filhos, né? Para com Deus Pai, nós somos filhos e clamamos "Abba".
Mas para com o Senhor Jesus — e olha bem a palavra "Senhor" aqui — nós somos servos. Por quê? Porque fomos comprados, redimidos; Ele nos comprou de volta.
Ele agora é o nosso Senhor e dono. É isso aí! Então, esses dois níveis de relacionamento existem hoje na nossa vida cristã.
Então, pela fé você se torna filho, pela fé você se torna filho, mas pelas obras você se torna servo. Então, existe fé, existe obra, entendeu? Mas as obras são sempre fruto da fé.
Se a fé não for correta, o fruto não se manifesta. Pela graça nós somos filhos, eu não coloquei. .
. ah, tá aí! Pela graça nós somos filhos; pela responsabilidade, somos servos.
O relacionamento com o Pai é para salvação; o relacionamento com o Filho é para recompensa. É, eu sei que isso é algo profundo para você, porque Deus é um só, mas Ele subsiste na forma de três, ok? Então nós nos relacionamos, sim, com o Espírito Santo; nós nos enchemos do Espírito Santo; nós oramos, sim, ao Pai, no nome de Jesus.
Isso tudo é realidade. Como nós fizemos na última aula, vamos fazer nessa. Vamos estudar cada elemento da parábola para você entender e aí depois você junta tudo para aplicar na sua vida, na vida dos irmãos.
A primeira coisa que a gente vê aqui é o Senhor distribuindo os talentos. E a parábola começa dizendo que certo homem se ausentou do país, né? Ele se ausentou do país e chamou os seus servos.
Então esse homem que se ausenta do país, obviamente, é o Senhor Jesus. Ele, hoje, está ausente momentaneamente, mas Ele vai voltar. Nós estamos esperando a sua volta.
Amém? Então, ausentar-se do país fala da sua ascensão aos céus. Aleluia!
Vamos ler lá em Filipenses 3, verso 20, diz assim a palavra de Deus: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. " Então, nós estamos aguardando porque Ele se ausentou momentaneamente. E a Bíblia fala, então, que Ele chamou seus servos.
Quem são os servos do Senhor? Então, os judeus têm muita. .
. Gente que quer aplicar essa parábola aqui para os judeus, mas os judeus, eles não são servos do Senhor. Servo dulos é aquele que foi comprado.
Quem foi comprado? Nós fomos comprados! Amém, nós fomos comprados.
E a segunda coisa, né? Ele, o Senhor, se ausenta do país, mas antes de se ausentar, ele entrega para os seus servos talentos. Então, antes de ausentar-se, esse homem distribui os talentos.
Quais são os bens do Senhor? Os talentos. Então, a Bíblia fala que ele deu talentos a cada um segundo a sua capacidade.
Talentos aqui nos falam de dons. A palavra "talento", no decorrer dos séculos, virou sinônimo de habilidades que as pessoas têm. Originalmente, a palavra era uma unidade de medida de peso; então, era um talento de ouro.
Se não me engano, 45 kg de ouro era um talento de ouro. Ok, e nessa parábola, portanto, a questão toda aqui é financeira: do que você fez com esse recurso que eu deixei com você para você administrar no decorrer dos anos? Os homens de Deus interpretaram esse talento de ouro como sendo habilidades, dons que Deus nos dá, né?
E o que seria, então, esse talento? Então, olhando na parábola, a gente vai ver que esse talento tem algumas características. Quais são essas características?
Então, primeiro: é algo que só o servo tem. Então, esse talento não é dado para quem não é servo, né? O Senhor deixou para seus servos, e os servos do Senhor somos nós, crentes regenerados e redimidos.
Segundo, o talento não é dado indiscriminadamente. A Bíblia diz claramente que ele é dado segundo a sua capacidade; ou seja, cada um tem uma capacidade. Esse talento é dado de acordo com a sua capacidade de administrá-lo, multiplicá-lo e gerenciá-lo.
Terceiro, o talento, claramente, a gente vê isso na parábola, é algo que pode ser aumentado. Quem tinha cinco passou a ter 10, quem tinha dois passou a ter quatro. Outra coisa: quarto, né?
É algo que pode ser tomado de volta, porque o Senhor pegou de volta o talento daquele cara que enterrou o que tinha recebido. Por fim, talento é algo que é dado pelo Senhor depois da Sua ascensão, né? Esse é o Senhor em glória!
Amém, querido! Então, diante disso, nós vemos que o talento não se refere a posição, diretamente, não é dinheiro, bens naturais e nem deveria. Você deveria pensar em termos de dons naturais.
Se você quer pensar em dom natural, tudo bem, mas o texto não pode ser aplicado. Por quê? Porque esse talento aqui é dado só para o crente e o dom natural Deus dá para todo mundo; até o ímpio tem.
Entendeu? Se o crente tem dom de cantar, o ímpio também tem. Se o crente tem dom de vender, de comprar, de administrar, o ímpio também tem.
São dons naturais, mas nessa parábola aqui, os bens do Senhor, os Seus talentos foram dados só para os servos. Então, se você olha na palavra de Deus, a única coisa que realmente se enquadra nessas características que eu coloquei para você aqui são os dons espirituais. Dons espirituais!
Então, eu creio que podemos afirmar que os talentos são os dons do Espírito. Por quais razões, pastor? Por que você pode dizer isso?
Então, primeiro, falei para você porque é algo do Senhor, exclusivamente do Senhor. Segundo, porque é algo que pode ser ruído. Né?
Lá em Atos 19, verso 6, vamos ler. Atos 19:6 diz assim: a palavra de Deus, e impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e tanto falavam em línguas como profetizavam. Então, é algo que pode ser distribuído, compartilhado, multiplicado e também é algo que pode ser desenvolvido.
Lá em 1 Coríntios 14, verso 12, Paulo diz assim: "Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir para a edificação da igreja". Então, pode ser desenvolvido. Aquele que fala em outra língua é um dom, deve orar para que possa interpretar.
Já é um dom desenvolvido. E o texto diz que o Senhor deu os talentos de acordo com a capacidade; e essa é uma expressão mais complicada. Tá no verso 15.
A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, cada um segundo a sua própria capacidade. Então, isso nos mostra que existe uma relação entre o dom espiritual e a capacidade natural da pessoa. Há algo que harmoniza, entendeu?
Então, eu creio que isso tem a ver, por exemplo, quando o Senhor Jesus chamou Pedro. Ele estava fazendo o quê? Estava pescando.
Mas o Senhor falou que ia fazer él o quê? Pescador de homens. Veja, pescar peixe é um dom natural; todo mundo pode ter isso lá fora, os ímpios.
Mas pescador de homens é só um crente, entendeu? Então, eu vou te fazer pescador de homens, porque eu vou usar o seu dom natural como base para algo muito superior. Então, você sabe pescar, né?
Pedro, maravilha! Então, eu vou transformar esse dom seu em algo muito mais elevado: vou te fazer pescador de homens. Não é maravilhoso isso?
A Bíblia fala que quando João, por exemplo, foi chamado por Jesus, ele estava consertando redes. E você sabe, o ministério de João depois foi o ministério de também trazer restauração, colocar a igreja no rumo certo, consertar a rede. Paulo, a Bíblia diz que Paulo trabalhava de quê?
A Bíblia diz que ele trabalhava fazendo tendas, e qual foi o ministério de Paulo? Ele foi edificador da igreja. Então, Paulo lançava fundamentos, bases; ele colocava o edifício, ele era um construtor, né?
Então, você vê que Deus pega algo natural e passa por um processo de ressurreição e transforma aquilo em algo espiritual. Eu acho isso maravilhoso! Então, seja lá qual for o talento natural que Deus tenha te dado, acredite em mim, você vai ser promovido a um.
. . Nível maior.
Quando receber o talento espiritual, porque é de acordo com a sua capacidade. Segunda coisa: a parábola nos fala como os servos lidaram ou lidam com o talento. Como é que eles lidaram com o talento?
Então, o senhor disse que eles tinham que negociar. Negociar é uma coisa complicada; envolve riscos, dificuldades. Você tem risco, obviamente tem liberdade, envolve trabalho duro.
Então, a ênfase da parábola é sobre esse que recebeu só um talento. Toda a parábola é em função dele, ele é o centro da história. Por que esse cara enterrou o talento?
É o mesmo motivo que até hoje pessoas enterram, né? Então, primeiro, porque achou que o seu talento era insignificante. Avança para mim, achou que era insignificante, sendo insignificante não vou nem usar, não vai fazer falta, né?
Segundo, sentiu-se envergonhado: "é muito pouco, eu vou usar esse talentinho". Desprezou o que Deus tinha dado, né? A Bíblia fala que ele enterrou o talento.
Na Bíblia, a terra, esse mundo, né, simboliza realmente o mundanismo. O fato dele enterrar significa que ele viveu uma vida mundana, né, apontando para esse mundo caído. E, por último, ele rejeita intimidade com o Senhor.
Por quê? Porque ele não conhecia o Senhor. Sabe por que ele enterrou o talento?
Ele diz: "sabendo que o Senhor é um homem severo, que quer colher o que não plantou". Olha a ideia que ele tinha do Senhor. Não conhecia o Senhor, não sabia que era amado pelo seu Senhor, entende?
E aí, por causa disso, ele tinha muito medo. E quem tem medo, normalmente, enterra. Aleluia, muito bem!
A ênfase também da parábola não é sobre quantidade. Nós valorizamos muito a quantidade: aquele que faz mais, aquele que trabalha mais, aquele que produz mais. Mas a ênfase da parábola não é sobre quantidade, é sobre fidelidade.
Então, aquele que tinha dois e multiplicou para quatro foi tão recompensado quanto o que tinha cinco e multiplicou para dez. Está me ouvindo? Deus olhou, o Senhor olhou.
. . Foi o quê?
A fidelidade. Então, se você foi chamado para ser pastor e você é um pastor fiel, você vai ter a recompensa. Mas se você foi chamado para ser o zelador e você fez aquilo para o Senhor e foi fiel, você vai ter uma recompensa tão grande quanto a do pastor.
Por quê? Porque Deus olha à fidelidade e não à quantidade de trabalho. Sou estranho para você isso?
Mas essa é a graça de Deus. Então, na parábola das virgens, a ênfase é ser cheio do Espírito, mas na parábola dos talentos a ênfase é usar os dons do Espírito, entendeu? Vou repetir: na parábola das virgens, a ênfase é ser cheio do azeite, ter azeite sobrando; mas na parábola dos talentos, a ênfase é exercitar dons, é não enterrar o dom, o talento que recebeu.
Na parábola das virgens, a ênfase está na volta do Senhor, no arrebatamento, mas aqui, na parábola dos talentos, a ênfase está no julgamento dos crentes. Segunda Coríntios 5:10 – o tribunal de Cristo. O Senhor não mandou os servos negociarem com o talento.
Eles perceberam que estava na mente do Senhor, eles entenderam que o que tinham recebido não podia ficar só entre eles, não poderia ser inutilizado, ficar em vão. Amém? Vamos lá!
Terceira coisa: o julgamento dos dois primeiros servos. A Bíblia fala que o Senhor vem para ajustar conta com os servos, né? Vamos ler.
Eu mencionei, mas não li, né? Segunda Coríntios 5, verso 10, Paulo diz o seguinte: "porque importa que todos nós, inclusive ele, todos os crentes, compareçam perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo". E depois, em Romanos 14:12, diz: "cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus".
Ok? Então, nós seremos julgados. Primeira Coríntios, capítulo 3, mostra que o julgamento é da nossa obra, por isso essa parábola é tão importante.
O julgamento é da obra. Então, alguns, Paulo diz: "olha, quando você for edificar, preste atenção, para edificar em cima do fundamento". Quem é o fundamento?
Cristo. Se você está fazendo uma obra, trabalho, e não está no fundamento, seu trabalho já vai ser inútil. Mas se você está fazendo no fundamento, Paulo diz: "preste atenção, não edifique com madeira, palha e feno".
Por quê? Porque um fogo vai julgar a sua obra naquele dia, e madeira, palha e feno não suportam o fogo. Edifique com ouro, prata e pedras preciosas, porque o fogo vai testar a obra, e a obra que permanecer vai ter o galardão.
Vai ser o galardão, entendeu o que eu estou dizendo? Então, não é uma questão de quantidade, mas é uma questão de natureza, qualidade do trabalho, da fidelidade. Entende?
Então, madeira, palha e feno nos falam de obra humana. Madeira sempre aponta para o homem na Bíblia. Madeira, palha e feno, mas ouro é a glória, a justiça de Cristo.
Prata é a obra da cruz, pedras preciosas é a obra do Espírito Santo. Entendeu? Então, seja fiel, porque você pode ter pouco ouro e o outro pode ter uma quantidade enorme de palha, mas não é a quantidade, é a natureza da obra que você faz.
É isso que Deus olha. Amém? Leia depois, com calma, Primeira Coríntios, capítulo 3.
E, por último, o julgamento do terceiro servo, que é realmente a parte mais severa da história. A primeira pergunta é: quem era o servo infiel? Então, o servo infiel foi aquele que enterrou o talento.
O servo infiel não é adúltero, o servo infiel não é ladrão, o servo infiel não é um apóstata; ele não desviou da fé. Não! O servo infiel só não usou o dom e o talento que Deus tinha dado para ele; ele enterrou o talento.
Então, muita gente gosta de dizer que esse cara aqui é um falso crente. Um falso servo entende, mas não faz sentido. Ele está sendo julgado junto com os verdadeiros.
Você sabe, não há julgamento de crente junto com o incrédulo. O julgamento dos crentes vai ser antes do milênio (Segunda Coríntios 5:10), no tribunal de Cristo, mas o julgamento dos ímpios será depois do milênio, no Grande Trono Branco. Então, não se mistura.
Está entendendo? Então, o servo infiel é esse aqui que enterrou o talento, e eu creio que ele era crente, pastor. Por que você crê que ele era crente?
Quero te colocar aqui algumas razões. Primeiro, se esse homem não é crente, então isso significa que todos os crentes serão recompensados, porque os outros dois servos receberam recompensa, né? Não faz sentido.
Entendeu o que estou dizendo? Se quem não recebe recompensa não é crente, isso significa então que todo crente vai ter recompensa, mas a recompensa não depende de trabalho, de obras. Eu te pergunto: todo crente tem obras?
Não, evidente que não. Basta você olhar ao redor; nem todos têm obras, não é? Segundo, ele era um servo, né?
E como nós vimos, o servo é aquele que foi comprado. Então, ele, em todo o tempo, é chamado de servo; nunca é chamado de ímpio e nem é chamado de falso. Terceiro, o Senhor nos dá os Seus bens, mas Ele não dá os bens espirituais para incrédulos.
Está entendendo? Ímpio não recebe dom do Espírito, só crente. Se a nossa interpretação está correta e se os talentos aqui apontam para dons espirituais, então esse cara aqui não pode ser ímpio, porque ímpio não recebe dons espirituais.
Quarto, ele é um servo infiel, mas não é um servo falso. E aqui eu uso a ilustração: uma laranja com defeito é diferente de uma laranja de plástico. Uma laranja de plástico é falsa, mas a laranja com defeito é apenas desqualificada; ela é tirada da banca.
Entendeu a diferença? Então, você pode ter a boa laranja, a laranja com defeito e a laranja de plástico. A de plástico é falsa, o ímpio com defeito é o crente derrotado, e a laranja perfeita é o vencedor.
Vamos continuar: o servo foi julgado pelas obras dele, não pela fé. Ora, se esse cara é um incrédulo, então ele foi julgado pelas obras. Então, o ímpio pode ser salvo pelas obras?
Entende? Não faz sentido, isso vai contra o ensino do Novo Testamento. A salvação é de graça, mas, depois que você é salvo, você será julgado pelas suas obras.
Entendeu? Então, é óbvio que ele era crente. Sexto, ele é julgado junto com os salvos.
Como eu disse para você, o julgamento dos ímpios vai ser separado. Sétimo, como o Senhor pode cobrar de um incrédulo o não uso de um dom espiritual? Isso não faz sentido.
Você vai cobrar algo que ele nem poderia ter, porque ele não é crente. Oitavo, o servo infiel ainda continuava com o talento, e ele nem achava que tinha feito nada de errado. Ele tinha guardado, preservado.
Ele só percebeu o erro depois que ganhou a repreensão, né? E, por fim, essa parábola é paralela à Parábola das Minas, lá em Lucas 19. E em Lucas, o servo infiel não é executado junto com os inimigos; os inimigos foram executados, o servo infiel é apenas disciplinado.
Quem não for recompensado pode vir a ser disciplinado. Pastor, qual é a disciplina? Não sei, mas uma coisa está escrita aqui no texto: é a repreensão verbal.
O Senhor vai dizer: "Servo mal, negligente, infiel! " Uau, ouvir isso do Senhor não é brincadeira, não é fácil. Então, isso é disciplina espiritual.
Por fim, encerrando a punição. Essa é a parte que muitos irmãos rejeitam, né, veementemente. OK, antes de você rejeitar completamente, medite mais na Palavra de Deus.
O texto diz que o servo foi lançado fora, nas trevas. O que isso significa? Isso não significa pro inferno.
No Novo Testamento, nem no Velho, o inferno é chamado de trevas exteriores, né? Na verdade, a Bíblia fala que o inferno tem fogo, então não é escuro. Então, ser lançado fora, nas trevas, significa ser lançado fora da presença.
Você tem que entender onde é que o Senhor está; eles estão ali, na presença, e são tirados da presença. Pastor, e esse choro e ranger de dentes? Isso aí é o lamento: "Podia ter feito e não fiz.
Podia ter estudado, não estudei. Podia ter trabalhado, não trabalhei. Podia ter frutificado, não frutifique.
" Entendeu? Diante disso tudo, nós entendemos que precisamos, hoje, tratar tudo nas nossas vidas para, naquele dia, receber o elogio de Deus. Essa é a suprema ambição: ganhar elogio de homem é fácil; passar no crivo de Deus é que é o negócio.
Ganhar aplausos de homens não é tão difícil; o aplauso do céu vai ser para poucos. Eu espero que você esteja lá, naquele dia. Amém?
Que o Senhor continue te abençoando e te dando, a cada dia mais, revelação e entendimento da Sua Palavra. E que você seja transformado de glória em glória na própria imagem d'Ele. Fica na paz.