e aí [Aplausos] o olá casa estudantes alunos do if sul de minas campus muzambinho vamos iniciar um salão mas primeiro vamos ver um vídeo você vai falar um pouquinho mais sobre o conteúdo uma sala de hoje vamos ver e ela é teóloga com mestrado e doutorado em educação e dedicou grande parte da vida o estudo da surdez foi a primeira surda conseguir um título de doutora no brasil diferença alteridade identidade surda são alguns dos seus campos de investigação eu estou aqui com a gaúcha gladis perlin que prazer tudo bem também é um prazer conversar com
você clarissa é uma satisfação estão muito feliz ah que ótimo como se sente sendo a primeira surda doutorada do brasil e de certa forma é uma carga ter sido a primeira eu abre portas para outras pessoas inspirando uma gente a fazer doutorado também antes não havia nada não havia nem artigos como iremos fazer era necessário inspirar mais surdos criar um grupo para juntá-los e bom então durante a 1ª conferência dos direitos da pessoa surda em porto alegre nós organizamos várias propostas encaminhamos para a sociedade porque não queríamos que a sociedade falasse por nós nós mesmos
queríamos falar sobre surdez que iríamos nos sentir representados ah e hoje olhe para você olha o seu exemplo e foi uma evolução fico muito feliz e e quais foram as principais barreiras enfrentadas e foram muitas barreiras quando eu entrei no mestrado era de educação especial e eu não me sentia bem com esse tema aquele não era o meu lugar me chamar de deficiente eu não aceitava aquilo ficava angustiada minha vontade era largar o curso a minha sorte foi que tive uma conversa com carlos scliar e ele me sugeriu buscar outros caminhos e repensar a educação
de surdos aquilo me abriu os olhos para as possibilidades e eu fui persistente no começo não havia intérprete depois eu mesmo eu tinha que chamar intérprete para mim além disso a interpretação era de um nível muito básico então eu precisava estudar muito eu queria entender as palavras eu precisava me esforçar é mas consegui e havia ainda a barreira social já que algumas pessoas não aceitavam o meu tema de pesquisa mesmo nas palestras que eu dava havia uma resistência portanto foram muitas barreiras mas eu seguir em frente até conseguir uma abertura e no fim deu certo
é e atualmente gladys é professora da universidade federal de santa catarina ufsc também já lançou e organizou diversos livros que são citados em teses e dissertações brasil afora hoje ela é uma referência para pesquisadores surdos e ouvintes na área de educação de surdos você defende a criação de cultura história e arte surdas configurando a ideia de povo surdo porque isso é importante é porque isso é muito importante para nós para nossa vida como surdos e a gente não pode misturar nossa cultura com a do ouvinte que outra coisa qual é a cultura de quem ouve
existem pesquisas sobre estudos culturais que nos dão suporte para compreendermos a cultura surda e assim como acontece com a cultura dos indígenas a gente precisa trazer à tona aspectos específicos dessas culturas a cultura surda é construída de maneira diferente da cultura ouvinte a do ouvinte tem como alicerce o canal auditivo olá tudo é criado com base na audição explorando muito menos o aspecto visual e aí e o ouvinte até deixe kula mas muito menos que o surdo o que conta com uma língua visual gestual o que vai caracterizar outra cultura esse é o chamado povo
surdo temos nossa língua a nossa história a cultura e leis próprias da arte própria olá olá olá hoje nós iremos começar a unidade um concepções de surdez e aspectos históricos da educação de surdos e e para iniciarmos nossa conversa é esse é o nosso estudo falou de identidades a doutora educação gladis perlin primeira professora surda de uma universidade federal a ufsc com números pesquisas sobre o tema identidades surdas afirma nós os surdos não somos deficientes para perlin ao mundo de referência solventes tintas que determinam que o lugar e a ser ocupado pelos surdos é o
lugar da deficiência superar esse ambiente de baixas expectativas significa disputar espaços em que as crianças surdas possam ter sua identidade constituída na experiência visual nas trocas com outros surdos na identificação com outros pares e tem um abismo percepção de mundo que eles em seus ativos perdi declara que não incluir a criança surda entre crianças surdas e incluída apenas em grupos de crianças ouvimos é o mesmo que exclusivas para compreender a totalidade dos sentidos que mandar surpreendentes palavras de berlim convido todos e todas a iniciar um processo de reflexão sobre o que temos ouvido apreendido e
repetido sobre oi e o mundo do qual a norma corresponde a ouvir e falar e ao final desse processo de reflexão faremos aqui agora e poderemos de forma mais consistente abrir menos intuitiva estabelecer a dialogia com as múltiplas vozes e as se apresentaram ao debate ao longo desse texto a inclusão de alunos surdos em salas de aulas regulares é uma experiência que gera esse tipo de reação o primeiro desconforto é inicia-se ao buscar o primeiro contato já que quase sempre não se sabe como fazer e vai devagar ou de forma bem articulada usar gestos e
mímicas será que buscaram manual alfabeto manual para soletrar as palavras escrever bem todas essas tentativas embora positivas elas podem ser frustrantes e não oportunizar a aproximação professor surdo iniciamos então nossa reflexão relembrando o fato amplamente divulgado pela mídia em 2006 é ou não jovem surdo foi preso injustamente por 13 dias e ao ser confundido com assaltante em posto de gasolina observe as manchetes desses jornais olha o que elas dizem surdo-mudo o mudo ou o surdo olha como essas manchetes tratam essa pessoa esse indivíduo surdo observe que as manchetes tratam de um mesmo fato no entanto
a diferentes denominações para fazer referências rapaz envolvido nesse suposto crime surdo mudo surdo ou deficiente auditivo mais uns estamos vendo qual seria a terminologia então mais adequada e se fosse se você fosse contar o fato alguém como você se referiria esse rapaz e o dia a dia nós estamos acostumados a ouvir ea entregar todas essas tecnologias e certamente o dirige utilizamos aquelas que julgamos serem mais apropriadas ou mais adequadas quase sempre sem refletir sobre nossas escolhas a mais antiga expressão para designar pessoas sem audição é surdo mudo e é também a mais equivocada do ponto
de vista da ciência sendo seu uso considerado inadequado e também pejorativo sabiam a mudez a mudez ela indica um quadro que impede a emissão da voz ou coração tendo como principais causas problemas orgânicos e fisiológicos como ausência ou uma formação nas cordas vocais língua boca ou outros ou o fato de estar relacionada a problemas neurológicos e psicológicos ao dizermos mudo associação imediata que se faz é ausência de voz palavra que remete a um duplo sentido a incapacidade de emitir sons da língua falada por um lado e por outro lado a impossibilidade de ter a sua
opinião o pensamento raciocínio a lógica a dívida dessa a representação é muito simples se a pessoa não pode falar ela não pode pensar e consequentemente é considerada limitada ou incapaz e portanto nós estudantes de pedagogia devemos evitar essa terminologia preconceituosa qual seria então a tecnologia mais adequada para se referir às pessoas as pessoas surdas isso mesmo desde a década de 1980 a comunidade surda mundial está organizada politicamente e defende aquele sua condição não é deficiente mas e falantes de uma língua diferente daquela utilizada pela maioria a língua de sinais é em virtude disso consideram que
a língua de sinais é o símbolo que os diferenciam daqueles que ouvem e por isso querem ser denominados surdos essa terminologia correto pessoas que utilizam uma língua visual ele fazem parte de uma minoria lindo e merecem ser respeitadas e reconhecidas em sua condição bilíngue já que também podem aprender a língua oral do país onde vive seja em sua modalidade escrita ou seja oral e vamos ver um pouco mais agora falando suas políticas linguísticas educacionais para os surdos frequentemente ao se referir a história educacional dos surdos nos deparamos com as classificações filosofias educacionais ou abordagens metodológicas
na educação dos surdos ou de surdos melhor dezembro se informa diferente da tradicional proporemos uma categorização que não leva em conta a metodologia em sua definição mas a escolha da língua ou das línguas adotadas para educar crianças surdas historicamente nesse sentido nós temos dois grupos de propostas foi criado primeiro grupo as políticas monolíngues e consideram apenas a língua oral no processo educacional das crianças e jovens surdos o fazem concessão a língua de sinais de uma maneira superficial e secundária nesse âmbito situa-se o oralismo e também a comunicação total e o segundo grupo seria políticas bilíngues
e consideram a importância das suas línguas ou das duas línguas melhor dizendo no processo educacional das crianças surdas a língua de sinais e também a língua oral oficial do seu país oralismo ea medicalização da surdez também o outro tema importante para falarmos aqui desde essa história da educação dos surdos é repleta de controvérsias em descontinuidades antes do século 19 os surdos ocupavam papéis significativos na educação é realizada então por meio da língua de sinais sendo que a maioria dos professores naquela época é um sorriso no entanto estudiosos surdos e professores ouvintes a época divergiam quanto
ao método mais indicado para ser adotado na educação de surdos uns acreditavam que deveriam priorizar a língua falada outros a língua de sinais e outros ainda um método combinado e em 1880 aconteceu um congresso congresso mundial de professores de surdos em milão na itália e chegou-se à conclusão de que os surdos deveriam ser ensinados pelo método oral puro ou seja proibiu-se qualquer forma de comunicação por sinais infelizmente ou no regresso a partir daí os furos eles foram submetidos a mais de um século de opressão sendo proibidos de utilizar a sua língua a sua língua materna
que a língua de sinais conforme podemos ver aí na gravura alguns até mesmo tinha suas mãos amarradas para que não utilizassem a sua língua natural a língua de sinais os outros relatam que apanhavam nas mãos com réguas ou como atores e cada vez mais se manifestavam gestualmente é isso acontecia sempre em todos os lugares aliada a proibição da língua de sinais na escola oralismo foi marcado por inúmeros investimentos em tecnologias da audição para o aproveitamento de restos auditivos de surdos parciais ou mesmo totais desde o século 19 a medicina foi a ciência que ocupou a
educação de surdos investindo seus pressupostos na produção de aparatos cada vez mais sofisticados para fazer os surdos ouvirem e as próteses individuais as chamadas a acesse e atualmente o implante coclear são aliados ainda presentes do processo da reabilitação e os furos constituindo a base de programas monolíngues centrados no ensino da fala e da leitura labial e fica aí a dica de leitura né uma dica complementar leitura labial mito ou realidade para vocês terem pouco mais conhecimento dessa área e também a comunicação total concessão ao gesto na educação de surdos a chamada filosofia da educação total
que tem sua gênese circunstanciado na década de 1970 com grande força no contexto os estados unidos representam um período de transição entre políticas monolíngues e bilíngues na educação dos surdos e por que dizemos que a comunicação total é uma política monolíngue sem sua abordagem ela utiliza a língua de sinais a língua oral gestos fala leitura labial alfabeto manual escrita ritmo dança para buscar objetivo da comunicação dos surdos justamente porque a língua de sinais não tem centralidade no processo educacional neste caso ela é tolerada e utilizada como um recurso a mais na comunicação como tantos outros
ou seja não é reconhecida como o sistema linguístico autônomo independente principal meio de simbolização da comunidade surda a falarem linguista para os surdos gera certo estranhamento entre as pessoas porque nos é familiar a noção dessa situação linguística em que duas ou mais línguas são utilizadas por um indivíduo ou comunidade de fala geralmente ligadas a falantes de línguas estrangeiras como o caso aqui nós temos o nosso país os imigrantes bem como em situações a que pertencem as comunidades indígenas também a picadas e diferentes locais aqui no território brasileiro no entanto além dessas comunidades os surdos são
considerados um grupo linguístico minoritário já que utilizam a língua de sinais preferencialmente em relação a língua majoritária do país em que vivem a sua língua natural mesmo sem o território geográfico definido um país surdo podemos dizer assim em que os surdos e sua língua de sinais estejam delimitados podemos considerar que é a diferença linguística o critério para reconhecimento social das pessoas surdas em relação à a sociedade majoritária a cada país cada país grave bem isso cada país tem uma língua de sinais e isso mesmo a sua língua de sinais distinta o fruto da construção histórica
da comunidade surda que mora o convívio ali aquele ambiente no brasil a língua do surdo se chama língua brasileira de sinais que resumindo se chama libras é isso mesmo assim que é falado é assim nós exemplos por todos os surdos que têm algum oportunidade de compartilhar experiências sociais entre os seus pares por meio da comunicação visual e tudo isso fica claro que os surdos podem ser considerados bilingue bilingue o denominar em duas línguas legitimamente brasileiras posto que ambas expressam valores crenças e modos de percepção da realidade de pessoas que compartilham elementos culturais nacionais que ocorre
que uma das línguas o português é a língua oficial maioritária no país em que vivemos enquanto a outra para eles ou para nós melhor dizendo a libras que é uma língua minoritária que não goza de prestígio social e é utilizado por um grupo restrito de pessoas o decorrer da nossas aulas aqui vocês vão perceber que eu também sou sinalizando né eu também é melhor pro prio dessa língua os meus gestos mas resumindo vemos que o termo surdo-mudo equivocado e perder ativo uma vez que os surdos não estão impedidos de produzir som ou suas cordas vocais
e alguns deles aprendem a oralizar quando submetidos a programas de reabilitação oral a expressão vimos também que a expressão deficiente né ou deficiência auditiva ela é frequentemente utilizado na área da saúde por médicos e o rolos impulsão de sua intervenção estar focada nos problemas auditivos e também os processos de reabilitação da audição e da fala a comunidade surda rechaça esse tempo pelo fato de ele estar impregnado da visão negativa do surdos com aqueles a quem fala falta algo e que deveriam ser tratados para chegar a padrões de normalidade próprios de nós ouvintes a comunidade surda
ela defende a utilização do termo surdo posto que ele remete a uma comunicação visual em que as línguas de sinais marca a identidade linguística e cultural que lhe é peculiar e por mais de um século vimos também que os surdos educados em escolas é classes especiais receberam tratamentos ou atendimentos que visavam tão somente e sua reabilitação oral e auditiva as práticas terapêuticas contaminar o infelizmente as escolas com for convertendo-as em espaços clínicos exclusivamente destinados ao ensino da fala transformando docentes em terapeutas da fala que se limitaram a cumprir a missão mais uma vez de normalização
dos surdos por meio da reabilitação e vivemos um momento de transição em que os projetos de educação bilíngue ainda não se consolidaram os sistemas de ensino ea geração de estudantes surdos matriculada na educação básica mais notadamente a partir da década de 1990 justamente pelo reconhecimento legal da sua diferença linguística assume características específicas a educação bilíngue para surdos é uma conquista mundial o que deve ser objeto de estudo e volta política de todos os trabalhadores da educação que defende a bandeira educação para todos com qualidade dessa forma encerramos nossa aula por aqui bons estudos e até
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