Olá a todos. Hoje nós já passeamos pelo Brasil inteiro, ouvimos muito falar de desafios, mas acho que a gente agora tá chegando no Sul e vai falar sobre que essa questão de desafios e ninguém mais do que essa região do Brasil enfrentou desafios. Não só os desafios que a gente tem geográficos e normais, mas todo o o desafio que aconteceu, que todo mundo sabe, que acho que todo não existe um brasileiro e até as pessoas do mundo inteiro que não t empatia por tudo que eles enfrentaram.
Então a gente tá chegando nessa região, a região sul, uma região que carrega na sua essência essa força de superação, de reconstrução da inovação que a gente tanto fala numa carga absurda. Se algo que vai definir esse território é a capacidade de se reinventar diante dos desafios, de transformar dificuldade em oportunidade de seguir sempre adiante com resiliência e determinação. Então, o RH no Sul se encontra diante de um momento crucial, onde as mudanças, desafios exigem todo dia esse olhar estratégico e humano, ao mesmo tempo que precisam criar as oportunidades de empresa e como reconstruir, como fortalecer as empresas e as pessoas ao mesmo tempo para que sigam crescendo de uma forma sustentável, inovadora.
Essas são apenas algumas das questões que a gente tem para trazer, para ouvir hoje e para conduzir essa conversa essencial, a gente tá tendo aqui a honra de receber a Lucélia Urique, que diante desse cenário inteiro, que a gente sabe que os profissionais de de RH já são sobrecarregados, imagina um profissional de RH na região sul hoje. E é a Lucélia é uma líder que personifica a essência desse RH estratégico. Ela é RED de RH, executivo de recursos humanos, especialista em cultura organizacional, palestrante, consultora de negócios.
E eu acho que a Lucélia hoje vai trazer essa visão transformadora sobre como reconstruir e impulsionar a gestão de pessoas em tempo de mudanças, porque se eles conseguem, nós também temos que conseguir. O Sul é uma terra de coragem, de persistência e de excelência. Eu quero, espero que essa palestra nos inspire a pensar em novos caminhos, a fortalecer uma cultura organizacional melhor e a enxergar que após as águas sempre é um novo horizonte esperando para ser construído.
Que sigamos juntos, o desafio continue. O sul se reinventa cada passo e a gente precisa se reinventar com você. Eu vou passar aqui a palavra paraa Lucélia, já agradecendo muito por você estar conosco aqui hoje.
Oi, gente, boa tarde. Eu que agradeço a oportunidade de estar falando primeiro do meu estado, né? Todo gaúcho tem muita força, muita honra de ser gaúcha, né, essa paixão.
Segundo, por falar de um de um momento desafiador muito forte no nosso estado, mas que também e trouxe grandes reflexões, principalmente em questão de colaboração, de união, eh de resiliência, né, de ações que foram feitas naquele período e que ainda continuam sendo feito, porque por mais que aquele momento foi um momento complicado, a gente sabe que ainda a gente tá numa reconstrução, a gente não tem ainda algo tão tão organizado ou tão planejado ou tão executado, as coisas foram acontecendo e a gente teve que se eh teve que se adaptar eh às necessidades. Então, falar desse momento é um é um é um é relembrar, mas também é trabalhar a questão de reflexão. Trouxe aqui alguns dados pra gente poder começar.
Eh, e acho que é bem importante para até pra gente poder trazer trazer o um histórico mesmo, um remember de tudo que aconteceu. Então, eh, trazendo um pouquinho da Luélia, né? Eu sou, eu sou administradora, tô já tô há mais de 15 anos na área de recursos humanos e eu também sou avaliadora, faço parte aí da Associação Brasileira de Recursos Humanos.
Também sou avaliadora dos prêmios do top ser humano, tanto no Rio Grande do Sul quanto Salvador e Santa Catarina e Paraná. Agora, eh, trazendo esse histórico para vocês, o Papo ele é, ele fala de educação, ele fala da área de recursos humanos de uma forma descontraída. Ele foi fundado em 2017 para conectar os profissionais da área de recursos humanos.
Então, além de um talk show de educação, ele também tem um olhar paraa conexão de de dos profissionais da área de recursos humanos e trabalho, eu trabalho como consultora de treinamento, desenvolvimento e desenvolv e e questões de liderança e mentoria. Tá aqui um pouquinho do projeto que aconteceu e acontece em alguns estados, mas principalmente nasceu e no Rio Grande do Sul. E a gente tem feito na no período da pandemia, a gente fez um pouco online e até mesmo tivemos um momento de arrecadação para para pra questão das enchentes, né?
Um pouquinho do cenário pra gente começar a olhar o que que foi, o que que ainda tá sendo, né? O cenário quando atingiu eh as as inundações atingiram, a gente começou a olhar tanto pro cenário das empresas, mas quanto das pessoas. Mas quando a gente fala de RH e de olhar eh de mercado de trabalho, mais de 47.
000 indústrias estavam assim localizadas em municípios que foram atingidos para pela enchente. 63% era indústria, imagina. Eh, e essa essa essa essa paralisação foi afetada assim economicamente muito forte.
Já no comércio que pode lojas en sem varejo, tem mais de 194. 000 empresas foram afetadas pela inundação. Então vocês imaginam esse cenário, né?
eh as empresas, as casas, a tua casa sendo eh invadida pela água e e muita na maioria do período que ficou sem perspectiva de baixar, sem perspectiva de voltar pro trabalho ou paraa sua casa. Fora as coisas que aconteceram, houve morte, né? Houveram mortes nesse período.
A gente sabe que, infelizmente, algumas pessoas perderam a vida e muitas milhares ficaram desalojadas. Então, a gente tem um cenário realmente eh de muita tristeza nesse período no setor atacadista, né? Eh, registrou uma queda do volume de vendas, naturalmente em questão de de maio, mas a gente teve muito impactos, né, na questão eh dos segmentos atacadistas.
nas micros e pequenas empresas, a gente teve mais de 36%, né, que são do Sul, eh, estão ainda ainda tem um olhar, estão retomando aos poucos, mas ficaram assim um bom tempo, permaneceram um bom tempo fora de operação. As pessoas não voltaram pros seus microsócios, paraas suas pequenas empresas, paraas suas necessidades. Quando a gente fala de cabeleiros, quando a gente fala de manicure e pedure, quando a gente fala de micros, né, quando a gente fala de entrega, de teleentrega, serv os os microsendedores no Brasil e principalmente quando a gente olha no Rio Grande do Sul, essas pessoas ficaram muito tempo fora de de operação porque é uma necessidade.
Porém, naquele momento a necessidade era sobreviver, era ter um long dormir, era comer, era tomar banho. Então tinha outro de de nesse sentido. Então para essas pessoas o desafio foi muito maior porque aquela renda que se tinha acabou se perdendo mais ainda, né?
E mais de 60% relatar ter sido, né? impactado severamente. Quando eu olho essa essa foto, essa é uma foto que mais me impacta, me impactou durante quando eu cheguei a Porto Alegre, quando eu estive no período lá, porque quem conhece Porto Alegre tá vendo que o mercado público é a entrada da da do trenser, né, do Trensúber.
Então quando o que que acontece com isso? A gente tem um olhar muito forte, a parte também da rodoviária que inundou. Então, era muito triste a gente ver isso e as pessoas mais velhas, crianças, cachorro, tudo que for saindo da sua casa sem perspectiva de retorno, porque a água não baixava.
Então, a gente teve mais de 47. 000 empresas tiveram e esse impacto. Fora os a como eu trouxe para vocês, as micros, as pequenas, né?
o quanto impactou em tudo e e quando impacta não só porque não foi só capital, foi região metropolitana, teve interior, então teve muitas regiões, né? Mais quando assim, quando a gente olha dos municípios, não foi uma parte específica, né? foram várias várias partes.
Então isso acaba que ficou muito mais forte assim para nós, muito mais impactante. 870. 000 pessoas foram diretamente atingidas pelas engentes, né?
Então a gente tá falando aí de uma população que é baseada em 418 municípios. Eh, nesse sentido, uma estimativa. Então, muitas pessoas secaram, muitas pessoas estavam numa situação de emer organização, a, a união do do da do quando a gente fala do civil das pessoas, né?
Eh, foi muito bacana isso e foi onde a gente conseguiu talvez ter algumas ações e algumas iniciativas imediatas. Com todo esse cenário, como é que tava o papel do RH, né? Quando a gente faz uma reflexão do que que é um RH estratégico, do que que é um um papel realmente no nesse tempo de nesses tempos de reestruturação, o que que o RH pode fazer, de que forma o RH pode atuar.
Então, olhar para isso, o RH, mais uma vez a gente teve, passou pela pandemia e agora falando desafio no no se posicionar e também eh no entender cada vez mais das pessoas. Então, o que que o RH fez, né? Primeira coisa era pensar na sobrevivência das pessoas, era fazer contato com os colaboradores, era entender como é que eles estavam, quem precisava do que quem tava com isso, se alguém tava salvo, tava num lugar seguro, como é que tava os familiares, né?
Eh, de nada adiantava eh fazer contatos para perguntar outras coisas. A gente queria saber, vocês estão bem, vocês estão seguros, como é que vocês estão, né? esse olhar de de acolhimento e colaboração.
Alguns colegas, alguns amigos eh alojaram ou ou chamaram ou ligaram, né? Principalmente quando a gente fala de times, né? fizeram já o contato imediato e e cederam a sua casa, aqueles que estavam seguro.
A gente também nesse sentido, para quem podia, né, eh pensar, a gente tá ali num olhar de repensar novos modelos de trabalho, então a gente como é que eu vou cobrar ou como é que eu vou fazer alguma coisa se a pessoa não tem nem roupa, ela não tem onde dormir, ela não tem, ela perdeu os documentos, né? Então esse não era o momento de falar sobre como essa pessoa vai voltar pro trabalho e sim repensar a forma de pensar no trabalho. Focar no ser humano de forma integral, eh, físico, psicológico, é, dá todo o suporte.
A gente também teve uma rede de profissionais de recursos humanos, as empresas se uniram, a Associação Brasileira de Recursos Humanos também eram pontos de doação. Então a gente teve uma união muito forte com os profissionais até para fazer um bting. Que que tu tá fazendo?
Como é que tu tá fazendo, que situação é essa, que como é que tu fez? Porque pegou todo mundo de surpresa, né? nós não sabíamos como agir naquilo e acompanhar o que que a gente podia fazer sobre a legislação trabalhista, porque também, né, eh, num segundo momento a gente também tem que olhar para isso, porque tem a questão do da empresa.
Então, basicamente, a gente agiu dessa forma, eh, com sempre no olhar do acolhimento do ser humano. E aí algumas empresas como a JBS, como o Renner, como a NK Story, elas fizeram algumas coisas que foram bacana, né? A JBS, por exemplo, antecipou o pagamento 10º salário dos seus funcionários.
A Renerdoou e financiou aluguel para barcos, né? Ah, fez doações de lojas de produto de requação. Então, a gente começou numa rede muito forte para ver o que que a gente que cada região precisava.
E tinha regiões que precisava de tudo, né? Então, eh, conectar com essa com as empresas de o RH de outras empresas para fazer ambiente, para entender o que, como é que eles estão agindo, quais são as orientações que a gente pode fazer. Isso foi uma coisa muito bacana.
A, os profissionais da área de RH se uniram de uma maneira fantástica e isso fez toda a diferença. Isso a gente deveria fazer cada vez mais com profissional de RH, tá? conectar com mais com mais profissionais, conectar as áreas, entender como é que tá funcionando no no norte, no nordeste, a gente fazer esses banks para poder aprender cada vez mais, porque a gente tem muita coisa para aprender.
Quando a gente fala de inovação e tecnologia, quando a gente fala de ferramentas pro futuro, foi super bacana, principalmente na PUC, na faculdade da PUC que a gente tem outras faculdades e outros movimentos que fizeram apps, apps paraa pessoa que sumi que que sumiu, que não localizava nos abrigos, paraas crianças. e também surgiram muitas texs, muitos apps, muitas ferramentas para recolocação pós pós enchente. Então, a gente tá falando que as gerações, atualmente a gente tem um um uma briga, né, ou uma infantilidade dizendo que geração isso, geração aquilo é melhor.
E na pandemia a gente não teve isso, a gente viu todas as gerações trabalhando unidas e principalmente a geração que é da tecnologia que nasceu para tecnologia eh reconstruir, fazer aplicativos que pudesse ajudar localizar pessoas, localizar eh crianças, abrigos, organizar dados, né? Gente que perdeu documentação e e também a gente teve ajuda de outros estados no Brasil, né? né?
Não só de alimentação, mas também com olhar de tecnologia. Muita agilidade para ajudar. As coisas nasceram da noite pro dia porque precisava improvisar.
Então, a gente tem alguns momentos em que para fluir a criatividade ou eu vou na necessidade, na dor, ou eu vou eh no espaço para poder criar. Então, a gente na dor teve muita agilidade para ajudar. E o futuro é agora, né?
Eh, acho que foi comprovado cada vez mais que a gente não tem controle das coisas, mas que tem outras que a gente pode simplesmente ajustar e e tecnologia também nos ajuda, ela não só nos atrapalha. Quando a gente fala de saúde mental, que foi o principal e foi o boom, eh, não só durante, mas após, porque pessoas perderam entes queridos, pessoas ficaram passaram por traumas, né, de eh de ficarem de de ficarem com a casa eh submersa, eh de demorar ajudas, de várias coisas que aconteceram, né? Então, saúde e bem-estar não é algo que a gente tá falando só da pandemia, não é algo que a gente já tem aí uma NR01 atualizada, ela virou pra e na pandemia e na na enchente, pós enchentes foi prioridade recuperar essas equipes, foi prioridade o RH ligar, se conectar e até o próprio RH mesmo, porque o RH faz parte das equipes.
Como é que tava o meu RH, né? Como é que estavam as pessoas para cuidar das outras? quem cuida de quem cuida, como é que tava para cuidar de alguém, quem é que vai cuidar dessas pessoas.
Então, também foi um desafio para para as equipes de de RH. E aqui é um é uma um uma algo muito forte, porque primeiro antes de qualquer coisa, eu tinha que sobreviver, eu tinha que que olhar para essas pessoas e e e entender que elas eh perguntar, entender, acompanhar se elas estavam num lugar seguro para poder sobreviver. E aí, aos poucos, a gente ia cuidando da saúde mental.
Então, a gente eh é muito forte tudo que aconteceu, mexe muito com a gente, porque meu meu meu meu cunhado, né, meu cunhado, eh, meu sobrinho, meu sobrinho é salva vidas, né, e meu cunhado também. Então, os dois foram como voluntários. Então, foi algo surreal, as cenas, as situações.
Então, o primeiro de tudo, antes de falar de saúde mental, é sobreviver. sobreviveu, vamos colocar essas pessoas onde? Que que abrigos, hotéis, eh vamos alugar apartamento, o que que a gente vai fazer para essas pessoas?
E aí a gente vai cuidar da saúde mental. Primeiro vamos cuidar da física para depois cuidar da saúde mental. Então esse foi o lema assim da questão de organizar.
E aí foi muito bacana porque a área de RH, eh, a gente teve um um cadastro enorme de psicólogos voluntários, de profissionais da psicologia, não só clínica, mas também organizacional. a gente tem teve um cadastro imenso de consultores de RH e pós enchente para ajudar nas recolocações, para fazer cadastro, para peg para vedar eh documentação, para fazer currículo, para indicar, porque surgiram várias ações de vários estados, inclusive de Santa Catarina, para essas pessoas que perderam tudo virem para outras cidades. Então, esses consultores de RH, esses profissionais, principalmente os consultores que t que trabalham como em consultoria, eles trouxeram, fizeram muita ajuda.
Eu fui uma que indiquei pessoas, tenho o meu grupo lá de vagas, eh, reavaliei currículo, ajudei no que for necessário, a gente fez um mtirão para que as pessoas pudessem aí se deslocar e fazer contato com as empresas. Então, foi super bacana criação de um programa de saúde mental. Então tinha lá os psicólogos de eh voluntários, mas também tinha algo para as crianças, tinha eh é todo um programa que o próprio também governo, o próprio estado também acabou fazendo.
Mas quando a gente fala de iniciativa privada, a gente fala de de profissionais, se criaram vários programas para ajudar essas pessoas pós pós enchente, né? ações para amenizar o sofrimento, ações recreativas em algumas abrigos, ações de conexões com familiares de outros estados, ações para eh para conexões, muita gente voluntária para ajudar e assim teve com acolhimento para todos, né, da forma que dava, com as condições que se dá, se tinha, a gente fez assim no máximo que a gente podia fazer naquele momento. Então também não podia se fazer muita coisa, porque a gente não podia fugir daquele cenário.
A gente só poderia amenizar a dor, porque tem gente que até hoje não voltou para sua casa, né? Que tá se reconstruindo, que tá na casa de alguém, que tá de aluguel, que trocou de estado, que trocou de cidade. Então, nós ainda temos dificuldades, é uma reconstrução.
As coisas melhoraram, sim, mas isso não quer dizer que eu só teve pessoas que conseguiram eh voltar paraa sua casa. Mas como é que tá a saúde mental dessas pessoas, né? Então tem o durante e o pós o pós enchente.
Então aí tem um desafio quando a gente fala de acolhimento a todos, né? E aí como é que funciona uma gestão de mudança e uma adaptação organizacional quando a gente fala de empresa, né? Porque a gente tem que repensar muitas coisas, né?
E a gente tem que repensar no no como novas pessoas para ouvi-las, né? eh entender o nosso papel, medir o nosso papel como empresa, como sentido de empresa. Eu acho que isso eh para quem talvez visava só o lucro ou tinha uma uma cultura, um ambiente de lucro e resultados, quando foi atingido pela enchente entendeu que que o único eh que a única fer que a única algo que é o mais principal da da empresa são as pessoas, porque as mesas, as cadeiras, inclusive a gente teve bastante algumas dificuldades, os dados foram violados, a gente teve problema com compli dados foram vazados, as pessoas perderam documentação.
Então, quando a gente olha isso, a gente faz uma reflexão principalmente de que as pessoas são são eh são os principais eh fontes da nossa empresa. E aí eu eu olho pro papel da liderança, né, porque algumas áreas a gente conseguiu eh eh voltar ao presencial, né? Até hoje a gente tem alguns problemas de transporte.
Então assim, que papel de liderança, que líder é esse, né, eh, que está diante dessa equipe, dessa pessoa que perdeu tudo ou que perdeu um ente querido ou que não tem como voltar para casa ou que não tem eh nem roupa. Então, como que é tudo isso nesse cenário, né? Como é que tá?
Então, o papel liderança ele é fundamental. eh cada vez mais eh tem uma exigência da liderança, mas também tem a gente precisa preparar essa liderança para uma liderança mais conectada, para uma liderança mais humana, para uma liderança que que também pode ter passado e alguns passaram eh por por pela mesma situação e aí talvez se colocando no lugar do outro, sentindo na pele, pode ter mais flexibilidade. Eh, as palavras adaptação e a flexibilidade, ela é fundamental.
Se você não tem isso, você sofre muito mais, porque a vida vai te empurrar, a situação vai te pressionar e você pode tem a tendência de adoecer. Então, quando a gente fala de tudo que a gente já possou pós pandemia e vem essa enchente, eh, adaptação, flexibilidade, ela é fundamental para a empresa, para a liderança, para poder acolher todas essas pessoas. ajuda financeira, porque sim, as pessoas eh têm as seus seus gastos, as pessoas têm eh as suas necessidades e a gente não pode romantizar a pobreza, até porque tudo a gente precisa de de de ajuda financeira.
E quando a gente fala disso até para para morrer, a gente precisa hoje de dinheiro. Então quando a gente fala isso é olhar como é que tá a educação financeira do meu colaborador, como é que tá. Aqui vem um papel muito forte de questão de carreira, eh, de benefícios, de ajuda de custo.
Aqui é é um momento onde a gente precisa refletir o que que a gente tá oferecendo e o que que a gente pode oferecer, sabe? Eh, para essas pessoas que passaram pro isso, mas para as próximas, porque a gente não, a gente reza e pede que isso não aconteça novamente, mas a gente não tá livre. E ao mesmo tempo, como que a gente pode educar?
Como que a gente pode ajudar essas pessoas? na questão educação financeira e resiliência em tempos de crise. O que mais se viu foi gente persistente, resiliente, que não desistiu de salvar a vida, que não desistiu de ajudar, que eh cada um fez o que pôde no seu jeito, no se na na com as suas condições, mas todo mundo ajudando, né?
Eh, minha mãe tem 70 anos, ela não podia ir para alguns lugares, enfim. e ela ajudou eh organizando, selecionou roupa de cama, lavou as roupas de camas para enviar, fez alguma ação com os vizinhos. Então, de alguma parte, né, quando a gente fala de empresa, eh, da pessoa que que tá na na porta nos recepcionando, eh, é o pensar é refletir sobre resiliência em tempos de crise, é auxiliar, é ajudar, é fortalecer essa essa posição não só da empresa, mas também a relação empregado e empregadora, a relação de humanização com a empresa.
resultado vai vir vai através das pessoas, criatividade vai vir através das pessoas, tudo vem através das pessoas. E se essas pessoas não estão saudáveis fisicamente e mentalmente, se elas não têm o básico, as necessidades básicas lá da pirâmide Masmol, né, quando a gente fala das necessidades básicas de dormir, comer, ter uma casa, tomar um banho, essas coisas básicas, como que essa pessoa vai produzir? E com um trauma desse, eh, que nós passamos, imagina como uma liderança pode contribuir eh pode ajudar esse colaborador, né, esse liderado.
Então, é uma reflexão de humanidade, não só porque passamos por isso, mas porque passamos e ter outras situações também no nosso dia a dia que a gente esquece isso. Então, o papel da liderança é fundamental. Essa é é uma uma foto que também mexe muito comigo, né?
Eh, que é uma foto quem chega eh de da Freeway, quem chega em Porto Alegre passa por pela parte do Carlos Mauá, quem vem de avião também. Então são cois são são lugares que quem nasceu em Porto Alegre, quem nasceu na capital, né, eh ver o que aconteceu é um pouco surreal. E e eu lembro da muito das imagens, né, da gente olhando, não só dos animais, não só dos resgates das pessoas, mas assim aquele aquele resumo de da Porto Alegre, aquele resumo de outras cidades que que eu que eu conheço.
Então é era muito triste, né? eh era quase que inacreditável que que nós estávamos passando pela aquela situação que nó como que nós chegamos até eh este momento e por, né? Eh, todo esse tudo isso.
Então, eh dizer que foi uma experiência, uma experiência surreal, que eu achei que nunca passaria. a gente tava acostumada a ver essas situações pela TV em outros lugares e até mesmo fora do país, né? Mas quando a gente vê na nossa cidade, na nossa casa, com os nossos amigos e que a gente precisa unir força para forças para poder eh continuar e ajudar o próximo, é extremamente desafiador e e e passa um filme, né?
Eh, às vezes dizer, como que a gente conseguiu? E a gente conseguiu e a gente vem aos poucos reconstruindo, não é da noite pro dia, tem muitas coisas ainda para fazer, tem muita gente que realmente ainda perdeu e que está se reconstruindo, que conseguiu voltar para sua casa, mas perdeu tudo. Então, tem muitas coisas pra gente fazer nesse cenário.
Inclusive tem pessoas que já saíram do estado e foram para outro local. E a gente ainda continua, a gente continua apoiando, seja numa recolocação, seja num olhar de psicólogo para ajudar. E as empresas tão estão cada vez mais eh no Rio Grande do Sul, mais sensibilizadas, mais com um olhar mais humano.
E os RHs têm esse grande papel. mais uma vez o RH tendo a oportunidade de ser protagonista e ser valorizado, porque a gente ainda ouve muito cara de recursos humanos, não tem isso, né? E e na verdade acho que esse papel ele é muito forte.
O RH é fundamental, o RH ele é essencial, o RH é o coração da empresa. Então que a gente possa nesse momento reforçar cada vez mais o papel do área de recursos humanos. É isso, pessoal.
deixar aqui para quem quer conectar comigo, conhecer um pouquinho mais no trabalho, deixar aqui para vocês eh os Qcodes aí para poder eh conectar comigo, tá bom? Muito obrigada, foi um prazer aqui falar com vocês. Nossa, Lucéli, a gente que agradece.
Deixa eu ver com o André se tem alguma pergunta. Sim, tivemos algumas perguntas que chegaram aqui durante a apresentação. A primeira é da Alessandra Barros.
Ela pergunta: "Eu queria aproveitar esse contexto em que as chuvas do Rio Grande do eh em que as chuvas do Rio Grande do Sul em 2024 trouxeram diversas perdas. Muitas empresas fecharam e outras estão se reinventando para sair da crise. " E ela pergunta: eh, como o RH pode auxiliar no gerenciamento desse tipo de crise?
aquelas que fecharam, eh, é algo que a gente precisa entender como legislação trabalhista, né? E também um o entender o formato, né? Como é que se conduz.
Eu acho que uma das coisas que o RH ele ele ajuda é na condução, porque na pandemia, quando a gente for analisar, muitas empresas também me fecharam. E e na pandemia eu trabalhei muito a demissão consciente, é o acolher, é dizer que naquele momento a empresa não tinha condições condições de de se manter aberta. Da mesma forma o que aconteceu no Rio Grande do Sul.
Teve empresas que fecharam e que a gente teve que trazer. Olha, pessoal, nesse momento o que a gente consegue eh é pagar este valor, a gente tá nessa situação e aquelas pessoas que est que foram demitida ou que acabaram sendo remanejada, enfim, ajudá-las nesse sentido de orientar. Paraas pessoas que foram demitidas, a gente tem várias formas, desde reformular um currículo, ajudar numa entrevista e indicar para outras oportunidades.
Então, a o o RH pode ajudar muito nesse papel. Primeiro, entendimento junto com o dono da empresa, junto com os diretores, qual é a real situação, de que forma ele quer que seja conduzida e comunicar as pessoas, falar para as pessoas, explicar o motivo eh num numa forma mais acolhedora possível, porque é um momento desafiador. OK.
Bem, a próxima pergunta é da é do Richardson Rodrigo e ele pergunta mesmo empresas eh que que não estavam em locais críticos sofreram com as chuvas, pois os fornecedores precisavam precisaram pausar, né, suas entregas, né, sejam por terem sido afetadas ou pelas estradas estarem alagadas. Eh, assim como clientes cancelaram pedidos, né? Eh, e ele pergunta como o RH pode auxiliar eh a conter, né, esse impacto financeiro que as empresas tiveram?
a gente não tem como eh conter porque eh no sentido de de de custos, né, de de investimento, porque a gente pode eh olhar pro cenário eh e e ver o que qual é a a saúde financeira da empresa para poder manter esses esses colaboradores, para poder redimensionar, porque a gente não tem como fisicamente, por exemplo, eh, dentro da da todo o cenário que aconteceu, eh, minimizar isso que a gente pode, entender a cultura, o clima, o negócio da empresa, a, a, a saúde financeira junto com as pessoas estratégicas que que realmente decidem, né? eh e ver quais são os impactos nesse sentido, porque provavelmente eh quem trabalha por comissão não teria essa comissão nesse momento. A gente teria que colocar para um outro momento, mas o que que a gente poderia pagar, né?
Daqui a pouco a gente pode pagar 50%, a gente pode pagar 60%. Esse entendimento, ele tem que tá muito alinhado com quem tá liderando, quem é dono da empresa. E aí quando tu sabe da saúde mental, eh da saúde financeira, perdão, dessa empresa, daqui a pouco, se eu se se eu tenho um um time de vendas muito grande e ele não vai conseguir faturar e não vai conseguir eh receber, daqui a pouco eu vou ter que a a desse pau 13º vou ter que fazer algo, vou ter que dar férias, vou ter que fazer algo para minimizar um impacto, tá?
não só do colaborador, mas como a saúde financeira do do da empresa. OK, Lucélia. Eh, a próxima pergunta é da Ana Clara e ela pergunta: Eh, com a crise instalada, a empresa já começa a buscar formas de lidar com ela e essa forma impactará em como ela é vista no mercado.
Qual é a melhor forma do RH fazer essa comunicação? Ela tá dizendo no, pelo que eu entendi, ela quer saber da imagem da da empresa, né? eh das formas de comunicação, se essa empresa tem uma reputação ou não.
Isso. Eh, se essa empresa já tem uma reputação de rotatividade de um ambiente pesado, eh, não cabe só o RH fazer essa esse processo. Acho que tem uma conexão com as áreas para poder melhorar o clima, o ambiente, a conexão.
E isso não depende só do RH. A gente tá falando de marca empregadora, a gente tá falando de reputação e a gente tá falando de clima e cultura. O que tem que acontecer que o RH precisa cada vez mais medir o clima, o ambiente, até para trabalhar as questões de de saúde mental e de acolhimento.
E como que foi essa empresa no período da da enchente? se ela já não fez o o esse todo esse cenário que a gente tá que eu trouxe para vocês, se ela não teve acolhimento, se ela não teve resiliência, se ela eh ela não ela deixou de atender o colaborador nesse período de crise, provavelmente eh e eh já é uma cultura dessa empresa. E aí então é um algo que precisa ser revisto.
E aí o RH pode o quê? coledados através de entrevista de ligamento, através de outras ferramentas para poder trazer paraa grande diretoria. Mas não é o RH que decide essa mudança.
Ele pode trazer dados e fatos para contribuir para ver se as se a alta diretoria muda, mas ele não é o responsável eh diretamente dessa dessa mudança. OK, Lucélia. Agora a última pergunta da Débora Nunes, ela pergunta a questão do cuidado, né, que você já disse do cuidado dos colaboradores que foram afetados, mas ela pergunta de um outro olhar, ela pergunta de uma empresa que não foi afetada, né?
Vou vou ler na íntegra a pergunta dela. Eh, tiveram empresas que não foram afetadas fisicamente pelas chuvas, mas alguns colaboradores tiveram suas casas atingidas. Ela pergunta: "Qual é o posicionamento da empresa para auxiliar o funcionário nesse momento?
" Isso aconteceu, não aconteceu apenas em uma e aconteceu em algumas e e foi o posicionamento de acolhimento também, primeiro de sobrevivência, de entender quem quem são essas eh como que estavam essas pessoas e segundo eh ações como eu trouxe aqui da da eh de algumas empresas de ancipal 13º da empresa mesmo eh fazer um mutirão para poder ajudar esses colaboradores, seja de móveis, seja de roupa, seja de pintura, seja de do que for, né, que depois que passou a enchente, essas pessoas voltaram a um não deixar no alojamento, mas talvez alugar algum eh algum hotel, colocar em algum hotel ou algum alguma pousada, enfim, soluções que essas esses RHs perceberam, porque a primeira coisa quando aconteceu era saber se as pessoas estavam bem, era saber se as pessoas estavam seguras, era recolher as as pessoas. Eh, quando a gente fala de Eldorado do Sul, que é uma região metropolitana, quando a gente fala de de Cachoeirinha, quando a gente fala de Canoas, eh foram regiões muito afetadas, Porto Alegre, zona zona norte foi a mais afetada e um pedaço da zona sul. Mas quando a gente fala dessa região da da de outras cidades e região metropolitana, a água realmente é a cidade de cara desertas, né?
porque tiveram que recolher as pessoas tiveram que sair todo mundo e aquelas pessoas que não saíram ficaram dentro das casas e que depois infelizmente até algumas acabaram falecendo. Então quando a gente fala disso, as empresas sim, da mesma forma que algumas empresas foram atingidas, outras não foram, mas os seus colaboradores foram. E aí entra o papel da liderança e aí entra o papel do RH, que foi extremamente acolhedor e humano para entender novas formas e para poder acolher desse sentido, seja de fazer um mutirão, seja de fazer um olhar acolhimento, mas principalmente de salvar as vidas primeiro, né?
OK. Bem, essa foi a última pergunta, Angélica. Podemos encerrar?
Lucele, muito obrigada mais uma vez por você estar aqui e o que você precisar da gente, você pode contar conosco, pode falar, pode pedir. A gente tem uns cursos online, se tiver afim de usar, enfim, a gente tá aqui para ajudar também a agregar. A gente sabe que o trabalho de vocês foi uma coisa brilhante e muito obrigado por est aqui dividindo ainda um tempo com a gente de estar falando com o pessoal.
Eu que agradeço a oportunidade, ficar à disposição paraas próximas. Adorei participar e é sempre bom a gente trazer um pouco do que a gente viveu eh nas dificuldades, nas crises, para as pessoas se inspirarem e e valorizar cada vez mais a vida e cada momento. Pois é, às vezes as pessoas super valorizam coisas que não tem nem importância, né?
Exatamente. Ou se comparam ou vive numa ansiedade. Viva o agora, o aqui e o agora, né?
E aproveite, a gente tem tantas coisas boas e ferramentas nessa vida a gente só tá de passagem, né? Então que seja esse um momento maravilhoso, que seja o único, que seja saudável, que seja bacana para todos nós. Bem, pessoal, então muito obrigada, Lucélia.
Essa foi a nossa última palestra, o último webinário. A gente encerrou todas as regiões do Brasil e em breve vocês vão receber as comunicações dos grupos. O André já tá montando isso.
E dia 25 às 10 horas a gente tem a nossa palestra magna com um dos jurados, que ele vai falar também dos desafios do RH, um pouquinho de tudo que vocês ouviram hoje. E a gente vai dar maiores detalhes sobre a ementa e continuar esse nosso desafio que a gente sabe que é grande quando a gente junta, quando a gente vê esse Brasil todo de norte a sul, é bem complicado. A gente tem muita coisa para fazer, mas nada é impossível.
com a maior prova disso tá aqui com o que a Lucélia tá trazendo que se com todas essas dificuldades eles conseguiram, então nada é impossível nunca. Obrigada Lucélia, obrigada todo mundo. Boa noite.
Obrigada a todo mundo que teve com a gente hoje. Até a próxima. Tchau.
Tchau. Acho que já saiu. Ela saiu.
Oi. Oi, Lucélia. Não escutei.
Ah, obrigada, viu? Ficou à disposição. Qualquer coisa, só me chamar, tá bom?
Abraço. Pode deixar. Muito obrigado.
Muito obrigado. Tchau. Tá.