em 1755 um verdadeiro Apocalipse se abateu sobre a cidade de Lisboa atingida por um terremoto um incêndio e um maremoto a capital do império Português se viu de uma hora para outra reduzida a escombros com dezenas de milhares de mortos e mais do que uma tragédia local o desastre foi um golpe no poderio do império Português e inflamou debates filosóficos por toda a Europa de grandes nomes do Iluminismo Mas afinal como era Lisboa antes do terremoto já tinham ocorrido os terremotos antes como esse evento ocorreu e quais as chances de que um desastre semelhante volte a ocorrer no futuro no vídeo de hoje vamos dissertar sobre o Terrível terremoto de Lisboa e o juízo final português mas antes de começar o vídeo já deixa o dedo no like se inscreva agora mesmo aqui no canal para não perder as novidades por aqui antes de falarmos sobre o terremoto É preciso conhecer Como era a cidade de Lisboa antes a tragédia podemos ver pelas muitas pinturas de época que Lisboa era uma cidade com muitos resquícios medievais sendo uma cidade grande e por muito tempo capital do reino de Portugal analisando a pintura por exemplo de George Brown do século X podemos contemplar um pouco de como era a cidade na pujan do império Português ao fundo pode-se observar as muralhas fernandinas uma grande sequência de Muralhas que dão um caráter bem medieval à cidade ao mesmo tempo vemos amontoadas uma grande quantidade de casas em ruas provavelmente estreitas e por fim vemos um grandioso terreiro do Passo com o passo da Ribeira e também a construção e reparo de navios feitas bem ao lado do Palácio Real podemos contemplar também ao fundo algumas igrejas góticas e até mesmo o hospital de todos os santos feito no reino de Dom João I e que revolucionou a saúde no reino e isso claro sem se falar na pujante quantidade de navios que chegavam e saíam do Rio Tejo vindo de todos os lugares do mundo o Passo Real da Ribeira em meio a tudo isso também se destacava essa belíssima construção manuelina era de onde eram despachadas as ordens do estado português e ficava Logo em frente ao Rio Tejo existem pouquíssimas representações de como era o seu interior mas pelo que se sabe teriam muitas pinturas feitas para impressionar os chefes de estado estrangeiros recebidos pelo rei no Passo Real na pintura lava pés aos pobres por Dom João V temos uma das poucas representações de seu interior onde Conseguimos ver um pouco as obras de arte que adornavam o palácio obras de ticiano Peter Paul Rubens e Antônio da coredo traziam desde temas sacros a pinturas exaltando Portugal suas descobertas e suas navegações e para além das obras o passo também abrigava cartas de navegação documentos muitos mapas e Relíquias históricas a Biblioteca Real manuelina com mais de 70. 000 volumes era sediada no passo e guardava muitos livros e documentos valiosos da época da reconquista e também dos descobrimentos e para além do real havia também O terreiro do Passo cujo constante vai e vem movimentava a vida do Palácio no terreiro concentravam-se Os espetáculos que animavam o dia a dia do cidadão de Lisboa desde os terríveis Altos de fé da Inquisição portuguesa até as festivas touradas instaladas no local por volta do ano de 1680 não era comum as touradas no terreiro do Passo Reis Como Dom Manuel promoviam corrid de tour no local e outros Como Dom Sebastião e Dom Afonso vi chegaram a ser reais toureiros Dom Pedro sego por sua vez chegou ao ponto de enfrentar um touro a pé ao invés de tourear a cavalo como os outros e as ruas da cidade eram estreitas e repletas de prédios Centenários que contavam muito da história de Portugal assim a vida em Lisboa era pujante e pela capital passavam todas as nuances do império mas a cidade tinha um grande problema situada na Foz do Rio Tejo a capital portuguêsa já tinha passado por terremotos anteriormente que costumam ser esquecidos pela historiografia em 1531 um violento terremoto seguido por maremoto vitimou 30. 000 pessoas em Lisboa abro navios e lançando contra os prédios inclusive esse terremoto tinha prejudicado seriamente o passo da alcova mas outros tremores também já tinham assolado Lisboa nos anos de 1321 1337 1344 1347 e 1356 assim Lisboa já tinha um histórico de muitos tremores ocorridos no século X e passou por outro muito memorável no século 16 mas o que poucos esperavam era o que estava por vir no ano de 1755 em primeo de novembro de 1755 Portugal saía para comemorar a festividade religiosa do Dia de Todos os Santos mas por volta das 9:40 da manhã um terrível terremoto estimado na magnitude 8 na escala hister um dos maiores já registrados na história abalou Portugal por aproximadamente 5 minutos grande parte da cidade veio simplesmente abaixo o passo da Ribeira foi completamente destruído e o hospital de todos os santos caiu por completo soterrando os doentes Muitas igrejas que celebravam a festividade Também vieram abaixo com a população dentro e a cidade estava um verdadeiro caos com as pessoas soterradas e os prédios vindo abaixo a reação natural de todos era sair de dentro dos prédios e correr para um local amplo e aberto com o terreiro do Passo e como era Dia de Todos os Santos as elas logo caindo provocava um terrível incêndio que não tardou a se alastrar pelas ruas de Lisboa e esse incêndio era abrasado Ainda mais por uma terrível ventania que soprava na cidade as pessoas embaixo dos escombros morriam sem ar ou até mesmo queimadas e as pessoas do lado de fora viam as grandes fendas que se abriam no chão da cidade sobre seus pés mas o fogo não duraria muito maremoto ainda varreria a capital portuguesa as pessoas que se amontoavam no terreiro do Passo assistiam apavoradas às ondas de mais de 5 m de altura e assim o mar adentrou de vez em Lisboa e a região próxima ao tejo ficou completamente embaixo d'água as pessoas que fugiram para não serem soterradas nem queimadas eram agora afogadas pela fúria do mar o porto de Lisboa e o estaleiro da Ribeira das Naus simplesmente desapareceram engolidos pelas águas e pela terra Muitas igrejas góticas medievais vieram abaixo e mesmo prédios recentes com a luxuosa Ópera do Tejo inaugurada apenas S meses antes simplesmente desapareceu e a estimativa de mortes desse terrível dia varia entre 10.
000 e 90. 000 pessoas isso porque eram tantos os corpos que as pessoas passaram a ser jogadas em valas comuns ou jogadas no mar com o peso nos pés uma vez que era impossível fazer uma Sepultura para cada pessoa além disso como muitos corpos foram despedaçados pelos destroços e incinerados os incêndios era muitas vezes impossível saber quantas pessoas tinham entre as ruínas homens mulheres crianças velhos jovens muitos perderam a vida repentinamente em meio à tragédia os quatro elementos da natureza varreram Lisboa a terra o fogo o ar que o abrasoul de todas as perdas materiais e humanas muito conhecimento sobre as expedições secretas portuguesas também desapareceu todos os mapas de navegação relíquias e pinturas presentes no Passo da Ribeira que eram orgulhosamente demonstrados para os embaixadores foram simplesmente perdidos até mesmo a torre do pbo no castelo de São Jorge ficou ameaçada de cair tendo de ser tudo transferido para o Palácio de São Bento que na época era mosteiro e em meio à infinidade de documentos que se levava as pressas para o mosteiro se descobriu 20 anos depois nada menos que a carta de peru vais de Caminha descrevendo com mínimos detalhes o descobrimento do Brasil e esse tremor não foi sentido apenas em Lisboa no Algarve ele causou também muita destruição e mesmo no Brasil se viram maremotos com ondas de mais de 2 m de altura no nordeste destruindo muitas cabanas de pescadores mas sem grandes prejuízos nos prédios mais distantes inclusive no Ceará esse evento e as terríveis notícias que se recebia de Lisboa alimentaram o Imaginário coletivo de uma forma tão forte que até hoje se tem uma profecia popular de que um grande tsunami vai varrer a cidade de Fortaleza e a uição de Lisboa gerou um enorme debate também no campo da filosofia Voltaire escreve o poema sobre o desastre de Lisboa e tanto ele como Rousseau e Kant entram em embate teórico discutindo a participação da Providência ou interferência Divina no terremoto ou se esse foi causado apenas por causas naturais o que intrigava esses homens era que pecado Afinal a população portuguesa cometeu para que Deus os punisse de forma tão Severa nenhum vício que os portugueses ou que o reino tenha feito era muito diferente dos demais da Europa Então por que punir apenas Portugal não fazia sentido que se considerasse para esses filósofos com explicação no juízo de Deus mas um Jesuíta em Lisboa acreditava o contrário o Padre Gabriel malagrida logo escreve uma fulminante obra intitulada o juízo para a verdadeira causa do terremoto no qual atribui os pecados de Portugal e da sociedade portuguesa à ira de Deus inspirado pelo padre muitos cidadãos de Lisboa logo começam a fazer penitências e a rezar com insistência a diferença da visão de mundo do padre malagrida e dos iluministas era sobre se Deus Afinal agia ativamente ou não na história alguns iluministas pregavam um deísmo em que Deus apenas observava inera a ação da natureza os homens mas o padre malagrida acreditava que um desastre nessas proporções envolvendo os quatro elementos da natureza não poderia não ter um dedo do próprio Deus e enquanto os tremores ainda seguiam acontecendo de forma espaçada a nobreza e a realeza em Lisboa logo começam a cuidar do povo como bem relata o historiador João ameal muitos nobres transformaram as suas casas em verdadeiros hospitais e a própria Princesa Maria e a rainha Mariana Vitória passavam pela cidade socorrendo os soterrados E ajudando os enfermos na hora do terremoto a família real não estava em Lisboa mas presenciou o desastre generalizado na capital do reino o reino estava em frangalhos os ingleses entraram em desespero com as notícias vindas de Lisboa isso porque os ingleses eram os maiores parceiros comerciais os portugueses e tinham muitos Negócios em Lisboa que desapareceram do dia para noite tanto que ao se saber do desastre Londres imediatamente fechou a bolsa para impedi-la de quebrar o Rei Dom José ficou tão traumatizado com o horror do terremoto que se recusou a morar em um prédio de alvenaria novamente e que pudesse cair sobre sua cabeça ele então passaria a morar apenas em barracas e foi assim Projetada a real barraca da ajuda um complexo luxuoso de barracas que passariam a funcionar como Palácio e sedes do governo mas um dos principais homens que geriram a crise foi o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo muitos portugueses defendiam que com a chegada de tão impactante desastre a sede do governo português deveria ser mudada de Lisboa para outra cidade mas Sebastião opina que não Lisboa deveria ser reconstruída à prova de terremotos e todos os cantos do Império ajudariam na sua reconstrução tem-se uma história popular de que as pessoas desesperadas Com tamanha desgraça perguntavam a ele e agora o que faremos ao qual Ele prontamente respondeu agora enterramos os mortos e cuidamos os vivos Sebastião tomou uma série de medidas muito eficientes para combater o caos primeiro ele mobiliza as forças militares para reconstruir a cidade eed ajuda internacional nesse sentido com a instauração da desgraça a pobreza e a desesperança passou a ser generalizada crimes bárbaros começaram a acontecer pela cidade e pior ainda mais com o fato do ministro proibi que os habitantes de Lisboa deixassem a cidade temendo que as pessoas fugissem para as cidades vizinhas e faltasse mão de obra ele põe guardas para que impeçam cidadãos de sair todos estavam agora confinados em Lisboa a fim de ajudarem a reconstrução com isso começa a surgir muitos Roubos e Furtos de pessoas famintas os escombros ou mesmo só se aproveitando da desgraça alheia para tentar ganhar alguma coisa e o ministro responde a isso energicamente punindo com a imediata pena de morte por enforcamento a qualquer um que fosse pego praticando Furtos os escombros ou cometendo qualquer tipo de crime o marqus ord Ena que todo o alimento e água potável presente dos navios sejam direcionados para abastecer a população e ao mesmo tempo o ministro envia navios carregados com recursos do Brasil para servir de garantia para a Inglaterra de que Portugal honraria seus compromissos com seus parceiros comerciais e assim ele começa a fazer os planos de reerguimento da cidade Sebastião José decide criar um modelo racional e organizado de cidade que vai ficar conhecida como a pombalina redesenhando todos os edifícios com a estrutura de madeira trançada de modo a serem imunes a terremotos essa estrutura ficou conhecida como a gaiola pombalina e ao invés de ruas estreitas e próximas como na Lisboa medieval a cidade seria redesenhada de forma completamente moderna com ruas largas e praças grandes mas os tremores continuavam acontecendo pequenos tremores de terra seguiram ocorrendo ainda por C anos o que fez com que o ministro além da reconstrução decidisse mandar cartas a todas as paróquias do reino perguntando sobre o grande terremoto a que horas eles sentiram os tremores quais sinais da natureza tiveram momentos antes se os bichos se comportaram de modo diferente que estruturas caíram primeiro Entre várias outras perguntas que fizeram com que ele literalmente inaugurasse a sismologia moderna como ciência a baixa de Lisboa é é o fruto desse esforço de reconstrução a reconstrução não foi imediata como muitos pensam o Brasil os demais territórios ultramarinos foram severamente tributados para financiar a reconstrução de Lisboa e isso inspirou até mesmo o imposto da derrama que depois daria origem à Inconfidência Mineira no Brasil e quando Salvador Envia um emissário para protestar contra o tributo do marqus esse o prende e pouco tempo depois realiza a troca da capital do estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro durante quase 50 anos ainda era possível ver os destroços espalhados por Lisboa em uma reconstrução que foi extremamente cara lenta e gradual e o Terremoto de Lisboa além de marcar o declínio do império Português nos traz imediatamente a imaginação de como seria andar pela Lisboa antes do terremoto como seria o interior do Passo da Ribeira e quantas obras de arte e mapas de navegação ilustração e objetos raros da época dos descobrimentos se perderam Quais livros estavam entre os 70.