Olá, sejam bem-vindos. e bem-vindas. Meu nome é Joana Saraiva, eu faço parte da equipe da UNDIM e vou fazer minha audiodiscrição. Eu sou a mulher parda de cabelos castanhos, visto uma blusa preta, blazer preto, calça bege e estou no estúdio de TV da UNDIM em Brasília. Hoje iniciamos o quinto e último episódio da Jornada Pedagógica 2025, Diálogo com professores. Uma iniciativa da UNDIM, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, por meio da plataforma Convivevio Educação. Ao todo, são cinco dias de debate sobre assuntos relevantes para o contexto da educação no âmbito municipal. Ontem falamos sobre
alfabetização, letramento e multiletramentos. E a programação da semana contemplou também discussões de assuntos como Autoconhecimento, autocuidado, empatia e colaboração, currículo em educação integral e planejamento do ensino. Todos os vídeos já estão disponíveis na galeria do Conviva e no canal do Conviva no YouTube. Se você não pôde acompanhar ao vivo, corre lá para assistir. Bom, o tema de hoje é educação especial na perspectiva inclusiva. E para começar, eu gostaria de agradecer a participação dos municípios que já estão aqui com a Gente nos acompanhando ao vivo. Pessoal lá de Santo Antônio de Leverger, no Mato Grosso, Niquelândia,
Goiás, Almadina na Bahia, Feira Nova do Maranhão, lá no Maranhão, Nova Floresta na Paraíba, Itauau, Amapá, Porto Nacional, Tocantins, Santana da Boa Vista, lá no Rio Grande do Sul, Dionísio, Minas Gerais, São Paulo de Olivença, no Amazonas, Divinópolis Minas Gerais e Corumbiara em Rondônia. Você que está nos acompanhando ao vivo, por favor, deixe registrado no chat o seu município e seu estado. A gente gosta de saber de onde vocês são, de onde vocês estão nos acompanhando aí do outro lado da telinha. Vamos deixar também nos comentários aqui no chat do YouTube o link da lista
de presença. Quem preencher vai receber uma declaração de participação no e-mail registrado. O formulário vai ser encerrado ao final desse encontro e é Importante lembrá-los de preencher corretamente o e-mail para que possam receber a declaração. Agora, atenção, quem está assistindo em grupo uma orientação importante, é preciso que cada pessoa preencha a lista de presença para receber a declaração, porque ela é individual. Eu vou pedir pra nossa equipe técnica colocar um Qcode aí na tela para vocês apontarem a câmera do celular e acessarem a lista de presença, OK? Mais um recado importante. Tivemos um problema técnico
no envio das declarações de participação das videoconferências anteriores, mas fiquem tranquilos, nossa equipe já está trabalhando para resolver e todos os certificados vão ser enviados ainda em fevereiro. Confiem, confiram também na caixa de spam do e-mail de vocês para ver se não chegou por lá. E para falar sobre o tema deste episódio, educação especial na perspectiva inclusiva, eu Tenho a honra de apresentar a nossa palestrante do dia, a Deig Amaro, especialista em gestão educacional do Instituto Rodrigo Mendes. E para mediar a nossa transmissão ao vivo de hoje, eu convido a professora Maristela Guacelli, presidente da
UNDIM região sul e UNDIM Rio Grande do Sul. Bem-vinda, professora. te convido a iniciar fazendo sua áudiodescrição. Olá, muito obrigada, Joana. Obrigada por estar aqui nos apresentando, fazendo Essa mediação. Eu vou iniciar então saudando todas as pessoas que estão nos acompanhando de todos esses estados aí que a Joana acabou de falar, Bahia. Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Amazonas, Rondônia e outros tantos que vão entrando aí. Eh, vou começar pela minha autodescrição. Eu sou uma mulher branca, tenho os cabelos castanhos, um pouquinho Avermelhado, uso óculos. Ã, estou usando uma blusa preta, um brinco
um pouquinho longo com uma pedra azul e um colar de prata. e estou aqui hoje, tenho a honra de estar aqui para mediar uma palestra de um tema tão importante que será conduzido pela professora eh Daires, que em seguidinha vou apresentá-la. Mas antes eu quero saudar cada um dos professores e professoras do nosso Brasil que estão hoje acompanhando a quinta, o quinto episódio dessa semana pedagógica. Essa semana foi organizada pela ONDIM, muito planejada pensando no trabalho das escolas, dos rituais da escolas, desde que o portão se abre até que ele se fecha. Então, eh foi
pensada em várias temáticas que a Joana acabou de falar. as eh os episódios anteriores estão à disposição de vocês. Todos os temas são importantes e poderão e podem ser usados na escola com os professores, Num debate, numa reflexão. Quem não conseguiu assistir ao vivo estará à disposição nessa plataforma do Conviva, especialmente aos professores foi planejado estas eh eh estas palestras, né? Todos os secretários de educação são bem-vindos, especialmente os novos dirigentes municipais que iniciam uma gestão. É um momento desafiador e também um momento de coragem para ser secretário de educação. Sim, Precisa ter muita coragem,
muita ousadia e um tanto de cautela. E então que vocês possam aproveitar muito esse tempo que estará sendo aqui disponibilizado para vocês, né? Eu entendo, professores, que vocês são eh, no contexto educacional o o fator mais ativo que nós podemos contar. Eu escrevi isso aqui. O mais importante, eh, para enfrentarmos os desafios que se apresentam nas rotinas da escola, nos desafios que se apresentam na temática da educação Especial, na perspectiva inclusiva. Não basta a gente ter uma legislação, não basta a gente eh ler um artigo, é na práticas que as coisas acontecem. E certamente hoje
a Digl vai trazer para nós um tanto da garantia dos direitos que são necessários e também um tanto de práticas, porque a legislação, o papel, ele tá escrito, mas é na prática, na rotina que a gente vai realmente enfrentar os desafios. Não é uma tarefa fácil, mas é possível. E todas as Crianças têm a capacidade de aprender. Então nós vamos aprender um tanto hoje aqui com a a nossa palestrante que eu vou passar a apresentá-la. Não sei se ela já vem paraa tela aí comigo, Joana, mas então a professora Deiglescomelli Amaro é especialista. Muito bem-vinda,
Daig. já está aí na tela conosco. Ela é especialista em gestão educacional no Instituto Rodrigo Mendes. É coordenadora pedagógica e professora em programas de formação continuada para equipes das Secretarias municipais de educação. Ela tem um vasto currículo. Eu vou fazer um resumo aqui, vou tentar dizer eh os itens que eu considerei principal também. Doutora em Didática, teorias de ensino e práticas escolares pela Faculdade de da Universidade de São Paulo e também é mestre em psicologia aqui já aqui com a senhora na tela. Eh, um dizer da Orlande que fala assim, ela ela trabalha com a
análise de discursos. Para que minhas palavras tenham sentido, é preciso que elas já façam sentido. Então, e é nesse tom que eu gostaria de encaminhar a mediação dessa fala, que eu tenho certeza que a sua fala vai fazer sentido, mas dizer aos professores, secretários de educação, diretores de escola, equipes técnicas que estão nos acompanhando, que a importância dessa palestra, a importância dos dizeres da professora, ela está na forma como cada um de vocês vai ouvir, né, e como vocês Vão dar sentido. para essa fala. Então, que a gente esteja muito aberto para ouvir a fala
da nossa querida palestrante de hoje, professora Davis. Eu passo a palavra pra senhora. Muito obrigada, Maristela, obrigada, Joana. Obrigada, Eric e Daniel, pela companhia que vocês me farão a mim hoje e a todos nós aqui. Eh, quero agradecer a cada um, cada uma das pessoas que estão aqui com a gente já hoje. Eh, Agradecer em nome do Instituto Rodrigo Mendes. Estou aqui representando o instituto, o convite feito pela Ondine para esse momento tão importante de diálogo. Embora eu esteja aqui, né, sozinha mediada com a pra professora Estela, conversando um tantinho com vocês. Eu gostaria que
a gente se sentisse em companhia e que o que for trazido aqui eh esteja, né, conectado e construa sentidos de caminhos possíveis. ainda mais possíveis de práticas Inclusivas na realidade de cada um em cada uma. Eh, eu sou uma mulher parda de cabelo crespo ao longo do um pouco abaixo dos ombros, dourado, tem olhos verdes, estou usando um batom vermelho, uma blusa bege com friso laranja e e estampa de folhagens. Tô numa cadeira de escritório atrás de mim. Temos uma estante com livros. Eh, vou dizer para vocês, a gente tem pouco tempo, quero aproveitar o
máximo dele Para trocar algumas para trazer algumas experiências, algumas práticas eh que o Instituto Rodrigo Mendes sistematiza, divulga, produz. Então, vou pedir licença para vocês para compartilhar uma apresentação aqui, um PPT e ao longo do encontro eu vou navegar pelo por o por pelo site, pela plataforma do instituto, que vai trazer pra gente a oportunidade de conhecer algumas experiências de práticas que Pode ser interessante pra gente ampliar a compreensão sobre o tema. Eh, espero que vocês estejam vendo a tela. Por gentileza, se não tiver, vocês me dão um toque. Mas então, como eu contava para
vocês, eu estou aqui em nome do Instituto Rodrigo Mendes para conversar com vocês. E o que que é o Instituto? O Instituto Rodrigo Mendes é uma organização sem fins lucrativos, com a missão de colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de Qualidade na escola inclusiva. O nosso sonho é fazer parte de uma sociedade inclusiva que garanta a igualdade de direitos e valorize as diferenças humanas. Quando nós falamos que nós desejamos uma escola inclusiva, o que que nós entendemos por uma escola inclusiva, né? A escola inclusiva é uma instituição que acolhe todos os
perfis de estudantes e persegue altas expectativas para cada um, de modo a oferecer oportunidades pro Desenvolvimento de competências, para construção de autonomia. Em outras palavras, é uma escola que iguala oportunidades e aposta no potencial dos seus estudantes. Ela investe na diversificação das estratégias pedagógicas. Nós vamos falar bastante sobre isso hoje e na incorporação de princípios de acessibilidade por meio de um trabalho multidisciplinar e colaborativo. Pensamos que é importante a gente situar A nossa compreensão de escola inclusiva e dizer que quando a gente trata esse conceito e pensa na educação inclusiva, nós estamos falando de um
contexto de processos políticos pedagógicos para todos e para cada um. O instituto, ele tem como missão específica contribuir para as pessoas com deficiência. E então o o convite feito a nós para estarmos aqui hoje é tem relação eh com o foco de trabalho nosso. Nós atuamos com pessoas com deficiência Que faz parte do público alvo da educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Agora, é importante dizer que ao falar das pessoas com deficiência, a gente tá falando aqui eh de vai trazer princípios, direitos e práticas que corresponde a a aquilo que a gente precisa enquanto
pensamos uma educação para todos e para cada um olhar e nos ater, tá? Então eu acho que essa primeira introdução é importante pra gente continuar a nossa conversa. O Instituto ele trabalha em três áreas de atuação: advocac, formação e conhecimento. Na área da advocacia, a gente trabalha eh sistematizando informações, dialogando com poder público, com instituições filantrópicas, enfim, eh eh eh com a intenção de disseminar legislação, princípios, enfim, aquilo que é necessário paraa constituição de sistemas inclusivos. Na formação, a gente atua com municípios, com redes Públicas de todo o Brasil. Muito interessante ver todos vocês aí.
Algum momento talvez a gente tenha se cruzado o instituto com vocês. Nós estivemos semana passada em Mato Grosso dialogando com os profissionais da rede. Então, a gente tem programas de formação, a gente tem projetos de formação contínua e temos plataforma de formação que no final eu vou deixar à disposição para vocês conhecerem. E nós atuamos também na produção de conhecimento. E na Produção de conhecimento, nós temos a plataforma diversa disponível no site. As meninas, a gente já vou pedir aí pro pessoal da do apoio técnico deixar à disposição o link do site do diversa para
vocês conhecerem. Aqui a gente tem publicado muitos textos, relatos de experiências, artigos, notícias que têm a intenção de subsidiáticas de educação inclusiva. Fica o convite para todo mundo conhecer. Eh, e destaco aqui já de início um Recente recente material publicado pelo Instituto Ano Passado, que é um guia para as famílias. Nós sabemos que um dos grandes desafios é ter a família como parceiro e a família também vê bastante desafios em poder encontrar escolas realmente inclusivas. Então, nesse material, as famílias podem ter muitas informações, também são úteis para nós educadores, professores, professores, para todos que tá
atuam na educação. E ele traz informações bem importantes, Desde que o que eu fazer, o que o que que eu posso fazer se se for recusada uma matrícula na escola? Quais são os telefones, contatos principais de acesso? Se alguma coisa dessa natureza acontecer, onde eu posso recorrer? informações de o que que é uma escola inclusiva. É um material bem interessante. Fica aqui já a dica no Eu vou entrar aqui um pouquinho no site do Diversa para por meio dele apresentar para vocês Alguns recursos de acessibilidade. É, quando a gente fala de uma educação que seja
inclusiva, nós precisamos estar bem atentos com as barreiras que encontramos em barreiras no meio, que podem ser barreiras físicas, estruturais. Mais para frente eu vou voltar para sistematizar um pouquinho desse conceito do que são barreiras. E a gente sempre diz que precisamos criar um mundo acessível. E aqui na plataforma diversa, a gente já tem, né, a dica do Que que a gente pode fazer e pensar quando a gente for falar de tornar nossa prática pedagógica mais acessível. Então eu vou trazer exemplos aqui que estão num campo virtual, mas que no nosso, no cotidiano de vocês
pode ser interessante. Muitas vezes, se a gente amplia o tamanho de uma fonte, olha só, uma letra maior, pode ser que isso favoreça com que as pessoas tenham acesso às informações que estão sendo eh que são estão sendo projetadas. Inclusive dizer aqui para todo mundo que eu tô navegando na plataforma do diversa, tô eh exibindo alguns recursos de acessibilidade da plataforma e isso tem relação com a nossa prática pedagógica. Às vezes, se a gente destaca, coloca letras, né, com letras eh eh com mais tinta, com destaque maior, isso também favorece com que a gente compreenda
melhor. A gente tem, né, um instrumento que apresente um recurso modo rápido Ativado. Olha só, um recurso que não só apresente a informação escrita, mas apresente a formação informação oral. Eu vou mostrar aqui para vocês. Vou clicar num trecho do texto. Como garantir que crianças e adolescentes com deficiência tenham Como garantir que crianças e adoles modo leitor de sites desativado. Então, fiz uma experiência aqui ao vivo, né? dá às vezes um um uma confusãozinha de som. Mas com esse exemplo eu tô nos Lembrando que muitas pessoas além ou eh além da informação inscrita, podem se
beneficiar com recursos a de de projeção de som. E isso é muito importante. A gente aprende de diferentes jeitos, de diferentes modos e precisamos de diferentes recursos. Muitas vezes pode ser que a gente necessite, eu vou abrir aqui, né, um texto aleatoriamente nesse momento para colocar um dos recursos de acessibilidade. E pode ser que uma máscara de leitura, que alguma coisa que Foque a informação que vai ser trabalhada, possa ser um recurso de acessibilidade. É, aqui no site tem muitos outros. Eu tô trazendo eles como um exemplo para poder já num primeiro momento lembrar a
gente que falar de que falar de educação inclusiva é falar de remoção de barreiras, criação de acessibilidade. E a educação especial, ela tá direcionada, ela tem essa preocupação de poder compreender Melhor as necessidades do meio e junto com os com sujeitos envolvidos trabalhar na remoção de de barreiras. Eh, espero que esteja, né, como a Maria, professora Maristela nos disse, fazendo sentido um pouquinho e convidem vocês a olharem pro meio onde vocês vivem, onde a gente vive, para poder perceber quais são as barreiras que existem nas práticas pedagógicas desenvolvidas por vocês, quais foram as barreiras pedagógicas
que existiram nas práticas Que nós vivemos enquanto fomos estudantes, né? Então aqui vocês podem compartilhar entre a e entre vocês já no chat. E eu vou seguir então trazendo para nós eh cinco direitos que são fundamentais paraa gente poder pensar e termos práticas inclusivas. Eu vou relacioná-las todas de uma vez no primeiro momento e depois vou passo a passo eh trazendo alguns exemplos delas. Então, o primeiro direito é frequentar uma escola que respeite cada pessoa na sua forma de ser, está no mundo. A pessoa sempre está em primeiro lugar e valoriza as diferentes das pessoas
que compõem a comunidade escolar. é direito, e nós precisamos pensar e estruturar práticas, de frequentar uma escola que acredita que o desenvolvimento e aprendizagem ocorre a partir das interações com as pessoas, com os espaços, com os objetos e com as Propostas oferecidas no cotidiano. É direito que os estudantes, que bebês, crianças, jovens e adultos frequentem uma escola que se ofereça múltiplos meios de ensinar e de aprender, que promovam a múltiplas formas de engajamento, expressão e ação. Eu comecei aqui apresentando o site do Diversa, não só para socializar esse portal que tem muitas experiências relatadas. Então
hoje aqui é um é é um é um é um tira gosto, mas a gente gostaria Que vocês aproveitassem muito, né, para dialogar com essas experiências, com essas notícias que aí estão divulgadas. É como a Mar, professora Marista, falou, né? Eh, é no dia a dia, é no fazer pedagógico que a gente constrói a educação inclusiva. Frequentar uma escola que esteja aberta para sua transformação, para romper barreiras e criar acessibilidade. Isso é fundamental, assim como fazer frequentar uma escola que faça parte de um sistema Com políticas públicas, que tenham diretrizes, recursos e serviços que garantam
acesso e permaneça permanência, que atendam os direitos de todas as pessoas. Vamos agora, né, trazer exemplos de alguns desses desses direitos que são fundamentais a partir, né, de tô pensando aqui, algumas experiências divulgadas no de no nosso site. Uma delas é uma experiência desenvolvida pela professora Priscila, Eh, do Espírito Santo. Ela é professora, né? Ela é professora, tanto ela acumula dois cargos, tanto da sala eh comum como é professora de AE e ela foi, né, premiada por esse projeto que ela desenvolveu a partir de miniistórias. Miniórias é um processo de documentação pedagógica que tem sido
muito usado na educação infantil. Quem conhece, pessoal, Maristela do Rio Grande do Sul, deve conhecer o professor Paulo Foque e muitos de vocês também aqui conhecem, Que estuda bastante a a pedagogia nas infâncias e e ele, assim como outros teóricos na educação infantil, tido essa proposta metodológica da documentação pedagógica. E o que a professora Priscila fez, né, ela foi compondo em pequenos registros do cotidiano, eh, na observação do Davi, eh, acontecimentos que expressassem o seu desenvolvimento e aprendizagem. A ministória é um recurso para dar visibilidade ao desenvolvimento e Aprendizagem. E nessa mini história, ao narrar,
né, esse micro eh eh contexto de vivência do Davi na escola, ela narra trechos que mostram pra gente como esse direito um pode garantir ser garantido. Eu vou tirar aqui dessa desse modo do PPT e eu vou lá direto pro site, ativando um recurso de acessibilidade para facilitar com que a gente enxergue melhor. A gente tá aqui no online, sempre tem um recurso Que amplia as letras, né, pra gente é melhor. Ela tem um trecho que eu penso que é muito legal, né, que ela que ela diz assim, ela tá falando do Davi, que é
um uma criança que tá dentro do espectro do do autismo de 3 anos, que não se comunicava, eh, que que tinha um desafio maior no processo de comunicação. Deixa eu ativar aqui a máscara de leitura, né? Eh, mas ela percebia que ele fazia um Gesto com os dedos encostandoos no queixo. Percebi que ele tava aprendendo a contar um, dois, três dedos e seguindo assim até onde ele sabia. E no momento seguinte ela volta pra sala e faz intencionalmente e o mesmo momento, o mesmo movimento para observar a sua reação. Ele sorri. Com isso, eu consigo
estabelecer um vínculo maior com o Davi. A constituição de vínculo é fundamental na educação. A constituição de vínculo, ela é fundamental num processo de Educação que deseja ser inclusivo. A construção de vínculo, a observação e a escuta dos estudantes, ela é fundamental pra gente entender como é que esse sujeito tá compreendendo o mundo ao seu redor, como ele pode expressar aquilo que ele compreende do mundo. E nessa história aqui que eu vou contar para vocês, a gente tem esse exemplo. Vou retirar aqui a máscara de leitura e e ler a história que tá sendo projetada
na tela. Na tela a gente tem Um conjunto de cinco imagens. Todas elas são, né, do Davi em cima de um cavalinho, um brinquedo. Ao lado dele a gente vê a figura de uma outra criança da Lisa, uma colega, uma companheira da turma dele e mostra uma sequência de gestos. uma sequência de gestos do Davi. Então, lembrando, gestos comunicam, expressões faciais comunicam, eh, para além das palavras orais ditas, né? Então, ela diz: "Palmas para Davi". No pátio, percebi um movimento com os dedos Do Davi, onde ele estava todo concentrado. Paro para observar a relação que
ele estabelece com o corpo. Olha só, paro para observar a relação que ele estabelece com o corpo. A amiga Alice também se interessa com seu olhar atento e curioso para acompanhá-lo. Davi faz representando com os dedos o numeral um. Dois, bate na boca como uma contagem, uma marcação, seguindo a sequência numérica até chegar o numeral Cinco. Quando completa a sua sequência, bate palmas. vibra com a conclusão do seu raciocínio. Mãos que são extensão de um cérebro que pensa. A criança apresenta nas sutilezas das suas ações o seu repertório de conhecimento e assim vamos acolhendo e
conhecendo seu mundo anterior. Vocês percebem, gente, nesse relato aqui da professora, tô voltando o slide pra tela, em que eu apresento o o o direito, Né, de respeitar cada pessoa na sua forma de ser e estar no mundo e valorize as suas diferenças. Eh, tem pessoas que não se comunicam verbalmente ainda, podem vir a se comunicar em algum momento. Tem pessoas que se comunicam mais facilmente verbalmente. Então, a educação, inclusive ela tá interessada e precisa entender os modos das pessoas serem estar no mundo. E aqui Um importante ponto pra gente eh lembrar que muitas vezes
a gente tá acostumado, quando a gente fala de pessoas com deficiência a de pensar nos diagnósticos, o té, a síndrome de D, eh, o surdo, enfim. E a gente faz sempre o nosso convite de lembrança de que a gente sempre fala da pessoa em primeiro lugar. A pessoa vem sempre antes, a pessoa é um sujeito. Duas pessoas que podem receber esse nome, mesmo nome como pessoas com telas apresentam, podem até Apresentar características similares, mas elas são pessoas únicas sempre. O conceito da pessoa com deficiência, inclusive entende que são aquelas que possuem impedimentos de natureza física,
intelectual, sensorial, que em interação com barreiras pode ter sua participação social obstruída. Então, o conceito de deficiência a partir de um modelo social traz pra gente uma responsabilidade grande, porque a deficiência não está localizada Eh na pessoa isoladamente. A gente tem o Davi aqui com algumas características que quanto mais o meio oferece oportunidades de múltiplas formas de expressão e de eh forma de chegada das informações dele, ter um funcionamento neurossensorial diferente, por exemplo, não poder não constituiria em si uma barreira pro processo de aprendizagem para ele. Espero que esteja fazendo sentido. Quero dizer aqui que
Nesse modo de apresentação que eu tô usando, eu não tô não tô acompanhando os comentários de vocês. Depois a professora Maristela vai trazer um resuminho para mim deles, né? Quero seguir aqui, né? Lembrando que também é direito e prática de como direito e práticas a gente tem frequentar uma escola que acredita que o desenvolvimento e aprendizagem ocorre a partir das interações com as pessoas, com os objetos, com espaço e com as Propostas. Eu destaquei aqui, né, uma uma um texto publicado no site de uma experiência que se chama Motoca na Praça, eh, que acontece aqui
na de um projeto aqui de uma escola da Praça da República em São Paulo. Eu tô falando de São Paulo, capital. E a as professoras levam os as crianças bem pequenas para andar de motoca na praça, para interagir com as pessoas da do seu território, eh eh dar visibilidade e interagir com aqueles que Estão no território, com as pessoas, com os objetos. Ela é fundamental. Eh, lembrando aqui um destaque também muito importante, que quando a gente fala da instituição escolar, a gente não tá falando só, né, de atividades que ocorram dentro do prédio, né? O
professor Miguel Arroio, que teve com vocês aqui no ciclo anteontem, ele nos lembrou, por que que a gente sempre fala sala de aula, sala de aula como sinônimo de escola, né? Então, para romper Preconceitos, para transformar ações, para criar propostas educativas com bastante sentido, a gente precisa extrapolar os muros das escolas, né, interagir com a comunidade. Essa é uma escola, né, que percebeu que paraa motoca ir pra praça com todos, né, e cada um, algumas motocas precisariam ter recursos de acessibilidade, como cintos, apoio de cabeça, enfim. Então, é conceber um projeto e práticas que garantam
aí condições dessas de bebês, Crianças estarem eh de forma segura e confiantes aí nessa exploração do meio que farão. Quero agora aqui para falar e dar exemplo de frequentar uma escola que ofereça múltiplos meios de ensinar e de aprender, eh, trazendo engajamento, expressão e ação. Ao falar disso, eu sintetizo rapidamente alguns dos princípios que tão numa concepção de desenho universal para aprendizagem, que entende, né, que quando a gente trabalha dentro desses três itens que eu acabei De mencionar, a gente oferece mais possibilidade da de estudantes, de pessoas com diferentes características, com diferentes interesses se apropriarem
daquilo que tá sendo vivido. Vou, vamos conhecer essa experiência aqui. Eu vou para passar um videozinho agora. Nesse vídeo a gente tem interpretação de Libras, Érica e Daniel, né? Então você são três minutinhos. eh tem legenda e ele na a ele na aí ele mostra imagens de Escolas e de etapas da construção desse projeto que vai ser narrado. Alavancas para educação inclusiva. Neste vídeo, [música] educadores, gestores e estudantes relatam como foi o desenvolvimento de um projeto de inclusão escolar realizado em uma escola [música] pública em Minas Gerais. A equipe da escola Major Augusto Porto, no
município de Patos de Minas, identificou que a turma do 9o ano estava com dificuldade em compreender Radiciação e equação. Na turma, há dois estudantes com deficiência intelectual que requerem maior estimulação do raciocínio lógico matemático. Assim, surgiu o projeto Tapete Cultural, cujo objetivo foi trabalhar a matemática de maneira mais lúdica e valorizar a cultura daquela comunidade. A professora Natânia comenta sobre o trabalho. Tapete cultural. Ele é um mix de ideias que partiram dos profissionais que participaram no projeto alavancas, os Alunos do 9o ano e da regente de aulas de matemática. O tapete cultural é uma demonstração
de pontos turísticos da nossa comunidade rural. Os estudantes com deficiência participaram de todas as etapas do tapete cultural, sendo que o primeiro passo da atividade foi elaborar um jogo da memória com situações problema. Depois aconteceu uma roda de conversa que discutiu a matemática no cotidiano dos estudantes e foram elaborados os desenhos representativos Da comunidade. Com eles foi montado o tapete cultural, que é um jogo de tabuleiro de grandes dimensões. Para avançar no jogo, o aluno precisa resolver uma questão de potenciação e construímos esse tapete. E depois cada um, cada professor que se dispôs a trabalhar
com o tapete adaptou a sua realidade, ao seu conteúdo. Nós demonstramos para eles que eles são o ponto principal do nosso projeto. O aluno Jean ilustra a participação e a Integração de toda a escola no tapete cultural. Com jogo, consegui ajudar meu colega a responder uma pergunta. Não conversava com todo mundo, agora converso com todo mundo. O projeto propiciou aos estudantes a oportunidade de vivenciar a interdisciplinaridade entre matemática, história, educação física e outros componentes curriculares. A vivência integrada com toda a escola em prol do Mesmo objetivo, a aplicação de raciocínios complexos em questões cotidianas. Tão
importante quanto a participação dos profissionais da nossa escola foi a participação dos meus alunos do nono ano. Que elas compreendam que a educação inclusiva é garantir um ensino de qualidade a todos os alunos. Alavancas para educação inclusiva. Políticas públicas que potencializam a inclusão escolar. Iniciativa do Instituto Rodrigo Mendes em parceria com BNDS, Movimento Bem Maior e Instituto Ambiquira. parceiros institucionais do IRM. Vamos voltar aqui paraa apresentação. Espero que vocês tenham conseguido aí eh perceber a riqueza que esse projeto de Patos de Minas, Patos de Minas é um dos municípios que faz parte do projeto alavancas,
um projeto de formação continuada para 10 municípios de cinco regiões do grande da macrorregião do Brasil. Eh, nesse nesse nessa nessa experiência e nessas práticas do dos profissionais da escola, a gente percebe o tanto de engajamento que essa proposta desse jogo do tapete cultural ele trouxe, a relação dos conteúdos com a história da cidade, com aquilo que interessa de ampliar de conhecimento, do conhecimento sociohistórico que diz respeito àquela localidade. E dentro de uma proposta como essa, a Gente oferece, né, múltiplos meios de participação para cada pessoa. Eh, dentro da educação inclusiva, a gente entende que
o aprendizado sempre é singular. Então, para cada um, pode ser que o aprendizado que tenha sido significativo e oportunizado nessa experiência pode ter ter pode tenha sido um tem alguns estudantes que podem ter aprendido, né, esse esse esses conceitos complexos da matemática, outros conceitos mais simples, mas todos Estavam convivendo, interagindo e se apropriando daquela experiência sócio histórica de estar junto na escola. se desenvolvendo e aprendendo, né? A gente tem direito de frequentar uma escola que esteja aberta para transformação, para criar barreiras e criar acessibilidade. Aqui fica o convite para vocês conhecerem maior. Depois nessa tela,
eu tô projetando um trecho de um relato de experiência de estudantes do ensino médio que criaram kit para ensinar Física, colega cego, um colega cego. E é quando chega na nessa numa escola um colega cego, a responsabilidade de pensar estratégias de desenvolvimento de acessibilidade e remoção de barreiras nessa situação foi de todo grupo. O professor ele colocou essa situação problema, eh, e que não é um problema, a situação problema é é o ato de poder incitar o outro para que junto a gente pense o que que a gente faz, né? e coletativamente e colaborativamente Todos
foram pensando em estratégias, incluindo a própria participação do estudante, porque a pessoa com deficiência pode e deve falar por si, por gestos, por palavras e assim por diante, né? E também temos aqui o direito de frequentar uma uma escola que faz parte de um sistema com políticas públicas que tenham recursos, diretrizes, serviços que garantam a acesso e permanência e atendam os direitos das pessoas. Nesse vídeo que eu Vou deixar para vocês assistirem, convidar para vocês assistirem depois, as meninas elas vão colocar, por gentileza, no chat eh os links de todas essas experiências aqui que eu
que eu mencionei para vocês. Eles mostram, né, um secretário municipal de educação lá do Rio do Rio Branco, falando dos serviços e das ações e da política pública que o município se responsabilizou para atuar inclusivamente. É um vídeo que também Tem o relato de vários especialistas, familiares, pessoas com deficiência ao longo do mundo todo, falando da importância de um contexto inclusivo. E agora, só para sistematizar um tantinho do que eu trouxe aqui nessas experiências e nesse momento inicial para ir finalizando a nossa conversa e e chamando aí a Maristela já para dialogar comigo e com
vocês. Eh, a gente conclui, então, né, que a educação inclusiva pode ser entendida como um conjunto de Processos políticos pedagógicos que asseguram o direito à aprendizagem de todos mediante o comprometimento de toda a comunidade escolar. Ela que supõe um modelo educacional que atenda as diversidades intelectuais, físicas, sensoriais, raciais, sociais, de gênero, entre outras. Ela implica a transformação das escolas que eventualmente podem seguir métodos de ensino padronizados. Eu sempre gosto de convidar a gente a lembrar qual foram as Estratégias principais pelas quais você passou enquanto era estudante, enquanto era aluno. Eh, na minha experiência, o que
eu lembro com mais frequência era de professor chegando, pedindo pra gente abrir o livro, olhar na página tal, escrever algumas coisas na lousa e dissertar sobre o que ele tinha escrito. Essa é uma estratégia pedagógica, mas ela não é a única. né? Então, a educação inclusiva, ela traz esse desafio de a gente pensar e colaborativamente, Conjuntamente com os nossos pares, com os professores de AE, conversando com o próprio estudante, com a família, com todos aqueles que estão no contexto da escola. Eh, o IRM, a partir dos estudos, sistematizou cinco princípios em relação à educação inclusiva.
Toda criança então tem o direito acesso à educação de qualidade, toda pessoa aprende. Maria Estela falou isso pra gente também, assim como todos os teóricos do desenvolvimento que a gente estuda Mostra, a gente pode não aprender a mesma coisa no mesmo tempo, com o mesmo ritmo e nos mesmos recursos, porque o processo de aprendizagem de cada criança é singular. Então, dentro de uma experiência, cada uma toma para si aquilo que faz sentido na construção do seu conhecimento. Ao terminar nossa conversa de hoje, o que vai ficar de mais importante para cada um, cada uma de
vocês, com certeza não vai ser o mesmo, né? O convívio no ambiente Escolar como beneficia a todas e a educação inclusiva diz respeito a todas, né? trouxe aqui para vocês então um tantinho daquilo que eh tem sido um arcabolso metodológico importante paraa gente entender e desenvolver e saída desse lugar de práticas estratégias mais tradicionais para aquelas mais participativas e que envolve, né, e traz uma multiplicidade por entender o que se aprende, como se aprende, por se aprende e que para isso a gente precisa Proporcionar múltiplos modos de apresentação dos conteúdos, das informações, das experiências que
nós temos para para convidar os nossos alunos, para sistematizar o percurso dele de desenvolvimento aprendizagem, proporcionar com que eles se expressem de diferentes maneiras, né? Vocês viram lá, a professora Priscila entendeu que o Davi tava contando e que ele tava entendendo a sequência numérica, porque ele usou os dedos e a batida na boca Para dizer isso pra gente, proporcionar múltiplos modos de engajamento. A turma lá do 9o ano, da escola lá de Pato de Minas, municipal de Pato de Minas, elas, né, o olhinho fica preso lá naquela experiência que eles estão vivendo. E é importante
destacar então que a educação especial na perspectiva da educação inclusiva, ela é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades. Ela realiza o atendimento educacional Especializado, disponibilizando recursos e serviços e orientando quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns, né? Isso é muito importante. Antigamente a gente tinha uma educação especial que substituía a frequência no ensino comum. Hoje a educação especial, ela tá para complementar, para fazer esse exercício de junto com o estudante, com o professor, com a família, identificar suas necessidades educacionais, Eh pensar quais são
as barreiras que tão envolvidas naquele processo e estratégias de acessibilidade. Então ela não, para o professor de AliEstui a ação do professor da sala comum, ele complementa assim como profissionais de apoio que t a função de auxiliar nas atividades do cuidado de alimentação, higiene, enfim, eles estão lá para poder contribuir naquilo que o estudante, a criança precisa de auxílio para fazer parte desse todo, para viver As experiências. Isso não pode de maneira nenhuma substituir a ação do professor, não pode substituir a relação desse estudante com os demais que lá estão, né? Então aqui, né, eu
trago a definição que eu trouxe agora a pouco, né, mas só para deixar aqui marcada que essa definição de pessoa com deficiência, ela vem da Convenção sobre os direitos das pessoas com Deficiência da ONU de 2006, marcada por muitos movimentos sociais de pessoas com Deficiência pela luta dos seus a favor da luta dos seus a da luta por seus direitos. E no Brasil ela tem valor de menta constitucional, então é a nossa lei maior e ela traz esse convite pra gente pensar sempre. Eh, quanto mais a gente tiver um contexto que minimize barreiras, a gente
tem mais a possibilidade de participação plena das pessoas com deficiência. A LBI definir barreiras como qualquer entrave, obstáculo, Atitude ou comportamento que limite ou empeça a participação social da pessoa, como o gozo, fruição e exercício dos direitos à acessibilidade, a liberdade de movimento, de expressão, da comunicação, da informação, compreensão, circulação com segurança, entre outros. a gente percebe que temos barreiras urbanísticas, arquitetônicas nos transportes, nas comunicações, nas atitudes, né, de nas nossas atitudes enquanto seres humanos, nas barreiras Tecnológicas, enfim. E é um convite muito importante pra gente construir, né, cada vez mais práticas inclusivas, é olhar
para quais são essas barreiras, né, e trabalhar na criação da acessibilidade, que de acordo com a LBI é a possibilidade de alcance para utilização com segurança, autonomia de espaços mobiliários, equipamentos, edificações, transportes, informação, comunicação, sistemas, tecnologias, serviços, instalações. Eh, para todas as pessoas aqui na LEBI, ela dá o foco na pessoa com deficiência e mobilidade reduzida. E para finalizar, gostaria de deixar o convite aí para vocês, experiências e práticas inclusivas, quais conhecemos, quais vivemos. Tenho certeza que por esse Brasil afora tem muita gente fazendo coisa muito bacana e lidando com os desafios cotidianos e construindo
experiências interessantes. A gente já deixa o Convite para você que quiser contar, que quiser relatar pro mundo suas experiências, mande, né? Pedir paraa Joana e o pessoal do do suporte também colocar o linkzinho que a gente deixou, né, do Diversa Relatos de Experiências, que se vocês tiverem experiências, compartilhem com a gente pra gente compartilhar com o mundo por meio da plataforma diversa. Aqui temos também no instituto a plataforma de formação com outros cursos de formação que vocês Podem acessar, fazer, se matricular. São formações eh eh onlines à distância, então, vale a pena vocês conhecerem e
fazerem. nosso superintendente Rodrigo Bermendes, ele diz: "É inaceitável que uma criança que nasce com uma deficiência continue sendo condenada a ter um futuro sem dignidade?" E é e é essa frase a gente gostaria que ficasse ressoando sobre nó para nós. Nenhuma Criança pode ter um futuro sem dignidade. Na educação, a gente tá na disputa cotidiana para oferecer dignade, dignidade a todos que lá estão. E a gente acredita que o mundo melhora quando a escola inclui a todos, né? Tô deixando aqui um conjuntinho de referências, agradecendo por vocês terem, né, esse momento de atenção focada aqui
na minha fala. E queria aí chamar a Maristela e abrir para um uns minutinhos de de Prosa. [risadas] Estamos de estou de volta aqui. Estava muito atenta aqui. Escrevi muitas páginas enquanto você falava. Excelente os pontos que você traz, Dailis. Penso que pessoal que está acompanhando aí tem alguns comentários. Eu olhei um pouco lá, olhava um pouco para o que você trazia, né? Mas questões que a equipe que acompanhou trouxe foi relacionada aos profissionais. Então tem os as pessoas que estão de Acordo, que entendem que a inclusão é para todos e deve acontecer na escola.
também tem as as os questionamentos relacionados aos profissionais no sentido de estar adoecendo, no sentido de ter uma especialização para determinadas eh deficiências, né, como você também muito bem trouxe o conceito de deficiência. O que é deficiência? Como a gente olha para essa deficiência e o que impede da Da criança, do adolescente, do adulto ser incluído? Que barreiras são essas que impedem? Que olhar é esse que o outro tem? Que não que não que não possa eh a encontrar a forma de incluir, né? E mas voltando à questão dos profissionais, eh especialistas e apoio, né?
o apoiador e também no na especialização de um modo geral, né? Eh, um ponto que você trouxe, que eu gostaria de comentar é a constituição de vínculo, a construção de vínculos. Uhum. Eh, é sensacional esse dizer, né? Porque se não tivermos vindo, não terá avanço. Que seja pelo movimento do menino fazendo a contagem, que seja por um sorriso do menino que não se comunica, que não falava. Eu também tenho a prática da escola e a gente deste lugar consegue visualizar o que você dizia, né? Então a nós precisamos estar abertos. Nós professores precisamos estar abertos.
É uma situação fácil Fácil. Não é, não é, é muito difícil e dependendo da situação e da deficiência da criança, do estudante, se torna mais difícil, mas sempre terá alguém, um especialista, uma pessoa que vai ajudar a auxiliar uma leitura, uma forma também de interferir e interagir, porque eu entendo que a escola ela é de natureza pedagógica. Este é o ponto central. Nós não estamos falando eh eh sempre olhando para o parecer médico e você não focou nisso, Você focou nas possibilidades, na capacidade de desenvolver de cada sujeito, de cada criança, de cada estudante. Então,
nesse sentido, ah, eu entendo a partir da tua fala e já tenho também a minha posição, obviamente, a inclusão ela se dá pelo acesso, pelo acesso a todos os lugares, mas estamos falando muito especialmente aqui da escola, nós estamos falando para professores, né, ao acesso à permanência, a participação, A aprendizagem, a relação com as outras pessoas. essa orientação, a gente a gente não pode perder esse foco, as singularidades de cada criança, né, dentro daquilo que ele pode se desenvolver. E todas as crianças, eu eu entendo e você repetiu a minha frase, eu vou dizer novamente,
todas as crianças têm a capacidade de aprender. Seja pegar o garfo ou a colher para levar a comida à boca, seja na escrita, seja na leitura, seja no Movimento, seja nas relações, seja na fala, OK? É difícil para uns casos específicos é muito difícil, mas nós precisamos criar meios para poder fazer essa interação. E você trouxe a questão dos recursos, exemplos de algumas cidades, né? Claramente muitos professores aqui que estão nos acompanhando teriam muitos relatos importantes para dizer de avanços que tiveram com seus alunos. Então, para fazer um fechamento, eh, Daigles, porque nosso tempo está
estourando, você podia fazer um comentário, talvez eh em relação ao profissional, que eu acho, eh, penso que esse ponto você não trouxe. Então, rapidamente, se pudesse falar eh o que você pensa, então, como os profissionais eh o que você diria aos profissionais que estão questionando aí o adoecimento, a falta de conhecimento da especialização para tratar com determinadas Deficiências? É, é, eu penso que tem dois pontos importantes pra gente lembrar. Oi, tá, estão me ouvindo? Vocês me escutam? Oi, vocês me escutam? Ah, então certo. Dois pontos. travando um pouquinho, mas tá bem. Sim, certo, Certo. Vou
seguir, vou seguir. Eh, especificamente em relação às pessoas com deficiência, é importante a gente lembrar do nosso percurso histórico. Durante muito tempo, na história da humanidade, elas não eram bem-vindas, né? A gente tem relatos aí de que elas eram jogadas do penhasco abaixo para morrer. Não sei. Eu acho que muitos de vocês, né, já ouviram falar um tanto dessa história. A Gente tem momentos da nossa história que falaram: "Bom, sim, eles têm direito a viver, mas desde que seja num lugar específico para eles estarem, não junto com a gente." Teve um outro momento que a
gente, então, né? foi lá do paradigma da exclusão, cheguei num paradigma da segregação de que diz: "Não, tudo bem, eles precisam estar aqui. Eles podem viver mais desde que no ambiente separado." A gente chega num outro momento histórico que falou assim: "Não, tudo bem, eles podem vir para cá". Vamos pensar, eles podem vir pra escola desde que eles consigam acompanhar aquilo que é ofertado. Então, é condicional. Se ele acompanhar do jeito que tá, ele pode ficar um momento que a gente chama mais de integração. E a gente vive, né? E eu sempre gosto de lembrar
quanto tempo a gente escuta esse termo educação inclusiva. H em quanto tempo a gente tá na luta efetiva por os direitos das pessoas com deficiência Estudarem numa escola inclusiva, né? Tem gente que traz como marco lá a declaração de Salamanca de 99. Tem gente que traz como marco a política nacional da educação especial na perspectiva inclusiva de 2008. Agora, independente se é 94, se é 2008, eu gosto de lembrar também que a educação é direito de todos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 48, né? Então, eh, mesmo nesse tempo e considerando que a
gente tá em 2025, a gente tem muito mais tempo De exclusão do que inclusão. Então, não ter na nossa experiência humana o convívio direto com pessoas com deficiência traz esse nosso estranhamento de lidar com pessoas que a gente não está habituado a, né? Então eu trago isso para para trazer esse ponto para reflexão. Nós precisamos aprender a nos relacionar com seres humanos, né? Com seres humanos que têm seus modos de ser e estar no mundo. Eh, no conceito de pessoa com deficiência, a deficiência Não tá em si na pessoa, mas na relação do seu impedimento
com meio. Então, não enxergar, né, é um impedimento de ordem sensorial. Mas esse sujeito vai estar mais ou menos numa situação de deficiência, dependendo daquilo que a gente oferece na relação com ele. Se ele tá num ambiente onde as informações eh não chegam para chegam para ele não só pela visão, mas pela fala com recursos e dispositivos de voz, onde ele tem possibilidade de explorar e assim por Diante, ele tem mais condições, né, de participação e isso se dá na convivência. Obviamente nós precisamos nos apoiar e poder pensar sempre em quais informações, quais conhecimentos ajudam
a gente. Por isso, os processos de formação, formação contínua, são muito necessários, né? Então esse é um ponto importante para como elemento pra gente refletir o contexto que a gente vive. Um outro é que nós estamos em 2025 trabalhando Todo mundo paraa melhoria das condições na educação, de todos os profissionais da educação, tanto nas estruturas físicas, estruturais das escolas, nas condições de trabalho pros professores, enfim. Então esse é um desafio para todos, para todo mundo. Não é somente por termos a presença de estudantes com deficiência que a gente tem esse desafio. São situações que a
gente vive que precisamos lutar a favor da melhoria do dos sistemas de educação de um modo Geral e que isso é um é é algo que não se reduz aos desafios ligados às pessoas com deficiência. Faz sentido, professora Maristela, pessoal, né? Eu acho que é importante a gente lembrar isso. Eh, e que, eh, mais uma vez nós não podemos responsabilizar a pessoa com deficiência pelos problemas gerais que a escola vive. Por isso que na definição, na compreensão de que é uma escola inclusiva, a gente fala nesses processos de transformação da escola. Professora, professora Maristela Dais,
acho que a professora Maristela teve algum probleminha na conexão. Vamos esperar para ver se ela consegue restabelecer em função do nosso tempo. Eu queria pedir para que você já vá fazendo as considerações finais enquanto a gente aguarda para ver se a professora Maristela retorna. Certo, Joana. Certo, Joana. Eh, eu penso que é que falar de educação em especial Na perspectiva da educação inclusiva e hoje eu quis aqui, nós quisemos, né, uma escolha aqui nossa do instituto, é lembrar um tanto do que a gente tem como direito e possibilidades práticas para pensar contextos cada vez mais
inclusivos. Ele é um desafio, mas um desafio que diz respeito a todos nós de forma incondicional. A vida humana é repleto de seres humanos, repletos de gente, que cada e cada gente tá no mundo de um determinado De uma determinada forma. A escola pública, a escola é direito constitucional, é direito de exercício de cidadania, né? Então esse convite, né, que professora Maristela também destacou e eu destaquei a partir da professora da da Priscila, esse estabelecimento de vínculo com o estudante, com a realidade vivida, ela é fundamental pra gente eh identificar barreiras, pra gente poder pensar
quais são as mudanças, quais são as formas de Se a gente se relacionar e promover espaços que acreditam que tem altas as expectativas para todos os estudantes. Então eu acho que é isso, né? Quia queria agradecer a oportunidade aqui agradecer em nome do Instituto Rodrigo Mendes está conversando com pessoas agora ao vivo, mas sabemos que essa live vai ficar gravada, então é muito importante trazer esse tema para todos os professores, Professoras, rede públicas, famílias, enfim, muito muito obrigada e muito obrigada pela sua companhia, Joana, certo? Imensamente nós agradecemos a sua contribuição, professora Digles. E ah,
passamos imediatamente a palavra paraa Joana. Obrigada mais uma vez. Obrigada a todos e cada um que participou dessa desse encontro. Obrigada. Obrigada. Estão nos assistindo, que essa transmissão ao vivo, como a Daily já falou e a Maristela também, vai ficar gravada e disponível na galeria de vídeos do Convivo Educação. Aproveite para compartilhar com seus colegas de equipe que não puderam nos acompanhar ao vivo. Nossa equipe colocou nos comentários aqui no chat do YouTube o link da lista de presença. Vou repetir mais uma vez. Quem preencher vai receber uma declaração de participação no e-mail Registrado. O
formulário vai ser encerrado daqui a pouco, ao final desse encontro. Quem está assistindo em grupo de novo, uma orientação importante. É preciso que cada pessoa então você não fez ainda dá tempo para receber a declaração porque ela é individual. Eu vou pedir pra nossa equipe colocar mais uma vez o Qcode aí na tela para vocês apontarem a câmera do celular e acessarem a lista de presença, OK? E mais um recado importante, tivemos um probleminha técnico no envio das declarações das videoconferências anteriores, mas fiquem tranquilos, nossa equipe já está trabalhando para resolver e todos os certificados
vão ser enviados ainda no mês de fevereiro. Confiram também na caixa de spam do e-mail de vocês para ver se não chegou por lá. Encerramos por aqui a nossa jornada pedagógica 2025 da UNDIM. Esperamos que tenham sido momentos relevantes para Apoiar a sua prática educacional. Fiquem à vontade para revisitar os conteúdos sempre que possível lá no Conviva. Todos os demais episódios da Jornada Pedagógica já estão disponíveis no YouTube e na galeria de vídeos da plataforma. Até a próxima. Muito obrigada.