e não importa se você tá longe da Amazônia a Amazônia está afetando sua vida por não conservar a Amazônia nós estamos pagando uma conta de luz mais alta nós estamos sendo produtos que a gente poderia estar consumindo sendo destruídos Nossa agricultura vai começar a ser comprometida nossa base de produção de chuva de água tá sendo comprometido é o Brasil que tá perdendo por falta mais bastante complexo por causa da rapidez do ataque e totalmente inconsequente que tá acontecendo mas a gente tem que ser tão atento às novas formas de ataque às novas formas de abordagem
do ataque né e tentar identificar nas propostas O que é real ou que tá apenas com aquela capas verde e E se eu precisasse definir Amazônia em uma palavra eu diria que a casa porque você lê sobre a Amazônia você sempre vai ver a Amazônia abriga Amazônia tem a Amazônia grega né então são verbos muito bons que me faz lembrar de casa e não é só porque eu cresci lá é mas as evidências mostram isso né que a amazônia é uma casa de vida é [Música] E aí eu entrei na faculdade né a escola já
meu nome Amazônia e 68 nesse ano mesmo eu e alguns colegas procuramos estágio aqui ó a Tatiana BMW está a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental 72 anos esse momento que eu entrei na faculdade 68 né e o momento que eu saí e 71 até comecei a trabalhar em 72 era um áudio e Justamente a construção das estradas é a principais estradas e rodovias né porque era fortemente financiado era isso era o suporte para a implantação das políticas que estavam sendo planejadas pelo governo a Embrapa foi criada justamente nos móveis da revolução verde e no auge
da ditadura Olá meu nome é Rita de Cássia Guimarães Mesquita Eu tenho 60 anos sou a coordenadora de extensão do ímpar e pesquisadora e bióloga de Formação eu cheguei em fevereiro de 1985 no dia seguinte que eu me formei pela UFMG eu peguei um avião e vim para cá né então foi uma oportunidade que abriu para mim naquela época Manaus era uma cidade que tinha um pouco mais de 600 mil habitantes hoje ela tem mais de dois milhões Então nesse período que eu tô aqui eu ver essa cidade triplicar mais do que triplicar a naquela
época Floresta estava muito próxima da cidade uma cidade ainda não tinha alcançado aquela parte aí naquela época a gente começa ver assim a taxa de desmatamento aumentando a gente começa a ver que essa Floresta estava sob muita pressão sobre muito Impacto e eu vi um pouco talvez dessa memória que o Sul do Brasil tem do que que tinha acontecido com a Mata Atlântica e a Mata Atlântica foi que ela grande Floresta que a gente conseguiu quase eliminar e eu cresci tomando banho de Igarapé perto da Floresta né vendo bicho né tendo uma relação com a
floresta ouvindo lendas ouvindo história as explicações para alguns fenômenos que aconteciam né quando o a temperatura do ar mudava a umidade do ar mudava e a minha avó dizia que ia chover né Então essas coisas desde muito cedo eu tive o privilégio de ter né dentro da Amazônia né depois eu fui entender fenômeno de evapotranspiração importância da floresta para formação de chuva das raízes para formação dos Igarapés o manutenção dos corpos hídricos eu me considero muito privilegiada de poder ter vivido tudo isso desde muito criança e depois poder entender isso de uma forma mais metodológica
Olá meu nome é Natália Nascimento Sou geógrafa Doutora a essência do sistema terrestre passa o parte do da secretaria científica do painel científico para a Amazônia tenho 36 anos e [Música] e eu considero o painel científico para Amazônia uma iniciativa fantástica o painel ele surge como uma tentativa um grito desesperado de cientistas para tentar concientizar a sociedade sobre o papel da floresta amazônica hoje a gente já tem mais de 230 cientistas de vários lugares do mundo participando do painel e na Embrapa Amazônia Oriental Eu fui a primeira mulher a ser chefe geral que o termo
que utilizado para dirigente aqui nem lembrava Nacional eu fui a terceira diretor executivo comecei a acompanhar muito a o que estava sendo feito em agricultura alternativa que foi a fase anterior iluminar mais agroecologia e nesse momento eu tentava nas programações da Embrapa onde é que eu poderia apresentar uma proposta nessa linha aí eu achei um reuniões anuais de programação onde vinham pessoas de Brasília para discutir conosco as prioridades e eu acordei uma dessas pessoas e perguntei qual que camisa deveria tomar para apresentar uma proposta em agroecologia agricultura alternativa ele recebeu um sonoro não é negativa
que eu recebi ela eu uso muito psicologicamente como ponto de referência quando desânimo é e nós estamos alguma chovendo ou não e agroecologia ou em produção sustentável né porque a partir daí eu comecei a procurar as brechas e as festas né e assim através de brechas e festas que eu tenho conseguido avançar nessa agenda seja como pesquisadora como chefe da unidade como diretora da Embrapa o cidadão eu diria que é agroecologia é uma uma ciência né uma prática movimento que ela lida com aspectos ligados a buscar uma agricultura sustentável baseada na aproveitamento máximo das forças
da natureza né que a seja seus produtos como os processos do biológico de ofício que hoje O químico na é mas ela preocupada no contexto também é que haja mais justiça social uma avanço uma questão da Z inclusivo do espírito de vários segmentos né com espaço bastante forte para construções colete o que você considera o Saber local o Saber duas interessadas nessa construção e logo quando eu voltei no meu doutorado eu comecei um pós-doutorado associado ao ímpar eu não era servidora do INCRA ainda e nesse pós-doutorado eu estava ligada com o mesmo projeto que me
trouxe aqui que é o Projeto dinâmica biológica de fragmentos florestais e nesse projeto eu reiniciei coordenei durante dez anos um curso que se chamava princípios ecológicos para a tomada de decisões na Amazônia e dentre essas colaborações havia o interesse em ampliar o conhecimento científico sobre áreas muito pouco estudadas e nem e nesse processo a gente começou a poder organizar uma agenda de Pesquisas promovendo visitas técnicas e expedições científicas a locais muito pouco conhecido muito pouco estudados alguns anos depois é isso já nos anos no início dos anos2000 eu fui Me acompanhe a equipe da Secretaria
de Meio Ambiente do Estado do Amazonas Com base no trabalho do meu setor com os técnicos que a gente trabalhava junto a minha equipe foi que a gente consiga construiu toda argumentação para criação do mosaico do Apuí entre outras áreas é esse é um dos que eu me lembro muito assim me marcou bastante que pela importância que esse mosaico tem como uma barreira ao desmatamento do Sul do Amazonas aquelas pessoas que eram contrárias à criação das áreas protegidas sempre vir com esse discurso porque mais não tá bom não né isso para mim me fez perceber
que havia uma as pessoas não compreendem o papel de uma área protegida mesmo para o desenvolvimento então que era necessário ampliar essa compreensão EA melhor forma de fazer isso é por meio da Educação [Música] e quando você é da Amazônia e que você começa a olhar os números você começa a sentir falta das pessoas você começa a sentir falta do motor de tudo aquilo né das vontades mas decisões então meu doutorado inteiro eu passei tentando entender processo de tomada de decisão sobre o uso da Terra principalmente tomada de decisão e legais né como alguém dentro
da Amazônia não é que tá ali produzindo e conhece a a legislação como é que essa pessoa decidi mesmo conhecendo tudo desmatar hoje na Amazônia infelizmente para muita gente é muito mais lucrativo desmatar né Desenvolver atividades Ilegais do que manter a floresta em pé ou ainda reflorestar o que é mais difícil hoje o que se lucra com soja com pecuária na Amazônia ele é muito maior do que o curso de uma multa e ambiental tem problema de fiscalização do Ibama os órgãos de fiscalização estão desmanteladas não a respeito para os fiscais em campo né as
os órgãos Estaduais de fiscalização ambiental estão sem recursos e sem suporte Então tudo isso tem contribuído para que as pessoas comem a decisão pela ilegalidade mesmo sabendo que é um risco né mas o risco hoje ainda ta compensando agroecologia na realidade ela ela tem várias facetas que várias dimensões né E ela ela Cunha só vai consegue tratar de assuntos complexos e que exigem ações Inter e transdisciplinares né não existe outra saída eu acho que Principalmente uma região como essa no canto tantos impactos socioambientais é que vão tirar se somando a cada dia nós trabalharmos em
caixinhas né ignorando eu tô criando tecnologias ignorando aspectos sociais culturais e políticos e fortemente jogo político nós temos uma região bastante complexa que tem vizinhos nós temos plano Amazônia nós temos uma América Latina né E nós temos que trás desses elementos nessa construção e só tem duas coisas que eu acho que são fundamentais para alguém como eu mulher da Amazônia para entrar nessa vida de ciência não é de pesquisa que acesso né uma acesso à universidade que não é não era uma coisa fácil ainda não é hoje e a outra foi ter acesso a grupo
de pesquisa né Porque até então na universidade você tem algumas limitações na Amazônia né que é uma alimentação históricas e sistemas educacionais né a gente tem pouco recurso a gente tem pouca tecnologia pouco investimento e pesquisa então quando eu consegui entrar num grupo de pesquisa e Internacional e o ouvir o que as pessoas falavam da Amazônia que a região que eu nasci tinha uma importância Global foi que eu entendi que nossa o que privilégio está aqui tenha nascido aqui e é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida ao final das contas
tudo um pouco conectado então nós aqui nesse momento estamos dentro do Bosque da ciência o Bosque da ciência ele já tem 26 anos de existência e então ele é fruto do trabalho de muitas outras pessoas que vieram antes de mim é um dos locais mais visitados do Brasil eu acho que as pessoas não têm muita essa visão nós recebemos aqui mais de 100 mil visitantes por ano existem poucas áreas protegidas no Brasil com esse nível de visitação então é muito claro o papel que esse lugar tem para ser uma porta de entrada para a sociedade
para o morador Urbano para o turista que vem visitar a Amazônia para conhecer compreender e experimentar um pouco dessa Floresta aqui então ele é um espaço de educação mas ele também é um espaço de lazer ele é um espaço de contemplação de aproximação com a natureza todo cidadão se estabelecer suas relações com a natureza porque a natureza e melhor a vida de todo mundo e [Música]